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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

O dharma da Web é o Amor

O dharma da Web é realizar o pleno potencial de uma rede, harmonização dos ciclos evolutivos – momentos antagônicos que se complementam em pleno equilíbrio.

Pontos especialistas e genéricos que convergem em ação sustentável resultante em homeostase tal qual opera a rede de células a qual atribuimos o nome de corpo humano – este agregado de microorganismos, alguns especializados, outros genéricos – que se molda na interação entre si e com o meio.

A Internet é a grande religião (re-ligare, re-união) de tribos – tribos de ontem, de hoje e de sempre. Querendo ou não.

A rede, como o Amor, é o complexus que transcende tempo, espaço e converge.

Na banda larga da união equânime, pontos distintos de uma mesma rede,

domingo, 12 de julho de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Amor, filosofia perene, agenda convergente

Após buscar a real definição da palavra perene, inspirado pela participação no III Fórum de Sustentabilidade da ABA Rio - sim, sou do tipo que busca a raiz das coisas e assumo, antes de mais nada, que nada sei para poder de fato ampliar meus horizontes - deparei-me com o link sobre filosofia perene e não resisti, cliquei.

Quando me deparo com a descrição do que é filosofia perene só consigo ler Amor:

"Um dos conceitos fundamentais da Escola Perenialista é o da "unidade transcendente das religiões" – título do primeiro livro de Frithjof Schuon publicado no Brasil. Ele afirma que, no coração de cada religião, há um cerne de verdade (sobre Deus, o homem, a oração e a moralidade) que é idêntico. As diversas religiões mundiais são, de fato, diferentes – e esta é precisamente sua razão de ser. É o cerne essencial que é idêntico, não a forma exterior. Todas as grandes religiões mundiais foram reveladas por Deus, e é por causa disso que cada qual fala em termos absolutos. Se não o fizesse, não seria uma religião, nem poderia oferecer os meios de salvação."

E o que é uma religião senão um religare, uma reunião, essa essência tão manifesta do Amor. O Amor próprio é a reunião consigo mesmo, tal qual o é o Amor em todas as demais esferas: a (re)união a partir do familiar ao desconhecido, o (re)conhecimento que podemos (e somos) todos uno.

No mesmo fórum, falou-se de agenda convergente e, mais uma vez, só ouvia Amor.

Encontrar meios hábeis para nos unirmos em prol do bem comum, deixando de lado posições totalitárias e egoísticas em prol da união e do Todo é Amor na prática – e chegará a ditar aquilo que chamo de sustentabilidade em rede.

No diálogo sustentável que é o Amor,

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Amor - não isolamento

Amor é o religare que tira o Eu do isolamento e o une ao Todo em uma abertura sem preconceitos que une tudo e todos, respeitando as diferenças a partir da igualdade de existência e respeito à vida.

No Amor,

domingo, 6 de julho de 2008

Amor - o caminho secreto da evolução


Deste esquema pode-se ter inúmeras indagações, apontamentos e encaminhamentos. Gostaria de ressaltar um par de coisas para deixar no ar umas e sacramentar outras.

Das demonstrações almejadas
  • Se evolução é expansão, partimos do Eros - interno e primitivo - para a Philia - externa e evoluída; C.Q.D.
  • Em todas as religiões que conheço o controle e correta canalização da libido é fator crucial para a elevação e evolução, também aqui a evolução do Eros para a Philia vai contra o fluxo do que chamei de Força Schopenhaueriana (em homenagem ao grande filósofo Arthur que identificou corretamente este 'drive' que nos 'manipula') e, portanto, contra a procriação desordenada (algo positivo tanto para o indivíduo, quanto para a sociedade), C.Q.D.

  • Compaixão infinita abarca tanto o Eu, quanto o outro e o Nós - comumente esquece-se no mínimo de um deles: o egoísta do outro, o altruísta de si, a maioria do coletivo que a tudo - não apenas aos humanos - abarca. A esfera representa aqui então o Eu, o outro em mim e a pluralidade da criação presente em nós, que quando amorosamente observados podem levar à harmonização interna, evidenciada e projetada diretamente para as ações exteriores. Esta atenção plena do indivíduo fortalecido - que se torna o observador - tendo em mente o círculo da compaixão e os elementos inerentes a ele possibilitam a manutenção da motivação pura do lema Altiora Semper Petens. Assim conseguimos abarcar através do círculo da compaixão todas as nossas possibilidades, as forças contrárias e o modelo de relação ao mundo exterior - a compreensão e o correto uso do círculo da compaixão pertence aos fortes e emancipados (em relação às suas forças contrárias internas e às forças externas, de outrem ou do meio); C.Q.D.

  • Santo Agostinho poderia encaixar sua ordenação da seguinte maneira: o Amor a si (Eros), o Amor ao Outro (Philia), o Amor à criação (Ágape) - o que resulta em uma interpretação dúbia de amor incondicional à tudo, à criação, o que por esse lado fecha com a teoria agostiniana, mas também pode levar à interpretação de que Deus é uma criação humana, o que de fato não se enquadra na visão do Santo Filósofo. Contudo, se entendermos que o que conhecemos do Infinito faz parte de nossa concepção finita, explica-se como Ágape pode ser nossa concepção do divino, a projeção divina sobre nós, sendo Deus em si o observador/círculo da compaixão, que nos confere os meios hábeis para nossa evolução: tanto a Força impulsiva (Eros), quanto a Força repulsiva (F.S.), o círculo/mandala no qual tudo se erige e a Luz da sabedoria - acessível com certo esforço, que é o ato de canalizar a libido para fins superiores, levando Eros a sair da relação de confronto com a Força Schopenhaueriana e alçar vôos mais elevados ao se relacionar com Ágape, transmutando Eros para Philia através do Amor Ágape, do caminho percorrido, da verdade descoberta, da vida vivida; C.Q.D.
  • Apenas no equilíbrio de cada uma das forças envolvidas é que se possibilita por um lado sublimar a Força Schopenhaueriana, por outro edificar tal pirâmide de maneira sustentável, sendo o objetivo final a recondução da Força Schopenhaueriana para Eros recanalizar e subverter novamente, até se pacificar tal energia contrária levando a uma fluidez e equilíbrio harmônico; C.Q.D.

Dos pressupostos

  • No sentido estrito somos desejo puro, primitivo, Eros, que veio através da Ágape evoluir para Philia, transmutando energia - Força e Luz - através da Sabedoria; no sentido amplo somos a conjunção destas 3 esferas (Eros, Ágape e Philia)

  • Externo, Interno e Secreto são terminologias budistas que ousei adotar livremente, pois me fazem bastante sentido neste contexto e auxiliam em uma convergência de visões entre ocidente e oriente

  • Motivação Pura e Atenção Plena são igualmente terminologias budistas ligadas diretamente à meditação que deve ser uma constante em nossas vidas e que se aplicam corretamente neste mosaico

  • Círculo da compaixão é a compreensão intelectual desse esforço (conatus) evolutivo que abarca tanto o entendimento da relação das forças, quanto a não-identificação e desapego aos fatores individuais, gerando o observador onipotente que consegue identificar as questões, mas não se envolver, possibilitando um auxílio útil caso necessário. Procurei mesclar aqui o conceito cristão de compaixão - o compadecer -, o de Baruch Spinoza - compaixão como a atitude de ser justo, honesto e útil com outros homens pelo ditame da Razão - na busca por ocidentalizar minha compreensão da compaixão budista que a meu ver é a justa medida das melhores partes de ambos os conceitos retrocitados.


  • Cada Ser tem seu círculo de compaixão e o Todo é formado por um mosaico coletivo Uno a partir destas esferas individuais, sendo um observador para cada Ser - o Eu Superior - e um Observador, o Nós Superior, D.E.U.S. - Domínio Equanime na União dos Seres.

  • Parto do pressuposto que Deus é Amor, Compaixão Infinita tal qual está na encíclica de Bento XVI, tal qual está na bíblia, tal qual é declamado pelos Sufis do Islã e de maneira similar por todas as grandes religiões do mundo, quer elas tenham Deus como sendo o criador, co-existente ao Universo, monoteístas ou politeístas; não me obrigo aqui, tampouco em minha vida pessoal a determinar isto. Nossa compreensão finita não alcança o infinito de Sua existência; vislumbramos a magnitude do infinito apenas através da vivência da fé. E se ele não existir, tanto faz eu me indagar ou não quanto a ele. Se Ele existir de maneira absoluta e criadora, sua grandeza e compaixão não o deixarão em absoluto se sentir ofendido com minhas indagações em uma busca sincera e amorosa por realizar em mim a imagem d´Ele. Ou simplesmente evoluir de animal-humano para humano-divino. Afinal, não fomos feitos à Sua imagem e semelhança? Não temos todos a essência iluminada, a centelha divina?

Amor, maior religare de todos, nosso caminho secreto para a iluminação/evolução.

No Amor, no caminho, na verdade e na vida,