quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Ensinamentos do Amor: uma lição, dois caminhos
Mas de nossos lábios não saem apenas palavras belas e enfrentamos no vale da sombra da morte o eco de nós mesmos: a distorção da projeção da pequenês de nosso ser quando não nutrido pelo Amor universal que nos perpassa e engrandece quando estamos abertos para genuina e equanimemente trocarmos com tudo, com todos e com o Todo, sem exceção. E muito menos sem rejeição.
O grande aprendizado da vida se encontra em compreendermos que tudo é ensinamento, que devemos colher aprendizado para evoluirmos enquanto seres de LA - Luz e Amor -, porquanto estamos aqui para cumprirmos provas e espiações. Relutar apenas nos atrasa no processo.
Nosso corpo é o quadro onde nossa alma evolui e aprende interagindo, em um cenário onde não pode haver apego, pois a impermanência é quem cobra os resultados deste aprendizado: aprender a fluir com o Todo, quer seja no sorriso, quer seja na dor.
Os obstáculos fazem parte do caminho, são o caminho e nos reforçam em nosso foco e objetivo se assim o desejarmos. Ou podem nos fazer voltar ao início.
Como na escola, quem não aprende por bem ou por mal, repete. E assim ficamos presos ao Samsara para repetir experiências até aprendermos como Seres a lidar com as mesmas de maneira sustentável, íntegra e magnânima, libertando-nos de nós mesmos.
O desespero apenas ocorre na ausência do Amor e falta de fé no aprendizado.
Contemplar os limites de nosso corpo nos eleva à eternidade de nosso Ser na infinitude de nosso caminho.
Na Força que aniquila todo o desespero, Luz que dissipa toda escuridão, tantra do aprendizado, razão de viver,
terça-feira, 7 de setembro de 2010
A paciência, o Amor e a tolerância
O Amor acontece através do conhecimento quando se cultiva o tempo através da paciência e o espaço através da tolerância.
Nas quatro incomensuráveis direções do Amor e suas duas margens, o caminho para a ascese fica mais tranquilo e a transmutação pela aceitação mais exequível.
No Zenith e no Nadir que se alternam e dão forma ao Amor,
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Amor, ponto-base para o tripé da sustentabilidade

Amor é o meio, do começo ao fim.
Na base da sociedade fraterna, raíz de compaixão, fruto do regozijo, desabrochar do Amor,
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
O dharma da Web é o Amor
Pontos especialistas e genéricos que convergem em ação sustentável resultante em homeostase tal qual opera a rede de células a qual atribuimos o nome de corpo humano – este agregado de microorganismos, alguns especializados, outros genéricos – que se molda na interação entre si e com o meio.
A Internet é a grande religião (re-ligare, re-união) de tribos – tribos de ontem, de hoje e de sempre. Querendo ou não.
A rede, como o Amor, é o complexus que transcende tempo, espaço e converge.
Na banda larga da união equânime, pontos distintos de uma mesma rede,
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Amor semper apertus est
É estar aberto à possibilidade de que vai dar certo e que só depende de nossa vontade e representação interdependente que de fato dê.
É permanecer e resistir aberto, consciente do que lhe cerca e do que está em si, da equanimidade original que habita todo canto e habilita todo centro; e exatamente por isto conscientemente es-colher o que se planta – em si e na interação com o Todo -, ciente de que é tudo bom no absoluto, mas que há de se ter zelo no trato relativo à interação das partes ainda por se fundir.
É entender que tudo acontece e depende de nossa canalização – ou seja, não apenas interpretar, mas conduzir ao bem: na realidade da natureza tudo é vacuidade, somos nós que construímos – já a partir do olhar – o mundo em que vivemos: o valor que es-colhemos começa pela atenção que depositamos.
Poupa-te dos infortúnios, doa-te por inteiro: livre, destemido, terás coragem de Ser por completo, Amor fati, tornando-te teu destino, sem obstáculos, apenas trampolins.
Ao invés de mal-dizer um acontecimento que de alguma maneira lhe incomode, receba-o aberto – inspira – acolhe-o e transmuta-o para seu oposto: transformando latão em ouro.
Na alquimia da vida,
domingo, 11 de julho de 2010
A natureza do Amor civilizado
Amor é entender que civilização e natureza não são antagônicos, mas pesos equânimes do equilíbrio sustentável de nossa evolução como Ser em Rede.
No ecossistema do Ser,
domingo, 16 de maio de 2010
O ciclo social do Amor
O Amor dá e não necessita, tampouco espera, algo de volta.
Na qualidade incomensurável do ciclo amoroso impulsionado pelas 4 forças do Amor, eternidade em movimento,
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Amor é D.E.U.S.
No princípio do Amor, verbo que eterniza, ação que sustenta,
Amor, convergência sustentável das diferenças
No regozijo da equanimidade que emana desta convergência sustentável,
sexta-feira, 9 de abril de 2010
O Cosmos é Amor em nós
Respira, expande teu potencial, venta a negatividade para fora do centro do teu Ser e faça teu coração irradiar Amor.
Eterniza-te com a humana brisa da compaixão. E regozija com o divino sentimento de equanimidade.
Sê uno com o outro, sistemas solares em harmonia, galáxia de nós dois totalizando o Universo de possibilidades sem fim.
Na mandala do Ser em Rede, ponto de Luz em torno do qual tudo orbita, Amor que é cosmos encarnado,
domingo, 4 de abril de 2010
Amor é disposição iluminada
Na plenitude equanime do pensamento, fala e ação, o tornar-se Amor-em-si,
segunda-feira, 15 de março de 2010
A incomensurável força do Amor
o verdadeiro conhecimento nos esvazia,
a humildade nos conduz,
a coragem, em nós, nos reluz.
O medo nos paralisa,
a compaixão nos mobiliza,
o Amor nos eterniza e
o regozijo nos sublima e equanimiza perante o Todo.
Na vida, que é o caminho do Amor,
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Amor-em-si, o Todo sustentável
Quando se relaciona equanimemente amado-amante-ação-amorosa liberta-se e expande-se o Amor, soma maior que as partes, o Todo sustentável.
Nos elementos básicos que sustentam a pirâmide da vida,
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Amor é afirmação-em-si
E é quando se sabe o momento preciso do se investir ou se retirar, sem nunca partir, sem nunca julgar. É apoiar dentro do limite da saúde e com foco no progresso.
Amor é afirmar-se-em-si, é afirmar o melhor lado de todos os envolvidos no processo e o processo-em-si.
No Amor que é e atua no interesse equânime entre as três esferas, amante, amado e ação amorosa,
sábado, 25 de julho de 2009
Amor e desapego
O apego é do ego. Posse.
Amor de verdade é infinito, sem fronteiras, é livre e deixa ser livre.
Por Amor você deixa de lado o ciúmes e, mais do que isto, fica feliz pelo outro.
De verdade.
Se a felicidade do outro é com outra pessoa, então vá. Por que torturar aos dois ou até aos 3 apenas por uma parte de si? Egoísta isto no fundo.
Você pode parar agora e se perguntar: mas por que a outra pessoa pode exercer o seu desejo – mascarado de vontade de poder, que é o desejo do Eu superior, o desejo elevado, uma nota acima do instintivo, rumo ao divino – enquanto eu sofro e fico só?
Aqui, primeiro, uma ressalva: a dor é inevitável, o sofrimento não. Toda separação irá causar dor, mas revivê-la e ficar sofrendo é opcional e nada tem a ver com Amor. Pelo contrário, sofrimento apequena, contrai, Amor engrandece, expande.
E ficar só em uma situação onde o outro não quer simplesmente ficar conosco é melhor do que ficar mal acompanhado. Isto, dito de maneira horizontal, popular. Verticalizando a análise, poder-se-ia afirmar que as vibrações e energias já não mais se alinham harmonicamente, que o karma se exauriu.
É chegada a hora de agradecer pelos bons momentos e aprender com a situação. Sempre se aprende, este é o capricho do Amor, conhecimento puro, conquista constante, socrático na essência.
Temos também a mania de mal-dizer o outro de nosso Amor, aquele com quem o nosso ser amado está ao invés de estar conosco: pois digo que deixemos de fazer isto. Se é isso que se escolheu, deve-se respeitar o livre arbítrio alheio; talvez sejam os valores e situações que o amado curta de verdade.
Que se regozije por ter encontrado aquilo que de fato lhe satisfaz. Neste movimento, enchemo-nos os pulmões de amor oriundo deste regozijo, banhado por compaixão pelos laços terem acontecido e partido, certos de que somos todos Um na equanimidade do Amor. E que sabemos tão pouco sobre Ele, o Amor, com quem tanto aprendemos a Ser, deixando de lado o aspecto infantil e primitivo para aprender a verdadeiramente Amar como adultos e humanos, em busca do Übermensch.
Amor é a reunião do amor de um, com o amor de outro e a soma em um Todo maior que as partes.
É lógico que tudo isto é fácil de pensar, difícil de sentir e muito mais complicado de se exercer.
Mas é isto que viemos trabalhar aqui, aprender a Amar de verdade.
Na escola do Amor,
Amor - tríade que leva à sabedoria
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Amor é convergência na essência
E como convergir sem se chocar?
Através do conhecimento das partes, da idéia do Todo e do respeito absoluto: primeiro pelo que se chama de nós e depois igualitaria e equanimemente, sem distinção o outro e o eu.
Isso é Amor, o caminho que converge e soma na união, cujo resultado é sempre superior que o valor das partes.
Na convergência do Amor,
quinta-feira, 12 de março de 2009
Amor é movimento não-dual
É a dança da vida na qual se conduz e se é conduzido sem distinção de papéis ou preferência, apenas regozijo no entendimento equânime, de onde emergem o amor e a compaixão.
No Amor,
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Amor incomensurável
Portanto, como diz Longchenpa: "distingüir entre amigo e inimigo não faz sentido".
Especialmente se você iniciou o caminho do bodisatva, contemplando e realizando as quatro incomensuráveis a partir da equanimidade para sedimentar o amor, reforçar a compaixão e encorajar o regozijo.
O Amor como meio e como fim, sem fronteiras, incomensurável.
No Amor,
sábado, 20 de dezembro de 2008
A real fábula kafkaniana da barata e do amor, a aplicação prática das quatro incomensuráveis budistas
Então solicitei que minha mãe fizesse o macarrão ao funghi ao invés do macarrão ao camarão, bem como evitei os encontros no japonês e na temakeria.
Quando à noite tomava meu banho fui confrontado com uma situação kafkaniana: uma barata me observava audaciosamente perto de meus utensílios de higiene, tais como escova-de-dente, barbeador e demais apetrechos masculinos.
A primeira reação, por mais que tenha sido apenas um lampejo, foi a óbvia e habitual reação egóica de revolta por um bicho ligado comumente à sujeira estar perto de minha higiene pessoal.
Sentença: a m... não, peraí! Não poderia lhe desejar a morte. Não poderia esmagá-la assim, sem mais, nem menos. Havia feito votos de não matar seres em meu aniversário - ao menos não deliberadamente, pois andando na rua vitimizamos insetos suficientes para ainda o fazermos de maneira assim, cruelmente premeditada.
Contemplei. A barata. Meu voto. A situação.
Constatei que não havia diferença entre a barata e o camarão - inclusive são iguarias igualmente apreciadas em certos recantos do mundo.
Constatei ainda que o revisteiro abaixo da pia estava com jornais velhos, bagunçado e servia de refúgio para seres como aquela barata que tanto me fazia confrontar com velhos hábitos: não optamos todos pela saída mais cômoda, por permanecermos em nossa zona de conforto?
Tentei tirá-la, mas na primeira tentativa ela caprichosamente correu para debaixo e para dentro do tal revisteiro, que na verdade havia percebido somente naquele momento de sua fuga.
O pensamento de 'f.d.p., olha a trabalheira que está me dando' rápida, gentil e compassivamente cedeu vez para um agradecimento genuíno pela possibilidade e incentivo para organizar e limpar o revisteiro; basta mudarmos nossos paradigmas e tentar enxergar por uma ótica amorosa, de eterno aprendizado e benefício contínuo.
Dito e feito. Foi tirar o último exemplar que ela apareceu e ficou imóvel. Levei o revisteiro até a janela. Bati forte e ela caiu para fora. Mas não é que a danada voltou e parou me encarando?
Retribui o olhar, dizendo a ela que ela estava indo para o lado errado, que desse meia volta e fosse para fora. Prontamente ela se virou e seguiu seu caminho para o mundo, como se tendo apenas voltado para agradecer.
Ao retirar o revisteiro, devo ter batido no cifão da pia, pois pela manhã havia uma mancha na bolsa de minha máquina de raspar cabelo. O formato, imaginem: um perfeito coração.
Incrível do que a força do amor e da compaixão são capazes, não?
Depois disso fui visitado mais uma vez por uma barata que foi facilmente conduzida para fora sem retornar.
Adendo: minha relação com os mosquitos segue o mesmo caminho. Não os mato mais há um bom tempo, mas combato sim os possíveis focos de surgimento. Ah sim, não costumo ter uma mordida de mosquito!
Moral da história
Através do amor podemos não apenas entender o outro, o diferente, como também respeitá-lo e respeitar nossa natureza, fazendo com que nossas ações sejam construtivas de fato e em todos os sentidos.
Atuando com amor, preservamos os espaços e melhoramos não apenas a vida alheia, mas principalmente a nossa vida. Passamos a condenar menos os outros e também menos a nós mesmos, nos ofertando a possibilidade e o espaço para transcendermos e, ao passar pela zona de conforto de maneira amorosa, organizar e limpar recantos de nosso ser que acumulavam poeira e ficavam à sombra de nosso brilho, por muito tirando-nos nossa leveza e alegria de viver.
Às vezes, algo aparentemente negativo pode ser trabalhado como suporte positivo, basta termos calma para não sermos reativos/raivosos a partir de nosso ego e sim agirmos amorosamente com a plenitude de nosso ser.
O importante é sempre questionarmos se não poderiamos fazer, mesmo e principalmente as coisas mais simples e banais, de maneira diferente. No mínimo, faz-se necessário pensar diferente e questionar nossa maneira de ver e lidar com o mundo - os atos serão conseqüência dessa reflexão.
A receita budista para cultivar o amor é se trabalhar a equanimidade, conquistada por sua vez pela renúncia ao dualismo e a diferenciação; pela intenção de praticar o bem e que todos sejam afortunados - bodhicitta; pela realização da vacuidade, de que todos os fenônemos são vazios de existência e sim determinados por sua posição no tempo, espaço e relação interdependente; e, por fim, da aceitação da inexistência de um Eu, que igualmente é dependente do tempo, espaço e de suas relações.
Assim se cultiva o amor, que leva à compaixão e, por fim, ao regozijo.
Quando se sente a felicidade verdadeira de ver um ser livre, mesmo que momentaneamente como no caso da barata, de vê-lo feliz e sentir-se feliz pelo outro, isto é o ápice de nossa existência e potencializa essa coordenada no tempo, espaço e relação/conhecimento que chamamos de Eu - uma parte ínfama da grande rede que é a vida.
Depois de experimentar o prazer que é sentir prazer pelo prazer do outro, passa-se a querer trabalhar incessantemente para que esta felicidade seja genuína e imutável, ou seja, que esse ser também se liberte - porque nesse momento, você já estará liberto, já terá despertado.
É o Amor que desperta, eterniza e faz esse pontinho brilhar.
Aproveito para agradecer ao monge Gabriel pelos preciosos ensinamentos sobre as quatro qualidades incomensuráveis.
No Amor,