Mostrando postagens com marcador contemplação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contemplação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Amor é o acordo ungido

Eu sou aquele que fala
quando ouço não sou
Outro que você mesmo é
Euu - Energia Unificada Ungida

Eu sou e não sou
enquanto estou
numa perspectiva de ação
do Todo devir contemplação

No regozijo desinteressado do Belo,

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Onde o Amor está

Deus está quando eu não estou, pois fui ter com o Outro. De dentro de meu carro, embalado pelo jazz, confortado por uma boa roupa, vejo um morador de rua, deitado no chão frio, em frente a apartamentos com vista pro Cristo; o olhar se afoga na Lagoa, não enxerga o próximo mais do que como indesejável, quando não inimigo, o diferente de seus planos. Contemplo. Onde está Deus nisto tudo senão dentro de cada um de nós que se compadece e vai ao encontro do outro - em pensamento, fala e ação. Na escuta do coração,

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ser, esta busca que é o Amor

Quanto mais lhe busco,
mais lhe perco
por não aproveitar,
por não lhe viver.

Busco-lhe e no encontro já busco não lhe perder
e nesta busca que não cessa,
me perco por tanto buscar
ao invés de simplesmente ser.

E contemplar
que esta busca seja só uma:
buscar Ser, nada mais
do que Eu Sou.

Nada menos que a entrega total ao momento, esta instância da eternidade presente a cada instante,

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A revolução anual do Amor

O eterno desabrochar é pura Luz, perfume do espírito, beleza do Ser, contemplar do Estar.

No eterno retorno que nos conduz além do bem e do mal,

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Amor, ao sublime e além






















no rochedo
acima do mar
contemplo

o tempo
que bate no meu peito
espuma o espaço (da saudade)
no compasso da espera

Não sei se tua nau
vai ou vem
a distância imposta
por ti e pela vida

é a mesma
que outrora
estavas disposta
a transpormos juntos

daqui debaixo,
sonho tão alto
minhas raízes criam asas
que nutrem o sonho de nós dois

onde gestamos um ao outro
na forjadura de um novo ser

Ali, no rochedo, acima do oceano do sofrimento, onde sonhastes nosso ninho de Amor, eu lhe espero pelo instante da eternidade,

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Da articulação estética do Amor

Amor é a articulação entre autonomia e engajamento, é a dimensão estética do viver.

Na contemplação da finitude da vida na infinitude de teus olhos,

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amor Fati mesmo ao mundo cão

Maurino com a cadelinha que adotei e dei o nome de Fati, destino... o nosso é aprendermos a nos doar.

Hoje estou especialmente sensibilizado: a emoção de ver um homem de pouca posse dividir sua marmita com a cachorrinha abandonada, mostrando que na verdade tem é muito para dar, me tocou profundamente - e a maioria de nós que tanto tem, tão pouco vive, posto que viver é se doar; menos no aspecto material, mais na motivação e entrega genuína, marcando nosso viver no compasso de nosso coração, "pois não há tempo que volte Amor".

Amo a vida em toda sua manifestação e fico muito feliz que tenha encontrado seres amorosos que empenham tempo de suas vidas em prol do Amor e da ajuda ao próximo.

Que eu nunca tenha que me arrepender ou escrever em meu epitáfio que "devia ter amado mais"... quero mais dizer SIM! à toda vida e fazer de cada instante eternidade, contemplando a impermanência e a flexibilidade do fluxo do devir a partir da solidez de meu coração.

E quando morrer, e minha última pétala cair, que meu coração expanda as asas e meu Ser alce vôo até a próxima flor de cuja existência contemplarei o aroma e as cores, aliviando as dores de quem se apega a tão pouco, enquanto a vida tanto tem para dar.

Abra-se ao Belo e viva uma vida Sublime no prazer sustentável da entrega ao Todo.

No delivery holístico de nosso Ser,

quarta-feira, 21 de março de 2012

Amor, reflexo do Sol, polissonografia da alma

No mar estava inscrita a saudade
que batia como onda em meu peito
e, meio sem jeito,
me fazia contemplar o brilho da estrela-mor no mar.

Reflexo do Sol!

Em cada gota
em cada grão
consciência miúda
da dor da solidão.

Desilusão?

O encontro dos elementos
criava como falésias;
quanto às falácias,
melhor calar.

Só o silêncio dignifica o olhar.

Na contemplação perene de cada amanhecer contido neste instante, momento de vida que nasce em meu coração,

sábado, 24 de dezembro de 2011

Amor, grandeza a cada despedida

Cultivando o Amor sem posse, a contemplação da beleza da vida, da sublime existência de seu sorriso em meu horizonte, crepúsculo que anuncia a aurora de um novo Ser e que para sempre será um Sol que nunca se põe, mas brilha pela alegria de lhe Amar.

No até breve, raio de fé que une o pôr ao nascer-do-Sol,

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Horizonte do Amor, verticalidade da vida

Cultivar o Amor sem posse, a contemplação da beleza da vida, da sublime existência de seu sorriso em meu horizonte, crepúsculo que anuncia a aurora de um novo Ser e que para sempre será um sol que nunca se põe, mas brilha pela alegria de lhe Amar - eis meu destino, Amor Fati.

No estudo do solo,

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O imperativo categórico do Amor

A vontade existe sempre enquanto potência e precisa ser compreendida para poder atuar-se racionalmente no sentido de maximizar sua manifestação convergente a um poder maior.

Na contemplação da mensagem da vontade e racionalização eficaz dos meios,

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

No Amor a espera é contemplação

A dor da espera que se sente
é a luta do corpo com a mente:
entre o desejo de possuir
o objeto de felicidade
e a necessidade de sentir
se é tudo verdade.

Transmuta-se o tempo em aprendizado,
de si, do outro e na contemplação do Ser amado.

Na espera que sangra, mas cura, amadurece, dá frutos e combate o fast-food das emoções cada vez mais líquidas,

Amor - é por você mesmo!

Amor é quando o tempo comporta o espaço infinito da eternidade.

Na espera ativa que desenvolve o Ser na contemplação e ação correta, harmônica e equilibrada,

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mediante, o Amor

Amor é conectar o silêncio da contemplação da vida ao milagre da entrega por inteiro.

Sem hesitação, com êxito em canalizar a excitação.

Na meditação que melhor media o Ser,

domingo, 24 de abril de 2011

Dos degraus amorosos da ascese

Se o primeiro degrau da ascese é o incômodo, quais seriam os demais?

O segundo é o inconformismo com o incômodo, o primeiro degrau, a determinação de não mais pertencer àquela situação.

O terceiro? Ação de ruptura - romper com a casca que nos protege, mas também aprisiona e apequena diante de nosso plano maior.

O quarto? A contemplação - que compreende: avaliação, discernimento, descarte, valorização; e o reinício do ciclo.

Os corrimões para agüentar toda ascese? Motivação pura e atenção plena.

São sempre quatro os grupos de degraus entre uma zona de conforto e outra - ciclos que se estabilizam em patamares, lances que nos deixam observar toda escada - ao menos a parte que nos cabe compreender a cada momento da eternidade.

No caminho do meio, amparado por divinas fitas antiderrapantes,

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Amor erudito e visceral

A pele é o primeiro contato,
no segundo, o ato.
Mundo que se cria,
orgasmo seguido de agonia.

Vazio.
O que me completa?
Não é esta do Amor a meta?
Saciar o cio?

Do Amor animal
ao Amor elevação
é tudo igual
como níveis à superação.

Em contatos imediatos de terceiro grau,
transcende-se a carne, pseudo-mal.
Reencontra-se o Vazio que nos completa;
Edificar nosso Ser, eis a meta.

No quarto, a busca por valores;
assim evitam-se as dores
de (mais) uma separação,
pois a pele é superficial para sustentar a união.

É na estrutura do osso e de nosso DNA
que há abertura para crescer e prosperar:
Amor através da pele, pela carne até a alma
ofegante e com calma
a eternidade a contemplar.
Eis o Amor fati, és o que há.

No não-dualismo que a tudo fecunda,

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Haiku do Amor

Amor criador

é os olhos do mundo

Amor fecundo


Amor semente

disseminação do bem

sem olhar a quem


Alma floresce

exala o aroma

Do Ser ascese


Amor é lindo

contemplação do Uno

escada do Ser


No 5-7-5, esquema do Amor que permeia sílabas e células no ritmo eterno e belo da verdade de nós,

domingo, 11 de julho de 2010

Amor budista

Amor é jogar-se no abismo da tristeza, mergulhar no oceano do sofrimento e descobrir que era tudo ilusão; é encontrar-se no vazio, com coragem de construir o melhor dos mundos possíveis em um universo sem fim de possibilidades a partir do agora; antes do primeiro passo, depois da chegada.

No tudo – e que é contrário ao nada – que emerge do vazio a partir de nossa interação, contemplação da mente-coração,

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Amor, ciclo-em-si

Amor é entender que é no vale que colhemos a força para subir aos picos mais altos.

Por isso, es-colha com alegre sabedoria e não-identificação, apenas regozijo e satisfação, contemplação da certeza de que tudo é passageiro, que após à escuridão das dúvidas vem a clareza das certezas que, por sua vez, não tardarão em nos cegar.

E, em meio à nova escuridão, emergirá um novo Ser, sempre, a cada amanhecer. 

Amor é a luz de vela que ressalta a unidade dos contrastes e aceita a beleza dos opostos complementares, verdadeiras manifestações do Uno.

Na alegria de Ser, ciclo-em-si, contemplação da paisagem da qual somos co-autores interdependentes,

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Os desvios do Amor

Há tantos caminhos para o Amor, tantas maneiras de amar e caminhar; todas são dignas, todas convergem, todas levam ao Amor.

Mas como diria Goethe: “es irrt der Mensch solang er strebt” – o homem é errante em sua busca, ou ainda, o homem se equivoca em sua busca; as mulheres também.

Ainda mais quando há armadilhas no caminho. E as há, pois somente aqueles que perseveram com a clareza e a força digna do Amor incondicional e universal, compaixão que aquece e eleva a alma, evitam as distrações e enganos das inúmeras bifurcações – a cada encruzilhada a tentação do desejo, a cada esquina um flerte, um gracejo; a cada milha, o ego enche o papo com as migalhas de elogios e macula seu caminho com escatológica crítica.

E agora? Qual das direções tomar, quais tentações negar, qual impulso canalizar, quais erradicar?

Contempla. Observa-te e a teu caminho com carinho e atenção, não te levas pela emoção do desejo empolgação, tampouco por tua romântica criação – ego, teu nome é ilusão; não és salvador, não és mártir, não és carrasco, não necessitas de redenção. És da alma infante: puer faz com o senex de teu Ser as pazes.

Pratica o Amor fati e traz tudo para dentro do caminho; o caminho do Amor, é verdade, é vida.

É a forjadura de nossa ascese.

Se está em seu caminho, é parte de teu destino: não julga, não rejeita, não apega – discerne: lida com tudo de maneira soberana e independente, na consciência da interdependência que é co-autora de nosso caminho.

Intui seu lugar na eternidade e faz-a ser no aqui e agora , presente em beta, realidade em constante construção.

No “Keep going” do caminho do bodisatva, homenagem ao meu Lama Chagdud Tulku Rinpoche, farol de sabedoria e compaixão em noites escuras de incertezas e indecisão,