Amar é o caminho. Ama-se quando se caminha em paralelo com alguém, na mesma direção.
E quando é em direção contrária? O Amor é tão magnânimo que ainda oferece o mapa e os conselhos, posto que vindo daquela direção para onde o Outro irá - estarão conectados, o (re)conhecimento os uniu. Grandioso, braços abertos para o reencontro que em algum momento ocorrerá, pois todos os caminhos levam à Roma - então não importa se de trás pra frente, é sempre Amor: as mesmas letras, outras maneiras, igual essência.
E quando os caminhos se cruzam? Ao invés do choque antagônico, o prazer harmônico, deleite de mesmo por instantes ocuparem o mesmo ponto da trajetória, do Tempo e do Espaço - eternidade aprisionada em momentos, liberta pelo orgasmo, estendida pelo gozo dos prazeres comuns, mas sustentada somente pela sabedoria de se buscar retomar os caminhos, que mesmo paralelos, podem e devem se cruzar nos momentos que nos tornam humanos para cumprir o devir e o dever de trazermos o céu para a terra.
A sabedoria do paralelo cruzamento deixa um caminho belo para trás e tem à sua frente promissores passos que evocam e enunciam - tal qual a dança das abelhas - a beleza da eternidade, na forma de trilhos que se cruzam e continuam, representando o símbolo do infinito e da espiral do DNA.
Na visualização do caminho,