sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Do discernimento que é Amor

Quanta cura
Olhe só
Repare que loucura
Emerge sabedoria da confusão, da compaixão o nó
Ponte da mente-coração

Era saudade sim que senti
Não de ti
De ti era vontade,
Não menti.

Sim, saudade senti
Da troca, da entrega, do relaxar excitado fluir
Arquétipo do existir

Se for pra ser,
a vontade não irá perecer
A clareza guiará
A sede do Rio à vontade do a+mar
E discernimento haverá entre o que é caminho da carência e o que o dis+curso da potência.

No primeiro que respeito e no segundo que acolho no peito,

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Amor, o cultivo da abundância no vazio

Quando o objeto de amor se esvai
quando o véu de ilusão cai
e fica solto o desejo
é a vida te ofertando um ensejo:
perder-se no nada que a falta traz
ou criar-se na abundância do vazio,
comprovando o Amor ser capaz
de caminhar honrado pela vida, esse tênue fio,
de dar sentido ao Todo
de emergir Lotus, do lodo.
 
No cultivo do espaço que o outro amplia em nós, tempo entendido à eternidade,

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A dimensão do Amor

Amor é quando o tempo ganha uma dimensão de eternidade manifesta a cada instante.

No Augenblick, olhar dos olhos, instante em alemão,

O Amor e os limites da simples razão

A felicidade virá no exercício do melhor de cada um, da ação virtuosa desse grande coração que sustenta as nossas mentes.

Amor que confirma e expande os simples limites da razão.

Na ponte para a ETERNa felicIDADE,

Amor, princípio da auto-organização

O Amor não morre, renova-se no sorriso que encanta e convida a novos olhares e experiências; o Amor abre a janela da alma e expande o céu estrelado acima, consolidando a enteléquia em mim.

Na Lei Moral,

Amor para ser sustentável

Para ser sustentável
basta amar
ir além do agradável
começar a tudo respeitar

Basta agir moralmente
e dar do coração a sustentação à mente
ter nos princípios a motivação
e canalizar com a virtude toda inclinação

Na máxima de toda ação,

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Amor, impulso integral

O Amor é um impulso integral, tece como ninguém a trama da ação, convergindo a razão do futuro e a sensação que se faz passado como dado ao presente - emoção, a energia que nos move.

A meta era estar em alinho com o princípio. Tendo o princípio como meta, tudo se encaminha a partir da inclusão.

O Amor por princípio, essa é a Lei que se reafirma na máxima de cada ação.

O Amor enquanto impulso integral deve atender de forma sustentável, ou seja, definindo claramente quem se beneficia como, por qual motivo e intenção, tanto a demanda da identidade (um eu que quer) - unidade, quanto da sociedade -multiplicidade (os eus que querem).

O Amor é sabedoria primordial, antecede porque inclui e revela sua melhor versão e quando se deve ir pelo caminho da unidade e quando da multiplicidade.

Na cidadela que é a fortaleza do coração,

O Amor traz tudo à existência

Assim é. Já vê. Já é. Javé!

Quando se deseja algo, intui-se a Vontade. Ancora-se com a visualização do IDEAL e daí parte-se para a REALizAÇÃO: idealizar o ato da ação (atuação).

O impulso integral compreende ideal e ação, meta, dado e metadado.

Naquele que traz à existência tudo que existe,

O Amor é o caminho do vento à eternidade

O amor abre caminhos. Protege ao vento.

Quando tormenta,
Sustenta. Escudo.
Quando calmaria.
Sabedoria. Venta.

Protege o vento, que não gera resistência para ventar, contorna sem hesitar. E varre do mapa se precisar.

O Amor, quando livre e, portanto, responsável por si, se torna o princípio auto-regulador que garante a homeostase da Vontade: onde não dá para amar, a Vontade não deseja ficar, não se deve demorar.

Onde desejar ficar, ficar consciente da excelência de sua vontade, potencializando ao máximo responder em ato a postura que resulta da resposta às perguntas do motivo e da intenção de cada ação.

O Amor, tecelão mestre, é a intuição que emerge do encontro da razão do futuro com a sensação do presente que já é dado passado ao sistema que fabrica através do tempo o tecido da eternidade - o homem e seus fios de compaixão, poder e sabedoria.

A eternidade é a narrativa absoluta em constante atual+iz+ação. Que história confirmamos com nossa atual ação?

No livro, na caneta e na mão que une forma e conteúdo sempre da melhor maneira possível,

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Amor, farol de toda travessia

É no lusco-fusco das passagens, o "in between" das saídas das zonas de conforto, sensações estagnadas que aprisionam, que as diferenças se apresentam, os valores se revelam: não no extremo da Luz (Razão) ou no extremo da Força (sombra - emoções).

O coração sabe o grau de Força e a luz necessários para uma leitura precisa do ideal a ser realizado a cada ato.

Na sabedoria da mente-coração,

Amor, curadoria da vida

O ideal só se encontra na ação - realiza do esboço o conceito e manifesta a ideia no ato, confere dignidade àquilo que só tem preço porque lhe damos o devido valor.

O ideal é aquilo que ascende à ideia, emerge da tensão dos opostos como via da compreensão, pavimenta o caminho da sustentabilidade.

Idealiza no vazio criativo, concebe a via do valor, o digno caminho sustentável, mas encarna o espírito da excelência na ação: dedicar-se de corpo e alma a um ato nos torna dignos de toda felicidade que nos cabe e a qual destinamos nossas intenções.

Quão grande é tua felicidade? A quantos atende?

Pobre aquele cuja felicidade atende só a si. Entende que tu vais além. Tu és o ÚNico VERSO da criação. Aperfeiçoa-te, torna-te arte.

Na curadoria da vida,

Amor, polifonia elemental

Acendamos o fogo de nossos corações, a lareira de nosso Ser para comungar em torno de valores cujas narrativas valem a pena serem contadas e vividas para se tornarem a história de nossas vidas.

Afinal, um grama de diálogo amoroso vale mais do que um quilo de monólogo egóico.

Na narrativa que torna imanente-familiar o transcedental-desejado,

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Amor, sabedoria dignificada

Sabedoria é caminhar com dignidade entre seu conhecimento e sua ignorância.

Dignidade é se motivar por princípios e tê-los fixos como meta na moldura de cada interação entre as margens do eu e do outro, do conhecimento e da ignorância, na edificação progressiva do que é Ser.

Amor é o material, o projeto, a obra, digna execução da sabedoria in+tensionada inter+ação.

No Gesamtkunstwerk do Ser,

Dignidade, Amor e Respeito

Dignidade é o resultado da equação do valor absoluto que se detêm pela humanidade que nos habita e do valor relativo que criamos pelas ações que exercemos. Somos dignos na medida da humanidade de nossas ações.

Todavia, mesmo quem não tem dignidade relativa à suas ações, tem em si ainda uma dignidade inalienável, a humanidade que jaz no coração de cada um e pulsa por consciência a ascender à razão.

Basta dar respeito que o Amor emerge como pura intenção a cultivar a dignidade de nossa ação.

No esclarecimento do caminho da mente-coração,

domingo, 8 de novembro de 2015

Diálogo por Todo Amor

Amor é ouvir além do poderoso grito do desejo a silenciosa voz da vontade.

No diálogo que gera ação de consenso e elevação dos múltiplos eus a um nós integrado ao Todo,

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O Amor não conhece atalhos

O impossível é um caminho que só o Amor pode realizar.

No fio da navalha, entre as margens da ilusão,

Amor, referência maior

A Vontade tem, mesmo que inconscientemente, seus próprios valores referenciais.

Conscientizar-se de sua própria medida é tornar-se Soberano de sua métrica, Senhor de seu ritmo, Artífice de seu compasso.

Na bússola da Razão,

Amor, motivação pura é atenção plena

O que importa se palavras são janelas ou muralhas,
Se dá intenção só chegam migalhas?
O problema não é a motivação pura,
é a atenção plena que, falha, não dura.

Na resposta a um poema, de um espaço inquisidor,

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

In+Tu - o Amor


   
 Louco ou Herói
esta dúvida me dói
empreendo sozinho
mergulho em mim para trilhar meu caminho


Mais que conexão
dialogo com minh'alma
manifesto com calma
Do Todo a ação


Sei do que quero
na prática me esmero;
De dentro emerge a inspiração
a força da Luz da mente-coração
Gesto, projeto, intenção
mãe de mim mesmo
não vivo a esmo
sou pai de minha criação




Empodero-me do que quero
Sou a Vontade que se quer, sou aquilo que busco
Disciplinado e sincero
Comigo não tem lusco-fusco
Não há certeza maior
que a fé racional
superação animal
do ferido ao curador
Do aprendizado das relações emerge minha mensagem
A verdade que fica é a coragem
a escolha consciente
o Amor vivente








Nas rédeas, o foco
o ritmo sou eu que toco
minha é a atitude
- mesmo que tudo mude
não importa o evento
- meu é o momento





A Verdade assombra, mas não dói.
Sou mesmo o Louco em sua Jornada de Herói.

Na senda do Amor, que nos encoraja a viver,

terça-feira, 9 de junho de 2015

O encontro do Amor à vida

A vida é um processo de encontro. Uma sequência não-linear de alternâncias, uma constante superação de lugares, uma dança da física com a química: vejamos a comunicação entre os neurônios, cujos impulsos imanentes saltam nas sinapses e de estímulos elétricos passam a químicos para então novamente voltarem ao estado inicial, mas alterados pelo processo.

Ou ainda a própria vida do humano, que se forja no encontro de um espermatozóide e de um óvulo: onde a alma entra, de onde emerge aquilo que nos move?

Similarmente, pois o que há em cima há como ser embaixo, a relação de vida nos planetas (óvulos) e cometas (espermatozóides).

Dentro e fora são topos relativos a um observador. Torna-te grande e considera teu mundo maior que teu umbigo. Ou morra medíocre. Vida é o ato de super+ação de si mesmo.

Daí que a vida é metafísica e alquimia, em suma, prática do Amor que torna opostos complementares, que dá sentido através da atenção do foco e motivação da intenção.

Da aceitação do Amor à condução da sabedoria

Novamente me ponho a refletir
Mudei os objetos, mas a intensidade do sujeito teimo em repetir
O que fazer se sei que vou partir?
Ordenar o tempo da busca, o pensar e o sentir.

Contemplo minha essência
De fazer a diferença
De ser a transcendência na imanência
Ser luz de farol na noite mais densa

Enquanto estiver por aqui
Aceito a missão
De me doar de coração até que seja Chegada a hora de ir.

Naquele que não vai, porque nunca veio, presença que Eu Sou, eternidade presente a todo instante, momento que se julga Amor,

Amor, experiência do Todo em união

Que o Todo de tua vida seja uma experiência e tanto.
Entrega-te ao encanto
Sê bênção e redenção
De si mesmo com o Todo união.

No Amor que tudo é e a tudo o bem deseja, enlaça, cuida e eleva,

Um muito de Amor

Muitas vidas, uma experiência
Muitas atividades, uma essência
Muitas buscas, uma transcendência
Muitos desejos, uma imanência

A vida é um múltiplo de experiências singulares.

Na individuação que é a plena entrega ao Todo Amor,

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O Amor de Søren, Friedrich e Arthur



Como me foi solicitado por uma amiga, registrarei no texto a seguir concordâncias e diferenças entre Kierkegaard, Nietzsche e Schopenhauer a partir de sua concepção de Amor e de como se apresenta sua filosofia.  

A abordagem adotada como caminho para minha narrativa se justifica por duas margens: por um lado, o Amor é tema de pesquisa deste que vos escreve e, portanto, digno de ser trazido ao diálogo que este texto empreende; por outro lado, filosofia é precisamente o amor à sabedoria, o que reforça a abordagem do amor e esclarece que é a partir do entendimento que o Amor busca, que se estabelece todo pensamento que busca ser sabedoria – é neste empreendimento que a sabedoria se afirma. 

Apresentarei cada um dos filósofos isoladamente, em ordem cronológica, introduzindo com a biografia e apresentando os principais temas e inspirações em tópicos e costurados com texto. Finalmente, pontuo os temas mencionados ressaltando pontos em comum e distinção de pontos de vista. 

Comecemos por Arthur Schopenhauer, um dos primeiros leitores de textos orientais, como os Upanishads. Como contemporâneo das primeiras traduções para o latim, foi o principal introdutor da filosofia oriental hindu e budista na metafísica europeia. Um bom exemplo deste diálogo está registrado na sua obra prima “O mundo como vontade e representação”. Nascido em Danzig, no dia 22 de fevereiro de 1788 e falecido em Frankfurt, 21 de setembro de 1860, Schopenhauer viveu 72 anos no entendimento que o amor seria uma cilada biológica e que somos perpassados por algo maior que nós, por uma Vontade que representamos individualmente. 

Bebe diretamente da fonte do idealismo transcendental, Kant, afirmando que todo o mundo é representação, um grande fenômeno da vontade noumênica, mas rompe com este no que tange ao alcance da coisa-em-si. Se para Kant o noumeno é impossível de se conhecer, para Schopenhauer, ao tomar consciência de si em nível radical, o homem se vivencia como um ser movido por aspirações e paixões, que constituem a unidade da vontade, compreendida como o princípio norteador da vida humana e que perpassa a todos, não tendo em si individualidade, que se encontra justamente nas representações. O impulso do desejo não se dá de forma consciente: ele, ao contrário, se desdobra desde o inorgânico até o homem, que deseja sua preservação. 

É o neocortex justificando moralmente os impulsos do sistema R, sendo mediado pelo cérebro mediano, onde se encontram as emoções, a estética humana, nosso ânimo. A consciência humana seria uma mera superfície, tendendo a encobrir, ao conferir causalidade a seus atos e ao próprio mundo, a irracionalidade inerente à vontade. Nietzsche dirá anos depois que “consciência é rede” e que o pensamento representa o que há de menor de todo processo mental, antecipando assim toda psicologia. 

Para Schopenhauer, parece que tudo se baseia em aceitar o sofrimento que a vontade traz ao buscar saciar-se com todas as representações, alimentando-se de ilusão, e buscar a cessação do sofrimento superando-se pela arte, pela moral enquanto superação do egoísmo através da compaixão e pela suspensão da vontade de viver, indo radicalmente além da individualidade, sendo a ascese entendida enquanto eudaimonia espiritual – conceitos trazidos do budismo.

Nascido em Søren Kierkegaard é o próximo. E o mais religioso dos três filósofos – o único teólogo. Nascido em Copenhague em 5 de maio de 1813 e falecido na mesma cidade em 11 de novembro de 1855, Kierkegaard, tem sua obra marcada por sua biografia. Como Fernando Pessoa, escreve por pseudônimos. E os coloca para refutar e gerar reflexão no diálogo, tal qual Platão o fez com Sócrates, deixando o leitor responsável por criar seu próprio entendimento, seu próprio Kierkegaard. 

Sobre o Amor, escreve a importante “As obras do Amor”, na qual afirma ser o amor o cumprimento pleno da lei, sendo esta uma multidão inesgotável de prescrições, forçando-nos a focar no que é decisivo: a exigência do Amor - que é dupla, exigência de interioridade, coerência/consistência, e exigência de perseverança/persistência. Interioridade para Kierkegaard consiste em amar a si mesmo sendo amar a Deus. Ou seja, a coerência é uma coerência alinhada a algo transcendente e que leva à superação da ilusão de si que é nossa manifestação no interior da temporalidade da eternidade, o que nos convida a repensar nossa noção de persistência perante a eternidade – ou, o eterno devir, como queiram. 

Tudo isto evidencia como a proximidade da cultura cristã trazida pelo pai influenciou sobremaneira sua filosofia, conhecida como existencialismo cristão – o que o coloca alinhado, mas ao mesmo tempo oposto a Nietzsche e seu proto-existencialismo e a Sartre e o existencialismo francês, ambos de abordagem ateísta.
Vós, soberana do meu coração, guardada na profundeza secreta do meu peito, na plenitude do meu pensamento, ali [...] divindade desconhecida! Ó, posso eu realmente acreditar nas palavras dos poetas, que quando se vê pela primeira vez o objeto do seu amor, imagina já tê-la visto há muito tempo, que todo o amor assim como todo o conhecimento é lembrança, que o amor tem também as suas profecias dentro do indivíduo. —Kierkegaard

Neste escrito motivado pelo amor por sua então noiva, Kierkegaard equipara o amor ao conhecimento sendo ambos lembrança. A plenitude do pensamento claramente é uma divindade desconhecida soberana do coração. Há de se estar entusiasmado, cheio de Deus para se pensar plenamente, pois o amor é a soma do mandamento, como Kierkegaard cita São Paulo, o que remete ao ânimo sublime que expande a razão à moral em Kant. 

Há uma lei como referência, um arquétipo a projetar a razão prática e a representação da lei enquanto um imperativo categórico, mas somente alcançaremos tal dimensão se o ânimo for elevado pelo sublime que gera respeito pela lei e se houver três postulados da razão: Deus, o mundo e a imortalidade da alma. Kierkegaard nem postula Deus, o toma pra si e o assume, mesmo em meio aos questionamentos. O mundo é a representação da ideia do Todo e atende Schopenhauer e Nietzsche se assim o quisermos. É na imortalidade da alma que podemos ler diferenças, já que em Schopenhauer a individualidade é uma ilusão, mas também caminhos de convergência: é a imortalidade da alma que garante em Kant o progresso contínuo. E é nela que também há um caminho para se pensar o eterno retorno.

Para encerrar, matando Deus e solando o espírito, Nietzsche. Nascido em Röcken, 15 de outubro de 1844 e falecido em Weimar, 25 de agosto de 1900, Nietzsche foi um errante. Sua filosofia representava sua mobilidade forçada pela busca por paisagens e climas que favorecessem sua saúde em franca debilitação após servir como voluntário e médico na guerra franco-prussiana. Se o abalo psicológico teve impacto na perda de voz não se pode afirmar, mas de certo é interessante que o proto-existencialista nos chegue fortemente como póstumo: como se a voz dele não fosse audível para a época e ecoasse somente hoje. 

Logo hoje, onde as pessoas o lêem como afirmação do ego, da individualidade, arvorando-se super-homens, quando na verdade ele propõe o além homem, o indivíduo que em si foi além do bem e do mal, superou-se e ao nada e, livre do ego e do não-ego, individuado poder-se-ia afirmar, afirma-se enquanto a sua vontade. Eis uma humanidade forte, de indivíduos que agregam valor com sua existência. Sua voz emerge tal qual o ego emerge [do] (in)consciente e se busca compreender, não é dado – é para heróis da tragédia, não para a mediocridade humana presente no drama das vítimas de si mesmo ou na comédia dos cheios de si. 

Em sua concepção de Amor Fati, a aceitação do destino para neste afirmar-se, Nietzsche introduz o conceito de eterno retorno, que em uma leitura particular se torna um operador lógico que conscientiza o querer para afirmar-se no instante: essa vida tornará a se repetir sempre e mais uma vez, portanto, me questiono se quero mesmo este momento, como ele é e como estou me exercendo. Esta reflexão leva a um poder de criação e afirmação de seus próprios valores, superando o niilismo, o nada que fica após a superação do dualismo do bem e do mal. Nietzsche nasce tal qual uma tragédia e tem seu crepúsculo com os ídolos que ele mesmo ajudou a matar, só para afirmar que Ecce Homo (eis o homem) capaz de amar seu destino.

Após analisar estes três autores, reforço meu entendimento de que precisamos aprender a amar, pois todo o restante nos será dado e fluirá pelo respeito na troca com o todo que nos cerca. Talvez falte-nos apenas, como diria Schiller, uma educação estética da humanidade, tema que perpassa a todos os três autores. A arte em Schopenhauer é uma bela representação que aproxima a vontade. Em Kierkegaard, a lei é o esboço do Amor, que a incorpora. Em Nietzsche, a arte transfigura a desordem do mundo em beleza e faz aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida, é liberdade plena de afirmar sua vontade e criar seu valor. 

E quem sabe então, descobriremos que o sujeito racional kantiano é mais do que alcançam os entendimentos moralistas – e seus detratores – até então. Com uma vontade que é representada a partir de um imperativo que se dá, portanto, se cria enquanto valor a ser universalizado, baseia-se em um modelo, uma lei, que também se imagina e que em Kant está inscrita nas profundezas do coração da qual emana a intenção e, portanto, toda hierarquia do pensamento e que é impulsionada pelo ânimo sublime que (e)leva a razão à lei. 

Com esta leitura invertida de um Kant do devir, da passagem do puro para o prático e destes para o empírico-político, que estrutura criticamente a razão e a prática da razão para legar ao belo e ao sublime a faculdade do juízo, consegue-se ler a vontade e sua representação no mundo de Arthur, a relação amor-lei, o esboço de Soren e a afirmação da vontade enquanto poder da existência do Friedrich. Uma filosofia onde o sublime da lei, divina ou racional, cria uma moral que o belo que emerge da vontade busca afirmar. 

Enquanto a obra de Kierkegaard foca na prioridade da realidade humana concreta em relação ao pensamento abstrato, dando ênfase à importância da escolha e compromisso pessoal, na vertente psicológica explora as emoções e sentimentos dos indivíduos quando confrontados com as escolhas que a vida oferece. Schopenhauer crê na necessidade da aceitação enquanto entrega para superação do sofrimento. Nietzsche propõe a aceitação enquanto possibilidade de afirmação de seus valores, superando-se enquanto vontade, apropriando-se desta sem julgá-la boa ou má; no subtítulo de seu último texto publicado, afirma-se psicólogo. 

Cronologicamente, Arthur apresenta o amor enquanto um artefato biológico, um dispositivo de captura; Kierkegaard como um modelo divino de conhecimento, linguagem e estrutura de conexão e Nietzsche ora como armadilha para o conhecimento – ver as coisas como não são quando se está amando – ora como possibilidade para se criar seu valor na afirmação do devir.

Toda sabedoria parece basear-se portanto em esclarecer o Amor, pois o Amor ama a sabedoria por esta lhe fazer mais potente. E esta faz mais potente, porque se quer por inteiro e se afirma na sua vontade. 

E para esclarecer o Amor, deve-se perguntar: Que posso saber sobre este Amor? Que devo fazer para respeitar as partes e o acordo? Que me é dado esperar se eu amar e respeitar individual e coletivamente? O que eu sou e o que torno a humanidade ao agir desta maneira? Que valores represento? Quem/O que se afirma quando represento estes valores?

Múltiplas abordagens, uma questão: o ser e suas relações – para além da razão e das emoções.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Amor, ponto de convergência que é Ser

Amor é sabedoria metafísica-transcendental do corpo, sabedoria primordial da alma; âncora e asas, Razão e Sensibilidade de nosso Ser, empreendimento em expansão através do conhecimento emergido pela consciência.

Amor é auto-crítica da Razão; pura prática.

Na pureza da intenção,

sábado, 5 de abril de 2014

O bom encontro do Amor

Alegria
quem diria
é da lágrima fantasia
de quem rega sua vida
com chuvas de bênçãos
que caem de seus pensamentos
se colhem nas ações
e se guardam no peito
no sorriso de nossos corações.

No bom encontro que é o Amor, aumento de potência que não cabe em si,

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Do zelo ao Amor

Ciúmes de que(m)? Medo de que(m)? Fome de que?

De que(m) temos ciúme quando temos ciúme? Não pode se tratar do Outro, posto que este não nos pertence, sendo impossível ter ciúmes, ou seja, ZELUS, “desejo amoroso, ciúme, emulação”, de/por algo que não nos pertence, posto que indivíduo sujeito como nós – não nosso objeto. Pode haver casos, onde zelar por aquilo que cativamos pela potência que é e não pelo poder que nos representa (ao convergir com nossa potência).

Parece, porém, que a forma mais comum se trata do efeito que a presença e o compartilhamento do Outro em um espaço de valores e ações chamado Nós e do qual somos – ao menos deveríamos ser – fiéis depositários de nossas mais puras motivações, inspirações e aspirações. Justamente o motivo pelo qual temos ciúme (e como veremos a seguir, também medo): julgamo-nos proprietários desta entidade projetada em e por nossa interação, uma impressão dual em contrastes que moldam nosso ânimo e conduzem sutilmente nosso pensamento e ações como molas propulsoras.

É neste lugar, este momento da interação, que surge a possibilidade do medo que, emerge do êxtase que a interação com o Outro nos provoca e a vontade de manter tal estado em cultivo; decréscimo ou perda são projetados no Outro, ameaça ativa ou passiva ao nosso estado desejável.

Temos medo do Outro nos tirar o chão – direta ou indiretamente – ao invés de ter a coragem de bater nossas asas: é nosso o ânimo que nos eleva. A perda do Outro enquanto objeto impulsionador não deve afetar o sujeito elevador – somos nós os condutores, canalizadores do processo de superação à elevação.

Somos livres para amar e assim livres para dar o valor a cada detalhe, a sustentar toda história. Somos nós que damos asas ao sublime do Todo que a tudo perpassa.

Que a fome seja por felicidade e o apetite co-medido à constante satisfação, sem perda ou saturação.

No desejo de realizar a boa vontade,

domingo, 29 de dezembro de 2013

Amor, a meta-condução

Amor é o tempo de compreensão das vontades.
Amor é o espaço de compreensão das vontades.
Amor é o conhecimento da compreensão das vontades.
Amor é o processo da compreensão das vontades.
Amor é a sabedoria da compreensão das vontades.
Amor é o sinal da compreensão das vontades.
Amor é a compreensão das vontades.
Amor é das vontades 'autopreensão'.
Amor é a gestão das vontades;
____ e as vontades, pura in-forma-a-ação.
Amor é a considera-a-ação das vontades.
Amor, a meta-condução.
Amor, intensa-ação.

 Na gestão da informação, Amor à sustentabilidade,

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Amor traz sorte

Amar apesar da certeza da morte,
Amar pra fazer da vida boa sorte!

O Amor confere a certeza

Não sinto pena
A vida não tem fim nas indecifráveis ruas de Ipanema
O que brota das andanças
É uma saudosa tristeza
Que emerge das mudanças
E do apego à beleza
Do que um dia já foi e já não é mais
Minha alma navega nos meus sonhos
Enquanto meu corpo só cais
Já não há terra à vista
E o que antes eram pesadelos medonhos
Agora são apenas mais uma pista
De que amar é preciso
Justamente viver, sem ser indeciso

Na certeza de que só o Amor nos traz,

domingo, 20 de outubro de 2013

Amor, romântica razão

Pensei que não tivesses me amado.
Mas que injusto que sou com o Amor.
Me amaste, teu erro foi não ter confiado,
No sentimento que emergia silencioso e com dor.

Nada grandioso nasce sem conflito.
A dedicação é que faz do bruto o bonito.
No jogo do Amor o que vale é a romântica razão.
Fostes prática ao invés de se entregar à lógica do coração.

domingo, 13 de outubro de 2013

Love, Sacred Empowerment Lasting Faith (Self)

Feel blessed
While the wind of change
Empowers your journey
- bow to your inner wisdom and rise

To your destiny and beyond
Believe in your path
Shape your dreams
- be the horizon you want to live

At the shinning dawn of your(new)Self,

domingo, 29 de setembro de 2013

Aude sapere et semper fidelis Amor

Se os Amores são cada vez mais líquidos, só nos resta pedir mais uma dose e brindar a Eros, cosmificador do caos, que por tortas linhas tece a eternidade, atualizando a cada ciclo de con-fiança o significado de respeito, honra, comprometimento, lealdade e fidelidade.

Mais do que perguntar se é possível ser fiel nos tempos líquidos de uma sociedade tão altamente fragmentada quanto conectada dos dias de hoje, é se perguntar sobre ao que se quer - pode e até deve ser fiel.

Ao desejo, este volátil combustível do Ser?

A uma idéia, frágil fragmento de uma obscura totalidade desconhecida em constante "plasmificação"?

Ao Outro, este desconhecido em devir, mutante de nossas expectativas e projeções e ao qual poucos dão espaço para revelar-se em sua plenitude sem julgamento e a maioria enclausura em seus enquadramentos? Fulano, o que há contigo, não estou te reconhecendo...

A um nós que é tao construído quanto o Eu – frágil diante de tantos estímulos e obstáculos internos e externos?

Ao que então devemos ser fiéis? A valores? Valores criados por homens demasiadamente humanos e falhos e que de tempos em tempos são revistos e atualizados?

Sim, a valores, mas não estes e sim aqueles, que nos norteiam em nossa busca, que não estão fora em algum lugar paradisíaco, mas dentro de nossos corações – os valores que regem nosso destino e que nos tornam Ser em constante devir.

Sê fiel a teu destino – e flui em harmonia com o todo. Respeita a maré, considera o vento, faz do contexto teu aliado e nunca tira o foco de teu objetivo mais alto; mesmo que seja apenas uma utopia – é para isto que nos servem o sonho e a imaginação.

Ouse ser fiel a seu destino. Sempre em frente – respeitando tudo, considerando o necessário.

aude sapere et semper fidelis Amor - atreva-se a ser o amor sábio e sempre fiel

No líquido que atualizamos quando interagimos,

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Amor do céu

Amor é a força esclarecida (fé) de suportar as perdas e saborear as conquistas.
Pois tudo na vida é transitório; passageiro como o coração, criado pelas nuvens, transformado pelo vento.
Não é tudo um mesmo céu?
Mente em discernimento. Movimento convergente de alternancias atualizadoras de opostos complementares.
Contemple; pela janela de sua alma aprecie seu viver.
Veja. Agradeça. Honre.
Vah. E vença.
Coloque coração na base de referência de toda imagem-ação.
No coração que pulsa unificado em ritmo não-dual,

sábado, 7 de setembro de 2013

Amor, Estrela Solitária, Constelação Gloriosa

Uma voz me perguntou se me sinto sozinho mesmo tendo várias pessoas perto de mim...

A resposta é clara, afirmo que sim.
A maioria das vezes, se eu pensar pelo ego,
Mas se a algo maior me entrego
Já não me sinto só

E esse encontro, que beleza,
Acontece normalmente na natureza,
quando abandono tudo
quando estou só.

Não me sinto solitário
Não mais sofro desse sentimento imaginário
De quem ainda não aprendeu a conjugar-se poesia
Ritmo, rima, uni-verso, alegria

Na métrica da vida,

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Amor, intenção pura que dá frutos

Vi essa árvore crescer,
o tempo passar,
histórias ramificar,
vida se suceder.

Na semente que dá frutos,

Amor, pura atenção plena motivação

A qualidade do espaço é fruto da qualificação de nosso tempo, conscientização de nossa vontade, purificação de nossa intenção.

Na atenção plena à nossa motivação pura,

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Amor, autopoiesis do Ser

Sou todo sentidos e um pensamento: sempre escolhemos aquilo que nos satisfaz; que satisfaz o sentido escolhido, vontade que converge a partir de metavontade à meta da vontade.

Somos este ciclo de aperfeiçoamento, vontade em devir, arte em movimento.

Na autopoiesis,

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Quem ama, sabe: saboreia o Amor, a maior das filosofias a cada gota de vida

O Amor é a maior das filosofias porque é a coerência per se : é princípio, meio sem fim em constante aperfeiçoamento.

No sentido convergido pelo pensamento a partir dos sentidos, sabedoria que saboreia o viver,

Das r-evoluções do Amor que levam ao Ser em Rede

The uni-verse is a poem with one metric - love.

O uni-verso é um poema com uma métrica única - Amor.


                                                                      Teia de Indra

A teia de Indra é a representação mitológica hindu que compreende a vasta existência interdependente: a cada interação da rede encontra-se uma joia. Cada joia reflete a luz de todas as demais joias; cada reflexo então é um reflexo de todos os demais reflexos em um sistema de causa-efeito sem fim - e, portanto, sem começo senão o arbitrário; similar à oposição de dois espelhos e a ilusão de seus caminhos infinitos, tudo começa com uma intenção.

A ideia de que se pode olhar para qualquer uma das jóias e ver todas as outras joias em uma matriz infinita de reflexões interdependentes é semelhante à forma como podemos olhar para uma flor e ver o reflexo de todo o Universo e tudo o que ele contém, dentro dessa único flor, incluindo todos as concomitantes relações de interdependência mútua e processos.

Este padrão se repete no macro e no micro, assim na Terra, como no céu - tudo é beleza calculada; emanação desejada, intenção determinada.




Este é o padrão criado ao longo de oito anos pela relação entre as posições relativas de Vênus e Terra em suas órbitas ao Sol. Vênus orbita o Sol 13 vezes a cada 8 órbitas terrestres, vulgo anos.

E em todos esses anos, estamos a 19 cliques de distância.



Na órbita do Amor que tece toda Rede,

Amor maior

 

Ame - como o nosso planeta nos ama.

Acolhe, nutre e deixa livre pra evoluir.

Sinta como humano, pense como terráqueo, aja como um Ser.

No sentido que sustenta todos os sentidos, Amor que sustenta a Rede que somos,

Saúde é quando há Amor, presença que tudo cura

A comunicação põe em comum dois estados antes distintos - e o que é a saúde senão a firmeza de consensos? A dor nos mostra onde precisamos superar uma etapa, marcada pelo sofrimento; é apenas um marco na longa jornada. A saúde é o diálogo convergente a um novo estado de superação entre o estado firme, zona de conforto que consideramos sadia, e a enfermidade, a não firmeza representada pela mudança a qual todo nascente está exposto. Na presença que tudo cura,

Desejo Amor

Desejo vem do Latim DESIDERARE, “fixar atentamente as estrelas”, formada por DE-, prefixo intensificativo, mais SIDERARE, de SIDUS, “astro, estrela”.

Pense duas vezes naquilo que estás desejando, considerando sua expressão máxima.

O céu estrelado sobre mim ganha outro significado e nesta reflexão revelo a moral em meu coração - é uma more+all.

Desiderata (palavra latina, plural neutro de desideratus, -a, -um, particípio passado de desidero, -are, sentir a falta de, perder, desejar, esperar, procurar) s. m. 
As coisas que se desejam e ainda não existem. = ASPIRAÇÃO, DESIDERATO 

Isto ressalta bem a noção de aspirar a ação à sua expressão máxima. O desejo como meta que se aspira alcançar - não apenas como impulso; mas a consciente relação entre meta+impulsão, eis o vetor da inteligencia.

Desiderata é um termo derivado de desiderare, o que revela que aspiramos que nossa ação se eleve às estrelas - disto em uma época onde o céu era estrelado de tal maneira que nos lembrava de nossa humilde existência.

Saiba desejar seu desejo, expresse-o detalhadamente, a arte está na minúcia.

No desejo que inspira, motiva, organiza, compartilha e sustenta o Ser em Rede,

Amor, gentileza que vem de dentro

Somos menos evoluídos do que os avanços tecnológicos (re)velam. Falta-nos gentileza no trato interpessoal e no trato da informação em si. Somos rascunhos em evolução, esboços de nossa divindade; projete-se!

Na intenção que constrói, ponte para o Ser em Rede,

Amor, o verdadeiro quarto poder

Abaixo à ditadura da informação. Viva a emergência da consciência - e a consciência, mais do que com informação, trabalha com sensibilidade e intenção.

Na sábia condução, mídia sustentável,

Amor, combustível de toda superação

Cada um tem seu tempo e jornada; não se compare, se supere.

No Amor que nutrimos em nosso Ser, combustível de toda superação,

O Amor nunca erra

Só se aprende errando; quando se acerta é porque já se sabia ou se teve sorte - e neste caso, se goza do acerto e não se retem o aprendizado, néctar de toda experiência.

Erra-se o necessário para definir-se o acerto.

No acerto ou na aprendizagem, nunca na culpa, porque nunca no erro, responsabilidade pura,

Amor tecelão

O conhecido tende a desqualificar o desconhecido como adversário - como a agulha, o pano e a linha. Primeiro o desqualifica como inferior; depois o qualifica como adversário - sempre tendo como métrica sua própria medida do universal. Na ponte entre pontos, tecendo a grande rede da vida,

Egito, Amor antigo

Para os egípcios antigos, o coração é o centro da sabedoria, morada da alma.

No Faraó que reina sobre a razão e as emoções, filho do Sol e da Lua, que brilha em nosso peito,

Amor, única Weltanschauung sustentável

Minha WELTANSCHAUUNG é balizada pela noção de FRATERNIDADE DE ELITE - qualificação do tempo - e ASHRAM - qualificação do espaço -, convergindo a uma ideia de ação que moraliza o Estar, tecendo o Ser sustentável.

Na senda, entre São Bento e Gandhi, buscando Ser,

A verdadeira Arte é viver no Amor

A Arte emerge vitoriosa do confronto de intenções;

Na vontade pura que manifesta representações,

O corpo do Amor

O corpo pode ser um obstáculo ou um aliado, dependendo da perspectiva de abordagem, mas definitivamente é p(otencial)arte da jornada - tela na qual obramos nosso Ser, matéria-prima primordial na qual nos esculpimos.

Notar o corpo é um passo importante na dança da evolução.

No diálogo compassivo,

terça-feira, 30 de julho de 2013

Amor, mira e alvo

Somos capazes de parar de errar. Basta afirmar esta vontade no confronto com as demais (vontades).

É uma questão de força interior que costumeiramente só reconhecemos quando fraquejamos, ou melhor, almejamos.

Como é forte a tenta-ação. Há tantas possibilidades; não se culpe. Não carregue cruz mais pesada do que o céu lhe deu em seu mapa natal. Não há pecado, há hamartia - erros de alvo; e todo alvo é uma meta condicionada, um valor estabelecido.

Há inúmeros sentidos possíveis, mas qual o destino desejável? Lembre-se que errar vem do Latim errare, que significa “vaguear, andar sem destino, cometer um erro, transgredir”.

Preocupe-se em determinar sua meta e em afiar-se - a cada respir-ação temos uma nova oportunidade de acertar o alvo; sempre elevando o mesmo a abrangências ainda maiores, englobando ainda mais seres como beneficiários de nossas ações.

Se nem Cristo ficou preso na cruz, ressuscitando após três dias, respire fundo três vezes após um erro, contemple a jornada, aprenda a lição e siga adiante humilde e soberanamente.

Na queda que nos ensina a levantar e andar com mais cuidado, arco e flecha do Ser,


Obra-te arte, Amor!

A arte enobrece o Ser. O Amor, obra.

No atelier de nossas almas,

Amor, cultivo sustentável do destino que é Ser

De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois...

Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer...

Que vejo flores em você!



Lembro de tão pouco...
esse vazio que quase me deixa louco.
Quero ser eu e desapegar,
deixar você ser você.

Não deixar de viver algo porque algo me desagrada,
mas vivenciar tudo em diálogo franco com minha empreitada.
Agir na ação, nunca na negação.
Mais atos, menos imaginação.

Na flor que desabrocha em nosso coração,

O Amor vê flores em você

O Amor cria jardins nos olhares, foca a beleza das pétalas, organiza o ornamento das folhas, sustenta a firmeza do caule, releva a suspeita dos espinhos, mas o cheiro, o Amor desperta a imaginação do aroma de cada interação.

Que façamos de todas as recordações, boas e más, lições de humanidade para humilde e soberanamente sermos cada vez mais quem somos, errando menos, acertando mais, aceitando as diferenças, nós, que somos tão iguais.

Que minhas ações futuras sejam mais honestas - a começar comigo mesmo -, que não negue minha vontade e respeite a do próximo, que faça destas as margens de minha estrada e da superação do dualismo minha jornada.

Que semeie sorrisos, ceife ilusões e cultive bons encontros - aqueles que aumentam a potência das partes e emergem ao Todo.

Que meu presente dignifique ações futuras e recordações passadas, que eu aceite meu destino na escolha de minha liberdade - que qualidade quero vivenciar condicionado à experiência deste corpo?

Amor pulchram voluntas - o Amor torna bela a vontade. Que a paz seja teu caminho e o Amor o teu guia.

No jardineiro do Ser,

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O Amor doa

DOA
- imagina que és um copo cheio de água
e que te curvas ao Sol;
neste movimento, és catarata,
te derramas a preencher teu mundo com o conhecimento que recebestes de todo universo
- E ENTÃO ESTÁS LIVRE NOVAMENTE PARA RECEBER MAIS.

Na Lei que tudo rege,

Amor policrático

Pelo princípio do pensamento digital não há de fato pensamento oposto, tudo é apenas uma questão de lógica convergente; qualquer debate polarizado representa a visão ultrapassada de democracia - a democracia é uma policracia, não um monólogo; são discursos em con-fusão, onde quem estabelece a ordem é a motiva-ação.

Na intenção determinante,

Sabedoria, a colheita do Amor

Acolher o tempo na fluidez de cada grão.

Na colheita do tempo, cultivo do espaço, sabor da dor que ia,

Amor, condução da vida sustentável

Viver é envelhecer uma experiência de estar no constante fluxo da transformação que é Ser.

Ser, Estar e não-Estar.

Na condução da vida que se deseja,

Amor, pura paixão correspondida

Amor é...

paixão correspondida,
intenção sentida,
motivação manifesta,
intensidade que atesta.

...a imensidão que zela.

Quantidade
Qualidade
Forma
Conteúdo

Com+paixão é se adequar para o máximo poder da convergência vivenciar; é ter como meta uma ideia e a ideia como meta; é sair de si e observar a ambos e demais, forjando a rima mais bela que dê ao contexto um valioso verso, poesia a ser vivida de frente, lida na pausa de cada respiração, encarando-se a beleza do encontro, regozijando-se pela arte, sentida na métrica do a dois.

Inspirado no drink de Maracujá com Licor 43 que me foi apresentado pela amada e ao qual batizei com este nome - Dolce Vita, Pura Paixão Correspondida.

Na harmonia entre as partes, homeostase da relação, sabor dolce vita,

Amor fluído

Minhas asas se ancoram na plena fluidez de meu Ser.

Na âncora da compaixão, asas do Amor,

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Amor, escolha afirmativa do destino

O Amor se afirma no destino que se escolhe.

Nos dados que se joga, nas regras que se consente,

No destino, o Amor

Quer ser um pré-destinado?

O destino não é bom ou mal, ele apenas vem.

Afirme-se em seu destino sendo fiel aos princípios escolhidos.

Na escolha consciente da ação, qualidade e direção, que sustenta a visão, intenção que fecunda valores,

Amor, consciência da alegria de Ser

Na luta do Amor a melhor estratégia é se entregar.

E se há medo desta entrega realizar, é porque o Amor se precisa conscientizar.

Nada mais.

Ao verdadeiro Amor só resta a entrega.

Na incondicional alegria de Ser,

As Valquírias do Amor

Percorro meu Ser, confiro meus corpos; no campo de minha batalha há muitos mortos e feridos, vontades moribundas, sonhos esquecidos.

Sou Bünnhilde, a disposição, pronta para a batalha, sempre; sou também aquela heroica vontade que tudo deu de si – aqui venceu, ora pereceu, de toda sorte sou a face de mil heróis, sorvo suas virtudes, minha sede é guerreira, sou a convergência das virtudes da vontade, sou a escolhida do desejo.

Sou Siegmund, a vitória dos menores, daqueles que não tem voz, da vontade que ainda não se vingou.

Sou também Sieglinde, a vitória tranquila, em cujo braços me deito confiante para gerar a semente livre que despertará a paz da vitória.

Sou Wotan, o desejo que trovoa todas as vontades; e como berço de toda vontade, temo Alberich, o Senhor Espírito da Natureza, como todo poder constituído pela potência das vontades, temo por meu fim e temo por não me realizar por inteiro, logo eu, Senhor dos Deuses, raio e trovão; temo a natureza, pois não sou livre, sou preso às minhas crenças e criações – crio a liberdade, mas dela sou refém.

Sou a Paz da Vitória sobre mim mesmo, sou a libertação da liberdade, sou a liberdade do si mesmo, vontade que se entrega, sou Siegfried, aquele que matou o Dragão, vontade que se esclareceu – Amor que forjou-se a partir do impulso reptiliano; sou Übermensch, nem humano, nem divino, apenas algo além – para todos e para ninguém.

Minha casa XII é Valhalla, onde o Ceifador guarda a virtude heróica imaculada; sou de estirpe guerreira, meu destino é a glória, minha crença, vitória.

Sou Amor fati - sou Jupiter-Saturno, aceito e transformo meu destino, sou fiel à minha imagem e semelhança, construo o mim mesmo.

O Amor à busca ou a busca do Amor

As pessoas buscam melhorar os negócios, aumentar a renda, mas raramente buscam a verdadeira, primeira e última liberdade - o auto-conhecimento que liberta, pacifica, potencializa a felicidade nata e garante assim a melhora holística e sustentável; também os negócios e a renda.

Vá além de ti, mergulha em ti mesmo e entrega-te ao Todo - garanta assim tua parte. Encontra em ti toda humanidade; aperfeiçoe esse valor universal.

O quem e como depende sempre do por que/porque; para que todos possam se beneficiar, cada um tem que se responsabilizar.

Na escolha de seus princípios e coragem de sua sustentação,


Do Amor, da emergência e da Rede

A violência é a linguagem da emergência inconsciente.

A paz, linguagem da evolução dialogada, emergência consciente da felicidade inerente ao Ser.

Na consciência da interdependência,

A Jihad é Amor - luta interna, generosidade exterior

Meu corpo é o tatame que abriga a Jihad essencial, única luta possível, terra santa peregrinada com oito passos que contornam o meu Ser.

Nos oito passos - caminho óctuplo de Buda, feng shui da vontade,

Amor, qualidade do momento, gesto do Ser

A qualidade do momento está ligada à intenção de cada gesto - e gestos bons não precisam de desculpas, precisam de mais corações respirando vontade de colaborar (ao invés de ter razão).

Que a Luz reflita sobre si e se transmute em gentileza colaborativa emanada por todos.

Gostaria de chamar atenção à partícula SI, propositalmente substituindo o TI.

Comumente desejamos Luz aos outros e esquecemos de aplicar a mesma Luz em nossos atos, muitas vezes devido a um inconsciente sentimento de superioridade. Deseje Luz ao próximo verbalizando, mas também inspirando através de seus próprios atos - que cada gesto compartilhe gentileza.

Generosidade gera felicidade.

Na felicidade geradora,

Em respeito ao Amor, respeito ao sagrado

Não façais da casa de meu Pai uma casa de negócio.  ~ João 2:15-16

Parece que muitas Igrejas, inclusive a católica (ao menos historicamente), precisam reler sua escritura.

E não apenas no Cristianismo: o dharma shopping e outras manifestações da espiritualidade fashion, ardilosas armadilhas do ego, revelam que a transposição dos hábitos cotidianos para o ambiente sagrado é um comportamento que interliga as fronteiras das crenças e demonstra que as religiões estão falhando em sua missão primordial - re-ligar o indivíduo à sua fonte primeira, o Amor, através de uma jornada de purificação de valores e crenças, rumo a um comportamento sustentável ancorado na motivação pura de beneficiar todos os seres.

Buda está para o Hinduísmo, como Jesus está para o Judaísmo. E ambos estão para a humanidade como irmãos maiores.

É só o Amor - o resto é conceito; somos todos um em união não-dual.

No caminho que todos percorrem,

Amor, sorriso cotidiano

Sorria para si e seja gentil consigo e com todos que entrarem em contato com sua existência. A vida é mais do que aquilo que passa na TV - é o filme que se projeta na mente-coração.

Sê teu diretor e personagem principal, atue no roteiro d(e tu)a vida com Amor e devoção.

Eu te Amo, tenha um bom dia.

Na Luz, câmera e ação que ocorrem a cada pulsação,

Amor, lança e escudo

Além de qualquer categorização e conceituação, conecta-se ao que é bom, sem julgamento - principio da liberdade primeira e última, âncora e asas do Amor.

Na abertura que é viver, fé baseada no Amor,

Amor à criança interior

Minha criança interior (não) é (mais) um alien a quem reencontro como amigo, de braços abertos - é a força (da pureza e da sensibilidade) que me torna um homem com a clareza e resiliência para Amar.

Só os fortes amam - eis o ponto de convergência onde Nietzsche e Saint-Exupéry se encontram.

Na fraterna aceitação de nossas diferenças internas,

Amor, exercício da virtude

Se Odin sabia que os deuses morreriam no Ragnarok, por que montava seu exército mesmo assim? 

Por que enviava suas 9 filhas, as valquírias, representantes da virtude guerreira, para escolher os melhores soldados?

É por acreditar poder mudar seu destino? 

Ou será que é simplesmente para exercitar-se em sua virtude, posto que hábito?

Será que temos a liberdade de mudar nosso destino ou no fundo isto tanto faz, sendo o importante aperfeiçoar-se o que se é e, assim, quem sabe, emergir a um destino concebido corajosamente no confronto das forças que nos tornam assim, demasiadamente humanos, divinamente imperfeitos em busca de superação.

No exercício da virtude,

O pensamento do Amor é a memória

O pensamento é uma memória que vem do passado (recorda-ação) e do futuro (imagina-ação), refletir o (valor-ação) presente.

A imaginação é o projeto que idealiza a ação; a recordação, a avaliação que retoma a cor da ação (coração) expondo habilidade e intenção.

O Amor é a forja em busca da perfeição do Ser, alternando o Estar entre o extremo frio das recordações e o extremo calor das imaginações, moldando a memória no presente fluxo dos acontecimentos.

Na ação não-dual da mente, imagina-ação e recorda-ação que balizam e margeiam toda sustentável ação,