quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Amor, única Weltanschauung sustentável
Na senda, entre São Bento e Gandhi, buscando Ser,
sexta-feira, 8 de abril de 2011
O que te faz sorrir, Amor?
Em suma, viver o todo da flor: raiz, caule, pétala, broto, espinho, aroma e a imagem de sua inteireza que degusto parte a parte com todos os meus sentidos. Explorar meus sentidos em toda sua amplitude, isto me faz sorrir. E retribuir. ~:)
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Amor, ponto-base para o tripé da sustentabilidade

Amor é o meio, do começo ao fim.
Na base da sociedade fraterna, raíz de compaixão, fruto do regozijo, desabrochar do Amor,
sexta-feira, 16 de julho de 2010
3 Amores no topo
consumindo liberdade
em igual fraternidade.
Ousando levantar o olhar, que achado!
Seu frescor de juventude
exalava forte
contrastava com a terrena atitude
que lembra em vida a morte.
Já não ousamos subir mais.
Jah! Nos contentamos com o reflexo da Luz.
Jaz o impulso da ascese no corpo e outros bens materiais.
Já não sabemos o que nos conduz.
A chama me chama
o fogo arde
o mistério conclama
pra subir nunca é tarde.
A intuição procede prudente
o sentimento lateja
a sensação deseja
e a razão caminha contente.
Era sabido o destino
deste alado menino.
Perdido se encontrou, nas palavras um meio;
sua escada conjugou, subiu sem receio.
As três meninas, já sabemos quem são:
Eros, Ágape, Philia; libertação.
Do mundo das idéias, tentação da elevação,
mas, ao menos por hora, não era amor fati ter com elas não.
Na inspiração que subiu ao telhado e nas asas das palavras alçou vôo para conquistar vales e picos e nas planícies eternas do Ser planar,
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A fraternidade do Amor
As línguas são muitas, mas o desejo é um só: que sejamos felizes em nossos caminhos.
Na certeza de que temos irmãos e irmãs com o mesmo destino, sempre prontos a rir e a chorar, comemorando a beleza de estarmos vivos. E de estarmos comungando o mesmo Sol; pois continuemos a brilhar, mais intensos - juntos - para dissolver tanta barbaridade.
Homenagem ao amigo-irmão de infância, Robert Sattler em seu aniversário de Cristo.
Na fraternidade do Amor,
sábado, 25 de julho de 2009
Armadilhas do Amor - II
No ciclo de Eros, a força cíclica do desejo nos nutre e impulsiona como aspecto positivo, mas pode ter um viés de vício e acomodação, afinal o prazer de facilmente saciar-se o desejo pode levar qualquer um ao comodismo.
É necessário coragem e sabedoria – guiados pela compaixão – para romper com este ciclo e utilizá-lo como mola propulsora para se atingir o segundo nível da Ágape. É por este e outros motivos que se necessita de mestres realizados para se aventurar pelos caminhos do Tantra.
No topo encontramos o ciclo de Ágape, a força cíclica da sabedoria divina que se por um lado nos nutre de conhecimento, sabedoria compassiva e mais e mais força, por outro pode-nos fazer refém do êxtase que se experimenta por estar diante do Amor mais elevado.
Mas como este ainda não está completo em nós, precisa ser exercido, não apenas conhecido, é preciso de clareza e desapego para se dar o próximo passo adiante: em direção ao Outro (primeiro em nós, depois ao nosso entorno) presente no ciclo Philia. É quando é necessário reconhecer que este conhecimento não é somente nosso e apenas dele compartilharemos quando exercendo-o na troca com o Outro.
No ciclo da Philia forja-se o amor combustível cotidiano que fará os sistema funcionar automaticamente, fluindo e fruindo harmoniosamente. A troca amorosa produz uma energia tamanha posto que a soma é maior que as partes que o excedente transborda, fertiliza e impulsiona os avanços de ambos naturalmente.
O problema é que a maioria de nós se contenta ou por medo ou por carência com o primeiro estágio e com medo de perder o pouco que tem, abre mão do tanto que lhe está a espera ao final do arco-íris que é a realização de seu pleno potencial.
Talvez por isto que no budismo se fale sobre o corpo de arco-íris como último estágio da realização por ter-se passado por todas as tempestades da vida e águas da emoção, alcançando o pote de ouro que é a mente iluminada. E o que é a mente iluminada se não a alma plena da razão do coração?
O bom é que a vida nos proporciona tais momentos e forças cíclicas de diversas formas: pelo Amor, quando conscientemente deixamos cada ciclo em espiral rumo ao próximo estágio aplicando ao Espaço de cada força o vértice do Tempo imbuídos de Amor, ou pela dor, quando nos empurra – mesmo contra nossa vontade – a nos defrontarmos com nosso caminho e destino: neste caso mais solitários, mais chuvosos e mais tristes porque com menos força.
Aja com Amor: equilibre a mandala de seu Ser através da abertura da beleza do Amor para receber a força de cada ciclo. Organize razão, intuição, sensação, sentimento (emoção) e abra espaço para o canal fluir e você ascender: deixe o Amor preencher aquilo que você conhece por ego e acha que é grande e sua única proteção – sem medo verás que podes ser muito maior e mais forte, liberto.
No Amor livre das armadilhas,
As armadilhas do Amor
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Fraternidade - a sociedade do Amor - a sociedade auto-sustentável
As palavras de ordem da Revolução Francesa - longe de serem algo pequeno burguês como os objetivos mais imediatos da mesma revolução - ecoam ainda na mente-coração de todos. Mesmo os iletrados têm em si tais ideais, pois estes fazem parte da essência humana.
Aplicados como sistemas sócio-político-ecônomico-culturais e de pensamento, deram frutos que todos conhecemos: da Liberdade cunha-se o capitalismo; da Igualdade o socialismo/comunismo. Alguns ousam criar paralelos entre a Fraternidade e a Anarquia - aqui compreendido como ausência de coerção, e não ausência de ordem.
Todavia, me parece que a Fraternidade não é algo que possa se impor como sistema, deve nascer no coração de cada pilar da sociedade, de cada indivíduo - até aí estando em alinho com o ideário anarquista.
Acima de tudo não pode desprezar o que for humano, sem julgamento, mas sim com o encaminhamento para sedimentar tudo em uma organização não-hierárquica, mas em formato de mandala, onde a sequência do encadeamento dos fatores auxilia o bom funcionamento e não interesses ou valorizações particulares.
Deve abarcar - e aí é que se distingüe do anarquismo -, as conquistas tanto do capitalismo, quanto do socialismo/comunismo, tomando para si o melhor de cada caminho para forjar a terceira via - o desejo (eros) de um, a compaixão (philia) de outro; estabelece-se mais um paralelo entre as tríades, criando o caminho do meio, que é o amor.
Pois é resolvendo o homem que se resolve a sociedade - o inverso também é possível e me parece que o melhor mesmo é um movimento mútuo convergindo ao centro, já que em nossa sociedade não se deixa espaço para nossa essência respirar: desde cedo, ainda crianças, somos forçados a frequentar cursos com o receio de não nos formarmos, de não sermos economicamente viáveis.
Sufoca-se assim a individualidade e o auto-desenvolvimento. Passa-se até uma vida inteira sem se reconhecer a si mesmo, em um constante agradar e se adequar à sociedade. Deve-se então trabalhar individualmente sua própria evolução meditativa e coletivamente para se conseguir espaços para mais pessoas terem a mesma oportunidade.
Mas o que é esta sociedade senão uma construção coletiva de indivíduos. Há de se construí-la então em bases amorosas - não competitivas e exploradoras: uma sociedade que dá mais que exige. E naturalmente receberá de volta toda a grandeza de experiência humana.
Uma sociedade onde há campo fértil para o desenvolvimento humano e o florescimento do Amor.
Diferente da sociedade em que vivemos, resultado do Iluminismo, que manteve a Liberdade e a Igualdade, mas substituiu a Fraternidade pelo Progresso em seu lema.
Fica no ar a dúvida se os esclarecidos pensadores, como um todo, não viam a compatibilidade entre a Fraternidade e o Progresso, pois de todos os iluministas, os alemães eram os únicos que majoritariamente tinham verdadeira aspiração também religiosa e buscavam a reforma da religiosidade - mesmo com toda defesa da razão (até porque não vejo incongruência entre a fé e a razão). Imagino que não desatrelassem progresso de fraternidade, não seria racional.
Acredito muito mais no mau uso e má interpretação, sempre realizada de maneira conveniente às paixões pelos escravos de seus próprios desejos, que se 'esquecem' e cegam perante à desordem mundial na qual nos encontramos.
Por tudo isto, creio que o desenvolvimento sustentável de nosso planeta passe pelo desenvolvimento sustentável do indivíduo, que se espelhará no desenvolvimento sustentável da sociedade e assim da economia e da ecologia como um todo.
Amor, apenas Ele, é Ordem e Progresso, é desenvolvimento sustentável.
Fors fortuna in Amor (Boa Sorte no Amor)