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domingo, 21 de julho de 2013

Amor - do sagrado na alimentação

Domingo, Dominus Day, dia do Senhor; Sonntag, dia do Sol - bom para refletir sobre hábitos.

Olhe nos olhos de um animal e sinta sua humanidade transcender através do carinho e cuidado para com todos os seres.


Vejamos o que as sagradas escrituras versam sobre o vegetarianismo:

Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento. ~ Gênesis 1:29

O pecado de Adão e Eva, protótipos humanos, foi o pecado da carne - não o bom e energizador sexo, mas a ingestão de carne, que maculou suas mentes e deturpou suas visões, expulsando-os do paraíso: não física, mas metafisicamente, já que paraíso e inferno são pontos de uma mesma vista.

Mas aquele que sacrifica um boi é como quem mata um homem. ~ Isaías 66:3

Lembremos que o Quinto Mandamento é NÃO MATARÁS - onde o "o quê" não especifica espécie, perspectiva em latim, o que leva à compaixão tanto aos demais seres, quanto a demais pontos de vista que igualmente respeitem a vida como bem inalienável.

Lembremos também Daniel 1, onde a dieta vegetariana é claramente dita como mais saudável que as carnes. Destaco: "Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, e que se nos dêem legumes a comer, e água a beber". (Daniel 1:12) O resultado? "E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei". (Daniel 1:15)


A ciência incha, mas o amor edifica. ~ 1 Coríntios 8:1

Naquilo que somos, posto que comemos, caminho sem sofrimento na ascese do Ser,

domingo, 24 de abril de 2011

Amor, amém

Se "no princípio era o Verbo"
e "o Verbo era Deus";
e se "Deus é Amor",
então Amor é o Verbo principal.

(N)O princípio é(ra) Amor,
(n)o meio, sem fim, eternidade
presente no momento e que se
infinita no devir.

No fim, onde o Amor é sempre (re)começo, que se principia em mim,

domingo, 6 de julho de 2008

Amor - o caminho secreto da evolução


Deste esquema pode-se ter inúmeras indagações, apontamentos e encaminhamentos. Gostaria de ressaltar um par de coisas para deixar no ar umas e sacramentar outras.

Das demonstrações almejadas
  • Se evolução é expansão, partimos do Eros - interno e primitivo - para a Philia - externa e evoluída; C.Q.D.
  • Em todas as religiões que conheço o controle e correta canalização da libido é fator crucial para a elevação e evolução, também aqui a evolução do Eros para a Philia vai contra o fluxo do que chamei de Força Schopenhaueriana (em homenagem ao grande filósofo Arthur que identificou corretamente este 'drive' que nos 'manipula') e, portanto, contra a procriação desordenada (algo positivo tanto para o indivíduo, quanto para a sociedade), C.Q.D.

  • Compaixão infinita abarca tanto o Eu, quanto o outro e o Nós - comumente esquece-se no mínimo de um deles: o egoísta do outro, o altruísta de si, a maioria do coletivo que a tudo - não apenas aos humanos - abarca. A esfera representa aqui então o Eu, o outro em mim e a pluralidade da criação presente em nós, que quando amorosamente observados podem levar à harmonização interna, evidenciada e projetada diretamente para as ações exteriores. Esta atenção plena do indivíduo fortalecido - que se torna o observador - tendo em mente o círculo da compaixão e os elementos inerentes a ele possibilitam a manutenção da motivação pura do lema Altiora Semper Petens. Assim conseguimos abarcar através do círculo da compaixão todas as nossas possibilidades, as forças contrárias e o modelo de relação ao mundo exterior - a compreensão e o correto uso do círculo da compaixão pertence aos fortes e emancipados (em relação às suas forças contrárias internas e às forças externas, de outrem ou do meio); C.Q.D.

  • Santo Agostinho poderia encaixar sua ordenação da seguinte maneira: o Amor a si (Eros), o Amor ao Outro (Philia), o Amor à criação (Ágape) - o que resulta em uma interpretação dúbia de amor incondicional à tudo, à criação, o que por esse lado fecha com a teoria agostiniana, mas também pode levar à interpretação de que Deus é uma criação humana, o que de fato não se enquadra na visão do Santo Filósofo. Contudo, se entendermos que o que conhecemos do Infinito faz parte de nossa concepção finita, explica-se como Ágape pode ser nossa concepção do divino, a projeção divina sobre nós, sendo Deus em si o observador/círculo da compaixão, que nos confere os meios hábeis para nossa evolução: tanto a Força impulsiva (Eros), quanto a Força repulsiva (F.S.), o círculo/mandala no qual tudo se erige e a Luz da sabedoria - acessível com certo esforço, que é o ato de canalizar a libido para fins superiores, levando Eros a sair da relação de confronto com a Força Schopenhaueriana e alçar vôos mais elevados ao se relacionar com Ágape, transmutando Eros para Philia através do Amor Ágape, do caminho percorrido, da verdade descoberta, da vida vivida; C.Q.D.
  • Apenas no equilíbrio de cada uma das forças envolvidas é que se possibilita por um lado sublimar a Força Schopenhaueriana, por outro edificar tal pirâmide de maneira sustentável, sendo o objetivo final a recondução da Força Schopenhaueriana para Eros recanalizar e subverter novamente, até se pacificar tal energia contrária levando a uma fluidez e equilíbrio harmônico; C.Q.D.

Dos pressupostos

  • No sentido estrito somos desejo puro, primitivo, Eros, que veio através da Ágape evoluir para Philia, transmutando energia - Força e Luz - através da Sabedoria; no sentido amplo somos a conjunção destas 3 esferas (Eros, Ágape e Philia)

  • Externo, Interno e Secreto são terminologias budistas que ousei adotar livremente, pois me fazem bastante sentido neste contexto e auxiliam em uma convergência de visões entre ocidente e oriente

  • Motivação Pura e Atenção Plena são igualmente terminologias budistas ligadas diretamente à meditação que deve ser uma constante em nossas vidas e que se aplicam corretamente neste mosaico

  • Círculo da compaixão é a compreensão intelectual desse esforço (conatus) evolutivo que abarca tanto o entendimento da relação das forças, quanto a não-identificação e desapego aos fatores individuais, gerando o observador onipotente que consegue identificar as questões, mas não se envolver, possibilitando um auxílio útil caso necessário. Procurei mesclar aqui o conceito cristão de compaixão - o compadecer -, o de Baruch Spinoza - compaixão como a atitude de ser justo, honesto e útil com outros homens pelo ditame da Razão - na busca por ocidentalizar minha compreensão da compaixão budista que a meu ver é a justa medida das melhores partes de ambos os conceitos retrocitados.


  • Cada Ser tem seu círculo de compaixão e o Todo é formado por um mosaico coletivo Uno a partir destas esferas individuais, sendo um observador para cada Ser - o Eu Superior - e um Observador, o Nós Superior, D.E.U.S. - Domínio Equanime na União dos Seres.

  • Parto do pressuposto que Deus é Amor, Compaixão Infinita tal qual está na encíclica de Bento XVI, tal qual está na bíblia, tal qual é declamado pelos Sufis do Islã e de maneira similar por todas as grandes religiões do mundo, quer elas tenham Deus como sendo o criador, co-existente ao Universo, monoteístas ou politeístas; não me obrigo aqui, tampouco em minha vida pessoal a determinar isto. Nossa compreensão finita não alcança o infinito de Sua existência; vislumbramos a magnitude do infinito apenas através da vivência da fé. E se ele não existir, tanto faz eu me indagar ou não quanto a ele. Se Ele existir de maneira absoluta e criadora, sua grandeza e compaixão não o deixarão em absoluto se sentir ofendido com minhas indagações em uma busca sincera e amorosa por realizar em mim a imagem d´Ele. Ou simplesmente evoluir de animal-humano para humano-divino. Afinal, não fomos feitos à Sua imagem e semelhança? Não temos todos a essência iluminada, a centelha divina?

Amor, maior religare de todos, nosso caminho secreto para a iluminação/evolução.

No Amor, no caminho, na verdade e na vida,