Mostrando postagens com marcador igualdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador igualdade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de julho de 2010

3 Amores no topo

Três meninas no telhado

consumindo liberdade

em igual fraternidade.

Ousando levantar o olhar, que achado!


Seu frescor de juventude

exalava forte

contrastava com a terrena atitude

que lembra em vida a morte.


Já não ousamos subir mais.

Jah! Nos contentamos com o reflexo da Luz.

Jaz o impulso da ascese no corpo e outros bens materiais.

Já não sabemos o que nos conduz.


A chama me chama

o fogo arde

o mistério conclama

pra subir nunca é tarde.


A intuição procede prudente

o sentimento lateja

a sensação deseja

e a razão caminha contente.


Era sabido o destino

deste alado menino.

Perdido se encontrou, nas palavras um meio;

sua escada conjugou, subiu sem receio.


As três meninas, já sabemos quem são:

Eros, Ágape, Philia; libertação.

Do mundo das idéias, tentação da elevação,

mas, ao menos por hora, não era amor fati ter com elas não.


Na inspiração que subiu ao telhado e nas asas das palavras alçou vôo para conquistar vales e picos e nas planícies eternas do Ser planar,

domingo, 11 de julho de 2010

Amor entre iguais, a diferença faz

Quão diferente um corte de cabelo, uma roupa, uma tatuagem ou alguma outra característica física e até mental nos faz? Não somos todos feitos da mesma essência cósmica? Não somos todos, humanos e animais, emanações e pulsões do fluxo da vida?

Do Amor fati, Amor primordial e destino do Todo, mônada que a tudo abarca, perpassa e une, emanam suas mais diversas manifestações, cujo destino é confirmar-se-a-si-mesmo enquanto Amor, princípio que forja a dualidade no Uno, evidenciando sua pluralidade no ciclo do Ser.

Quando está tudo igual, o Amor é o diferente. Quando está tudo diferente, o Amor é o igual.

Amor é a Luz que traz harmonia e equilíbrio para a Força.

Na forte Luz que está sempre conosco,

terça-feira, 1 de junho de 2010

Amor, Ser +

Amor. Falar menos, Ser mais. Amor. Amor. Sempre. Só. Uno. Duo. Trindade. Sagrado. Profano. Mundano. Amor. Falar menos, Ser mais. Iguais.

No Ser +/=

A diferença do Amor

Amar é fazer diferente para fazer diferença.

Inspirado no mestre Zé Maria.

No igualmente diferente,

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Amor, plenitude convergente

O Amor é a compreensão que nos revela que somos todos iguais e que apenas nos atualizamos de maneira distinta.

Na plenitude convergente que é puro Amor,

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A multiplicidade única do Amor

A vida é um bem único que se desdobra e multiplica em um eterno devir; é única e em constante mudança para ser sempre igual: viva.

No Amor que inspira a viver a mudança em nós e no mundo,

terça-feira, 14 de abril de 2009

O Amor, caminho pela morte

Mudar? Quem sabe... já não mudamos a cada rotação? Nada sei sobre meu futuro a não ser da morte, que me espreita serena ao fim da caminhada.

Enquanto isto, aproveito a paisagem, tomo consciência de meus passos, amo cada vez mais a vida para, quando me entregar aos braços da morte, possa fazê-lo tranquilo, confiante de ter trilhado o caminho que me era possível e desejado.

Saudades suas, espelho meu com face tão própria e jeito tão diferente quanto igual; afinal, por mais diferentes que sejamos, humanos entre si e animais, a base é a busca da felicidade em meio ao sofrimento da vida, o que nos torna iguais.

Para você que está lendo, que as palavras lhe envolvam como um querido e afetuoso abraço, daqueles que transcende o tempo e o espaço, o nascimento e a morte, e que preenche de amor a vida.

No abraço do Amor,

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Amor - não isolamento

Amor é o religare que tira o Eu do isolamento e o une ao Todo em uma abertura sem preconceitos que une tudo e todos, respeitando as diferenças a partir da igualdade de existência e respeito à vida.

No Amor,

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Fraternidade - a sociedade do Amor - a sociedade auto-sustentável

Liberdade, Igualdade, Fraternidade.

As palavras de ordem da Revolução Francesa - longe de serem algo pequeno burguês como os objetivos mais imediatos da mesma revolução - ecoam ainda na mente-coração de todos. Mesmo os iletrados têm em si tais ideais, pois estes fazem parte da essência humana.

Aplicados como sistemas sócio-político-ecônomico-culturais e de pensamento, deram frutos que todos conhecemos: da Liberdade cunha-se o capitalismo; da Igualdade o socialismo/comunismo. Alguns ousam criar paralelos entre a Fraternidade e a Anarquia - aqui compreendido como ausência de coerção, e não ausência de ordem.

Todavia, me parece que a Fraternidade não é algo que possa se impor como sistema, deve nascer no coração de cada pilar da sociedade, de cada indivíduo - até aí estando em alinho com o ideário anarquista.

Acima de tudo não pode desprezar o que for humano, sem julgamento, mas sim com o encaminhamento para sedimentar tudo em uma organização não-hierárquica, mas em formato de mandala, onde a sequência do encadeamento dos fatores auxilia o bom funcionamento e não interesses ou valorizações particulares.

Deve abarcar - e aí é que se distingüe do anarquismo -, as conquistas tanto do capitalismo, quanto do socialismo/comunismo, tomando para si o melhor de cada caminho para forjar a terceira via - o desejo (eros) de um, a compaixão (philia) de outro; estabelece-se mais um paralelo entre as tríades, criando o caminho do meio, que é o amor.

Pois é resolvendo o homem que se resolve a sociedade - o inverso também é possível e me parece que o melhor mesmo é um movimento mútuo convergindo ao centro, já que em nossa sociedade não se deixa espaço para nossa essência respirar: desde cedo, ainda crianças, somos forçados a frequentar cursos com o receio de não nos formarmos, de não sermos economicamente viáveis.

Sufoca-se assim a individualidade e o auto-desenvolvimento. Passa-se até uma vida inteira sem se reconhecer a si mesmo, em um constante agradar e se adequar à sociedade. Deve-se então trabalhar individualmente sua própria evolução meditativa e coletivamente para se conseguir espaços para mais pessoas terem a mesma oportunidade.

Mas o que é esta sociedade senão uma construção coletiva de indivíduos. Há de se construí-la então em bases amorosas - não competitivas e exploradoras: uma sociedade que dá mais que exige. E naturalmente receberá de volta toda a grandeza de experiência humana.

Uma sociedade onde há campo fértil para o desenvolvimento humano e o florescimento do Amor.

Diferente da sociedade em que vivemos, resultado do Iluminismo, que manteve a Liberdade e a Igualdade, mas substituiu a Fraternidade pelo Progresso em seu lema.

Fica no ar a dúvida se os esclarecidos pensadores, como um todo, não viam a compatibilidade entre a Fraternidade e o Progresso, pois de todos os iluministas, os alemães eram os únicos que majoritariamente tinham verdadeira aspiração também religiosa e buscavam a reforma da religiosidade - mesmo com toda defesa da razão (até porque não vejo incongruência entre a fé e a razão). Imagino que não desatrelassem progresso de fraternidade, não seria racional.

Acredito muito mais no mau uso e má interpretação, sempre realizada de maneira conveniente às paixões pelos escravos de seus próprios desejos, que se 'esquecem' e cegam perante à desordem mundial na qual nos encontramos.

Por tudo isto, creio que o desenvolvimento sustentável de nosso planeta passe pelo desenvolvimento sustentável do indivíduo, que se espelhará no desenvolvimento sustentável da sociedade e assim da economia e da ecologia como um todo.

Amor, apenas Ele, é Ordem e Progresso, é desenvolvimento sustentável.

Fors fortuna in Amor (Boa Sorte no Amor)