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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Das r-evoluções do Amor que levam ao Ser em Rede

The uni-verse is a poem with one metric - love.

O uni-verso é um poema com uma métrica única - Amor.


                                                                      Teia de Indra

A teia de Indra é a representação mitológica hindu que compreende a vasta existência interdependente: a cada interação da rede encontra-se uma joia. Cada joia reflete a luz de todas as demais joias; cada reflexo então é um reflexo de todos os demais reflexos em um sistema de causa-efeito sem fim - e, portanto, sem começo senão o arbitrário; similar à oposição de dois espelhos e a ilusão de seus caminhos infinitos, tudo começa com uma intenção.

A ideia de que se pode olhar para qualquer uma das jóias e ver todas as outras joias em uma matriz infinita de reflexões interdependentes é semelhante à forma como podemos olhar para uma flor e ver o reflexo de todo o Universo e tudo o que ele contém, dentro dessa único flor, incluindo todos as concomitantes relações de interdependência mútua e processos.

Este padrão se repete no macro e no micro, assim na Terra, como no céu - tudo é beleza calculada; emanação desejada, intenção determinada.




Este é o padrão criado ao longo de oito anos pela relação entre as posições relativas de Vênus e Terra em suas órbitas ao Sol. Vênus orbita o Sol 13 vezes a cada 8 órbitas terrestres, vulgo anos.

E em todos esses anos, estamos a 19 cliques de distância.



Na órbita do Amor que tece toda Rede,

terça-feira, 26 de abril de 2011

Amor - petite mort, grand vie

O orgasmo - ápice do Amor erótico -, pequena morte como o chamam os franceses, quando Eros nos abandona por instantes, quando nosso impulso cessa por segundos até o pulmão se expandir de novo em busca de mais ar: - te olhando em busca de mais beleza as pupilas dilatam, o corpo estremece e cai glorioso à espera da volta triunfal de Eros à sua habitação terrestre; nosso corpo, morada divina de nosso impulso celeste e primordial.

No instante em que a parceira recosta sua cabeça em seu ombro e se ajeita, aninhando-se; a cada passagem de seus dedos pelos pêlos do peito no qual bate um coração cujo ritmo anuncia a chegada do vitorioso Eros, que retorna trazendo sua consorte Philia - o Amor fraterno -, eis o instante da (re)união do (re)nascimento e da morte na grande vida.

Religare que traz consigo a cumplicidade de dois vitoriosos que ousaram perder-se no êxtase para ter com o divino, o Amor Ágape, de onde emana toda Philia e converge todo Eros - e daonde Eros traz sua consorte que o conduz para estabilizar a conexão direta estabelecida impulsivamente com o ciclo que passa pela pequena morte para ter em sua ressurreição direito à grande vida.

No êxtase, sem depressão, vivência da unicidade na rede,

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Amor conseqüência do Ser conseqüência do Amor

Não buscar ser mais nada. Já Ser e isto bastar.

A busca é o Ser em si, o restante é desdobramento de si mesmo, uma consequência de Ser.

Quando se busca no exterior, ilude-se facilmente com o mundo sensível; quando se busca internamente, um universo se abre, expande-se e possibilita-se a integração com o Uno, processo de individuação necessário à maturidade de nosso Ser e espécie e o alcance individual-coletivo do Homo amabilis.

Podem lhe fechar as portas e retirar do mundo, mas seu universo interior só depende de ti.

No princípio sem fim, que sustenta o tempo-espaço,

A grande generosidade do Amor

A generosidade óbvia é dar. Mas há outra generosidade importante que poucas pessoas sabem exercer que é retribuir: um sorriso, um gesto, um obrigado; a abertura de receber, que pressupõe também a abertura para dar.

Se, contudo, reconhecimento e retribuição são essenciais, questiono.

Essencial mesmo apenas o Amor.

Reconhecimento e retribuição são imagens de Amor, não o Amor em si e ficar na expectativa deles pode nos tirar do foco de nossa vivência, de nosso centro, do Amor; podemo-nos viciar em receber reconhecimento e retribuição, quando o verdadeiro Amor é e nada necessita em troca. E, por esta qualidade livre, é capaz de com tudo trocar.

Há quem aponte reconhecimento e retribuição entre os alimentos do Amor.

E o Amor de verdade, precisa de alimento? Não está acima disto?

Até o Sol consome algo para doar sua energia – mesmo que seja a si próprio.

Todavia, o Amor só precisa ser contemplado para crescer e frutificar.

E a contemplação é mais forte que a ação; pois o forte tem potência contemplativa para ver o Amor em tudo e com tudo é capaz de trocar, discernindo, nunca julgando; enquanto quem não vivencia a potência do Amor em si busca criar seus prazeres a seu modo e, como demiurgo, distorce a realidade à forma de sua obra interior inacabada.

Esculpe-te o que tu és, obra-prima divina, Amor em estado bruto; lapida-te com grandiosa generosidade.

No atelier de nossos corações,