Amor é ouvir além do poderoso grito do desejo a silenciosa voz da vontade.
No diálogo que gera ação de consenso e elevação dos múltiplos eus a um nós integrado ao Todo,
Amor é ouvir além do poderoso grito do desejo a silenciosa voz da vontade.
No diálogo que gera ação de consenso e elevação dos múltiplos eus a um nós integrado ao Todo,
Como incendiária se aproximastes,
Tacavas fogo na aridez de minha manifestação,
Tornando-me fértil outra vez.
Tal qual viestes, fostes
devastando-me
Mas não levastes de mim o mais importante,
A chama da vida, que para todo sempre arde em minha mente-coração.
Como Lucifer,
Trouxestes o Fogo de Prometeus.
Não cumpristes com nada além de teu destino
Que já não se cruza com o meu, mas, cúmplice, acompanha.
Caminhemos juntos, ambos incendiários de nós mesmos, apóstolos da ignição divina.
No Fogo de nosso olhar, que sutilmente aquece nosso Ser e nos eleva,
O que nos diferencia dos animais é nossa consciência da finitude.
O que nos diferencia dos mortais é nossa dignidade de viver o vazio da finitude através do Amor, conferindo um sentido sagrado ao mundano, elevando nossa existência.
No que importa,
A pele é o primeiro contato,
no segundo, o ato.
Mundo que se cria,
orgasmo seguido de agonia.
Vazio.
O que me completa?
Não é esta do Amor a meta?
Saciar o cio?
Do Amor animal
ao Amor elevação
é tudo igual
como níveis à superação.
Em contatos imediatos de terceiro grau,
transcende-se a carne, pseudo-mal.
Reencontra-se o Vazio que nos completa;
Edificar nosso Ser, eis a meta.
No quarto, a busca por valores;
assim evitam-se as dores
de (mais) uma separação,
pois a pele é superficial para sustentar a união.
É na estrutura do osso e de nosso DNA
que há abertura para crescer e prosperar:
Amor através da pele, pela carne até a alma
ofegante e com calma
a eternidade a contemplar.
Eis o Amor fati, és o que há.
No não-dualismo que a tudo fecunda,