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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Amor confere a certeza

Não sinto pena
A vida não tem fim nas indecifráveis ruas de Ipanema
O que brota das andanças
É uma saudosa tristeza
Que emerge das mudanças
E do apego à beleza
Do que um dia já foi e já não é mais
Minha alma navega nos meus sonhos
Enquanto meu corpo só cais
Já não há terra à vista
E o que antes eram pesadelos medonhos
Agora são apenas mais uma pista
De que amar é preciso
Justamente viver, sem ser indeciso

Na certeza de que só o Amor nos traz,

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Amor do céu

Amor é a força esclarecida (fé) de suportar as perdas e saborear as conquistas.
Pois tudo na vida é transitório; passageiro como o coração, criado pelas nuvens, transformado pelo vento.
Não é tudo um mesmo céu?
Mente em discernimento. Movimento convergente de alternancias atualizadoras de opostos complementares.
Contemple; pela janela de sua alma aprecie seu viver.
Veja. Agradeça. Honre.
Vah. E vença.
Coloque coração na base de referência de toda imagem-ação.
No coração que pulsa unificado em ritmo não-dual,

terça-feira, 30 de julho de 2013

Amor, cultivo sustentável do destino que é Ser

De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois...

Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer...

Que vejo flores em você!



Lembro de tão pouco...
esse vazio que quase me deixa louco.
Quero ser eu e desapegar,
deixar você ser você.

Não deixar de viver algo porque algo me desagrada,
mas vivenciar tudo em diálogo franco com minha empreitada.
Agir na ação, nunca na negação.
Mais atos, menos imaginação.

Na flor que desabrocha em nosso coração,

sábado, 23 de junho de 2012

Mesmo sendo, Amor

Mesmo sendo vazio
Mesmo sendo impermanente

Mesmo sendo assim, mesmo no desapego, mesmo assim e apesar disso, amar.

Na incondicionalidade de toda entrega, que constrói valor,

terça-feira, 17 de abril de 2012

Amor Fati mesmo ao mundo cão

Maurino com a cadelinha que adotei e dei o nome de Fati, destino... o nosso é aprendermos a nos doar.

Hoje estou especialmente sensibilizado: a emoção de ver um homem de pouca posse dividir sua marmita com a cachorrinha abandonada, mostrando que na verdade tem é muito para dar, me tocou profundamente - e a maioria de nós que tanto tem, tão pouco vive, posto que viver é se doar; menos no aspecto material, mais na motivação e entrega genuína, marcando nosso viver no compasso de nosso coração, "pois não há tempo que volte Amor".

Amo a vida em toda sua manifestação e fico muito feliz que tenha encontrado seres amorosos que empenham tempo de suas vidas em prol do Amor e da ajuda ao próximo.

Que eu nunca tenha que me arrepender ou escrever em meu epitáfio que "devia ter amado mais"... quero mais dizer SIM! à toda vida e fazer de cada instante eternidade, contemplando a impermanência e a flexibilidade do fluxo do devir a partir da solidez de meu coração.

E quando morrer, e minha última pétala cair, que meu coração expanda as asas e meu Ser alce vôo até a próxima flor de cuja existência contemplarei o aroma e as cores, aliviando as dores de quem se apega a tão pouco, enquanto a vida tanto tem para dar.

Abra-se ao Belo e viva uma vida Sublime no prazer sustentável da entrega ao Todo.

No delivery holístico de nosso Ser,

terça-feira, 12 de julho de 2011

Na morte, o Amor é a senha contra a impermanência

Ah, a morte, doce travessura. Pula-se o muro para dar-se um susto na próxima esquina da vida.

As lágrimas de outrora já não são mais dúvida sobre um fim, são saudade que com a proximidade abre um sorriso - quiçá uma gargalhada - onde antes habitavam a dor, a falta e a ansiedade. Tudo se transforma quando os olhares novamente se cruzam nos ciclos da vida.

A senha para se reconhecer? Amor.

A impermanência não é má, deixa apenas uma saudade...

No pique-esconde das encarnações,

Homenagem à minha querida tia Claudia Ellen Denecke, que com sua luta pela vida e contra o câncer inspirou a todos por mais de 12 anos e que era leitora assídua deste espaço, publicando no seu tempo, ela mesma, seus escritos - compartilhavamos conhecimento e muito Amor.

Em seu bonito blog Conexões de Luz ela abria espaço para novas conexões, mensagens e trocas de Luz por acreditar "ser este um caminho de esclarecimento, de amadurecimento espiritual, razão pela qual transitamos por este planeta, em viagem misteriosa onde cabe a cada um de nós aproveitar ao màximo todas as oportunidades de crescimento e libertação que ela nos oferece."

Que tenha se tornado esta Luz e que ajude a iluminar o caminho daqueles que, como ela, buscam.

domingo, 8 de maio de 2011

Coração Dente-de-Leão do Amor




O coração Dente-de-Leão é o Rei do Amor.

Em busca da Terra Sagrada, empenha uma cruzada que passa inicialmente por destruir sua velha forma para se reproduzir no leito da natureza humana para conceber a realidade divina - por mais que ousemos e nos empenhemos na destruição do velho, o novo é apenas uma nova versão do antigo.

A verdade é que a verdadeira ruptura, quebra de paradigma e mudança é alcançada ao compreendermos que o tempo e as formas são conceitos e que todos partilhamos da mesma natureza divina em nossa realidade humana - a ousadia e nosso empenho devem convergir para o Aqui e Agora - onde somos; beleza, harmonia, perfeição.

Nada nos falta, basta realizarmos isto - compreendendo-nos, reproduzindo-nos em cada atividade que fecundamos com nossa interação.

Que imagem nutrimos de nossa forma inicial? Como nos vemos e como nos reproduziremos - que formas levarão nosso legado?

Na mais impermanente das flores, força seminal que fecunda a realidade a cada segundo, consciência que se deve nutrir,

Quando tudo se desmancha, começa o Amor


ama a flor porque se desmancha
por seu cheiro, aroma de desejo
impermanência da forma
cor, aroma.

desmancha a flor
por seu espinho
chora seu tempo
sua dor

por que a flor desmancha
por seu manuseio
pelo vento do devir
mágica que encanta e voa

a flor ama porque se desmancha
pétala por pétala
véu por véu
somos ambos o mesmo céu

Na ação que emerge natural do encontro da vacuidade com a forma, unidade que se impera em nós,

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Na capitania do Amor, a nau do coração

Sair para velejar nos ventos da impermanência é ter no vento Eros, nas velas Sophia, no leme Ágape e no horizonte a Philia.

Nas águas, ora turbulentas, ora calmas de nossas mais profundas emoções,

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Amor, fluxo da sabedoria

Ansiamos por permanência exatamente por ignorarmos a fluidez e o fluxo da vida, ignorando a impermanência - desta ignorância primordial que tem em si também a incompreensão da vacuidade do ego é que surge o desejo e deste o apego e a aversão que por sua vez dão origem aos demais venenos da mente.

Amor é o fluxo que perpassa, une e iguala amante e amado - não mais princípios, não mais fins em si, mas meios de realizar a nova e eterna realidade contínua do Amor, princípio da ordem, progresso como fim.

No fluxo positivista do saber, conhecimento que a tudo move, sustenta e eterniza,

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Amor, fluxo do nascer e morrer, continuum da vida

A morte não deveria ser uma preocupação, pois é um fato inalterável e aquilo que não se pode mudar não deve nos preocupar, mas deve servir de parâmetro para aquilo que nós podemos alterar que é o viver, determinante de como iremos morrer.

Pré-ocupa-se com a morte e deixa-se de ocupar com a vida.

Por vezes paralisa-se e estagna-se perante a impermanência e a morte e deixa-se de fluir com a vida, movimento de alternância em essência. Parado, é-se ultrapassado, morrendo-se em vida.

Eis a necessidade vital do Ser: devir para confirmar o seu Ser, Rede em continuum, um múltiplo de um só pertencente ao Todo.

No ciclo da vida, nascimento, morte e ressurreição pelo Amor, conhecimento que flui em nosso Ser e nos torna o que somos,

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Amor, segredo da juventude e do bem

A beleza externa,
ó tentação,
ofusca e enebria,
ilude o coração.

Tateia cego
em meio às projeções;
excita-se com as formas e perde-se em meio ao ego.
Enreda-se, enrosca-se nos véus das ilusões.

Preso, não chega à beleza interior
agoniza diante da impermanência exterior.
Iludido, liberta-se para em nova bela armadilha cair,
ignora os padrões que tende a repetir.

A beleza é o belo
e também a simpatia
acima de tudo valores que geram harmonia.
Do exterior ao interior, o Amor é elo.

A beleza é assim na Terra como no Céu,
eis um segredo que dissipa o véu:
resistir às chamas das paixões
liberta-nos a viver o Amor livre das ilusões.

Canalizar o impulso,
ordenar a direção,
garante o destino
do Amor à paz e união.

No secreto da beleza, segredo da juventude e do bem,

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Amor, intensidade eterna na impermanência

Amor é o discernimento de se trabalhar bem com a impermanência, vivendo-a com a intensidade que tudo eterniza.

No caminho do meio, vivência da plenitude sem fronteiras de tempo-espaço, expansão através do conhecimento,

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Amor é o Criador, a criatura e a criação

O princípio, o fim e o meio; o pai-mãe/casal, o filho e a (pro[cri])ação; o caminho, a verdade e a vida - Deus é Amor e nós o somos quando nos reunimos.

Do verbo faz-se o humano, o humano é ação, se encontra e define no agir, é o divino que se materializa no Amor - palavra realizadora que suporta a vida: do nascimento à morte e através da ressurreição.

O Criador não cria a dor, é o fraco em nós que a denuncia, pois toda criação é um parto que cria a ação transformadora da estagnação e que incomoda aqueles em nós que não suportam a força da impermanência: inerente à eternidade do Amor.

No alfa, no ômega e no soletrar - linguagem amorosa que constrói realidade e não apenas se adequa,

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Amor - a flexibilidade da impermanência a partir da solidez do coração

Esta frase - Sou a flexibilidade da impermanência a partir da solidez de meu coração - escrevi quando tive um dos maiores aprendizados de minha vida. Afinal, aprendemos mais com o sofrimento do que com o amor, mesmo sendo ambos professores, nós, alunos, não somos igualmente aplicados. Todavia não podemos deixar um matar o outro, mas sim buscar a complementaridade dos aprendizados através da sabedoria.

Versa sobre o eterno mudar das coisas, a fluidez das mudanças, contemplado a partir do único bem eterno e sólido no qual podemos nos apoiar - a meu ver, lógico - o amor, que une passado, presente e futuro harmoniosamente.

Sobre o Espaço-Tempo, vai além e transcende à eternidade de cada momento.

No Amor, máquina do Tempo e métrica do Espaço,