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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Amor, do fluxo eternidade

O nascimento é a porta para a atividade de Estar, presente que é viver.

A morte, passagem para a eternidade, saudade do não-Estar, obrigação do vivente.

Vida, esta convergência de opostos que se complementam no Ser, a crença no Ente que perpassa os fluxos e ciclos e nos ensina a Ter - Fé.

Na aurora de novas vivências, horizonte livre ao raiar da felicidade que emana das pulsões de Amor que corre nas veias invisíveis deste corpo social do Ser em Rede que se edifica a cada interação,

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Amor, dá-me vida

Tu, cujo nome se esconde sob as vestes da eternidade
cujo semblante toca o infinito,

Tu, a quem busco e venero,
A quem toco com os lábios,
A quem vejo em todos os rostos,
A quem sinto em todos os corações.

Tu, presente em tudo que pulsa,
Força de tudo aquilo que deseja,
Ar de tudo aquilo que respira.

Tu, Amor, és Tu-do!

És tudo aquilo que está por ser,
És tudo aquilo que é,
És esta silenciosa ansiedade que se agiganta no vazio de meu peito
És de todas as cores a matriz que colore a vida
És beleza que se compartilha na ação e no olhar.
És o instante de cada momento eternidade
És presença,
És saudade,
És algo que não tem nome,
És angústia e travessia,
És plenitude de todo Ser.

No mistério do Amor que costura a vida entre o nascimento e a morte,

quarta-feira, 21 de março de 2012

Amor - vida pra valer

O contrário de morte não é vida, é nascimento; vida engloba isto e muito mais, compreende o viver - e o faz com toda sua intensidade, canalizando toda energia ao destino escolhido.

Vida = nascimento + morte

E essa soma é o viver, é interação entre opostos, é plenitude pra valer. Quanto maior a interação, maior a interdependência consciente, mais a vida se torna Amor, mais intensa e mais vontade de viver surge.

Na complementariedade de toda existência,

O transcendental do Amor

Pai-Mãe,

Quando você morrer,
morre em mim o filho.
Acaba o espaço lúdico, o refúgio da criança,
e começa o tempo hos me, o tempo de espera - suspensão ao fim, "adultez" sem cura ou volta.

Menino, antes de dar adeus ao mundo,
quero ainda rir de montão,
estarmos juntos, trocar carinhos,
confidências, olhares, sorrisos.

Momentos inesquecíveis

Que farão minha velhice
- mais feliz
e minhas lembranças
- mais saudosas

Prefiro a dor de tê-las
e ter que delas desapegar
do que a dor de me apegar
à cobranças e lamentos.

Quero, ao morrer, dizer SIM! à minha vida.
Quero renascer livre e amante a todo momento.

E isto só poder ser feito com Amor, construído a cada instante e interação - confirmando-se e à potência.

Só o forte consegue dar sentido a si em meio ao vazio, exercendo a sabedoria da priorização, superando o nada através do Amor, escolhendo conscientemente os momentos a serem eternizados - diluídos ao final, como lágrimas na chuva.

Quero me entregar a este fluxo continuum com toda fé, ser Amor fati - fazer o que tem que ser feito, Amar fazer o que tem que ser feito, saber e escolher sorridentemente o que tem que ser feito.

No momento da ressurreição, nascimento da força transcendental do Amor,

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Amor, o caminhar para a Era da sustentabilidade

Entre o nascimento do novo ser humano e o nascimento do novo ano os caminhos do Amor asseguram a conquista dos novos valores, de uma nova era, de uma nova realidade.

O primeiro passo começa em seu coração.

No caminho da sustentabilidade,

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Eros, impulso do Amor para um novo mundo

Há momentos onde se está tão cheio de Amor para dar que se poderia fecundar um novo mundo: é a hora de se libertar o Eros que já não cabe em si.

Vai Amor, tão complexo e tão fácil, seguindo pela rede ao encontro da mulher secreta que tanto desejo desperta.

Ouço calado o pulsar do desejo e em meio aos gemidos de prazer, percebo sussurros de dor: é a Terra que sangra em meio aos orgasmos múltiplos dos que se contorcem entre extremos, dos que são reféns do prazer e da dor; do nascimento e da morte; da alegria e do horror.

Vai Amor, não mais ao encontro desta fêmea que me extasia, mas encontra a mulher que se esconde em cada um de nós, nossa parte que sabe cuidar, sustentar e da qual o planeta, sofrido e abandonado, tanto carece.



Chega de êxtase, o planeta quer é viver.

Enalteçamos e elevemos nosso Eros, não neguemos nossa essência, pois somos no devir e devemos confirmar nossa natureza desejante.

Não podemos mudar o que, mas o como; não mudamos os objetos, mas podemos mudar o sujeito e nossas relações.

No Eros, impulso que transforma todas as mulheres do mundo na mãe Terra, fecunda pelo Pai Cosmos, Eu Sou,

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Amor, fluxo do nascer e morrer, continuum da vida

A morte não deveria ser uma preocupação, pois é um fato inalterável e aquilo que não se pode mudar não deve nos preocupar, mas deve servir de parâmetro para aquilo que nós podemos alterar que é o viver, determinante de como iremos morrer.

Pré-ocupa-se com a morte e deixa-se de ocupar com a vida.

Por vezes paralisa-se e estagna-se perante a impermanência e a morte e deixa-se de fluir com a vida, movimento de alternância em essência. Parado, é-se ultrapassado, morrendo-se em vida.

Eis a necessidade vital do Ser: devir para confirmar o seu Ser, Rede em continuum, um múltiplo de um só pertencente ao Todo.

No ciclo da vida, nascimento, morte e ressurreição pelo Amor, conhecimento que flui em nosso Ser e nos torna o que somos,

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Do Amor à rede: o fecundo poder da limitação na criação

Tal qual a beleza - Afrodite - nasce da castração de Urano (o Céu) por Saturno (Chronos, o Tempo), também nossas criações nascem sob a égide da castração do que é possível realizar: quando não relacionado à recursos, sempre ao prazo de finalização.

O que mais escapa dessa equação é o relacionamento que - eterno enquanto dura - pode transcender até a morte o nascimento, perpassando vidas através de seus portões.

Nas relações o maior limitador não chega a ser o Tempo - a percepção deste é que nos angustia -, mas sim o ego humano e suas idiossincrasias; todavia para se atuar em parceria (duas pessoas) e se estabelecer uma rede (três ou mais pessoas) é preciso incluir não apenas o potencial dos envolvidos, mas principalmente suas limitações e as de seu entorno: antes de frustrar, as limitações servirão de canalizadoras para se conduzir a relação e os projetos rumo ao êxito.

No canal do Amor, margeado equanimemente por compaixão e regozijo,

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A ponte do Amor

O Amor une o instante à eternidade.

Na ponte sobre o Rio da Vida, do nascimento à morte, unindo à terceira margem,

segunda-feira, 15 de março de 2010

Os limites do Amor

Apesar do Amor ser eterno e infinito, necessita de limites para poder transbordar e assim fertilizar e fecundar.

Amor é canalizar para superar os limites, próprios e o da união e do Todo.

Na maré do Amor, limite que dança com o nascimento e a morte no compasso que é viver,

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Amor é o Criador, a criatura e a criação

O princípio, o fim e o meio; o pai-mãe/casal, o filho e a (pro[cri])ação; o caminho, a verdade e a vida - Deus é Amor e nós o somos quando nos reunimos.

Do verbo faz-se o humano, o humano é ação, se encontra e define no agir, é o divino que se materializa no Amor - palavra realizadora que suporta a vida: do nascimento à morte e através da ressurreição.

O Criador não cria a dor, é o fraco em nós que a denuncia, pois toda criação é um parto que cria a ação transformadora da estagnação e que incomoda aqueles em nós que não suportam a força da impermanência: inerente à eternidade do Amor.

No alfa, no ômega e no soletrar - linguagem amorosa que constrói realidade e não apenas se adequa,

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Amar – a responsabilidade que é viver – a escolha

Viver e estar encarnado como Ser Humano é uma oportunidade única de não apenas sentir, pensar e falar, mas principalmente exercer e fazer o Amor se concretizar.

Ter a questão existencial da escolha - do livre arbítrio como uma dádiva, uma graça divina - é uma responsabilidade a qual devemos fazer jus, explorando o máximo de nosso potencial, abandonando nossa vidinha ‘em-si-mesmada’ para viver a Vida em toda sua plenitude através do poder do Amor.

Devemos assumir esta responsabilidade e não deixá-la na mão de ninguém, nem de Deus. As pessoas tendem entregar tudo a Deus e se esquecer da responsabilidade máxima do livre arbítrio, daquilo que nos faz sermos o que somos: nossas escolhas.

Deus não serve apenas para ouvir nossas confissões ou nos consolar; seria muito pouco para um Todo-poderoso. Por que não se espelhar em suas qualidades – existentes ou projetadas, não importa – ao invés de lhe praticamente exigir sua piedade, quando não repulsado por uma extrema arrogância egóica? Os extremos demonstram a fraqueza do desequilíbrio homogêneo: ou todo submissão ‘mesmizificada’ ou todo insolência individualizada; isto quando não somos nem totalmente parte de um grupo homogêneo, tampouco somos indivíduos heterogêneos, quando não somos nem ego, nem não-ego, para não deixarmos de fora uma abordagem budista. Amor é o caminho do meio que tudo converge.

Devemos Amar e assim nos tornarmos Amor e unos; afinal, Deus não é Amor? Como querer se harmonizar com o divino – o extrínseco, o intrínseco e o secreto – se não estamos dispostos a Amar de verdade, se temos medo de sairmos de nós mesmos em direção ao outro? Como faremos parte do Todo? Como tornarmo-nos plenos, fortes e isentos da necessidade de piedade?

Amar é para os fortes. Amar é nada temer, tudo aceitar e trabalhar para melhorar a partir do ponto em que tudo se encontra. Não é conformismo, pelo contrário, é a via possível de transformação. É a divinificação do humano, a união superior, é o entendimento do que é possível e a viabilização do impossível. É a formação do Homo amabilis, do Übermensch.

Ser Amor é trabalhar em prol do progresso e união de todos em um Todo. É entender que somos células de um grande organismo chamado Terra e cuja enzima salvadora se chama Amor e que nós, humanos, somos os maiores responsáveis por produzir, cultivar e aplicar.

Não há contra-indicações. A toda hora de escolha, a cada momento, pare e reflita se sua ação resultante de sua escolha traz benefício para si tanto quanto para os demais humanos, animais, plantas. Mude hábitos por Amor. Mude gostos por Amor. Simplesmente mude por Amor. Mudar é evoluir e isto é Amor; por si, pelo outro, pelo Todo.

Pois é dando que se recebe Amor. E a mudança que o mundo tanto necessita começa por cada um de nós. E mudar não é perder e sim reforçar sua essência que não é outra que Amor: surgimos de um ato de Amor, devemos viver no Amor para transcender a morte com Amor.

Guiar suas escolhas por Amor lhe torna progressivamente Amor, que dá, recebe e propaga aquilo que é a única saída para a existência de vida inteligente neste planeta Terra: o desenvolvimento sustentável do Amor.

No Amor, o sustento do verdadeiro desenvolvimento,

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Testamento amoroso

Quando eu morrer, só quero sorrisos.

As lágrimas, se escaparem, liberem-nas no jardim para que possam estimular as flores, beleza máxima da vida com sua forma e não-forma (cheiro). Como amo as flores.

Quando eu morrer, só quero poesia.

As lamentações não são justas com a dádiva da vida, essa oportunidade máxima de prática cotidiana e evolução espiritual de nossa mente-coração. Como amo a vida.

Quando eu morrer, só quero 'até logo'.

O 'adeus' torna o tempo ao reencontro demasiadamente longo e não há tempo e espaço entre os portões da vida - nascimento e morte - que tornam difícil a tarefa do Amor de reunir os que são afim. Como amo vocês.

Quando eu morrer, leve meu Amor à todos, sem exceção. Nada mais tenho senão o melhor de mim para d(o)ar. Como Amo.

Escrito no natal de 2008 sob inspiração da passagem de meu Opa, reflexões sobre minha própria morte e sensação de ressurreição. Que todos possam se beneficiar.

No Amor,

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sobre como lidar com a velhice e a morte

É necessário trabalhar a relação com os entes queridos mais velhos com amor e desapego

Eles partirão.

Por isso, não cultive nada além de um imenso amor e agradecimento por tudo que lhes foi possibilitado ser vivido.

Saboreie cada olhar, cada toque, cada palavra, cada gesto, cada troca.

É o que eu faço com meu 'Opa' ('vô' em alemão) toda vez que estou com ele.

Ao mesmo tempo, vou me preparando para a minha própria velhice e morte.

Com o tempo, virão outras variáveis, como os filhos, netos, ou não, apenas doenças e dores.

Mas é bom já ir se abrindo para o inevitável para encarar tudo com dignidade e assim transcender a dor, o sofrimento e ser soberano de sua existência.

Apenas o Amor pode realizar isto: esta abertura que a tudo conquista, inclusive a eternidade.

Uma qualidade tranquila de entendimento daquilo que tem que ser vivido e a força para que seja vivido da melhor maneira. É explorar o todo potencial dos limites impostos pelo Ser, esse é o amor que nos guia, que nos conduz para o além-morrer.

É Luz que nos esclarece que o contrário de morte não é vida, é nascimento. Esse é o amor, o ciclo do eterno viver.

No Amor,

terça-feira, 24 de junho de 2008

Amor RUMInante

[...]

Somos o tesouro do espírito
somos a alma do mundo,
livres do peso que vergasta o corpo.

Prisioneiros não somos
do tempo nem do espaço
nem mesmo da terra em que pisamos.

No amor fomos gerados,
no amor nascemos.

Rumi - final do Sama III/IV

No amor,