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sábado, 15 de setembro de 2012

Amor Sublime Amor

Quão sublime é este sentimento que eleva através e além da crítica, aprendendo a sentir, educando a julgar, racionalizando a perdoar, compreendendo a discernir sem apego.

Essa potência que nos leva além de nós mesmos, só se faz ato na interação, é transformação a partir da convergência entre mente-cérebro,

Na rede da vida,

quarta-feira, 21 de março de 2012

O transcendental do Amor

Pai-Mãe,

Quando você morrer,
morre em mim o filho.
Acaba o espaço lúdico, o refúgio da criança,
e começa o tempo hos me, o tempo de espera - suspensão ao fim, "adultez" sem cura ou volta.

Menino, antes de dar adeus ao mundo,
quero ainda rir de montão,
estarmos juntos, trocar carinhos,
confidências, olhares, sorrisos.

Momentos inesquecíveis

Que farão minha velhice
- mais feliz
e minhas lembranças
- mais saudosas

Prefiro a dor de tê-las
e ter que delas desapegar
do que a dor de me apegar
à cobranças e lamentos.

Quero, ao morrer, dizer SIM! à minha vida.
Quero renascer livre e amante a todo momento.

E isto só poder ser feito com Amor, construído a cada instante e interação - confirmando-se e à potência.

Só o forte consegue dar sentido a si em meio ao vazio, exercendo a sabedoria da priorização, superando o nada através do Amor, escolhendo conscientemente os momentos a serem eternizados - diluídos ao final, como lágrimas na chuva.

Quero me entregar a este fluxo continuum com toda fé, ser Amor fati - fazer o que tem que ser feito, Amar fazer o que tem que ser feito, saber e escolher sorridentemente o que tem que ser feito.

No momento da ressurreição, nascimento da força transcendental do Amor,

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Amor, loucura do destino, liberdade última

Amor é encontrar um caminho entre o desejo e a falta, o apego e a frustração; o caminho do meio, sorriso que aquece a mente-coração - não há nada a ser conquistado, nada a ser perdido; só Amor a ser vivido.

Amor é deixar o tempo abrir espaço para a vontade.

Na vivência do Todo que me satisfaz,

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Amor, fluxo da sabedoria

Ansiamos por permanência exatamente por ignorarmos a fluidez e o fluxo da vida, ignorando a impermanência - desta ignorância primordial que tem em si também a incompreensão da vacuidade do ego é que surge o desejo e deste o apego e a aversão que por sua vez dão origem aos demais venenos da mente.

Amor é o fluxo que perpassa, une e iguala amante e amado - não mais princípios, não mais fins em si, mas meios de realizar a nova e eterna realidade contínua do Amor, princípio da ordem, progresso como fim.

No fluxo positivista do saber, conhecimento que a tudo move, sustenta e eterniza,

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Amor é saber o que não salvar

Por vezes, mais por apego, queremos salvar tudo, indo contra o ciclo natural da vida, salvando coisas – pessoas, situações, valores, objetos – que simplesmente deveriam “ir com o fluxo do tempo”.

Assim criam-se aberrações que atormentam e geram atrito no fluxo, diminuindo o Amor e dando espaço para a dor e o ódio.

Amor é também dizer não, saber quando partir e deixar-se-ir. Neste sentido, Amor é também saber morrer.

É a suma sabedoria de que somos Todos um e que não há necessidade de apego, que tudo converge para um fim sustentável, onde as partes se harmonizam natural e eternamente no fluxo.

Na salvação da escolha que confirma o destino,

domingo, 4 de abril de 2010

Amor antidoto

O Amor é antidoto aos equivocos e desentendimentos, é a dose de abertura necessária aplicada com bondade que nos (e)leva a compr os elementos dentro de um plano superior, além das noções dualistas que freiam nossa evolução.

É a coragem de se desprender de ambas as margens, do gostar e do não-gostar, do apego e da aversão, do eu e do outro e assim, compassivamente, fluir no rio da vida que a todos transmuta, evolui e conduz a desaguar no Todo.

É a salvação da gota em pleno oceano, é a força do ciclo das águas - rio, mar, chuva -, emoção em devir orquestrada pela Luz da razão: tornar-se pleno e liberto para auxiliar à todos, quer longe ou perto.

No fluir bodisatva que habita em nós,

Amor é ir além

É ir além de si mesmo, do outro, é ter com o Todo, é se tornar pleno para compor com o melhor dos mundos possíveis, exercendo o Ser em sua plenitude, indo além do apego e da aversão, transpondo os véus da ignorância e do sofrimento.

É transcender a si próprio e a dor para ter com sua essência na ascece da alma, aprendizado que é viver em meio à dor e ao Amor, mestres que nos ensinam cada qual a sua maneira a alegria de Ser.

É estar uno com o conhecimento e através da compaixão desenvolver a sabedoria do Ser que é puro Amor, potencializando-se como canal da mensagem única e multifacetada, que é o Amor.

É saber que navegar é preciso, não importa a tormenta ou a calmaria, pois o porto seguro é Amor, repleto de pontos de anCORAGEM.

Na motivação de nossa encarnação, que é tornamo-nos puro Amor, aprendizado de nossa alma,

sábado, 25 de julho de 2009

Armadilhas do Amor - II

Na pirâmide do Amor do secreto caminho evolutivo há três fluxos cíclicos que servem para nos nutrir e impulsionar rumo à próxima etapa do caminho. Eles se encontram em cada um dos vértices e até se completar todo o primeiro percurso, são extremamente perigosos.

No ciclo de Eros, a força cíclica do desejo nos nutre e impulsiona como aspecto positivo, mas pode ter um viés de vício e acomodação, afinal o prazer de facilmente saciar-se o desejo pode levar qualquer um ao comodismo.

É necessário coragem e sabedoria – guiados pela compaixão – para romper com este ciclo e utilizá-lo como mola propulsora para se atingir o segundo nível da Ágape. É por este e outros motivos que se necessita de mestres realizados para se aventurar pelos caminhos do Tantra.

No topo encontramos o ciclo de Ágape, a força cíclica da sabedoria divina que se por um lado nos nutre de conhecimento, sabedoria compassiva e mais e mais força, por outro pode-nos fazer refém do êxtase que se experimenta por estar diante do Amor mais elevado.

Mas como este ainda não está completo em nós, precisa ser exercido, não apenas conhecido, é preciso de clareza e desapego para se dar o próximo passo adiante: em direção ao Outro (primeiro em nós, depois ao nosso entorno) presente no ciclo Philia. É quando é necessário reconhecer que este conhecimento não é somente nosso e apenas dele compartilharemos quando exercendo-o na troca com o Outro.

No ciclo da Philia forja-se o amor combustível cotidiano que fará os sistema funcionar automaticamente, fluindo e fruindo harmoniosamente. A troca amorosa produz uma energia tamanha posto que a soma é maior que as partes que o excedente transborda, fertiliza e impulsiona os avanços de ambos naturalmente.

O problema é que a maioria de nós se contenta ou por medo ou por carência com o primeiro estágio e com medo de perder o pouco que tem, abre mão do tanto que lhe está a espera ao final do arco-íris que é a realização de seu pleno potencial.

Talvez por isto que no budismo se fale sobre o corpo de arco-íris como último estágio da realização por ter-se passado por todas as tempestades da vida e águas da emoção, alcançando o pote de ouro que é a mente iluminada. E o que é a mente iluminada se não a alma plena da razão do coração?

O bom é que a vida nos proporciona tais momentos e forças cíclicas de diversas formas: pelo Amor, quando conscientemente deixamos cada ciclo em espiral rumo ao próximo estágio aplicando ao Espaço de cada força o vértice do Tempo imbuídos de Amor, ou pela dor, quando nos empurra – mesmo contra nossa vontade – a nos defrontarmos com nosso caminho e destino: neste caso mais solitários, mais chuvosos e mais tristes porque com menos força.

Aja com Amor: equilibre a mandala de seu Ser através da abertura da beleza do Amor para receber a força de cada ciclo. Organize razão, intuição, sensação, sentimento (emoção) e abra espaço para o canal fluir e você ascender: deixe o Amor preencher aquilo que você conhece por ego e acha que é grande e sua única proteção – sem medo verás que podes ser muito maior e mais forte, liberto.

No Amor livre das armadilhas,

As armadilhas do Amor

Quando estamos no processo de ascese através da elevação de nosso padrão de Amor, do animalesco e instintivo impulso erótico ao divino e absoluto agápico, o próprio Amor nos coloca à prova: nos apresenta um par e contra-ponto erótico ao qual nos ligamos, que facilmente gera êxtase e que pode nos viciar em um processo que se finda em si, não se renova, tirando-nos de nosso secreto caminho evolutivo que justamente nos dá êxtase e troca ilimitada com o universo.

A chave é entender isto - o aparecimento do par erótico - como a Força Schopenhaueriana, a manipulação por parte dos genes, as tentações de Mara, e superar esta etapa de apego aos prazeres fáceis e táteis focando na evolução espiritual em busca da elevação dos padrões e vibrações.

Quando sentir que alcançou e consegue manter o padrão agápico, desapega-se também do êxtase supremo para aportar seguramente na philia, onde se lida com o Outro e consigo fraternamente e pode-se, inclusive, retomar aquele relacionamento que outrora era obstáculo - se ainda tiver e fizer sentido, será transmutado, evoluído.

Entender este processo e tornar-se soberano nele é criar meios hábeis - amorosos - para tornar obstáculos ferramentas de poder e conquista - o que se assemelha muito ao Tantra e suas práticas.

Na união das energias opostas e processo libertador do Amor,

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Compaixão - um ato de Amor

"Quanto mais compaixão você sentir, mais reduzirá o apego egoísta e purificará o carma e os obscurecimentos. A raiva diminui e a mente se expande. Assim, você reduz o próprio sofrimento ao beneficiar aqueles que o cercam. A compaixão e o apego pela felicidade dos outros purificam o egocentrismo, que é a fonte de todos os nossos problemas. Se usarmos o apego ao bem dos outros para transformar o apego que temos por nós mesmos, um dia estaremos livres de todo o apego."

(Chagdud Tulku Rinpoche - fundador do Chagdud Gonpa)

Namo, meu Lama raíz. Obrigado por sua generosidade.

No Amor