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domingo, 24 de abril de 2011

Quando o Amor ressurge

Tudo urge, até que o Amor ressurge.

E com Ele, a exata noção, sem atropelo,
do tempo e espaço e pertencimento,
através do que se principia em mim, o conhecimento
que a partir de mim se irradia por toda rede da vida.

A páscoa é a passagem do Ser à sua totalidade - talidade, o Ser integral.

Ressurreição do que então?

Da cruz?
O fardo já é pesado demais.

Dos espinhos?
As perdas já doem tanto.

Ressurreição da Flor de Lótus dEle, o Amor, que em meio ao peso da cruz carregou seu fardo e coroado pelos espinhos da perda fez brotar do caos de sua lama o cosmo que era o Logos da mente-coração.

Quando pensar sobre ressurreição de quê, fale com toda certeza e serenidade: "Do Cristo em mim". E faça com que seus atos lembrem aquilo que tanto se prega e propaga - e pouco se faz. E se lhe é impossível tornar ato aquilo que é pensamento e fala - ouse repensar os verbos, viva sem hipocrisia e torne-se carne ao invés de ser ilusão de si mesmo.

Ser em sua totalidade, aceitando o que há de mais alto e mais baixo em si, convergindo-se para um patamar cada vez mais elevado - passagem, com calma, um passo de cada vez, rumo ao melhor de nós mesmos, paraíso em terra.

Na vivificação daquilo no qual depositamos mais foco e atenção - na cruz ou coração?

Feliz Páscoa a todos, de todas as religiões - do Zoroastro (Zaratustra) que desceu da cruz; do Buda que peregrinou pelos desertos do Ser; do Maomé que se iluminou; do Cristo que assim falava... Amor.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fiat fati in Amor interioris

Estou em falta consigo,
mas sei que consigo,
ainda este ano,
arrumar um tempo para reparar o dano.

É o mergulho interior que me toma por inteiro,
não é desculpa, apenas uma breve explicação
de quem sabe que mergulhará certeiro
na oposta direção.

Estou solando
para depois solidarizar,
egonizando
para enfim plenamente compartilhar.

Ainda conseguirei
parar de mergulhar,
fruir do paradoxo da superficialidade na profundeza,
realizar a única certeza:

Que a vida é um continuum de folhas,
seqüência viva de superfícies,
interação de diferentes bolhas
- das que estouram fáceis e das que se fazem difíceis.

Realidades diversas, densidades distintas;
do que falo eu?
É tudo vazio,
por favor, não me mintas.

Não me imponhas um sonho,
não me cries esperança,
não quero ser refém deste dualismo medonho;
sou livre como deve ser toda criança.

Fez-se destino,
no Amor interior
encontrei o meu anjo, meu eu-menino,
e todo nosso esplendor.

Não há mais dentro, não há mais fora
não há mais tempo, não há mais demora
não há mais sentido,
nada mais há a ser temido.

Diante do vazio, do tudo e do nada,
sou o um e mesmo multifacetado Todo,
que vence o rio da vida remada a remada.
Flor-de-lótus que emerge de seu próprio lodo.

Não tenho náusea, não tenho angústia,
exerço compaixão com coragem,
temperança e astúcia;
não carrego nada, apenas o passaporte do Amor na bagagem.

Liberto estou,
torno-me o que sou:
Amor em essência,
confirmando minha existência.

Na viagem em busca da sabedoria que primordialmente me espera donde parti e donde espero chegar, no início de um eterno recomeço, sempre um pouco mais sábio, sempre sabendo que sei sempre menos e sabendo que preciso amar sempre mais,

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Amor intra-uterino é a Pátria que pariu

O Brasil e o Mundo estão de ponta-cabeça; não é de hoje que tudo caminha assim, pra baixo, mas o crescente consumismo e a superpopulação levaram as relações e suas discrepâncias a verdadeiros abismos e situações inconsistentes: enquanto uns chafurdam na grana, outros o fazem na lama; ambos, cada qual por seu motivo, sem nem chance de cultivar sua Flor-de-Lótus.

E o que o Amor tem com isto?

Ausente, substituído pela ganância e pelo medo, travestidos de indiferença, faces da mesma moeda cunhada por um sistema de Poros (abundância) e Penia (escassez).

Aceitar isto com o intuito de mudar a realidade é tornar-se Amor, filho mítico e justo que necessita ter vida própria - desatrelada a de seus pais, Poros e Penia - e que traz ordem ao sistema caótico que perpassa todas as células: do indivíduo ao governo, passando pela família (muitas vezes ausentes), pelas empresas (por muito inescrupulosas), pelos noticiários (por demais escabrosos) e por indigentes, de cotidianos sempre dolorosos.

O que esperar de quem está exposto à violência desde o útero? O pai alcóolatra estupra a irmã, bate na mãe que tem sorte se souber de verdade quem é o pai de seus filhos, de tantos desamores que passaram pelas brechas de prazer de sua também sofrida vida.

Engana-se quem pensa ser esta uma defesa do moralismo.

Pretende ser mais que isto; pretende ser uma defesa do Amor por todas as células (biológicas e) sociais, entendendo-o como respeito, zelo e compaixão à semelhante diferença do indivíduo como um todo, desde o núcleo familiar até ao governo, passando por empresas e instituições: falta-nos Amor, pura e simplesmente; o responsabilizar-se pela vida, com alegria e leveza.

É agir pensando no bem comum, valor extraordinário perdido no caos de nossos desejos irrefreados.

Na família e nos relacionamentos, o pensamento-ação da compreensão e do perdão, entendendo que também erramos e que todos queremos acertar - mesmo aparentando o contário -, e que com paciência e atenção tudo se resolve e encaminha.

Na empresa, ofertar soluções éticas, justas e sustentáveis, partindo das necessidades dos clientes e do mercado, levando em consideração o impacto na sociedade e no meio-ambiente, entendendo o lucro como um resultado natural, não como um objetivo obsessivamente perseguido em meio ao qual se esquece das demais variáveis e subjuga-se valores inalienáveis.

No governo, legislar com soberania, acima dos próprios interesses e dos grupos próximos e fortes, buscando uma justiça social que eleve o padrão através da educação, da saúde e da segurança, possibilitando a todos viver o Brasil e não apenas sobreviver no e ao Brasil.

Temos, como indivíduos, famílias, corporações e governos um potencial sem fim para a felicidade, abundante em um país com recursos naturais imensos.

Aceitação é a palavra-de-ordem.

Aceitar nossa realidade relativa atual e aceitar este horizonte de grandeza em um futuro que nunca chega, pois também não aceitamos nossa realidade absoluta: a de que somos uma nação abençoada por Deus, bonitos e ricos por natureza - comportamo-nos como condenados, transformando o paraíso em prisão.

Apenas o Amor pode nos libertar e nos dar uma nova vida, parir uma nova pátria.

Amado Brasil, Amor é a nova ordem que nos conduz ao eterno progresso; e começa por cada um de nós: dentro de nós, em nós mesmos; dentro de nossa família e círculo de amizade, naqueles momentos de estresse e insatisfação, superando os obstáculos para se reunir em confraternização; dentro de nosso trabalho, dedicando-nos com zelo e atenção plena; dentro do governo, justamente diligente e soberano.

Não importa aonde ou com qual dimensão, o Amor começa em cada um de nós em qualquer ocasião.

É no útero de cada grávida que um novo Brasil é gestado. É em cada ato sexual que um novo Brasil é projetado. Brasil, não foda, ame.

No relacionamento ético do dar-e-receber com zelo e respeito, Amor é a ordem que conduz ao progresso,

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Amor 23

Amor é andar pelos vales da existência, encontrar a sua sombra e vivenciar a morte do ego em vida e, mesmo diante disto tudo, refrigerar-se com o regozijo da ascese da alma, guiada pelas veredas da justiça do Amor, que nada deixa faltar, que nada deixa sobrar, é justa e repousa em verdes pastos, irrigada por águas tranquilas.

A vara e o cajado já não causam dor, já não ameaçam, antes consolam e conduzem a um banquete de confraternização com nosso inimigo oculto em nós mesmos e, à Luz de velas, vamos iluminando gradativamente nossa sombra, transbordando os limites de nosso ego, expandindo nosso Ser.

Reunidos-em-nós caminhamos em paz, semeando bondade e compaixão, a cada passo florescendo uma flor-de-lótus, a cada instante e em todo lugar, chamando o mundo de lar.

Na pulsão da vida, Cristo que habita nosso Ser, diamante que ilumina a todos, Budas em essência,a quem nada faltará se tudo e a todos se entregarem,

terça-feira, 29 de junho de 2010

Meditação no Amor

Pentagrama no terceiro olho,
quais sementes regar, eu é que escolho.

Estrela de cinco pontas irradiando a Luz do Amor;
ondas azuis, brancas e vermelhas impactando ao seu redor.

Flor-de-Lótus desabrocha em seu coração,
exala o perfume da alma,
transpira paz e calma,
todo seu corpo, mente-coração, uma só vibração:

Om Mani Peme Hum Hri

No mantra da compaixão, amor incondicional,