Que o Todo de tua vida seja uma experiência e tanto.
Entrega-te ao encanto
Sê bênção e redenção
De si mesmo com o Todo união.
No Amor que tudo é e a tudo o bem deseja, enlaça, cuida e eleva,
Que o Todo de tua vida seja uma experiência e tanto.
Entrega-te ao encanto
Sê bênção e redenção
De si mesmo com o Todo união.
No Amor que tudo é e a tudo o bem deseja, enlaça, cuida e eleva,
Como diria Nietzsche, "a solidão nada tem a ver com a presença ou ausência de pessoas".
A solidão é apenas a reserva amorosa do espaço para verdadeiras companhias.
Este vazio (kénosis) é condição fundamental para ascese. E para a troca na união produtiva e evolutiva.
Na essência da solidão, encontro consigo mesmo,
A beleza externa,
ó tentação,
ofusca e enebria,
ilude o coração.
Tateia cego
em meio às projeções;
excita-se com as formas e perde-se em meio ao ego.
Enreda-se, enrosca-se nos véus das ilusões.
Preso, não chega à beleza interior
agoniza diante da impermanência exterior.
Iludido, liberta-se para em nova bela armadilha cair,
ignora os padrões que tende a repetir.
A beleza é o belo
e também a simpatia
acima de tudo valores que geram harmonia.
Do exterior ao interior, o Amor é elo.
A beleza é assim na Terra como no Céu,
eis um segredo que dissipa o véu:
resistir às chamas das paixões
liberta-nos a viver o Amor livre das ilusões.
Canalizar o impulso,
ordenar a direção,
garante o destino
do Amor à paz e união.
No secreto da beleza, segredo da juventude e do bem,
A pele é o primeiro contato,
no segundo, o ato.
Mundo que se cria,
orgasmo seguido de agonia.
Vazio.
O que me completa?
Não é esta do Amor a meta?
Saciar o cio?
Do Amor animal
ao Amor elevação
é tudo igual
como níveis à superação.
Em contatos imediatos de terceiro grau,
transcende-se a carne, pseudo-mal.
Reencontra-se o Vazio que nos completa;
Edificar nosso Ser, eis a meta.
No quarto, a busca por valores;
assim evitam-se as dores
de (mais) uma separação,
pois a pele é superficial para sustentar a união.
É na estrutura do osso e de nosso DNA
que há abertura para crescer e prosperar:
Amor através da pele, pela carne até a alma
ofegante e com calma
a eternidade a contemplar.
Eis o Amor fati, és o que há.
No não-dualismo que a tudo fecunda,
Eros é nossa liberdade, impulso múltiplo e infinito que temos a liberdade de canalizar e direcionar conforme nossa vontade, poder e interesse/curiosidade.
É na intenção e motivação então que reside a verdadeira liberdade e não no exercer do impulso, ao qual somos, na prática, atados e do qual somos, em suma, reféns.
O paradoxo reside em desapegar-se desse amor-próprio ao impulso e a uma ilusão de si, pequeno reflexo do Todo de nosso Ser, para se encontrar com seu alter realizando a ascese e a expansão do Ser.
É no cultivo do Ágape - condução do impulso - à esferas mais elevadas que realizamos a philia - união - com nosso alter, outro em si e em nós, conduzindo o impulso primordial para se retro-alimentar em um processo fecundo, expandindo, potencializando e engrandecendo o amor-próprio ao Ser.
No ciclo do Amor fati - antídoto à Força Schopenhaueriana - livre arbítrio que confirma o Ser,