Satisfazer mil desejos ou conquistar apenas um? Eis a pergunta-chave do filme (e do) Samsara.
O mais complexo é quando o desejo é o de satisfazer mil desejos, pois se cai na tautologia do samsara, daí a importância da natureza do objeto a ser desejado.
O desejo de iluminação e da conquista do desejo é o único caminho para se cortar as amarras, alcançar o nirvana e ser livre e íntegro, pois todos os demais desejos de alguma forma corrompem. E nunca se satisfazem, pois não se tornarão, apenas inflarão ainda mais a falta, redobrando o desejo.
Inclusive o desejo de iluminação precisa de desapego, pois senão não há iluminação devido ao apego - o desejo deve ser o impulso inicial, mas deve-se buscar chegar à outra margem e para tal, precisa-se abandonar o veículo que nos conduziu até lá... ou aqui, tanto faz, são múltiplos os espaços, apenas um o tempo: o de confirmar a transcendência na imanência, eis a essência - como confirma o Sutra do Coração.
Eis a importância da natureza do objeto a ser desejado ser (reconhecida como) vazia – apenas a compreensão da vacuidade liberta e nos integra ao permanente fluxo da impermanência.
No Amor que não é troco, nem pagamento - não tinge, transforma -; é combustível para se chegar a outra margem do Rio da Vida, o Styx, cruzando o Aqueronte,
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sábado, 6 de novembro de 2010
O veículo do Amor: do samsara ao nirvana e além
Laços do Amor:
aqueronte,
caronte,
desejo,
iluminação,
imanente,
nirvana,
oceano,
rio da vida,
samsara,
styx,
sutra do coração,
tautologia,
transcendente,
vacuidade,
veículo
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A ponte do Amor
O Amor une o instante à eternidade.
Na ponte sobre o Rio da Vida, do nascimento à morte, unindo à terceira margem,
Na ponte sobre o Rio da Vida, do nascimento à morte, unindo à terceira margem,
domingo, 16 de maio de 2010
Amor não lembra, não esquece, apenas viver merece
“Eu, agora – que desfecho! Já nem penso mais em ti… Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?”
Por isto que Amar não é se fechar ou se abrir de maneira ordinária; é uma abertura plena que deixa fluir.
No Amor,
o fluxo da vida
sem temor
e sem medida
Até além-morte,
desde o ninho
em qualquer sorte,
segue seu caminho.
Ora indo com as ondas,
na maciez das marolas,
ora nadando contra a correnteza,
evitando das pedras a aspereza.
Age-se como deve-se agir, sem ressentimentos.
Inclusive chocando-se,
quando devido e necessário,
com uma ou outra pedra,
nada havendo nisto de maldito ou temerário.
Não me lembro,
não me esqueço,
vivo o momento,
eu mereço.
E no merecimento,
bênção sublime,
vive-se a comunhão do arrebatamento
na companhia de quem rime.
Na poesia que se conjuga entre o verbo e a ação,
Por isto que Amar não é se fechar ou se abrir de maneira ordinária; é uma abertura plena que deixa fluir.
No Amor,
o fluxo da vida
sem temor
e sem medida
Até além-morte,
desde o ninho
em qualquer sorte,
segue seu caminho.
Ora indo com as ondas,
na maciez das marolas,
ora nadando contra a correnteza,
evitando das pedras a aspereza.
Age-se como deve-se agir, sem ressentimentos.
Inclusive chocando-se,
quando devido e necessário,
com uma ou outra pedra,
nada havendo nisto de maldito ou temerário.
Não me lembro,
não me esqueço,
vivo o momento,
eu mereço.
E no merecimento,
bênção sublime,
vive-se a comunhão do arrebatamento
na companhia de quem rime.
Na poesia que se conjuga entre o verbo e a ação,
sexta-feira, 30 de abril de 2010
No fluxo do Amor
Amor é o fluxo eterno do rio de nossas vidas, clareza que conduz a força que desapega das margens do gostar e do não-gostar, da cobiça e da aversão, do ego e do não-ego e que nos desprende de nós mesmos para empreendermos a piracema da ascece de nossas almas rumo ao encontro de nós mesmos - com o outro, pelo outro, através do outro, rumo ao Todo.
No panta rhei que sempre muda e por isso é sempre Amor,
No panta rhei que sempre muda e por isso é sempre Amor,
Laços do Amor:
alma,
ascese,
aversão,
clareza,
cobiça,
desapego,
ego,
fluxo eterno,
força,
gostar,
Heráclito,
margens,
não-gostar,
non-ego,
outro,
panta rhei,
piracema,
rio da vida,
Todo
sexta-feira, 27 de junho de 2008
O Amor é auto-sustentável
O Amor pleno, que compreende seus 3 estágios, independe de fatores externos; inabalável, inalcancável em sua plenitude, imperturbável, inexpremível, apenas vivenciável - o que a princípio tornaria este blog e toda minha busca indefensável, infrutífera e insustentável.
Mas o Amor é assim auto-sustentável: sem necessidade de se explicar, justificar, ter utilidade ou não.
Tal qual a filosofia é caminho para a sabedoria, mas não a sabedoria em si, o amor que vivemos é a busca desse Amor maior, transcendente e imanente ao mesmo tempo. É viver o milagre da fé e utopia, aproximando-se destes e elevando o nível vibracional da realidade.
Os 3 estágios do Amor levam à outra margem do Amor universal, tal qual a filosofia e a meditação nos conduzem à sabedoria.
Eros é o impulso, a força que nos conduz pelo rio da vida. Ágape a direção que nos conduz e orienta. Philia o desembarque seguro do outro lado.
Amor é esse caminho que vence o Tempo e o Espaço e nos torna unos com o Todo.
Mas o Amor é assim auto-sustentável: sem necessidade de se explicar, justificar, ter utilidade ou não.
Tal qual a filosofia é caminho para a sabedoria, mas não a sabedoria em si, o amor que vivemos é a busca desse Amor maior, transcendente e imanente ao mesmo tempo. É viver o milagre da fé e utopia, aproximando-se destes e elevando o nível vibracional da realidade.
Os 3 estágios do Amor levam à outra margem do Amor universal, tal qual a filosofia e a meditação nos conduzem à sabedoria.
Eros é o impulso, a força que nos conduz pelo rio da vida. Ágape a direção que nos conduz e orienta. Philia o desembarque seguro do outro lado.
Amor é esse caminho que vence o Tempo e o Espaço e nos torna unos com o Todo.
Laços do Amor:
3 estágios,
ágape,
auto-sustentável,
eros,
fé,
filosofia,
imanente,
meditação,
philia,
rio da vida,
sabedoria,
transcendente,
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