O problema da liberdade de expressão é que as pessoas pensam como se tudo pudesse ser feito. E, de fato, assim o é.
Mas apesar de pensarem assim, agem de maneira unilateral, não compreendendo que dentro desta liberdade de tudo expressar a contenção também faz parte e é, cada vez mais opção – ativa – na interação constante.
Tem-se a liberdade ou não de contribuir com o lixo cultural, colabora-se ou não com a avalanche de informações, compartilhando ou não informações irrelevantes.
Somos, afinal, o filtro derradeiro que torna a realidade em sonho ou pesadelo atualizando a partir de nossa vontade de poder nosso mundo dentro de um universo sem fim de possibilidades do campo virtual. Que criemos então o melhor dos mundos possíveis.
Estamos, afinal, destinados ao livre arbítrio. Confirma o teu, torna-te aquilo que tu és.
Na liberdade do não,
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Da real liberdade de expressão através do Amor
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Amor tântrico e o sagrado feminino
Em um mundo onde a revolução sexual por um lado ruiu determinados dogmas mundanos, mas por outro sacrificou algumas belezas divinas, o papel do masculino e feminino se encontram por demais distantes e banalizados e os Seres de sujeito passaram a objetos - para si, para os outros e em relação ao Todo.
O filme Nine revela - com fotografia especialmente bela - como a ascese de um homem depende muito da reconciliação com seu ego através da revalorização do sagrado feminino e da consequente recondução da sua criança interior ao seu devido lugar no processo de amadurecimento e elevação de seu Ser.
A criança interior - nosso ego - não deve ser aniquilada, mas contextualizada dentro de uma hierarquia de valores e forças edificadas a partir de ética e coerência individual. Validadas sempre pelo filtro do Amor, ou seja, em relação à hierarquia de valores e forças do outro e do Todo.
Afinal, não somos outra coisa que um Ser em um Estar-continuum e não há iluminação sem compreender nosso Todo no Espaço-Tempo universal e eterno.
O Amor tântrico começa por nós mesmos em um íntimo reconciliar-se e fortalecer-se para conquistar a subida da elevação.
Luz, câmera, Amor!
O filme Nine revela - com fotografia especialmente bela - como a ascese de um homem depende muito da reconciliação com seu ego através da revalorização do sagrado feminino e da consequente recondução da sua criança interior ao seu devido lugar no processo de amadurecimento e elevação de seu Ser.
A criança interior - nosso ego - não deve ser aniquilada, mas contextualizada dentro de uma hierarquia de valores e forças edificadas a partir de ética e coerência individual. Validadas sempre pelo filtro do Amor, ou seja, em relação à hierarquia de valores e forças do outro e do Todo.
Afinal, não somos outra coisa que um Ser em um Estar-continuum e não há iluminação sem compreender nosso Todo no Espaço-Tempo universal e eterno.
O Amor tântrico começa por nós mesmos em um íntimo reconciliar-se e fortalecer-se para conquistar a subida da elevação.
Luz, câmera, Amor!
domingo, 6 de julho de 2008
Amor "orgânico"
Que o amor é algo essencial, que vivifica, suaviza e harmoniza tudo ao seu redor disto ninguém duvida: basta viver um grande amor para fazer desta uma afirmação inquestionável - quanto mais elevado e completo nas 3 esferas (eros, ágape e philia) mais inabalável e durável esse amor será.
Mas estas linhas não versam sobre outro tópico senão a representação do quão essencial o Amor é para o ser humano: e isto na forma de órgão-porta-voz.
Comumente representado pelo coração, responsável pelo bombeamento do sangue por todo nosso corpo e o que consequentemente nos vivifica, há desde os gregos um questionamento sobre se outras partes do corpo não seriam dignas de tais honrarias de serem representantes do maior e mais nobres dos sentimentos.
Fígado - responsável por metabolizar as substâncias no organismo tem a seu favor a característica amorosa da transmutação - e não é o Amor o maior dos transmutadores? Cabe a ele também a produção do Fel, que deixa aquele gosto amargo em nossa boca - da mesma maneira que o amor o faz quando se parte em dor e se despedaça em ilusão.
Rins - o filtro do organismo, tal qual o Amor é o filtro da alma. Se não filtrarem o corpo pára. Se não amarmos a alma deixa de ascender, pois fica pesada.
Derme - a pele ajuda na respiração do corpo e, principalmente, na sensibilidade e sensações. Amar nos traz novos ares, respiramos mais leves e sentimos mais - com mais intensidade e melhor qualidade, revelando o nosso melhor lado.
Órgãos reprodutores - a obviedade me obriga a poupar palavras e a apenas reforçar que apenas o Amor crea (creação é a divina, que se origina do nada; criação aquilo que se origina de elementos pré-existentes) de verdade, dando, recebendo, concebendo em conjunto.
Contudo, defendem os 'pró-coração', é nele que reside a fagulha divina - fato comprovado em estudos científicos que identificam a existência de células/átomos de composição levemente alterada no centro do coração - confesso que careço de fontes, mas prometo pesquisar para trazer este dado. Aceito contribuições neste sentido.
Por fim, tendencio a uma solução mais ampla: a de que o coração e o sangue são os representantes do Amor, mas também todos os demais órgãos, cada um a sua maneira.
O que parece uma resposta diplomática ou indecisa reforça apenas o entendimento de amor nas 3 esferas e onipresente, sendo emanado/bombeado por um centro (amante/coração) que se relaciona e envolve/irriga (amor/sangue) com algo externo (amado/órgão) - a natureza deste relacionamento dependerá de variáveis presentes nestas 3 esferas, notoriamente da qualidade do amado órgão, mas, acima de tudo, da capacidade ímpar do coração de bombear sem distinção, amando equanimemente à todos com quem se relaciona e deixando o (sangue) amor fluir.
Pode-se ainda buscar correlacionar o sangue ao Eros, pois é o desejo, aquele impulso que vai até o objeto desejado; daí também a máxima "da cor da paixão". A relação com o amado órgão poderia ser analisada como philia, aquela parceria e amizade que respeita as diferenças e se forja positivamente a cada contato. O coração em si pode ser analisado como philia, o amor incondicional ou voltado a uma determinada atividade: disseminar equanimemente o impulso da cooperação amorosa por todo o corpo.
No Amor em seu coração, veias e em cada órgão, exalando amorosidade,
Mas estas linhas não versam sobre outro tópico senão a representação do quão essencial o Amor é para o ser humano: e isto na forma de órgão-porta-voz.
Comumente representado pelo coração, responsável pelo bombeamento do sangue por todo nosso corpo e o que consequentemente nos vivifica, há desde os gregos um questionamento sobre se outras partes do corpo não seriam dignas de tais honrarias de serem representantes do maior e mais nobres dos sentimentos.
Fígado - responsável por metabolizar as substâncias no organismo tem a seu favor a característica amorosa da transmutação - e não é o Amor o maior dos transmutadores? Cabe a ele também a produção do Fel, que deixa aquele gosto amargo em nossa boca - da mesma maneira que o amor o faz quando se parte em dor e se despedaça em ilusão.
Rins - o filtro do organismo, tal qual o Amor é o filtro da alma. Se não filtrarem o corpo pára. Se não amarmos a alma deixa de ascender, pois fica pesada.
Derme - a pele ajuda na respiração do corpo e, principalmente, na sensibilidade e sensações. Amar nos traz novos ares, respiramos mais leves e sentimos mais - com mais intensidade e melhor qualidade, revelando o nosso melhor lado.
Órgãos reprodutores - a obviedade me obriga a poupar palavras e a apenas reforçar que apenas o Amor crea (creação é a divina, que se origina do nada; criação aquilo que se origina de elementos pré-existentes) de verdade, dando, recebendo, concebendo em conjunto.
Contudo, defendem os 'pró-coração', é nele que reside a fagulha divina - fato comprovado em estudos científicos que identificam a existência de células/átomos de composição levemente alterada no centro do coração - confesso que careço de fontes, mas prometo pesquisar para trazer este dado. Aceito contribuições neste sentido.
Por fim, tendencio a uma solução mais ampla: a de que o coração e o sangue são os representantes do Amor, mas também todos os demais órgãos, cada um a sua maneira.
O que parece uma resposta diplomática ou indecisa reforça apenas o entendimento de amor nas 3 esferas e onipresente, sendo emanado/bombeado por um centro (amante/coração) que se relaciona e envolve/irriga (amor/sangue) com algo externo (amado/órgão) - a natureza deste relacionamento dependerá de variáveis presentes nestas 3 esferas, notoriamente da qualidade do amado órgão, mas, acima de tudo, da capacidade ímpar do coração de bombear sem distinção, amando equanimemente à todos com quem se relaciona e deixando o (sangue) amor fluir.
Pode-se ainda buscar correlacionar o sangue ao Eros, pois é o desejo, aquele impulso que vai até o objeto desejado; daí também a máxima "da cor da paixão". A relação com o amado órgão poderia ser analisada como philia, aquela parceria e amizade que respeita as diferenças e se forja positivamente a cada contato. O coração em si pode ser analisado como philia, o amor incondicional ou voltado a uma determinada atividade: disseminar equanimemente o impulso da cooperação amorosa por todo o corpo.
No Amor em seu coração, veias e em cada órgão, exalando amorosidade,
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