Pentagrama no terceiro olho,
quais sementes regar, eu é que escolho.
Estrela de cinco pontas irradiando a Luz do Amor;
ondas azuis, brancas e vermelhas impactando ao seu redor.
Flor-de-Lótus desabrocha em seu coração,
exala o perfume da alma,
transpira paz e calma,
todo seu corpo, mente-coração, uma só vibração:
Om Mani Peme Hum Hri
No mantra da compaixão, amor incondicional,
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Meditação no Amor
Laços do Amor:
alma,
amor incondicional,
Avalokiteśvara,
calma,
Cherenzig,
coração,
corpo,
flor-de-Lótus,
meditação,
mente-coração,
paz,
semente,
terceiro olho,
vibração
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Amor criAção
Diante da folha em branco
a poesia.
Não era eu que a desejava
era ela que me queria.
Me instigava
o vazio das linhas.
Intrigava
o espaço sem limites.
Castigava
o tempo com fim.
Questionava
O prazo com validade.
Da entrega, da obra, do obreiro.
Viver é Amor,
O espaço, o tempo,
Conhecimento por inteiro.
Mil braços desejo ter
para a todos
de diversos modos
beneficiar e socorrer.
Onze cabeças para pensar,
meios hábeis para convergir e rimar.
E se acaso a inspiração me falte,
eu me lembre de praticar.
Poesia,
Cura.
Sabedoria,
loucura.
Primeiro criar um universo de palavras
em meio ao caos de idéias.
Depois colocar o universo em movimento,
Verbos em órbita e alinhamento.
Antes de unir o preto ao branco,
um pré-roteiro,
um princípio de ordem,
fio de Ariadne, pista no nevoeiro.
Parto.
De um lado, nasceu.
Do outro, não sei para onde fui.
O poema se aconteceu.
Não fui eu,
apenas me abri,
Ele [o Amor] flui.
Eu transcrevi.
Nessa interação prazerosa,
Amor é.
transcende o conceito, o poema, o poeta e a prosa.
Se faz ato de fé.
Na fé da criação,
a poesia.
Não era eu que a desejava
era ela que me queria.
Me instigava
o vazio das linhas.
Intrigava
o espaço sem limites.
Castigava
o tempo com fim.
Questionava
O prazo com validade.
Da entrega, da obra, do obreiro.
Viver é Amor,
O espaço, o tempo,
Conhecimento por inteiro.
Mil braços desejo ter
para a todos
de diversos modos
beneficiar e socorrer.
Onze cabeças para pensar,
meios hábeis para convergir e rimar.
E se acaso a inspiração me falte,
eu me lembre de praticar.
Poesia,
Cura.
Sabedoria,
loucura.
Primeiro criar um universo de palavras
em meio ao caos de idéias.
Depois colocar o universo em movimento,
Verbos em órbita e alinhamento.
Antes de unir o preto ao branco,
um pré-roteiro,
um princípio de ordem,
fio de Ariadne, pista no nevoeiro.
Parto.
De um lado, nasceu.
Do outro, não sei para onde fui.
O poema se aconteceu.
Não fui eu,
apenas me abri,
Ele [o Amor] flui.
Eu transcrevi.
Nessa interação prazerosa,
Amor é.
transcende o conceito, o poema, o poeta e a prosa.
Se faz ato de fé.
Na fé da criação,
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Com o Tsog de Tara o Amor magnetiza
Amor, para mim, é re-significar.
Por isto presto esta homenagem a Arya Tara - estrela em sânscrito, salvadora em tibetano -, após cuja prática de Tsog tive inspiração para os dois posts anteriores sobre o silêncio e a morada do Amor - esta também sob influência da expectativa de encontrar uma determinada mensagem quando online.
Tsog é tibetano e significa literalmente reunião; um encontro entre praticantes e seres iluminados através do oferecimento de diversas substâncias que nossa mente deve transcender em sua imanência para contemplar a pureza que a tudo nos conecta.
E não é o Amor a maior das reuniões e a mais pura das substâncias - pois presente em todas elas? Não é o Amor a estrela salvadora na escura noite da solidão e do sofrimento?
As frases a seguir são minhas compilações da sadhana (texto sagrado) longa de Tara Vermelha, meu primeiro yidam (deidade de prática; entidade meditacional, manifestação de mente iluminada na qual o meditante tenta se unir) e minha primeira fonte de refúgio no budismo vajrayana, cujo maior expoente é o tibetano: mãe de todos os budas, ela é seu aspecto feminino, comumente atrelado ao aspecto feminino de Avalokiteśvara (bodhisattva que representa a suprema compaixão de todos os Budas), ambos pertencentes à família Padma, a família do Lótus, de cor vermelha (existem cinco família búdicas).
É com regozijo e no intuito amoroso de beneficiar a todos os seres que lhes passo estas informações acima e frases a seguir.

Na devoção do Amor, prosto-me diante de ti,
- Amar é desfrutar do mundo fenomênico como uma oferenda simbólica.
- Amor é o gozo abundante (e consciente) dos prazeres dos cinco sentidos.
- Amor é o estado desperto atemporal.
- Amor é a jóia preciosa que realiza desejos quando é oferecido com devoção.
- Amor é a nau da liberação e conquista completa da liberdade do mar de sofrimento.
- Amor é a fonte compassiva irradiante de bênçãos.
- Amor amadurece auspiciosamente as folhas e frutos das qualidades positivas de quem ama.
- Amor magnetiza e derrama sobre o campo de experiência de cada ser uma chuva de benefícios e felicidade.
- Amar é consumar a atividade iluminada do poder.

Na devoção do Amor, prosto-me diante de ti,
Laços do Amor:
Avalokiteśvara,
bodisatva,
Buda,
budismo,
Chagdud Tulku Rinpoche,
Cherenzig,
estrela,
Lótus,
mãe,
magnetizar,
Padma,
salvadora,
Tara Vermelha,
Tsog,
vajrayana
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Compaixão felina
Esta história é verídica e poderia se chamar também "Amor em pêlos": de como meu doce de gato, Petit Gateau, Amor no formato de bola de pêlos, me ensinou na prática o poder do Amor e da compaixão.
Era a semana do retiro de Nyung-ne, uma prática de jejum e meditação tibetana na força compassiva do Buda da Compaixão, Cherenzig, também conhecido como Avalokiteśvara.
Durante o retiro, aprende-se na prática a contemplar o sofrimento dos 5 reinos não-humanos a partir dos 5 venenos existentes também em nossa mente – e que nos tornam igualmente sofredores dos mesmos males, basta olharmos para nós mesmos e também para nossa sociedade: o desejo e a ganância dos fantasmas famintos, a inveja dos semi-deuses, a raiva dos seres infernais, a ignorância dos animais e a arrogância dos deuses.
Tudo isto para trabalhar estes 5 venenos tão concomitantemente presentes em nós e nossa sociedade. Quem é que não vê em nossa sociedade inumeros humanos-deuses, humanos-semi-deuses, humanos-famintos, humanos-infernais e humanos-animais.
Pois uma coisa é a prática formal, outra é ver como a aplicação prática no cotidiano rende frutos e efeitos.
E foi isto que meu doce gato me propiciou.
Durante a semana do evento – que ocorrera no final de semana – ele começou a fazer xixi no puf da sala, algo que ele nunca havia feito nestes dois meses de convívio. No primeiro dia, briguei com ele, falando um pouco mais duro. No segundo, dei um esporro, bravejando. No terceiro, esfreguei seu nariz e dei um tapinha. No quarto peguei ele no flagra e, com intuito de aproveitar o momento para dar-lhe uma lição, bati nele, além de fazê-lo cheirar o xixi e ouvir um sermão bravo acompanhado de mais umas palmadas. Temos o estranho hábito de achar que violência resolve algo.
Veio o retiro e, na volta, novamente xixi no puf. Quando fui aplicar a repreensão física ele me olhou com olhar doce, sem aparentemente entender o porque de minha violência e seu olhar amoroso me fez retomar os ensinamentos de amor e compaixão, em especial, neste caso, pela ignorância dos animais - quantas vezes não deixamos de ver em nossos pares tal ignorância e quantas vezes não somos mais ignorantes que os animais. Resolvi conversar com ele.
Coloquei-o gentilmente para cheirar o xixi, mostrei a caixinha de areia, voltei ao puf, limpei e o fiz cheirar o pano. Sentei ao lado dele e fazendo carinho em seu focinho, abri meu coração olhando em seus olhos, deixando que a clareza da comunicação não-verbal fizesse o resto, pontuada com uma ou outra tenra palavra.
Canalizei a vontade pelo coração e fiz-me entendido.
Desde então ele não fez mais xixi no puf. Minto. Fez mais duas vezes. A primeira um ou dois dias depois, o que para mim não foi uma falta dele, mas uma prova para mim, para ver se eu havia aprendido a lição da compaixão e colocado minha energia agressiva – mesmo aquela que consideramos ‘positiva’ – sob controle; a segunda ontem, quando sua veterinária, minha querida e competente prima Carol Rabello, veio aqui em casa para aplicar-lhe vacinas.
É através do olhar firme, mas amoroso que iremos mudar os padrões pessoais e coletivos. E nisto, meu Petit Gateau transborda.
Era a semana do retiro de Nyung-ne, uma prática de jejum e meditação tibetana na força compassiva do Buda da Compaixão, Cherenzig, também conhecido como Avalokiteśvara.
Durante o retiro, aprende-se na prática a contemplar o sofrimento dos 5 reinos não-humanos a partir dos 5 venenos existentes também em nossa mente – e que nos tornam igualmente sofredores dos mesmos males, basta olharmos para nós mesmos e também para nossa sociedade: o desejo e a ganância dos fantasmas famintos, a inveja dos semi-deuses, a raiva dos seres infernais, a ignorância dos animais e a arrogância dos deuses.
Tudo isto para trabalhar estes 5 venenos tão concomitantemente presentes em nós e nossa sociedade. Quem é que não vê em nossa sociedade inumeros humanos-deuses, humanos-semi-deuses, humanos-famintos, humanos-infernais e humanos-animais.
Pois uma coisa é a prática formal, outra é ver como a aplicação prática no cotidiano rende frutos e efeitos.
E foi isto que meu doce gato me propiciou.
Durante a semana do evento – que ocorrera no final de semana – ele começou a fazer xixi no puf da sala, algo que ele nunca havia feito nestes dois meses de convívio. No primeiro dia, briguei com ele, falando um pouco mais duro. No segundo, dei um esporro, bravejando. No terceiro, esfreguei seu nariz e dei um tapinha. No quarto peguei ele no flagra e, com intuito de aproveitar o momento para dar-lhe uma lição, bati nele, além de fazê-lo cheirar o xixi e ouvir um sermão bravo acompanhado de mais umas palmadas. Temos o estranho hábito de achar que violência resolve algo.
Veio o retiro e, na volta, novamente xixi no puf. Quando fui aplicar a repreensão física ele me olhou com olhar doce, sem aparentemente entender o porque de minha violência e seu olhar amoroso me fez retomar os ensinamentos de amor e compaixão, em especial, neste caso, pela ignorância dos animais - quantas vezes não deixamos de ver em nossos pares tal ignorância e quantas vezes não somos mais ignorantes que os animais. Resolvi conversar com ele.
Coloquei-o gentilmente para cheirar o xixi, mostrei a caixinha de areia, voltei ao puf, limpei e o fiz cheirar o pano. Sentei ao lado dele e fazendo carinho em seu focinho, abri meu coração olhando em seus olhos, deixando que a clareza da comunicação não-verbal fizesse o resto, pontuada com uma ou outra tenra palavra.
Canalizei a vontade pelo coração e fiz-me entendido.
Desde então ele não fez mais xixi no puf. Minto. Fez mais duas vezes. A primeira um ou dois dias depois, o que para mim não foi uma falta dele, mas uma prova para mim, para ver se eu havia aprendido a lição da compaixão e colocado minha energia agressiva – mesmo aquela que consideramos ‘positiva’ – sob controle; a segunda ontem, quando sua veterinária, minha querida e competente prima Carol Rabello, veio aqui em casa para aplicar-lhe vacinas.
É através do olhar firme, mas amoroso que iremos mudar os padrões pessoais e coletivos. E nisto, meu Petit Gateau transborda.
No pêlo do Amor e ronronar da compaixão,
Laços do Amor:
5 reinos não-humanos,
5 venenos,
arrogância,
Avalokiteśvara,
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Cherenzig,
coração,
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ganância,
ignorância,
inveja,
jejum,
Nyung-ne,
Petit Gateau,
raiva,
skandhas
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Três Coroas para um só coração
Do dia 05 ao dia 10 de dezembro de 2008 passei ensolarados e maravilhosos dias no templo budista Khadro Ling, em Três Coroas/RS para participar da consagração do templo de Guru Padmasambhava - mestre indiano budista que levou o budismo ao Tibete no século VIII.
As bênçãos eram inúmeras e claras: afinal, parou de chover um dia antes e voltou a chover um dia depois das cerimônias. No ápice do ritual de consagração até as bandeiras pararam de tremular: no topo da montanha onde sempre venta, imaginem, o vento havia parado para se curvar em homenagem. O Sol, astro-rei, literalmente coroava o céu acima e nós abaixo.
É o poder de muita meditação e mantras, com grande enfoque no Buda da Compaixão, Cherenzig, sempre acompanhados pela canção de belos pássaros.
Eis que em um belo entardecer, entre os inúmeros que presenciamos, minha lente capturou esta amorosa emanação do Sol que nos aquece, nutre de vida e envolve de Amor.

Essa é a moral da história: quando entramos em contato com nosso Eu interior e em sintonia com a natureza ao nosso redor, o Amor é o elo de ligação e destino final dessa jornada que é a vida, que em si nada mais é que o exercício de Amar e assim a alma cultivar.
OM Amor,
As bênçãos eram inúmeras e claras: afinal, parou de chover um dia antes e voltou a chover um dia depois das cerimônias. No ápice do ritual de consagração até as bandeiras pararam de tremular: no topo da montanha onde sempre venta, imaginem, o vento havia parado para se curvar em homenagem. O Sol, astro-rei, literalmente coroava o céu acima e nós abaixo.
Eis que em um belo entardecer, entre os inúmeros que presenciamos, minha lente capturou esta amorosa emanação do Sol que nos aquece, nutre de vida e envolve de Amor.
Essa é a moral da história: quando entramos em contato com nosso Eu interior e em sintonia com a natureza ao nosso redor, o Amor é o elo de ligação e destino final dessa jornada que é a vida, que em si nada mais é que o exercício de Amar e assim a alma cultivar.
OM Amor,
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