segunda-feira, 26 de novembro de 2012
O Amor agradece
Que você se sinta tão amado quanto eu me senti e que nossa conexão possa gerar ainda mais boa energia para fecundar uma realidade sustentável, uma que se queira viver - uma projetada pelo coração e realizada pela mente.
Que vida não vale a pena ser vivida quando se tem carinho e atenção de tanta gente querida?
Me sinto um afortunado por ter em minha vida pessoas tão queridas e generosas.
Que eu possa manter-me digno de vossas palavras e carinho através de meu corpo, minha fala e minha mente.
E que estejamos juntos por mais um ano que se inicia em meu calendário, que não concorre com nenhum outro, mas converge com o de todos na eternidade de Ser.
Que eu possa ser água para quem tem sede, comida para os famintos, sabedoria para os ignorantes e que minha vida se evolua entre o justo e o necessário em benefício de todos os seres.
Com profundo Amor eu lhe agradeço, inclusive por ler-me desnudo, este blog, pulsar de meu Ser,
terça-feira, 16 de outubro de 2012
A revolução anual do Amor
No eterno retorno que nos conduz além do bem e do mal,
sábado, 16 de abril de 2011
Liebe in der Höhe
lebe hoch, lebe hoch, lebe hoch, lebe dein Leben dreimal hoch!
Mit den Füssen nachhaltig auf Erden, mit deinen Flügel gezielt im Himmel und mit deinem Herzen liebevoll in all deinen Taten.
So, wie es sein muss,
Homenagem ao meu querido Opa, que completaria hoje 98 anos.
Do jeito que tem que ser. É necessário. ~:)
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A fraternidade do Amor
As línguas são muitas, mas o desejo é um só: que sejamos felizes em nossos caminhos.
Na certeza de que temos irmãos e irmãs com o mesmo destino, sempre prontos a rir e a chorar, comemorando a beleza de estarmos vivos. E de estarmos comungando o mesmo Sol; pois continuemos a brilhar, mais intensos - juntos - para dissolver tanta barbaridade.
Homenagem ao amigo-irmão de infância, Robert Sattler em seu aniversário de Cristo.
Na fraternidade do Amor,
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Amor, eternidade sem tempo a perder
Para ajudar a todos os seres,
Sem tempo a perder
Para Amar
Sem tempo a perder
Para se cuidar
Sem tempo a perder
Para se estar junto
Sem tempo a perder
Para realizar as transformações necessárias
Sem tempo a perder
Para realizar seu verdadeiro norte
Sem tempo a perder
Para se realizar nas práticas tântricas e vencer a morte
Sem tempo a perder
Para vencer o medo e contar com a sorte
Sem tempo a perder
Para nos reencontrarmos
Sem tempo a perder
Para entrar no compasso do caminho do meio:
Não tenha pressa, mas não perca tempo.
Diante de ti, minha mãe, me inclino em profundo Amor e devoção,
Texto em homenagem aos 56 anos de minha mãe, sob inspiração do presente que lhe dei – “Sem tempo a perder – um guia útil para o Caminho do Bodhisattva”, de Pema Chödrön – e das sábias palavras de Saramago, inseridas com Amor de filho com intuito compassivo.
sábado, 20 de dezembro de 2008
A real fábula kafkaniana da barata e do amor, a aplicação prática das quatro incomensuráveis budistas
Então solicitei que minha mãe fizesse o macarrão ao funghi ao invés do macarrão ao camarão, bem como evitei os encontros no japonês e na temakeria.
Quando à noite tomava meu banho fui confrontado com uma situação kafkaniana: uma barata me observava audaciosamente perto de meus utensílios de higiene, tais como escova-de-dente, barbeador e demais apetrechos masculinos.
A primeira reação, por mais que tenha sido apenas um lampejo, foi a óbvia e habitual reação egóica de revolta por um bicho ligado comumente à sujeira estar perto de minha higiene pessoal.
Sentença: a m... não, peraí! Não poderia lhe desejar a morte. Não poderia esmagá-la assim, sem mais, nem menos. Havia feito votos de não matar seres em meu aniversário - ao menos não deliberadamente, pois andando na rua vitimizamos insetos suficientes para ainda o fazermos de maneira assim, cruelmente premeditada.
Contemplei. A barata. Meu voto. A situação.
Constatei que não havia diferença entre a barata e o camarão - inclusive são iguarias igualmente apreciadas em certos recantos do mundo.
Constatei ainda que o revisteiro abaixo da pia estava com jornais velhos, bagunçado e servia de refúgio para seres como aquela barata que tanto me fazia confrontar com velhos hábitos: não optamos todos pela saída mais cômoda, por permanecermos em nossa zona de conforto?
Tentei tirá-la, mas na primeira tentativa ela caprichosamente correu para debaixo e para dentro do tal revisteiro, que na verdade havia percebido somente naquele momento de sua fuga.
O pensamento de 'f.d.p., olha a trabalheira que está me dando' rápida, gentil e compassivamente cedeu vez para um agradecimento genuíno pela possibilidade e incentivo para organizar e limpar o revisteiro; basta mudarmos nossos paradigmas e tentar enxergar por uma ótica amorosa, de eterno aprendizado e benefício contínuo.
Dito e feito. Foi tirar o último exemplar que ela apareceu e ficou imóvel. Levei o revisteiro até a janela. Bati forte e ela caiu para fora. Mas não é que a danada voltou e parou me encarando?
Retribui o olhar, dizendo a ela que ela estava indo para o lado errado, que desse meia volta e fosse para fora. Prontamente ela se virou e seguiu seu caminho para o mundo, como se tendo apenas voltado para agradecer.
Ao retirar o revisteiro, devo ter batido no cifão da pia, pois pela manhã havia uma mancha na bolsa de minha máquina de raspar cabelo. O formato, imaginem: um perfeito coração.
Incrível do que a força do amor e da compaixão são capazes, não?
Depois disso fui visitado mais uma vez por uma barata que foi facilmente conduzida para fora sem retornar.
Adendo: minha relação com os mosquitos segue o mesmo caminho. Não os mato mais há um bom tempo, mas combato sim os possíveis focos de surgimento. Ah sim, não costumo ter uma mordida de mosquito!
Moral da história
Através do amor podemos não apenas entender o outro, o diferente, como também respeitá-lo e respeitar nossa natureza, fazendo com que nossas ações sejam construtivas de fato e em todos os sentidos.
Atuando com amor, preservamos os espaços e melhoramos não apenas a vida alheia, mas principalmente a nossa vida. Passamos a condenar menos os outros e também menos a nós mesmos, nos ofertando a possibilidade e o espaço para transcendermos e, ao passar pela zona de conforto de maneira amorosa, organizar e limpar recantos de nosso ser que acumulavam poeira e ficavam à sombra de nosso brilho, por muito tirando-nos nossa leveza e alegria de viver.
Às vezes, algo aparentemente negativo pode ser trabalhado como suporte positivo, basta termos calma para não sermos reativos/raivosos a partir de nosso ego e sim agirmos amorosamente com a plenitude de nosso ser.
O importante é sempre questionarmos se não poderiamos fazer, mesmo e principalmente as coisas mais simples e banais, de maneira diferente. No mínimo, faz-se necessário pensar diferente e questionar nossa maneira de ver e lidar com o mundo - os atos serão conseqüência dessa reflexão.
A receita budista para cultivar o amor é se trabalhar a equanimidade, conquistada por sua vez pela renúncia ao dualismo e a diferenciação; pela intenção de praticar o bem e que todos sejam afortunados - bodhicitta; pela realização da vacuidade, de que todos os fenônemos são vazios de existência e sim determinados por sua posição no tempo, espaço e relação interdependente; e, por fim, da aceitação da inexistência de um Eu, que igualmente é dependente do tempo, espaço e de suas relações.
Assim se cultiva o amor, que leva à compaixão e, por fim, ao regozijo.
Quando se sente a felicidade verdadeira de ver um ser livre, mesmo que momentaneamente como no caso da barata, de vê-lo feliz e sentir-se feliz pelo outro, isto é o ápice de nossa existência e potencializa essa coordenada no tempo, espaço e relação/conhecimento que chamamos de Eu - uma parte ínfama da grande rede que é a vida.
Depois de experimentar o prazer que é sentir prazer pelo prazer do outro, passa-se a querer trabalhar incessantemente para que esta felicidade seja genuína e imutável, ou seja, que esse ser também se liberte - porque nesse momento, você já estará liberto, já terá despertado.
É o Amor que desperta, eterniza e faz esse pontinho brilhar.
Aproveito para agradecer ao monge Gabriel pelos preciosos ensinamentos sobre as quatro qualidades incomensuráveis.
No Amor,