sexta-feira, 18 de novembro de 2011
O GP do Amor
Agradeça sustentando o sorriso e convidando a pessoa mentalmente a também investir a libido dela em uma prática mais prazerosa e criativa do que fuder com sua paciência.
Pronto. Você acaba de ativar seu ponto G, de Gentileza e de Generosidade, e reforçar seu ponto P, de Paciência.
E com o GP em dia, é acelerar fundo, sem se importar com quem chega primeiro, mas muito mais em chegar juntos, sem estresse ou paranóia.
No S do sexo e na reta da vitória do prazer, completamente sem freio,
domingo, 6 de março de 2011
A folia do Amor
Não passa, desfila e se eterniza na saudade.
É volúpia, desejo, pulsão, vontade,
é beijar, pegar de jeito, é sentir na pele o Amar.
Carnaval é o aval do espírito
aos impulsos da alma.
É o aval da carne ao consumo sem calma
tudo pode, sob os auspícios de Baco, neste seu rito.
Alguns dias de loucura,
corpos nus, seios, bundas, ó tortura!
Bundalelê, bacanal,
são dias insanos, sem igual.
O problema não é o ponto fora da curva,
mas a consciência que se turva.
Uma satisfação do anseio mais mundano,
cujo único problema é se estender por todo ano.
Pois o Amor é tudo isto,
mas muito mais.
É também cuidar por ser bem quisto,
e não apenas usar da beleza exterior, das ilusões ou dos apliques irreais.
Que em meio à alegria dionisíaca
o carinho e o bem querer
vençam a tentação demoníaca
do só querer fuder.
Começa assim, devagarinho
aumenta a pressão
ascende tua alma com carinho
eleva tua carne da devassidão.
Fode.
O quanto pode.
Fode.
Enquanto pode.
Contempla o divino.
Após o êxtase vem sempre o vazio, menino.
O sexo não é brincadeira,
é o melhor caminho para a ascese verdadeira.
Mas sexo é muito mais que comissão de frente.
É harmonia, evolução,
ritmo, percussão.
É unir corpo-fala-mente.
Amor é sexo, sexo é Amor.
Às vezes com, às vezes sem dor.
O outro, sem o um, inexiste,
por isto que, quando praticados separados, faz ficar triste.
É unir dois corpos,
duas falas,
duas mentes
a um só destino.
É unir pessoas
em nações boas
e diluí-las no mundo,
unindo tudo ao fluxo de ascese da realidade, no fundo.
Olha que coisa mais linda,
uma nova realidade em cada rebolar.
Uma potencialidade em cada troca de olhar.
Um sonho de felicidade que a cada quarta-feira de cinzas, finda.
No balanço a caminho do mar,
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Amor, impulso imperativo
O impulso é ao sexo, ao companheirismo, à união; o impulso é para caminhar, curtir o caminho, realizar o processo, é fazer da vida uma confirmação, é dizer sim ao prazer, à alegria, à diversão.
O impulso é a obrigação, obrigatório o caminhar, é ter este caminho aqui e agora, abismo a frente e atrás, ilhas de momentos a se confirmar no oceano do sofrimento.
Impossível secar sozinho este mar. Foquemos então no possível, criar pontes, fazer as ilhas se relacionar e juntos prosperar.
No impulso imperativo que é Amor,
domingo, 11 de julho de 2010
A (nova) ordem do Amor
Inverter-se a ordem dos fatores para alterar o produto: sexo não depois do casamento, mas philia depois da ágape: determinar o regime de valores da união para se entregar ao prazer e fazer da carne uma escada para o Ser; e da união de dois inteiros a celebração da plenitude individual e coletiva.
Na coragem de se assumir humano, no controle de Si,
sábado, 25 de julho de 2009
Sexo é Amor
Se houver equilíbrio entre as 3 esferas, digo, 3 etapas - pré, ato e pós - então vive-se em pleno Amor.
O desejo de Eros é o pré, o que impulsiona, motiva. O ato em si é Ágape, o divino ápice orgasmático que tudo abarca para encaminhar, o êxtase supremo. O pós é a recepção, o estado aberto, diálogo da unidade entrelaçada e cúmplice.
Amor saudável é aquele que equilibra o prazer destas três etapas, onde não se almeja apenas uma ou se dá maior peso e exerce mais outra.
No vai-vem do Amor,
sábado, 6 de junho de 2009
Amor é obra-prima
No Amor de cada momento, eternidade aprisionada no tempo-espaço de nossa finitude,
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Fazer amor
O temporal noturno
Acorda os amantes,
Inunda o vale.
Fazer amor é natural. Por que envergonhar-se dele?
Parece simples, mas, na verdade, é um grande desafio nestes tempos complexos. Muitas outras camadas de significado foram agregadas ao sexo. As religiões o colocam em camisas-de-força, os ascetas o negam, os românticos o glorificam, os intelectuais teorizam a respeito, os obcecados o pervertem. Essas ações nada têm a ver com fazer amor. Elas vêm do fanatismo e do comportamento compulsivo. Podemos realmente enfrentar o desafio de tornar o ato de fazer amor aberto e saudável?
O sexo não deve ser usado como alavancagem, manipulação, egoísmo ou abuso. Não deve ser terreno para nossas compulsões e ilusões pessoais.
A sexualidade é um reflexo honesto de nossa personalidade mais íntima e devemos nos assegurar de que a sua expressão seja sadia. Fazer amor é algo misterioso, sagrado e, muitas vezes, a interação mais profunda entre duas pessoas. Se o que for criado for um relacionamento ou uma gravidez, o legado de ambos os parceiros será inerente a sua criação.
O que colocamos no amor determina o que obtemos dele.
Extraído da página 30 do livro 'Tao - Meditações diárias', de Deng Ming-Dao, editora Martins Fontes.
No Tao do Amor,
segunda-feira, 30 de junho de 2008
O Amor para Osho
O sexo encontra-se abaixo do amor, a compaixão está acima dele; o amor fica exatamente no meio. Bem pouca gente sabe o que é o amor. Noventa e nove por cento das pessoas, infelizmente, pensa que sexualidade é amor -- não é. A sexualidade é por demais animal; certamente, ela contém o potencial para transformar-se em amor, mas ainda não é amor, apenas potencial...
Se você se tornar consciente e alerta, meditativo, então o sexo poderá ser transformado em amor. E se a sua atitude meditativa tornar-se total, absoluta, o amor poderá ser transformado em compaixão.
O sexo é a semente, o amor é a flor, compaixão é a fragrância. Buda definiu a compaixão como sendo "amor mais meditação".
Quando o seu amor não é apenas um desejo pelo outro, quando o seu amor não é apenas uma necessidade, quando o seu amor é um compartilhar, quando seu amor não é de um pedinte, mas de um imperador, quando o seu amor não está pedindo nada em troca, mas está pronto para dar apenas -- dar só pela total alegria de dar --, então, acrescente a meditação a ele, e a pura fragrância é exalada.
Isso é compaixão; compaixão é o fenômeno mais elevado."
Osho - Zen, Zest, Zip, Zap and Zing Chapter 3