sábado, 5 de abril de 2014
O bom encontro do Amor
quem diria
é da lágrima fantasia
de quem rega sua vida
com chuvas de bênçãos
que caem de seus pensamentos
se colhem nas ações
e se guardam no peito
no sorriso de nossos corações.
No bom encontro que é o Amor, aumento de potência que não cabe em si,
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Do zelo ao Amor
De que(m) temos ciúme quando temos ciúme? Não pode se tratar do Outro, posto que este não nos pertence, sendo impossível ter ciúmes, ou seja, ZELUS, “desejo amoroso, ciúme, emulação”, de/por algo que não nos pertence, posto que indivíduo sujeito como nós – não nosso objeto. Pode haver casos, onde zelar por aquilo que cativamos pela potência que é e não pelo poder que nos representa (ao convergir com nossa potência).
Parece, porém, que a forma mais comum se trata do efeito que a presença e o compartilhamento do Outro em um espaço de valores e ações chamado Nós e do qual somos – ao menos deveríamos ser – fiéis depositários de nossas mais puras motivações, inspirações e aspirações. Justamente o motivo pelo qual temos ciúme (e como veremos a seguir, também medo): julgamo-nos proprietários desta entidade projetada em e por nossa interação, uma impressão dual em contrastes que moldam nosso ânimo e conduzem sutilmente nosso pensamento e ações como molas propulsoras.
É neste lugar, este momento da interação, que surge a possibilidade do medo que, emerge do êxtase que a interação com o Outro nos provoca e a vontade de manter tal estado em cultivo; decréscimo ou perda são projetados no Outro, ameaça ativa ou passiva ao nosso estado desejável.
Temos medo do Outro nos tirar o chão – direta ou indiretamente – ao invés de ter a coragem de bater nossas asas: é nosso o ânimo que nos eleva. A perda do Outro enquanto objeto impulsionador não deve afetar o sujeito elevador – somos nós os condutores, canalizadores do processo de superação à elevação.
Somos livres para amar e assim livres para dar o valor a cada detalhe, a sustentar toda história. Somos nós que damos asas ao sublime do Todo que a tudo perpassa.
Que a fome seja por felicidade e o apetite co-medido à constante satisfação, sem perda ou saturação.
No desejo de realizar a boa vontade,
terça-feira, 30 de julho de 2013
O Amor vê flores em você
Que façamos de todas as recordações, boas e más, lições de humanidade para humilde e soberanamente sermos cada vez mais quem somos, errando menos, acertando mais, aceitando as diferenças, nós, que somos tão iguais.
Que minhas ações futuras sejam mais honestas - a começar comigo mesmo -, que não negue minha vontade e respeite a do próximo, que faça destas as margens de minha estrada e da superação do dualismo minha jornada.
Que semeie sorrisos, ceife ilusões e cultive bons encontros - aqueles que aumentam a potência das partes e emergem ao Todo.
Que meu presente dignifique ações futuras e recordações passadas, que eu aceite meu destino na escolha de minha liberdade - que qualidade quero vivenciar condicionado à experiência deste corpo?
Amor pulchram voluntas - o Amor torna bela a vontade. Que a paz seja teu caminho e o Amor o teu guia.
No jardineiro do Ser,
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Amor sive Natura
Brilhar o tempo com toda alegria
Elevar-se a Deus em tons de vermelho e amarelo
Todo canto agradece à Natureza nosso elo
Que nossa fé amanheça a cada entardecer da esperança.
No bom encontro que é viver,
domingo, 23 de setembro de 2012
Amor, vetor evolutivo
Amor é o conceito que se atribui ao furo evolutivo, quando o excesso de sensações converge a um novo patamar ainda inominado pela razão, expandida pela força do encontro de tantas emoções a serem compreendidas e transformadas em ato de engrandecimento do Ser.
No bom encontro de almas e de potências, afetos que aumentam a potência do Ser e lhe conferem a vontade de poder realizar a si e ao seu mundo,
sábado, 22 de setembro de 2012
Amor, a potência da travessia
A saudade transborda de meu peito e torna praia teu deserto, como onda me aproximo e da espuma de nosso encontro emerge a beleza da vida, cuja potência se encontra no entre, nesta travessia que empreendemos rumo ao encontro de nós mesmos.
Na instância de nós dois,
Da liberdade no Amor
Liberdade é prender-se ao aqui e agora, desapegando das memórias do passado, bem como das expectativas do futuro; é cultivar a grandeza do Amor a cada instante, confiando que sua energia conduza ao objetivo final: a felicidade eterna, presente a cada momento.
No aumento constante de potência,
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Da fecunda abertura do Amor
Amor é quando um Ser se abre ao Outro para uma fecunda interação.
Na superação de todos os medos, coragem de se entregar à vida em todo seu esplendor e potência,
sábado, 15 de setembro de 2012
Amor Sublime Amor
Essa potência que nos leva além de nós mesmos, só se faz ato na interação, é transformação a partir da convergência entre mente-cérebro,
Na rede da vida,
domingo, 26 de agosto de 2012
O outro, farol do Amor
Um encontro vazio
à espera de verdadeira interação
escolha, cultivo, ato
entrega a potência através da livre devoção
Luz
no horizonte
o outro
do porto se lançam
a um mar de possibilidades
Faróis
se enganam com vagalumes
não confiam no outro
e não se entregam às estrelas
para a salvo navegar
No oceano interativo,
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Amor, encantamento além-mar
De trás dos montes duas esmeraldas sorriem. Convidam a novos horizontes já navegados na descoberta de mim mesmo.
Em seu sorriso, um toque familiar que me torna desconhecido e me lança ao desafio de mim mesmo.
Resistirei ao teu encanto ou serás tu meu fado?
Por quanto, quero lhe desbravar, desnudar o Ser através das múltiplas possibilidades do estar para revelar o real potencial da iminente interação.
Na atualização do desejo, pura transcendência,
quarta-feira, 21 de março de 2012
O transcendental do Amor
Pai-Mãe,
Quando você morrer,
morre em mim o filho.
Acaba o espaço lúdico, o refúgio da criança,
e começa o tempo hos me, o tempo de espera - suspensão ao fim, "adultez" sem cura ou volta.
Menino, antes de dar adeus ao mundo,
quero ainda rir de montão,
estarmos juntos, trocar carinhos,
confidências, olhares, sorrisos.
Momentos inesquecíveis
Que farão minha velhice
- mais feliz
e minhas lembranças
- mais saudosas
Prefiro a dor de tê-las
e ter que delas desapegar
do que a dor de me apegar
à cobranças e lamentos.
Quero, ao morrer, dizer SIM! à minha vida.
Quero renascer livre e amante a todo momento.
E isto só poder ser feito com Amor, construído a cada instante e interação - confirmando-se e à potência.
Só o forte consegue dar sentido a si em meio ao vazio, exercendo a sabedoria da priorização, superando o nada através do Amor, escolhendo conscientemente os momentos a serem eternizados - diluídos ao final, como lágrimas na chuva.
Quero me entregar a este fluxo continuum com toda fé, ser Amor fati - fazer o que tem que ser feito, Amar fazer o que tem que ser feito, saber e escolher sorridentemente o que tem que ser feito.
No momento da ressurreição, nascimento da força transcendental do Amor,
sábado, 24 de dezembro de 2011
Na gestão do Amor
Na constante modelagem do Ser,
Amor sagitariano
Sê sagitariano na sua potência máxima, mas humano em todo seu esplendor - equilibra-te e triunfarás; conquistarás primeiro a ti mesmo, depois a teus mais nobres objetivos.
Todos temos um sagitário em nosso mapa astral - ative o seu.
Que sua existência se signifique na entrega ao Todo.
No arco, flecha, alvo e precisão,
Amor, enteléquia dos corpos vivos
É enxergar em cada situação sua força evolutiva inerente e agir conforme o necessário para fazer a verdadeira natureza de cada instante florescer; tornando-se o que se é, pura Força e Luz, energia em devir.
Na jardinagem evolutiva que realiza o ponto de perfeição de cada Ser,
O Poder da Vida: convergência de potências através do Amor
No fluxo da convergência, na convergência do fluxo,
Na velocidade do Amor, no sentido da Luz
toda passagem, união,
toda meta, evolução.
Toda passagem, toda transgressão é ganho de potência.
Todo pôr-do-sol é renovação de potência.
Não fico preso ao Aqui, me entrego ao Agora que vai ao encontro do mar, da escuridão do desconhecido que espreita no horizonte; é a pura Luz que mergulha - Sol-o-Ser.
A Luz é a medida do devir - quanto mais vibramos Luz, mais convergirmos e comungamos do fluxo.
Na velocidade da Luz, sentido do Amor,
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
O poder do Amor
No Amor que jazz, Deus que dança,
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
O poder da consciência do Amor
Eis o poder da consciência do Amor.
Na união não-dual que converge em nós ao encontro do Todo,
sábado, 1 de outubro de 2011
Quo vadis potentiam Amor - o caminho da potência entre o afeto e a razão
“O familiar é o habitual; e o habitual é o mais difícil de “conhecer”, isto é, de ver como problema, como alheio, distante, “fora de nós”...” A Gaia Ciência, Nietzsche, Livro V, Aforismo 355
Pelo que sei, foi minha vontade que me trouxe até aqui. Mas será que essa vontade é minha? Até que ponto tenho consciência dela, até que ponto ela me controla? E se tudo o que pensamos ser consciente for de fato inconsciente – ou ao menos passivo e reativo – e a verdadeira atividade e consciência for aquele rio caudaloso que flui no inconsciente, a verdadeira atividade tanto do Ser, quanto da vida?
Para Nietzsche, “consciência é, na realidade, apenas uma rede de ligação entre pessoas – apenas como tal teve que se desenvolver: um ser solitário e predatório não necessitaria dela. [...] sendo o animal mais ameaçado precisava de ajuda, proteção, precisava de seus iguais, tinha de saber exprimir seu apuro e fazer-se compreensível – e para isso tudo ele necessitava antes de “consciência”, isto é, “saber” o que pensava. [...] o ser humano, como criatura viva, pensa continuamente, mas não o sabe; o pensar que se torna consciente é apenas a parte menor, a mais superficial, a pior, digamos: - pois apenas esse pensar consciente ocorre em palavras, ou seja, em signos de comunicação, com o que se revela a origem da própria consciência. [...] o desenvolvimento da consciência (não da razão, mas apenas do tomar-consciência-de-si da razão) andam lado-a-lado.” A Gaia Ciência, Nietzsche, Livro V, Aforismo 354
Eu questiono a minha potência
Quanto de minha pulsão consigo compreender e verter em ação consciente? Em que medida sou vertido? Em que parcela determino, em quanto sou determinado? Qual a relação de forças entre o individual e o coletivo e aquilo que perpassa a tudo e que podemos chamar de potência, secreta às percepções menos silenciosas e perscrutadoras: a superficialidade raramente busca a raiz do problema e por isto mesmo dificilmente consegue chegar ao topo e tocar o céu; rasteja – mendicante por nutrir-se do que cai ao solo, apavorada pelo medo de ser esmagada pelo firmamento. Onde se encontra a ousadia de se embrenhar neste solo e dele se nutrir, sabendo da importância da ascese sob o sol individual que nos aquece os sentidos e clarifica os caminhos rumo à superação de si mesmo? Encontra-te na vontade.
“A vontade não se dirige para fins dados à partida, mas ela é a instância primeira: aquela que estabelece objetivos e fins; o que quer dizer que ela os reconhece como sua pertença” Otfried Höffe, Introduction à la philosophie pratique de Kant: la morale, le droit et la religion, 1993, p.66
E é na vontade que se encontra também o pensar. Mas quanto do que pensamos já não se tornou paisagem mental e não é devidamente questionado? Quanto do que vivemos e pensamos não são valores e vontades de terceiros, que aprendemos a carregar como camelos apenas para ter direito a entrar no oásis prometido por alguém que se beneficia desta fábula?
E se o oásis for veneno que nos enfraquece na justa medida de nos tornar servos capazes de fazer o serviço dos donos da pseudo-abundância na pseudo-escassez?
E se nosso maior aliado for o deserto, que não nos mata, mas fortalece, que não nos mantém reféns de gotas de liberdade e saciedade, mas oferece o desafio do horizonte sem fim para quem tem sede de saber?
Sim, quero apoderar-me tanto deste sol escaldante da razão quanto descobrir os lençóis artesianos dos afetos que indicam a vontade e o caminho para o Ser perseverar. Mas que Estrela é esta entre o Sol e a Lua, que se eterniza no brilho de suas ações, mas não passa de cometa em busca de afirmação na dança das órbitas? Não seria esta contraposição razão-afeto também um truque, uma armadilha para ficarmos reféns de uma dualidade enquanto esta é inerente a uma unidade?
Não são os opostos margens complementares de um só caminho? Não é este caminho a ascece do humano para o Übermensch – dominarmos nossas paixões e não sermos dominados pela razão dominante – nossa ou de outrem –, desenvolvendo um fluir do Ser em constante devir – não tendo uma forma ou matéria a priori ou a posteriori, mas sendo pleno no instante?
“A conduta moral não tem como objetivo encaminhar o homem para um fim. É a vontade por si só que determina o agir humano, dando-lhe a lei a que sua conduta deve obedecer. Não se trata de dizer qual é o bem a atingir nem o que se deve fazer para o alcançar. Apenas se diz como se deve agir, indica-se como se deve actuar, a forma como o homem deve actuar para agir bem” José Henrique Silveira de Brito, Introdução à Fundamentação da Metafísica dos costumes de I.Kant, p.25
A potência questiona meu Eu
Escrevo até aqui em primeira pessoa; mas que pessoa é esta que é um constructo, uma definição, um valor criado individual-coletivamente para uma rede de células ao qual se atribui um significado que comumente nos serve de porto seguro tanto quanto de cruz na qual pagamos nossos pecados – mesmo que não sejam nossos?
Usemos esta cruz para realizar o salto entre as pontas axionais de compreensão da física para derrubar valores dualistas forjando a unidade imanente de um sistema intrinsicamente binário e não-dual: somos, desde nossa construção-base, compostos de elementos físicos e metafísicos ou, melhor dizendo, químicos.
Basta observarmos a construção de nossa rede neuronal: os impulsos elétricos correm pelos axônios e superam o espaço entre os dentritos com auxílio de neurotransmissores em um ciclo natural que vai da física à fisica passando pela metafisica da química da vida.
E, por um princípio lógico, a ponte segue o padrão das margens para garantir sustentabilidade à travessia de si mesmo – se a física é em rede, a metafísica também o deve ser.
Tudo é possível se afirmar e firmar, dependendo do ponto-de-vista que observa e age no vazio que a tudo perpassa e que possibilita a manifestação das potências criativas que reinventam o universo a cada revolução oriunda dos eventos, rompantes de pulsão de vida que encontraram ou realizaram um furo para transpassar a superfície dos véus da ilusão para unir os opostos complementares e assim gerar sabedoria não-dual a partir de dois sistemas que se julgam auto-suficientes, a saber: o afeto e a razão, ambos ainda reféns da subjetividade de um Eu inexistente.
Não seriam ambos necessários para conceber uma co-reta compreensão das coisas como são e das coisas como devem ser, não como algo imposto – do exterior ou do interior -, mas como algo que naturalmente co-emerge como lógico e necessário a partir da relação dos pontos, um choque de potências que afeta e canaliza, uma necessidade que se impõe diante da conexão interdependente entre dois ou mais pontos, uma potência a ser revelada a partir dos encontros da convergência em chaosmos?
Poder: rede de potências em convergência
Se compreendemos tanto a física, quanto a biologia como regidos pelo princípio da rede, a metafísica que melhor se alinha a este posicionamento e que aumenta a potência do Todo é uma metafísica que propõe a convergência dos valores no Ser em Rede, um Ser ao mesmo tempo individual e coletivo, razão e afeto, um Ser em constante atualização, cuja única moral é convergir ao Todo com o máximo de sua potência, partindo-se do pressuposto de que o destino de toda potência individuada é se realizar convergida no poder do Todo.
E um Todo sadio, que consegue comungar das propriedades emergentes, é um Todo cujas partes são diferenciadas, tendo a diversidade como força vital da unidade e uma proposta revolucionária: conceber a inteligência de rede, ou como chamado por Antonio Negri e Michael Hardt, inteligência de enxame:
“Quando uma rede disseminada ataca, investe sobre o inimigo como um enxame: inúmeras forças independentes parecem atacar de todas as direções num ponto específico, voltando em seguida a desaparecer no ambiente. De uma perspectiva externa, o ataque em rede é apresentado como um enxame porque parece informe. Como a rede não tem um centro que determine a ordem, aqueles que só são capazes de pensar em termos de modelos tradicionais podem presumir que ela não tem qualquer forma de organização – o que eles enxergam é apenas espontaneidade e anarquia. O ataque em rede apresenta-se como algo semelhante a um enxame de pássaros ou insetos num filme de terror, uma multidão de atacantes irracionais, desconhecidos, incertos, invisíveis e inesperados. Se analisarmos o interior de uma rede, no entanto, veremos que é efetivamente organizada, racional e criativa. Tem inteligência de enxame. [...] A inteligência do enxame baseia-se fundamentalmente na comunicação.” Multidão. Antonio Negri e Michael Hardt, página 130
A rede é um processo cíclico que se repete em devir: tal qual nossos pulmões, tal qual o próprio sol, e nosso próprio coração, vivemos uma relação com duas fases, expansão e retração, micro e macro, individual e coletivo, 0 e 1, atual e virtual – basta-nos compreender, aceitar, transmutar e entregar.
Afinal, como nos revela a física quântica, além de tudo ser vibração, toda energia é regida por um campo informacional que determina se esta será percebida como matéria ou pura Luz.
“Não só a linguagem serve de ponte entre um ser humano e outro, mas também o olhar, o toque, o gesto; o tomar-consciência das impressões de nossos sentidos em nós, a capacidade de fixá-las e como que situá-las fora de nós, cresceu na medida em que aumentou a necessidade de transmiti-las a outros por meio de signos. O homem inventor de signos é, ao mesmo tempo, o homem cada vez mais consciente de si – ele o faz ainda, ele o faz cada vez mais.” A Gaia Ciência. Nietzsche, Livro V, aforismo 354
Cabe então à razão unicamente manter a atenção plena de questionar o interesse da motivação da manifestação da potência: age em convergência com o Todo ou tendenciosa, em prol de alguma das partes – o Eu, o Outro ou o Nós (que exclui o Eles)?
Quanto mais convergido ao Todo, mais pura a motivação da potência, pois quanto mais próxima ao Todo, mais amadurecida em poder esta se torna. O jogo se trata da relação razão-afeto, motivação-atenção, individual-coletivo: devemos combinar ambos como unidade. E a unidade só é potência sustentável no Amor – Amor como princípio (Eros), como meio (Ágape), como fim (Philia) e como processo (Fati).
É no Amor que encontramos o Eu como uma perspectiva de ação do Todo, uma potência tornando-se o que é, convergindo ao poder. O Todo empodera a potência individual da qual temos que nos apoderar conscientemente – em uma comunicação convergida na rede interligando pessoas, mas também seu ambiente que as sustenta – para realizarmo-nos no que somos: energia em constante revolução para qual a única lei universal é a potência devir poder. Somente sob esta égide é que a lei universal do direito kantiano procede: “Age exteriormente de tal modo que o uso livre do teu arbítrio possa coexistir com a liberdade de cada um, segundo uma lei universal”. Rechtslehre, Einleitung, § C, Bd. 7, p.338 (A 34; B35)
Ita quo vadis potentiam?
A razão deve se conscientizar das armadilhas o ego e questionar tanto a própria razão, quanto a percepção do afeto para canalizar a potência ao Todo, que é a potência em rede, o poder da vida perseverar – et congregata est potentiam Amor: este Ser em Rede, a busca por forjar um processo convergente através do Amor, intuindo as relações das diversas potências em convergência com o Todo em busca de se realizar poder.
Amor, única força capaz de unir opostos e torná-los complementares, alcançando a propriedade emergente em homeostase propiciando uma ascece constante e sustentável, recriando no vazio o Ser em Rede que transborda Amor – a gestão da informação que gerencia nosso conhecimento para melhor compreender nossos afetos e, assim, otimizar nossos encontros para que sejam sempre ganho de potência.
Nos encontros e desencontros da vida que moldam minha potência,