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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Aprendizado da superação no Amor

O que fica, por fim, é um eterno aprendizado. E uma saudade que nos ajuda:
a) a sucumbir a nós mesmos

b) a superar a nós mesmos
A escolha é nossa. Sempre. 

O outro é apenas um meio para nossa própria lapidação - porque se fosse/for para ser parceiro/a, seria/será; tem horas que o necessário é aceitar e entregar ao senhor destino: arrasta quem resiste, conduz quem consente. 

Todos ganham o que merecem - mais cedo, mais tarde. 

E nenhum Amor é em vão.

Na verdade que nos guia,

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A consideração é Amor

"O pessimista reclama do vento, o otimista espera que mude, o realista ajusta as velas."

O romântico admira a Lua e o Übermensch reflete o brilho das estrelas em seu semblante e olhar.

Na consideração de todas as partes, ação necessária,

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O reencontro do Amor divino Amor

Teu é o nome que ecoa em minha caverna.
Meu é o despertar de um sonho profundo - precipito-me à cidade, subo ao altar, lanço-me ao mar.
Teu é o cais do porto - seguro meu horizonte com a fita de meu olhar laço a esperança de no infinito lhe encontrar.
Teu é o vento que infla minhas velas.
Teu é o vai-e-vem do mar de minhas emoções.

Teu sempre será todo meu coração.

Onde estás tu, Ser amado?

Por que me deixastes te procurando, seguindo tua voz, se te encontravas sempre comigo ecoando na caverna de meu coração, sendo bússola e ímã, princípio sem fim - és a busca, o buscado e o buscador.

Cessa em mim essa busca e dor e dá-me o prazer do reencontro e Amor.

Que tolo que sou. Peço-lhe o que somente eu posso conquistar: a serenidade de conhecer, apreciar e contemplar que somos todos um, tu e eu, eu e tu, um nós sem nós, um fluir por entre pontos - de vistas enriquecidas pela tua presença, essa rede que sustenta toda manifestação, que nada mais sou que eu mesmo lançado ao infinito e reconhecido na potência da interação.

Por ti e através de ti, me reencontrei.

No ocaso do destino, o acaso de nosso livre árbitro, determinação de nossa vontade, pura razão prática,

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O canto do Amor, por toda parte



Vida breve,
mas sempre a cantar,
sem nunca esquecer de obrar
- eis do Amor a lucidez leve.

Na clara leveza que nos conduz no caminho,

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amor, rédea da própria vida

Amor é viver com um sorriso nos olhos e um constante e inabalável SIM! nos lábios, percorrendo o curso que a sorte nos destinou com a dignidade de quem caminha com a cabeça erguida por seus próprios pés e coluna, pilar de seus valores e generoso por coração; dá e recebe na justa medida do equilíbrio que confere sustentabilidade nesta ascese que é viver.

Na felicidade que espera o amanhã sem preocupação,

quarta-feira, 21 de março de 2012

Amor - longo, breve, intenso, eterno - vazio sentido e convergido em sentido

O vazio

do silêncio
do sentido
da ausência

dá espaço

à carência
à solidão
à tristeza

tudo pára
pára tudo
que se quer descer

de onde
para onde
chegou-se

à aporia do Ser

magnífico lugar
esplêndido tempo
- do vazio emerge um novo vento

interno - o silêncio

da liberdade brada
aurora que anuncia
a construção de um novo Ser

que sem caminho
criou asas
e meditou

forjou seu novo espaço na mente
- e planejou
e seu planejar é ação

não há distinção
é tudo harmonia
em suave tensão

entre relativos que se convergem
em absoluto espaço
infinito modus do corpo-fala-mente

entre o Ser e o não-Ser
o foco no Estar e Fazer
e o regozijo no acontecer

contemplar o fluxo

escolher o destino
sentir o vento
içar as velas

viver

enquanto brilhar o longo dia
até a breve noite vir me acolher

Na sustentável leveza do Ser,

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Amor fati - o caminho secreto da evolução

Há quase um ano, no dia 06 de julho, escrevia um artigo sobre o caminho secreto da evolução aqui mesmo neste blog.

Eis que agora, nas aulas de ética estóica no Mosteiro de São Bento/RJ - pai dos monges do ocidente -, me deparo com o conceito de Amor Fati cunhado e propagado pelos estóicos - e como gosto deles: Sêneca, Epicteto, Marco Aurélio, só para citar os 3+ (na minha concepção, lógico).

Ao navegar pelo wiki, ainda vejo com regozijo que Nietzsche se rendeu ao mesmo conceito. E é a partir de suas falas que me veio a mente que o resultado do justo caminhar do caminho secreto da evolução por mim proposto nada mais é que a realização do Amor Fati. Pois vejamos o que o mestre disse:

"Não querer nada de diferente do que é, nem no futuro, nem no passado, nem por toda a eternidade. Não só suportar o que é necessário, mas amá-lo".

"Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas: - assim me tornarei um daqueles que fazem belas as coisas."

"Amor fati (amor ao destino): seja este, doravante, o meu amor." Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que minha única negação seja ‘desviar o olhar’! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia, apenas alguém que diz sim."

Neste contexto, entendo que reconhecer sua verdadeira natureza, amorosa por essência, e agir de acordo com ela em busca da plenitude nas 3 esferas - externa com o coletivo, interna através da individuação e secreta na evolução da mens (alma/mente) - é percorrer o secreto caminho a evolução, é vivenciar o Amor Fati, o Amor dos fortes - algo que Nietzsche corrobora "ser, antes de tudo, um forte", e os estóicos confirmam: "guia quem consente e arrasta quem recusa".

É preciso ser forte para sair de si e convergir, abrindo-se ao Todo, esse é o princípio do Amor, que fecunda de maneira elevada a partir desta união.

No Fati do Amor,

sábado, 3 de janeiro de 2009

Amor expandindo a brevidade da vida

O amor é uma viagem, pois tem começo, meio e fim, como toda vida, uma jornada terrestre entre o nascer e o morrer.

Mas o Amor é também um passeio: contemplar e reconhecer a eternidade de cada momento, fazendo a vida ser vivida e escrita em V maiúsculo, transcendendo nascimento e morte e alcançando a compreensão do verdadeiro ciclo; tal qual a água que evapora dos rios, lagos e oceanos para depois precipitar-se como chuva, ser drenada e reiniciar todo o ciclo novamente; tal qual a larva está para a borboleta.

Amor com A maiúsculo, Vida com V maiúsculo.

E é neste espírito de início do ano gregoriano de 2009 e final do ano tibetano de 2135 que o pensamento do filósofo Sêneca - nascido na Espanha romana do século I, tutor de Nero e que tanto li quando meu Opa ainda se encontrava na CTI - eclode pedindo passagem, como um contrapeso crítico à euforia desmedida que deságua em carnaval de maneira não-crítica.

Afinal, vale sempre lembrar "Sobre a brevidade da vida" - não obstante obra de Sêneca - até para darmos valor e eternizarmos cada momento.

Portanto, inspirado na leitura da obra supra-citada, parafrasiei algumas máximas aplicando-as ao tema do blog: Amor.

Espero que lhe inspire para aproveitar cada momento de 2009 como se fosse o último dentro do paradoxo da eternidade inerente a cada momento, afinal, isto é o Amor: gostar tanto que se deixa livre, pois se é um só. Aproveitem.

  • O amor ensina a agir, não a falar.

  • Amor é quando as palavras estão de acordo com a vida.

  • Não há amor sem virtude, nem virtude sem amor.

  • O Amor ordena a vida, regula a ação, mostra o que deve ser feito e o que deve ser evitado, está no leme e dirige o curso hesitante dos erram a esmo por não se entregarem a Ele, o Amor.

  • Amor, recurso libertador, forma a alma e serve de guia para a ação.

  • Amor ars vitae - amor arte da vida - artífice da vida.

  • Amor, mais que o conhecimento das coisas, é a aplicação à virtude e a prática do bem.

  • Amor é vida e vida é o espaço do bem e do mal. O fim da atividade amorosa - e, portanto, do ato de viver - é uma vida sábia - e vice-versa -, e é próprio do sábio realizar uma vida no bem.

  • Amor é instruir-se na filosofia por ações e enfrentar situações reais: é ver de que força de espírito é capaz um homem iniciado nele diante da morte, da dor, da aproximação de uma, da pressão da outra.

  • Amar é a busca pela virtude, a plena realização que independe das circunstâncias.

No Amor,

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Para seguir em frente: Amor

Ao invés de mal-dizer e culpar algo ou alguém e assim estagnar em padrões próprios, ter a consciência do que se quer e guiar seus atos para conquistar seus objetivos, caminhando amorosamente no ciclo da impermanência.

Sabedores de que somos inicialmente animais indefesos diante de nosso instinto e desejos não ficaremos presos ao ego, mas sim conquistaremos aquilo único a ser possível de fato conquistar em vida - e que ninguém poderá nos tirar: a soberania de e sobre si próprio - a liberdade amorosa que abre caminho para o alcance e a vivência de nossa plenitude.

Não se trata desta luta sobre vencer os afetos sem matar os sentimentos, como diria Sêneca?

Somos nossas escolhas, afinal. Que saibamos escolher com amor para Amor nos tornarmos.

No Amor,