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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Amor, re-tensão da enteléquia que é Ser

O Amor é o motor-habilidade do Ser, vida que se atualiza a cada re-tensão, atualização da convergência dos impulsos à vontade e da convergência destas em intenções.

No diálogo que somos,

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Amor inesquecível

Guardar uma rosa com carinho
É guardar-lhe o aroma na mente
E no coração, o espinho.

Na imagem que nunca desbota, enruga ou envelhece, pura visão de nosso Ser em união,

sábado, 22 de setembro de 2012

Fogo eterno do Amor divino

Como incendiária se aproximastes,
Tacavas fogo na aridez de minha manifestação,
Tornando-me fértil outra vez.

Tal qual viestes, fostes
devastando-me
Mas não levastes de mim o mais importante,
A chama da vida, que para todo sempre arde em minha mente-coração.

Como Lucifer,
Trouxestes o Fogo de Prometeus.
Não cumpristes com nada além de teu destino
Que já não se cruza com o meu, mas, cúmplice, acompanha.

Caminhemos juntos, ambos incendiários de nós mesmos, apóstolos da ignição divina.

No Fogo de nosso olhar, que sutilmente aquece nosso Ser e nos eleva,

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O reencontro do Amor divino Amor

Teu é o nome que ecoa em minha caverna.
Meu é o despertar de um sonho profundo - precipito-me à cidade, subo ao altar, lanço-me ao mar.
Teu é o cais do porto - seguro meu horizonte com a fita de meu olhar laço a esperança de no infinito lhe encontrar.
Teu é o vento que infla minhas velas.
Teu é o vai-e-vem do mar de minhas emoções.

Teu sempre será todo meu coração.

Onde estás tu, Ser amado?

Por que me deixastes te procurando, seguindo tua voz, se te encontravas sempre comigo ecoando na caverna de meu coração, sendo bússola e ímã, princípio sem fim - és a busca, o buscado e o buscador.

Cessa em mim essa busca e dor e dá-me o prazer do reencontro e Amor.

Que tolo que sou. Peço-lhe o que somente eu posso conquistar: a serenidade de conhecer, apreciar e contemplar que somos todos um, tu e eu, eu e tu, um nós sem nós, um fluir por entre pontos - de vistas enriquecidas pela tua presença, essa rede que sustenta toda manifestação, que nada mais sou que eu mesmo lançado ao infinito e reconhecido na potência da interação.

Por ti e através de ti, me reencontrei.

No ocaso do destino, o acaso de nosso livre árbitro, determinação de nossa vontade, pura razão prática,

domingo, 19 de agosto de 2012

Eunuco do Amor

Don Juan
Bon vivant
Solitário em meio a suas presas
Indefeso contra si mesmo

Saliva de vontade
Sabendo não dever
Sem mais saber o que fazer
Sem mais sabor de viver

Mas há sabor nas coisas em si?

Ou é tudo fecunda interação?

Somos nós sabor, saliva, destino de nós mesmos.

No harem de desejos se forjando em apreciação,

terça-feira, 17 de julho de 2012

Amor simplesmente Amor

A tranqüilidade reside na simplicidade.

A simplicidade consiste na consciente canalização dos fluxos.

E a consciente canalização dos fluxos na prática/respiração ocorre no lidar equânime com todos os fenômenos que compõem a realidade complexa e multifacetada.

Na simples unidade do Todo que é Logos e faz naturalmente sentido no jogo tântrico da interdependência dos opostos complementares e co-emergentes,

domingo, 15 de julho de 2012

Amor, consciência na ação

Ação é aquilo que deve ocorrer entre a inspiração e a expiração, cadenciado pelo ritmo da vida que se manifesta em nosso corpo pela respiração e pela pulsação, que por sua vez se retroalimentam.

Primeiro nos inspiramos para em seguida agir, mas também este momento se expira e é necessário tomar novamente fôlego para empreender nova ação - de confirmação ou de transformação.

A inspiração se torna entusiasmo quando amorosamente acolhemos os fluxos como complementares e ao invés de irmos contra fluimos junto, conduzindo o fluxo a sua perfeição, que não é outra senão o alcance e realização do ponto de convergência que sustenta o Todo, o processo que compreende todas as ações e perspectivas singulares. A consciência nasce da contemplação das três etapas que forjam o fluxo, do conseqüente acolhimento daquilo que necessita ser feito e da aceitação dos opostos que se tornam complementares. No sair de si para retornar mais pleno, na atenção a cada detalhe que co-labora com o Todo,

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Amor Pégasus

Por trás de meu olhar, intenção.
Nos cantos do sorriso, paixão.
De meu peito transborda emoção.
Será toda espera ilusão?

O que se espera?
Se o passado é agora,
O futuro é aqui.
Será o tempo quimera?

Só há espaço
Para o silêncio,
Aprendizado
E contentamento.

Mais não posso
No momento.
Perda de foco?
Sofrimento?

Liberdade
De conscientemente esperar
Maturidade
Para Eros canalizar

Na jornada de Belerofonte, montado no cavalo alado do coração,

quarta-feira, 21 de março de 2012

Amor - vida pra valer

O contrário de morte não é vida, é nascimento; vida engloba isto e muito mais, compreende o viver - e o faz com toda sua intensidade, canalizando toda energia ao destino escolhido.

Vida = nascimento + morte

E essa soma é o viver, é interação entre opostos, é plenitude pra valer. Quanto maior a interação, maior a interdependência consciente, mais a vida se torna Amor, mais intensa e mais vontade de viver surge.

Na complementariedade de toda existência,

domingo, 24 de abril de 2011

Amor ao devir

Se eu pudesse viver minha vida novamente... viveria tudo de novo.
Nossa vida é tudo isso, prazer e dor, em essência;
Amor que precisa ser vivido em sua plenitude
com a coragem de sempre se dizer - SIM.

Na senda do caminho do meio que a tudo converge em mestre e auxílio,

domingo, 6 de março de 2011

A folia do Amor

Ó abre alas quando o Amor passar.
Não passa, desfila e se eterniza na saudade.
É volúpia, desejo, pulsão, vontade,
é beijar, pegar de jeito, é sentir na pele o Amar.

Carnaval é o aval do espírito
aos impulsos da alma.
É o aval da carne ao consumo sem calma
tudo pode, sob os auspícios de Baco, neste seu rito.

Alguns dias de loucura,
corpos nus, seios, bundas, ó tortura!
Bundalelê, bacanal,
são dias insanos, sem igual.

O problema não é o ponto fora da curva,
mas a consciência que se turva.
Uma satisfação do anseio mais mundano,
cujo único problema é se estender por todo ano.

Pois o Amor é tudo isto,
mas muito mais.
É também cuidar por ser bem quisto,
e não apenas usar da beleza exterior, das ilusões ou dos apliques irreais.

Que em meio à alegria dionisíaca
o carinho e o bem querer
vençam a tentação demoníaca
do só querer fuder.

Começa assim, devagarinho
aumenta a pressão
ascende tua alma com carinho
eleva tua carne da devassidão.

Fode.
O quanto pode.
Fode.
Enquanto pode.

Contempla o divino.
Após o êxtase vem sempre o vazio, menino.
O sexo não é brincadeira,
é o melhor caminho para a ascese verdadeira.

Mas sexo é muito mais que comissão de frente.
É harmonia, evolução,
ritmo, percussão.
É unir corpo-fala-mente.

Amor é sexo, sexo é Amor.
Às vezes com, às vezes sem dor.
O outro, sem o um, inexiste,
por isto que, quando praticados separados, faz ficar triste.

É unir dois corpos,
duas falas,
duas mentes
a um só destino.

É unir pessoas
em nações boas
e diluí-las no mundo,
unindo tudo ao fluxo de ascese da realidade, no fundo.

Olha que coisa mais linda,
uma nova realidade em cada rebolar.
Uma potencialidade em cada troca de olhar.
Um sonho de felicidade que a cada quarta-feira de cinzas, finda.

No balanço a caminho do mar,

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ensinamentos do Amor: uma lição, dois caminhos

Só há um Deus, o Amor, um Todo multifacetado, ao qual nada é parelho e tudo converge, sendo tudo ferramenta de sua ação, Força cuja Luz nos guia em nossa ascese pela via do sorriso e pela via da dor, pois há ensinamentos que apenas a dor traz, porquanto gostariamos de trafegar apenas pelos cantos dos sorrisos.

Mas de nossos lábios não saem apenas palavras belas e enfrentamos no vale da sombra da morte o eco de nós mesmos: a distorção da projeção da pequenês de nosso ser quando não nutrido pelo Amor universal que nos perpassa e engrandece quando estamos abertos para genuina e equanimemente trocarmos com tudo, com todos e com o Todo, sem exceção. E muito menos sem rejeição.

O grande aprendizado da vida se encontra em compreendermos que tudo é ensinamento, que devemos colher aprendizado para evoluirmos enquanto seres de LA - Luz e Amor -, porquanto estamos aqui para cumprirmos provas e espiações. Relutar apenas nos atrasa no processo.

Nosso corpo é o quadro onde nossa alma evolui e aprende interagindo, em um cenário onde não pode haver apego, pois a impermanência é quem cobra os resultados deste aprendizado: aprender a fluir com o Todo, quer seja no sorriso, quer seja na dor.
Os obstáculos fazem parte do caminho, são o caminho e nos reforçam em nosso foco e objetivo se assim o desejarmos. Ou podem nos fazer voltar ao início.

Como na escola, quem não aprende por bem ou por mal, repete. E assim ficamos presos ao Samsara para repetir experiências até aprendermos como Seres a lidar com as mesmas de maneira sustentável, íntegra e magnânima, libertando-nos de nós mesmos.

O desespero apenas ocorre na ausência do Amor e falta de fé no aprendizado.

Contemplar os limites de nosso corpo nos eleva à eternidade de nosso Ser na infinitude de nosso caminho.

Na Força que aniquila todo o desespero, Luz que dissipa toda escuridão, tantra do aprendizado, razão de viver,

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Kundalini, o tantra do Amor

Ardo nos lábios,
mordo teu canto.
Sussurro arrepios
por tua beleza, sensualidade, meu encanto.

Entrega-te a mim!
Traz do céu
o divino gozo sem fim
que corta da existência o véu

Na amorosa ascese da Kundalini,

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Amor curador de mundos

Quando te tenho sobre mim
neste universo sem fim de possibilidades,
dentro de ti desejo que curemos o melhor dos mundos,
o nosso, elevando nossas voluptuosidades.

Eis as forças amorosas que criam, organizam e compartilham; confirmam e elevam o fluxo evolutivo:

Eros que concebe mundos, cria casos de harmonia e beleza, ordena do caos ao cosmos;

Ágape que ordena possibilidades de mundos, cria hierarquia, processos e valores, eleva o cosmos;

Philia que eleva os mundos escolhidos, cria conexões e aberturas, compartilha o melhor dos mundos;

Amor fati que compartilha o melhor dos mundos criados e confirma o destino do cosmos: tornar-se caos e ressurgir brilhantemente, como uma estrela, no ciclo sem fim que é a eternidade em constante alternância.

Para transmutar a alternância de estagnação dual para evolução transcendental é preciso despertar o coração iluminado da bodhichitta - que todos possam se beneficiar com todos os atos; e que possamos ser a cura.

No devir que é confirmação do Ser, informação que se atualiza no êxtase que é viver,

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Amor, escafandro não-dual

Mergulhei fundo nas águas de minhas emoções
em busca de meu tesouro mais precioso
abri os porões dos infernos;
borbulhei, efervesci, morri, renasci.

No meio do fogo eu me vi.
O di-hablo era eu.

Meu ego escravizado, sem razão,
coitado, açoitado,
a espera de redenção,
de ser desfragmentado.

Dualista, o di-hablo não fluía.
Monólogos em mim mesmo,
sem convergência, sem harmonia.
Escravo, se vingava e a todos os demais em mim subvertia.

Liberto és, escravo-senhor,
a ninguém mais sirvo senão ao Todo.
Imaculado reapareço após confrontar meu lodo.
Me purifico e permaneço uno no Amor.

Da câmera escura trago a revelação
através do negativo vejo
como somos um só com a criação -
transvalorização dos valores e do desejo.

Sou o tesouro, o mergulho, o porão, o di-hablo;
a magia e o mago,
sou criatura e criador,
sou novamente uno no Amor.

Nas águas profundas em busca do Amor maior,

Da real liberdade de expressão através do Amor

O problema da liberdade de expressão é que as pessoas pensam como se tudo pudesse ser feito. E, de fato, assim o é.

Mas apesar de pensarem assim, agem de maneira unilateral, não compreendendo que dentro desta liberdade de tudo expressar a contenção também faz parte e é, cada vez mais opção – ativa – na interação constante.

Tem-se a liberdade ou não de contribuir com o lixo cultural, colabora-se ou não com a avalanche de informações, compartilhando ou não informações irrelevantes.

Somos, afinal, o filtro derradeiro que torna a realidade em sonho ou pesadelo atualizando a partir de nossa vontade de poder nosso mundo dentro de um universo sem fim de possibilidades do campo virtual. Que criemos então o melhor dos mundos possíveis.

Estamos, afinal, destinados ao livre arbítrio. Confirma o teu, torna-te aquilo que tu és.

Na liberdade do não,

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O verdadeiro reflexo d'Amor

O Mestre está no espelho. Basta refletir.

O Mestre está no espelho da alma. Basta refletir.

O Mestre está no espelho. Calma, basta refletir.

O Mestre está no espelho. Reflita.

Ou quebre o espelho e seja o mestre.

No Amor além-narciso, através do caminho do bodisatva ou da auto-realização do tantra, realizar a beleza do encontro com o Mestre interior,

terça-feira, 29 de junho de 2010

Amor contra o pecado original

Na releitura amorosa do jardim do Éden, Adão e Eva são Yin&Yang, jardineiros tântricos que cuidam deste paraíso interior no qual a serpente Kundalini - força vital da sabedoria primordial - ascende.

O pecado original é nos alimentarmos dela antes desta ascender e se tornar sabedoria transcendental, alimento sustentável.

Saber se cultivar é transcender e ter a certeza de uma colheita abundante, onde nenhum fruto é proibido.

No tantra do jardineiro, cultivo do Ser, fruto do Amor,

sexta-feira, 26 de março de 2010

O magma do Amor

É a força lúcida que conscientemente forja a união e harmonia entre nossa parcela divina, infinita e eterna com nosso lado animal, finito, contextualizado.

No tantra mente-coração, erupção de nosso Ser,

segunda-feira, 15 de março de 2010

Amor tântrico e o sagrado feminino

Em um mundo onde a revolução sexual por um lado ruiu determinados dogmas mundanos, mas por outro sacrificou algumas belezas divinas, o papel do masculino e feminino se encontram por demais distantes e banalizados e os Seres de sujeito passaram a objetos - para si, para os outros e em relação ao Todo.

O filme Nine revela - com fotografia especialmente bela - como a ascese de um homem depende muito da reconciliação com seu ego através da revalorização do sagrado feminino e da consequente recondução da sua criança interior ao seu devido lugar no processo de amadurecimento e elevação de seu Ser.

A criança interior - nosso ego - não deve ser aniquilada, mas contextualizada dentro de uma hierarquia de valores e forças edificadas a partir de ética e coerência individual. Validadas sempre pelo filtro do Amor, ou seja, em relação à hierarquia de valores e forças do outro e do Todo.

Afinal, não somos outra coisa que um Ser em um Estar-continuum e não há iluminação sem compreender nosso Todo no Espaço-Tempo universal e eterno.

O Amor tântrico começa por nós mesmos em um íntimo reconciliar-se e fortalecer-se para conquistar a subida da elevação.

Luz, câmera, Amor!