quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Amor intra-uterino é a Pátria que pariu
E o que o Amor tem com isto?
Ausente, substituído pela ganância e pelo medo, travestidos de indiferença, faces da mesma moeda cunhada por um sistema de Poros (abundância) e Penia (escassez).
Aceitar isto com o intuito de mudar a realidade é tornar-se Amor, filho mítico e justo que necessita ter vida própria - desatrelada a de seus pais, Poros e Penia - e que traz ordem ao sistema caótico que perpassa todas as células: do indivíduo ao governo, passando pela família (muitas vezes ausentes), pelas empresas (por muito inescrupulosas), pelos noticiários (por demais escabrosos) e por indigentes, de cotidianos sempre dolorosos.
O que esperar de quem está exposto à violência desde o útero? O pai alcóolatra estupra a irmã, bate na mãe que tem sorte se souber de verdade quem é o pai de seus filhos, de tantos desamores que passaram pelas brechas de prazer de sua também sofrida vida.
Engana-se quem pensa ser esta uma defesa do moralismo.
Pretende ser mais que isto; pretende ser uma defesa do Amor por todas as células (biológicas e) sociais, entendendo-o como respeito, zelo e compaixão à semelhante diferença do indivíduo como um todo, desde o núcleo familiar até ao governo, passando por empresas e instituições: falta-nos Amor, pura e simplesmente; o responsabilizar-se pela vida, com alegria e leveza.
É agir pensando no bem comum, valor extraordinário perdido no caos de nossos desejos irrefreados.
Na família e nos relacionamentos, o pensamento-ação da compreensão e do perdão, entendendo que também erramos e que todos queremos acertar - mesmo aparentando o contário -, e que com paciência e atenção tudo se resolve e encaminha.
Na empresa, ofertar soluções éticas, justas e sustentáveis, partindo das necessidades dos clientes e do mercado, levando em consideração o impacto na sociedade e no meio-ambiente, entendendo o lucro como um resultado natural, não como um objetivo obsessivamente perseguido em meio ao qual se esquece das demais variáveis e subjuga-se valores inalienáveis.
No governo, legislar com soberania, acima dos próprios interesses e dos grupos próximos e fortes, buscando uma justiça social que eleve o padrão através da educação, da saúde e da segurança, possibilitando a todos viver o Brasil e não apenas sobreviver no e ao Brasil.
Temos, como indivíduos, famílias, corporações e governos um potencial sem fim para a felicidade, abundante em um país com recursos naturais imensos.
Aceitação é a palavra-de-ordem.
Aceitar nossa realidade relativa atual e aceitar este horizonte de grandeza em um futuro que nunca chega, pois também não aceitamos nossa realidade absoluta: a de que somos uma nação abençoada por Deus, bonitos e ricos por natureza - comportamo-nos como condenados, transformando o paraíso em prisão.
Apenas o Amor pode nos libertar e nos dar uma nova vida, parir uma nova pátria.
Amado Brasil, Amor é a nova ordem que nos conduz ao eterno progresso; e começa por cada um de nós: dentro de nós, em nós mesmos; dentro de nossa família e círculo de amizade, naqueles momentos de estresse e insatisfação, superando os obstáculos para se reunir em confraternização; dentro de nosso trabalho, dedicando-nos com zelo e atenção plena; dentro do governo, justamente diligente e soberano.
Não importa aonde ou com qual dimensão, o Amor começa em cada um de nós em qualquer ocasião.
É no útero de cada grávida que um novo Brasil é gestado. É em cada ato sexual que um novo Brasil é projetado. Brasil, não foda, ame.
No relacionamento ético do dar-e-receber com zelo e respeito, Amor é a ordem que conduz ao progresso,
Amor semper apertus est
É estar aberto à possibilidade de que vai dar certo e que só depende de nossa vontade e representação interdependente que de fato dê.
É permanecer e resistir aberto, consciente do que lhe cerca e do que está em si, da equanimidade original que habita todo canto e habilita todo centro; e exatamente por isto conscientemente es-colher o que se planta – em si e na interação com o Todo -, ciente de que é tudo bom no absoluto, mas que há de se ter zelo no trato relativo à interação das partes ainda por se fundir.
É entender que tudo acontece e depende de nossa canalização – ou seja, não apenas interpretar, mas conduzir ao bem: na realidade da natureza tudo é vacuidade, somos nós que construímos – já a partir do olhar – o mundo em que vivemos: o valor que es-colhemos começa pela atenção que depositamos.
Poupa-te dos infortúnios, doa-te por inteiro: livre, destemido, terás coragem de Ser por completo, Amor fati, tornando-te teu destino, sem obstáculos, apenas trampolins.
Ao invés de mal-dizer um acontecimento que de alguma maneira lhe incomode, receba-o aberto – inspira – acolhe-o e transmuta-o para seu oposto: transformando latão em ouro.
Na alquimia da vida,
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Do Amor à rede: o fecundo poder da limitação na criação
Tal qual a beleza - Afrodite - nasce da castração de Urano (o Céu) por Saturno (Chronos, o Tempo), também nossas criações nascem sob a égide da castração do que é possível realizar: quando não relacionado à recursos, sempre ao prazo de finalização.
O que mais escapa dessa equação é o relacionamento que - eterno enquanto dura - pode transcender até a morte o nascimento, perpassando vidas através de seus portões.
Nas relações o maior limitador não chega a ser o Tempo - a percepção deste é que nos angustia -, mas sim o ego humano e suas idiossincrasias; todavia para se atuar em parceria (duas pessoas) e se estabelecer uma rede (três ou mais pessoas) é preciso incluir não apenas o potencial dos envolvidos, mas principalmente suas limitações e as de seu entorno: antes de frustrar, as limitações servirão de canalizadoras para se conduzir a relação e os projetos rumo ao êxito.
No canal do Amor, margeado equanimemente por compaixão e regozijo,
Amor além das páginas
O livro grita e quando me aproximo, ouço seu sussurro e leio por linhas tortas como endireitar as coisas.
No índice de nosso Ser,
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Amor, destino constante
Não sei se fazes parte de meu destino no futuro, mas fazes parte de meu destino no presente; Amor, destino constante, ciclo resignificante.
No passado que se atualiza e resignifica a cada interação feita a partir da abertura do coração,
Amor, eterno momento
Não quero reviver o passado ou viver no futuro, quero estar presente na eternidade de cada momento.
No momento, quero estar eterno,
A solidão necessária do Amor
Como diria Nietzsche, "a solidão nada tem a ver com a presença ou ausência de pessoas".
A solidão é apenas a reserva amorosa do espaço para verdadeiras companhias.
Este vazio (kénosis) é condição fundamental para ascese. E para a troca na união produtiva e evolutiva.
Na essência da solidão, encontro consigo mesmo,
Os sentidos do Amor
O Amor é a busca pela sinergia, não o reforço das diferenças. É empreendido por dois Seres fortes e inteiros.
O sentido do Amor é harmonizar os distintos; aparentemente opostos, mas complementares em essência, canalizando-os em hierarquia rumo à evolução disposta na mandala do Ser.
A partir deste princípio, do Amor, a reta razão do pensamento nos serve não para buscar evidências (óbvias e visíveis) de distinção, individualismo e isolamento, mas organizar e manter a coerência dos processos intuitivos que devem impulsionar e conduzir nossas vidas que deságuam em sensações e sedimentam sentimentos no infindável ciclo cognitivo que é viver (em comunhão).
Na meditação que discerne os ciclos e espiraliza a ascese,
Amor, segredo da juventude e do bem
A beleza externa,
ó tentação,
ofusca e enebria,
ilude o coração.
Tateia cego
em meio às projeções;
excita-se com as formas e perde-se em meio ao ego.
Enreda-se, enrosca-se nos véus das ilusões.
Preso, não chega à beleza interior
agoniza diante da impermanência exterior.
Iludido, liberta-se para em nova bela armadilha cair,
ignora os padrões que tende a repetir.
A beleza é o belo
e também a simpatia
acima de tudo valores que geram harmonia.
Do exterior ao interior, o Amor é elo.
A beleza é assim na Terra como no Céu,
eis um segredo que dissipa o véu:
resistir às chamas das paixões
liberta-nos a viver o Amor livre das ilusões.
Canalizar o impulso,
ordenar a direção,
garante o destino
do Amor à paz e união.
No secreto da beleza, segredo da juventude e do bem,
Amor erudito e visceral
A pele é o primeiro contato,
no segundo, o ato.
Mundo que se cria,
orgasmo seguido de agonia.
Vazio.
O que me completa?
Não é esta do Amor a meta?
Saciar o cio?
Do Amor animal
ao Amor elevação
é tudo igual
como níveis à superação.
Em contatos imediatos de terceiro grau,
transcende-se a carne, pseudo-mal.
Reencontra-se o Vazio que nos completa;
Edificar nosso Ser, eis a meta.
No quarto, a busca por valores;
assim evitam-se as dores
de (mais) uma separação,
pois a pele é superficial para sustentar a união.
É na estrutura do osso e de nosso DNA
que há abertura para crescer e prosperar:
Amor através da pele, pela carne até a alma
ofegante e com calma
a eternidade a contemplar.
Eis o Amor fati, és o que há.
No não-dualismo que a tudo fecunda,
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Haiku do Amor
Amor criador
é os olhos do mundo
Amor fecundo
Amor semente
disseminação do bem
sem olhar a quem
Alma floresce
exala o aroma
Do Ser ascese
Amor é lindo
contemplação do Uno
escada do Ser
No 5-7-5, esquema do Amor que permeia sílabas e células no ritmo eterno e belo da verdade de nós,
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Amor 23
A vara e o cajado já não causam dor, já não ameaçam, antes consolam e conduzem a um banquete de confraternização com nosso inimigo oculto em nós mesmos e, à Luz de velas, vamos iluminando gradativamente nossa sombra, transbordando os limites de nosso ego, expandindo nosso Ser.
Reunidos-em-nós caminhamos em paz, semeando bondade e compaixão, a cada passo florescendo uma flor-de-lótus, a cada instante e em todo lugar, chamando o mundo de lar.
Na pulsão da vida, Cristo que habita nosso Ser, diamante que ilumina a todos, Budas em essência,a quem nada faltará se tudo e a todos se entregarem,
sábado, 17 de julho de 2010
Amor, ato criativo
Amor é a abertura de Ser, fissura que deixa irromper o artista em nós e que faz de nossa vida uma obra-prima: é a moldura, a tela, a tinta, o pincel, o objeto, o autor; mas sobretudo, é o espaço que une tudo isto com harmonia e equilíbrio que resultam na beleza ao longo do tempo a ter com a eternidade em cada momento.
Se não pintas ou escreves e não queres ao menos ousar, tudo bem, trabalhas e tens teu par - já podes aí se lapidar e polir a jóia bruta a cada despertar.
E quando o par ímpar fizer, todos ganham se de fato houver Amor entre o homem e a mulher.
O Amor gera na fecundação a beleza da divindade, o equilíbrio da natureza e a harmonia do Ser, o malgam que eterniza toda a philia.
Na beleza do orgasmo, verdadeiro ato criativo,
O livre arbítrio do Amor
Eros é nossa liberdade, impulso múltiplo e infinito que temos a liberdade de canalizar e direcionar conforme nossa vontade, poder e interesse/curiosidade.
É na intenção e motivação então que reside a verdadeira liberdade e não no exercer do impulso, ao qual somos, na prática, atados e do qual somos, em suma, reféns.
O paradoxo reside em desapegar-se desse amor-próprio ao impulso e a uma ilusão de si, pequeno reflexo do Todo de nosso Ser, para se encontrar com seu alter realizando a ascese e a expansão do Ser.
É no cultivo do Ágape - condução do impulso - à esferas mais elevadas que realizamos a philia - união - com nosso alter, outro em si e em nós, conduzindo o impulso primordial para se retro-alimentar em um processo fecundo, expandindo, potencializando e engrandecendo o amor-próprio ao Ser.
No ciclo do Amor fati - antídoto à Força Schopenhaueriana - livre arbítrio que confirma o Ser,
Da liberdade ao Amor
Amor é cada um na sua com muitas coisas em comum.
Na liberdade que respeita, não prende, mas voa junto,
sexta-feira, 16 de julho de 2010
3 Amores no topo
consumindo liberdade
em igual fraternidade.
Ousando levantar o olhar, que achado!
Seu frescor de juventude
exalava forte
contrastava com a terrena atitude
que lembra em vida a morte.
Já não ousamos subir mais.
Jah! Nos contentamos com o reflexo da Luz.
Jaz o impulso da ascese no corpo e outros bens materiais.
Já não sabemos o que nos conduz.
A chama me chama
o fogo arde
o mistério conclama
pra subir nunca é tarde.
A intuição procede prudente
o sentimento lateja
a sensação deseja
e a razão caminha contente.
Era sabido o destino
deste alado menino.
Perdido se encontrou, nas palavras um meio;
sua escada conjugou, subiu sem receio.
As três meninas, já sabemos quem são:
Eros, Ágape, Philia; libertação.
Do mundo das idéias, tentação da elevação,
mas, ao menos por hora, não era amor fati ter com elas não.
Na inspiração que subiu ao telhado e nas asas das palavras alçou vôo para conquistar vales e picos e nas planícies eternas do Ser planar,
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Amor animal
O que você não me pede miando que não faço latindo?
No X da questão que estima a ação do Ser na relação,
Filosofia é Amor
Filosofia é viver de acordo com a sabedoria da mente-coração; o resto é masturbação mental e erudição precoce.
Na harmonia e coerência de corpo-fala-mente,
Amor lúcido
Amar é estar preparado para viver a eternidade e o instante; é se relacionar com o aqui e o agora com atenção plena e de maneira presente, independente da ruptura que ocorrerá cedo ou tarde.
Amor é estar preparado para viver vitórias e derrotas e ser sempre vitorioso através do aprendizado de cada interação.
Na lucidez da chama do coração,
Da alegria à felicidade, o desapego do Amor
Na ânsia e pressa em controlarmos tudo e termos a posse da felicidade afastamo-nos de nossa alegria interior, verdadeira fonte, Amor na essência.
Na alegre semente que distribui os frutos da felicidade,
domingo, 11 de julho de 2010
A (nova) ordem do Amor
Inverter-se a ordem dos fatores para alterar o produto: sexo não depois do casamento, mas philia depois da ágape: determinar o regime de valores da união para se entregar ao prazer e fazer da carne uma escada para o Ser; e da união de dois inteiros a celebração da plenitude individual e coletiva.
Na coragem de se assumir humano, no controle de Si,
A concepção do Amor
Amor é o tempo que nos concede o espaço para nos tornarmos eternos – através de nossas ações convergentes do corpo-fala-mente.
Na geração espontânea da bodhichitta, mente iluminada da abertura do Ser,
A Luz do Amor que somos
Como seres que espelham o cosmos que somos, devemos brilhar.
No Amor que reluz da mente-coração de cada um de nós,
Aceitação é evolução, no Amor intuição
Amar é aceitar o Aqui e Agora, intuindo a evolução e melhora próxima e agindo de maneira precisa e necessária para sempre elevar o Aqui e Agora à eternidade.
Vejamos no exemplo do professor e do aluno.
O aluno deve reconhecer no professor o melhor professor que ele pode ter naquele momento e estar aberto à intuição para saber quando é necessário partir para aprender (e ensinar) com outro; evitando assim também o desgaste de algo ultrapassado e que já rendeu o esperado, afinal, vida é renovação.
O professor então – sempre doando o máximo de si e no máximo que o aluno suporta a cada etapa e momento – terá a oportunidade de Ser o melhor professor para outro aluno que encontrará a excelência em seu nível (que encaixa no do professor) – não há absolutos, apenas excelências referenciais.
No mestre de todos nós,
Amor, flor do Ser
O corpo é a terra fértil, o vaso no qual cultivamos nossa flor que desabrocha em nossos corações.
A alma é o aroma agradável que nos concede esse cheiro de eternidade.
Amar é selecionar a semente a ser cultivada, é a rega, o adubo, a poda, a erradicação das ervas daninhas e parasitas e o regozijo com a forma, o aroma, a textura e a Luz, beleza da flor de nosso Ser, que desabrocha em e por Amor.
No adubo de nossos corações,
A natureza do Amor civilizado
Amor é entender que civilização e natureza não são antagônicos, mas pesos equânimes do equilíbrio sustentável de nossa evolução como Ser em Rede.
No ecossistema do Ser,
Amor budista
Amor é jogar-se no abismo da tristeza, mergulhar no oceano do sofrimento e descobrir que era tudo ilusão; é encontrar-se no vazio, com coragem de construir o melhor dos mundos possíveis em um universo sem fim de possibilidades a partir do agora; antes do primeiro passo, depois da chegada.
No tudo – e que é contrário ao nada – que emerge do vazio a partir de nossa interação, contemplação da mente-coração,
Amor, instante sublime da sabedoria
O Amor enxerga a ordem do caos e assim beleza em tudo, não tem a ânsia de construir um belo deformado (a qualquer custo), à imagem e semelhança da origem e, portanto, sempre ansiosa desta – tanto de obtê-la em futuro próximo, quanto de recuperá-la em um passado distante.
É na eternidade do momento, no aqui e agora sem forma, sem conceito, apenas vivência que somos - seres eternos em nós mesmos, criadores de nossa prisão nas memórias do passado e esperanças do futuro, libertadores do presente apenas através do Amor, janela de possibilidades em um sem fim de escolhas -, que a beleza se ordena em um ciclo constante e alternante de (des)ordenação e (des)construção. A beleza se ordena para no instante seguinte se modificar e tomar a forma de outra beleza.
Nunca conseguiremos apreender este momento e quanto mais o tentamos, menos o vivemos.
Quando nos abrirmos para esta experiência, convergiremos a beleza do passado, do futuro e de todos os presentes, contemplando a beleza do caos, agora ordenado por um entendimento e compreensão supraracionais, o conhecimento sublime e transcendental do Amor que tudo abarca, tudo une e tudo organiza.
Desapegar para interagir, isto é Amor.
Na abertura do espaço-tempo, conhecimento do Eterno,
A geografia do Amor
O Amor é uma Ilha em um oceano de sofrimento e mesmice e constrói pontes para o infinito, supera os obstáculos (do sofrimento e da mesmice) em nós mesmos e fecunda um continente de Seres – em nós e no Todo.
Na capital do Amor, cujo centro se encontra em todos os corações e cuja periferia não se encontra em lugar algum,
Amor, no céu também há inferno
Nesse interim, o Céu (Urano) nos auxilia a nos libertarmos dos excessos e nos reinventarmos de maneira inusitada e menos dolorida, e Netuno nos mostra o mundo de possibilidades às quais devemos contemplar, mas às quais nunca devemos nos apegar, pois se transformam facilmente em ilusão, na qual podemos nos afogar.
Sempre no firmamento, Júpiter (Zeus) nos concede a bênção e a fortuna de que tudo pode dar certo, dependendo de nossa intenção pura, sendo nosso protetor e benfeitor, mostrando-nos o caminho da ascese: altiora semper petens - almejar sempre o topo, o melhor de nós mesmos e do mundo, em um universo sem fim de possibilidades.
Saturno, nos mostra o Tempo, Júpiter o espaço, são a fronteira final, o limiar ao qual necessitamos chegar para nos superar; cabe a nós exercer com excelência e progressiva melhora nossa força guerreira (Marte) para vencermos nosso ego, e através de nossa inteligência (Mercúrio) organizar nossas órbitas pelo princípio da harmonia e beleza (Vênus) para tornarmo-nos conhecimento vivo de nosso Ser, Amor - força que liga e perpassa todo o cosmos e se cristaliza aqui na Terra.
Se não tivermos nos liberado e ficado apenas com o necessário para nossa jornada, Plutão, senhor do Hades, queimará o excesso e nos retirará todo o supérfluo - mesmo aquele que não impediria nosso progresso -, para que o aprendizado aconteça, pois a alma não falhará em seu desígnio e conta com a ajuda destas entidades para realizar seu caminho para se tornar o que é, Amor.Na verdade do Mito do Amor, princípio que ordena e em torno do qual tudo orbita e se origina,
Fragmentos de pensamento unidos por Amor
A esperança é a distração que te tira de ti e te leva a por em algo exterior sua força.
A fé, o Amor da alma, é o mergulho interno no qual se colhe suas forças e se comunga com o que há de melhor no cosmos.
Na canalização amorosa que dá forma a um novo Ser,
Amor inabalável
Na condução sobre o fio da navalha,
Amor entre iguais, a diferença faz
Do Amor fati, Amor primordial e destino do Todo, mônada que a tudo abarca, perpassa e une, emanam suas mais diversas manifestações, cujo destino é confirmar-se-a-si-mesmo enquanto Amor, princípio que forja a dualidade no Uno, evidenciando sua pluralidade no ciclo do Ser.
Quando está tudo igual, o Amor é o diferente. Quando está tudo diferente, o Amor é o igual.
Amor é a Luz que traz harmonia e equilíbrio para a Força.
Na forte Luz que está sempre conosco,
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Amor, ciclo-em-si
Amor é entender que é no vale que colhemos a força para subir aos picos mais altos.
Por isso, es-colha com alegre sabedoria e não-identificação, apenas regozijo e satisfação, contemplação da certeza de que tudo é passageiro, que após à escuridão das dúvidas vem a clareza das certezas que, por sua vez, não tardarão em nos cegar.
E, em meio à nova escuridão, emergirá um novo Ser, sempre, a cada amanhecer.
Amor é a luz de vela que ressalta a unidade dos contrastes e aceita a beleza dos opostos complementares, verdadeiras manifestações do Uno.
Na alegria de Ser, ciclo-em-si, contemplação da paisagem da qual somos co-autores interdependentes,
Amor, ensinamento-mor
Amor é a via prazerosa do aprendizado e a compreensão de que quando não se aprende por bem - por Amor - se aprenderá pela dor.
O ensinamento sempre acontecerá, cedo ou tarde, no instante da eternidade, Amor que se faz presente.
No aprendizado do conhecimento sublime,
Abertura do presente, oportunidade do Amor
Não deixar antigos padrões macularem possibilidades futuras, eis a abertura do presente, a oportunidade do Amor.
No plástico bolha que protege, mas não sufoca,
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Voto é Amor
Voto é compromisso consigo mesmo.
O Amor é um voto tripartido: consigo, com o outro, com o Todo.
É eleição do que se eterniza a cada instante.
Na urna que pulsa em todos nós,
Na interação consciente do Amor
Só se é independente de fato, quando se reconhece a interdependência em cada ato.
Na inter-ação,
Amor da alma espelho
A alma é o espelho que pode fazer a natureza refletir o Uno e isto só é possível se o fizer com e por Amor, sem distinguir o Uno da Matéria e a matéria em e dentre-si, reconhecendo, como Ser independente, Logos em formação, a unidade através da interdependência.
No caminho do meio que é a Alma e o Amor, unos em essência, distintos por conceituação,
Os desvios do Amor
Há tantos caminhos para o Amor, tantas maneiras de amar e caminhar; todas são dignas, todas convergem, todas levam ao Amor.
Mas como diria Goethe: “es irrt der Mensch solang er strebt” – o homem é errante em sua busca, ou ainda, o homem se equivoca em sua busca; as mulheres também.
Ainda mais quando há armadilhas no caminho. E as há, pois somente aqueles que perseveram com a clareza e a força digna do Amor incondicional e universal, compaixão que aquece e eleva a alma, evitam as distrações e enganos das inúmeras bifurcações – a cada encruzilhada a tentação do desejo, a cada esquina um flerte, um gracejo; a cada milha, o ego enche o papo com as migalhas de elogios e macula seu caminho com escatológica crítica.
E agora? Qual das direções tomar, quais tentações negar, qual impulso canalizar, quais erradicar?
Contempla. Observa-te e a teu caminho com carinho e atenção, não te levas pela emoção do desejo empolgação, tampouco por tua romântica criação – ego, teu nome é ilusão; não és salvador, não és mártir, não és carrasco, não necessitas de redenção. És da alma infante: puer faz com o senex de teu Ser as pazes.
Pratica o Amor fati e traz tudo para dentro do caminho; o caminho do Amor, é verdade, é vida.
É a forjadura de nossa ascese.
Se está em seu caminho, é parte de teu destino: não julga, não rejeita, não apega – discerne: lida com tudo de maneira soberana e independente, na consciência da interdependência que é co-autora de nosso caminho.
Intui seu lugar na eternidade e faz-a ser no aqui e agora , presente em beta, realidade em constante construção.
No “Keep going” do caminho do bodisatva, homenagem ao meu Lama Chagdud Tulku Rinpoche, farol de sabedoria e compaixão em noites escuras de incertezas e indecisão,
domingo, 4 de julho de 2010
Sobre o Amor
Amor é interdependência externa e independência interna, a sabedoria da mente-coração que discerne e age.
Descendemos do Uno, espaço básico, caos que tudo abarca e do qual tudo origina.
No princípio não há diferenciação, é após a concepção que o conjunto de forças externas (karma) e internas (vontade) dá forma ao secreto (potencial que somos e devemos nos tornar) e particular, no início da interação da vida que é pulso de força, potência em ato; inter-ação, onde não deve haver re-ação, mas apenas trocas equânimes de ações afirmativas do Ser em busca do Uno, unidade em nós.
Nosso Ser, segundo estágio de diferenciação do princípio, não tem fim, é eterno re-começo em busca da plenitude, do voltar-se ao Todo, do achar-se-a-si.
É o olhar ativo que es-colhe o caminho do religare, da re-união através do corpo, fala e mente convergidos no coração; é a confirmação da ascece (Eros), da beleza (Ágape) e do bem (Philia).
Caímos para nos levantar, a começar a contemplar a origem, pois vida é movimento de reunião à nós mesmos e ao Todo; o mal é estagnação e isolamento egoísta, tem origem na passividade e se confirma na es-colha errônea, impensada, não-sentida, não-intuída, que não converge ao Todo, mas prioriza uma das partes e gera distinção entre o Eu e o Outro.
Cada ato nosso deve conter nossa origem pré-distinção e deve convergir à harmonia e à união.
Devemos conduzir-nos e almejar sempre o topo – altiora semper petens – comungar com o Todo, com-unidade, lado-a-lado, equânimes, deixando a alma ser o farol, o corpo o barco, a chegada o êxtase e o mapa (astral) o destino; ágape, eros, philia e fati, respectivamente.
Só no Amor, princípio, meio e fim,
Amor escrito, Amor vivido
Na compreensão da interdependência e ação independente consciente,
sexta-feira, 2 de julho de 2010
O cultivo do Amor Ágape
Já o Amor Ágape é algo que se recebe enquanto bênção e inspiração a partir da meditação, oração e contemplação ou se pode construir a partir da filosofia, erigindo uma hierarquia e sistema de valores: do menos embebido do divino (ponto isolado, solitário, ego) ao mais radiante Todo (ponto diferenciado, unidade, conjunto, valor que converge).
É a partir deste elemento [Erôs] conquistado a partir da fé, da visão e do trabalho que se canaliza o impulso Eros para alcançar um resultado Philia superior.
A cada ação ocorre um ciclo de Eros-Ágape-Philia que nos aproxima ou afasta da missão da Alma se confirmar no Amor - Amor fati.
A cada ação deve haver contemplação para refinar o sistema Ágape. E redefinir a direção da próxima ação, reforçada pelo cruzamento da técnicas de inspiração divina, contemplação e filosofia, convergindo a uma sustentável visão única e convergida.
Na redefinição das coordenadas,
quinta-feira, 1 de julho de 2010
No Amor, mal não há
Amor é compreender que já na concepção se distingüe o que ganhará forma daquilo que permanecerá apenas como possibilidade dentro do potencial criativo e latente.
Amor é esse não julgamento e retorno ao espaço-mãe que é pai de todos os fenômenos a partir de nossa interação.
Na concepção que principia e finda no Uno e é única apenas quando faz a diferença,
terça-feira, 29 de junho de 2010
Amor, natureza cósmica do Ser
Síntese do Todo, filho do Amor de Pai Cosmos e Mãe Natureza, devemos prestar sinceras homenagens, tornando nossas vidas um louvor à Terra que amorosamente nos sustenta.
No alto astral e Amor sem igual a partir da natureza cósmica do Ser,
Amor ensinamento
Cabe a cada um buscar aprender como pode, na certeza de que se um fato for evitado por um lado, o mesmo aprendizado atrelado ao fato evitado acontecerá de outra e qualquer maneira.
Na compaixão que vivifica todo conhecimento,
Amor victor
aceitar as derrotas,
jamais deixar de viver:
fazer da alegria interna a felicidade externa,
eis a vitória do Amor.
No caminhar inabalável por críticas ou elogios,
Amor conforme o caminho conforme o Amor
Amor é o caminho, o caminho é o Amor. E nós, um infinito de maneiras de percorrê-lo.
Na afirmação da vontade que independe de objetos exteriores, de ganhos ou perdas, Amor que é evolução-em-si, trilha do destino,
Amor, hoje, ontem e sempre
Amor é o guia que direciona o Aqui e o Agora para o todo sempre.
Amor é a união do instante com a eternidade.
Na expansão da consciência,
Amor é transferência
No trabalho em dupla do corpo e da alma, companheirismo amoroso,
A fonte do Amor
É da vacuidade que emana o Todo: a relação com o Amor é bidirecional e multidimensional.
Na Alma, farol do coração, ponto de Luz na pineal,
Amor é prática do refinamento
No extraordinário do Amor,
Amor contra o pecado original
O pecado original é nos alimentarmos dela antes desta ascender e se tornar sabedoria transcendental, alimento sustentável.
Saber se cultivar é transcender e ter a certeza de uma colheita abundante, onde nenhum fruto é proibido.
No tantra do jardineiro, cultivo do Ser, fruto do Amor,
Amor é PKM
Na linguagem do Amor: eros (impulso criativo), ágape (impulso organizacional e que direciona), philia (impulso que une).
Ser responsável por seu conhecimento, estar sempre em busca e na troca, consciente de sua responsabilidade na aplicAÇÃO é SER AMOR, perfeição do Ser.
No Logos do coração, nous da eternidade,
Meditação no Amor
quais sementes regar, eu é que escolho.
Estrela de cinco pontas irradiando a Luz do Amor;
ondas azuis, brancas e vermelhas impactando ao seu redor.
Flor-de-Lótus desabrocha em seu coração,
exala o perfume da alma,
transpira paz e calma,
todo seu corpo, mente-coração, uma só vibração:
Om Mani Peme Hum Hri
No mantra da compaixão, amor incondicional,
Amor, a eternidade nos olhares
Olhares que somam, amam.
Olhares que amam, eternizam.
No côncavo-convexo cujo foco não é outro que não a união,
O grande momento na história do Amor
Eis a fecundação do Amor-em-si, momento de conscientização, eternidade presente.
No dar que é receber,
Ecos eternos do Amor vivido
Na plenitude do Uno em nós,
A Quintessência é Amor
A seqüência presente em tudo e em todos, a seqüência do Amor, é o número Fibonacci (1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89...), cuja beleza inspira a beleza e a eficácia na troca.
Repousar no Ser é deixar o Amor nos moldar, pois naturalmente nos tornamos mais eficientes com a Energia do Amor.
Na economia sustentável do Ser,
Altos e baixos do Amor
No aprendizado dos picos e vales, regozijo com a diversidade da paisagem que é viver, aquarela que pinto com as cores e texturas do Amor,
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Da brevidade e da urgência do Amor
Muito se sabe que Amor alimenta Amor e que este ciclo é autossustentável e eterno enquanto dura esta retroalimentação, ou seja, depende de empenho, foco e comunhão: o justo equilíbrio entre as partes (o Eu, o Outro e o Todo) e suas partes (corpo, fala e mente de cada terço envolvido).
O Tempo de duração depende do espaço concedido e é harmonizado pelo conhecimento adquirido e aplicado com sabedoria.
Da urgência
Muitas vezes capturados pela Força Schopenhaueriana, tendemos a nos aprisionar na ilusão, reféns da esperança e do medo, tornando a realização de um lampejo erótico uma obsessão em constante devir, aprisionando-nos no terço erótico do Amor, sem dar espaço para o Amor Ágape e o Amor Philia completarem a força do Amor fati.
Aqui se apresenta a importância da canalização do impulso de Eros, vital para nossa existência, mas fatal para nossa evolução consciente - tão fundamental quanto se ter um cavalo selvagem dentro de si é saber domá-lo. E não ser domado.
Amor pleno é quando tornamo-nos unos com o nosso cavalo selvagem interior, sem distinção, sem julgamento, sem submissão; apenas a missão da evolução sendo realizada a cada ato.
Na eternidade que urge, canalizando a brevidade da urgência,
Amor, breve urgência?
que se espreita soberana e sincera
entre a esperança e o medo?
Fecunda o mundo com ilusões; calma, ainda é cedo.
Urgência? O que é essa tal urgência?
Da alma clemência
ou do corpo desejo?
Descobrir isto, almejo.
Beijos
entre vinhos e queijos,
um chopp ou dois,
sorvete que não quero deixar p'ra depois.
No encanto repentino e conscientemente descompromissado,
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Amor, excelente vaso de safira
É a realização em si de atos magníficos em benefícios dos outros sem esperar nada em troca.
Adaptado da saddhana do Buda da Medicina praticada no Chagdud Gonpa Ped Gyal Ling, Rio de Janeiro.
Na verdadeira cura que beneficia todos, luz de safira que irradia de nossa mente-coração,
Amor, intrépido herói
Aterroriza a negatividade, confia na fé, duvida da dúvida e aniquila a mediocridade indo além de si e do mínimo e substituível, exercendo-se amorosamente ao máximo e louvável.
Persevera no bem, age quando e como preciso, contempla a glória de servir ao bom combate - aquele em que não há atacante ou atacado, apenas a sorte de se amar, forjado uno com o ser amado.
Amor é risco calculado; arco, flecha, maça, regozijo.
Na jornada do herói, bodisatva em nós,
Por Amor às palavras
É inspirado neste mestre que aprendi a vivenciar melhor a vida e suas manifestações, concebendo assim o espaço para o Amor. Chamo de "compasso Saramago" sua máxima que dita, no mínimo, meu lidar com o tempo: "não tenhas pressa, não percas tempo".
Saramago
não era amargo
era um doce realista
corajoso
intrépido
não perdia a verdade de vista
Amigo do tempo
e das palavras
conquistou seu espaço na eternidade
letra por letra sem muita pontuação
Era homem de verbo e osso
duro de roer
filé literário
manjar dos deuses em biblioteca itinerário
Do alpha além-ômega
fiel, nunca recluso ao alfabeto
no universo além-livro
livre mais liberto.
No Amor refinado em meio à cegueira,
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Amor além limitação
É mais fácil confrontar o outro e seus limites que confrontar a si mesmo.
Abrir-se para a troca é abrir-se para o Todo. Abrir-se é Ser Amor, livre da ignorância e da mediocridade.
Na chave-mestre que abre a alegria interior e a transforma em felicidade plena,
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Amor conseqüência do Ser conseqüência do Amor
A busca é o Ser em si, o restante é desdobramento de si mesmo, uma consequência de Ser.
Quando se busca no exterior, ilude-se facilmente com o mundo sensível; quando se busca internamente, um universo se abre, expande-se e possibilita-se a integração com o Uno, processo de individuação necessário à maturidade de nosso Ser e espécie e o alcance individual-coletivo do Homo amabilis.
Podem lhe fechar as portas e retirar do mundo, mas seu universo interior só depende de ti.
No princípio sem fim, que sustenta o tempo-espaço,
A grande generosidade do Amor
Se, contudo, reconhecimento e retribuição são essenciais, questiono.
Essencial mesmo apenas o Amor.
Reconhecimento e retribuição são imagens de Amor, não o Amor em si e ficar na expectativa deles pode nos tirar do foco de nossa vivência, de nosso centro, do Amor; podemo-nos viciar em receber reconhecimento e retribuição, quando o verdadeiro Amor é e nada necessita em troca. E, por esta qualidade livre, é capaz de com tudo trocar.
Há quem aponte reconhecimento e retribuição entre os alimentos do Amor.
E o Amor de verdade, precisa de alimento? Não está acima disto?
Até o Sol consome algo para doar sua energia – mesmo que seja a si próprio.
Todavia, o Amor só precisa ser contemplado para crescer e frutificar.
E a contemplação é mais forte que a ação; pois o forte tem potência contemplativa para ver o Amor em tudo e com tudo é capaz de trocar, discernindo, nunca julgando; enquanto quem não vivencia a potência do Amor em si busca criar seus prazeres a seu modo e, como demiurgo, distorce a realidade à forma de sua obra interior inacabada.
Esculpe-te o que tu és, obra-prima divina, Amor em estado bruto; lapida-te com grandiosa generosidade.
No atelier de nossos corações,
terça-feira, 15 de junho de 2010
Amor hidrante
Ruas vazias, cheias de gente.
Gente vazia, cheia de medo.
Não é mais cedo,
É frio.
Pessoas dormem, nem um pio.
Mais de um sonho dorme, despedaçado.
Um sorriso, um achado,
Pura ilusão.
Ninguém sorri quando dorme obrigado no chão.
De nada, adianta,
Não fica pra trás, a gente escolhe aquilo que planta.
O que nos nutre, o que nos alimenta?
O que pensamos, falamos, agimos, aquilo que se sustenta.
E no meio de tanto cobertor
Ao relento, me pergunto, cadê o Amor?
Na cidade que tem de tudo, menos humanidade,
Um hidrante que irriga o deserto da selva de pedra
É um oásis da alma
Amorosidade desperta.
No Fogo divino que habita em nós e dá sede de justiça,
domingo, 13 de junho de 2010
Amor, eternidade sustentável
Na filosofia do agora e sempre, aqui no coração,
Amor, razão de Ser da Alma
que não merece ser vivido,
que não merece ser amado?
Será dela uma asa castrada?
É a alma, intocada,
convergindo necessidades e desejos,
elevando padrões.
Discernimento prático que corta ilusões.
Não se pode ser refém
de si, de seus desejos,
esperanças e medos,
de mais ninguém.
Tem coisa que não se pode.
Tem coisa que não se deve.
Em todo caso, com o desejo
o sangue ferve.
Evitar o conflito,
deixar fluir.
Canalizar
para seguir e superar.
Gozo? Gozado, não gozo.
Liberto-me do jugo.
Integro-me,
não me julgo.
Ajo.
Hoje.
Não culpo o ontem,
não condeno o amanhã.
Entrega
plena, cega,
sem julgamento.
Essa é a hora, esse, o momento.
Fazer o que tem que ser feito,
isso é Amor.
Intuição da alma,
esse é o jeito.
Na do-ação ativa que sustenta e não compromete,
TI do Amor
Na Arquitetura da Informação que gerencia a troca do conhecimento,
A questão do Amor
Na ponte da plenitude do Ser,
sexta-feira, 4 de junho de 2010
É natural do Amor
Na recíproca natural e verdadeira,
O astral do Amor conscientiza
No nodo norte, missão de nosso Ser,
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Amor ímã
N|S --> <-- N|S
N|S <-- --> S|N
A atração magnética é a armadilha da FS (Força Schopenhaueriana); atraimo-nos pela facilidade da completude do suposto oposto, identificando como similar por traços do desejo mais instintivo e sem direção consciente, apenas procriativa – é o estímulo genético buscando perpetuação e equilíbrio. É a frágil união do Eu e do Outro que não passa pelo Nós.
Todavia, evoluimos, refinamos e hoje em dia vivemos mais que nossos ancestrais – com hábitos menos coletivos no que tange a educação da cria; há um sentimento de posse reinante que nosso refinamento apenas inflou – ao invés de combater.
O fato de vivermos mais nos leva ao conflito da atração ‘FS’ não sustentar a união posto que não sustendado no padrão da rede: mínimo de três pontos.
Às vezes os filhos fazem este papel, criando uma carga pesada demais para todos, pois isto é papel para a metafísica e seus valores, não pare entes.
Não nos equiparemos à força invisível e união tripartida do Amor. Somos um terço em busca da completude que reside paradoxalmente em cada um de nós.
Por isto, a importância de se conectar ao outro através de valores coletivos – quanto mais elevados, mais estável a união será.
Contudo, se houver somente o direcionamento dos valores, tende-se à união compassiva, na qual pode faltar um pouco de saciamento do impulso instintivo.
Amor maduro é o tênue equilíbrio que mescla e harmoniza estas duas potências.
Na homeostase do Amor,
A regularidade do Amor irregular
O Ser se regulariza na ação do verbo e encontra seu complemento nominal no objeto direto de sua necessidade ou indireto de seu desejo.
No vocativo do Ser,
Amor criAção
a poesia.
Não era eu que a desejava
era ela que me queria.
Me instigava
o vazio das linhas.
Intrigava
o espaço sem limites.
Castigava
o tempo com fim.
Questionava
O prazo com validade.
Da entrega, da obra, do obreiro.
Viver é Amor,
O espaço, o tempo,
Conhecimento por inteiro.
Mil braços desejo ter
para a todos
de diversos modos
beneficiar e socorrer.
Onze cabeças para pensar,
meios hábeis para convergir e rimar.
E se acaso a inspiração me falte,
eu me lembre de praticar.
Poesia,
Cura.
Sabedoria,
loucura.
Primeiro criar um universo de palavras
em meio ao caos de idéias.
Depois colocar o universo em movimento,
Verbos em órbita e alinhamento.
Antes de unir o preto ao branco,
um pré-roteiro,
um princípio de ordem,
fio de Ariadne, pista no nevoeiro.
Parto.
De um lado, nasceu.
Do outro, não sei para onde fui.
O poema se aconteceu.
Não fui eu,
apenas me abri,
Ele [o Amor] flui.
Eu transcrevi.
Nessa interação prazerosa,
Amor é.
transcende o conceito, o poema, o poeta e a prosa.
Se faz ato de fé.
Na fé da criação,
terça-feira, 1 de junho de 2010
Amor contra o medo da corda bamba
Paralizados pelo medo, não ousamos defrontar o que há abaixo; reféns da esperança fitamos o alto.
Atrás, um passado símio, instintivo e animalesco, nos prende ao vício do devir.
À frente, um futuro grandioso e igualmente desafiador nos cobra passos largos rumo à evolução e um desapego que liberta séculos de história, genética e hábitos.
Aqui. Agora. No momento presente, nada mais somos que um ponto frágil na passagem do tempo em busca de um espaço que escapa a cada passo.
Nas asas do Amor ganhamos a dimensão que nos compacta e converge em nós o que há de mais alto e mais baixo – evidenciando, na prática, prós e contras de nosso passado e futuro no espaço que compassivamente abrimos no presente: liberdade de quem ama, qualidade de quem ousa se lançar rumo ao seu destino. Torna-te o que tu és, ó Amor fati – Homo Amabilis.
Livre para Ser, só no Amor.
Na intuição que transborda e transforma,
Amor, Ser +
No Ser +/=
A diferença do Amor
Inspirado no mestre Zé Maria.
No igualmente diferente,
A realidade do Amor
Na troca de pensamentos, fluídos e intenção, interAÇÃO pura,
Amor-ponte
No pilar que sustenta,
A vigília do Amor
Não o vigia da torre, mas o do quarto escuro de nosso Ser.
É contemplar sua face em meio à sombra e gentilmente o convidá-lo à clareza do diálogo elucidado pela abertura e vontade de entendimento.
No vigiar, nunca no punir,
Amor matéria-prima
Somos também feitos da mesma matéria: como nos moldaremos?
O que construiremos de nós mesmos nesta grande cidade que é a humanidade?
Sejamos o meio, sejamos a mensagem, sejamos o Amor do mundo para fazermos o mundo do Amor, sejamos a revolução de que tanto falamos, queremos e esperamos, sejamos a evolução de nós mesmos.
Na planta baixa que tende a ascender,
Amor, palavras sem jogo
Ponte
Fonte
Forte
Norte
Corte
Morte
Sorte
De quem através da ponte do Amor se conectou à fonte de seu Ser, tornando-o forte em busca de seu norte e além-corte, além-morte, regozija com a sorte de ter acessado, conectado e vivido o Amor, do princípio ao sem fim, o único meio, a única maneira.
No jogo sem palavras,
domingo, 30 de maio de 2010
Amor é Fogo, o princípio do Todo
O Amor consiste precisamente na unidade profunda que as oposições aparentes ocultam e sugerem: os contrários, em todos os níveis da realidade, seriam aspectos inerentes a essa unidade.
Não se trata, pois, de opor o Um ao Múltiplo, como Xenófanes e o eleatismo: o Um penetra o Múltiplo e a multiplicidade é apenas uma forma da unidade, ou melhor, a própria unidade.
Daí a insuficiência do uso corrente das palavras: somente o Logos (razão-discurso) do filósofo consegue apreender e formular – não ao ouvido, mas ao espírito, não diretamente, mas por via de sugestões sibilinas – aquela simultaneidade do múltiplo (mostrado pelos sentidos) e a da unidade fundamental (descortinada pela inteligência desperta, em "vigília”).
Eis o que é o Logos (razão-discurso) para Heráclito, transcrito por inteiro e no qual apenas substitui o objeto a ser delineado, por entender de corpo-fala-mente que se trata do Amor.
No Logos, razão-discurso que é puro, claro e forte Amor,Amor, o Ser em Rede como resposta ao paradoxo de Fermi
Em 2000, desenvolveram a 'Hipótese da Terra Rara' como resposta - mas entendo-a mais como sendo um egotrip coletivo do que qualquer outra coisa. É certo de que não somos comuns, é fato de que não existe forma de vida complexa a cada esquina de órbita ou canto do sistema; mas daí ao fato de sermos raros é um pequeno passo para o ego, um grande salto para a ilusão.
Um pensamento é o de que civilizações costumam perecer ou serem “atrasadas” em sua evolução devido à cataclismas. O último grande do qual se tem noção na Terra foi o evento de Toba, a erupção de um supervulcão que ocorreu entre 100mil e 120mil anos atrás, quando se estima que a população humana fora reduzida a poucas centenas - o que explica o gargalo evolutivo e genético.
O ciclo de erupcão de supervulcões vai de 50mil anos – aqueles com potencial para catástrofe global – a 100mil anos – aqueles com potencial de extinção em massa, causando um inverno nuclear com duração de um a dois anos.
Este é o tempo que a natureza nos concede para evoluirmos conscientemente para o Ser em Rede e juntos, humanos e natureza, principalmente a Terra, servirmos de base para a colonização da Galáxia e a exploração do Universo.
Enquanto competirmos uns com os outros e tivermos a Terra como vítima, estaremos presos à horizontalidade. Quando cooperarmos e tivermos a Terra como parceira e aliada, seremos todos testemunhos vivos da superação em rede e libertar-nos-emos conquistando a verticalidade na ascese de nossos Seres, células amorosas do Superorganismo Terra.
Quando somarmos nossas diferenças em uma única riqueza múltipla, os terráqueos serão os mensageiros do Amor e levarão em suas asas boas novas ao infinito do espaço. Já é tempo.
Na obviedade que poucos ousam vivenciar,
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Amor calculado
Quem disse que números não tem vida? Que não há beleza na soma, ó se há; no máximo tristeza na subtração. Vida é multiplicação de momentos, interação de pontos, divisão de experiências.
Na matemática do Amor um mais um são três e três vezes três é a eternidade que habita em cada um de nós, infinitas espirais em ascensão.
No Fibonacci do Amor,
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Onde está o verdadeiro Amor?
Mas estamos sempre ocupados e distraídos demais para nos conectarmos a Ele.
Na abertura do Amor, dimensão superior do Ser, conexão que expande,
O poder do não no Amor
É o ponto-de-partida do Outro e se o Eu busca a União no nós deve-se respeitá-lo e, ao fazê-lo, tomá-lo para si e, ao se apropriar dele, ter mais recursos para criar, expandindo o potencial latente na troca.
Amor é a sabedoria do dizer não, convergindo.
No reciclar, nunca no descarte,
Amor, não exclusão
Na convergência superior, afirmação do Ser em Rede,
Amor, não obsessão
Na verdade este Amor que se torna obsessão é o Amor Eros, o terço do Amor animal, instintivo, erótico, impulso que aprisiona se não for conduzido à elevação - ágape - e ao sair-de-si, do ponto inicial para percorrer seu caminho na eternidade e, no devir, confirmar o Ser mais amplo e expandido - Amor philia -, liberto do dualismo, aberto e em união com o Todo - Amor fati.
Só há obsessão na relação sujeito-objeto.
O verdadeiro Amor transcende o dualismo e confirma a unidade da trindade, por isto é sagrado mesmo em meio ao mundano: não há distinção, de fato não há sagrado ou mundano, não há véus.
Há apenas Amor, sem amado e amante: este é apenas o primeiro passo, o engatinhar do jogo onde não há vencedor, tampouco vencido; e este jogo é a Rede da Vida.
No tear do complexus,
A ponte do Amor
Na ponte sobre o Rio da Vida, do nascimento à morte, unindo à terceira margem,
domingo, 16 de maio de 2010
Amor, do corAÇÃO
A execução plena e irrestrita se atinge quando a ação deixa de ser pensada pela mente e passa a ser de corAÇÃO.
Na ação colorida pelo pincel da alma que pinta o arco-íris da liberação,
Amor, convergência que supera o ego
O conhecimento converge o Ser e o cristaliza radiante na eternidade do momento.
Na convergência dos três kayas,
Amor, a cura em si
O sofrimento faz parte da projeção e percepção unilateral de um sistema dualista pautado pelo desejo-aversão com esteio na ignorância.
No despertar da saudável liberdade de nosso Ser,
Amor é manifestação da plenitude
Nirvana é apagar a luz da vela e encontrar sua luz na escuridão de seu Ser, iluminando-se e servindo de farol para o benefício de todos os seres.
Na plena realização do Ser no Aqui e Agora,
O ciclo social do Amor
O Amor dá e não necessita, tampouco espera, algo de volta.
Na qualidade incomensurável do ciclo amoroso impulsionado pelas 4 forças do Amor, eternidade em movimento,
Declaração do Amor
Ame mais.
Amor não lembra, não esquece, apenas viver merece
Por isto que Amar não é se fechar ou se abrir de maneira ordinária; é uma abertura plena que deixa fluir.
No Amor,
o fluxo da vida
sem temor
e sem medida
Até além-morte,
desde o ninho
em qualquer sorte,
segue seu caminho.
Ora indo com as ondas,
na maciez das marolas,
ora nadando contra a correnteza,
evitando das pedras a aspereza.
Age-se como deve-se agir, sem ressentimentos.
Inclusive chocando-se,
quando devido e necessário,
com uma ou outra pedra,
nada havendo nisto de maldito ou temerário.
Não me lembro,
não me esqueço,
vivo o momento,
eu mereço.
E no merecimento,
bênção sublime,
vive-se a comunhão do arrebatamento
na companhia de quem rime.
Na poesia que se conjuga entre o verbo e a ação,
Amor, caminho da construção do Ser
Porque em torno ainda não é Ser Amor, princípio do meio, fim da angústia, plenitude que é viver.
No caminho do meio, que está em toda parte, sem entorno ou centro,
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Amor purificador
Amor de fato purifica a dor.
Inspirado pela prática da sadhana de Vajrasattva branco na Lua Nova do Saga Dawa 13.05.2010 realizado no Ped Gyal Ling.
ཨོཾ Na mais excelente exclamação de louvor, aspiração sincera de que todos possam se beneficiar,
No oceano do Amor
As pessoas estão constantemente nos oferecendo suas viagens para embarcarmos. Viajemos nas nossas com destino ao Outro e à felicidade.
Na esquadra do Amor,
Amor, nosso céu de brigadeiro
Amor é o ar que nos sustenta e clareia nossa atmosfera pessoal, deixando nosso coração irradiar toda beleza de nosso Ser.
Na alegria de simplesmente Ser,
Amor, sopro da vida
Na ausência de fronteiras, regozijo no Ser,
A manifestação do Amor
Na passeata que corre em nossas veias,
Amor, da fome ao regozijo
Inspirado em palestra de Arnaud Maitland sobre Kum Nye.
Na massagem do corpo sutil,
A sinfonia do Amor
No equilíbrio entre a tensão e o relaxamento,
O ideal do Amor
Na proximidade do ideal,
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Amor, árvore da vida
Em torno,
No meio,
Que sono,
Eu só.
Acordo. Realizo,
Não estou mais sozinho.
Há outros solitários,
Estranhos no ninho.
E a árvore da vida a girar.
Na conexão do coração que nos tira da solidão auto-infligida de nosso ego,
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Amor é D.E.U.S.
No princípio do Amor, verbo que eterniza, ação que sustenta,
Amor, convergência sustentável das diferenças
No regozijo da equanimidade que emana desta convergência sustentável,
segunda-feira, 10 de maio de 2010
O dharma do Amor - conhecimento que gera uma nova ordem
Nossas crianças educadas por babás. Nossos idosos abandonados em asilos ou poltronas. Nossas gargantas apertadas por nós de gravata, agulhas alfinetando quem está no alto do salto, mãos calejadas amaciadas no máximo pelo próprio suor.
E na busca da felicidade permanece-se só, soterrado por pilhas de trabalho, sem energia para mais nada, apenas o mínimo para alimentar a corrida do rato, onde o queijo é uma ilusão barata, pago caro com a juventude de nossas vidas.
Pelo dia de trabalho de 4h. Pelo conhecimento do Amor que gera um novo espaço para um novo tempo. Sem utopias, compaixão.
Para que estejamos vivendo aquilo que nos torna insubstituíveis: o Amor junto aos entes queridos e à natureza.
Menos Estado, mais trabalho, menos desemprego, mais consumo, mais lazer, maior distribuição e circulação das riquezas. Descentralizar para conquistar a felicidade em vida e realizar o Amor em nossos cotidianos.
A tecnologia possibilita uma melhor distribuição - de produtos, serviços e tarefas - e um correto alinhamento das forças de trabalho.
Uma sociedade fraterna baseada no Amor reflete todo o esplendor de seus pontos, rede humana que sustenta um sistema que converge o que há de melhor:
do capitalismo - a liberdade de produção daqueles que fazem melhor o seu ofício, seguindo assim seu dharma -,
do socialismo - a igualdade de oportunidade, da educação à realização de seu pleno potencial, realizando assim o seu dharma -, e
da Anarquia - a fraternidade que igualmente se responsabiliza e mobiliza para, sem coerção, organizar os princípios complementares da igualdade e da liberdade dentro de um sistema individual-coletivo de superação.
Eis o dharma de nossa raça.
Na Era da Consciência, verdadeira sociedade 2.0, que se inicia pelo uso amoroso e compassivo da informação e da tecnologia, à serviço da humanidade e da natureza e não do ego e da ganância,
Amor, conhecimento que gera espaço para um novo tempo
É convergência que une tempo-espaço-interação e gera conhecimento sustentável de si e do processo. E saber sem fazer ainda não é fazer; Amor é conhecimento aplicado em ação sustentável.
O Amor tende a ser difícil por ser a convergência do Eu-Outro-Nós a um ponto de equilíbrio e superação, onde a soma é maior que as partes.
No difícil que é apenas trabalhoso, requer apenas tempo e dedicação,
Non-ego - A Onda do Amor
O antídoto contra ego forte não é ego fraco; é non-ego.
A Onda não pode competir de igual para igual com a rocha; deve transcender a matéria, cooperar com o destino, realizar-se. Não é uma questão de intensidade e sim de natureza.
Quando ego forte é combatido por ego fraco o resultado é autocracia. E como seria este embate entre ego forte x ego fraco?
Ainda dualista, refém da imposição e da subjugação; fascismo; combate-se o individual com o coletivo ou ainda o coletivo com o individual - fato é que se permanece na eterna luta entre senhor e escravo; eu e outro.
A Onda deve ser conjugar o nós a partir do non-ego e realizar assim a essência do Amor.
Na maré da vida,
O dharma do Amor
O primeiro ato de Amor é a individuação (Eros), seguida da busca por elevação e completude (Ágape) e posterior entrega, união e realização(Philia).
Entender esta alternância entre indivíduo e coletivo do qual resulta a união suprema não-conceitual - individual-coletivo - é o Amor maior e pleno que se realiza e à toda potência.
No dharma do Ser,
Amor, abertura além-ego
O ego que impede a abertura por medo de se perder não dialoga, permanece solitário no monólogo em-si-mesmado, vendo Outros juntos florescer, enciumado.
Na transcendência do ego que tudo quer à sua maneira e por isto absorve e desfruta pouco do Todo,
O instante do Amor
O instante do Amor é agora; o lugar do Amor é aqui.
Na realidade concreta do sonho, pensamento, fala e ação que convergem conscientemente e inconscientemente na plenitude de nosso Ser,
Abertura conceitual do Amor
Na beleza da agregação que consagra nossa plenitude, eterno devir,
A química do Amor, física da sustentabilidade
ORANDUM EST UT SIT MENS SANA IN CORPORE SANO, no único caminho para uma vida tranquila e sustentável que é a virtude que emana de nossos corações,
A fraternidade do Amor
As línguas são muitas, mas o desejo é um só: que sejamos felizes em nossos caminhos.
Na certeza de que temos irmãos e irmãs com o mesmo destino, sempre prontos a rir e a chorar, comemorando a beleza de estarmos vivos. E de estarmos comungando o mesmo Sol; pois continuemos a brilhar, mais intensos - juntos - para dissolver tanta barbaridade.
Homenagem ao amigo-irmão de infância, Robert Sattler em seu aniversário de Cristo.
Na fraternidade do Amor,
domingo, 9 de maio de 2010
Amor, a via de fato
Nos detalhes que distinguem o mesmo caminho,
Amor, a via aberta
Em todos os caminhos, sem excessos, além do materialismo espiritual,
O chamado do Amor
Na genética do Amor,
A estética do Amor
É lidar mais com a voz e menos com a expectativa do eco.
Na educação estética do Ser,
A gramática do Amor
Na primeira pessoa do plural,
O portal do Amor
Ama-te e torna-te o que tu és: o melhor dos mundos possíveis em um universo sem fim de possibilidades.
No portal da dimensão maior de teu Ser,
Amor é quando tudo pode dar certo
É quando se cria seu próprio caminho para a felicidade sendo feliz na constituição de seu próprio cosmos a partir do Amor próprio que ordena nosso caos - tornamo-nos o que somos e, livres, fazemos aquilo que temos que fazer. E regozijamos.
É entender que buscamos nos entupir de sentidos com medo de sentirmo-nos vazio e sem sentido, ponto crucial para alcançarmos o verdadeiro e único sentido da vida: Amar e no Amor, através do Amor realizarmos nossa plenitude.
No jeito que dá certo,
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Amor, louca reinvenção do Ser a partir da Shamata
PULSO.
A mente ainda reage.
MENTE.
As mãos ainda manipulam.
PULAM.
E os macacos de galho em galho.
OLHA TEU RABO!
E lá vai o elefante, errante.
TROMBA.
Cai. Se levanta. A mente.
VOCÊ?
Senta. Medita.
OUTRA PESSOA.
E eu?
NÃO EXISTE.
A não ser na pureza de nossos corações.
SHAMATA.
Permaneça calmo.
AME.
Reinvente-se entre o Ser e o não-Ser, o eu e o outro;
AMOR, torna-te o que tu és
Ó BODISATVA, segue teu caminho.

Na louca sabedoria do Amor,
Onde está o Amor?
a mente reage
as mãos pesam
sob ombros que rezam___
_____para tudo.
Respira fundo.
O que você poderia construir
se seu coração não deixasse sua mão mentir?
O Amor está em nossas mãos e mentes e emana de nossos corações.
No mapa impresso nas estrelas, renascimento superior através do auto-conhecimento, busca guiada pelo Amor, Luz que vem de dentro,
Amor, desabrochar da unidade
Dois lados formam um Todo e estes uma tríade e na tríade se funda a unidade.
Nas 3 esferas do Amor - passado-presente-futuro, corpo-fala-mente, eu-nós-outro, eros-ágape-philia - Amor fati em essência,
Amor, plenitude convergente
Na plenitude convergente que é puro Amor,
Amor, intensidade eterna na impermanência
No caminho do meio, vivência da plenitude sem fronteiras de tempo-espaço, expansão através do conhecimento,
No fluxo do Amor
No panta rhei que sempre muda e por isso é sempre Amor,
O câmbio do Amor
No Amor, câmbio vigente sempre em alta,
terça-feira, 27 de abril de 2010
Amor, força e Luz
Na forte clareza da Superação, que não julga, mas conduz,
Amor discernimento
É colher todos os frutos e artefatos disponíveis e gentilmente discernir, sem julgar, o que atualizar em realidade; entre a razão e a emoção, se guiar pela intuição para saber o que será solução.
Penetrar na realidade última, eis o discernimento do Amor.
No futuro, fruto do Amor presente,
A realidade do Amor
Somos co-autores de toda criação. E se o meio é a mensagem, devemos estar duplamente atentos e responsáveis ao pensar, falar e agir.
Criemos um meio de puro Amor, mensagens vivas que somos.
Na extensão do homem, Amor que comunica, mídia que nos une e constrói a cada segundo uma nova realidade, cada vez mais sustentável, cada vez mais em rede,
Quando Amor?
No presente, que é puro Amor,
Amor, incentivo conquistador
É aceitação ativa, que compreende sem julgamento e assim empreende as transformações necessárias ao momento.
No mind setting que passa pelo coração e conquista o mundo,
Amor são
Na saúde do Ser que em Rede é,
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Amor, felicidade da satisfação presente
Não maximize-se, satisfaça-se. Lembre-se que após todo ápice vem o declínio.
Amor é cultivar e curtir a ascese, uma alegria para sempre.
Na satisfação que é o detalhe do Amor, ordem que eleva o Ser, presente aqui e agora e sempre, caminho sem objetivo ou fim,
Amor, semente da ação sustentável
Há seres, humanos e animais, precisando de mais do que apenas esperança e palavras bonitas - a vida no planeta Terra precisa de interAÇÃO e mudanças significativas no 'mind and heart setting' para vivenciar a sustentabilidade.

A verdadeira mudança virá através das pessoas, não através de governos. Mudamos ou sucumbiremos à ira do destino que nós mesmos plantamos.
E você, o que anda semeando?
Na semente do Amor que brota em nossos corações, perfuma nossa alma, embeleza nosso Ser e ornamenta o destino de nosso planeta,
Amor guia eterno
Na ponte além fronteiras que puro Amor e que supera todas as barreiras,
quinta-feira, 22 de abril de 2010
planetAMOR

Hoje é mais um dia da Terra, como todos os 364 restantes do ano.
Tens cuidado? De ti, do Outro, do Todo?
Já parou? Pra ver, pra sentir, pra trocar com tanta beleza?
A beleza está em quem admira. E acerta ao mudar suas posturas e hábitos.
Poupe água. Consuma menos. Viva mais.
Mude sua alimentação, mude seus pensamentos, mude suas ações.
Você é a mudança que o mundo precisa. Você é tudo o que você precisa para ser feliz. E, a partir de sua felicidade, irrigar o mundo com Amor.
Feliz dia da Terra, da Água, do Ar e do FOGO.
No quinto elemento que é o divino Amor humano, cuidado sustentável que eterniza,
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Amor, inteligência coletiva
No complexus da rede que é o simples viver,
Amor é aprendizado
O aprendizado do Amor é esta união que forja una a dualidade e lança a Luz da clareza sobre as sombras da ignorância guiada pela força da compaixão.
No aprendizado tântrico do Amor, que é pura sabedoria,
Amor engloba e supera
Na filial humana da matriz divina, em homenagem à minha mãe,
Amor é trabalho constante
Na afirmação do Ser, que é Amor em constante superação,
Amor, convergência superior
No tipping point da ascese humana que é puro Amor, pequena diferença que causa grandes transformações, estágio irrefreável de nossa evolução,
Amor é reflexo
É fazer por (através de) você, para os outros.
É enxergar na superfície alheia a beleza de estar vivo e a profundidade da existência interdependente conectada pelas janelas da alma, espelhos da consciência.
É além-narcíso, contemplativo, ecoando o outro na canção de nós dois.
No polimento da auto-imagem,
Amor, exercício do pleno potencial no espaço do jogo
Na carta na manga que é o Amor, coringa do jogo da vida,
O Cosmos é Amor em nós
Respira, expande teu potencial, venta a negatividade para fora do centro do teu Ser e faça teu coração irradiar Amor.
Eterniza-te com a humana brisa da compaixão. E regozija com o divino sentimento de equanimidade.
Sê uno com o outro, sistemas solares em harmonia, galáxia de nós dois totalizando o Universo de possibilidades sem fim.
Na mandala do Ser em Rede, ponto de Luz em torno do qual tudo orbita, Amor que é cosmos encarnado,
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Amor é interação
Na web, teia da vida, construindo o Ser em Rede,
domingo, 4 de abril de 2010
Amor, fé da alma
Na conquista da nossa essência última,
Amor, jóia realizadora de desejos
Na via ascendente que eleva o Ser,
Amor antidoto
É a coragem de se desprender de ambas as margens, do gostar e do não-gostar, do apego e da aversão, do eu e do outro e assim, compassivamente, fluir no rio da vida que a todos transmuta, evolui e conduz a desaguar no Todo.
É a salvação da gota em pleno oceano, é a força do ciclo das águas - rio, mar, chuva -, emoção em devir orquestrada pela Luz da razão: tornar-se pleno e liberto para auxiliar à todos, quer longe ou perto.
No fluir bodisatva que habita em nós,
A plenitude é puro Amor
Fundemo-no com nosso Ser, tornemo-nos o que de fato somos e alcancemos a plenitude de nosso Ser que é puro Amor.
Na pureza dos ensinamentos eu me prosto diante de meu guru Padmasambhava, do exemplo de livre pensador, Nietzsche, e de ti, que me lê, completude de meu Ser - que sejamos todos uno e plenos.
Amor - domínio do desejo
Na diligência iluminada que tudo abarca, espelho que nos mostra quão grandiosos somos,
Amor é despertar
No Amor, princípio que erradica as doenças da alma,
Amor é sustentabilidade
Na soma que é Amor, equação sustentável,
Amor é disposição iluminada
Na plenitude equanime do pensamento, fala e ação, o tornar-se Amor-em-si,
Amor é foco
No côncavo-convexo do Amor, yin&yang de força e Luz,
Amor é ir além
É transcender a si próprio e a dor para ter com sua essência na ascece da alma, aprendizado que é viver em meio à dor e ao Amor, mestres que nos ensinam cada qual a sua maneira a alegria de Ser.
É estar uno com o conhecimento e através da compaixão desenvolver a sabedoria do Ser que é puro Amor, potencializando-se como canal da mensagem única e multifacetada, que é o Amor.
É saber que navegar é preciso, não importa a tormenta ou a calmaria, pois o porto seguro é Amor, repleto de pontos de anCORAGEM.
Na motivação de nossa encarnação, que é tornamo-nos puro Amor, aprendizado de nossa alma,
Amor nutre, liberta e fortalece
Na dieta do Amor, plenitude-em-si,
Amor me-dita-ação
O Amor é o melhor guia para nos dizer o que fazer, libertos da egóica luta senhor-escravo, plenos de nós mesmos e em comunhão com o todo, unos em essência.
No Amor, que me-dita a melhor das ações a realizar para compor com o melhor dos mundos possíveis, co-criadores que somos,
Amor é .exe/Ser
Não importam cenário ou atores, o que importa é o roteiro e esse é Amor, a graça divina do livre arbítrio de nos tornarmos o que somos.
No jogo de cena que desperta o coração, Amor presente no palco da vida,
segunda-feira, 29 de março de 2010
O milagre do Amor
Na transcendência de nossa limitação,
sábado, 27 de março de 2010
Amor, o apelo da alma
O apelo da alma é amar o conhecimento, é conhecer o Amor, é vivenciar a plenitude de nosso Ser.
Namastê, no Deus que é Amor e que habita a mim e a você, que, unidos, podemos alterar nossas realidades,
Amor, este caminho difícil
Em um mundo de facilidades tornou-se tão difícil amar.
Amor é esse processo que transmuta e encoraja, impulsiona, guia e realiza, é a ousadia de Ser na plenitude.
No simples caminho que é o Amor, tão difícil para tantos complexus, tão universalmente acessível a todos,
É Amor o destino de Ser
É o que fazemos com a graça divina, nosso livre arbítrio de exercer a plenitude que é viver; é Amar.
É Ser Amor.
Na convergência das linhas do Tempo e do Espaço em meio ao círculo perfeito do conhecimento, mapa astral do Amor encarnado,
sexta-feira, 26 de março de 2010
O magma do Amor
No tantra mente-coração, erupção de nosso Ser,
domingo, 21 de março de 2010
Amor - eterno mutável incomensurável
Que o Estar seja e o Ser esteja e que assim se tornes Amor: união incondicional do eterno com o mutável.
No eterno devir de nosso Rio que é fluído infinito do Amor,
segunda-feira, 15 de março de 2010
O Olhar do Amor
Sem julgamento, sem ressentimento, compaixão e oportunidade da realização da plena felicidade.
Na lente do Amor, que não aumenta, não diminui, apenas ressalta e evolui na eternidade do Ser,
Os limites do Amor
Amor é canalizar para superar os limites, próprios e o da união e do Todo.
Na maré do Amor, limite que dança com o nascimento e a morte no compasso que é viver,
Amor jardineiro
O Amor é a sabedoria natural de nosso Ser que sabe habilmente quais regar, quais colher, quais arrancar e tornar adubo, afinal, nada se cria, tudo se transforma.
"A imaginação é o jardim de Deus, não deixe o Diabo entrar" - Nine, o filme.
No adubo-mor que é o Amor,
A incomensurável força do Amor
o verdadeiro conhecimento nos esvazia,
a humildade nos conduz,
a coragem, em nós, nos reluz.
O medo nos paralisa,
a compaixão nos mobiliza,
o Amor nos eterniza e
o regozijo nos sublima e equanimiza perante o Todo.
Na vida, que é o caminho do Amor,
Amor reflexo
O Amor torna a imagem espelhada mais viva, bela e clara, faz-nos refletir o melhor de nós ao nos possibilitar cultivar a paz que começa em nós e dá frutos à Todos.
Na árvore do conhecimento cuja raíz é o Amor,
Amor, a grande tolerância
Na oitava superior de tudo, que é o Amor, quinto elemento que a tudo engrandece e supera,
Amor tântrico e o sagrado feminino
O filme Nine revela - com fotografia especialmente bela - como a ascese de um homem depende muito da reconciliação com seu ego através da revalorização do sagrado feminino e da consequente recondução da sua criança interior ao seu devido lugar no processo de amadurecimento e elevação de seu Ser.
A criança interior - nosso ego - não deve ser aniquilada, mas contextualizada dentro de uma hierarquia de valores e forças edificadas a partir de ética e coerência individual. Validadas sempre pelo filtro do Amor, ou seja, em relação à hierarquia de valores e forças do outro e do Todo.
Afinal, não somos outra coisa que um Ser em um Estar-continuum e não há iluminação sem compreender nosso Todo no Espaço-Tempo universal e eterno.
O Amor tântrico começa por nós mesmos em um íntimo reconciliar-se e fortalecer-se para conquistar a subida da elevação.
Luz, câmera, Amor!
Amor liberta
É amorosamente reconhecer nosso vaso e nosso vazio, compreendendo forma e conteúdo como um, a dualidade como unidade, libertando-se através da união consigo e com o Todo; é canalizar a Luz pela Força compassiva do Amor para iluminar nossa ascese e assim nosso encontro superior.
É realizar que somos livres somente no Amor, quando fazemos amorosamente aquilo que temos que fazer estando em união com isto, nosso dharma e destino, nosso Amor fati - superar o livre arbítrio que nos mantêm refém de escolhas e longe do princípio - todas opções nos levam à dualidade enquanto somos unos.
No A-Mor, não maior, não menor, mas princípio absoluto,
O domínio do Amor
Esta clareza onipotente nos possibilita tomar conhecimento de nós mesmos inclusive através de nossos próprios venenos: corta os véus da ignorância para entendermos que temos em nós todas as curas e forças, porque se fomos capazes de gerar emoção ou situação de tamanha envergadura e avassaladora força, é porque somos feitos de força e envergadura igual ou superior.
Re-pousar no Amor é ter a tranquilidade de lidar com tudo na certeza de que fazemos parte do Todo e que tudo vem na hora e no momento certo para crescermos ainda mais.
Domando o cavalo selvagem, a força das paixões, para lhe dar direção e sermos uno,
terça-feira, 9 de março de 2010
A hora do Amor
É o caminho para o Eu superior, a ação que independe da avaliação prévia do valer ou não a pena - tudo sempre vale quando a alma não rima e se engrandece, encontrando-se no particular que pertence ao Todo, ressaltando o universal em cada exceção.
Amor é aceitar que se é, e de fato Ser; esse é o jeito, isso é Amar.
No Amor, nascimento de nossa consciência interior, valor que agrega,
Amor puro sentido
caida no asfalto;
quando virada pro céu
é sinal de doação.
Doa aroma,
cor e forma;
doa vida,
doa Amor.
Divina, doa o aconchego
pro olhar,
pro sentir,
pro cheirar.
Amor puro sentido;
regozijo com pouco
que é mais que todo muito
que se tem por aí e nunca dentro de si.
E ali, por entre formas e vazios,
passeava uma formiga.
Distante, solitária, morreria.
Não faria falta ao numeroso formigueiro.
Não faria falta ao Todo que a tem aqui ou acolá.
Mas faria falta a ela, não voltar ao seu lar.
Passeou por todo o Rio,
deu aulas, viu mais de uma apresentação,
comeu em restaurante
e curtiu sua abdução.
Na calada da noite
na mesma esquina
de poucas horas antes
reencontrou seu caminho.
Despediamo-nos,
a grande formiga
de meu já não mais pequeno Ser,
mais uma vez aprendendo que o Amor é o que nos leva do pequeno ao grande.
No rumo da unidade, a grande e divina união, que é o Amor, sentido de nossa existência,