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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Os desvios do Amor

Há tantos caminhos para o Amor, tantas maneiras de amar e caminhar; todas são dignas, todas convergem, todas levam ao Amor.

Mas como diria Goethe: “es irrt der Mensch solang er strebt” – o homem é errante em sua busca, ou ainda, o homem se equivoca em sua busca; as mulheres também.

Ainda mais quando há armadilhas no caminho. E as há, pois somente aqueles que perseveram com a clareza e a força digna do Amor incondicional e universal, compaixão que aquece e eleva a alma, evitam as distrações e enganos das inúmeras bifurcações – a cada encruzilhada a tentação do desejo, a cada esquina um flerte, um gracejo; a cada milha, o ego enche o papo com as migalhas de elogios e macula seu caminho com escatológica crítica.

E agora? Qual das direções tomar, quais tentações negar, qual impulso canalizar, quais erradicar?

Contempla. Observa-te e a teu caminho com carinho e atenção, não te levas pela emoção do desejo empolgação, tampouco por tua romântica criação – ego, teu nome é ilusão; não és salvador, não és mártir, não és carrasco, não necessitas de redenção. És da alma infante: puer faz com o senex de teu Ser as pazes.

Pratica o Amor fati e traz tudo para dentro do caminho; o caminho do Amor, é verdade, é vida.

É a forjadura de nossa ascese.

Se está em seu caminho, é parte de teu destino: não julga, não rejeita, não apega – discerne: lida com tudo de maneira soberana e independente, na consciência da interdependência que é co-autora de nosso caminho.

Intui seu lugar na eternidade e faz-a ser no aqui e agora , presente em beta, realidade em constante construção.

No “Keep going” do caminho do bodisatva, homenagem ao meu Lama Chagdud Tulku Rinpoche, farol de sabedoria e compaixão em noites escuras de incertezas e indecisão,

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Amor, excelente vaso de safira

Amor é a grande inseparabilidade do sabor único; superação do antagonismo, disputa e discussão.

É a realização em si de atos magníficos em benefícios dos outros sem esperar nada em troca.

Adaptado da saddhana do Buda da Medicina praticada no Chagdud Gonpa Ped Gyal Ling, Rio de Janeiro.

Na verdadeira cura que beneficia todos, luz de safira que irradia de nossa mente-coração,

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Com o Tsog de Tara o Amor magnetiza

Amor, para mim, é re-significar.

Por isto presto esta homenagem a Arya Tara - estrela em sânscrito, salvadora em tibetano -, após cuja prática de Tsog tive inspiração para os dois posts anteriores sobre o silêncio e a morada do Amor - esta também sob influência da expectativa de encontrar uma determinada mensagem quando online.

Tsog é tibetano e significa literalmente reunião; um encontro entre praticantes e seres iluminados através do oferecimento de diversas substâncias que nossa mente deve transcender em sua imanência para contemplar a pureza que a tudo nos conecta.

E não é o Amor a maior das reuniões e a mais pura das substâncias - pois presente em todas elas? Não é o Amor a estrela salvadora na escura noite da solidão e do sofrimento?

As frases a seguir são minhas compilações da sadhana (texto sagrado) longa de Tara Vermelha, meu primeiro yidam (deidade de prática; entidade meditacional, manifestação de mente iluminada na qual o meditante tenta se unir) e minha primeira fonte de refúgio no budismo vajrayana, cujo maior expoente é o tibetano: mãe de todos os budas, ela é seu aspecto feminino, comumente atrelado ao aspecto feminino de Avalokiteśvara (bodhisattva que representa a suprema compaixão de todos os Budas), ambos pertencentes à família Padma, a família do Lótus, de cor vermelha (existem cinco família búdicas).

É com regozijo e no intuito amoroso de beneficiar a todos os seres que lhes passo estas informações acima e frases a seguir.
  • Amar é desfrutar do mundo fenomênico como uma oferenda simbólica.
  • Amor é o gozo abundante (e consciente) dos prazeres dos cinco sentidos.
  • Amor é o estado desperto atemporal.
  • Amor é a jóia preciosa que realiza desejos quando é oferecido com devoção.
  • Amor é a nau da liberação e conquista completa da liberdade do mar de sofrimento.
  • Amor é a fonte compassiva irradiante de bênçãos.
  • Amor amadurece auspiciosamente as folhas e frutos das qualidades positivas de quem ama.
  • Amor magnetiza e derrama sobre o campo de experiência de cada ser uma chuva de benefícios e felicidade.
  • Amar é consumar a atividade iluminada do poder.

Na devoção do Amor, prosto-me diante de ti,

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Compaixão - um ato de Amor

"Quanto mais compaixão você sentir, mais reduzirá o apego egoísta e purificará o carma e os obscurecimentos. A raiva diminui e a mente se expande. Assim, você reduz o próprio sofrimento ao beneficiar aqueles que o cercam. A compaixão e o apego pela felicidade dos outros purificam o egocentrismo, que é a fonte de todos os nossos problemas. Se usarmos o apego ao bem dos outros para transformar o apego que temos por nós mesmos, um dia estaremos livres de todo o apego."

(Chagdud Tulku Rinpoche - fundador do Chagdud Gonpa)

Namo, meu Lama raíz. Obrigado por sua generosidade.

No Amor