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domingo, 8 de novembro de 2015

Diálogo por Todo Amor

Amor é ouvir além do poderoso grito do desejo a silenciosa voz da vontade.

No diálogo que gera ação de consenso e elevação dos múltiplos eus a um nós integrado ao Todo,

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Amor, referência maior

A Vontade tem, mesmo que inconscientemente, seus próprios valores referenciais.

Conscientizar-se de sua própria medida é tornar-se Soberano de sua métrica, Senhor de seu ritmo, Artífice de seu compasso.

Na bússola da Razão,

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

In+Tu - o Amor


   
 Louco ou Herói
esta dúvida me dói
empreendo sozinho
mergulho em mim para trilhar meu caminho


Mais que conexão
dialogo com minh'alma
manifesto com calma
Do Todo a ação


Sei do que quero
na prática me esmero;
De dentro emerge a inspiração
a força da Luz da mente-coração
Gesto, projeto, intenção
mãe de mim mesmo
não vivo a esmo
sou pai de minha criação




Empodero-me do que quero
Sou a Vontade que se quer, sou aquilo que busco
Disciplinado e sincero
Comigo não tem lusco-fusco
Não há certeza maior
que a fé racional
superação animal
do ferido ao curador
Do aprendizado das relações emerge minha mensagem
A verdade que fica é a coragem
a escolha consciente
o Amor vivente








Nas rédeas, o foco
o ritmo sou eu que toco
minha é a atitude
- mesmo que tudo mude
não importa o evento
- meu é o momento





A Verdade assombra, mas não dói.
Sou mesmo o Louco em sua Jornada de Herói.

Na senda do Amor, que nos encoraja a viver,

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O Amor de Søren, Friedrich e Arthur



Como me foi solicitado por uma amiga, registrarei no texto a seguir concordâncias e diferenças entre Kierkegaard, Nietzsche e Schopenhauer a partir de sua concepção de Amor e de como se apresenta sua filosofia.  

A abordagem adotada como caminho para minha narrativa se justifica por duas margens: por um lado, o Amor é tema de pesquisa deste que vos escreve e, portanto, digno de ser trazido ao diálogo que este texto empreende; por outro lado, filosofia é precisamente o amor à sabedoria, o que reforça a abordagem do amor e esclarece que é a partir do entendimento que o Amor busca, que se estabelece todo pensamento que busca ser sabedoria – é neste empreendimento que a sabedoria se afirma. 

Apresentarei cada um dos filósofos isoladamente, em ordem cronológica, introduzindo com a biografia e apresentando os principais temas e inspirações em tópicos e costurados com texto. Finalmente, pontuo os temas mencionados ressaltando pontos em comum e distinção de pontos de vista. 

Comecemos por Arthur Schopenhauer, um dos primeiros leitores de textos orientais, como os Upanishads. Como contemporâneo das primeiras traduções para o latim, foi o principal introdutor da filosofia oriental hindu e budista na metafísica europeia. Um bom exemplo deste diálogo está registrado na sua obra prima “O mundo como vontade e representação”. Nascido em Danzig, no dia 22 de fevereiro de 1788 e falecido em Frankfurt, 21 de setembro de 1860, Schopenhauer viveu 72 anos no entendimento que o amor seria uma cilada biológica e que somos perpassados por algo maior que nós, por uma Vontade que representamos individualmente. 

Bebe diretamente da fonte do idealismo transcendental, Kant, afirmando que todo o mundo é representação, um grande fenômeno da vontade noumênica, mas rompe com este no que tange ao alcance da coisa-em-si. Se para Kant o noumeno é impossível de se conhecer, para Schopenhauer, ao tomar consciência de si em nível radical, o homem se vivencia como um ser movido por aspirações e paixões, que constituem a unidade da vontade, compreendida como o princípio norteador da vida humana e que perpassa a todos, não tendo em si individualidade, que se encontra justamente nas representações. O impulso do desejo não se dá de forma consciente: ele, ao contrário, se desdobra desde o inorgânico até o homem, que deseja sua preservação. 

É o neocortex justificando moralmente os impulsos do sistema R, sendo mediado pelo cérebro mediano, onde se encontram as emoções, a estética humana, nosso ânimo. A consciência humana seria uma mera superfície, tendendo a encobrir, ao conferir causalidade a seus atos e ao próprio mundo, a irracionalidade inerente à vontade. Nietzsche dirá anos depois que “consciência é rede” e que o pensamento representa o que há de menor de todo processo mental, antecipando assim toda psicologia. 

Para Schopenhauer, parece que tudo se baseia em aceitar o sofrimento que a vontade traz ao buscar saciar-se com todas as representações, alimentando-se de ilusão, e buscar a cessação do sofrimento superando-se pela arte, pela moral enquanto superação do egoísmo através da compaixão e pela suspensão da vontade de viver, indo radicalmente além da individualidade, sendo a ascese entendida enquanto eudaimonia espiritual – conceitos trazidos do budismo.

Nascido em Søren Kierkegaard é o próximo. E o mais religioso dos três filósofos – o único teólogo. Nascido em Copenhague em 5 de maio de 1813 e falecido na mesma cidade em 11 de novembro de 1855, Kierkegaard, tem sua obra marcada por sua biografia. Como Fernando Pessoa, escreve por pseudônimos. E os coloca para refutar e gerar reflexão no diálogo, tal qual Platão o fez com Sócrates, deixando o leitor responsável por criar seu próprio entendimento, seu próprio Kierkegaard. 

Sobre o Amor, escreve a importante “As obras do Amor”, na qual afirma ser o amor o cumprimento pleno da lei, sendo esta uma multidão inesgotável de prescrições, forçando-nos a focar no que é decisivo: a exigência do Amor - que é dupla, exigência de interioridade, coerência/consistência, e exigência de perseverança/persistência. Interioridade para Kierkegaard consiste em amar a si mesmo sendo amar a Deus. Ou seja, a coerência é uma coerência alinhada a algo transcendente e que leva à superação da ilusão de si que é nossa manifestação no interior da temporalidade da eternidade, o que nos convida a repensar nossa noção de persistência perante a eternidade – ou, o eterno devir, como queiram. 

Tudo isto evidencia como a proximidade da cultura cristã trazida pelo pai influenciou sobremaneira sua filosofia, conhecida como existencialismo cristão – o que o coloca alinhado, mas ao mesmo tempo oposto a Nietzsche e seu proto-existencialismo e a Sartre e o existencialismo francês, ambos de abordagem ateísta.
Vós, soberana do meu coração, guardada na profundeza secreta do meu peito, na plenitude do meu pensamento, ali [...] divindade desconhecida! Ó, posso eu realmente acreditar nas palavras dos poetas, que quando se vê pela primeira vez o objeto do seu amor, imagina já tê-la visto há muito tempo, que todo o amor assim como todo o conhecimento é lembrança, que o amor tem também as suas profecias dentro do indivíduo. —Kierkegaard

Neste escrito motivado pelo amor por sua então noiva, Kierkegaard equipara o amor ao conhecimento sendo ambos lembrança. A plenitude do pensamento claramente é uma divindade desconhecida soberana do coração. Há de se estar entusiasmado, cheio de Deus para se pensar plenamente, pois o amor é a soma do mandamento, como Kierkegaard cita São Paulo, o que remete ao ânimo sublime que expande a razão à moral em Kant. 

Há uma lei como referência, um arquétipo a projetar a razão prática e a representação da lei enquanto um imperativo categórico, mas somente alcançaremos tal dimensão se o ânimo for elevado pelo sublime que gera respeito pela lei e se houver três postulados da razão: Deus, o mundo e a imortalidade da alma. Kierkegaard nem postula Deus, o toma pra si e o assume, mesmo em meio aos questionamentos. O mundo é a representação da ideia do Todo e atende Schopenhauer e Nietzsche se assim o quisermos. É na imortalidade da alma que podemos ler diferenças, já que em Schopenhauer a individualidade é uma ilusão, mas também caminhos de convergência: é a imortalidade da alma que garante em Kant o progresso contínuo. E é nela que também há um caminho para se pensar o eterno retorno.

Para encerrar, matando Deus e solando o espírito, Nietzsche. Nascido em Röcken, 15 de outubro de 1844 e falecido em Weimar, 25 de agosto de 1900, Nietzsche foi um errante. Sua filosofia representava sua mobilidade forçada pela busca por paisagens e climas que favorecessem sua saúde em franca debilitação após servir como voluntário e médico na guerra franco-prussiana. Se o abalo psicológico teve impacto na perda de voz não se pode afirmar, mas de certo é interessante que o proto-existencialista nos chegue fortemente como póstumo: como se a voz dele não fosse audível para a época e ecoasse somente hoje. 

Logo hoje, onde as pessoas o lêem como afirmação do ego, da individualidade, arvorando-se super-homens, quando na verdade ele propõe o além homem, o indivíduo que em si foi além do bem e do mal, superou-se e ao nada e, livre do ego e do não-ego, individuado poder-se-ia afirmar, afirma-se enquanto a sua vontade. Eis uma humanidade forte, de indivíduos que agregam valor com sua existência. Sua voz emerge tal qual o ego emerge [do] (in)consciente e se busca compreender, não é dado – é para heróis da tragédia, não para a mediocridade humana presente no drama das vítimas de si mesmo ou na comédia dos cheios de si. 

Em sua concepção de Amor Fati, a aceitação do destino para neste afirmar-se, Nietzsche introduz o conceito de eterno retorno, que em uma leitura particular se torna um operador lógico que conscientiza o querer para afirmar-se no instante: essa vida tornará a se repetir sempre e mais uma vez, portanto, me questiono se quero mesmo este momento, como ele é e como estou me exercendo. Esta reflexão leva a um poder de criação e afirmação de seus próprios valores, superando o niilismo, o nada que fica após a superação do dualismo do bem e do mal. Nietzsche nasce tal qual uma tragédia e tem seu crepúsculo com os ídolos que ele mesmo ajudou a matar, só para afirmar que Ecce Homo (eis o homem) capaz de amar seu destino.

Após analisar estes três autores, reforço meu entendimento de que precisamos aprender a amar, pois todo o restante nos será dado e fluirá pelo respeito na troca com o todo que nos cerca. Talvez falte-nos apenas, como diria Schiller, uma educação estética da humanidade, tema que perpassa a todos os três autores. A arte em Schopenhauer é uma bela representação que aproxima a vontade. Em Kierkegaard, a lei é o esboço do Amor, que a incorpora. Em Nietzsche, a arte transfigura a desordem do mundo em beleza e faz aceitável tudo aquilo que há de problemático e terrível na vida, é liberdade plena de afirmar sua vontade e criar seu valor. 

E quem sabe então, descobriremos que o sujeito racional kantiano é mais do que alcançam os entendimentos moralistas – e seus detratores – até então. Com uma vontade que é representada a partir de um imperativo que se dá, portanto, se cria enquanto valor a ser universalizado, baseia-se em um modelo, uma lei, que também se imagina e que em Kant está inscrita nas profundezas do coração da qual emana a intenção e, portanto, toda hierarquia do pensamento e que é impulsionada pelo ânimo sublime que (e)leva a razão à lei. 

Com esta leitura invertida de um Kant do devir, da passagem do puro para o prático e destes para o empírico-político, que estrutura criticamente a razão e a prática da razão para legar ao belo e ao sublime a faculdade do juízo, consegue-se ler a vontade e sua representação no mundo de Arthur, a relação amor-lei, o esboço de Soren e a afirmação da vontade enquanto poder da existência do Friedrich. Uma filosofia onde o sublime da lei, divina ou racional, cria uma moral que o belo que emerge da vontade busca afirmar. 

Enquanto a obra de Kierkegaard foca na prioridade da realidade humana concreta em relação ao pensamento abstrato, dando ênfase à importância da escolha e compromisso pessoal, na vertente psicológica explora as emoções e sentimentos dos indivíduos quando confrontados com as escolhas que a vida oferece. Schopenhauer crê na necessidade da aceitação enquanto entrega para superação do sofrimento. Nietzsche propõe a aceitação enquanto possibilidade de afirmação de seus valores, superando-se enquanto vontade, apropriando-se desta sem julgá-la boa ou má; no subtítulo de seu último texto publicado, afirma-se psicólogo. 

Cronologicamente, Arthur apresenta o amor enquanto um artefato biológico, um dispositivo de captura; Kierkegaard como um modelo divino de conhecimento, linguagem e estrutura de conexão e Nietzsche ora como armadilha para o conhecimento – ver as coisas como não são quando se está amando – ora como possibilidade para se criar seu valor na afirmação do devir.

Toda sabedoria parece basear-se portanto em esclarecer o Amor, pois o Amor ama a sabedoria por esta lhe fazer mais potente. E esta faz mais potente, porque se quer por inteiro e se afirma na sua vontade. 

E para esclarecer o Amor, deve-se perguntar: Que posso saber sobre este Amor? Que devo fazer para respeitar as partes e o acordo? Que me é dado esperar se eu amar e respeitar individual e coletivamente? O que eu sou e o que torno a humanidade ao agir desta maneira? Que valores represento? Quem/O que se afirma quando represento estes valores?

Múltiplas abordagens, uma questão: o ser e suas relações – para além da razão e das emoções.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Amor, a meta-condução

Amor é o tempo de compreensão das vontades.
Amor é o espaço de compreensão das vontades.
Amor é o conhecimento da compreensão das vontades.
Amor é o processo da compreensão das vontades.
Amor é a sabedoria da compreensão das vontades.
Amor é o sinal da compreensão das vontades.
Amor é a compreensão das vontades.
Amor é das vontades 'autopreensão'.
Amor é a gestão das vontades;
____ e as vontades, pura in-forma-a-ação.
Amor é a considera-a-ação das vontades.
Amor, a meta-condução.
Amor, intensa-ação.

 Na gestão da informação, Amor à sustentabilidade,

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Amor, pura atenção plena motivação

A qualidade do espaço é fruto da qualificação de nosso tempo, conscientização de nossa vontade, purificação de nossa intenção.

Na atenção plena à nossa motivação pura,

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Amor, autopoiesis do Ser

Sou todo sentidos e um pensamento: sempre escolhemos aquilo que nos satisfaz; que satisfaz o sentido escolhido, vontade que converge a partir de metavontade à meta da vontade.

Somos este ciclo de aperfeiçoamento, vontade em devir, arte em movimento.

Na autopoiesis,

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Jihad é Amor - luta interna, generosidade exterior

Meu corpo é o tatame que abriga a Jihad essencial, única luta possível, terra santa peregrinada com oito passos que contornam o meu Ser.

Nos oito passos - caminho óctuplo de Buda, feng shui da vontade,

Amor, virtude da vontade

Gesamtkunstwerk - oh, du Liebe!

A virtude da vontade é convergir suas potências ao poder.

É o Amor que integra todas as formas de expressão.

Na plenitude do espírito,

Amor, necessidade do desejo

Sabe aquilo que é necessário fazer? No fundo você desejou.

Na base de toda necessidade existe um desejo; necessidade é a coerência do compromisso desejável.

O destino do desejo é a necessidade; toda vontade necessita se realizar.

No desejo necessário a todo desejo,

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Amor, re-tensão da enteléquia que é Ser

O Amor é o motor-habilidade do Ser, vida que se atualiza a cada re-tensão, atualização da convergência dos impulsos à vontade e da convergência destas em intenções.

No diálogo que somos,

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Amor, consciência da vontade

Amor, o desejo de querer a vontade,
a ponte que faz emergir
do mundo dos sonhos
a concreta realidade.

Na imaginação construtora do melhor dos mundos vivíveis, viáveis e justos,

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Amor, como queria

Estar contigo
Ser abrigo
Ter-te como meu alguém
Viver coisas que não vivi com mais ninguém

Sei que tudo pode mudar
Mas a esta altura
Só há bem querer, vontade e cuidar
- De ti e de nós com toda ternura.

Na vontade que em teus lábios se encontra,

sábado, 24 de novembro de 2012

Amor, mola mestre da Sabedoria

Me alegro. Sou potência. Sou devir.
Aconteço.
E enquanto amanheço,
Vivo (o poder que sirvo).

Sou noite para meu Sol,
Brilho silencioso para fazer brilhar,
Sou aurora, desperto, sou vontade da Razão,
Sou poder - da vida - sou emoção.

Na Triebfeder da sustentabilidade,

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Amor Agaporne

Quando há leveza no encontro,
Ambos estão destinados a voar juntos.

E se caso um dos dois não estiver pronto, que se lance o outro aos vôos da liberdade, rondando de perto para ser o porto seguro do salto para liberdade daquele que ainda está inseguro das asas de sua vontade.

Na espera do momento certo,

Da dificuldade de Amar já

Memória e imaginação são os dois problemas da razão da vontade e, conseqüentemente, do Amor.

No espaço que respeita o tempo de cada um,

sábado, 24 de dezembro de 2011

O Poder da Vida: convergência de potências através do Amor

Amor é quando duas vontades se encontram e de potências criam o poder da vida.

No fluxo da convergência, na convergência do fluxo,

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O imperativo categórico do Amor

A vontade existe sempre enquanto potência e precisa ser compreendida para poder atuar-se racionalmente no sentido de maximizar sua manifestação convergente a um poder maior.

Na contemplação da mensagem da vontade e racionalização eficaz dos meios,