Mostrando postagens com marcador natureza última. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador natureza última. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de maio de 2011

Amor à verdadeira natureza do Ser

Ela é linda de todo jeito, mesmo sem voar.

Mas reside nela uma eterna fragilidade da qual emerge uma força instantânea, porque olhamos sabendo que no segundo seguinte ela vai voar, porque vamos soprar; é o dharma - da Flor; do sopro; de nós, como agente interlocutor.

A gente dá a última olhada nela inteira e o prazer de inteireza levita e alça vôo junto ao prazer de vê-la voar. Entregamos tudo ao fluxo do prazer - prazer da vida que perpassa e nutre a natureza última de nosso Ser.

E é esse olhar de contemplação da convergência de forma, vazio e impermanência que a torna tão bela; essa doação do olhar que não é outro que o Amor - a entrega por completa, eterna experiência de viver o crepúsculo de cada momento, fazendo de cada instante a Aurora da eternidade.

No encontro com a verdadeira natureza do Ser, que só ocorre quando deixamos tudo partir ao sabor do vento e nos banhamos no fluxo da vida, alçamos vôo rumo à nossa eternidade,

Coração Dente-de-Leão do Amor




O coração Dente-de-Leão é o Rei do Amor.

Em busca da Terra Sagrada, empenha uma cruzada que passa inicialmente por destruir sua velha forma para se reproduzir no leito da natureza humana para conceber a realidade divina - por mais que ousemos e nos empenhemos na destruição do velho, o novo é apenas uma nova versão do antigo.

A verdade é que a verdadeira ruptura, quebra de paradigma e mudança é alcançada ao compreendermos que o tempo e as formas são conceitos e que todos partilhamos da mesma natureza divina em nossa realidade humana - a ousadia e nosso empenho devem convergir para o Aqui e Agora - onde somos; beleza, harmonia, perfeição.

Nada nos falta, basta realizarmos isto - compreendendo-nos, reproduzindo-nos em cada atividade que fecundamos com nossa interação.

Que imagem nutrimos de nossa forma inicial? Como nos vemos e como nos reproduziremos - que formas levarão nosso legado?

Na mais impermanente das flores, força seminal que fecunda a realidade a cada segundo, consciência que se deve nutrir,