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sábado, 7 de setembro de 2013

Amor, Estrela Solitária, Constelação Gloriosa

Uma voz me perguntou se me sinto sozinho mesmo tendo várias pessoas perto de mim...

A resposta é clara, afirmo que sim.
A maioria das vezes, se eu pensar pelo ego,
Mas se a algo maior me entrego
Já não me sinto só

E esse encontro, que beleza,
Acontece normalmente na natureza,
quando abandono tudo
quando estou só.

Não me sinto solitário
Não mais sofro desse sentimento imaginário
De quem ainda não aprendeu a conjugar-se poesia
Ritmo, rima, uni-verso, alegria

Na métrica da vida,

quarta-feira, 21 de março de 2012

Amor, métrica da abertura do Ser

Abertura
ternura
acolhimento
do momento

fruição

fluindo
indo
além
pelo bem

por todo tempo
por todo espaço
através do conhecimento
por Amor

sem algo
sem alguém

por rima
fazendo poesia
criando uni
frentes e versos

Na métrica do Amor que dita abertura,

domingo, 24 de abril de 2011

Amor, é preciso!

Navegar é preciso, viver não é preciso - a precisão maior é o Amor.

Dizer sempre sim ao destino,
ao evento, como vier,
afirmando a direção -
no leme, a abertura do coração.

Somos operadores do destino,
não selecionamos, damos potência
e vigor ao selecionado,
confirmamos a grandeza do mundo de possibilidades.

A partir da grandeza exposta em atos,
do corpo alimentado por nossos pensamentos,
sustentado por nossa fala,
guiado por nossa mente-coração.

Somos a qualidade
da criação divina,
harmonizamos os opostos complementares,
eis nossa sina.

No sino que alerta tanto do naufrágio, quanto da aurora de um novo continente,

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Kundalini, o tantra do Amor

Ardo nos lábios,
mordo teu canto.
Sussurro arrepios
por tua beleza, sensualidade, meu encanto.

Entrega-te a mim!
Traz do céu
o divino gozo sem fim
que corta da existência o véu

Na amorosa ascese da Kundalini,

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A dor do espinho não sufoca o grito de Amor

A vida, tão bela e aromada,
não entende porque insisto,
em espetar-me nos espinhos,
daquela que não quer ser por mim cuidada.

Esta flor tão bela quanto meu mais feliz sonho,
abismo medonho
da realidade fragmento
só não pode esquecer que sou-lhe todo a cada momento.

Nem disto,
nem dos carinhos
e do caminho rumo ao norte que prometemos juntos percorrer.
No silêncio dos passos, pelos caminhos da vida, ei de amá-la até morrer.

Guardo por ti em meu peito,
um carinho singelo, do meu jeito
uma vontade de felicidade
que só espera a oportunidade

De sermos um e não dois,
de sermos para sempre felizes
sem deslizes
sem deixar para depois.

No desabrochar do sentimento puro, aroma de vida que eclode a todo instante, lapso no passado, incógnita do futuro, ausência que se faz e completa o presente,

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Amor erudito e visceral

A pele é o primeiro contato,
no segundo, o ato.
Mundo que se cria,
orgasmo seguido de agonia.

Vazio.
O que me completa?
Não é esta do Amor a meta?
Saciar o cio?

Do Amor animal
ao Amor elevação
é tudo igual
como níveis à superação.

Em contatos imediatos de terceiro grau,
transcende-se a carne, pseudo-mal.
Reencontra-se o Vazio que nos completa;
Edificar nosso Ser, eis a meta.

No quarto, a busca por valores;
assim evitam-se as dores
de (mais) uma separação,
pois a pele é superficial para sustentar a união.

É na estrutura do osso e de nosso DNA
que há abertura para crescer e prosperar:
Amor através da pele, pela carne até a alma
ofegante e com calma
a eternidade a contemplar.
Eis o Amor fati, és o que há.

No não-dualismo que a tudo fecunda,

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Amor criAção

Diante da folha em branco
a poesia.
Não era eu que a desejava
era ela que me queria.

Me instigava
o vazio das linhas.
Intrigava
o espaço sem limites.

Castigava
o tempo com fim.
Questionava
O prazo com validade.

Da entrega, da obra, do obreiro.
Viver é Amor,
O espaço, o tempo,
Conhecimento por inteiro.

Mil braços desejo ter
para a todos
de diversos modos
beneficiar e socorrer.

Onze cabeças para pensar,
meios hábeis para convergir e rimar.
E se acaso a inspiração me falte,
eu me lembre de praticar.

Poesia,
Cura.
Sabedoria,
loucura.

Primeiro criar um universo de palavras
em meio ao caos de idéias.
Depois colocar o universo em movimento,
Verbos em órbita e alinhamento.

Antes de unir o preto ao branco,
um pré-roteiro,
um princípio de ordem,
fio de Ariadne, pista no nevoeiro.

Parto.

De um lado, nasceu.
Do outro, não sei para onde fui.

O poema se aconteceu.

Não fui eu,
apenas me abri,
Ele [o Amor] flui.
Eu transcrevi.

Nessa interação prazerosa,
Amor é.
transcende o conceito, o poema, o poeta e a prosa.
Se faz ato de fé.

Na fé da criação,

domingo, 16 de maio de 2010

Amor não lembra, não esquece, apenas viver merece

“Eu, agora – que desfecho! Já nem penso mais em ti… Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?”

Por isto que Amar não é se fechar ou se abrir de maneira ordinária; é uma abertura plena que deixa fluir.

No Amor,
o fluxo da vida
sem temor
e sem medida

Até além-morte,
desde o ninho
em qualquer sorte,
segue seu caminho.

Ora indo com as ondas,
na maciez das marolas,
ora nadando contra a correnteza,
evitando das pedras a aspereza.

Age-se como deve-se agir, sem ressentimentos.

Inclusive chocando-se,
quando devido e necessário,
com uma ou outra pedra,
nada havendo nisto de maldito ou temerário.

Não me lembro,
não me esqueço,
vivo o momento,
eu mereço.

E no merecimento,
bênção sublime,
vive-se a comunhão do arrebatamento
na companhia de quem rime.

Na poesia que se conjuga entre o verbo e a ação,

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Amor é Fati de fato

Apaixonado pela menina,
agora amante da mulher
como o mundo se resigna
para quem sabe o que quer.

Dias, semanas, meses ou anos,
o tempo tanto faz e pouco importa;
para quem tem sonho e faz planos
toda e nenhuma trilha é torta.

Os passos dados por Amor
mostram-se a si mesmos o caminho
por entre ilusão, pétalas e dor
até se reencontrar e ao novo ninho.

Ó, ilusão, adeus!
Bem-vindo ideal acalantado.
Cinderela, abandone os sonhos meus:
Amor é Amar e ser Amado.

Não é (o fim do) conto de fada,
tampouco pecado,
é Amor ao destino,
é lidar soberano.

Amo a ti
e ao que tenho
não há conflito
(não) intervenho.

Nado e fluo
com o rio da vida
se é Amor, volta, sem ferida;
construo sempre, a Amar continuo.

Mas páro por aqui de escrever
não precisamos mais ler.
Precisamos sentir;
Amar, nos ter, agir.

Você agora e eu aqui.

Na realização do Amor, Fati de fato,

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Amor ouve na escuridão

Ainda bem que Amor houve e há sempre de existir.

É ciclo constante e presente, eterno devir.

Se escutar bem ainda e sempre pulsa

Mais forte que qualquer repulsa.

Estufa o peito,

Brada aos ventos: venceremos! Amor é o (nosso) jeito.


Na escuta dos sentidos do Amor,

Amor Vincit Omnia et nos cedamus amori

Acabou de sair de minha casa o meu Amor.

De onde veio, para onde voltou?

Suspiro, não me entrego,

sua existência confirmo,

sua ausência nego.


Como algo tão sublime pode simplesmente desaparecer?

E ainda deixa rastro e vestígio - muito além do cheiro e do bem querer.

Planos precipitados, sentimentos antecipados, loucas sensações.

Destroços e pedaços do choque de dois corações.

Intuo... não, nada tenho como intuir, perdido que estou no meio do caos,

Que é de onde emana todo verdadeiro Amor e dá forma ao Klaus.


Desejo, confesso, que o Amor seja compassivo com este humilde servo e aprendiz,

e que não nos percamos um do outro em nossos caminhos, nem por um triz.

Ardo e oro para que hábeis artistas sejamos,

para dos cacos criarmos um lindo mosaico, onde enfim nos amamos.


No tempo que há de ser, para sempre no espaço de nós dois, com o carinho e o amor que palavras não podem traduzir, que o tempo não pode apagar e que só precisa de espaço para crescer, florir e prosperar.

Amor Vincit Omnia et nos cedamus amori - o Amor tudo vence: cedamo-nos nós também ao Amor.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Coroação do Amor

Amor é o verso que rima a conjunção de dois astros, Rei e Rainha que, consortes, orbitam e conjugam o nós na poesia do viver a beleza do encontro a cada amanhecer.

Na astrologia do Amor, trígono de fogo e proteção,

domingo, 26 de julho de 2009

Amor, meu complemento à Lispector

Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita... Clarice Lispector

E quando dita, finita. Encerra-se em si mesma aprisionada por conceitos e visões. Mentes, véus, impulsos, ilusões.

Liberta só estará, quando nem de palavra, nem de boca e ouvido, nem de si precisar.

Na hora da Estrela, cada segundo é Amor,

sábado, 25 de julho de 2009

Só Amor - múltiplo e uno

Só, perdido, me encontro.
Solteiro, me fecundo.
Busco a unidade-base antes do Outro.
Só, assim se consegue levar amor ao mundo.

O Outro passa a ser Eu,
na realidade nós,
não há barreiras,
só, apenas uma voz.

A unidade sussurra
o que todos no fundo já sabem,
amor incondicional,
a chave do progresso, ordem natural.
[vitória do bem contra o mal]

Ouça o grito do silêncio de seu Ser,
faça cair os véus e irás ver
a divina face da unidade
resplandecente em toda multiplicidade.

No verso do Amor, rima da eternidade,

terça-feira, 24 de março de 2009

Amor poema, beleza da interação

Sou poema, desejo ser amado,
de preferência guardado
no coração e na mente
de quem me lê, ouve, toca, sente.

Aquela que se lembra, no instante se liberta.
Recorde e recobre esse amor em versos,
não se perca em meio aos caminhos diversos.
Canaliza, brisa, flui, desperta.

Não há tempo, muito menos distância
que calam a ânsia
do amor que pulsa
em cada verso, rima, palavra avulsa.

Teus olhos, sentimento,
livre interpretação,
outros a cada momento
escolhas a cada interação.

Sou poema. Fonema.
Blog, post, pessoa pequena.

Grande sim é meu amor,
que me rima a ti com sincero louvor.

Sou palavra, letra, sorriso, dor.
De tudo me esqueço: espinho, flor;
quando de minha boca e linhas parto,
ao seu ouvido me curvo, nele anoiteço.
É em seu coração que ecoo, nele amanheço.

Desperto infinito,
poema de amor,
agora sim, amado, agora sim, bonito,
agora sim, sem dor.

No Amor, a rima perfeita da interação,