sábado, 19 de dezembro de 2009

CyberAmor

Aceitar aquilo que se atualiza
para cultivar aquilo que em potência se conhece e deseja.

É assim que o Amor se realiza
e que assim seja.

No Amor integral,

Amor, o eterno retorno daquele que nunca foi, mas é e sempre será, Amor

O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou.
O filósofo se entreteu, amou e não postou.
E eu, no meio disso tudo, amadureci, colhi os frutos do Amor,
entreguei quase todas, mas fiquei com uma flor.

E de sua semente cuido e rego,
contemplo amorosamente o definhar de meu ego.

Se for só atração,
cessará logo a paixão.
Se for de verdade o gostar e o querer bem,
mais à frente nos encontraremos e a felicidade a dois, juntos, também.

Aí será o desabrochar do Amor,
que venceu do caule a ascese,
os espinhos e a dor.

No Amor que tudo vence, minha vida, minha tese

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Amor que sangra também cura

Pensei no suicídio por Amor,
não, não era por ti, minha vida,
era por tua ausência,
minha dor.

Ensurdecido pela ausência de sua voz, minha menina,
dobrei apertado a esquina:
Era meu vizinho morto que eu sentia em meu peito
e via ali, estirado, sem vida, sem jeito.

Homenagem ao meu vizinho do prédio da frente,
que não mais que de repente,
se sentiu só, sem um alento na vida, e chorou.
Abriu mão das asas do Amor e se jogou.



O Amor é uma energia que pode criar, cultivar ou destruir: depende de nós - co-criadores de nossa realidade - canalizá-la para um propósito de elevação e verdadeira libertação.

Não é o Amor que mata, nós é que morremos para o Amor.


No Amor que sangra, mas também cura, a quem se deve entregar e não escapar ou matar,

domingo, 25 de outubro de 2009

Amor e desapego - II

Na teoria o desapego é tão lindo, óbvio, fácil e prático, não é?

Mas o importante é irmos tentando. E conseguindo.

Basta começar a não se cobrar tanto, entendendo que este é o processo natural - o de Amar sem se apegar. E que igualmente natural é este despertar da amorosidade que vai nos conquistando e também aos outros.

É um arrebatamento que quando vemos já fomos tomado pela energia envolvente e suavemente forte do Amor.

Meu conselho, se é que vale e cabe, é contemplar cada situação racionalmente, perguntando-se se houve ação egóica, comumente uma reação emotiva a algo e/ou um julgamento, e se poderia ter agido com mais Amor, convergindo maior harmonia à solução de dada situação/questão.

Fundamental é começar por si, único elemento que podemos de fato "controlar" - ao menos mais do que ao exterior.

Respiremos conscientemente - se possível façamos trabalhos de visualização de cores e formas auspiciosas, bem como recitemos mantras de compaixão e remoção de obstáculos - criemos dentro de nós um espaço para dialogar harmoniosamente com cada situação para verificar pontos de vista, posturas, ações.

Acolhemos tudo sem julgar e tal qual organizamos um fichário, pautemos tudo, e tal qual um altar disponhemos em nossa mandala interior, erigindo-a primeiro a partir da necessidade exterior geral - o que dada situação/questão pede para ser corretamente sanada - depois a partir do sofrimento e obscurecimentos alheios, compreendendo também as necessidades do Outro e o fato que ele, por ignorância, sofre e causa sofrimento.

Por fim, analisemos nossa participação tendo como base uma análise da coerência entre seu corpo, fala e mente - entre aquilo que pregamos e perseguimos como ideal, aquilo que propagamos e aquilo que vivemos na ação do verbo que se torna cotidiano.

Façamos disto uma balança e encontraremos o equilíbrio em cada situação, o Amor pleno em ação.

Na busca do aprendizado com Amor e na reconquista da jóia que o Tempo-Espaço há de conceder,

A missão do Amor

Amor é se encontrar a cada partida,
é cultivar a serena força que dá suporte à vida.

No complexus de sustentabiliade que é o Amor,

sábado, 24 de outubro de 2009

Amor é o que queremos

Descobri que o Amor não vai embora,
apenas se esconde como o Sol por trás das nuvens
ou transforma, como a semente que brota,
mas nunca se ausenta, apenas o tempo certo demora.

Desesperamos quando jovens,
isolamo-nos em nossa profunda grota,
justamente quando devemos ter com nós mesmos,
pois apenas com o tempo sabemos que é a vida, o Amor que queremos.

E somente assim,
pode-se ter a si mesmo e ao mais belo encontro,
a união de dois inteiros, infinito pronto,
felicidade em dobro, em você e em mim.


No desvelar maduro do Amor,

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Amor ouve na escuridão

Ainda bem que Amor houve e há sempre de existir.

É ciclo constante e presente, eterno devir.

Se escutar bem ainda e sempre pulsa

Mais forte que qualquer repulsa.

Estufa o peito,

Brada aos ventos: venceremos! Amor é o (nosso) jeito.


Na escuta dos sentidos do Amor,

Amor Vincit Omnia et nos cedamus amori

Acabou de sair de minha casa o meu Amor.

De onde veio, para onde voltou?

Suspiro, não me entrego,

sua existência confirmo,

sua ausência nego.


Como algo tão sublime pode simplesmente desaparecer?

E ainda deixa rastro e vestígio - muito além do cheiro e do bem querer.

Planos precipitados, sentimentos antecipados, loucas sensações.

Destroços e pedaços do choque de dois corações.

Intuo... não, nada tenho como intuir, perdido que estou no meio do caos,

Que é de onde emana todo verdadeiro Amor e dá forma ao Klaus.


Desejo, confesso, que o Amor seja compassivo com este humilde servo e aprendiz,

e que não nos percamos um do outro em nossos caminhos, nem por um triz.

Ardo e oro para que hábeis artistas sejamos,

para dos cacos criarmos um lindo mosaico, onde enfim nos amamos.


No tempo que há de ser, para sempre no espaço de nós dois, com o carinho e o amor que palavras não podem traduzir, que o tempo não pode apagar e que só precisa de espaço para crescer, florir e prosperar.

Amor Vincit Omnia et nos cedamus amori - o Amor tudo vence: cedamo-nos nós também ao Amor.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A glória do Amor

Regozijar na vitória,

aprender na derrota,

agradecer sempre.

No estandarte da bem-aventurança, glória invencível do Amor que a tudo supera,

Coroação do Amor

Amor é o verso que rima a conjunção de dois astros, Rei e Rainha que, consortes, orbitam e conjugam o nós na poesia do viver a beleza do encontro a cada amanhecer.

Na astrologia do Amor, trígono de fogo e proteção,

Meteorologia do Amor

Amar é ter o arco-íris na cabeça e o sol no coração, é ter o Ser pleno e límpido iluminado por inteiro, com clareza para mais uma vez sonhar e força de realizar em paz a plenitude desta vivência encantada.

Na luz do astro-rei que é o Amor, de quem somos humildes servos,

Amor construtor

A vida quem dá e tira é Deus, quem constrói sem igual é o Amor.

Na planta baixa que se edifica arquitetando o nós,

Aprendendo a Amar

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a Amar.

Na amorosa lição da vida, que é puro Amor,

Amor é pleno viver

Amar é viver para o que der e vier.

Na convicção afirmativa do Amor,

domingo, 18 de outubro de 2009

O momento do Amor: pura arte humana

Amor é momento, eterno de se ter, de se ir além, de nos fazer.

É garimpagem de pedra bruta, lapidação do encontro, vivência da plenitude do um em dois. E no mais o regozijo de enfim estar em paz.

É o momento do brilho nos lábios e sorriso no olhar que revela a beleza do estar junto - obra-prima humana - e do descobrir-se complementar.

No momento da plenitude, onde o tempo passa e o espaço floresce, eternidade do Amor,

Amor é jóia rara

É contemplar a obra-prima que emana de nosso Ser e reafirmar o seu valor na prazerosa interação do nós: valor constituído, construído e vivido, brilho próprio de nós dois.

Na moldura do Amor, que é a beleza de seu sorriso,

Amor ourives

Se o Amor adolescente é diamante, somos nós hábeis ourives da relação, em busca de forjar a aliança para coroar tal preciosidade que é amar e ser amado.

Garimpeiros de nós mesmos, constituímos esse valor que se forja no moldar da relação.

No ressaltar da preciosidade do encontro em meio à vasta escuridão de desencontros,

Amor adolescente, Amor diamante

Chama saltitante que pula de órgão em órgão e nos reúne no coração, nos anima e nos lança em busca de mais combustível do infinito retroalimentado na troca constante do calor de nós dois: inicialmente explosão da paixão e do reconhecimento – és, tu, ó Amor, elevação de nós mesmos – progressivamente amadurecendo e estabilizando-se em ternura que mantém o fogo eterno do Amor aceso e vibrante – és tu, ó Amor, eternidade presente no toque, no olhar, no cheiro, na mordida, no beijo, no frescor de cada reencontrar, infinito despertar de incontáveis detalhes que alimentam o brilho no olhar amante.

Diamante, faz-me reviver a juventude de maneira madura, Amor - elixir da vida eterna, da bem-aventurança e do bom viver.

Bora-Bora!, mas sem pressa, pois o Amor não tem hora, faz-se espaço em seu tempo, mas também sem demora: tem sua hora certa de amadurecer, dar certo e frutos render.

No gargalhar gostoso do Amor, colheita do reencontro,

sábado, 17 de outubro de 2009

No cultivo do Amor

A chuva teima em regar a saudade do Amor que brota, mas ainda cultiva o amadurecimento. Deixa a boca molhada a espera dos frutos.

Cede, sede.

Cessa essa voracidade que à semente nem tempo dá - antes, consome-a por inteiro, auto-suficiente que é, esta força que se proclama Amor, mas que precisa conjugar o Amar.

Aprende no úmido e vazio de si mesmo o espaço e regozija com o tempo que o nós necessita, cria e habilita para se eternizar.

Sorve cada gota, absorve cada sombra no escuro da noite, contempla a dor da ausência e transforma tudo na grandeza luminosa do Amor - essa força que impulsiona a semente, essa terra que acolhe e nutre, esse adubo que faz a todos crescer e compartilhar os frutos, imaculados e suculentos pelo cuidar respeitoso de seus individuais elementos.

No som das águas, gota por gota, destilando o fino do Amor,

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Amor é oferenda

Amor é agradecer, Amor é retribuir.

Amor é contribuir ofertando aos demais o melhor de si na mais pura das intenções.

Na vibração da natureza,

Amor é transcendência

Enquanto encarnados, somos limitados. No mínimo ao nosso corpo físico, bem como aos conceitos que teimam em separar aquilo que junto seria maior e mais forte.

O Amor é o elemento que supera as limitações e expande nosso Ser rumo ao infinito do Tempo-Espaço, conferindo sentido ao Vazio da existência através do conhecimento do Todo, salvando-nos do Nada.

Na força transcendental do Amor,


Amor é devoção

Apenas a partir da devoção é que se consegue ir além da barreira da compreensão racional e consegue-se acessar o outro - em si e no exterior.

No devoto do Amor, que é a energia do coração,

Amor é a conta da vida

Amor é querer compartilhar a alegria de viver; é multiplicar o sorriso, dividir o pranto, diminuir o ruído, somar o canto - é unir duas vozes em um só verbo e conjugá-lo pela eternidade.

No eco do Amor - uma alegria para sempre,

Amor Mestre

Neste dia do mestre, parabenizo à todos aqueles despertos que já iniciaram a busca a si: são mestres-de-si-mesmo. Dos outros somos apenas facilitadores.

A energia que nos guia à maestria e nos possibilita auxiliar aos demais na troca da vida é o Amor, este generoso mestre que ora se veste de pai-mãe, ora de amigo-irmão, ora de amada-amante, ora se desnuda e revela a beleza da natureza e, no extremo do casos e centro do caos, se expõe de sofrimento-dor para que nos poupemos de sofrimento maior e de nos perdermos por demais de nossa trilha.

Através do Amor a verdade ganha outros contornos - o caminho se torna mais certeiro e belo. Não é aquilo que queremos ouvir, mas o que precisamos ouvir - um choque que nos desestabiliza momentaneamente, mas nos faz ficar mais alertas e atentos à beleza e aos avisos desse caminho que tantas vezes deixamos de percorrer.

Amor é desbravar este caminho na singela companhia de um sorriso, na certeza de que o trilhamos só, mas sempre em boa companhia.

Ao Mestre-Amor, com carinho,

Amor é harmonização

Amor é a harmonização dos sentidos, é a dança suave entre razão-emoção, sentimento-sensação, é intuição pura.

No terroir do Amor, música para nossa alma evoluir na passarela da vida,

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Amar é cultivar o vazio

O Amor é monomito que dá vazão à toda existência, estrutura-base que possibilita a vida emergir do caos.

Amor é o todo infinito de possibilidades, o vazio que preenche a tudo e a todos e não deixa estagnar no nada.

É a janela para o jardim de oportunidades.

E é o mesmo jardim com inúmeras sementes. A cada estação e ciclo se renova a possibilidade de uma nova colheita.

Qual se quer cultivar?

Em meio a tantos desejos e interesses, qual semente despertar?

O Amor cuidará de todas, mas é no cultivo do esperado e necessário que se desabrochará em toda sua plenitude, traduzindo o anseio natural da psiquê humana em ser reconhecida especial e levada a uma existência superior.

O Amor é o que nos torna especiais exatamente ao entendermos que somos parte de um Todo, um plano maior que converge, une e procria.

Ao realizarmos nossa missão superior como Eu superior e não como ego é que nos tornamos Amor, realizando nossa plenitude co-criadora.

Na colaboração da vida 2.0 que é o Amor, divina realidade manifesta em cada um de nós - Hércules e Cinderelas do conto de fadas que são nossas vidas, realidade escrita a cada segundo, folha virada a cada respiro,

Amor, o superpadrão

O Amor gera valor e dá sentido ao vazio.

O Amor ordena padrões, supera espaço-tempo, resignifica, perdoa, harmoniza e conduz à individuação - do indivíduo e das partes: casal ou coletivo.

Une a virtude ao prazer na dança da evolução, sem distinção.

Na força despersonalizada do Amor que torna todo padrão totalitário-multifacetado parte de um único íntegro, que torna tudo especial e que personaliza a essência do viver,

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Amor ao mar da vida

Por ti e ao teu lado,

inspirado,

os ventos inflam as velas.

Parto pelo oceano, meu mundo sem janelas,

não há paredes, mas uma porta.

Abri-la devo, à vida me exorta

a brisa que tenra me reanima ao timão.

Em lento adágio me reoriento:

bússola, compasso, vento.

O oceano do sofrimento

refresca a popa e a proa de meu corpo-embarcação;

se desbasta e arrebenta,

despedaça em gotas a tormenta.

Em meio aos raios do amanhecer,

de um novo dia capitão

da nau de meu coração surjo certo da destino-ação:

sempre o Amor revive e há de vencer.


No porto seguro que é o Amor, encontro de águas, liberdade das almas,

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Amor Übereros - superação de si mesmo

Uma vez superada a vontade, o que nos resta? O que permanece após a exaustão do desejo, do impulso (inicial)?

O Amor em todas as suas possibilidades além-desejo - Übereros, Ágape e Philia.

A superação de si mesmo e a revalorização de uma nova força, superior constituindo assim uma nova realidade, uma oitava superior.

Na superação do desejo,

Amor sapere est

É sabor e saber, é saborear o conhecer, vivenciar e experienciar sem julgar e sim transformar e superar - é o ato do conhecimento, o objeto e o conhecimento em si.

Aude sapere Amor vincit - Ouse saber, o Amor vence,

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O verdadeiro Amor é agora

Nos sonhos pode-se reviver o passado e moldar o futuro como se deseja.

Só precisa-se acordar e trabalhar nisto.

Assim ama-se também quando se está acordado: vivencia-se o antigo e molda-se tudo novo, ou dá-se ao novo aquilo que se quer receber ou, melhor ainda, deixa-se surpreender.

O Amor é então este caminho do ontem ao amanhã; é a vida agora, é receber de maneira aberta as infinitas possibilidades com um sorriso nos lábios e um brilho no olhar.

Na diversidade do Amor,

sábado, 12 de setembro de 2009

Amor - campo unificado do nascimento-morte

Quem morre quando chega a hora da passagem?

De uma perspectiva dualista a resposta deve ser - quando emitida pela coletividade - o Ser que morreu; mas para este Ser, quem morre é a coletividade, que é deixada para trás em sua caminhada transdimensional.

No campo unificado da realidade absoluta que é o Amor não há morte, apenas encontros e desencontros nas diversas dimensões da plenitude da existência e possibilidades da existência cíclica do Ser.

No nascimento-morte, vida que é Amor,

A força do Amor invencível

O desejo aliado ao Tempo vence qualquer obstáculo e se une ao espaço de sua meta, passando a cultivar a meta-em-si.

Eros é a vontade e o impulso, o desejo de conhecer e unir o Tempo - ágape que nos conduz - ao Espaço - philia que nos conforta - em busca da imortalidade.

Na eterna força do Amor,

Amor - harmonia pura

O Amor é uma busca verdadeira e genuína da qual não se deve se apropriar nem ser apropriado - é harmonia pura.

Na balança do Amor,

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Amor - meditação da vida generosa

A alma habita um corpo em decomposição, o corpo abriga uma alma em evolução - habilmente compor este paradoxo, isto é o religare do Amor, meditação da vida.

O corpo quer prazer, a alma cumprir o seu dever; Amar é a equilibrada e harmoniosa convergência de objetivos no alternar da vida, nascimento-morte em essência.

Amor é a prática que deixa a mente mais gentil, generosa e atenta, e o corpo mais acessível, fluído, generoso e gracioso.

É a generosidade a interface de diálogo e possibilidade de superação.

Na generosa harmonia dos opostos complementares,

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Amar é duvidar

Por meio da dúvida, buscamos; na busca encontramos as respostas. E nas respostas convergidas, a verdade; na verdade, a plenitude do Amor.

Muitas vezes precisamos ir e voltar para descobrir que já estávamos onde queriamos e que o Amor é o aqui e o lá, que o Amor é sempre o Agora - certeza absoluta disposta plenamente a se realizar.

O que importa aqui então é canalizar a dúvida não ao outro ou a si, mas à renovação do Amor para que perdure no Espaço e no Tempo - o Amor não é uma certeza cega, mas uma fé esclarecida na força da união, é o conhecimento que transcende o tempo-espaço, renovando a si, ao outro e ao Todo.

Na captura da essência interior, eterna presença que é o Amor,

O Amor não jura

O Amor não jura, pois quem jura mente e o Amor é a verdade pura, mas nunca ingênua: é o conhecimento transcendental que a tudo transforma.

Muito além das lentes cor-de-r0sa, o poder da transformação passa por ligar pontos, por formar um complexus sustentável por uma rede que transcende e redefine 2 ou mais pontos de si mesma - externamente conectando pessoas, internamente conectando células e secretamente conectando energias e átomos.

Na verdadeira rede de sustentabilidade que é o Amor,

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A sábia maré do Amor

Andando na rua, cada passo era uma gota. Cada gota, um oceano. E cada oceano um universo em dissolução.

Este é o caminho do Amor, o rio de nós mesmos que se dissolve no oceano de nós dois, evapora e precipita para a Terra novamente molhar e fecundar - esse é o destino do Amor (fati), impulso direcionado à união fecunda e cíclica.

A sabedoria do Amor reside em saber quando ir com o rio e quando subir contra a maré, pois é Tudo Amor - umas vezes impulso, outras vezes direção, sempre união.

Na maré do Amor,

Amor - estandarte da vida, baluarte do perdão

Onde energias opostas-complementares convergem na dança da vida e eclodem estrondosos aplausos na explosão vital, orgasmo sem fim, fogo eterno que nos aquece e ao qual tornamos no acampamento de nosso Ser, o abrigo de nossa alma, a forja de nosso espírito e afluxo de nossas energias: nosso coração - estandarte da vida, baluarte do perdão.

No triunfo da vontade de viver (bem) que é o Amor,

O Amor morreu. Viva o Amor!

O Amor não existe, você deve criá-lo.

No Amor existencialista,

Amor é dança

Ritmo, movimento e som - do corpo, da alma; do Eu, do Outro; um baile na ascese da vida na forjadura do nós, onde cada passo é um pulsar de beleza na espiral evolutiva, ora conduzindo, ora sendo conduzido.

Na batida do Amor,

Aonde estás, Amor?

Bradas tão alto que mal escutas o que seu coração tem a lhe dizer.

Ouça-o! Ele diz 'Pul-so' e a cada batida se ausenta para no vazio se precipitar e novamente preencher nosso Ser de vida e Amor.

Leu-me? Ausento-me, precipito-me; vivo.

Descreve-te? Não! Esvazia-te, precipita-te; viva.

A troca viva no tempo, no tempo certo que não se prende a nada, nem à obrigatoriedade, nem à rebeldia, existe quando tem que existir - e quando encontra um caminho para eclodir do caos e se encontrar com os seus.

Encontra-te no vazio de ti mesmo e te preenchas com Amor para alcançar a plenitude de seu Ser e, para através do Amor, participar da totalidade plena da união de dois inteiros e da sociedade fraterna como um Todo.

Na semente do Amor que brota em nosso corações a cada dia,

Die wahre Liebe ist jetzt

In den Träumen kann man die Vergangenheit wiedererleben und die Zukunft so gestalten, wie man es will.

Man muss nur aufwachen und daran arbeiten.

So liebt man, auch wenn man wach ist: man erlebt das alte und gestaltet alles neu, oder gibt dem Neuen das was man haben will, besser sogar, man lässt sich überraschen.

Die Liebe ist halt dieser Pfad von Gestern auf Morgen; es ist das Leben jetzt, den Möglichkeiten mit einem Lächeln im Mund und ein Blitzel im Auge offen zuzustehen.

In der vielfalt der Liebe,

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Amar é dar Espaço ao Tempo no jardim da vida

Nunca se sabe quando Amor e Tempo casam pulsos e ponteiros - a hora certa é uma incógnita que está por vir, mas que deve ficar saudosa em algum lugar do passado ou esperançosa em algum lugar do futuro, nunca impaciente no presente.

Criar este espaço de cultivo - de si, do outro e do nós - é o respeito necessário para o conhecimento desabrochar e dar frutos; é a vivência plena do Amor em seu pleno potencial: é saber que para saborear algo é preciso cultivá-lo ao longo do tempo - desde a semente - tendo a coragem de também podar quando necessário e adubar sempre que preciso.

Jardineiros da vida, crianças do parque - somos co-criadores, mantenedores e maiores beneficiados desse imenso jardim do éden que é o Planeta Amor, esta vênus chamada Terra, cuja superfície é 70% água, tal qual nós o somos em nossa constituição.

No jardim de inverno, contemplando as estações do Amor,

A prova de Fogo do Amor

Fogo se combate com Fogo.

Na desilusão e frustração que queimam a alma e carbonizam os sonhos, secam e desertificam a doce e sensual imaginação, evaporando ilusões; é nesta condição que reside a prova de Fogo do Amor.

E não vamos fragmentar o Amor: não devemos falar apenas da prova de Amor próprio; falo do Amor maior, que não tem fronteiras, que parte e une e que é - simplesmente é; individual, coletivo, em rede, único multifacetado.

A prova de Fogo é exatamente superar o ego ferido pela desilusão e reforçar o Amor, que não deve depender de elementos externos, posto que princípio-em-si, para ser forte, inabalável e eterno.

É transmutar o fogo da prova em Fogo do Amor, canalizá-lo para se nutrir e aquecer, sem se queimar e perder.

Nem todo Amor pode ser consumado, portanto nem todo deve ser inflado e nutrido - mas todo Amor deve ser respeitado e plenamente vivido em sua esfera de existência - quer seja platônica ou consumada, alcançando seu pleno potencial real.

O Amor não nos consome, nós é que consumimos o Amor.

Devemos, para vencer a prova de fogo, amar o Amor, amar amar, nos regozijarmos por simplesmente poder estar em contato com este nobre sentimento vital e agradecer a quem o despertou - sem lamentar não tê-lo consumado, mas amar tê-lo despertado.

Na força transformadora, superior e superadora do Amor,

domingo, 23 de agosto de 2009

Amor combustível

O Amor inspira, entusiasma e renova a força para seguir adiante.

Inspira e assim nos impulsiona (Eros), entusiasma e assim nos eleva e direciona (Ágape) e renova a força através da união (philia), onde dois conhecimentos se forjam para moldar um terceiro inacessível para as partes e, assim, reinicia o processo de conquista de um novo caminho - uma oitava superior.

Na bomba do Amor, cujo aditivo é um singelo sorriso,

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Amor costura

Quando os corpos se enlaçam, o beijo é o nó, as línguas os fios, as almas uma só.

No dedal do Amor,

domingo, 26 de julho de 2009

Amor, meu complemento à Lispector

Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita... Clarice Lispector

E quando dita, finita. Encerra-se em si mesma aprisionada por conceitos e visões. Mentes, véus, impulsos, ilusões.

Liberta só estará, quando nem de palavra, nem de boca e ouvido, nem de si precisar.

Na hora da Estrela, cada segundo é Amor,

Amor - Luz pós-Nirvana

Minha prima, Carol, me mandou um texto por MSN - cuja fonte nos escapa - falando sobre o significado da palavra Nirvana: "apagando a vela" e "extinção da chama vital".

Inicialmente isto pode soar perturbador, afinal, uma prática que acaba com a Luz... mas, se olharmos além do óbvio e superficial e entendermos a metáfora chegaremos... ao Amor, ao menos em minha concepção. Pois vejamos.

Buda versava sobre a vela representando o ego, alimentado pelos desejos - quando os desejos cessam, cessa também a vela.

Escuridão.

E é a partir daí que, na minha concepção, surge uma nova e mais forte Luz, como o Sol, que dá vida à vacuidade, independente de identidade e de qualquer limitação.

O Amor surge como a Luz que ilumina e sustenta o caminho após a vela do ego se apagar - a ascese entre Eros e Ágape. Transformamo-nos na vida em si, sem necessidade de termos algo vital a parte. Tornamo-nos Amor no pensamento, na fala e na ação.

No Sol de cada um, que é o farol do Amor localizado no plexo solar, a ilha do coração,

sábado, 25 de julho de 2009

Amor é a força

A força que nos tira da relação dicotômica Eu-Outro, nos expande ao Nós, apresenta a vacuidade (Śūnyatā) e nos salva do Niilismo.

Que o Amor esteja contigo, hoje e sempre,

Amor é generosidade compassiva

Amor é o tornar-se completo em si mesmo e pelo meio hábil da generosidade compassiva ir ao Outro em busca da plena união de dois inteiros.

No compasso generoso do Amor,

Amor e desapego

Desapego não é indiferença, tampouco falta de amor.

O apego é do ego. Posse.

Amor de verdade é infinito, sem fronteiras, é livre e deixa ser livre.

Por Amor você deixa de lado o ciúmes e, mais do que isto, fica feliz pelo outro.
De verdade.

Se a felicidade do outro é com outra pessoa, então vá. Por que torturar aos dois ou até aos 3 apenas por uma parte de si? Egoísta isto no fundo.

Você pode parar agora e se perguntar: mas por que a outra pessoa pode exercer o seu desejo – mascarado de vontade de poder, que é o desejo do Eu superior, o desejo elevado, uma nota acima do instintivo, rumo ao divino – enquanto eu sofro e fico só?

Aqui, primeiro, uma ressalva: a dor é inevitável, o sofrimento não. Toda separação irá causar dor, mas revivê-la e ficar sofrendo é opcional e nada tem a ver com Amor. Pelo contrário, sofrimento apequena, contrai, Amor engrandece, expande.

E ficar só em uma situação onde o outro não quer simplesmente ficar conosco é melhor do que ficar mal acompanhado. Isto, dito de maneira horizontal, popular. Verticalizando a análise, poder-se-ia afirmar que as vibrações e energias já não mais se alinham harmonicamente, que o karma se exauriu.

É chegada a hora de agradecer pelos bons momentos e aprender com a situação. Sempre se aprende, este é o capricho do Amor, conhecimento puro, conquista constante, socrático na essência.

Temos também a mania de mal-dizer o outro de nosso Amor, aquele com quem o nosso ser amado está ao invés de estar conosco: pois digo que deixemos de fazer isto. Se é isso que se escolheu, deve-se respeitar o livre arbítrio alheio; talvez sejam os valores e situações que o amado curta de verdade.

Que se regozije por ter encontrado aquilo que de fato lhe satisfaz. Neste movimento, enchemo-nos os pulmões de amor oriundo deste regozijo, banhado por compaixão pelos laços terem acontecido e partido, certos de que somos todos Um na equanimidade do Amor. E que sabemos tão pouco sobre Ele, o Amor, com quem tanto aprendemos a Ser, deixando de lado o aspecto infantil e primitivo para aprender a verdadeiramente Amar como adultos e humanos, em busca do Übermensch.

Amor é a reunião do amor de um, com o amor de outro e a soma em um Todo maior que as partes.

É lógico que tudo isto é fácil de pensar, difícil de sentir e muito mais complicado de se exercer.

Mas é isto que viemos trabalhar aqui, aprender a Amar de verdade.

Na escola do Amor,

Amor angelical, missão divina

Amor é o anjo (ângelus) que amplia nosso campo de visão, a força que amplia nosso raio de ação, a energia que eleva nossa atuação.

Nas asas do Amor,

Amor - impulso do espírito à perfeição

O Amor é um impulso do espírito, preso ao corpo erótico, no sentido da perfeição agápica para gozar da liberdade dos laços da philia.

No lapidar do Amor,

Sexo é Amor

Você pode saber se está Amando alguém pelo sexo que vocês praticam.

Se houver equilíbrio entre as 3 esferas, digo, 3 etapas - pré, ato e pós - então vive-se em pleno Amor.

O desejo de Eros é o pré, o que impulsiona, motiva. O ato em si é Ágape, o divino ápice orgasmático que tudo abarca para encaminhar, o êxtase supremo. O pós é a recepção, o estado aberto, diálogo da unidade entrelaçada e cúmplice.

Amor saudável é aquele que equilibra o prazer destas três etapas, onde não se almeja apenas uma ou se dá maior peso e exerce mais outra.

No vai-vem do Amor,

A Energia do Amor: Força – Conhecimento – Luz

Quando a força da atração é canalizada para o conhecimento mais elevado passa-se a uma outra esfera e gera-se Luz através da união das forças.

Na equação do Amor,

Dica para escapar das armadilhas dos ciclos e do devir no Amor

Antes de tudo é necessário reconhecer que as armadilhas são nossas, não do Amor. É como se responsabilizássemos a fonte que nos deu água de beber pelo nosso afogamento. Somos nós os únicos responsáveis por nos posicionarmos e lidarmos com as energias a nossa maneira.

Esta consciência é o princípio do Amor, o fim em si mesmo, a eternidade como caminho; o prazer supremo a ser vivido com regozijo.

Os ciclos a seguir são originados dos círculos de poder de cada vértice da pirâmide e que se deve vivenciar até se acumular suficientemente energia para poder se percorrer o caminho até o próximo vértice - o perigo reside em ficar preso no ciclo e não fazer dele uma mola e espiral evolutiva.

Os ciclos são as zonas de conforto que as práticas tântricas ajudam a amorosamente deixar para trás em busca do conhecimento.

Ciclo de Eros – Liberdade & Desapego

Aspecto - Corpo

Cor - Branco

Mantra - Om

Ação - Instintiva

Reconhecer a sua alma – sua psique – pode ser o caminho, pois na mitologia foi quando Eros conheceu a verdadeira Psique que ele se feriu com sua flecha e se apaixonou, ‘empoderando-a’ com seu Amor. E é desta união de Eros com Psique, do Amor com a Alma, que Psique, a alma, torna-se imortal tal qual o Amor (Eros).

"A propósito de cada desejo deve-se colocar a questão: 'Que vantagem resultará se eu não o satisfizer ?'" - Epicuro

"O prazer não é um mal em si; mas certos prazeres trazem mais dor do que felicidade
" - Epicuro

A Fala nos ajuda a ir do Corpo à Mente em um caminho avermelhado e som do mantra Ah.

Ciclo de Ágape – Tempo & Meditação

Aspecto - Mens (Alma, Mente)

Cor - Azul

Mantra - Hum

Ação - Canalização & Cultivo

Reconhecer-se como imagem e semelhança, mais do que isto, reconhecer sua natureza divina e que Deus habita em nossos corações, que carregamos a centelha divina e o poder criador e mantenedor pode ser vital para não ficarmos fixados ao êxtase e conseguirmos interiorizarmos esta experiência, podendo somente assim colocá-la em prática.

"É estupidez pedir aos deuses aquilo que se pode conseguir sozinho." - Epicuro

Mas é sábio pedir-lhes conselhos e auxílio - Luz e Amor - em nossas fraquezas tão humanas. Novamente aqui é necessário o desapego - do êxtase supremo - para tornarmo-nos adultos e independentes.

O silêncio e a vacuidade nos auxiliam a unir corpo, fala e mente, o Eu e o Outro, a chegar à colheita de nosso pleno potencial. O caminho ganha tons de Amarelo-ouro e o som do mantra Sva (So).

Ciclo da Philia – Espaço & Prazer

Aspecto - União

Cor - Verde

Mantra - Ha

Ação - Resultado & Colheita

Reconhecer, tal qual apregoava Epicuro, o prazer de (con)viver – neste caso em união – e como isto nos potencializa quando em harmonia com as leis naturais.


"Não temos tanta necessidade da ajuda dos amigos quanto da certeza da sua ajuda." - Epicuro

Om Ah Hum Sva Ha - purificando corpo (om), fala (ah) e mente (hum), assim seja (sva ha).

No supremo prazer do Amor, que é o conhecimento em si

Armadilhas do Amor - II

Na pirâmide do Amor do secreto caminho evolutivo há três fluxos cíclicos que servem para nos nutrir e impulsionar rumo à próxima etapa do caminho. Eles se encontram em cada um dos vértices e até se completar todo o primeiro percurso, são extremamente perigosos.

No ciclo de Eros, a força cíclica do desejo nos nutre e impulsiona como aspecto positivo, mas pode ter um viés de vício e acomodação, afinal o prazer de facilmente saciar-se o desejo pode levar qualquer um ao comodismo.

É necessário coragem e sabedoria – guiados pela compaixão – para romper com este ciclo e utilizá-lo como mola propulsora para se atingir o segundo nível da Ágape. É por este e outros motivos que se necessita de mestres realizados para se aventurar pelos caminhos do Tantra.

No topo encontramos o ciclo de Ágape, a força cíclica da sabedoria divina que se por um lado nos nutre de conhecimento, sabedoria compassiva e mais e mais força, por outro pode-nos fazer refém do êxtase que se experimenta por estar diante do Amor mais elevado.

Mas como este ainda não está completo em nós, precisa ser exercido, não apenas conhecido, é preciso de clareza e desapego para se dar o próximo passo adiante: em direção ao Outro (primeiro em nós, depois ao nosso entorno) presente no ciclo Philia. É quando é necessário reconhecer que este conhecimento não é somente nosso e apenas dele compartilharemos quando exercendo-o na troca com o Outro.

No ciclo da Philia forja-se o amor combustível cotidiano que fará os sistema funcionar automaticamente, fluindo e fruindo harmoniosamente. A troca amorosa produz uma energia tamanha posto que a soma é maior que as partes que o excedente transborda, fertiliza e impulsiona os avanços de ambos naturalmente.

O problema é que a maioria de nós se contenta ou por medo ou por carência com o primeiro estágio e com medo de perder o pouco que tem, abre mão do tanto que lhe está a espera ao final do arco-íris que é a realização de seu pleno potencial.

Talvez por isto que no budismo se fale sobre o corpo de arco-íris como último estágio da realização por ter-se passado por todas as tempestades da vida e águas da emoção, alcançando o pote de ouro que é a mente iluminada. E o que é a mente iluminada se não a alma plena da razão do coração?

O bom é que a vida nos proporciona tais momentos e forças cíclicas de diversas formas: pelo Amor, quando conscientemente deixamos cada ciclo em espiral rumo ao próximo estágio aplicando ao Espaço de cada força o vértice do Tempo imbuídos de Amor, ou pela dor, quando nos empurra – mesmo contra nossa vontade – a nos defrontarmos com nosso caminho e destino: neste caso mais solitários, mais chuvosos e mais tristes porque com menos força.

Aja com Amor: equilibre a mandala de seu Ser através da abertura da beleza do Amor para receber a força de cada ciclo. Organize razão, intuição, sensação, sentimento (emoção) e abra espaço para o canal fluir e você ascender: deixe o Amor preencher aquilo que você conhece por ego e acha que é grande e sua única proteção – sem medo verás que podes ser muito maior e mais forte, liberto.

No Amor livre das armadilhas,

As armadilhas do Amor

Quando estamos no processo de ascese através da elevação de nosso padrão de Amor, do animalesco e instintivo impulso erótico ao divino e absoluto agápico, o próprio Amor nos coloca à prova: nos apresenta um par e contra-ponto erótico ao qual nos ligamos, que facilmente gera êxtase e que pode nos viciar em um processo que se finda em si, não se renova, tirando-nos de nosso secreto caminho evolutivo que justamente nos dá êxtase e troca ilimitada com o universo.

A chave é entender isto - o aparecimento do par erótico - como a Força Schopenhaueriana, a manipulação por parte dos genes, as tentações de Mara, e superar esta etapa de apego aos prazeres fáceis e táteis focando na evolução espiritual em busca da elevação dos padrões e vibrações.

Quando sentir que alcançou e consegue manter o padrão agápico, desapega-se também do êxtase supremo para aportar seguramente na philia, onde se lida com o Outro e consigo fraternamente e pode-se, inclusive, retomar aquele relacionamento que outrora era obstáculo - se ainda tiver e fizer sentido, será transmutado, evoluído.

Entender este processo e tornar-se soberano nele é criar meios hábeis - amorosos - para tornar obstáculos ferramentas de poder e conquista - o que se assemelha muito ao Tantra e suas práticas.

Na união das energias opostas e processo libertador do Amor,

Amor é Luz na escuridão - II

Devemos fortalecer a nossa Luz interior, que tem na mente-coração seu propulsor e na fé-do-coração seu combustível, o Amor, para no encontro com o Outro sermos capazes de nos doarmos plenamente: nossa Luz através do Amor, nosso Amor que é Luz.

A cada encontro a Luz da fé e da razão ilumina a escuridão do medo e da ignorância, uns dos outros e de nós mesmos.

É preciso ser forte para não sucumbir, na certeza de que o Amor é um combustível renovável e inesgotável - quanto mais se dá, mais se tem - e que por maior que seja o mar da escuridão, um pingo de Luz já muda toda composição.

Na forte clareza do Amor,

Amor é dedicação

É você focar todos seus esforços e fluídos para dar e doar o melhor de si para que o Outro possa realizar o melhor de si: ambos dialogam e focam no Eu Superior e materializam progressos.

E sempre dedicar a ação à liberdade de todos os seres.

No enfoque superior que é o Amor,

Amor - tríade que leva à sabedoria

Amor é a soma da compaixão, da equanimidade e do regozijo.

Sai-se de si pela compaixão para alcançar o Todo através da equanimidade que reforça o regozijo pelo Outro - estado de êxtase e contentamento da Philia, que é pelo Outro, mas não deixa de ser por nós mesmos: o impulso erótico elevado uma oitava através da compaixão.

No tripé do Amor,

Amor, filosofia e religião

Interdependência - Budismo

O Amor é a esfera secreta na relação interdependente entre os vazios das esferas interiores e exteriores, que buscam na relação forjar valor e assim se preencher - enquanto o valor em si é acessado na câmera secreta de cada Ser e é onipresente em tudo: a alma ancorada no coração e integrada ao Todo.

Mente-Dual - Estoicismo e Budismo

A mente é dual enquanto cria e age pelo ego. Quando cria em concordância com a natureza (das coisas) potencializa o divino e fecundo Amor, dando asas à seus sonhos e chão para edificar seu valor.

Fábula das abelhas - Mandeville e Capitalismo

Abstraindo-nos da diferença conceitual entre vício e virtude e pautando na certeza de que temos na essência amorosa comum, podemos dar razão à Mandeville e, sob esta ótica, também à Adam Smith: se cada um perseguisse (sem vício!) seu interesse genuíno - que permeia a todos e tem a todos como meta - isto contribuirá para a prosperidade do coletivo, tal qual acontece em uma colméia - outro superorganismo no qual nós deveriamos nos espelhar.

No pensar, falar e agir do Amor,

Amor - o troco do sorriso

Estava gripado, indo dar aula particular de alemão, quando no dia 01.07.09, após um singelo encontro na garagem, parando bicicletas, um sorriso me tirou de meu isolamento febril e me fez reconectar com minha magia interior. Bilhete deixado na cesta de sua bike, nunca respondido - e nem precisava: às vezes, o importante é apenas retribuir. E agradecer. Essa é a maior concretização do Amor.

Cara desconhecida,

Desculpe-me de antemão a audácia e intromissão.

Gostaria de lhe agradecer por seu sorriso, mesmo sem querer, ter iluminado a penumbra da garagem e de um corpo doído pela gripe - a alma, leve e imaculada, regozija encantada.

Essas coisas por muito nada tem a ver, são lampejos do destino, acontecem por um momento nos sem fim dos cotidianos. Cumprem seu papel - que no caso foi de me entusiasmar, ou seja, encher de Deus, e de me inspirar a te escrever, agradecer e compartilhar (algo que pouco se faz de verdade hoje em dia) - e só.

Caso, no entanto, desta finitude do momento tenha dó não deixe protocolos sociais e medos estomacais lhe impedirem de fazer um novo amigo com possíveis conceitos mais. Ou não, apenas amizade e gratidão.

Se acaso a timidez lhe tomar de refém e roubar a voz, mande-me um sms dizendo 'me ligue' ou 'me esquece'.

Não é operadora telefônica, mas é simples assim. Se não nos falarmos mais - como se estivessemos! -, quero agradecer-te. E desejar-te tudo de melhor: para que possas compartilhar seu sorriso com o mundo, cada vez mais.

Na inspiração respeitosa que é o Amor em seu leve e descomplicado viver,

Do ego ao self - o poder da plena realização do Amor

Muitos confundem o poder de realização do Ego com o Self: do eu inferior - pequeno, individualizado e isolado - com o Eu superior - magnânimo, individuado e unido.

Quando se reune e harmoniza em si todas as diferenças no uno que temos o potencial de espelhar, alcança-se a divinificação e o pleno potencial.

Pode-se até iniciar algo através da força cega e impulsiva do ego, mas é preciso saber se abrir para ampliar o horizonte e elevar o ganho e o valor, alcançando-se assim o pleno potencial seu e do resultado almejado.

No processo do Amor,

Amor - processo de visão e elevação

A Fé é a luz da razão - Amor a união harmônica entre fé, conhecimento e razão.

A Fé leva e eleva a razão, jogando Luz onde a razão ainda não consegue enxergar clareza, realizando o pleno potencial.

Na Fé do Amor e no Amor à Fé,

Amor coelis - céu interno

Como falar das estrelas se não se sabe falar nem de si?

Por isso é que amar o próximo passa por amar a si - se conhecendo, aceitando e evoluindo se chega ao próximo e isso só é possível através da vacuidade - o não-ego - Deus, em suma, o Amor e demais conceitos que demonstram as ações do Amor na edificação do Ser pleno - o pleno equilíbrio do individual-coletivo no Todo.

Só após conhecer seu firmamento, estrelas, órbitas e buracos-negros é que se pode compor com o Outro uma bela constelação.

No firmamento do Amor,

Amor - busca pela verdade

Abrir o coração tem seu risco: rever todos os valores. Questionar para melhorar. Retreinar a mente.

Demanda alto respeito pela disposição de que a vida pode ser totalmente diferente do que é.

Para viver uma existência de Amor, pergunte-se silenciosamente: qual o potencial de minha vida?

Temos que nos sentir honrados e honrar-nos com nossa incessante investigação e cotidiana condução da ação.

Quando se está resoluto e trabalhando focado em uma direção, poderosas forças ajudam-nos a superar todas as barreiras, impulsionando-nos para frente.

Seja gentil e respeito contigo mesmo e sua jornada ao deixar para trás seu passado e ego.

Quando se inicia a busca amorosa, começa-se com a saída de si (do palácio e sua zona de conforto), enfrenta-se a perda de tudo (mordomias e hábitos), vem o medo do desconhecido e do caos - enfrenta-se a criação uranítica, molda-se na positivdade saturnina daquilo que lhe importa (sai-se do auto-centrismo) e, canalizando saturninamente, chega-se à abundância jupteriana do encontro com o Outro que é você (também).

Chega-se ao Outro que é a sua jornada, a sua tomada de consciência e o ato de assumir controle e soberania sobre si. Por inteiro - tal qual nosso crânio e cérebro, evoluimos plenamente fora do útero e por toda vida.

Amor é a busca pela verdade. É a libertação das amarras, a construção das pontes, a integração ao Todo através do outro que somos nós mesmos espelhados pela vida.

Elementar!, na investigação do Amor,


Amor - vitória contra o conformismo

Olhar compassivo, contemplando serenamente o incômodo e o medo, atenção plena, motivação pura e o poder de remover obstáculos, transformando-os em trampolins da evolução: esse é o poder do Amor.

É a elevação da dicotomia que aprisiona na luta de pólos (classes, sonhos) para uma esfera superior que trabalha tudo no sentido da evolução e superação das fronteiras no alcance da plenitude.

Na não-aceitação proveniente do Amor,

O Amor tântrico de Eros e Psique

Na mitologia grega a alma se torna imortal quando o Amor se enamora por ela e ambos vencem, juntos, os desafios - após superar a desconfiança: pois "o Amor não sobrevive sem confiança".

A ascese se faz quando se canaliza o desejo de Eros para a alma; desejo é a vontade de possuir algo que não se tem, é o desejo por conhecer o conhecimento em si. Conhecer sua alma é conscientizar-se e apropriar-se de sua alma, de si - de maneira superior, com conhecimento e confiança.

Quando se conhece a alma, cria-se laços com ela, pois ela é nossa parcela divina. O Amor passa então a não ser apenas conquista, mas a manutenção do estado em si. Nós somos tanto a alma, quanto o Amor - essa busca - em si, somos a união que fecunda e cria.

Fortalecidos e plenos, entendemos a vitalidade da união e a procriação e o prazer conscientes. Movidos por amor, regozijo, equanimidade e compaixão, selamos a ascese através da exteriorização do processo tântrico interno, formalizando a união das energias gerando mais um ponto de Luz na teia da vida: mais um desabrochar a começar a ascese por si só.

Focar primeira no auto-conhecimento para depois buscar a união saudável não é egoísmo, é Amor. A si, ao próximo, ao Todo.

Na mitologia do Amor,

A nau do Amor

Em conversa com o grande astrólogo Zé Maria, soube deste que necessitaria trabalhar e dar maior valor à minha Vênus natal, integrando-a, pois esta se encontra isolada nos porões de meu barco - formação gráfica presente em meu mapa astral.

Logo me veio a imagem de tirá-la do porão e colocá-la à frente, na proa, como homenagem e proteção. Sem dúvida será a nau do Amor que me fará ir à lugares nunca antes navegados através de mar calmo e brisa renovadora que impulsiona sem rasgar os tecidos das velas içadas em busca do vento da prosperidade.

Enquanto escrevo, vem à minha mente a imagem da arca de Noé.

Devemos nós também construir nossa embarcação para salvarmo-nos do dilúvio de nossas emoções – próprias e coletivas – para então repovoarmos nosso campo fértil com nossa energia tântrica, posto que salvamos tanto nosso lado yin, quanto nosso lado yang.

Só após nos termos assegurado a salvo das águas profundas de nossas emoções idem é que estamos aptos a convidar @ consorte para fazermos uma viagem de lua de mel, romance, aventura e, lógico, Amor. Senão, é ‘homem ao mar!’ e razão à mercê.

Não à toa o budismo chama o mundo fenomênico, o samsara, de ‘oceano de sofrimento’ – para vencê-lo, devemos ser hábeis capitães de nós mesmos, termos uma boa nau feita de ossos, carne e tecidos impulsionados por pensamentos, sentimentos e sensações e nos guiarmos consciente e intuitivamente pelas estrelas para descobrirmos nosso novo mundo; despertos.

Nas vagas do Amor,

Só Amor - múltiplo e uno

Só, perdido, me encontro.
Solteiro, me fecundo.
Busco a unidade-base antes do Outro.
Só, assim se consegue levar amor ao mundo.

O Outro passa a ser Eu,
na realidade nós,
não há barreiras,
só, apenas uma voz.

A unidade sussurra
o que todos no fundo já sabem,
amor incondicional,
a chave do progresso, ordem natural.
[vitória do bem contra o mal]

Ouça o grito do silêncio de seu Ser,
faça cair os véus e irás ver
a divina face da unidade
resplandecente em toda multiplicidade.

No verso do Amor, rima da eternidade,

Amar a si através do Outro

Amor é um 'em-si-mesmar-se', reafirmando-se em sua plenitude pelo e através do Outro - do Outro em si, na ascese pela individuação, e do Outro-alter, exterior e de fato diferente à nós.

Amar é desejar tanto se conhecer e 'plenificar' quanto ao Outro - e que ele também alcance o mesmo estágio, almejando-se elevada união.

No espelho do Amor,

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Amor chronos est

No Amor cada segundo vira uma eternidade a ser desbravada.

Na ampulheta do Amor,

Amor pleno de si

Amor não é querer ser o melhor; é dar sempre o melhor de si em toda interação: consigo, com o Outro, com o mundo.

No alcance de seu Eu superior,

Brisa amorosa

Amor, essa brisa interna que acalma a ardência - no peito, no estômago, na alma - que infla as velas e ilumina nosso horizonte no Outro sem fim.

Navegar nessa brisa para encontrar o oceano de Amor, é preciso, com toda calma.

Sob inspiração de viagem auspiciosa para encontrar Sua Santidade, o Dalai Lama em Frankfurt, Alemanha.

Dalai Lama significa literalmente 'Oceano de Sabedoria' e esta não é outra que o Amor, que através da Compaixão torna a mente inteligente, mas ordinária, em sabedoria pura.


Na proa do Amor somos todos Reis do Mundo,

A fronteira final do Amor

Não há mais nada conquistar a não ser a paz interior.

E essa já é Amor em si, princípio, meio e fim.

Amor vincit omnia,

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Amor cúmplice

Cumplicidade não existe apenas nos crimes.

Deve ser exercida em nosso cotidiano com todos, ser a base de nossa fraternidade. A começar pelo relacionamento-chave, núcleo da família e da sociedade: o par de almas que se une pelo progresso, que é o Amor.

Em comum, a vontade de juntos evoluir, cada um na sua ordem, cúmplices de suas asceses - espelhos, amparos e trampolins para o outro.

E, quando evoluídos e em harmonia, forjam o progresso do coletivo através da união celular e de suas energias em um novo Ser de Luz, fruto do Amor, tornam-se cúmplices não apenas de si, mas de toda história humana, artificies da vida, restabelecendo-lhe a ordem.

Eis porque o Amor não foge à reta razão - que é praticar suas virtudes e estar de acordo com as leis do Cosmos (aos quais nosso ego deve se curvar!).

Na cumplicidade do Amor,

Ame hoje, o amanhã não existe



Lindo vídeo (promocional de uma agência de modelos).

Pena que o amanhã não exista, se não hoje. Hoje sim é o dia mais importante de nossas vidas. Por isso, não ame esperando o amanhã. Muito menos espere o amanhã para amar.

Ame gozando o hoje.

Na atualidade do Amor,

Habitat do Amor Eu Sou

O que habita em mim não sou apenas eu, mas o Amor.

Em recordação à meditação do dia 24 de junho de 2007, sob as bênçãos de São João, o Batista, tal qual descrito no 'Caminho dos Essênios'.

Através da meditação compassiva, bênção do Amor, vivencio a certeza de que o amor tem muitas faces, mas o Amor verdadeiro não tem face alguma.

Na ascese essênia do Amor,

domingo, 19 de julho de 2009

Nós somos o meio e a mensagem, nós somos Amor

“Somos mensageiros que esquecemos a mensagem”, mas não somos apenas os mensageiros, somos a mensagem. Na verdade, cada um de nós possui uma parte da mensagem. É heresia não dar atenção ao chamado da sua mensagem ou confundí-la com uma mensagem que não é sua, porque todos temos uma parte da mensagem, parte esta que precisamos e que a nossa comunidade também precisa para que, no compartilhamento de nossas letras exclusivas, formemos outra palavra, outra frase e, finalmente, outro mundo (citação de A.J. Heschel adaptado do livro As Marcas da Alma, de Marc Gafni – retirado do blog Zephyrus).

E como McLuhan afirma, ‘o meio é a mensagem’.

Não faz sentido? Não sentimos que temos algo a dizer para a gente, para o outro e para o mundo?

Esquecemo-nos da mensagem, pois sim, somos esquecidos de nós mesmos. Recuperarmos a consciência disto é entendermos que não há distinção entre o meio e a mensagem, entre nós e o Amor que viemos tornar carne - eis o verbo primordial, ação sem palavras, criação sem conceito, obra-prima-mor.

Quando entendermos que nossa missão como mensageiros é nos tornarmos a mensagem, cultivaremos o planeta de maneira sustentável - eis a mensagem e o meio hábil do Amor.

Aí sim, criaremos a 'aldeia global' proferida por McLuhan, quando nossos corações estiverem conectados em rede, sustentando a teia da vida.

Cada um com a sua forma e maneira de Amar, onde as diferenças asseguram a sobrevivência sadia da unidade do planeta e onde o efeito borboleta será nada mais que aquela excitante sensação no estômago ou dança da beleza e dos vôos leves ao vento dos insetos que sabem, mais do que ninguém, da importância da metamorfose e da transformação - eis mais uma mensagem de Amor vinda da natureza.

Na comunicação direta e bidirecional do Amor,

Amor é o Reino e a coroação

Instaurar o reinado do Amor depende de nós.

Fazer do outro Rei ou Rainha é antes de mais nada dizer que somos também nós Reis e Rainhas.

O Amor é este elemento que nos coroa e decreta nosso reinado.

Difícil é determinar a ruptura do padrão de mendicante e carente que perpetramos em nossas vidas para passar a atuar como Reis e Rainhas de nosso cotidiano e destinos.

Esperamos sempre que o outro nos trate assim para que, em contrapartida, o possamos tratar da mesma maneira. Isto, de fato, não é Amor. Pode ser amor, mas daquele tipo lei de talião, ‘dente por dente, olho por olho’ e, completo, coração por coração. Matematicamente impossível do Todo ser maior que as partes: nada se agrega e ascende verticalmente, apenas se equaciona horizontalmente, estagnando-nos em nossa ascese.

O Amor nos confere a dádiva – força e abundância – para sermos plenos em nós mesmos e transbordarmos rumo ao Outro fecundando o Nós, tal qual o Nilo tornava férteis suas margens.

Não devemos esperar o Outro nos tornar Reis. Devemos antes de tudo nos coroarmos pelo poder do Amor e assim agir majestosamente na relação com o Outro, que apenas irá referendar aquilo que nós já somos através do exercício de nossa plenitude. Afinal, o Outro sendo nosso espelho só terá a coroa em sua cabeça se nós também a tivermos.

É o Rei do Amor o melhor servidor, pois curvando se torna mais ereto, esvaziando-se se torna repleto, doando-se enriquecerá e fluindo eternizará cada momento.

No trono do Amor, que é a realeza do coração,

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Love is really 'Something'



Amor dos Beatles em áudio e vídeo. Cenas tão encantadoras quanto o som.

Conheça a bela história por trás desta apaixonada letra, escrita por George Harrison para sua amada esposa.

Something - The Beatles - Composição: George Harrison

Something in the way she moves
Attracts me like no other lover
Something in the way she woos me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

Somewhere in her smile she knows
That I don't need no other lover
Something in her style that shows me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

You're asking me will my love grow
I don't know, I don't know
You stick around now it may show
I don't know, I don't know

Something in the way she knows
And all I have to do is think of her
Something in the things she shows me

I don't want to leave her now
You know I believe and how

Tradução:

Há algo no jeito em que ela se move
Que me atrai como nenhuma outra
Alguma coisa em seu jeito me agrada

Eu não quero deixa-lá agora
Você sabe que acredito e muito

Algum lugar em seu sorriso, ela sabe
Que não preciso de outra
Algo em seu jeito que ela me mostra

Eu não quero deixa-lá agora
Você sabe que acredito e muito

Você me pergunta se meu amor vai crescer
Eu não sei, eu não sei
Fique por perto e você vai ver
Eu não sei, eu não sei

Alguma coisa em seu jeito, ela sabe
E tudo que tenho de fazer é pensar nela
Algo nas coisas ela me mostra

Eu não quero deixa-lá agora
Você sabe que acredito e muito

Nas ondas do rádio, das lembranças, das vivências e do Amor,

Sustentabilidade da Mente Amorosa

Se é verdade que tudo é projeção de nossa mente, que a mesma chuva hidrata e inunda, dá e tira a vida, que a chuva é festejada por uns e execrada por outros, que tudo depende da correlação tempo x espaço x observador, que o sol que aquece também queima, então também as demais relações, inclusive humanas, são projeções de nossa mente.

O professor severo que cobra pelo bem do progresso do aluno, pela maioria mal visto e difamado, talvez seja o melhor amigo do aluno, mal acostumado, que prefere aqueles de sorriso fácil e avaliação idem.

Ou o amigo, que criticamente colabora para seu crescimento, diferente do colega que se omite a lhe dizer a opinião para não investir tempo na concorrência.

No âmbito das empresas, enxergar o concorrente como aliado pode ser estrategicamente vantajoso, levando desde redução de custos de logística até a poder de negociação com o cada vez mais forte comércio varejista.

Olhar com foco amoroso otimiza o planejamento, pois encontra os caminhos que tornam as relações fluídas.

Olhar com foco amoroso faz de toda situação um aprendizado, uma conquista de conhecimento rumo à sabedoria do bem viver, por mais redundante que isto possa se parecer.

Olhar com foco amoroso depende necessariamente de dois elementos: motivação pura e atenção plena – ambos conquistados, por exemplo, através da meditação/yoga e de boa/correta alimentação.

Olhar com foco amoroso é re-significar.

Recentemente, acompanhei palestra de um grande professor que tive em meu MBA de marketing que citou meditação como sendo algo que seria bom, mas uma perda de tempo nas corporações, pois levaria também à divagação (devagar+ação).

Mas não é disto que todos precisamos? De um outro ritmo?

Na batida do Amor, que é a (re)união das sinapses,

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Amor é consciência

Consciência é informação interiorizada, conhecimento aplicado na prática no cultivo diário da sabedoria, sustentabilidade do Ser Amor.

Na sustentabilidade da consciência amorosa,

Amar é caminhar

É caminhar, é o caminho, é a chegada. O fim, mas também o meio hábil de fazer do fim uma eterna finalidade que se renova e assim sustenta.

Nascemos com toda a capacidade de Amar, mas tal qual andar, é necessário praticar. Cair, levantar e confiantemente conquistar a si e ao mundo, primeiro se exibindo em meio aos tropeços e ao ego, depois fluindo naturalmente em seu Ser.

Agregamos os elementos para ganhar equilíbrio, desenvoltura e nos sustentar.

Na sustentabilidade invisível do Amor,

Com o Tsog de Tara o Amor magnetiza

Amor, para mim, é re-significar.

Por isto presto esta homenagem a Arya Tara - estrela em sânscrito, salvadora em tibetano -, após cuja prática de Tsog tive inspiração para os dois posts anteriores sobre o silêncio e a morada do Amor - esta também sob influência da expectativa de encontrar uma determinada mensagem quando online.

Tsog é tibetano e significa literalmente reunião; um encontro entre praticantes e seres iluminados através do oferecimento de diversas substâncias que nossa mente deve transcender em sua imanência para contemplar a pureza que a tudo nos conecta.

E não é o Amor a maior das reuniões e a mais pura das substâncias - pois presente em todas elas? Não é o Amor a estrela salvadora na escura noite da solidão e do sofrimento?

As frases a seguir são minhas compilações da sadhana (texto sagrado) longa de Tara Vermelha, meu primeiro yidam (deidade de prática; entidade meditacional, manifestação de mente iluminada na qual o meditante tenta se unir) e minha primeira fonte de refúgio no budismo vajrayana, cujo maior expoente é o tibetano: mãe de todos os budas, ela é seu aspecto feminino, comumente atrelado ao aspecto feminino de Avalokiteśvara (bodhisattva que representa a suprema compaixão de todos os Budas), ambos pertencentes à família Padma, a família do Lótus, de cor vermelha (existem cinco família búdicas).

É com regozijo e no intuito amoroso de beneficiar a todos os seres que lhes passo estas informações acima e frases a seguir.
  • Amar é desfrutar do mundo fenomênico como uma oferenda simbólica.
  • Amor é o gozo abundante (e consciente) dos prazeres dos cinco sentidos.
  • Amor é o estado desperto atemporal.
  • Amor é a jóia preciosa que realiza desejos quando é oferecido com devoção.
  • Amor é a nau da liberação e conquista completa da liberdade do mar de sofrimento.
  • Amor é a fonte compassiva irradiante de bênçãos.
  • Amor amadurece auspiciosamente as folhas e frutos das qualidades positivas de quem ama.
  • Amor magnetiza e derrama sobre o campo de experiência de cada ser uma chuva de benefícios e felicidade.
  • Amar é consumar a atividade iluminada do poder.

Na devoção do Amor, prosto-me diante de ti,

No silêncio compreensivo do Amor

Não continue lendo. Não perturbe o silêncio de sua mente. Não acorde o Amor em sua alma.

Antes desperte você e se prepare para ter com o Amor.

Preparado, saberás que o que dorme e o que observa são ambos uno, que o Amor é tanto aquele que vela, quando o que é velado, é o velar em si, que tanto é fato e ação, quanto sujeito e objeto – e tão mais é Amor quando desta ontologia distintiva e dualista não faz mais uso, compreendendo a unidade da trindade do Ser Amor que de um sujeito e um objeto se faz verbo e vai além.

E o Amor é esta proposta de ir além das limitações conceituais, é entender que amar a si é forjar corpo e alma em um só espírito, divino por natureza, na ascese por vocação.

No chamado do Amor que aos fortes desperta,

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Na morada do Amor

Silêncio. Nada mais que o silêncio.

Silêncio que estas palavras pervertem. Mas reverberam em um puro e simples "alô, te esperava encontrar por aqui".

Mas não. Vazio.

É o abrigo do silêncio.

Na morada do Amor,

A flor do Amor


Raiz, caule, espinho, folha, pólen, pétala e fragrância.

Mel das abelhas a cada florada.

Luz do sorriso a cada amanhecer.

A cada gesto, a fala ao coração.

Na delicadeza do Amor,

O Amor Eu sou

Eu sou o vazio que deixo em ti. E quando torno te preencho e transbordo.

Eu sou sua expansão e crescimento. O conforto e a dor.

Eu sou a morte do eu; Eu sou a ressurreição do Eu.

Eu sou o pulsar da vida.

No não-julgamento do Amor,

terça-feira, 14 de julho de 2009

Amor elemental

Ascendo por entre nuvens, energizo-me com o Sol e materializo-me em queda chuvosa: água para a Terra sedenta, sou um agregado de elementos em doação fluída, cíclica e contínua.

Não sumo. O Amor, mesmo invisível, é uma constante que sustenta os laços da vida.

Para sempre estou no ciclo do nascer e morrer, ora sólido, ora líquido, ora gasoso; terra, água, ar, fogo e vacuidade compostos na medida exata do equilíbrio equânime da vida e daqueles que necessitam.

Esse é meu voto de Amor.

Água para os sedentos, Terra para os famintos, Ar para os exaustos, Fogo para os ignorantes; a sabedoria emerge e repousa na vacuidade, espaço-mãe de quem sou filho contemplativo.

O Amor agrega os meios hábeis em benefíco de todos os seres.

No elemento agregador do Amor, sob influência do olhar sincero da aquariana Fernanda que me procurou, mas não encontrou, talvez por não ter olhado para dentro - pois toda busca começa por si através de um sincero olhar amoroso.

Amar é cultivar a arte em si

Amor é o belo, o único, o singelo.

Amar é cultivar seu pleno potencial, tornar-se artista de sua própria existência, emoldurar-se como obra-prima na galeria da vida.

É eternizar-se nos olhos, ouvidos, pele, nariz e língua de quem sente na mente-coração o cultivo alheio do artista em si.

Nas cores, sons, formas, aromas e gostos do Amor,

Amor - missão principal

Não há nada mais poderoso e invencível que o Amor, a generosidade e o estado de pleno alerta e abertura para moldar as relações sempre com foco na missão principal, que é zelar pela natureza - de si e do outro - e por Todos, pela vida no planeta.

Na enzima catalisadora do superorganismo Terra, que é o Amor humano, consciência aplicada,

domingo, 12 de julho de 2009

Amor - processo de superação

Mais que negar algo ou retirar algo da sua vida, é importante substituir o vazio deixado, com a pena do antigo (padrão) voltar com força ainda maior.

Mais que negar, o importante é afirmar.

Nisto encontramos a força do pleno desapego, o processo de superação do Amor.

No processo de caminhada e ascese do Amor, substituímos o Eu pelo Outro, mas, para não ficarmos nos extremos e no desequilíbrio, devemos repousar no nós, a união de todas as possibilidades que surge do nada que é pleno potencial - a vacuidade que abriga todos os fenômenos em potência.

No vazio de onde emana toda criação, Amor em essência,

Amor é religare

O corpo é o templo, o coração o altar.

No rito do sagrado Amor,

Amor é cura

Desligados da fonte universal, primária e única de energia vital - amorosa por natureza posto que se doa à todos e só pede que a repliquemos, função natural que deixamos de exercer - sentimo-nos fracos, inseguros, carentes.

Diante deste déficit, procuramos nos alimentar com a energia mais próxima e fácil, a do outro, buscando roubar a energia pessoal psicologicamente, racional e emotivamente, competição que é a base de todo conflito humano.

Amor é a cura para este mal oriundo do medo, da preguiça e, principalmente, da ignorância.

Quanto mais se doa, mais se tem; esse é o Amor, a soma maior que as partes.

Na posologia do Amor,

Amor - Caritas in veritate

A nova encíclica da igreja, promulgada por Papa Bento XVI, mesmo que ainda dualista, é um grande passo - talvez ainda necessário para de fato sairmos do dualismo.

Quem lê este comentário sobre a encíclica, entende como a busca pelo Amor transcende a emoção e vai dialogar diretamente com a globalização – de cada um de nós e de nosso mundo.

Na transcendente verdade do Amor, único sistema sustentável em si,

sábado, 11 de julho de 2009

Amor é A Regra

Estabelecer um código de convivência e superação que se sustenta há 1500 anos reconhecidamente como bem sucedido e amplamente aplicado é para poucos.

Homenagem à São Bento de Núrsia, padroeiro da Europa e pai dos monges do Ocidente, cujo dia é comemorado hoje, 11 de julho.

Curtir a missa com cantos gregorianos no Mosteiro de São Bento no Rio é algo divino que enriquece os olhos, os ouvidos e a alma.


No cântico devocional do Amor,

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Amor conscientia lex interna est

A consciência é a lei interna do Ser Humano.

O Amor seu poder executivo, legislativo e judiciário; soberano de si mesmo.

Na prática consciente do Amor,

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Amor – impulso ao Todo conhecimento

Impulso guiado em direção ao conhecimento do outro, que não é outro senão nós mesmos em nossa face ainda velada e que, familiarizada, se completa no Todo.

No triple bottom line do Amor,

Amor, filosofia perene, agenda convergente

Após buscar a real definição da palavra perene, inspirado pela participação no III Fórum de Sustentabilidade da ABA Rio - sim, sou do tipo que busca a raiz das coisas e assumo, antes de mais nada, que nada sei para poder de fato ampliar meus horizontes - deparei-me com o link sobre filosofia perene e não resisti, cliquei.

Quando me deparo com a descrição do que é filosofia perene só consigo ler Amor:

"Um dos conceitos fundamentais da Escola Perenialista é o da "unidade transcendente das religiões" – título do primeiro livro de Frithjof Schuon publicado no Brasil. Ele afirma que, no coração de cada religião, há um cerne de verdade (sobre Deus, o homem, a oração e a moralidade) que é idêntico. As diversas religiões mundiais são, de fato, diferentes – e esta é precisamente sua razão de ser. É o cerne essencial que é idêntico, não a forma exterior. Todas as grandes religiões mundiais foram reveladas por Deus, e é por causa disso que cada qual fala em termos absolutos. Se não o fizesse, não seria uma religião, nem poderia oferecer os meios de salvação."

E o que é uma religião senão um religare, uma reunião, essa essência tão manifesta do Amor. O Amor próprio é a reunião consigo mesmo, tal qual o é o Amor em todas as demais esferas: a (re)união a partir do familiar ao desconhecido, o (re)conhecimento que podemos (e somos) todos uno.

No mesmo fórum, falou-se de agenda convergente e, mais uma vez, só ouvia Amor.

Encontrar meios hábeis para nos unirmos em prol do bem comum, deixando de lado posições totalitárias e egoísticas em prol da união e do Todo é Amor na prática – e chegará a ditar aquilo que chamo de sustentabilidade em rede.

No diálogo sustentável que é o Amor,

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Amor expande o mero agregado

Recebi palavras elogiosas de uma amiga. Confesso ter ficado sensibilizado, tendo aumentado em mim o senso de responsabilidade, afinal, como diria Saint-Exupéry, "somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos".

Por mais que Nietzsche repudiasse este tipo de afirmação, afinal, cada um deve ser responsável por si - e nisto ele tem razão -, devemos ter compaixão para trabalharmos melhor a interdependência de nossas relações e nos auxiliarmos, irmãos que somos, no tantas vezes sofrido momento do crescimento, do despertar e da ascese.

Tudo isto que relato abaixo, contudo, me levou a uma reflexão. Antes isto teria me enchido de orgulho, estufado o peito, me achado o máximo ou, como diria Obama, 'o cara'. Agora, não passou de um estímulo à reflexão, ao contemplar das interconexões, ao observar de quão multifacetado é o debruçar-se sobre a realidade, vazia em si.

O que para esta jovem é motivo pelo qual ela se encanta comigo, ao 'fuxicar' por meu Orkut - vendo "uma beleza pura e visceral, despida de vaidades. Você é um dos homens mais belos que já conheci. Pensamentos cortantes que instigam minha mente, construídos com palavras sutis e suaves, como o toque da pétala na pontinha do nariz quando sinto o perfume de uma rosa. É gostoso de ver que existem no mundo pessoas como você." - com certeza não é o mesmo ponto-de-vista de minha ex-mulher ou de algum alun@ da ESPM reprovado por não atingido a média necessária - por mais que meu gesto tenha sido um gesto de Amor, para fazê-lo dar o melhor de si e aprender de fato ferramentas importantes para sua evolução. As expectativas no plano terrestres são sempre diversas e conflitantes.

Não é por nada que o Amor é tantas vezes mal compreendido: deve-se analisá-lo verticalmente, como força ascendente e não horizontal e ordinariamente, pois sua força poderia se perder em meio a obstáculos, conflitos de interesses egóicos e interpretações puramente banais e erotizadas.

Por fim, fica a reflexão registrada em palavras:

Vaidades não as tenho Estou nu perante a vida Se impressiono é porque é grande O Amor que sinto e emano expande este mero agregado.

Na realidade única de um mundo de ilusão, visão expansiva do Amor,

sábado, 27 de junho de 2009

Amor - estado revolucionário

Enquanto se combater ódio com ódio, violência com violência ficar-se-á preso ao mesmo paradigma da ação horizontal, correndo de um extremo ao outro, procurando em círculos a razão que não pertence a nenhum dos lados e sim a ambos, juntos, e a ninguém sozinho.

A verdade está lá fora - do Eu e do Outro - acessível no plano vertical. É hora de irmos ao encontro e não de encontro a nós mesmos, canalizando a energia desta yoga (união) para alçarmos esferas superiores.

É hora de lutar contra a própria idéia de guerra e de inimigos: não são mais estes ou aqueles grupos os inimigos, de fato nunca foram. Nosso maior inimigo reside em nós mesmos e se chama medo, fruto da ignorância e pai do terror, da violência e dos descontroles, como os de consumo, por exemplo.

O maior perigo é nosso medo individual dar voz a uma pseudo-razão forjada que sustente uma centralização do controle tecnológico e do crédito, controlando o progresso mundano global. Isto já uma realidade e a Internet uma possibilidade de resistência, se bem usada.

Que é uma evolução também espiritual, a isto cada vez mais pessoas começam a despertar, entender, aplicar e propagar.

A indiferença continua sendo, contudo, o entrave para que alinhemos os avanços mundanos e espirituais, que em nada devem se contradizer, posto que são naturais à nossa condição humana: nem animais, nem deuses; daemons que devem compreender seu papel libertador e cultivador do superorganismo Terra, gerando e consumindo seus frutos de maneira sustentável.

Quando interiorizarmos nossa verdade absoluta - a de que somos eleitos sim para sermos os jardineiros deste imenso jardim - começaremos a nos abrir para a beleza e dádiva de estarmos vivos neste Éden e entenderemos as metáforas das grandes escrituras sagradas de todas as tradições religiosas - profundamente coerentes entre si: a de que vivemos no paraíso e que a vivência disto depende de nossa percepção, motivação, atenção e ação.

Desperta em nós, então, o estado de Amor: uma revolução sem precedentes que nos leva a transmutar estados baixos de energia e elevar os padrões globais a novos níveis, afinal, não somos feitos de átomos, energia que vibra?

A revolução do mundo, como dizia Gandhi, se inicia por nós, em nós.

Começa pela mudança nos padrões de alimentação: tanto a física, a comida que você ingere, afinal você é o que você come, quanto os pensamentos que nutrem sua fala e sua ação.

Nutrir-se de comida morta, que causa sofrimento para chegar a seu prato é contribuir com a acidez de seu corpo e consequente envelhecimento precoce das células - nosso intestino de 9 a 12 metros não é ideal para digestão de carnes, que apodrecem e provocam o surgimento de uma toxina chamada cadaverina; fora o fato de que comida viva e fresca contém mais energia vital (prana) - se é vivo e ficou no prato é porque é para ser comido, se sair correndo, deixa viver.

Nutrir-se de pensamentos negativos gera queda de energia, mal humor/humor ácido (!), bad karma, antipatia e resistência exterior de e em todos os níveis. Basta parar e repensar situações vividas: o sorriso genuíno abre portas, a grosseria fecha e ainda traz um peso nas costas; ambas contagiam.

Eis nosso desafio evolutivo atual. O que você quer propagar com sua fala e suas ações, o que você quer vivenciar em seu cotidiano. Depende de seus pensamentos, monitore-os, treine-os, aperfeiçoe-os.

A troca com o exterior é o passo seguinte: quando feito de maneira aberta, equânime e bem intencionada, gera-se uma energia sustentável e propulsora. Existem diversas técnicas para tornar o amor tanto a energia sustentadora de pano-de-fundo, quanto a energia propulsora, atuando como motivação pura e atenção plena.

Cada tipo de Ser deverá encontrar a sua: os mais racionais devem utilizar-se de sua capacidade analítica racional para questionar-se de cada pensamento, fala e atuação, se está em alinho com o princípio da harmonia, respeito, equanimidade e compaixão; os mais emotivos devem recorrer à sensação buscando entender os mesmos tópicos; ambos os tipos devem reforçar o uso da intuição e buscar sempre se colocar de verdade no lugar do Outro para depois poder criar um ponto-de-convergência que seria o ideal para o Todo - é este o ponto a se almejar. Deve-se contemplar o estado atual e o estado desejado e aspirar que Todos possam convergir para lá, intuindo como agir da melhor maneira a contribuir para a concretização disto.

Doar um fluído amoroso - que você pode visualizar sendo as batidas de seu coração emanando ondas de amor (pense no ar como um meio líquido menos denso, imagine a vibração das ondas) pelo ambiente envolvendo as pessoas (branco, vermelho e azul alternadamente), com o desejo de que todas possam tocar seu íntimo divino e passarem a ser emissoras do Amor ao removerem o medo e a ignorância é uma boa prática cotidiana - é algo que não tem sensação similar: requer não apenas motivação pura de beneficiar a Todos, mas também atenção plena de estar sempre atuando, mesmo e principalmente nas situações que nos levariam a agir exatamente dentro do padrão ordinário de reagirmos com irritação, aversão, ódio ou demais sentimentos negativos que nada agregam à nós, aos outros, à solução da questão que nos incomodou e ao ambiente em si.

É nossa missão nos tornarmos células revolucionárias vibrando Amor incondicionalmente.

No despertar revolucionário de nosso íntimo que é o Amor,

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Amor - sabedoria do paralelo cruzamento

Amar é o caminho. Ama-se quando se caminha em paralelo com alguém, na mesma direção.

E quando é em direção contrária? O Amor é tão magnânimo que ainda oferece o mapa e os conselhos, posto que vindo daquela direção para onde o Outro irá - estarão conectados, o (re)conhecimento os uniu. Grandioso, braços abertos para o reencontro que em algum momento ocorrerá, pois todos os caminhos levam à Roma - então não importa se de trás pra frente, é sempre Amor: as mesmas letras, outras maneiras, igual essência.

E quando os caminhos se cruzam? Ao invés do choque antagônico, o prazer harmônico, deleite de mesmo por instantes ocuparem o mesmo ponto da trajetória, do Tempo e do Espaço - eternidade aprisionada em momentos, liberta pelo orgasmo, estendida pelo gozo dos prazeres comuns, mas sustentada somente pela sabedoria de se buscar retomar os caminhos, que mesmo paralelos, podem e devem se cruzar nos momentos que nos tornam humanos para cumprir o devir e o dever de trazermos o céu para a terra.

A sabedoria do paralelo cruzamento deixa um caminho belo para trás e tem à sua frente promissores passos que evocam e enunciam - tal qual a dança das abelhas - a beleza da eternidade, na forma de trilhos que se cruzam e continuam, representando o símbolo do infinito e da espiral do DNA.

Na visualização do caminho,

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Amor-alvo, arco e flecha

A mulher é a flecha e o amor é o alvo aos quais o homem, como arco, se curva.

A natureza do alvo só se torna pleno potencial realizado quando arco e flecha se harmonizam e juntos se empenho no alcance do ideal - atingindo todos o centro: homem, mulher e o amor em si.

No olímpico esporte do Amor, sob a inspiração de
Ovídio,

Amor é tudo, menos 171

Ia postar outra coisa, mas quando vi o número do post, resolvi fazer este singelo registro.

Nosso blog chega a 171 posts publicados ao longo de um ano, o que dá mais de um post a cada três dias, embora a atualização não se comprometa com a sazonalidade e sim com a inspiração.

E é inspirado no número que afirmo que o Amor é tudo, menos enganação. Não arma pra ninguém, não quer levar vantagem, não é malandro. É colaborativo, simbiótico, real.

É número par, ímpar, primo, irmão, oposto complementar; é a matemática do complexo que é a vida e sua natureza, cuja beleza é matemática pura.

Na soma do Amor que equaciona tudo,

terça-feira, 23 de junho de 2009

Terra - plataforma convergente do Amor

A estrutura atômica da Terra possibilita a convergência e materialização do Amor das diversas esferas, unindo a meta com a física, elevando ambas e propiciando a união das almas de maneira carnal e espiritual, onde não deve haver diferenciação entre ambas, posto que uno como o Amor, cujas ondas quânticas vibram dão suporte à matéria e vibram como átomos formando a mesma, tornando-a realidade quando também se tornam realidade - das ondas do pensamento à concretização das ações, podemos e somos só Amor.

O resto é ilusão e foge à reta razão estóica, estando em desalinho com o cosmos e nossa própria natureza.

O Amor aproxima, unifica e evolui as dimensões: do Próton, Neutron e Elétron; do Externo, Interno e Secreto; do Eu, do Outro e do Espaço-Tempo que é o Todo; alcançando a eternidade aqui e agora.

Na Terra, óvulo que o cometa do Amor fecundou,