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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Amor, referência maior

A Vontade tem, mesmo que inconscientemente, seus próprios valores referenciais.

Conscientizar-se de sua própria medida é tornar-se Soberano de sua métrica, Senhor de seu ritmo, Artífice de seu compasso.

Na bússola da Razão,

domingo, 24 de abril de 2011

O Amor que sou é plena Luz

Sou luz crepuscular,
o brilho que vos lembra do novo despertar -
que não tarda; acontece
o quanto antes estar no inverno da vida se reconhece.

Tira o óculos da mediocridade
e veja com os próprios olhos -
é primavera, te amo, ó desperto.

Sou seta uraniana -
das profundezas de meu ID
se erige a estrutura de meu Ser;
meus ombros, setas que arqueiam, suportam e
apontam tudo o que há de Ser.

Sou revolução a cada minuto,
não paro,
fluo com o caminho;
vôo onde tudo cessa.

Sou Hermes,
em busca de unir Apolo
e Dionísio;
Ego a convergir Superego e ID.

Encontro o que há de mais alto,
na maior profundeza humana,
onde reside o divino disposto a nos libertar.

Sou princípio libertador,
prestes a me tornar Sol;
pelas escolhas comunicadas,
tornei-me o que sou.

Luz da Aurora de mim mesmo
e de toda humanidade:
Trismegistros por ethos -
é nossa atitude que nos torna grandiosos.

Luz do meio dia,
que nutre toda vida
por todo ciclo
a partir do centro do coração.

Sou o jogo, mas também sou as peças;
sou estratégia, tática e operacional,
sou o xamã que põe fim à história,
harmonizo o Peão e o Rei, uno o senhor ao escravo.


Sou ato, em pensamento, fala e fato consumado.
Sou o mago, que concebe a todo instante toda eternidade.
Sou o espelho no qual reflito o melhor de ti.

Na potência una que a tudo potencializa,

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Amor, escafandro não-dual

Mergulhei fundo nas águas de minhas emoções
em busca de meu tesouro mais precioso
abri os porões dos infernos;
borbulhei, efervesci, morri, renasci.

No meio do fogo eu me vi.
O di-hablo era eu.

Meu ego escravizado, sem razão,
coitado, açoitado,
a espera de redenção,
de ser desfragmentado.

Dualista, o di-hablo não fluía.
Monólogos em mim mesmo,
sem convergência, sem harmonia.
Escravo, se vingava e a todos os demais em mim subvertia.

Liberto és, escravo-senhor,
a ninguém mais sirvo senão ao Todo.
Imaculado reapareço após confrontar meu lodo.
Me purifico e permaneço uno no Amor.

Da câmera escura trago a revelação
através do negativo vejo
como somos um só com a criação -
transvalorização dos valores e do desejo.

Sou o tesouro, o mergulho, o porão, o di-hablo;
a magia e o mago,
sou criatura e criador,
sou novamente uno no Amor.

Nas águas profundas em busca do Amor maior,

domingo, 4 de abril de 2010

Amor me-dita-ação

Me-dito para não me ditarem o que fazer.

O Amor é o melhor guia para nos dizer o que fazer, libertos da egóica luta senhor-escravo, plenos de nós mesmos e em comunhão com o todo, unos em essência.

No Amor, que me-dita a melhor das ações a realizar para compor com o melhor dos mundos possíveis, co-criadores que somos,

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Crise dos valores - Non Ego

Nietzsche, no aforismo no.175 de Aurora (livro III), filosofa sobre o 'pensamento básico de uma cultura de mercadores' e aponta a valorização a partir da oferta-e-demanda como o grande vilão do novo século. Como é curto, vale a reprodução, com um breve comentário abaixo.

---175---Aurora---

Vemos agora surgir, de várias maneiras, a cultura de uma sociedade em que o comércio é a alma [...]. O mercador sabe estimar o valor de tudo sem produzi-lo, e estimar-lhe o valor segundo a necessidade dos consumidores, não segundo suas próprias necessidades; 'quem e quantos consomem isto?' é sua grande pergunta. Esse gênero de estimativa ele emprega instintivamente e incessantemente para tudo, também para as realizações da arte e da ciência, dos pensadores, doutores, artistas, estadistas, de povos e partidos, de épocas inteiras: em relação a tudo o que é produzido ele pergunta pela oferta e a demanda, a fim de estabelecer para si o valor de uma coisa.

Isto alçado em caráter de toda uma cultura, pensado com o máximo de amplidão e sutileza, e impondo-se a toda vontade e capacidade: é disso que vocês, homens do próximo século, estarão orgulhosos: se os profetas da classe mercadora tiverem razão em colocá-los na sua posse! Mas eu tenho pouca fé em tais profetas. Credat Judaeus Apella - Non Ego [Creia nisso o judeu Apella - Não Eu] - como diria Horácio.

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Triste um mundo onde a humanidade não reconhece o valor em si, para si, dentro de si das coisas e do mundo e onde seu referencial é o impermanente e mutável exterior - como se torna refém o terrorista mercador-capitalista, crente que se beneficia e se torna mais livre e senhor da situação por não se ater a um valor em si, mas a lidar de acordo com a "conjuntura reinante".

Há de ser forte para se responsabilizar por seu próprio destino, por determinar seus valores, para ser dono de si mesmo, senhor de sua razão, soberano de sua calma, escravo de seu planejamento, auto-liberado para decidir seus papéis e sua atuação.

Mas para tal é vital se saber de suas necessidades - como se atualmente se chafurda em seus próprios desejos e se afoga nos de outrem, sem sequer saber distingüir o que é o desejo genuíno daquele outro que lhe é introjetado. Afinal, o referencial é sempre exterior, não é?

E a maioria lida como mercador - até com o próprio corpo, com o próprio trabalho então. Vende-se por pouco, afinal, o referencial é externo e a competição é grande.

A vitória contudo - e o real valor - está guardada a sete chaves (sete chácras?) dentro de nós, em nosso coração.

Mais uma vez o amor é a chave-mestre. Amor por si para se valorizar, amor ao outro para respeitar, amor à natureza para preservar e assim, amor pleno, para valor gerar.

No amor