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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Desejo Amor

Desejo vem do Latim DESIDERARE, “fixar atentamente as estrelas”, formada por DE-, prefixo intensificativo, mais SIDERARE, de SIDUS, “astro, estrela”.

Pense duas vezes naquilo que estás desejando, considerando sua expressão máxima.

O céu estrelado sobre mim ganha outro significado e nesta reflexão revelo a moral em meu coração - é uma more+all.

Desiderata (palavra latina, plural neutro de desideratus, -a, -um, particípio passado de desidero, -are, sentir a falta de, perder, desejar, esperar, procurar) s. m. 
As coisas que se desejam e ainda não existem. = ASPIRAÇÃO, DESIDERATO 

Isto ressalta bem a noção de aspirar a ação à sua expressão máxima. O desejo como meta que se aspira alcançar - não apenas como impulso; mas a consciente relação entre meta+impulsão, eis o vetor da inteligencia.

Desiderata é um termo derivado de desiderare, o que revela que aspiramos que nossa ação se eleve às estrelas - disto em uma época onde o céu era estrelado de tal maneira que nos lembrava de nossa humilde existência.

Saiba desejar seu desejo, expresse-o detalhadamente, a arte está na minúcia.

No desejo que inspira, motiva, organiza, compartilha e sustenta o Ser em Rede,

Amor, gentileza que vem de dentro

Somos menos evoluídos do que os avanços tecnológicos (re)velam. Falta-nos gentileza no trato interpessoal e no trato da informação em si. Somos rascunhos em evolução, esboços de nossa divindade; projete-se!

Na intenção que constrói, ponte para o Ser em Rede,

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Amor, do fluxo eternidade

O nascimento é a porta para a atividade de Estar, presente que é viver.

A morte, passagem para a eternidade, saudade do não-Estar, obrigação do vivente.

Vida, esta convergência de opostos que se complementam no Ser, a crença no Ente que perpassa os fluxos e ciclos e nos ensina a Ter - Fé.

Na aurora de novas vivências, horizonte livre ao raiar da felicidade que emana das pulsões de Amor que corre nas veias invisíveis deste corpo social do Ser em Rede que se edifica a cada interação,

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Amor, emergência do Ser a partir de fragmentos do Estar

Emergência - processo de vir a ser em rede.

Uma idéia, um alvo, a meta como princípio, o princípio como meta.

Que tudo seja caminho; à ressurreição!

Profundamente superficial Eu Sou, uma nova dimensão de Ser em Rede que a maioria não tem fôlego, abertura e coragem para exercer.

A provoca-ação é o impulso à consciência; o familiar a armadilha mais perigosa.

O que me provoca me motiva.

Na constante convergência de fatores internos e externos em nossa secreta condução a um sentido só nosso que obrigatoriamente é compartilhado com o Todo,

quinta-feira, 21 de março de 2013

Amor, órbita do Ser

Somos átomos dançando como sóis, nunca sós, sempre em órbita com outros sons compondo a sinfonia da iluminação, vibração do Ser em Rede.

Na convergência de intenções,

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Amor, contexto da sustentabilidade, coerência do processo

Sustentabilidade é a coerência entre corpo-fala-mente; entre dado-meta-processo; o resto é tentativa-erro-aprendizado, sempre rumo à sustentabilidade, se feito com Amor, princípio que tudo acolhe, valoriza, organiza e compartilha.

Afinal, tudo está certo em sua dimensão e necessita ser contextualizado na relação.

Tudo faz sentido se for convergido a um destino comum.

No ponto de convergência que tudo eleva,

sábado, 1 de outubro de 2011

Quo vadis potentiam Amor - o caminho da potência entre o afeto e a razão

Escrevo tanto impulsionado pelo meu conhecimento, quanto constrangido por minha ignorância, que aumenta conforme aumenta proporcionalmente meu conhecimento. O que penso é o que estudei até aqui, mas o faço à luz de portas que se abrem a cada passo que dou rumo ao desconhecido, revelando novos corredores a serem percorridos no labirinto do conhecimento humano tão perigosamente familiar.

“O familiar é o habitual; e o habitual é o mais difícil de “conhecer”, isto é, de ver como problema, como alheio, distante, “fora de nós”...” A Gaia Ciência, Nietzsche, Livro V, Aforismo 355

Pelo que sei, foi minha vontade que me trouxe até aqui. Mas será que essa vontade é minha? Até que ponto tenho consciência dela, até que ponto ela me controla? E se tudo o que pensamos ser consciente for de fato inconsciente – ou ao menos passivo e reativo – e a verdadeira atividade e consciência for aquele rio caudaloso que flui no inconsciente, a verdadeira atividade tanto do Ser, quanto da vida?

Para Nietzsche, “consciência é, na realidade, apenas uma rede de ligação entre pessoas – apenas como tal teve que se desenvolver: um ser solitário e predatório não necessitaria dela. [...] sendo o animal mais ameaçado precisava de ajuda, proteção, precisava de seus iguais, tinha de saber exprimir seu apuro e fazer-se compreensível – e para isso tudo ele necessitava antes de “consciência”, isto é, “saber” o que pensava. [...] o ser humano, como criatura viva, pensa continuamente, mas não o sabe; o pensar que se torna consciente é apenas a parte menor, a mais superficial, a pior, digamos: - pois apenas esse pensar consciente ocorre em palavras, ou seja, em signos de comunicação, com o que se revela a origem da própria consciência. [...] o desenvolvimento da consciência (não da razão, mas apenas do tomar-consciência-de-si da razão) andam lado-a-lado.” A Gaia Ciência, Nietzsche, Livro V, Aforismo 354

Eu questiono a minha potência

Quanto de minha pulsão consigo compreender e verter em ação consciente? Em que medida sou vertido? Em que parcela determino, em quanto sou determinado? Qual a relação de forças entre o individual e o coletivo e aquilo que perpassa a tudo e que podemos chamar de potência, secreta às percepções menos silenciosas e perscrutadoras: a superficialidade raramente busca a raiz do problema e por isto mesmo dificilmente consegue chegar ao topo e tocar o céu; rasteja – mendicante por nutrir-se do que cai ao solo, apavorada pelo medo de ser esmagada pelo firmamento. Onde se encontra a ousadia de se embrenhar neste solo e dele se nutrir, sabendo da importância da ascese sob o sol individual que nos aquece os sentidos e clarifica os caminhos rumo à superação de si mesmo? Encontra-te na vontade.

“A vontade não se dirige para fins dados à partida, mas ela é a instância primeira: aquela que estabelece objetivos e fins; o que quer dizer que ela os reconhece como sua pertença” Otfried Höffe, Introduction à la philosophie pratique de Kant: la morale, le droit et la religion, 1993, p.66

E é na vontade que se encontra também o pensar. Mas quanto do que pensamos já não se tornou paisagem mental e não é devidamente questionado? Quanto do que vivemos e pensamos não são valores e vontades de terceiros, que aprendemos a carregar como camelos apenas para ter direito a entrar no oásis prometido por alguém que se beneficia desta fábula?

E se o oásis for veneno que nos enfraquece na justa medida de nos tornar servos capazes de fazer o serviço dos donos da pseudo-abundância na pseudo-escassez?

E se nosso maior aliado for o deserto, que não nos mata, mas fortalece, que não nos mantém reféns de gotas de liberdade e saciedade, mas oferece o desafio do horizonte sem fim para quem tem sede de saber?

Sim, quero apoderar-me tanto deste sol escaldante da razão quanto descobrir os lençóis artesianos dos afetos que indicam a vontade e o caminho para o Ser perseverar. Mas que Estrela é esta entre o Sol e a Lua, que se eterniza no brilho de suas ações, mas não passa de cometa em busca de afirmação na dança das órbitas? Não seria esta contraposição razão-afeto também um truque, uma armadilha para ficarmos reféns de uma dualidade enquanto esta é inerente a uma unidade?

Não são os opostos margens complementares de um só caminho? Não é este caminho a ascece do humano para o Übermensch – dominarmos nossas paixões e não sermos dominados pela razão dominante – nossa ou de outrem –, desenvolvendo um fluir do Ser em constante devir – não tendo uma forma ou matéria a priori ou a posteriori, mas sendo pleno no instante?

“A conduta moral não tem como objetivo encaminhar o homem para um fim. É a vontade por si só que determina o agir humano, dando-lhe a lei a que sua conduta deve obedecer. Não se trata de dizer qual é o bem a atingir nem o que se deve fazer para o alcançar. Apenas se diz como se deve agir, indica-se como se deve actuar, a forma como o homem deve actuar para agir bem” José Henrique Silveira de Brito, Introdução à Fundamentação da Metafísica dos costumes de I.Kant, p.25

A potência questiona meu Eu

Escrevo até aqui em primeira pessoa; mas que pessoa é esta que é um constructo, uma definição, um valor criado individual-coletivamente para uma rede de células ao qual se atribui um significado que comumente nos serve de porto seguro tanto quanto de cruz na qual pagamos nossos pecados – mesmo que não sejam nossos?

Usemos esta cruz para realizar o salto entre as pontas axionais de compreensão da física para derrubar valores dualistas forjando a unidade imanente de um sistema intrinsicamente binário e não-dual: somos, desde nossa construção-base, compostos de elementos físicos e metafísicos ou, melhor dizendo, químicos.

Basta observarmos a construção de nossa rede neuronal: os impulsos elétricos correm pelos axônios e superam o espaço entre os dentritos com auxílio de neurotransmissores em um ciclo natural que vai da física à fisica passando pela metafisica da química da vida.

E, por um princípio lógico, a ponte segue o padrão das margens para garantir sustentabilidade à travessia de si mesmo – se a física é em rede, a metafísica também o deve ser.

Tudo é possível se afirmar e firmar, dependendo do ponto-de-vista que observa e age no vazio que a tudo perpassa e que possibilita a manifestação das potências criativas que reinventam o universo a cada revolução oriunda dos eventos, rompantes de pulsão de vida que encontraram ou realizaram um furo para transpassar a superfície dos véus da ilusão para unir os opostos complementares e assim gerar sabedoria não-dual a partir de dois sistemas que se julgam auto-suficientes, a saber: o afeto e a razão, ambos ainda reféns da subjetividade de um Eu inexistente.

Não seriam ambos necessários para conceber uma co-reta compreensão das coisas como são e das coisas como devem ser, não como algo imposto – do exterior ou do interior -, mas como algo que naturalmente co-emerge como lógico e necessário a partir da relação dos pontos, um choque de potências que afeta e canaliza, uma necessidade que se impõe diante da conexão interdependente entre dois ou mais pontos, uma potência a ser revelada a partir dos encontros da convergência em chaosmos?

Poder: rede de potências em convergência

Se compreendemos tanto a física, quanto a biologia como regidos pelo princípio da rede, a metafísica que melhor se alinha a este posicionamento e que aumenta a potência do Todo é uma metafísica que propõe a convergência dos valores no Ser em Rede, um Ser ao mesmo tempo individual e coletivo, razão e afeto, um Ser em constante atualização, cuja única moral é convergir ao Todo com o máximo de sua potência, partindo-se do pressuposto de que o destino de toda potência individuada é se realizar convergida no poder do Todo.

E um Todo sadio, que consegue comungar das propriedades emergentes, é um Todo cujas partes são diferenciadas, tendo a diversidade como força vital da unidade e uma proposta revolucionária: conceber a inteligência de rede, ou como chamado por Antonio Negri e Michael Hardt, inteligência de enxame:

“Quando uma rede disseminada ataca, investe sobre o inimigo como um enxame: inúmeras forças independentes parecem atacar de todas as direções num ponto específico, voltando em seguida a desaparecer no ambiente. De uma perspectiva externa, o ataque em rede é apresentado como um enxame porque parece informe. Como a rede não tem um centro que determine a ordem, aqueles que só são capazes de pensar em termos de modelos tradicionais podem presumir que ela não tem qualquer forma de organização – o que eles enxergam é apenas espontaneidade e anarquia. O ataque em rede apresenta-se como algo semelhante a um enxame de pássaros ou insetos num filme de terror, uma multidão de atacantes irracionais, desconhecidos, incertos, invisíveis e inesperados. Se analisarmos o interior de uma rede, no entanto, veremos que é efetivamente organizada, racional e criativa. Tem inteligência de enxame. [...] A inteligência do enxame baseia-se fundamentalmente na comunicação.” Multidão. Antonio Negri e Michael Hardt, página 130

A rede é um processo cíclico que se repete em devir: tal qual nossos pulmões, tal qual o próprio sol, e nosso próprio coração, vivemos uma relação com duas fases, expansão e retração, micro e macro, individual e coletivo, 0 e 1, atual e virtual – basta-nos compreender, aceitar, transmutar e entregar.

Afinal, como nos revela a física quântica, além de tudo ser vibração, toda energia é regida por um campo informacional que determina se esta será percebida como matéria ou pura Luz.

“Não só a linguagem serve de ponte entre um ser humano e outro, mas também o olhar, o toque, o gesto; o tomar-consciência das impressões de nossos sentidos em nós, a capacidade de fixá-las e como que situá-las fora de nós, cresceu na medida em que aumentou a necessidade de transmiti-las a outros por meio de signos. O homem inventor de signos é, ao mesmo tempo, o homem cada vez mais consciente de si – ele o faz ainda, ele o faz cada vez mais.” A Gaia Ciência. Nietzsche, Livro V, aforismo 354

Cabe então à razão unicamente manter a atenção plena de questionar o interesse da motivação da manifestação da potência: age em convergência com o Todo ou tendenciosa, em prol de alguma das partes – o Eu, o Outro ou o Nós (que exclui o Eles)?

Quanto mais convergido ao Todo, mais pura a motivação da potência, pois quanto mais próxima ao Todo, mais amadurecida em poder esta se torna. O jogo se trata da relação razão-afeto, motivação-atenção, individual-coletivo: devemos combinar ambos como unidade. E a unidade só é potência sustentável no Amor – Amor como princípio (Eros), como meio (Ágape), como fim (Philia) e como processo (Fati).

É no Amor que encontramos o Eu como uma perspectiva de ação do Todo, uma potência tornando-se o que é, convergindo ao poder. O Todo empodera a potência individual da qual temos que nos apoderar conscientemente – em uma comunicação convergida na rede interligando pessoas, mas também seu ambiente que as sustenta – para realizarmo-nos no que somos: energia em constante revolução para qual a única lei universal é a potência devir poder. Somente sob esta égide é que a lei universal do direito kantiano procede: “Age exteriormente de tal modo que o uso livre do teu arbítrio possa coexistir com a liberdade de cada um, segundo uma lei universal”. Rechtslehre, Einleitung, § C, Bd. 7, p.338 (A 34; B35)

Ita quo vadis potentiam?

A razão deve se conscientizar das armadilhas o ego e questionar tanto a própria razão, quanto a percepção do afeto para canalizar a potência ao Todo, que é a potência em rede, o poder da vida perseverar – et congregata est potentiam Amor: este Ser em Rede, a busca por forjar um processo convergente através do Amor, intuindo as relações das diversas potências em convergência com o Todo em busca de se realizar poder.

Amor, única força capaz de unir opostos e torná-los complementares, alcançando a propriedade emergente em homeostase propiciando uma ascece constante e sustentável, recriando no vazio o Ser em Rede que transborda Amor – a gestão da informação que gerencia nosso conhecimento para melhor compreender nossos afetos e, assim, otimizar nossos encontros para que sejam sempre ganho de potência.

Nos encontros e desencontros da vida que moldam minha potência,

sábado, 11 de junho de 2011

A explicação do caminho do Amor

O Amor é a coragem de viver de verdade, é o caminho da resiliência à superação. Mas em que consiste este caminho?

O caminho secreto da evolução consiste na convergência em nosso Ser, por nosso Ser, de quatro forças arquetípicas - Eros, Ágape, Philia e Fati.

Eros, o desejo, é a resiliência, pois sempre voltaremos ao estado de inscrição da pulsão da vida em nosso Ser, libidinando-nos para que canalizemos a força do desejo para algo.

Ágape, a compaixão, é a direção, pois devemos sempre nos orientar por meio da compaixão pelo Todo para cuidar da vida, presente em cada Ser que a singulariza.

Philia, a união fraternal, é a conexão que viabiliza o Ser em Rede, a teia da vida na qual somos a mente-cérebro do superorganismo que co-laboramos; objetivo inicial do caminho do Amor, que apenas se estabiliza com o Amor Fati.

Fati, o destino, não como jugo, não como livre arbítrio, mas como resultado de escolhas e ações - um responsabilizar-se que devemos aprender a Amar para tornar nossa vida sustentável, ou seja, justa, viável e vivível - impulso justo, direção viável e união vivível.

O caminho é um harmonizar-se com tais forças arquetípicas à Luz da razão da mente-coração.

Amar a força que nos compreende e que nos faz Ser.

No trilhar de cada dia,

domingo, 24 de abril de 2011

Do Amor do Ser à Rede

Eu sou a rede, a rede sou eu; somos Amor, uno-múltiplo-multifacetado-eterno.

O Eu só existe enquanto perspectiva de ação de um plano maior, a teia da vida na qual estamos enredados e pela qual engendramos.

Na WWM, world wide me,

sábado, 6 de novembro de 2010

Amor, florescimento da talidade

Amor é a consciência que joga Luz sobre a sombra das dúvidas e alivia o peso de nossos passos - não carregamos dois ou mais que uma multidão, somos só nós, inteiros, enfrentando a solidão que não existe, pois somos todos unos com a criação.

Realizar-se é realizar esta completude natural.

Não há mais medo, apenas a certeza de que precisamos caminhar rumo ao nosso destino.

Criatura, torna-te o que tu és, criador!

Cria a ação que floresce Amor, oferece-te de corpo-fala-mente ao Todo da Rede.

"Oferece a inalação à exalação, e oferece a exalação à inalação, neutraliza ambas as respirações; liberte a força vital do coração e mantenha o controle sobre ela."

Na Kriya-ação, compreensão da yoga da talidade,

Omnia Amor est et nos cedamus amori

Só o Amor é; só o Amor pode mudar como as coisas são - tudo é Amor em graus e modos distintos, portanto só o Amor pode alterar o grau de potência e o modo e extensão de cada coisa, pois tudo comunga de uma natureza una, de um único eixo cíclico: caos-cosmos, samsara-nirvana, nascimento-morte, luz-sombra; a força da vida em todos seus modos, potências e extensões é Amor.

O modo, grau e potência do Amor é determinado pelo conhecimento detido, trocado e exercido - quanto maior a coerência, maior a sustentabilidade do momento no eixo cíclico e maior a possibilidade de vetorizar o ciclo em um eixo evolutivo.

Quando se aprende algo pela dor se aprende na verdade pela ausência do Amor - a incompreensão deste aprendizado gera o ódio, esta revolta pela ausência do Amor e do sentido de si e da vida.

A revolta, o ódio e demais sentimentos e energias da nega-ATIVIDADE paralizam o fluxo do eixo cíclico e podem inclusive regredi-lo.

O Amor é o princípio sem fim, fluxo e movimento da rede da vida.

O Amor tudo é, rendamo-nos nós também ao Amor.

No Amor que tudo vence, pois tudo é: vençamo-nos nós a nós mesmos.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Amor, atuação na rede da informação

Comunicação digital é a tangibilização, por parte da tecnologia, da rede
invisível a qual pertencemos e que paradoxalmente anula e potencializa o
espaço-tempo através do conhecimento, gerando através da interação holística a
sustentabilidade.

A tecnologia tem um impacto e tanto em nossas vidas – não a toa cunhamos a evolução de nossa espécie a partir dos adventos tecnológicos, da pedra ao ouro, tudo converge em algum momento do pós-pós – tentamos apreender nosso momento atual em conceitos ao invés de vivê-lo em sua plenitude; ignorantes em saber que necessitamos de certo distanciamento para melhor entender e referenciar algo.

Cada vez mais a aldeia torna-se global e o mundo se torna uma aldeia – a geografia se encontra em um processo de encolhimento e nós no de franca expansão.

Harmonizar este paradoxo só é possível através da força e clareza do Amor – Eros/impulso, Ágape/direção e Philia/União que, reunidos, realizam o Amor fati/confirmação do destino: de si, da raça humana e do planeta Terra.

É chegada a hora.

Quantos de vocês ainda usam relógio de pulso? Eis o impacto das novas tecnologias na invenção de St.Dumont. Não apenas nesta. Em breve, holoconferências – videoconferências holográficas - reduzirão os vôos comerciais (e consequentemente o impacto ambiental destes). Tanto o relógio, quanto a aviação não serão mais uma necessidade, mas um desejo estético.

Da mesma maneira invertem-se desejos em necessidade – executivo que não tem smartphone corre o risco de perder clientes.

Mas como isto impacta nas gerações?

- Pós-30

Se adequa a tecnologia com certa aversão; processos mais lentos e menos eficazes; maior profundidade ; quando domina a tecnologia se apega e a usa como status.

- Pré-30

Nasce com a tecnologia; ‘goes with the flow’. Potencialmente mais eficazes e rápidos, nitidamente mais superficiais – pecam por não explorar seu potencial em rede; quando domina a si se desapega, usa a tecnologia para transformar seu mundo e se conectar de verdade ao Todo.

Ø Necessidade de convergirmos e colaborarmos para explorar o melhor de ambos os mundos (pré+pós)

Ø Realizar o plento potencial tecnológico superando as limitações do hábito pessoal e da cultura geracional

Ø Como está tudo a um clique, cai-se da conveniência no comodismo, o que leva a estagnação – a web tem todas as respostas, mas será que sabemos fazer a pergunta correta?

Satisfazer mil desejos ou conquistar apenas um?

A paz mundial através da inteligência coletiva é uma realidade. Um vazio preenchido pelos valores construídos através de nossas interações. Eis o princípio e o fim do Amor como meio.

E o que se faz em contra-partida?

Redes que instigam a violência e a competição: exemplos como usarmy, hezbollah, ethnic cleansing e outras calamidades instigadas pelo medo e pela ganância, enraizadas na ignorância.

Mas há uma luz no fim da banda larga: exemplos como os projetos freerice, WeAtheR, waterfootprints e tantos outros.

Falava antes então sobre o fato da tecnologia determinar nosso grau de evolução. E vimos nestes exemplos que a tecnologia é a mesma, mas o fim é diferente.

Será que isto não importa?

No TED2009, Juan Enriquez, afirmou que a humanidade se encontra em um novo estágio evolutivo – homo evolutis – devido à alta tecnologia: estamos conectados e a robótica, bem como os ciborgues são uma realidade.

Mas qual a diferença entre o humano recém-emergido dos macacos que extravazava sua agressividade através de paus e pedras e aqueles que ao longo do tempo usaram lanças, facas, armas de fogo e agora apertam botões – a evolução foi da destruição do indivíduo à massa.

Vivemos um momento de convergência e reconstrução de nossa sociedade – podemos chamá-la de sociedade 2.0 (da informação) ou até 3.0 (da consciência) se quiserem.

Mas ao que nos conectaremos?

Precisamos realizar a mensagem no meio.

Minha proposta evolutiva, que pesquiso desde 2005, é o homo amabilis – aquele que converge em si os elementos e cresce na medida que se torna maior que as partes.

Em suma: precisamos ainda evoluir emocionalmente, porquanto já o fizemos suficientemente no âmbito racional e tecnológico. Já atuamos em rede antes, apenas desaprendemos: ao buscar nossa individuação escorregamos e caimos no individualismo; ao dar o salto evolutivo para a oitava superior da rede humana, estagnamos no momento tenda.

Falamos atualmente de Tribos, depois de um boom das comunidades – em termos não apenas de conceitos, mas de e nas práticas estamos nos revisitando: tribos e comunidades são termos bem ancestrais – talvez para fazermos algo melhor de nós mesmos, de nossa raça e da história.
Talvez para acertarmos o rumo da evolução que no processo das tribos ao invés de privilegiar a individuação acabou, por medo, fortalezando o individualismo.

E engana-se quem acredita que nos tornamos mais independentes – Não existe independência sem interdependência. Da mesma maneira que não existe liberdade sem segurança. Hoje em dia estamos dependentes demais nos quesitos básicos – alimentação do corpo e da alma.

O homem livre é aquele que faz o que tem que fazer. E entende seu lugar no mundo.

Por isto é que a Ubiqüidade é relativa e está em constante expansão. Participação também. Antes o mundo conhecido era um, agora, enquanto ainda há fronteiras, estas se encontram em franca expansão.

A participação também é relativa e crescente. As mulheres votam há pouco mais de 100 anos; há menos de 150 anos ainda havia escravidão – hábito atualizado através das empregadas hoje em dia; há menos de 30 anos dizia-se haver 22% de analfabetos no Brasil; quando vemos “o povo fala na TV” nossos ouvidos enrubecem e nossa consciência se curva à ansiedade e angústia de viver em uma sociedade assim.

Isso tudo sugere um cenário negativo para o uso das mídias sociais no geral, em especifico para o cenário político, certo?

Errado – Sêneca já reclamava que os romanos davam mais atenção à cabeleira que à República e se formos generosos, entenderemos que a evolução humana é menos audaz e rápida quanto se pressupõe é alentador: informação e linguagem sempre foram símbolos e ferramentas do poder, mesmo em meio aos brutamontes.

Do clero à nobreza, da nobreza à burguesia e da burguesia ao povo o cetro do poder passou de mão em mão apenas com as devidas anuências da gestão anterior – o clero precisava da nobreza para se financiar; esta por sua vez precisou da burguesia para se financiar e como esta queria comprar seu estatus, todos se entenderam. Ao povo o mínimo de educação para poder produzir melhor, consumir direito e não atrapalhar tanto o convívio social.

Já postei sobre isto no blog do professor, da #comunadigital: como as marcas vem de um passado egóico da mídia de massa e agora tem que aprender a dialogar e a interagir, transcendendo seu ego corporativo.

Por isto que durante um breve encontro que tive com Pérre Levy, chegamos à conclusão de que uma revolução na educação através de tecnologia não é possível senão através das redes – o poder centralizado dá apenas o que lhe interessa para se perpetuar. Ensina a apertar o botão, diploma o ego, mas não ensina a pensar – a liberdade de pensamento é perigosa ao sistema centralizado.

O poder da rede tende a ser maior e irá nos levar à mudanças mesmo que involuntárias – nossos hábitos mudarão, porque a cultura muda com a economia e conceitos como Cauda Longa, Free e inteligência coletiva são pilares desta nova Era.

Uma Era onde a democracia e participação cedem vez à pluricracia e interação – não queremos uma parte, somos o Todo.

Já nos é possível convergir o melhor mundo possível dentro de um universo de possibilidades – apenas para não deixarmos de homenagear Leibniz, fonte da qual também bebe Piérre Levy.

Uma Era que ruma da informação para a Era da Consciência – erigida quando transcendermos o ego e alcançarmos nosso pleno potencial: o Ser em Rede – pois tudo que é sustentável tem padrão de Rede.

Quem sabe assim, através do Amor – próprio, com o Outro e com o Todo –, não realizamos o Übermensch nietzschiano?

Na transcendência do dualismo e fortalecimento da rede, do Ser e do Superorganismo,

Da relevância da informação no Amor

Palestrava sobre atuação em rede na ESPM-Rio – sob o tema “Eleitor 2.0” – toquei no ponto nevrálgico de nossa atual sociedade: o excesso de informação.


Investimos muito mais tempo do que deveriamos em informações irrelevantes – segundo palpite de Carlos Nepomuceno, que eu assino embaixo – até 90% do tempo seriam investidos em dados irrelevantes, restando para informação relevante apenas míseros 10% do tempo de cada pessoa.
Esta má distribuição é responsável pelo stress, correria e pontuada por escolhas equivocadas de prioridades e, portanto, de valores, resultando assim em perdas e na falta de sustentabilidade, distanciando-nos de nosso objetivo, de nós mesmos e do Todo. Em suma, afastando-nos.


Responsáveis por isto?


Externamente, o sistema educacional, que não educa as pessoas à independência de seus processos, ensinando-lhes, por exemplo, PKM (Personal Knowledge Management).


Medo do livre pensar organizado?


Internamente o ego: reféns de nós mesmos nos iludimos e enganamos, tampando o sol com a peneira e preferindo viver o faz-de-conta das sombras do fundo da caverna.


Como sentimos que não temos mais o prazer da infância perdida em meio a tudo, falta-nos a vontade de realizar.


Em um segundo momento, falta-nos a vontade de construir nosso próprio prazer – não mais reféns da espera de que o mundo irá nos dar de mamar.


É hora de se construir este mundo sustentável – onde co-existem, como faces da mesma e indivisível moeda, trabalho e prazer – pela própria vontade, não por obrigação ou dádiva.


Não há heróis, não há recompensas. Acorde.


Ficou a dúvida, colocada depois de minha palestra, sobre o que seria informação relevante: afinal, se a pessoa dedica tempo àquilo é porque aquela informação é relevante para ela. ‘True’.


Contudo, minha afirmação ousa transcender a esfera do ego.


Neste contexto, a informação relevante é toda aquela que converge como verdade do indivíduo para o coletivo e auxilia na sustentabilidade da rede. É aquela que soma, une, multiplica; é Amor em forma de dado, disponível para nossa super-ação em busca da união e consolidação do superorganismo da raça humana à disposição e em sintonia com a Mãe Terra e o Pai Cosmo.


Ou seja, a relevância muda de pessoa a pessoa.


Quais dados e estímulos a farão atuar de melhor maneira em rede?


Para uma pessoa mais global, dados mais locais; e vice-versa. Para uma pessoa mais racional, estímulos mais emocionais e para o emotivo, dados mais racionais.


Enfim, informações, dados e estímulos, que levem à sustentabilidade do próprio Ser, que repassará tal qualidade sustentável à rede – tal qual a semente que guarda em si todo o potencial de árvore e seus frutos; a realização do micro no macro e do macro no micro, afinal, somos todos um - tanto na Terra, como no céu somos compostos dos mesmos elementos.


Com isto, não quero defender o utilitarismo, mas apontar a necessidade do equilíbrio entre útil e o fútil e do tempo investido nos mais variados assuntos.


A agricultura comprova que monocultura é menos resistente à pragas biológicas.


É chegada a hora de declarar o não às pragas da preguiça, comodismo e superficialidade. Pelo bem do equilíbrio do ecossistema mental e da abordagem holística do Ser.


Também na infovia, como em nossas vidas, o melhor caminho é o caminho do meio.


Dá sentido ao fútil e revaloriza o útil.


Assim, a força invisível do Amor, com clareza reluzente, harmoniza opostos que se confirmam, reforçam e possibilitam a superação e perpetuação.

Na força que impulsiona e forma a ação do Ser,

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Homo Amabilis – o Ser em Rede

Resumo


No TED 2009, Juan Enriquez - Chairman e CEO da Biotechonomy - palestrou sobre o futuro da humanidade e cunhou sua visão sobre nosso (próximo) estado evolutivo: devido ao avanço da tecnologia, estariamos atingindo o estágio de homo evolutis.

O que me intriga nesta visão é que tecnologia é ferramenta e está cada vez mais se tornando commodity. E de qual evolução se trata o tal homo evolutis, se a única diferença para o Homo Habilis era que ao invés de uma arma de destruição em massa antes matava-se com paus e pedras, passando por armas brancas, de fogo... nossas ferramentas evoluiram. Mas e nós? Será que nosso mind set evoluiu?

Desde 2005, mais precisamente em 2008, comecei a apontar o que na minha visão é o novo Ser Humano, o Übermensch nietzschiano – em uma leitura bastante particular de Zaratustra: é o Homo Amabilis, nosso vir-a-ser, a verdadeira evolução de nossa espécie; mais do que um novo estágio, é a proposta de um salto quântico que potencializará o uso das atuais e das futuras tecnologias, bem como otimizará relacionamentos, processos e resultados, posto que principiando de uma abordagem sustentável.

Nossa evolução está além-tecnologia, reside no conceito e na experiência do Ser em Rede – a tecnologia é apenas um meio para isto, nunca um fim.

Quero vos convidar para juntos entendermos qual o real sentido das palavras colaboração e transformação e como o Amor se relaciona a ambas no contexto das redes sociais.

Como colaborar e o que transformar?

Como pano de fundo, vamos abordar desde aspectos da biologia, da política, da ecologia a, lógico, a história da evolução – da comunicação e da humanidade.

Vamos dialogar com pensadores como McLuhan, Nietzsche, Maslow, Gramsci, Lenin, David Lynch, J.Lovelock, Pierre Levy, Leibniz, a escola de filosofia budista Madhyamika, Bakunin, entre tantos outros que ajudaram a forjar o pensamento humano.

Tudo isto para lhes apresentar minha tese de que é o Amor que nos levará da presente Era da Informação, começada em 1991, à Era da Consciência – nossa próxima fronteira final.

E antes que o tempo acabe ou me internem, quero lhes provar que um novo mundo é possível – basta colaborarmos para transformar.

Torna-te o que tu és, ó Ser em Rede.

Homo Amabilis – o Ser em Rede

Premissa: entendermos o sentido real das palavras em questão – colaboração e transformação. Co-labor-ação é a ação resultante do trabalho conjunto e trans-forma-ação é a ação que altera e perpassa a forma. Neste sentido, pautados pela tônica em questão, nada mais é, tudo passa a Ser.

Em um mundo de facilidades tornou-se tão difícil amar.

Twitter, orkut, facebook, internet banking, delivery, 0800 e outras conveniências mais são facilidades tecnologicas e processuais que deveriam nos levar a um incremento da produtividade e eficácia e a uma melhora na qualidade de vida, deixando-nos tempo para investir naquilo que nos torna únicos e insubstituíveis – relacionarmo-nos e na interação construir o valor de nosso legado.

A minha tese é simples: O Amor é o elemento que nos falta para avançarmos no caminho da evolução humana, integrando-nos ao superorganismo Gaia, enzimas catalisadoras que somos – câncer que nos tornamos por negarmos nosso destino.

É no Amor que mais colaboramos – os casais, irmãos e amigos que os digam – e onde mais nos transformamos e ao entorno: da simples matemática do 2 virar 3 ou mais, até reflexões sobre um mundo melhor, passando pela reforma do quarto de bebê. No Amor, expande-se de sua existência autocentrada para ter com o outro – verbal e não-verbalmente.

A tecnologia e suas redes – que em seu uso se transformaram em sociais – vieram servir-nos como ferramental – anulam e potencializam, na dicotomia inerente ao paradoxo da web – segmentada e de massa, simultaneamente; em tempo real e perpetuadora – o tempo e espaço, aproximando pessoas geograficamente distantes ou com agendas descompassadas, mas tb tornando o parabéns um ritual de scrapbook e tapete vermelho online. Se usamos as redes para auto-promoção ou para o efetivo diálogo não é uma questão da rede e sim do ser humano – este sim, superficial ou denso, autocentrado ou cosmopolita.

Estamos acompanhando in loco a uma transformação da teoria: o topo da pirâmide de Maslow está sendo redefinida. O que até aqui era auto-realização consumada no cartão de crédito, agora é satisfação contemplada pela livre expressão. A auto-realização passiva de uma sombra de nós mesmos dá lugar a realização do Ser artista em todo seu esplendor: há espaço para a realização de nossos anseios criativos e devaneios existenciais, outrora oprimidos pelo sistema – agora é tudo open source.

E esta fase de transição ainda perdurará – Gramsci diria que vivemos uma época na qual o velho demora a morrer e o novo demora a nascer.

Amar é aceitar, no sentido de compreender, para empreender mudança consciente.

E devemos aceitar o fato de que a dialética virtual é o primeiro espaço democrático efetivamente amplo do qual temos noção na história – uma reedição em escala global da Ágora grega. Após séculos de retenção do poder da informação as pessoas finalmente passam de passivas consumidoras a agentes participantes do processo – e este amadurecimento requer tempo; o processo paciência: há pouco mais de 2 séculos a imensa maioria era analfabeta. E isto somente se alterou porque a burguesia necessitava de mão-de-obra um pouco mais qualificada e de consumidores minimamente escolados; mas não havia (não há) o interesse de fomentar o livre pensar – o único espaço onde isto é possível é a rede, onde não há coerção e sim auto-organização.

E é através da capilaridade da rede que as catástrofes naturais nos mostraram como podemos nos unir e irrigar nosso corpo social de solidariedade , compaixão e super-ação – a ação superior potencializada pela convergência do coletivo a um ponto em comum.

E se o meio é a extensão do homem, sendo sua mensagem, nada mais justo do que construirmos meios hábeis de convergir o coração de nosso pensamento, o equilíbrio de nossa fala e a razão de nossas ações – afinal, formamos a rede, mas ela também nos forma.

Através destes pontos, creio no desenvolver positivo da curva de nossa evolução, impulsionados pela tecnologia que ajuda a expor mentiras e fraudes e a disseminar a verdade: somos um planeta, uma raça e, graças, diferentes culturas – seria monótono demais termos apenas uma monocultura. E nada sábio, pois sabemos da agricultura que monoculturas são menos resistentes à pragas.

Rumamos então da Era da Informação para a Era da Consciência, onde cada célula da rede entende seu valor criado a partir da interação – afinal, só se é, sendo; e isto comumente em relação a algo. Acho que não preciso, tampouco tenho tempo, para adentrar na questão já amplamente debatida no Bezerro de Ouro.

E a Era da Consciência é atingida a partir de dois estágios – paradoxalmente concomitantes e sequenciados.

Explico: quando entendermos a transvalorização dos valores proposto por Nietzsche e o aplicarmos ao nosso Ser, compreendendo nossa insignificância individual, passaremos a nos reafirmar nas ações no e para o coletivo – tal qual abelhas trabalham para o bem da colméia. E tantos outros exemplos mais que encontramos na sábia natureza que nos ensinou tudo até a poucos séculos atrás, mas que arrogantemente agora desprezamos.

Nosso valor se encontra exatamente quando nos esvaziamos, posto que cheios somos incapazes de trocar e, assim, gerar valor.

Aliás, vale o elogio ao filme Avatar, que tão bem e corajosamente retrata isto – lá inclusive se encontra o conceito de rede, de tribos e de superorganismo.

David Lynch já explicara como funciona o cérebro que transcende: é quando todas as áreas atuam em conjunto para determinado esforço e não apenas aquelas áreas tidas como especializadas atuam sozinhas. Duas células aparentemente trabalham melhor do que uma, tal qual duas cabeças pensam melhor do que uma e, como vimos nos resgates mundo afora, mil

braços carregam muito mais ajuda e compaixão que a mais forte das solitárias e poderosas mãos do planeta. A era da canetada está com as páginas contadas; todo poder ao social.

Se analisarmos bem, a representação pictórica de uma rede social – bolas e traços – pode ser igualmente utilizada para representar desde moléculas, células neurais, redes de TI, organogramas, mapas e até a constelações, onde um aspecto interessante é a observação de que a Terra com sua Lua é a representação macro da estética do átomo com seu elétron, bem como planeta e cometa representam cosmicamente o discurso fecundo do óvulo e do espermatozóide.

E esta abordagem toda é para evidenciar o Amor como a compreensão de um plano maior – onde o dentro é fora e o Todo é uno e múltiplo –, uma elevação do pensamento, da fala e das ações. A convergência a um ponto da criação do que ouso dizer seja o Übermensch nietzschiano – o homem que transcende em rede.

E este Ser em Rede a concretização de nossa divinificação: onipresente, onipotente, onisciente. Não cada célula, mas todo nosso corpo social.

Se pensarmos que há milhões de anos eramos organismos unicelulares que foram se juntando para formar organismos pluricelulares simbióticos e assim, no caminho da evolução, forjamos isto ao qual chamamos de corpo humano constituído de bilhões de células em constante interação e renovação – o que para uma é a morte é para o todo um novo ciclo de vida.

Entender esta dinâmica cíclica entre o princípio agregador, Eros, o direcionador, Ágape, e o fim harmonizador, Philia, é entender o conceito grego de Amor que se consolida no Amor fati – o Amor ao destino, não como passivos espectadores, mas agentes responsáveis por tornarmo-nos aquilo que somos em essência: Seres em Rede que criamos, organizamos e compartilhamos tal qual os preceitos do PKM - Personal Knowledge Management.

E é em Rede que alcançamos nossos melhores resultados. Sustentabilidade é Ser em Rede.

Na sustentabilidade do Amor, ponto de convergência, superação e elevação,

Do Ser e da Rede

Erige-se uma rede sustentável a medida que seus pontos são fortes, independentes e equânimes, colaborando em um ambiente livre, sem coerções, obrigações ou imposições externas de algum sistema ou grupo ou ainda internas, do ego.

As externas são conquistadas pelo poder revolucionário da rede, que por sua vez tem seu poder na força (multiplicadora) dos pontos, equânimes pelo trabalho individual de conquista do ego, tornando-o colaborador subjugado aos valores maiores atrelados ao coletivo e ancorados nos indivíduos.

Então fica evidente que a rede sustentável principia no Ser forte e independente, realizando a essência da convergência – a co-existência harmoniosa entre independência e interdependência, individual e coletivo.

Distorções ocorrem quando o coletivo da rede é proporcionalmente mais forte que um ponto da rede, levando à desarmonia que diminui o individual e subtrai a individuação gerando oportunidade para a sustentação de uma autocracia; e a resistência a partir do fortalecimento do ego e do individualismo, ao invés do respeito à individuação.

Quando o coletivo é fraco e há pontos fortes, pode haver o surgimento de ditaduras e, mais uma vez, a diminuição do individual.

A restrição da liberdade em ambos os casos é uma realidade.

Eis o paradoxo: quanto mais nos entregarmos à rede, ao coletivo, mais livre seremos como indivíduos e respeitar-se-à nossa individuação. Para isto, precisamos abrir mão de nosso individualismo.

Eis a única realidade: a revolução só se faz em rede. E só se começa por si. E por Amor.

Na rede que pulsa em nós,

domingo, 11 de julho de 2010

A natureza do Amor civilizado

Amor é entender que civilização e natureza não são antagônicos, mas pesos equânimes do equilíbrio sustentável de nossa evolução como Ser em Rede.

No ecossistema do Ser,

domingo, 30 de maio de 2010

Amor, o Ser em Rede como resposta ao paradoxo de Fermi

O paradoxo de Fermi é, segundo a Wikipedia, uma contradição aparente entre as altas estimativas de probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a falta de evidências para, ou contato com, tais civilizações.

Em 2000, desenvolveram a 'Hipótese da Terra Rara' como resposta - mas entendo-a mais como sendo um egotrip coletivo do que qualquer outra coisa. É certo de que não somos comuns, é fato de que não existe forma de vida complexa a cada esquina de órbita ou canto do sistema; mas daí ao fato de sermos raros é um pequeno passo para o ego, um grande salto para a ilusão.

Um pensamento é o de que civilizações costumam perecer ou serem “atrasadas” em sua evolução devido à cataclismas. O último grande do qual se tem noção na Terra foi o evento de Toba, a erupção de um supervulcão que ocorreu entre 100mil e 120mil anos atrás, quando se estima que a população humana fora reduzida a poucas centenas - o que explica o gargalo evolutivo e genético.

O ciclo de erupcão de supervulcões vai de 50mil anos – aqueles com potencial para catástrofe global – a 100mil anos – aqueles com potencial de extinção em massa, causando um inverno nuclear com duração de um a dois anos.

Este é o tempo que a natureza nos concede para evoluirmos conscientemente para o Ser em Rede e juntos, humanos e natureza, principalmente a Terra, servirmos de base para a colonização da Galáxia e a exploração do Universo.

Enquanto competirmos uns com os outros e tivermos a Terra como vítima, estaremos presos à horizontalidade. Quando cooperarmos e tivermos a Terra como parceira e aliada, seremos todos testemunhos vivos da superação em rede e libertar-nos-emos conquistando a verticalidade na ascese de nossos Seres, células amorosas do Superorganismo Terra.


Quando somarmos nossas diferenças em uma única riqueza múltipla, os terráqueos serão os mensageiros do Amor e levarão em suas asas boas novas ao infinito do espaço. Já é tempo.

Na obviedade que poucos ousam vivenciar,

terça-feira, 27 de abril de 2010

Amor são

O Amor é mais que impulso, direção, união – Amor é, quando dois são; unos na tríade de si mesmos: eu, outro e nós.

Na saúde do Ser que em Rede é,

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Amor é interação

Amor é ação interdependente, é interAÇÃO em rede.

Na web, teia da vida, construindo o Ser em Rede,