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sábado, 7 de setembro de 2013

Amor, Estrela Solitária, Constelação Gloriosa

Uma voz me perguntou se me sinto sozinho mesmo tendo várias pessoas perto de mim...

A resposta é clara, afirmo que sim.
A maioria das vezes, se eu pensar pelo ego,
Mas se a algo maior me entrego
Já não me sinto só

E esse encontro, que beleza,
Acontece normalmente na natureza,
quando abandono tudo
quando estou só.

Não me sinto solitário
Não mais sofro desse sentimento imaginário
De quem ainda não aprendeu a conjugar-se poesia
Ritmo, rima, uni-verso, alegria

Na métrica da vida,

sábado, 22 de setembro de 2012

As distintas Luzes do Amor

As luzes da cidade disfarçam a solitária escuridão.

As luzes das estrelas revelam o contorno solitário e o acolhem na busca pela descoberta de seu novo mundo.

Só a Luz do Amor brilha mesmo só e, SOLitária, fecunda os diferentes mundos que lhe orbitam.

Na órbita celeste do Amor divino,

quarta-feira, 21 de março de 2012

Amor, reflexo do Sol, polissonografia da alma

No mar estava inscrita a saudade
que batia como onda em meu peito
e, meio sem jeito,
me fazia contemplar o brilho da estrela-mor no mar.

Reflexo do Sol!

Em cada gota
em cada grão
consciência miúda
da dor da solidão.

Desilusão?

O encontro dos elementos
criava como falésias;
quanto às falácias,
melhor calar.

Só o silêncio dignifica o olhar.

Na contemplação perene de cada amanhecer contido neste instante, momento de vida que nasce em meu coração,

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Há 10 anos, doce nostalgia do Amor

Há 10 anos acordo com a mesma vista, através da mesma janela.
Pensamento voa, memórias chegam, emoção decola
É a mesma janela, onde agora tremulam bandeiras
É um outro Eu que reflete sobra a vida e inúmeras besteiras


Há 10 anos dou aula, sempre diferente, em outra faculdade,
sempre a mesma, na sempre bela cidade.
É a mesma aula, com outros alunos,
É um outro embate em novos assuntos.
(Será? Não é apenas uma outra roupagem para o mesmo comum lugar?)

Há 10 anos acordo com outras companhias,
diferentes gatas, agora meu gato,
não há mais solidão a dois, fato
é a inteireza interior, pronta para se relacionar, que mia.

Há 10 anos acordo e por isto continuo grato.
Há tanta coisa por fazer, tanta coisa por arrumar
Há tantas prioridades pro começar
Há tanta prática para me moldar mais sensato.

Haaaaaaaaaaaaaaaaaaa, da loucura emerge a sabedoria.
É sempre a mesma janela, mas sempre outro sol, sorria!
Liberte-se de sua agonia:
É preciso força e Luz para confirmar sua existência todo dia.

Há 10 anos... nesse período parei de fumar, aprendi a ouvir não,
Não mudei de sexo, mas mudei de religião,
De cético à budista, mente-corpo em comunhão,
Mas será que, de fato, mudei meu padrão?

Há 10 anos abri asas e vim pro mundo,
Será que aprendi a me relacionar,
Será que aprendi a receber e dar,
Será que aprendi a amar?

Nas asas da nostalgia inspirada pela música "Often a bird", de Wim Mertens, enquanto olho pela janela de meu quarto, o mesmo quarto, outras luzes, outros partos. Como somos grandes, como somos pequenos, como somos nada, como temos a ousadia de sermos tudo.

No auto-questionamento que é o princípio sadio do Amor,

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A solidão necessária do Amor

Como diria Nietzsche, "a solidão nada tem a ver com a presença ou ausência de pessoas".

A solidão é apenas a reserva amorosa do espaço para verdadeiras companhias.

Este vazio (kénosis) é condição fundamental para ascese. E para a troca na união produtiva e evolutiva.

Na essência da solidão, encontro consigo mesmo,

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Amor, árvore da vida

Nada mais que um devaneio,
Em torno,
No meio,
Que sono,

Eu só.

Acordo. Realizo,
Não estou mais sozinho.
Há outros solitários,
Estranhos no ninho.

E a árvore da vida a girar.

Na conexão do coração que nos tira da solidão auto-infligida de nosso ego,

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Amor, abertura além-ego

Amar é ter a abertura de vivenciar o Outro em sua plenitude, convergir com seus valores e não estar pré-disposto a dialogar somente com o que se quer - isto seria monólogo assistido.

O ego que impede a abertura por medo de se perder não dialoga, permanece solitário no monólogo em-si-mesmado, vendo Outros juntos florescer, enciumado.

Na transcendência do ego que tudo quer à sua maneira e por isto absorve e desfruta pouco do Todo,

terça-feira, 2 de março de 2010

Desilusão: o aprendizado-mor do Amor

As desilusões fazem parte da história de nossas vidas, são nossos aprendizados mais íntimos.

Mas, acostumados ao nosso ego - infantil como só ele - de termos apenas aquilo que gostamos e queremos, revoltamo-nos e acusamos o culpado: é o coração, este fraco e desmiolado a quem seguimos cegos de paixão e que nos faz cair, na tentação e no abismo da solidão após nos lançarmos desenfreadamente de encontro ao Outro. Juramos nunca mais seguir o coração e nos isolamos assim de nós mesmos.

Não é que não devamos seguí-lo ou seguí-lo menos. Devemos sim torná-lo forte, independente e líder para nos conduzir sem cair nos boicotes da mente e do karma, bem como na solidão de nossa alma.

Ocorre é que sentimo-nos acuados e pressionados pelo tempo-espaço, acossados pela solidão de nós mesmos e ao invés de nos bastarmos primeiro, jogamo-nos na aventura da roleta russa do "nós-dois": depositamos no Outro arma e munição e entramos de cabeça em um jogo em que a sorte pode ou não cruzar com o destino. E o Amor está longe de ser um jogo de azar no qual se deposita as fichas às cegas.

Tranquilidade, este é o sinônimo da realidade do Amor: o que é nosso está guardado e quando se está maduro o suficiente se tem o prazer de desfrutar do verdadeiro néctar do Amor.

Até lá, vamos amadurecendo e entendendo que é necessário estarmos bem conosco, sem depositar em mais ninguém nossa felicidade. E é nestas desilusões que a vida nos traz que aprendemos a viver e assim a amar.

Aí sim, iremos ao encontro de nosso destino, sermos felizes. Por toda eternidade de cada momento.

No néctar da imortalidade que é o eterno Amor,

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Porque é de nossa natureza amar - a Lenda do Monge e do Escorpião

Recebi essa lenda de uma amiga enquanto ouvia o CD sobre Amor, da Lama Tsering Everest - lama residente do Odsal Ling de São Paulo - que tem uma fabulosa coleção de CD´s com explicações sobre diversos temas, entre os quais vale ressaltar este do 'Amor', o 'Superando a Solidão' e 'Generosidade traz Prosperidade', bem como a abordagem dos venenos da mente e como pacificá-los.

E é ao pacificar nossa turbulência interior que acessamos nossa verdadeira natureza, sem nos deixar mais abalar por eventos externos. Quando esta força da disposição interior brota e persiste, o Amor é declarado vencedor e tornamo-nos imperturbáveis, oásis de refúgio e abrigo da eternidade. Assim surge e se mantém a verdadeira natureza, eterna.
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A Lenda do Monge e do Escorpião

"Monge e discípulos iam por um estrada e, passando por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.

Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

- Mestre deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

- "Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."

(Autor Desconhecido)
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O único ser na face da Terra que tem esta capacidade de não reagir, mas agir conforme sua verdadeira natureza é o Ser humano. Em um mundo onde se ressalta cada vez mais a necessidade da otimização dos recursos e exaltação dos diferenciais, estranha-me o fato de não colocarmos este grande diferencial humano em prática: Amar e cuidar.

A esta moral, agregaria o adendo de que o planejamento sempre auxilia, pois analisando-se as naturezas e conjunturas, poder-se-ia cogitar tal reação do escorpião e poder-se-ia antecipar-se a tal desdobramento.

Às vezes, simplesmente não dá tempo de planejarmos, como penso ter sido o caso desta lenda. Mais um motivo para se reforçar o amor e ficar-se firme em sua essência ao invés de abrir mão de sua natureza no primeiro obstáculo.

Quantas vezes não acontece isto em nosso cotidiano. Pensamos estar agindo com o coração, mas ao primeiro sinal de um viés, retrocedemos e nos fechamos em copas. Será que estavamos mesmo munidos das cartas certas ou jogavamos com as espadas do ego?

Quando se está ancorado 'aos princípios luminosos do coração' - como diria Mestre Céleus em texto enviado por minha querida Tia - 'que vibram o impulso que vai além da auto-satisfação' compartilhamos e manifestamos uma 'capacidade ilimitada de amar'. Como diria Rainer Maria Rilke, 'onde não havia mais caminhos, nós voamos'. Dentro deste contexto completaria dizendo que onde não havia mais caminhos, nós amamos, ancorados na solidez do coração compassivo, atingimos a liberdade eterna.

E é este o diferencial humano. Como diria Lama Tsering: "a qualidade do ser humano é de que ele pode, de verdade, aspirar, desejar e trabalhar pela felicidade alheia".

Reforcemos nosso diferencial, lapidemos nossa jóia preciosa em nosso trabalho cotidiano. Façamo-na brilhar, pois Amor se dá, não se pede ou recebe - volta naturalmente com o ciclo da vida.

No Amor,