Pensei no suicídio por Amor,
não, não era por ti, minha vida,
era por tua ausência,
minha dor.
Ensurdecido pela ausência de sua voz, minha menina,
dobrei apertado a esquina:
Era meu vizinho morto que eu sentia em meu peito
e via ali, estirado, sem vida, sem jeito.
Homenagem ao meu vizinho do prédio da frente,
que não mais que de repente,
se sentiu só, sem um alento na vida, e chorou.
Abriu mão das asas do Amor e se jogou.
O Amor é uma energia que pode criar, cultivar ou destruir: depende de nós - co-criadores de nossa realidade - canalizá-la para um propósito de elevação e verdadeira libertação.
Não é o Amor que mata, nós é que morremos para o Amor.
No Amor que sangra, mas também cura, a quem se deve entregar e não escapar ou matar,