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sábado, 1 de outubro de 2011

Quo vadis potentiam Amor - o caminho da potência entre o afeto e a razão

Escrevo tanto impulsionado pelo meu conhecimento, quanto constrangido por minha ignorância, que aumenta conforme aumenta proporcionalmente meu conhecimento. O que penso é o que estudei até aqui, mas o faço à luz de portas que se abrem a cada passo que dou rumo ao desconhecido, revelando novos corredores a serem percorridos no labirinto do conhecimento humano tão perigosamente familiar.

“O familiar é o habitual; e o habitual é o mais difícil de “conhecer”, isto é, de ver como problema, como alheio, distante, “fora de nós”...” A Gaia Ciência, Nietzsche, Livro V, Aforismo 355

Pelo que sei, foi minha vontade que me trouxe até aqui. Mas será que essa vontade é minha? Até que ponto tenho consciência dela, até que ponto ela me controla? E se tudo o que pensamos ser consciente for de fato inconsciente – ou ao menos passivo e reativo – e a verdadeira atividade e consciência for aquele rio caudaloso que flui no inconsciente, a verdadeira atividade tanto do Ser, quanto da vida?

Para Nietzsche, “consciência é, na realidade, apenas uma rede de ligação entre pessoas – apenas como tal teve que se desenvolver: um ser solitário e predatório não necessitaria dela. [...] sendo o animal mais ameaçado precisava de ajuda, proteção, precisava de seus iguais, tinha de saber exprimir seu apuro e fazer-se compreensível – e para isso tudo ele necessitava antes de “consciência”, isto é, “saber” o que pensava. [...] o ser humano, como criatura viva, pensa continuamente, mas não o sabe; o pensar que se torna consciente é apenas a parte menor, a mais superficial, a pior, digamos: - pois apenas esse pensar consciente ocorre em palavras, ou seja, em signos de comunicação, com o que se revela a origem da própria consciência. [...] o desenvolvimento da consciência (não da razão, mas apenas do tomar-consciência-de-si da razão) andam lado-a-lado.” A Gaia Ciência, Nietzsche, Livro V, Aforismo 354

Eu questiono a minha potência

Quanto de minha pulsão consigo compreender e verter em ação consciente? Em que medida sou vertido? Em que parcela determino, em quanto sou determinado? Qual a relação de forças entre o individual e o coletivo e aquilo que perpassa a tudo e que podemos chamar de potência, secreta às percepções menos silenciosas e perscrutadoras: a superficialidade raramente busca a raiz do problema e por isto mesmo dificilmente consegue chegar ao topo e tocar o céu; rasteja – mendicante por nutrir-se do que cai ao solo, apavorada pelo medo de ser esmagada pelo firmamento. Onde se encontra a ousadia de se embrenhar neste solo e dele se nutrir, sabendo da importância da ascese sob o sol individual que nos aquece os sentidos e clarifica os caminhos rumo à superação de si mesmo? Encontra-te na vontade.

“A vontade não se dirige para fins dados à partida, mas ela é a instância primeira: aquela que estabelece objetivos e fins; o que quer dizer que ela os reconhece como sua pertença” Otfried Höffe, Introduction à la philosophie pratique de Kant: la morale, le droit et la religion, 1993, p.66

E é na vontade que se encontra também o pensar. Mas quanto do que pensamos já não se tornou paisagem mental e não é devidamente questionado? Quanto do que vivemos e pensamos não são valores e vontades de terceiros, que aprendemos a carregar como camelos apenas para ter direito a entrar no oásis prometido por alguém que se beneficia desta fábula?

E se o oásis for veneno que nos enfraquece na justa medida de nos tornar servos capazes de fazer o serviço dos donos da pseudo-abundância na pseudo-escassez?

E se nosso maior aliado for o deserto, que não nos mata, mas fortalece, que não nos mantém reféns de gotas de liberdade e saciedade, mas oferece o desafio do horizonte sem fim para quem tem sede de saber?

Sim, quero apoderar-me tanto deste sol escaldante da razão quanto descobrir os lençóis artesianos dos afetos que indicam a vontade e o caminho para o Ser perseverar. Mas que Estrela é esta entre o Sol e a Lua, que se eterniza no brilho de suas ações, mas não passa de cometa em busca de afirmação na dança das órbitas? Não seria esta contraposição razão-afeto também um truque, uma armadilha para ficarmos reféns de uma dualidade enquanto esta é inerente a uma unidade?

Não são os opostos margens complementares de um só caminho? Não é este caminho a ascece do humano para o Übermensch – dominarmos nossas paixões e não sermos dominados pela razão dominante – nossa ou de outrem –, desenvolvendo um fluir do Ser em constante devir – não tendo uma forma ou matéria a priori ou a posteriori, mas sendo pleno no instante?

“A conduta moral não tem como objetivo encaminhar o homem para um fim. É a vontade por si só que determina o agir humano, dando-lhe a lei a que sua conduta deve obedecer. Não se trata de dizer qual é o bem a atingir nem o que se deve fazer para o alcançar. Apenas se diz como se deve agir, indica-se como se deve actuar, a forma como o homem deve actuar para agir bem” José Henrique Silveira de Brito, Introdução à Fundamentação da Metafísica dos costumes de I.Kant, p.25

A potência questiona meu Eu

Escrevo até aqui em primeira pessoa; mas que pessoa é esta que é um constructo, uma definição, um valor criado individual-coletivamente para uma rede de células ao qual se atribui um significado que comumente nos serve de porto seguro tanto quanto de cruz na qual pagamos nossos pecados – mesmo que não sejam nossos?

Usemos esta cruz para realizar o salto entre as pontas axionais de compreensão da física para derrubar valores dualistas forjando a unidade imanente de um sistema intrinsicamente binário e não-dual: somos, desde nossa construção-base, compostos de elementos físicos e metafísicos ou, melhor dizendo, químicos.

Basta observarmos a construção de nossa rede neuronal: os impulsos elétricos correm pelos axônios e superam o espaço entre os dentritos com auxílio de neurotransmissores em um ciclo natural que vai da física à fisica passando pela metafisica da química da vida.

E, por um princípio lógico, a ponte segue o padrão das margens para garantir sustentabilidade à travessia de si mesmo – se a física é em rede, a metafísica também o deve ser.

Tudo é possível se afirmar e firmar, dependendo do ponto-de-vista que observa e age no vazio que a tudo perpassa e que possibilita a manifestação das potências criativas que reinventam o universo a cada revolução oriunda dos eventos, rompantes de pulsão de vida que encontraram ou realizaram um furo para transpassar a superfície dos véus da ilusão para unir os opostos complementares e assim gerar sabedoria não-dual a partir de dois sistemas que se julgam auto-suficientes, a saber: o afeto e a razão, ambos ainda reféns da subjetividade de um Eu inexistente.

Não seriam ambos necessários para conceber uma co-reta compreensão das coisas como são e das coisas como devem ser, não como algo imposto – do exterior ou do interior -, mas como algo que naturalmente co-emerge como lógico e necessário a partir da relação dos pontos, um choque de potências que afeta e canaliza, uma necessidade que se impõe diante da conexão interdependente entre dois ou mais pontos, uma potência a ser revelada a partir dos encontros da convergência em chaosmos?

Poder: rede de potências em convergência

Se compreendemos tanto a física, quanto a biologia como regidos pelo princípio da rede, a metafísica que melhor se alinha a este posicionamento e que aumenta a potência do Todo é uma metafísica que propõe a convergência dos valores no Ser em Rede, um Ser ao mesmo tempo individual e coletivo, razão e afeto, um Ser em constante atualização, cuja única moral é convergir ao Todo com o máximo de sua potência, partindo-se do pressuposto de que o destino de toda potência individuada é se realizar convergida no poder do Todo.

E um Todo sadio, que consegue comungar das propriedades emergentes, é um Todo cujas partes são diferenciadas, tendo a diversidade como força vital da unidade e uma proposta revolucionária: conceber a inteligência de rede, ou como chamado por Antonio Negri e Michael Hardt, inteligência de enxame:

“Quando uma rede disseminada ataca, investe sobre o inimigo como um enxame: inúmeras forças independentes parecem atacar de todas as direções num ponto específico, voltando em seguida a desaparecer no ambiente. De uma perspectiva externa, o ataque em rede é apresentado como um enxame porque parece informe. Como a rede não tem um centro que determine a ordem, aqueles que só são capazes de pensar em termos de modelos tradicionais podem presumir que ela não tem qualquer forma de organização – o que eles enxergam é apenas espontaneidade e anarquia. O ataque em rede apresenta-se como algo semelhante a um enxame de pássaros ou insetos num filme de terror, uma multidão de atacantes irracionais, desconhecidos, incertos, invisíveis e inesperados. Se analisarmos o interior de uma rede, no entanto, veremos que é efetivamente organizada, racional e criativa. Tem inteligência de enxame. [...] A inteligência do enxame baseia-se fundamentalmente na comunicação.” Multidão. Antonio Negri e Michael Hardt, página 130

A rede é um processo cíclico que se repete em devir: tal qual nossos pulmões, tal qual o próprio sol, e nosso próprio coração, vivemos uma relação com duas fases, expansão e retração, micro e macro, individual e coletivo, 0 e 1, atual e virtual – basta-nos compreender, aceitar, transmutar e entregar.

Afinal, como nos revela a física quântica, além de tudo ser vibração, toda energia é regida por um campo informacional que determina se esta será percebida como matéria ou pura Luz.

“Não só a linguagem serve de ponte entre um ser humano e outro, mas também o olhar, o toque, o gesto; o tomar-consciência das impressões de nossos sentidos em nós, a capacidade de fixá-las e como que situá-las fora de nós, cresceu na medida em que aumentou a necessidade de transmiti-las a outros por meio de signos. O homem inventor de signos é, ao mesmo tempo, o homem cada vez mais consciente de si – ele o faz ainda, ele o faz cada vez mais.” A Gaia Ciência. Nietzsche, Livro V, aforismo 354

Cabe então à razão unicamente manter a atenção plena de questionar o interesse da motivação da manifestação da potência: age em convergência com o Todo ou tendenciosa, em prol de alguma das partes – o Eu, o Outro ou o Nós (que exclui o Eles)?

Quanto mais convergido ao Todo, mais pura a motivação da potência, pois quanto mais próxima ao Todo, mais amadurecida em poder esta se torna. O jogo se trata da relação razão-afeto, motivação-atenção, individual-coletivo: devemos combinar ambos como unidade. E a unidade só é potência sustentável no Amor – Amor como princípio (Eros), como meio (Ágape), como fim (Philia) e como processo (Fati).

É no Amor que encontramos o Eu como uma perspectiva de ação do Todo, uma potência tornando-se o que é, convergindo ao poder. O Todo empodera a potência individual da qual temos que nos apoderar conscientemente – em uma comunicação convergida na rede interligando pessoas, mas também seu ambiente que as sustenta – para realizarmo-nos no que somos: energia em constante revolução para qual a única lei universal é a potência devir poder. Somente sob esta égide é que a lei universal do direito kantiano procede: “Age exteriormente de tal modo que o uso livre do teu arbítrio possa coexistir com a liberdade de cada um, segundo uma lei universal”. Rechtslehre, Einleitung, § C, Bd. 7, p.338 (A 34; B35)

Ita quo vadis potentiam?

A razão deve se conscientizar das armadilhas o ego e questionar tanto a própria razão, quanto a percepção do afeto para canalizar a potência ao Todo, que é a potência em rede, o poder da vida perseverar – et congregata est potentiam Amor: este Ser em Rede, a busca por forjar um processo convergente através do Amor, intuindo as relações das diversas potências em convergência com o Todo em busca de se realizar poder.

Amor, única força capaz de unir opostos e torná-los complementares, alcançando a propriedade emergente em homeostase propiciando uma ascece constante e sustentável, recriando no vazio o Ser em Rede que transborda Amor – a gestão da informação que gerencia nosso conhecimento para melhor compreender nossos afetos e, assim, otimizar nossos encontros para que sejam sempre ganho de potência.

Nos encontros e desencontros da vida que moldam minha potência,

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fiat fati in Amor interioris

Estou em falta consigo,
mas sei que consigo,
ainda este ano,
arrumar um tempo para reparar o dano.

É o mergulho interior que me toma por inteiro,
não é desculpa, apenas uma breve explicação
de quem sabe que mergulhará certeiro
na oposta direção.

Estou solando
para depois solidarizar,
egonizando
para enfim plenamente compartilhar.

Ainda conseguirei
parar de mergulhar,
fruir do paradoxo da superficialidade na profundeza,
realizar a única certeza:

Que a vida é um continuum de folhas,
seqüência viva de superfícies,
interação de diferentes bolhas
- das que estouram fáceis e das que se fazem difíceis.

Realidades diversas, densidades distintas;
do que falo eu?
É tudo vazio,
por favor, não me mintas.

Não me imponhas um sonho,
não me cries esperança,
não quero ser refém deste dualismo medonho;
sou livre como deve ser toda criança.

Fez-se destino,
no Amor interior
encontrei o meu anjo, meu eu-menino,
e todo nosso esplendor.

Não há mais dentro, não há mais fora
não há mais tempo, não há mais demora
não há mais sentido,
nada mais há a ser temido.

Diante do vazio, do tudo e do nada,
sou o um e mesmo multifacetado Todo,
que vence o rio da vida remada a remada.
Flor-de-lótus que emerge de seu próprio lodo.

Não tenho náusea, não tenho angústia,
exerço compaixão com coragem,
temperança e astúcia;
não carrego nada, apenas o passaporte do Amor na bagagem.

Liberto estou,
torno-me o que sou:
Amor em essência,
confirmando minha existência.

Na viagem em busca da sabedoria que primordialmente me espera donde parti e donde espero chegar, no início de um eterno recomeço, sempre um pouco mais sábio, sempre sabendo que sei sempre menos e sabendo que preciso amar sempre mais,

domingo, 4 de julho de 2010

Sobre o Amor

Amor independente é conscientemente interdependente; o Amor interdependente é conscientemente independente.

Amor é interdependência externa e independência interna, a sabedoria da mente-coração que discerne e age.

Descendemos do Uno, espaço básico, caos que tudo abarca e do qual tudo origina.

No princípio não há diferenciação, é após a concepção que o conjunto de forças externas (karma) e internas (vontade) dá forma ao secreto (potencial que somos e devemos nos tornar) e particular, no início da interação da vida que é pulso de força, potência em ato; inter-ação, onde não deve haver re-ação, mas apenas trocas equânimes de ações afirmativas do Ser em busca do Uno, unidade em nós.

Nosso Ser, segundo estágio de diferenciação do princípio, não tem fim, é eterno re-começo em busca da plenitude, do voltar-se ao Todo, do achar-se-a-si.

É o olhar ativo que es-colhe o caminho do religare, da re-união através do corpo, fala e mente convergidos no coração; é a confirmação da ascece (Eros), da beleza (Ágape) e do bem (Philia).

Caímos para nos levantar, a começar a contemplar a origem, pois vida é movimento de reunião à nós mesmos e ao Todo; o mal é estagnação e isolamento egoísta, tem origem na passividade e se confirma na es-colha errônea, impensada, não-sentida, não-intuída, que não converge ao Todo, mas prioriza uma das partes e gera distinção entre o Eu e o Outro.

Cada ato nosso deve conter nossa origem pré-distinção e deve convergir à harmonia e à união.

Devemos conduzir-nos e almejar sempre o topo – altiora semper petens – comungar com o Todo, com-unidade, lado-a-lado, equânimes, deixando a alma ser o farol, o corpo o barco, a chegada o êxtase e o mapa (astral) o destino; ágape, eros, philia e fati, respectivamente.

Só no Amor, princípio, meio e fim,

terça-feira, 29 de junho de 2010

Amor conforme o caminho conforme o Amor

Amar é desapegar-se do objetivo e dos resultados; é, antes e sempre, um conformar-se (tornar-se a forma através da interação) com o caminho na certeza de que este é tão multifacetado e variado como o sem fim de possibilidades de nós mesmos.

Amor é o caminho, o caminho é o Amor. E nós, um infinito de maneiras de percorrê-lo.

Na afirmação da vontade que independe de objetos exteriores, de ganhos ou perdas, Amor que é evolução-em-si, trilha do destino,

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Amor - felicidade que gera compromisso

A felicidade gera o compromisso e não o contrário. As pessoas vivem cada vez mais em função da obrigação e do interesse de um compromisso e não mais por Amor, deixando escapar assim a possibilidade da felicidade genuína.

A felicidade sustenta o compromisso; o compromisso sufoca a felicidade. O Amor? Liberta.

A liberdade de Ser-em-si e de se relacionar plenamente com o Todo, na afirmação de sua vontade, dá espaço para cômodas trocas e aceitações em nome da conveniência ou do medo, abrindo-se mão do banquete da vida por migalhas de sobrevivência condimentadas com temperos ilusórios da vantagem e do conforto.

A maioria se furta a afirmar a sua vontade por medo ou insegurança, presos a um frágil, mas opressor sentimento de necessidade de estabilidade que, projetado em uma relação, torna ambos reféns de si próprio e do outro, gerando tensão desnecessária e contrária aos desejos que irá explodir ao invés de fissurar - a afirmação da vontade pode até fissurar mais constantemente, mas é através desta fissura que a relação cresce e atinge níveis ainda maiores de realização e felicidade plena.

A busca da plenitude cansa a maioria só de pensar e o Amor perde espaço para a segurança financeira e/ou emotiva, o conforto e a ostentação do luxo.

Outros desistem após desilusões em sua busca. Lástima por não verem que faz parte do caminho e é uma vitória do Ser a retirada de cada véu da ilusão.

O Amor não é fácil. O Amor também não é difícil. O Amor é.

E quando nós aprendermos a Ser seremos plenos em nós mesmos e capazes de nos relacionar amorosamente, seremos Amor e viveremos em paz. Conosco e com o próximo.

Não estou querendo apoiar relacionamentos instáveis, tampouco conflituosos, pelo contrário. Mas mais do que o contrário, não estou querendo afirmar o contrário da negação do desamor que nos assola por medo ou insegurança. Busco afirmar um novo patamar de relacionamento, onde compromisso e segurança são ramos da semente do Amor e, por isto, exalam no caule, nos ramos e nas flores, o aroma da genuína felicidade, terroir da liberdade, do crescimento individual-coletivo e de novos horizontes.

Na profunda simplicidade do Amor, fluído caminho da alma,

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

No cultivo da semente do Amor

Não se deve depender de fatores externos para se cultivar, colher, distribuir e desfrutar do Amor.

Não importam as estações, nada mudou se você escolheu o campo fértil e certo - estufa o peito, abre espaço e no silêncio companheiro e calor aconchego de seu coração, cultive a semente que a tudo resiste e só lhe espera despertar para si para juntos crescerem.

Sim, aí sim pode-se afirmar o viver junto e compartilhar, porque tem-se o que dar e não se necessita receber, atua-se sem carência no desejo, dando asas à vontade e força ao verdadeiro poder - o Amor.

Na semente do Amor que pode acabar com a fome do mundo,

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Arrebatamento do Amor

O poder arrebatador do Amor transforma instantes antes em eternidades depois ao forjar o agora no aqui.

Nada mais é preciso, o impulso de Eros explode e quando de sua plenitude se transvalora em direção sublime valorizada em fecunda união.

É o Amor despertando em primavera, desabrochando em flor, ebulindo em aroma verão e suas cores, sem ter mais que a certeza do outono e do inverno e de um renovado despertar, estações da aurora de nosso Ser.

No devir do Amor, poder do arrebatamento que é a vontade de poder da eternidade finita que transcende e vai além, imamente em nossa mente-coração,

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Amor Übereros - superação de si mesmo

Uma vez superada a vontade, o que nos resta? O que permanece após a exaustão do desejo, do impulso (inicial)?

O Amor em todas as suas possibilidades além-desejo - Übereros, Ágape e Philia.

A superação de si mesmo e a revalorização de uma nova força, superior constituindo assim uma nova realidade, uma oitava superior.

Na superação do desejo,

sábado, 24 de janeiro de 2009

Amor é convergência de entendimento

Amar é compreender e exercer a compreensão das forças e vontades em questão. É o campo e as regras para o múltiplo se forjar uno, a plataforma de convergência de interesses.

Portanto, lábios ao lobby.

No lobby do Amor,

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

No Amor não há espaço para desculpas

Desculpar-se por Ser - enquanto agir no espaço e no Tempo - não condiz com o Amor.

De um lado o que age não deve se preocupar em se desculpar e sim focar para levar todas as conjunturas - Todo-Eu-Outro - em consideração para agir na justa medida, com a mente-coração, trilhando o caminho do meio deste triângulo de poder TEO (Todo-Eu-Outro).

Do outro, a pessoa que recebe a ação ou apenas percebe/acompanha deve fazer isto com abertura amorosa, receptiva, ciente de que o outro, que age, o faz com a melhor das intenções: ninguém deliberadamente erra. Se o faz é devido à ignorância e aos véus que impedem de ver a si e ao Outro e ao Todo com clareza. Pede-se compaixão e amor nestes casos.

Vale seguir a máxima nietzschiana da 'Vontade de Poder': cada um tem que exercer a sua de maneira amorosa sem se sentir culpado - o que em si já é redundante, pois creio que a verdadeira 'vontade de poder', o verdadeiro poder é o do Amor.

É o que você pode, é o que você quer? É isto que, dentro do seu conhecimento de sua amplitude o seu Ser pode dar de coração? Então pronto.

Sem culpa, sem remorso, mas com verdade.

Culpa é um conceito muito católico, nem crístico é! Cristo profetizava o perdão e o Amor divino, não a culpa. Isto é um conceito histórico, posterior, e nada se liga ao Amor emanado e propagado por Jesus.

Amém ao Amor,