segunda-feira, 8 de abril de 2013
Amor, admiração e reverência
“Quanto a mim, as coisas podem ser mera aparência, neste caso, também eu sou aparência, e assim serão elas sempre meus iguais.
Eis o que as torna para mim tão caras e venerandas: são como eu. Por isso posso amá-las.
E com isso te comunico uma doutrina que te fará rir, ó Govinda: tenho para mim que o amor é o que há de mais importante no mundo.
Analisar o mundo, explicá-lo, menosprezá-lo, talvez caiba aos grandes pensadores.
Mas a mim interessa exclusivamente que eu seja capaz de amar o mundo, de não sentir desprezo por ele, de não odiar nem a ele nem a mim mesmo, de contemplar a ele, a mim, a todas as criaturas com amor, admiração e reverência.”
Siddartha, Hermann Hesse
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Amor, carinho que conquista sutilmente
Dizem
que AH! foi a única sílaba que Buda proferiu e que continha todo seu
ensinamento, disponível para todos - ouvidos e idiomas.
Sufismo e Budismo - sabedorias que dançam entre o ser o não-ser, contemplando o infinito.
E do rochedo emerge a verdadeira fortaleza - da alma, a calma e singela beleza.
No poder do sutil,
quarta-feira, 21 de março de 2012
Amor - longo, breve, intenso, eterno - vazio sentido e convergido em sentido
O vazio
do silêncio
do sentido
da ausência
dá espaço
à carência
à solidão
à tristeza
tudo pára
pára tudo
que se quer descer
de onde
para onde
chegou-se
à aporia do Ser
magnífico lugar
esplêndido tempo
- do vazio emerge um novo vento
interno - o silêncio
da liberdade brada
aurora que anuncia
a construção de um novo Ser
que sem caminho
criou asas
e meditou
forjou seu novo espaço na mente
- e planejou
e seu planejar é ação
não há distinção
é tudo harmonia
em suave tensão
entre relativos que se convergem
em absoluto espaço
infinito modus do corpo-fala-mente
entre o Ser e o não-Ser
o foco no Estar e Fazer
e o regozijo no acontecer
contemplar o fluxo
escolher o destino
sentir o vento
içar as velas
viver
enquanto brilhar o longo dia
até a breve noite vir me acolher
Na sustentável leveza do Ser,
Amor, métrica da abertura do Ser
Abertura
ternura
acolhimento
do momento
fruição
fluindo
indo
além
pelo bem
por todo tempo
por todo espaço
através do conhecimento
por Amor
sem algo
sem alguém
por rima
fazendo poesia
criando uni
frentes e versos
Na métrica do Amor que dita abertura,
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Amor curador de mundos
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Amor purificador
Amor de fato purifica a dor.
Inspirado pela prática da sadhana de Vajrasattva branco na Lua Nova do Saga Dawa 13.05.2010 realizado no Ped Gyal Ling.
ཨོཾ Na mais excelente exclamação de louvor, aspiração sincera de que todos possam se beneficiar,
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Amor, louca reinvenção do Ser a partir da Shamata
PULSO.
A mente ainda reage.
MENTE.
As mãos ainda manipulam.
PULAM.
E os macacos de galho em galho.
OLHA TEU RABO!
E lá vai o elefante, errante.
TROMBA.
Cai. Se levanta. A mente.
VOCÊ?
Senta. Medita.
OUTRA PESSOA.
E eu?
NÃO EXISTE.
A não ser na pureza de nossos corações.
SHAMATA.
Permaneça calmo.
AME.
Reinvente-se entre o Ser e o não-Ser, o eu e o outro;
AMOR, torna-te o que tu és
Ó BODISATVA, segue teu caminho.

Na louca sabedoria do Amor,
segunda-feira, 15 de março de 2010
Amor reflexo
O Amor torna a imagem espelhada mais viva, bela e clara, faz-nos refletir o melhor de nós ao nos possibilitar cultivar a paz que começa em nós e dá frutos à Todos.
Na árvore do conhecimento cuja raíz é o Amor,
domingo, 26 de julho de 2009
Amor - Luz pós-Nirvana
O Amor surge como a Luz que ilumina e sustenta o caminho após a vela do ego se apagar - a ascese entre Eros e Ágape. Transformamo-nos na vida em si, sem necessidade de termos algo vital a parte. Tornamo-nos Amor no pensamento, na fala e na ação.
No Sol de cada um, que é o farol do Amor localizado no plexo solar, a ilha do coração,
sábado, 25 de julho de 2009
Amor, filosofia e religião
A nau do Amor
Logo me veio a imagem de tirá-la do porão e colocá-la à frente, na proa, como homenagem e proteção. Sem dúvida será a nau do Amor que me fará ir à lugares nunca antes navegados através de mar calmo e brisa renovadora que impulsiona sem rasgar os tecidos das velas içadas em busca do vento da prosperidade.
Enquanto escrevo, vem à minha mente a imagem da arca de Noé.
Devemos nós também construir nossa embarcação para salvarmo-nos do dilúvio de nossas emoções – próprias e coletivas – para então repovoarmos nosso campo fértil com nossa energia tântrica, posto que salvamos tanto nosso lado yin, quanto nosso lado yang.
Só após nos termos assegurado a salvo das águas profundas de nossas emoções idem é que estamos aptos a convidar @ consorte para fazermos uma viagem de lua de mel, romance, aventura e, lógico, Amor. Senão, é ‘homem ao mar!’ e razão à mercê.
Não à toa o budismo chama o mundo fenomênico, o samsara, de ‘oceano de sofrimento’ – para vencê-lo, devemos ser hábeis capitães de nós mesmos, termos uma boa nau feita de ossos, carne e tecidos impulsionados por pensamentos, sentimentos e sensações e nos guiarmos consciente e intuitivamente pelas estrelas para descobrirmos nosso novo mundo; despertos.
Nas vagas do Amor,
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Com o Tsog de Tara o Amor magnetiza
Por isto presto esta homenagem a Arya Tara - estrela em sânscrito, salvadora em tibetano -, após cuja prática de Tsog tive inspiração para os dois posts anteriores sobre o silêncio e a morada do Amor - esta também sob influência da expectativa de encontrar uma determinada mensagem quando online.
Tsog é tibetano e significa literalmente reunião; um encontro entre praticantes e seres iluminados através do oferecimento de diversas substâncias que nossa mente deve transcender em sua imanência para contemplar a pureza que a tudo nos conecta.
E não é o Amor a maior das reuniões e a mais pura das substâncias - pois presente em todas elas? Não é o Amor a estrela salvadora na escura noite da solidão e do sofrimento?
As frases a seguir são minhas compilações da sadhana (texto sagrado) longa de Tara Vermelha, meu primeiro yidam (deidade de prática; entidade meditacional, manifestação de mente iluminada na qual o meditante tenta se unir) e minha primeira fonte de refúgio no budismo vajrayana, cujo maior expoente é o tibetano: mãe de todos os budas, ela é seu aspecto feminino, comumente atrelado ao aspecto feminino de Avalokiteśvara (bodhisattva que representa a suprema compaixão de todos os Budas), ambos pertencentes à família Padma, a família do Lótus, de cor vermelha (existem cinco família búdicas).
- Amar é desfrutar do mundo fenomênico como uma oferenda simbólica.
- Amor é o gozo abundante (e consciente) dos prazeres dos cinco sentidos.
- Amor é o estado desperto atemporal.
- Amor é a jóia preciosa que realiza desejos quando é oferecido com devoção.
- Amor é a nau da liberação e conquista completa da liberdade do mar de sofrimento.
- Amor é a fonte compassiva irradiante de bênçãos.
- Amor amadurece auspiciosamente as folhas e frutos das qualidades positivas de quem ama.
- Amor magnetiza e derrama sobre o campo de experiência de cada ser uma chuva de benefícios e felicidade.
- Amar é consumar a atividade iluminada do poder.

Na devoção do Amor, prosto-me diante de ti,
domingo, 24 de maio de 2009
Amor é o Espaço que interage com o Tempo
Amor - vontade maior do Ser
terça-feira, 14 de abril de 2009
O Amor, caminho pela morte
Enquanto isto, aproveito a paisagem, tomo consciência de meus passos, amo cada vez mais a vida para, quando me entregar aos braços da morte, possa fazê-lo tranquilo, confiante de ter trilhado o caminho que me era possível e desejado.
Saudades suas, espelho meu com face tão própria e jeito tão diferente quanto igual; afinal, por mais diferentes que sejamos, humanos entre si e animais, a base é a busca da felicidade em meio ao sofrimento da vida, o que nos torna iguais.
Para você que está lendo, que as palavras lhe envolvam como um querido e afetuoso abraço, daqueles que transcende o tempo e o espaço, o nascimento e a morte, e que preenche de amor a vida.
No abraço do Amor,
sábado, 28 de março de 2009
Amor real, vazio inverso
Impacto profundo do vazio em mim.
A compreensão do transcender, a rede erigir,
o mundo e as coisas entender, saber, agir.
Morte. Ressurreição.
O que sou, o que não sou.
Quente. Frio. Soul
da vontade coração.
Átomo, galáxia, existência vazia,
esperma, cometa,
célula, planeta
a relação é tudo, noite, dia.
No contraste se forja toda evolução,
a partir do entendimento de uma só dimensão;
não há eu, não há outro senão o nós,
a vida, destino, uma só voz.
O controle é do indivíduo responsabilidade,
fazer parte do todo, é tudo equanimidade.
Contraste, unidade, interdependência,
o amor é Luz, maior ciência.
Equanimidade, Amor, Regozijo e Compaixão,
Quatro qualidades, incomensurável potencial,
um mundo de oportunidades excepcional,
convergência de tempo e espaço em real transformação.
No Amor,
terça-feira, 24 de março de 2009
Amor poema, beleza da interação
de preferência guardado
no coração e na mente
de quem me lê, ouve, toca, sente.
Aquela que se lembra, no instante se liberta.
Recorde e recobre esse amor em versos,
não se perca em meio aos caminhos diversos.
Canaliza, brisa, flui, desperta.
Não há tempo, muito menos distância
que calam a ânsia
do amor que pulsa
em cada verso, rima, palavra avulsa.
Teus olhos, sentimento,
livre interpretação,
outros a cada momento
escolhas a cada interação.
Sou poema. Fonema.
Blog, post, pessoa pequena.
Grande sim é meu amor,
que me rima a ti com sincero louvor.
Sou palavra, letra, sorriso, dor.
De tudo me esqueço: espinho, flor;
quando de minha boca e linhas parto,
ao seu ouvido me curvo, nele anoiteço.
É em seu coração que ecoo, nele amanheço.
Desperto infinito,
poema de amor,
agora sim, amado, agora sim, bonito,
agora sim, sem dor.
No Amor, a rima perfeita da interação,
sábado, 21 de março de 2009
Amor é o ciclo que erige a pirâmide de conhecimento divino que é o nosso Ser
Onde - baseado na mandala budista e na junguiana - a intuição fica a direita, a sensação a esquerda, o pensamento-razão acima e o sentimento abaixo, com a fé ocupando o centro (no lugar do Ego) e o Amor sendo a força que aglutina, distribui e mantém esta roda de conhecimento agregada e a girar rumo à evolução - contra o ciclo do samsara; horário x anti-horário, respectivamente.
No modelo abaixo, retirado do pdf "Jung e a Kundalini", basta substituir o Ego pela Fé e obtém-se o modelo de Amor por mim proposto neste post.
Vale ressaltar que a mandala budista é sempre acessada pelo leste - aqui representado pela intuição, o que faz todo sentido - ao menos para mim. E para você?
No Amor,