sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Amor sive Natura
Brilhar o tempo com toda alegria
Elevar-se a Deus em tons de vermelho e amarelo
Todo canto agradece à Natureza nosso elo
Que nossa fé amanheça a cada entardecer da esperança.
No bom encontro que é viver,
domingo, 23 de setembro de 2012
Amor, vetor evolutivo
Amor é o conceito que se atribui ao furo evolutivo, quando o excesso de sensações converge a um novo patamar ainda inominado pela razão, expandida pela força do encontro de tantas emoções a serem compreendidas e transformadas em ato de engrandecimento do Ser.
No bom encontro de almas e de potências, afetos que aumentam a potência do Ser e lhe conferem a vontade de poder realizar a si e ao seu mundo,
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Amor - es-colhendo o melhor do melhor do mundo
Amar é viver o MELHOR DO MELHOR DO MUNDO.
Amor é ser o MELHOR DO MELHOR DO MUNDO.
O que o Amor não faz com as pessoas? As canaliza para a superação!
Amor à vida, sempre; por alguém - no sentido além-philia - só quando é especial, quando ativa todos os chácras do corpo e faz o mesmo se tornar um só mente-coração, onde tudo vibra e reluz uníssono.
Amar é dizer sim ao poder que converge todas as potências.
Naquilo que potencializa a todos e nos torna mais divinos, sorriso que entusiasma,
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
A Luz que conduz o Amor
É como se fosse o encontro da reta razão de Kant com a vontade de poder de Nietzsche, fecundando um Amor tanto holístico, quanto sistêmico, spinozista por assim dizer.
Na vontade que encontra seu caminho, canalizada pela razão, auto-manifestação luminosa da vida em suas partes emoção e razão,
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Amor sustentável
Na concepção que fecunda, nutre e gera Luz,
sábado, 6 de novembro de 2010
Omnia Amor est et nos cedamus amori
O modo, grau e potência do Amor é determinado pelo conhecimento detido, trocado e exercido - quanto maior a coerência, maior a sustentabilidade do momento no eixo cíclico e maior a possibilidade de vetorizar o ciclo em um eixo evolutivo.
Quando se aprende algo pela dor se aprende na verdade pela ausência do Amor - a incompreensão deste aprendizado gera o ódio, esta revolta pela ausência do Amor e do sentido de si e da vida.
A revolta, o ódio e demais sentimentos e energias da nega-ATIVIDADE paralizam o fluxo do eixo cíclico e podem inclusive regredi-lo.
O Amor é o princípio sem fim, fluxo e movimento da rede da vida.
O Amor tudo é, rendamo-nos nós também ao Amor.
No Amor que tudo vence, pois tudo é: vençamo-nos nós a nós mesmos.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Amor é cosmos espelhado no Ser
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Compaixão em Spinoza: questão de conceito, essência do forte e emancipado
Spinoza faz uma clara e radical opção pelo termo commiseratio (comiseração) - ação de excitar a piedade - em detrimento de compassio (compaixão), em momento algum usado em sua obra – comunhão de sentimentos, sofrimento comum, compaixão, simpatia.
Não deixando dúvidas ao seu leitor, não usou o termo compassio, que poderia levar a um duplo sentido – o de confundir comunhão de sentimentos com o sofrimento (em) comum – e assim ficou livre para estabelecer a diferença entre o commiseratio e o fato de os homens agirem por sua natureza, de maneira virtuosa na preservação do ser zelando por si e pelo próximo em busca de tornarmo-nos uno em mente e corpo, no esforço conjunto da utilidade comum para todos, sendo justos, confiáveis e leais (E4P18E).
Demonstra-se assim a absorção oposta e complementar dos ‘conceitos-na-prática’ da compaixão por budistas e cristãos. Os budistas parecem adotar a compaixão como comunhão de sentimentos, o que não denota em si algo negativo, enquanto a compaixão cristã parece ser entendida pelo senso comum como o sofrimento (em) comum e que assim traz consigo claramente o aspecto da dor (e não necessariamente da solução, salvação) compartilhada – a dor por muito paralisa, apesar de também poder impulsionar, mas o risco de aquele minar este é muito alto de se correr. O termo grego sympathía (simpatia), evidencia, enquanto termos correlatos, o potencial positivo da compaixão.
Para Spinoza o forte e emancipado auxilia – ou deveria auxiliar, melhor dizendo - o próximo não por pena ou por culpa, sentimentos que o fariam se sentir menor em sua potência, mas por acreditar ser correto e assim pensar neste quesito de maneira construtiva, para edificar a solidariedade, a união e, portanto, somar forças e aumentar a potência, sua e coletiva. Spinoza substitui compaixão por ‘aquela atitude de ser justo, honesto e útil com outros homens pelo ditame da Razão’.
Neste sentido é interessante apontar convergências e dissidências entre o ato solidário da virtude elencado por Spinoza e a compaixão cristã, apontada de certa maneira como vício pelo autor, por se tratar muitas vezes de uma estrutura passiva, enquanto o seu entendimento de compaixão passa pelo posicionamento e aplicação ativos.
O resultado prático é o mesmo, mas o princípio norteador difere drasticamente, resultando sim em outro tipo de mobilização e “energia” metafísica, apesar de os atos palpáveis se assemelharem. Em Spinoza há conexão entre os pontos fortes e positivos dos envolvidos, que se solidarizam pela esfera dos valores/recursos. Já no Cristianismo há uma identificação com a dor, com o sofrimento alheio, sendo o ponto-de-contato então a esfera da penúria. Ressalta-se que ambos, com foco e determinação, atingem seus objetivos à sua maneira e à sua esfera.
Vale pontuar aqui a ação compassiva, a nomenclatura e os conceitos budistas. Em termos de nomenclatura o budismo utiliza o mesmo que o cristianismo, compaixão, mas a aplicação prática é mais próxima ao entendimento spinozista de solidariedade, como vimos no terceiro e quarto parágrafos acima.
O budista age.
A compaixão é termo importante dentro da filosofia budista, sendo uma das 4 qualidades incomensuráveis – junto com amor, regozijo e equanimidade. Mas que compaixão é essa?
No budismo ensina-se a identificar o sofrimento, a dor e, conseqüentemente a necessidade alheia, sem contudo se esquecer do potencial daquele indivíduo. Orienta-se a não identificar-se com os aspectos negativos e redutores de potência justamente para se ter força para auxiliar de verdade o próximo a superar seus obstáculos – trabalha-se o não-apego com amor incondicional, resultando em uma boa explicação do que o termo compaixão significa no budismo: Sensibilizar-se com a questão alheia, mas não a ponto de enfraquecer-se ou perder o prumo da razão. Assim consegue-se ter o direcionamento com a força necessária, sendo efetivamente útil.
Isto apenas os fortes e emancipados conseguem; portanto poder-se-ia afirmar tratar-se da precisa união entre o que há de melhor em ambas abordagens: racional-spinozista e sentimental-cristã; a força do primeiro e o direcionamento sensível do segundo.
Apesar de Spinoza ter definido a distinção entre os conceitos e aparentemente ser o elo de união entre as diferenças-complementares das compaixões de budistas e cristãos, como vimos acima, tanto a sua razão quanto o sentimento cristão podem existir sem serem vivenciados; vale lembrar que o budismo confere importante papel à mente e à razão, todavia estas não são totalitárias, necessitam do equilíbrio com o coração e o sentimento para serem colocados em prática e simplesmente fluirem.
O budismo estabelece assim um novo conceito, reconstruindo o conceito compaixão de maneira mais forte e ampla: o budista pensa como Spinoza – neste caso ao menos –, sente como o cristão – sem contudo se identificar –, mas age compaixão – um traço do conceito de interdependência, que nos lembra que estamos todos interconectados com tudo: se agirmos com-paixão, comungaremos de determinado momento e sentimentos, receberemos o retorno daquilo que aplicamos após ter planejado racionalmente; compaixão enquanto não-conceito, vivenciado na prática sustentada pela razão e pelo sentimento.
O budismo busca o não-conceito justamente para poder fazer uso desta arma como um todo e assim atenuar possíveis falhas contidas em duas estruturas estanques e separadas. Como não-conceito entendemos, com o auxílio do livro “A Essência dos ensinamentos de Buda”, do monge vietnamita Thich Nhat Hanh que:
“Praticar é ir além das idéias, para chegar à coisa em si. A não-idéia é o não-conceito. Enquanto houver uma idéia, não haverá realidade nem verdade. A expressão "não-idéia" na verdade significa a não existência de idéias ou de conceitos errôneos. Não significa ausência de atenção plena. Por causa da atenção plena, nós sabemos quando algo está errado e quando algo está certo.”
“Atenção plena nos ajuda a identificar todas as sementes que jazem em nossa consciência armazenadora e regar apenas aquelas que são saudáveis.”
Daí o budista agir, enquanto o cristão sente e o spinozista pensa: o budismo prega a prática no equilíbrio da mente-coração, entre o sentir e o pensar. Mesmo que para Spinoza pensar seja agir, a vivência cotidiana nos comprova que nem sempre ocorre tal transposição. Lao Tse, filósofo chinês, ícone taoísta e influenciador do zen budismo afirmava que “saber e não fazer, ainda é não saber”. Podemos completar o pensamento com a afirmação de que sentir e não fazer, ainda é não sentir.
Pensamentos e sentimentos podem ser destrutivos – apenas a prática transmuta a energia criada e acumulada.
É importante ressaltar as questões semânticas relacionadas aos diversos usos do termo compaixão, bem como a aplicação de cada conceito de acordo com as características culturais. Enquanto no ocidente as paixões são tidas como um entrave ou possível problema para grande parte dos filósofos, que as consideram em grau menor do que a razão e o amor – explicitando-se aqui que para Spinoza, diferente da maioria dos demais filósofos, o amor envolvendo a idéia de uma causa exterior é paixão, o que torna esta afirmação última, no tocante ao amor, inviável –, para os sábios tibetanos, entretanto, as paixões são usadas como meios para a prática, sendo sua energia canalizada e utilizada na evolução pessoal e coletiva.
Já sobre a nomenclatura, vimos no primeiro parágrafo como Spinoza aproxima compaixão de comiseração e elucidamos os possíveis desdobramentos relacionados ao radical da palavra e sua conseqüente compreensão negativa. Mas isso não ocorre apenas na escolha do latim e na interpretação do português. Em alemão a palavra compaixão é muitas vezes traduzida como “Mitleid” cuja tradução ao pé da letra é “sofrer com” e, portanto, se assemelha muito à compreensão cristã do que possa vir a ser compaixão. Para Spinoza deveria ser algo mais para “Mitwachsen”, “crescer com”. Para os budistas, poderia ser “Ohneleid”, “sem sofrer” ou, melhor ainda, “dazu stehen”, “junto de pé”, pois acreditam poder extirpar do próximo toda dor, sem contudo sofrer com isto.
No ocidente – valendo tanto para os cristãos, quanto para Spinoza quando usa o termo commiseratio -, compaixão tem nas palavras “comiseração”, “piedade”, “dó”, “misericórdia” e “pena” seus melhores sinônimos. Já no Tibete, por exemplo, o Buda da Compaixão também é chamado de Buda da Compaixão Infinita, Buda do Amor Infinito, e compaixão denota comunhão de sentimentos. Isto mostra as diferenças de abordagem e, como vimos, uma redefinição de compaixão a partir do ‘conceito-na-prática’ Budista, deixando-o mais forte e amplo.
Fato é que para as 3 linhas de entendimento do que seja compaixão ou o ato de prestar auxílio racionalmente, o resultado é idêntico: capacidade de auxiliar o próximo a cessar o sofrimento e a melhorar. Há certamente uma discrepância na conceituação da palavra, mas não há dúvidas sobre o fato de a erradicação do sofrimento alheio – independente de seu método - só poder ser obra de uma pessoa forte.
domingo, 6 de julho de 2008
Amor - o caminho secreto da evolução

- Se evolução é expansão, partimos do Eros - interno e primitivo - para a Philia - externa e evoluída; C.Q.D.
- Em todas as religiões que conheço o controle e correta canalização da libido é fator crucial para a elevação e evolução, também aqui a evolução do Eros para a Philia vai contra o fluxo do que chamei de Força Schopenhaueriana (em homenagem ao grande filósofo Arthur que identificou corretamente este 'drive' que nos 'manipula') e, portanto, contra a procriação desordenada (algo positivo tanto para o indivíduo, quanto para a sociedade), C.Q.D.
- Compaixão infinita abarca tanto o Eu, quanto o outro e o Nós - comumente esquece-se no mínimo de um deles: o egoísta do outro, o altruísta de si, a maioria do coletivo que a tudo - não apenas aos humanos - abarca. A esfera representa aqui então o Eu, o outro em mim e a pluralidade da criação presente em nós, que quando amorosamente observados podem levar à harmonização interna, evidenciada e projetada diretamente para as ações exteriores. Esta atenção plena do indivíduo fortalecido - que se torna o observador - tendo em mente o círculo da compaixão e os elementos inerentes a ele possibilitam a manutenção da motivação pura do lema Altiora Semper Petens. Assim conseguimos abarcar através do círculo da compaixão todas as nossas possibilidades, as forças contrárias e o modelo de relação ao mundo exterior - a compreensão e o correto uso do círculo da compaixão pertence aos fortes e emancipados (em relação às suas forças contrárias internas e às forças externas, de outrem ou do meio); C.Q.D.
- Santo Agostinho poderia encaixar sua ordenação da seguinte maneira: o Amor a si (Eros), o Amor ao Outro (Philia), o Amor à criação (Ágape) - o que resulta em uma interpretação dúbia de amor incondicional à tudo, à criação, o que por esse lado fecha com a teoria agostiniana, mas também pode levar à interpretação de que Deus é uma criação humana, o que de fato não se enquadra na visão do Santo Filósofo. Contudo, se entendermos que o que conhecemos do Infinito faz parte de nossa concepção finita, explica-se como Ágape pode ser nossa concepção do divino, a projeção divina sobre nós, sendo Deus em si o observador/círculo da compaixão, que nos confere os meios hábeis para nossa evolução: tanto a Força impulsiva (Eros), quanto a Força repulsiva (F.S.), o círculo/mandala no qual tudo se erige e a Luz da sabedoria - acessível com certo esforço, que é o ato de canalizar a libido para fins superiores, levando Eros a sair da relação de confronto com a Força Schopenhaueriana e alçar vôos mais elevados ao se relacionar com Ágape, transmutando Eros para Philia através do Amor Ágape, do caminho percorrido, da verdade descoberta, da vida vivida; C.Q.D.
- Apenas no equilíbrio de cada uma das forças envolvidas é que se possibilita por um lado sublimar a Força Schopenhaueriana, por outro edificar tal pirâmide de maneira sustentável, sendo o objetivo final a recondução da Força Schopenhaueriana para Eros recanalizar e subverter novamente, até se pacificar tal energia contrária levando a uma fluidez e equilíbrio harmônico; C.Q.D.
Dos pressupostos
- No sentido estrito somos desejo puro, primitivo, Eros, que veio através da Ágape evoluir para Philia, transmutando energia - Força e Luz - através da Sabedoria; no sentido amplo somos a conjunção destas 3 esferas (Eros, Ágape e Philia)
- Externo, Interno e Secreto são terminologias budistas que ousei adotar livremente, pois me fazem bastante sentido neste contexto e auxiliam em uma convergência de visões entre ocidente e oriente
- Motivação Pura e Atenção Plena são igualmente terminologias budistas ligadas diretamente à meditação que deve ser uma constante em nossas vidas e que se aplicam corretamente neste mosaico
- Círculo da compaixão é a compreensão intelectual desse esforço (conatus) evolutivo que abarca tanto o entendimento da relação das forças, quanto a não-identificação e desapego aos fatores individuais, gerando o observador onipotente que consegue identificar as questões, mas não se envolver, possibilitando um auxílio útil caso necessário. Procurei mesclar aqui o conceito cristão de compaixão - o compadecer -, o de Baruch Spinoza - compaixão como a atitude de ser justo, honesto e útil com outros homens pelo ditame da Razão - na busca por ocidentalizar minha compreensão da compaixão budista que a meu ver é a justa medida das melhores partes de ambos os conceitos retrocitados.
- Cada Ser tem seu círculo de compaixão e o Todo é formado por um mosaico coletivo Uno a partir destas esferas individuais, sendo um observador para cada Ser - o Eu Superior - e um Observador, o Nós Superior, D.E.U.S. - Domínio Equanime na União dos Seres.
- Parto do pressuposto que Deus é Amor, Compaixão Infinita tal qual está na encíclica de Bento XVI, tal qual está na bíblia, tal qual é declamado pelos Sufis do Islã e de maneira similar por todas as grandes religiões do mundo, quer elas tenham Deus como sendo o criador, co-existente ao Universo, monoteístas ou politeístas; não me obrigo aqui, tampouco em minha vida pessoal a determinar isto. Nossa compreensão finita não alcança o infinito de Sua existência; vislumbramos a magnitude do infinito apenas através da vivência da fé. E se ele não existir, tanto faz eu me indagar ou não quanto a ele. Se Ele existir de maneira absoluta e criadora, sua grandeza e compaixão não o deixarão em absoluto se sentir ofendido com minhas indagações em uma busca sincera e amorosa por realizar em mim a imagem d´Ele. Ou simplesmente evoluir de animal-humano para humano-divino. Afinal, não fomos feitos à Sua imagem e semelhança? Não temos todos a essência iluminada, a centelha divina?
Amor, maior religare de todos, nosso caminho secreto para a iluminação/evolução.
No Amor, no caminho, na verdade e na vida,
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Missão amorosa
- Sublimar as paixões e se entregar ao conhecimento de nossa natureza amorosa.
O Amor é mais que uma emoção, é o equilíbrio entre corpo-fala-mente, corpo-mente-espírito - que muitos confundem com a torpez da findável paixão e que cega os demais sentidos.
E, segundo Santo Agostinho, para quem amor é desejo e assim deve se dirigir a algo - mesmo pensamento compartilhado por Lama Tsering Everest, para quem Amor apenas se dá -, é o Amor que permite conhecer, pois é Ele o impulso (desejo) para e pelo o outro.
Neste sentido, o Amor próprio - auto-estima - é a chave para se unificar a compreensão de sua pluralidade, o que lhe tornará Uno.
- Escapar das teias de ilusão, levantar-lhe os véus e entregar-se cegamente ao Amor.
- Intuir, ao escutar de sua diposição interior, seu caminho evolutivo.
É a Salvação, que segundo Spinoza, é a felicidade aqui, é não estar sujeito às paixões, é ser agente, não passivo, é ter conhecimento e agir de acordo com.
E o único e verdadeiro conhecimento, eterno, se encontra no âmago de seu Ser, selado em seu coração. Só você tem acesso a Ele, ao seu Eu divino, o caminho para seu Eu Superior, o mapa do caminho, o livro da Verdade, a história de sua Vida.
Medite no Amor,
domingo, 15 de junho de 2008
Amor universal viaja de cometa e vibra assim na Terra, como no Céu
Além de ser uma obra-prima da animação, prima por nos levar no mínimo a uma coceira mental e questionamento de tantas 'coincidência'.
Aproveito para falar um pouco sobre meus supra-citados pensamentos logo abaixo do vídeo e lembrar que Nelson Rodrigues já dizia: 'Deus está nas coincidências'.
Vamos então sem mais rodeios laçar as coincidências antes que nos escapem.
Em uma aula de cinema na PUC-Rio, no final do séculos passado - sim, estamos falando do final da década de '90 -, o Prof. Pedro Camargo - grande mestre e amigo - interrompeu a análise de um filme com o anacoluto sobre a ' coincidência' no formato de Cometas e Planetas com os de espermatozóides e óvulos; isto unido ao fato dos astrônomos afirmarem se tratar dos cometas como os semeadores de vida do Universo, voilá.
Molda-se a partir daí toda a minha cosmologia e maneira de interpretar meu mundo, sempre buscando correlatos na natureza, analogias e paralelismos entre as distintas esferas, macro e micro, fatos que se confirmem no pluralismo, que para mim constituem assim o verdadeiro uno.
'Engraçado' o bobo-da-corte viajar/se transformar num cometa, não?
Outros correlatos instigantes usados na animação - alguns também trazidos por experiência própria - que nos levam a pensar e questionar as diferenças existentes entre as diversas linhas e versões para o Todo e para tudo:
- cometa-planeta X espermatozóide-óvulo
- dimensão humana - aqui abordei apenas a questão física, sem enveredar pela questão do livre arbítrio e karma, como exemplos ligados ao ato humano de vibrar e construir sua própria realidade
- uso da metáfora de Adão e Eva,
- uso da metáfora do pecado original - que para mim não foi a ingestão da maça vermelha ou o ganho do conhecimento, mas sim a ingestão de carne animal - representados pelo vermelho-sangue da maça, fruta utilizada na cor verde nos Vedas para falar do vegetariano e libertador do sofrimento animal Buda -, primo-irmãos a quem deveriamos cuidar, bem como nossa natureza preservar,
- a relação necessária e urgente entre Trindade e Trimurti, evidenciada no post sobre a eternidade do Amor
Não são todos relatos moldados a partir da língua e cultura de determinado povo, que na verdade se apropria da energia arquetípica e a aprisiona em palavras e junções conceituais para facilitar-lhes a compreensão? Com esta facilidade alcança-se mais pessoas, mas perde-se a unidade do mistério, sua riqueza que a tudo abarca e possibilita e gera-se um mesquinha disputa pelo versão mais valorosa. É como se apropriassemos de um pote de ouro e competissemos para ver quem tem o maior pote, quando nos esquecemos da fonte inesgotável que é o Rio de Ouro, o Rio da Vida.
Isto tudo somente me reforça o conceito budista do não-conceito supra-dualista, supra-conceitual e até o próprio Deus intelectual de Spinoza e a Vontade que tudo perpassa, de Schopenhauer: obviamente que apenas o fato de darmos um nome e significado ao não-conceito, à vacuidade, à Deus, à Vontade já aprisionam entes infinitos a partir da finitude da compreensão humana, que busca contudo se expandir para se estabelecer na plena consciência.
Eis onde reside o mistério do amor, divino mistério da vida. Por mais que tentemos entendê-lo, é necessário vivenciá-lo: à vacuidade, à Deus, ao mistério, ao Amor - aos inúmeros nomes dados àquilo que nos acende e ascende, ilumina e guia.
Reparem em nossa constituição física: de braços abertos e carecas ou até mesmo de braços juntos e cabeludos, assemelhamo-nos a antenas, captamos energias, filtramo-nas e através de nossos pensamentos e sons vibramos e construimos realidade, como muito bem evidenciou o filme 'Quem somos nós'.Se juntarmos as figuras dos dois parágrafos acima ao fato de que estamos na superfície da Terra vibrando [de maneira desordenada - tanto que estamos acelerando nosso tempo e vivendo cada vez mais uma correria sem fim] e olharmos com atenção à superfície de um óvulo, veremos que ele está repleto de 'anteninhas' que vibram atraindo e/ou repulsando os espermatozóides, escolhendo aquele que irá fecundá-lo (o óvulo). Não seriamos nós estas anteninhas terrestres?
Pra coroar as coincidências: 'assim na Terra, como no Céu' - o macro está representado no micro. As diversas dimensões e esferas - da matéria para o metafísico; do micro pro macro - são acessadas pela vibração, tal qual a molécula da água, quando gelo, vibra menos e vai vibrando cada vez mais até passar ao estado gasoso.
O amor é esta vibração que cria, dá forma e transforma, vivifica, anima, impulsiona. O amor é este supra-conceito não-dualista, que não distingüe um-e-outro, mas apenas organiza os fatores para gerar maior valor - tal qual uma mandala.
É assim que necessitamos vibrar para atrair boa energia universal para fecundar positivamente nossa Terra - nem que seja com nossas próprias idéias ressonando diretamente aqui ou ecoando do céu; quer seja a salvação vinda do universo ou do nosso interior, não importa, é tudo uma coisa só, interdependente e não-dual.
No amor, maior e único conceito sustentável, mahamantra universal supra-lingüístico