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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

In+Tu - o Amor


   
 Louco ou Herói
esta dúvida me dói
empreendo sozinho
mergulho em mim para trilhar meu caminho


Mais que conexão
dialogo com minh'alma
manifesto com calma
Do Todo a ação


Sei do que quero
na prática me esmero;
De dentro emerge a inspiração
a força da Luz da mente-coração
Gesto, projeto, intenção
mãe de mim mesmo
não vivo a esmo
sou pai de minha criação




Empodero-me do que quero
Sou a Vontade que se quer, sou aquilo que busco
Disciplinado e sincero
Comigo não tem lusco-fusco
Não há certeza maior
que a fé racional
superação animal
do ferido ao curador
Do aprendizado das relações emerge minha mensagem
A verdade que fica é a coragem
a escolha consciente
o Amor vivente








Nas rédeas, o foco
o ritmo sou eu que toco
minha é a atitude
- mesmo que tudo mude
não importa o evento
- meu é o momento





A Verdade assombra, mas não dói.
Sou mesmo o Louco em sua Jornada de Herói.

Na senda do Amor, que nos encoraja a viver,

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Amor - gestor da informação, filosofia da sustentabilidade

O Amor é a metodologia que organiza o fluxo da convergência das 4 forças arquetípicas do Ser no espaço-tempo através do conhecimento; é o princípio organizador do Caos em Cosmos, meta que confere sentido ao destino e sustentabilidade às ações.

As 4 forças arquetípicas do Amor que atuam na gestão da informação e compõem a filosofia da sustentabilidade são:

Eros (impulso/busca//sinal/dado)

Ágape (organização//dado/informação)

Philia (encontro/união/compartilhamento//informação/conhecimento)

Fati (processo/destino//conhecimento/sabedoria)


Formas pelas quais as forças se manifestam:


Sabedoria primordial (espaço)

Sabedoria transcendental (tempo)

Da sabedoria primordial (caos) emanam sinais - 0 e 1 - que buscamos (eros) organizar em dados (ágape)para determinar informação (philia), que compartilhamos como conhecimento (fati) gerando um ciclo de sabedoria transcendental (cosmos); a meta do Amor é tornar as ações coerentes, revelando a enteléquia contida no caos, realizando o chaosmos (universo digital).

Na generosidade, um passo do Amor, como o cuidar,

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O re-curso do Amor

Tem um traço em melodias que instam ao Amor e que deixam a alma saudosa de algo que não sabe o que.

É como se esta melodia sempre tivesse existido, como se essa música tivesse sempre tocado e embalado bons momentos, ritmado a vida em bons tempos que nunca voltam.

Mas como se nunca estiveram? O que então é a memória? O que são record-ações?

Não somos a convergência de interpretações de fatos do passado e conjecturas do futuro embebidos nos sentimentos atemporais presentes, onde a razão é o feixe de luz que traz clareza, nos conduz e salva do afogamento no mar de emoções?

Não somos representações de arquétipos buscando usar novas tintas, particulares combinações para universais estruturas?

Não são passado e futuro plataformas a partir das quais pensamos, atuamos e moldamos nosso presente?

Não é o Amor o re-curso que endireita o ciclo à espiral evolutiva para confirmar nossa ascece?

O impulso que motiva, a ordem que conduz, a união que confirma, o fluxo que satisfaz; afirma e sustenta o mito, herói em nós: filtra e reforça os valores em uma melhora cíclica dos ciclos.

Na faixa de Beirute, abandonando a arma de caça, o papel de caçador e de caça, sustentando o jogo, sem apego, sem fazer parte, apenas jogando, sem matar o Rei, sem perder a realeza,

domingo, 15 de junho de 2008

Amor universal viaja de cometa e vibra assim na Terra, como no Céu

Esse desenho animado australiano realizado por Nick Hilligoss, primeiro lugar em curta-metragens no Festival de Berlim 2008 e abaixo 'embedado' me fez relembrar algumas idéias e textos que escrevi sobre minha própria teoria criacionista, filosofia de vida e cosmologia.

Além de ser uma obra-prima da animação, prima por nos levar no mínimo a uma coceira mental e questionamento de tantas 'coincidência'.

Aproveito para falar um pouco sobre meus supra-citados pensamentos logo abaixo do vídeo e lembrar que Nelson Rodrigues já dizia: 'Deus está nas coincidências'.




Vamos então sem mais rodeios laçar as coincidências antes que nos escapem.

Em uma aula de cinema na PUC-Rio, no final do séculos passado - sim, estamos falando do final da década de '90 -, o Prof. Pedro Camargo - grande mestre e amigo - interrompeu a análise de um filme com o anacoluto sobre a ' coincidência' no formato de Cometas e Planetas com os de espermatozóides e óvulos; isto unido ao fato dos astrônomos afirmarem se tratar dos cometas como os semeadores de vida do Universo, voilá.

Molda-se a partir daí toda a minha cosmologia e maneira de interpretar meu mundo, sempre buscando correlatos na natureza, analogias e paralelismos entre as distintas esferas, macro e micro, fatos que se confirmem no pluralismo, que para mim constituem assim o verdadeiro uno.

'Engraçado' o bobo-da-corte viajar/se transformar num cometa, não?

Outros correlatos instigantes usados na animação - alguns também trazidos por experiência própria - que nos levam a pensar e questionar as diferenças existentes entre as diversas linhas e versões para o Todo e para tudo:

  • cometa-planeta X espermatozóide-óvulo
  • dimensão humana - aqui abordei apenas a questão física, sem enveredar pela questão do livre arbítrio e karma, como exemplos ligados ao ato humano de vibrar e construir sua própria realidade
  • uso da metáfora de Adão e Eva,
  • uso da metáfora do pecado original - que para mim não foi a ingestão da maça vermelha ou o ganho do conhecimento, mas sim a ingestão de carne animal - representados pelo vermelho-sangue da maça, fruta utilizada na cor verde nos Vedas para falar do vegetariano e libertador do sofrimento animal Buda -, primo-irmãos a quem deveriamos cuidar, bem como nossa natureza preservar,
  • a relação necessária e urgente entre Trindade e Trimurti, evidenciada no post sobre a eternidade do Amor

Não são todos relatos moldados a partir da língua e cultura de determinado povo, que na verdade se apropria da energia arquetípica e a aprisiona em palavras e junções conceituais para facilitar-lhes a compreensão? Com esta facilidade alcança-se mais pessoas, mas perde-se a unidade do mistério, sua riqueza que a tudo abarca e possibilita e gera-se um mesquinha disputa pelo versão mais valorosa. É como se apropriassemos de um pote de ouro e competissemos para ver quem tem o maior pote, quando nos esquecemos da fonte inesgotável que é o Rio de Ouro, o Rio da Vida.

Isto tudo somente me reforça o conceito budista do não-conceito supra-dualista, supra-conceitual e até o próprio Deus intelectual de Spinoza e a Vontade que tudo perpassa, de Schopenhauer: obviamente que apenas o fato de darmos um nome e significado ao não-conceito, à vacuidade, à Deus, à Vontade já aprisionam entes infinitos a partir da finitude da compreensão humana, que busca contudo se expandir para se estabelecer na plena consciência.

Eis onde reside o mistério do amor, divino mistério da vida. Por mais que tentemos entendê-lo, é necessário vivenciá-lo: à vacuidade, à Deus, ao mistério, ao Amor - aos inúmeros nomes dados àquilo que nos acende e ascende, ilumina e guia.

Reparem em nossa constituição física: de braços abertos e carecas ou até mesmo de braços juntos e cabeludos, assemelhamo-nos a antenas, captamos energias, filtramo-nas e através de nossos pensamentos e sons vibramos e construimos realidade, como muito bem evidenciou o filme 'Quem somos nós'.

Se juntarmos as figuras dos dois parágrafos acima ao fato de que estamos na superfície da Terra vibrando [de maneira desordenada - tanto que estamos acelerando nosso tempo e vivendo cada vez mais uma correria sem fim] e olharmos com atenção à superfície de um óvulo, veremos que ele está repleto de 'anteninhas' que vibram atraindo e/ou repulsando os espermatozóides, escolhendo aquele que irá fecundá-lo (o óvulo). Não seriamos nós estas anteninhas terrestres?

Pra coroar as coincidências: 'assim na Terra, como no Céu' - o macro está representado no micro. As diversas dimensões e esferas - da matéria para o metafísico; do micro pro macro - são acessadas pela vibração, tal qual a molécula da água, quando gelo, vibra menos e vai vibrando cada vez mais até passar ao estado gasoso.

O amor é esta vibração que cria, dá forma e transforma, vivifica, anima, impulsiona. O amor é este supra-conceito não-dualista, que não distingüe um-e-outro, mas apenas organiza os fatores para gerar maior valor - tal qual uma mandala.

É assim que necessitamos vibrar para atrair boa energia universal para fecundar positivamente nossa Terra - nem que seja com nossas próprias idéias ressonando diretamente aqui ou ecoando do céu; quer seja a salvação vinda do universo ou do nosso interior, não importa, é tudo uma coisa só, interdependente e não-dual.

No amor, maior e único conceito sustentável, mahamantra universal supra-lingüístico