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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Amor desconstrução

A motivação pura é a busca por chegar ao outro lado da margem.

Buscar entender o desembarque para se preparar para este momento, onde nos despimos até mesmo dos conceitos mais úteis à nossa travessia neste caminho do bodisatva em meio ao grande samsara. O momento onde deixamos de ser o que nos identifica nesta senda e nos tornamos Amor.

Quiçá ousar reflexões sobre as convergências que lá se revelarão com outros caminhos, mas que não devem impedir de atuarmos focadamente no presente: conjecturar sem contudo enfraquecer a visão e a prática do Amor.

O nosso mundo é o nosso ideal, o nosso ideal é o nosso mundo com suas margens e seus caminhos; a convergência do Todo. É a desconstrução do que precisa dar espaço ao novo, a uma nova era de paz, harmonia e união.

Amor retira a tinta cultural, destrói os muros dos pensamentos que geram segregação, dilapida os preconceitos, abala e transforma os conceitos.

É o servo caído que se levanta e novamente serve ao senhor que em sua infinita bondade, força e sabedoria é uno com Tudo e faz o servo se fortalecer por si, onde o trabalho flui além-dualismo através da integração.

É a morte servindo à vida para o eterno nascimento, o anjo caído se levantando para tornar a servir à Deus, a sombra servindo à Luz; o Ser humano subjugando seu ódio e suas paixões e entregando suas energias ao Amor.

Não escolhemos como aprender, aprendemos; às vezes por Amor, muitas pela dor, sempre o Tempo nos concedendo o espaço do conhecimento e nos conduzindo à ascese mesmo em meio à tempestade.

Eis a obra em seu ciclo infindável: cai para se reerguer, finda para renascer.

Uns pontos a mais. Reticências. Umas vírgulas a menos. Tudo para se encaminhar mais leve e fluída rumo ao seu destino.

Será sempre inacabada, ora se construíndo, ora em desconstrução, de si, do mundo, de toda ilusão.

Na verdade, existirá enquanto respirar. E persistirá na lembrança de todos aqueles que vivem em vida o Amor.

No fragmento inacabado, sempre em construção para se inteirar, evoluir e integrar,

por um Amor maior,

Amor à sombra

Don't underestimate the power of your shadow: don't reject it, accept it; don't fear it, use it to overcome thyself.

A sombra é a projeção da realização de nossa Luz ao encontrar um obstáculo.

Neste sentido é nossa amiga, companheira de jornada quen nos indica o que há de ser removido para alcançarmos nossa plenitude, sendo de fundamental e vital serventia na ascese de nosso Ser rumo à iluminação.

A jornada do herói passa pela integração de nossas limitações que, no óbvio, são nossas limitações, falhas e fraquezas, mas no sublime se transformam em nossa redenção, fortaleza e canalização para a plenitude e perfeição.

Este poder do lado negro não deve ser subestimado, muito menos recalcado, mas amorosamente conduzido à integridade de nosso Ser sob a égide de nossa Luz: a desconstrução deve servir a um plano de construção superior e maior que o dualismo reinante e que, ao medir forças ou negá-las, apenas fortalecemos os obstáculos que são absorvidos e incorporados por nossa sombra que ganha vulto e uma pseudo-independência.

Independência porque passa a agir e estar, aparentemente, no controle; pseudo, porque a Luz de nossa consciência, por mais ínfima e retraída que esteja sempre há de facilmente iluminar a escuridão de nossa ignorância e, alimentada, re-acolhê-la por inteiro.

Pois é como diz Marianne Williamson no livro "Efeito Sombra": "Para a sombra, a Luz é um inimigo. Mas para a Luz a sombra não é nada, simplesmente não existe".

Por vezes, a maioria delas, projetamos nos outros sombra e neste exterior nossos obstáculos, atitude que nos prende cada vez mais ao Karma e ao mundo ilusório, afundando-nos no oceano do sofrimento, incapazes de encontrar nossa salvação em nós mesmos, muito menos de auxiliar os outros, reféns, todos, de uma derrota que se repete geração por geração.

Tanto pessoas, como marcas, governos e instituições, quanto a própria rede - a web e a vida em si - devem cuidar de suas so(m)bras: padrões repetidos, insucessos, perdas, resíduos indesejados, falhas, frustrações.

Nunca negando, sempre aceitando, aprendendo, revendo, reciclando e, principalmente, integrando: cometendo novos erros para ter novos aprendizados e assim novos acertos ampliando nossos horizontes e expandindo nossas fronteiras.

Harmonizar pontos fortes e fracos e integrá-los de maneira superior para identificar nos momentos da vida oportunidades ante às ameaças inerentes.

Sob os auspícios da cruz cardinal que se forma hoje, no dia 06.08.2010, no céu e há de se manifestar através de nós aqui na Terra.

Essa cruz cardinal é formada por Saturno em Libra, Jupiter em Áries, Plutão em Capricórnio e a Lua em Câncer; traduzindo por alto: teremos o surgimento, por bem ou por mal, de um novo começo grandioso ao rompermos com estruturas falidas a partir do reconhecimento, transmutação e descarte daquilo que não nos serve mais, externado, positiva ou negativamente, por nossas emoções.