segunda-feira, 28 de junho de 2010

Da brevidade e da urgência do Amor

Da brevidade

Muito se sabe que Amor alimenta Amor e que este ciclo é autossustentável e eterno enquanto dura esta retroalimentação, ou seja, depende de empenho, foco e comunhão: o justo equilíbrio entre as partes (o Eu, o Outro e o Todo) e suas partes (corpo, fala e mente de cada terço envolvido).

O Tempo de duração depende do espaço concedido e é harmonizado pelo conhecimento adquirido e aplicado com sabedoria.

Da urgência

Muitas vezes capturados pela Força Schopenhaueriana, tendemos a nos aprisionar na ilusão, reféns da esperança e do medo, tornando a realização de um lampejo erótico uma obsessão em constante devir, aprisionando-nos no terço erótico do Amor, sem dar espaço para o Amor Ágape e o Amor Philia completarem a força do Amor fati.

Aqui se apresenta a importância da canalização do impulso de Eros, vital para nossa existência, mas fatal para nossa evolução consciente - tão fundamental quanto se ter um cavalo selvagem dentro de si é saber domá-lo. E não ser domado.

Amor pleno é quando tornamo-nos unos com o nosso cavalo selvagem interior, sem distinção, sem julgamento, sem submissão; apenas a missão da evolução sendo realizada a cada ato.

Na eternidade que urge, canalizando a brevidade da urgência,

Amor, breve urgência?

Breve? Quão breve é a eternidade da espera,
que se espreita soberana e sincera
entre a esperança e o medo?
Fecunda o mundo com ilusões; calma, ainda é cedo.

Urgência? O que é essa tal urgência?
Da alma clemência
ou do corpo desejo?
Descobrir isto, almejo.

Beijos
entre vinhos e queijos,
um chopp ou dois,
sorvete que não quero deixar p'ra depois.

No encanto repentino e conscientemente descompromissado,

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Amor, excelente vaso de safira

Amor é a grande inseparabilidade do sabor único; superação do antagonismo, disputa e discussão.

É a realização em si de atos magníficos em benefícios dos outros sem esperar nada em troca.

Adaptado da saddhana do Buda da Medicina praticada no Chagdud Gonpa Ped Gyal Ling, Rio de Janeiro.

Na verdadeira cura que beneficia todos, luz de safira que irradia de nossa mente-coração,

Amor, intrépido herói

Coragem para resistir na bondade do coração, para romper as fronteiras do egoísmo, para saltar o abismo do isolamento e da solidão.

Aterroriza a negatividade, confia na fé, duvida da dúvida e aniquila a mediocridade indo além de si e do mínimo e substituível, exercendo-se amorosamente ao máximo e louvável.

Persevera no bem, age quando e como preciso, contempla a glória de servir ao bom combate - aquele em que não há atacante ou atacado, apenas a sorte de se amar, forjado uno com o ser amado.

Amor é risco calculado; arco, flecha, maça, regozijo.

Na jornada do herói, bodisatva em nós,

Por Amor às palavras

Morrem até os imortais, mas as idéias dos que fazem a diferença sobrevivem à mediocridade, ao tempo e alcançam o infinito. Saramago, eterno.

É inspirado neste mestre que aprendi a vivenciar melhor a vida e suas manifestações, concebendo assim o espaço para o Amor. Chamo de "compasso Saramago" sua máxima que dita, no mínimo, meu lidar com o tempo: "não tenhas pressa, não percas tempo".

Saramago
não era amargo
era um doce realista
corajoso
intrépido
não perdia a verdade de vista

Amigo do tempo
e das palavras
conquistou seu espaço na eternidade
letra por letra sem muita pontuação

Era homem de verbo e osso
duro de roer
filé literário
manjar dos deuses em biblioteca itinerário

Do alpha além-ômega
fiel, nunca recluso ao alfabeto
no universo além-livro
livre mais liberto.

No Amor refinado em meio à cegueira,

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Amor além limitação

Limitação não é não saber, é não confrontar-se e não superar sua própria fronteira de conhecimento.

É mais fácil confrontar o outro e seus limites que confrontar a si mesmo.

Abrir-se para a troca é abrir-se para o Todo. Abrir-se é Ser Amor, livre da ignorância e da mediocridade.

Na chave-mestre que abre a alegria interior e a transforma em felicidade plena,

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Amor conseqüência do Ser conseqüência do Amor

Não buscar ser mais nada. Já Ser e isto bastar.

A busca é o Ser em si, o restante é desdobramento de si mesmo, uma consequência de Ser.

Quando se busca no exterior, ilude-se facilmente com o mundo sensível; quando se busca internamente, um universo se abre, expande-se e possibilita-se a integração com o Uno, processo de individuação necessário à maturidade de nosso Ser e espécie e o alcance individual-coletivo do Homo amabilis.

Podem lhe fechar as portas e retirar do mundo, mas seu universo interior só depende de ti.

No princípio sem fim, que sustenta o tempo-espaço,

A grande generosidade do Amor

A generosidade óbvia é dar. Mas há outra generosidade importante que poucas pessoas sabem exercer que é retribuir: um sorriso, um gesto, um obrigado; a abertura de receber, que pressupõe também a abertura para dar.

Se, contudo, reconhecimento e retribuição são essenciais, questiono.

Essencial mesmo apenas o Amor.

Reconhecimento e retribuição são imagens de Amor, não o Amor em si e ficar na expectativa deles pode nos tirar do foco de nossa vivência, de nosso centro, do Amor; podemo-nos viciar em receber reconhecimento e retribuição, quando o verdadeiro Amor é e nada necessita em troca. E, por esta qualidade livre, é capaz de com tudo trocar.

Há quem aponte reconhecimento e retribuição entre os alimentos do Amor.

E o Amor de verdade, precisa de alimento? Não está acima disto?

Até o Sol consome algo para doar sua energia – mesmo que seja a si próprio.

Todavia, o Amor só precisa ser contemplado para crescer e frutificar.

E a contemplação é mais forte que a ação; pois o forte tem potência contemplativa para ver o Amor em tudo e com tudo é capaz de trocar, discernindo, nunca julgando; enquanto quem não vivencia a potência do Amor em si busca criar seus prazeres a seu modo e, como demiurgo, distorce a realidade à forma de sua obra interior inacabada.

Esculpe-te o que tu és, obra-prima divina, Amor em estado bruto; lapida-te com grandiosa generosidade.

No atelier de nossos corações,

terça-feira, 15 de junho de 2010

Amor hidrante

Caminho de casa, cheio de ruas.
Ruas vazias, cheias de gente.
Gente vazia, cheia de medo.
Não é mais cedo,

É frio.
Pessoas dormem, nem um pio.
Mais de um sonho dorme, despedaçado.
Um sorriso, um achado,

Pura ilusão.
Ninguém sorri quando dorme obrigado no chão.
De nada, adianta,
Não fica pra trás, a gente escolhe aquilo que planta.

O que nos nutre, o que nos alimenta?
O que pensamos, falamos, agimos, aquilo que se sustenta.
E no meio de tanto cobertor
Ao relento, me pergunto, cadê o Amor?

Na cidade que tem de tudo, menos humanidade,
Um hidrante que irriga o deserto da selva de pedra
É um oásis da alma
Amorosidade desperta.

No Fogo divino que habita em nós e dá sede de justiça,

domingo, 13 de junho de 2010

Amor, eternidade sustentável

Amor converge as expectativas do futuro, as experiências do passado e os exercícios do presente em uma eternidade sustentável.

Na filosofia do agora e sempre, aqui no coração,

Amor, razão de Ser da Alma

O que há na alma, entocada,
que não merece ser vivido,
que não merece ser amado?
Será dela uma asa castrada?

É a alma, intocada,
convergindo necessidades e desejos,
elevando padrões.
Discernimento prático que corta ilusões.

Não se pode ser refém
de si, de seus desejos,
esperanças e medos,
de mais ninguém.

Tem coisa que não se pode.
Tem coisa que não se deve.
Em todo caso, com o desejo
o sangue ferve.

Evitar o conflito,
deixar fluir.
Canalizar
para seguir e superar.

Gozo? Gozado, não gozo.
Liberto-me do jugo.
Integro-me,
não me julgo.

Ajo.
Hoje.
Não culpo o ontem,
não condeno o amanhã.

Entrega
plena, cega,
sem julgamento.
Essa é a hora, esse, o momento.

Fazer o que tem que ser feito,
isso é Amor.
Intuição da alma,
esse é o jeito.

Na do-ação ativa que sustenta e não compromete,

TI do Amor

Corpo é hardware, Mente é Software, Alma é eletricidade; Amor a usabilidade.

Na Arquitetura da Informação que gerencia a troca do conhecimento,

A questão do Amor

Ser e não-ser, eis a questão.

Na ponte da plenitude do Ser,

sexta-feira, 4 de junho de 2010

É natural do Amor

Quando a gente se doa de coração, recebemos bênçãos e inspiração.

Na recíproca natural e verdadeira,

O astral do Amor conscientiza

A astrologia nos conscientiza de que fazemos parte de um teatro astral, possibilitando-nos deixar de sermos marionetes para nos tornarmos co-autores, co-diretores e, efetivamente, atores de nossas vidas.

No nodo norte, missão de nosso Ser,

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Amor ímã

O campo magnético só existe pela relação entre ímã e imantado; tal qual o Amor que se constrói entre Eros e Erastes.

N|S --> <-- N|S

N|S <-- --> S|N

A atração magnética é a armadilha da FS (Força Schopenhaueriana); atraimo-nos pela facilidade da completude do suposto oposto, identificando como similar por traços do desejo mais instintivo e sem direção consciente, apenas procriativa – é o estímulo genético buscando perpetuação e equilíbrio. É a frágil união do Eu e do Outro que não passa pelo Nós.

Todavia, evoluimos, refinamos e hoje em dia vivemos mais que nossos ancestrais – com hábitos menos coletivos no que tange a educação da cria; há um sentimento de posse reinante que nosso refinamento apenas inflou – ao invés de combater.

O fato de vivermos mais nos leva ao conflito da atração ‘FS’ não sustentar a união posto que não sustendado no padrão da rede: mínimo de três pontos.

Às vezes os filhos fazem este papel, criando uma carga pesada demais para todos, pois isto é papel para a metafísica e seus valores, não pare entes.

Não nos equiparemos à força invisível e união tripartida do Amor. Somos um terço em busca da completude que reside paradoxalmente em cada um de nós.

Por isto, a importância de se conectar ao outro através de valores coletivos – quanto mais elevados, mais estável a união será.

Contudo, se houver somente o direcionamento dos valores, tende-se à união compassiva, na qual pode faltar um pouco de saciamento do impulso instintivo.

Amor maduro é o tênue equilíbrio que mescla e harmoniza estas duas potências.

Na homeostase do Amor,

A regularidade do Amor irregular

A conjugação do Ser é irregular.

O Ser se regulariza na ação do verbo e encontra seu complemento nominal no objeto direto de sua necessidade ou indireto de seu desejo.

No vocativo do Ser,

Amor criAção

Diante da folha em branco
a poesia.
Não era eu que a desejava
era ela que me queria.

Me instigava
o vazio das linhas.
Intrigava
o espaço sem limites.

Castigava
o tempo com fim.
Questionava
O prazo com validade.

Da entrega, da obra, do obreiro.
Viver é Amor,
O espaço, o tempo,
Conhecimento por inteiro.

Mil braços desejo ter
para a todos
de diversos modos
beneficiar e socorrer.

Onze cabeças para pensar,
meios hábeis para convergir e rimar.
E se acaso a inspiração me falte,
eu me lembre de praticar.

Poesia,
Cura.
Sabedoria,
loucura.

Primeiro criar um universo de palavras
em meio ao caos de idéias.
Depois colocar o universo em movimento,
Verbos em órbita e alinhamento.

Antes de unir o preto ao branco,
um pré-roteiro,
um princípio de ordem,
fio de Ariadne, pista no nevoeiro.

Parto.

De um lado, nasceu.
Do outro, não sei para onde fui.

O poema se aconteceu.

Não fui eu,
apenas me abri,
Ele [o Amor] flui.
Eu transcrevi.

Nessa interação prazerosa,
Amor é.
transcende o conceito, o poema, o poeta e a prosa.
Se faz ato de fé.

Na fé da criação,

terça-feira, 1 de junho de 2010

Amor contra o medo da corda bamba

Somos, como diria Nietzsche, “uma corda bamba atada sobre o abismo”.

Paralizados pelo medo, não ousamos defrontar o que há abaixo; reféns da esperança fitamos o alto.
Atrás, um passado símio, instintivo e animalesco, nos prende ao vício do devir.

À frente, um futuro grandioso e igualmente desafiador nos cobra passos largos rumo à evolução e um desapego que liberta séculos de história, genética e hábitos.

Aqui. Agora. No momento presente, nada mais somos que um ponto frágil na passagem do tempo em busca de um espaço que escapa a cada passo.

Nas asas do Amor ganhamos a dimensão que nos compacta e converge em nós o que há de mais alto e mais baixo – evidenciando, na prática, prós e contras de nosso passado e futuro no espaço que compassivamente abrimos no presente: liberdade de quem ama, qualidade de quem ousa se lançar rumo ao seu destino. Torna-te o que tu és, ó Amor fati – Homo Amabilis.

Livre para Ser, só no Amor.

Na intuição que transborda e transforma,

Amor, Ser +

Amor. Falar menos, Ser mais. Amor. Amor. Sempre. Só. Uno. Duo. Trindade. Sagrado. Profano. Mundano. Amor. Falar menos, Ser mais. Iguais.

No Ser +/=

A diferença do Amor

Amar é fazer diferente para fazer diferença.

Inspirado no mestre Zé Maria.

No igualmente diferente,

A realidade do Amor

A Realidade não é mais uma versão da ficção; é sua versão atualizada, virtualidade tangibilizada pela interação.

Na troca de pensamentos, fluídos e intenção, interAÇÃO pura,

Amor-ponte

Amor como ponte que nem margem necessita, nem horizonte deseja; é centro e periferia em todo e em lugar algum.

No pilar que sustenta,

A vigília do Amor

Amar é vigiar o vigia vigiar quem o vigia.

Não o vigia da torre, mas o do quarto escuro de nosso Ser.

É contemplar sua face em meio à sombra e gentilmente o convidá-lo à clareza do diálogo elucidado pela abertura e vontade de entendimento.

No vigiar, nunca no punir,

Amor matéria-prima

Pontes e barreiras são feitos de tijolos.

Somos também feitos da mesma matéria: como nos moldaremos?

O que construiremos de nós mesmos nesta grande cidade que é a humanidade?

Sejamos o meio, sejamos a mensagem, sejamos o Amor do mundo para fazermos o mundo do Amor, sejamos a revolução de que tanto falamos, queremos e esperamos, sejamos a evolução de nós mesmos.

Na planta baixa que tende a ascender,

Amor, palavras sem jogo

Amor

Ponte

Fonte

Forte

Norte

Corte

Morte

Sorte

De quem através da ponte do Amor se conectou à fonte de seu Ser, tornando-o forte em busca de seu norte e além-corte, além-morte, regozija com a sorte de ter acessado, conectado e vivido o Amor, do princípio ao sem fim, o único meio, a única maneira.

No jogo sem palavras,

domingo, 30 de maio de 2010

Amor é Fogo, o princípio do Todo

O Amor consiste precisamente na unidade profunda que as oposições aparentes ocultam e sugerem: os contrários, em todos os níveis da realidade, seriam aspectos inerentes a essa unidade.

Não se trata, pois, de opor o Um ao Múltiplo, como Xenófanes e o eleatismo: o Um penetra o Múltiplo e a multiplicidade é apenas uma forma da unidade, ou melhor, a própria unidade.

Daí a insuficiência do uso corrente das palavras: somente o Logos (razão-discurso) do filósofo consegue apreender e formular – não ao ouvido, mas ao espírito, não diretamente, mas por via de sugestões sibilinas – aquela simultaneidade do múltiplo (mostrado pelos sentidos) e a da unidade fundamental (descortinada pela inteligência desperta, em "vigília”).

Eis o que é o Logos (razão-discurso) para Heráclito, transcrito por inteiro e no qual apenas substitui o objeto a ser delineado, por entender de corpo-fala-mente que se trata do Amor.

No Logos, razão-discurso que é puro, claro e forte Amor,

Amor, o Ser em Rede como resposta ao paradoxo de Fermi

O paradoxo de Fermi é, segundo a Wikipedia, uma contradição aparente entre as altas estimativas de probabilidade de existência de civilizações extraterrestres e a falta de evidências para, ou contato com, tais civilizações.

Em 2000, desenvolveram a 'Hipótese da Terra Rara' como resposta - mas entendo-a mais como sendo um egotrip coletivo do que qualquer outra coisa. É certo de que não somos comuns, é fato de que não existe forma de vida complexa a cada esquina de órbita ou canto do sistema; mas daí ao fato de sermos raros é um pequeno passo para o ego, um grande salto para a ilusão.

Um pensamento é o de que civilizações costumam perecer ou serem “atrasadas” em sua evolução devido à cataclismas. O último grande do qual se tem noção na Terra foi o evento de Toba, a erupção de um supervulcão que ocorreu entre 100mil e 120mil anos atrás, quando se estima que a população humana fora reduzida a poucas centenas - o que explica o gargalo evolutivo e genético.

O ciclo de erupcão de supervulcões vai de 50mil anos – aqueles com potencial para catástrofe global – a 100mil anos – aqueles com potencial de extinção em massa, causando um inverno nuclear com duração de um a dois anos.

Este é o tempo que a natureza nos concede para evoluirmos conscientemente para o Ser em Rede e juntos, humanos e natureza, principalmente a Terra, servirmos de base para a colonização da Galáxia e a exploração do Universo.

Enquanto competirmos uns com os outros e tivermos a Terra como vítima, estaremos presos à horizontalidade. Quando cooperarmos e tivermos a Terra como parceira e aliada, seremos todos testemunhos vivos da superação em rede e libertar-nos-emos conquistando a verticalidade na ascese de nossos Seres, células amorosas do Superorganismo Terra.


Quando somarmos nossas diferenças em uma única riqueza múltipla, os terráqueos serão os mensageiros do Amor e levarão em suas asas boas novas ao infinito do espaço. Já é tempo.

Na obviedade que poucos ousam vivenciar,

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Amor calculado



Quem disse que números não tem vida? Que não há beleza na soma, ó se há; no máximo tristeza na subtração. Vida é multiplicação de momentos, interação de pontos, divisão de experiências.

Na matemática do Amor um mais um são três e três vezes três é a eternidade que habita em cada um de nós, infinitas espirais em ascensão.



No Fibonacci do Amor,

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Onde está o verdadeiro Amor?

Dentro de cada um de nós, em tudo, no Todo.

Mas estamos sempre ocupados e distraídos demais para nos conectarmos a Ele.

Na abertura do Amor, dimensão superior do Ser, conexão que expande,

O poder do não no Amor

Amor, ato de se estar aberto à troca, sem julgamentos ou pré-conceitos, sem simplesmente discordar ou dizer "eu tenho razão" - é entender como válido o ponto-de-vista alheio e de coração dialogar com ele.

É o ponto-de-partida do Outro e se o Eu busca a União no nós deve-se respeitá-lo e, ao fazê-lo, tomá-lo para si e, ao se apropriar dele, ter mais recursos para criar, expandindo o potencial latente na troca.

Amor é a sabedoria do dizer não, convergindo.

No reciclar, nunca no descarte,

Amor, não exclusão

Amar não é excluir a partir do desejo e do ego e sim integrar e convergir dentro de uma escala, hierarquia e mandala que harmonizam o individual e o coletivo e viabilizam o tear do complexus que é viver, que gere sustentabilidade dentre os diversos pontos envolvidos na rede da vida e viabiliza a evolução do individual-coletivo.

Na convergência superior, afirmação do Ser em Rede,

Amor, não obsessão

Não, o Amor não leva à obsessão.

Na verdade este Amor que se torna obsessão é o Amor Eros, o terço do Amor animal, instintivo, erótico, impulso que aprisiona se não for conduzido à elevação - ágape - e ao sair-de-si, do ponto inicial para percorrer seu caminho na eternidade e, no devir, confirmar o Ser mais amplo e expandido - Amor philia -, liberto do dualismo, aberto e em união com o Todo - Amor fati.

Só há obsessão na relação sujeito-objeto.

O verdadeiro Amor transcende o dualismo e confirma a unidade da trindade, por isto é sagrado mesmo em meio ao mundano: não há distinção, de fato não há sagrado ou mundano, não há véus.

Há apenas Amor, sem amado e amante: este é apenas o primeiro passo, o engatinhar do jogo onde não há vencedor, tampouco vencido; e este jogo é a Rede da Vida.

No tear do complexus,

A ponte do Amor

O Amor une o instante à eternidade.

Na ponte sobre o Rio da Vida, do nascimento à morte, unindo à terceira margem,

domingo, 16 de maio de 2010

Amor, do corAÇÃO

O estágio pré-iluminação é a execução racional do livre arbítrio - o que beneficia ou não à todos, segunda nossa razão.

A execução plena e irrestrita se atinge quando a ação deixa de ser pensada pela mente e passa a ser de corAÇÃO.

Na ação colorida pelo pincel da alma que pinta o arco-íris da liberação,

Amor, convergência que supera o ego

O Aqui e Agora não tem espaço para o Ego, que se perde no Tempo do ontem e busca desesperadamente o amanhã.

O conhecimento converge o Ser e o cristaliza radiante na eternidade do momento.

Na convergência dos três kayas,

Amor, a cura em si

Não é necessário buscar-se a cura; não existe sofrimento genuíno.

O sofrimento faz parte da projeção e percepção unilateral de um sistema dualista pautado pelo desejo-aversão com esteio na ignorância.

No despertar da saudável liberdade de nosso Ser,

Amor é manifestação da plenitude

Samsara é perambulação; a busca do ego por algo, pela saciedade, pela completude - é buscar a chama e a luz fora de si.

Nirvana é apagar a luz da vela e encontrar sua luz na escuridão de seu Ser, iluminando-se e servindo de farol para o benefício de todos os seres.

Na plena realização do Ser no Aqui e Agora,

O ciclo social do Amor

A compaixão abre portas; a equanimidade convida; o regozijo recebe.

O Amor dá e não necessita, tampouco espera, algo de volta.

Na qualidade incomensurável do ciclo amoroso impulsionado pelas 4 forças do Amor, eternidade em movimento,

Declaração do Amor

Declare guerra contra a miséria.

Ame mais.

Amor não lembra, não esquece, apenas viver merece

“Eu, agora – que desfecho! Já nem penso mais em ti… Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?”

Por isto que Amar não é se fechar ou se abrir de maneira ordinária; é uma abertura plena que deixa fluir.

No Amor,
o fluxo da vida
sem temor
e sem medida

Até além-morte,
desde o ninho
em qualquer sorte,
segue seu caminho.

Ora indo com as ondas,
na maciez das marolas,
ora nadando contra a correnteza,
evitando das pedras a aspereza.

Age-se como deve-se agir, sem ressentimentos.

Inclusive chocando-se,
quando devido e necessário,
com uma ou outra pedra,
nada havendo nisto de maldito ou temerário.

Não me lembro,
não me esqueço,
vivo o momento,
eu mereço.

E no merecimento,
bênção sublime,
vive-se a comunhão do arrebatamento
na companhia de quem rime.

Na poesia que se conjuga entre o verbo e a ação,

Amor, caminho da construção do Ser

Mais que construir uma vida em torno do Amor nosso caminho passa exatamente por vivenciarmos o Amor.

Porque em torno ainda não é Ser Amor, princípio do meio, fim da angústia, plenitude que é viver.

No caminho do meio, que está em toda parte, sem entorno ou centro,

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Amor purificador

Amor é a "intenção grandiosa, não fabricada, que tudo abarca e reúne na perfeição da esfera única".

Amor de fato purifica a dor.

Inspirado pela prática da sadhana de Vajrasattva branco na Lua Nova do Saga Dawa 13.05.2010 realizado no Ped Gyal Ling.

ཨོཾ Na mais excelente exclamação de louvor, aspiração sincera de que todos possam se beneficiar,

What is love?

Low profile, high performance.

Sustainable results.

Getting the (tipping) point,

No oceano do Amor

No oceano do Amor a nau é o corpo, a alma são as velas e o coração é o leme.

As pessoas estão constantemente nos oferecendo suas viagens para embarcarmos. Viajemos nas nossas com destino ao Outro e à felicidade.

Na esquadra do Amor,

Amor, nosso céu de brigadeiro

Pensamentos negativos - raiva, ciúmes, inveja, entre outros - são nuvens negras que impedem nosso Ser de irradiar alegria de viver.

Amor é o ar que nos sustenta e clareia nossa atmosfera pessoal, deixando nosso coração irradiar toda beleza de nosso Ser.

Na alegria de simplesmente Ser,

Amor, sopro da vida

Amor, consciência não-dual, essa franca abertura para dentro e para fora, esse tornar-se Ser autêntico: liberar os 5 sentidos através da respiração.

Na ausência de fronteiras, regozijo no Ser,

A manifestação do Amor

Amar é manifestar a ampla promessa do Ser Humano.

Na passeata que corre em nossas veias,

Amor, da fome ao regozijo

"Quando a energia circula pelo corpo, o coração pára de ter fome" e passa do conflituoso impulso de sobrevivência para a harmônica vivência plena que regozija em Amar e se deleitar.

Inspirado em palestra de Arnaud Maitland sobre Kum Nye.

Na massagem do corpo sutil,

A sinfonia do Amor

Amor é tornar-se música orquestrada; é harmonizar os 3 principais centros do corpo, colocando os chácras em sintonia.

No equilíbrio entre a tensão e o relaxamento,

O ideal do Amor

Amor é estar dentro da situação, não idealizar, mas intuir, pensar, sentir, e exercer o ideal para cada dada situação.

Na proximidade do ideal,

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Amor, árvore da vida

Nada mais que um devaneio,
Em torno,
No meio,
Que sono,

Eu só.

Acordo. Realizo,
Não estou mais sozinho.
Há outros solitários,
Estranhos no ninho.

E a árvore da vida a girar.

Na conexão do coração que nos tira da solidão auto-infligida de nosso ego,

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Amor guia

Nossas escolhas são nossos guias.

No silêncio que precede a intuição,

Amor é D.E.U.S.

Amor é o 'Domínio Equanime na União dos Seres'.

No princípio do Amor, verbo que eterniza, ação que sustenta,

Amor, convergência sustentável das diferenças

Enquanto a vida é o tempo que se tem para fazer a diferença, compaixão é o espaço para se realizá-la e Amor o conhecimento para sustentá-la.

No regozijo da equanimidade que emana desta convergência sustentável,

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O dharma do Amor - conhecimento que gera uma nova ordem

É preciso remodelar a sociedade, gerar o espaço para se estar mais tempo junto de quem se ama e para quem se é insubstituível - ao invés de se atuar como um dado estatístico de um mercado de almas.

Nossas crianças educadas por babás. Nossos idosos abandonados em asilos ou poltronas. Nossas gargantas apertadas por nós de gravata, agulhas alfinetando quem está no alto do salto, mãos calejadas amaciadas no máximo pelo próprio suor.

E na busca da felicidade permanece-se só, soterrado por pilhas de trabalho, sem energia para mais nada, apenas o mínimo para alimentar a corrida do rato, onde o queijo é uma ilusão barata, pago caro com a juventude de nossas vidas.

Pelo dia de trabalho de 4h. Pelo conhecimento do Amor que gera um novo espaço para um novo tempo. Sem utopias, compaixão.

Para que estejamos vivendo aquilo que nos torna insubstituíveis: o Amor junto aos entes queridos e à natureza.

Menos Estado, mais trabalho, menos desemprego, mais consumo, mais lazer, maior distribuição e circulação das riquezas. Descentralizar para conquistar a felicidade em vida e realizar o Amor em nossos cotidianos.

A tecnologia possibilita uma melhor distribuição - de produtos, serviços e tarefas - e um correto alinhamento das forças de trabalho.

Uma sociedade fraterna baseada no Amor reflete todo o esplendor de seus pontos, rede humana que sustenta um sistema que converge o que há de melhor:

do capitalismo - a liberdade de produção daqueles que fazem melhor o seu ofício, seguindo assim seu dharma -,

do socialismo - a igualdade de oportunidade, da educação à realização de seu pleno potencial, realizando assim o seu dharma -, e

da Anarquia - a fraternidade que igualmente se responsabiliza e mobiliza para, sem coerção, organizar os princípios complementares da igualdade e da liberdade dentro de um sistema individual-coletivo de superação.

Eis o dharma de nossa raça.

Na Era da Consciência, verdadeira sociedade 2.0, que se inicia pelo uso amoroso e compassivo da informação e da tecnologia, à serviço da humanidade e da natureza e não do ego e da ganância,

Amor, conhecimento que gera espaço para um novo tempo

Amor é o espaço que acomoda o tempo e as interações; é o tempo que atualiza o espaço através das interações; é a interAÇÃO em si, que une e transcende tempo e espaço através do conhecimento de si e do Todo.

É convergência que une tempo-espaço-interação e gera conhecimento sustentável de si e do processo. E saber sem fazer ainda não é fazer; Amor é conhecimento aplicado em ação sustentável.

O Amor tende a ser difícil por ser a convergência do Eu-Outro-Nós a um ponto de equilíbrio e superação, onde a soma é maior que as partes.

No difícil que é apenas trabalhoso, requer apenas tempo e dedicação,

Non-ego - A Onda do Amor

A Onda do Amor se erige em meio ao oceano de sofrimento e explode nas rochas do ego. Da beleza de sua espuma que banha e adorna tenramente cada grão de areia, reluz a essência do Amor, divindade viva presente em cada um de nós, Afrodites, Marias e Josés.

O antídoto contra ego forte não é ego fraco; é non-ego.

A Onda não pode competir de igual para igual com a rocha; deve transcender a matéria, cooperar com o destino, realizar-se. Não é uma questão de intensidade e sim de natureza.

Quando ego forte é combatido por ego fraco o resultado é autocracia. E como seria este embate entre ego forte x ego fraco?

Ainda dualista, refém da imposição e da subjugação; fascismo; combate-se o individual com o coletivo ou ainda o coletivo com o individual - fato é que se permanece na eterna luta entre senhor e escravo; eu e outro.

A Onda deve ser conjugar o nós a partir do non-ego e realizar assim a essência do Amor.

Na maré da vida,

O dharma do Amor

Eros é o impulso que transforma a potência em ato, transformando-se em direção - ágape -, que converge em philia, ato de união que renova o impulso para uma nova busca e uma nova expansão do Ser em constante alternância.

O primeiro ato de Amor é a individuação (Eros), seguida da busca por elevação e completude (Ágape) e posterior entrega, união e realização(Philia).

Entender esta alternância entre indivíduo e coletivo do qual resulta a união suprema não-conceitual - individual-coletivo - é o Amor maior e pleno que se realiza e à toda potência.

No dharma do Ser,

Amor, abertura além-ego

Amar é ter a abertura de vivenciar o Outro em sua plenitude, convergir com seus valores e não estar pré-disposto a dialogar somente com o que se quer - isto seria monólogo assistido.

O ego que impede a abertura por medo de se perder não dialoga, permanece solitário no monólogo em-si-mesmado, vendo Outros juntos florescer, enciumado.

Na transcendência do ego que tudo quer à sua maneira e por isto absorve e desfruta pouco do Todo,

O instante do Amor

Amor é realizar-se no piscar de um instante; é acordar do sonho e realizar-se a cada instante, sem piscar.

O instante do Amor é agora; o lugar do Amor é aqui.


Na realidade concreta do sonho, pensamento, fala e ação que convergem conscientemente e inconscientemente na plenitude de nosso Ser,

Abertura conceitual do Amor

Amor é transformar o difícil em trabalhoso e naturalmente, sem esforço, alcançar o objetivo - com perseverança e dedicação, utilizando-se o que há de melhor, convergindo para multiplicar; mais que às partes da soma, somar: transcender os conceitos, permanecer no Ser e, a partir daí, construir seu universo em constante dissolução.

Na beleza da agregação que consagra nossa plenitude, eterno devir,

A química do Amor, física da sustentabilidade

O Amor forja o progresso na fusão da química do corpo com a física da alma; harmoniza hormônios e impulsos elétricos, canalizando-os para a ação sustentável.

ORANDUM EST UT SIT MENS SANA IN CORPORE SANO, no único caminho para uma vida tranquila e sustentável que é a virtude que emana de nossos corações,

A fraternidade do Amor

Feliz aniversário! Happy Bday! Herzliche Glückwünsche zum Geburtstag!

As línguas são muitas, mas o desejo é um só: que sejamos felizes em nossos caminhos.

Na certeza de que temos irmãos e irmãs com o mesmo destino, sempre prontos a rir e a chorar, comemorando a beleza de estarmos vivos. E de estarmos comungando o mesmo Sol; pois continuemos a brilhar, mais intensos - juntos - para dissolver tanta barbaridade.

Homenagem ao amigo-irmão de infância, Robert Sattler em seu aniversário de Cristo.

Na fraternidade do Amor,

domingo, 9 de maio de 2010

Amor, a via de fato

Amor é a compreensão de que somos feitos para além de nós mesmos, forjados pela mesma matéria, fadados ao mesmo destino; livres para tornarmo-nos o que somos e realizar o melhor de nosso pleno potencial.

Nos detalhes que distinguem o mesmo caminho,

Amor, a via aberta

Amor é a via aberta que expande o horizonte da visão e amplia a verticalidade da ascensão.

Em todos os caminhos, sem excessos, além do materialismo espiritual,

O chamado do Amor

De nosso íntimo - e no íntimo à nossa volta - vem um chamado à vida, ao bem viver e à nossa realização plena: nossa vocação fundamental é Amar.

Na genética do Amor,

A estética do Amor

A estética do Amor é a estética do silêncio que ecoa na eternidade e dá voz à plenitude de nosso Ser.

É lidar mais com a voz e menos com a expectativa do eco.

Na educação estética do Ser,

A gramática do Amor

Na gramática do Amor, Amar é aprender a se conjugar.

Na primeira pessoa do plural,

O portal do Amor

Entras em ti e encontrarás o universo, caótico e em expansão.

Ama-te e torna-te o que tu és: o melhor dos mundos possíveis em um universo sem fim de possibilidades.

No portal da dimensão maior de teu Ser,

Amor é quando tudo pode dar certo

Amor é tudo aquilo que pode dar certo quando se é verdadeiro consigo, pleno e senhor de sua ética e razão e não servo de uma moral por muito decadente e manipuladora.

É quando se cria seu próprio caminho para a felicidade sendo feliz na constituição de seu próprio cosmos a partir do Amor próprio que ordena nosso caos - tornamo-nos o que somos e, livres, fazemos aquilo que temos que fazer. E regozijamos.

É entender que buscamos nos entupir de sentidos com medo de sentirmo-nos vazio e sem sentido, ponto crucial para alcançarmos o verdadeiro e único sentido da vida: Amar e no Amor, através do Amor realizarmos nossa plenitude.

No jeito que dá certo,

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Amor, louca reinvenção do Ser a partir da Shamata

O pulso ainda pulsa.

PULSO.

A mente ainda reage.

MENTE.

As mãos ainda manipulam.

PULAM.

E os macacos de galho em galho.

OLHA TEU RABO!

E lá vai o elefante, errante.

TROMBA.

Cai. Se levanta. A mente.

VOCÊ?

Senta. Medita.

OUTRA PESSOA.

E eu?

NÃO EXISTE.

A não ser na pureza de nossos corações.

SHAMATA.

Permaneça calmo.

AME.

Reinvente-se entre o Ser e o não-Ser, o eu e o outro;

AMOR, torna-te o que tu és

Ó BODISATVA, segue teu caminho.



Na louca sabedoria do Amor,

Onde está o Amor?

O pulso ainda pensa
a mente reage
as mãos pesam
sob ombros que rezam___

_____para tudo.
Respira fundo.

O que você poderia construir
se seu coração não deixasse sua mão mentir?

O Amor está em nossas mãos e mentes e emana de nossos corações.

No mapa impresso nas estrelas, renascimento superior através do auto-conhecimento, busca guiada pelo Amor, Luz que vem de dentro,

Amor, desabrochar da unidade

Sábio Drummond já dizia: "entre a raiz e a flor há o tempo", mas não esqueça que há também espinhos e espaços, aroma e abraços.

Dois lados formam um Todo e estes uma tríade e na tríade se funda a unidade.

Nas 3 esferas do Amor - passado-presente-futuro, corpo-fala-mente, eu-nós-outro, eros-ágape-philia - Amor fati em essência,

Amor, plenitude convergente

O Amor é a compreensão que nos revela que somos todos iguais e que apenas nos atualizamos de maneira distinta.

Na plenitude convergente que é puro Amor,

Amor, intensidade eterna na impermanência

Amor é o discernimento de se trabalhar bem com a impermanência, vivendo-a com a intensidade que tudo eterniza.

No caminho do meio, vivência da plenitude sem fronteiras de tempo-espaço, expansão através do conhecimento,

No fluxo do Amor

Amor é o fluxo eterno do rio de nossas vidas, clareza que conduz a força que desapega das margens do gostar e do não-gostar, da cobiça e da aversão, do ego e do não-ego e que nos desprende de nós mesmos para empreendermos a piracema da ascece de nossas almas rumo ao encontro de nós mesmos - com o outro, pelo outro, através do outro, rumo ao Todo.

No panta rhei que sempre muda e por isso é sempre Amor,

O câmbio do Amor

É tudo vazio a espera da valorAÇÃO; subverter o 'negativo' transformando-o em 'positivo', em suma, a soma, o resultado? Evolução.

No Amor, câmbio vigente sempre em alta,

terça-feira, 27 de abril de 2010

Amor, força e Luz

Amor, força que se forja no encontro da serenidade que aceita e coragem que transforma, Luz da sabedoria que discerne e age.

Na forte clareza da Superação, que não julga, mas conduz,

Amor discernimento

Amor não é se preparar para o futuro, independente do que seja, é se preparar e atuar em Todo presente - construindo o futuro que se deseja, aqui e agora.

É colher todos os frutos e artefatos disponíveis e gentilmente discernir, sem julgar, o que atualizar em realidade; entre a razão e a emoção, se guiar pela intuição para saber o que será solução.

Penetrar na realidade última, eis o discernimento do Amor.

No futuro, fruto do Amor presente,

A realidade do Amor

A co-criação da mensagem gera o meio.

Somos co-autores de toda criação. E se o meio é a mensagem, devemos estar duplamente atentos e responsáveis ao pensar, falar e agir.

Criemos um meio de puro Amor, mensagens vivas que somos.

Na extensão do homem, Amor que comunica, mídia que nos une e constrói a cada segundo uma nova realidade, cada vez mais sustentável, cada vez mais em rede,

Quando Amor?

O passado deve dar lugar ao hoje; o futuro esperar amadurecer como fruto - deleitar-se, eis o AQUI; contemplar, eis o AGORA.

No presente, que é puro Amor,

Amor, incentivo conquistador

Amor é a armadura que se veste - adquirida da alma e fabricada no coração, morada do Ser - para se caminhar de peito aberto e alma lavada, aceitando o que vier, pois nada macula ou machuca; quando não há expectativas, não há frustração - há apenas a abertura para que tudo dê sempre certo e seja encaminhado corretamente.

É aceitação ativa, que compreende sem julgamento e assim empreende as transformações necessárias ao momento.

No mind setting que passa pelo coração e conquista o mundo,

Amor são

O Amor é mais que impulso, direção, união – Amor é, quando dois são; unos na tríade de si mesmos: eu, outro e nós.

Na saúde do Ser que em Rede é,

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Amor, felicidade da satisfação presente

A felicidade pertence à ordem do Ser e não do ter.

Não maximize-se, satisfaça-se. Lembre-se que após todo ápice vem o declínio.

Amor é cultivar e curtir a ascese, uma alegria para sempre.

Na satisfação que é o detalhe do Amor, ordem que eleva o Ser, presente aqui e agora e sempre, caminho sem objetivo ou fim,

Amor, semente da ação sustentável

Enquanto nossos irmãos passam fome e nossa Mãe Natureza sucumbe à nossa ignorância egóica, sabemos que estamos vivendo errado, mas não abrimos mão de nada.

Há seres, humanos e animais, precisando de mais do que apenas esperança e palavras bonitas - a vida no planeta Terra precisa de interAÇÃO e mudanças significativas no 'mind and heart setting' para vivenciar a sustentabilidade.



A verdadeira mudança virá através das pessoas, não através de governos. Mudamos ou sucumbiremos à ira do destino que nós mesmos plantamos.

E você, o que anda semeando?

Na semente do Amor que brota em nossos corações, perfuma nossa alma, embeleza nosso Ser e ornamenta o destino de nosso planeta,

Amor guia eterno

Aja não de acordo com os outros, que são passageiros, mas de acordo com seu coração que é eterno.

Na ponte além fronteiras que puro Amor e que supera todas as barreiras,

quinta-feira, 22 de abril de 2010

planetAMOR



Hoje é mais um dia da Terra, como todos os 364 restantes do ano.

Tens cuidado? De ti, do Outro, do Todo?

Já parou? Pra ver, pra sentir, pra trocar com tanta beleza?

A beleza está em quem admira. E acerta ao mudar suas posturas e hábitos.

Poupe água. Consuma menos. Viva mais.

Mude sua alimentação, mude seus pensamentos, mude suas ações.

Você é a mudança que o mundo precisa. Você é tudo o que você precisa para ser feliz. E, a partir de sua felicidade, irrigar o mundo com Amor.

Feliz dia da Terra, da Água, do Ar e do FOGO.

No quinto elemento que é o divino Amor humano, cuidado sustentável que eterniza,

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Amor, inteligência coletiva

Amor é tornar o difícil fácil através da sabedoria que emerge do entendimento compassivo e resulta no amoroso aprendizado que expande a inteligência, a reta razão do Ser, que sai de seu ponto inicial e soma novos pontos de conhecimento a si, forjando-se cada vez mais independente e interdependente.

No complexus da rede que é o simples viver,

Amor é aprendizado

É dar espaço para o não entendimento, gerando assim a viabilidade para o entendimento.

O aprendizado do Amor é esta união que forja una a dualidade e lança a Luz da clareza sobre as sombras da ignorância guiada pela força da compaixão.

No aprendizado tântrico do Amor, que é pura sabedoria,

Amor engloba e supera

Amor é querer abraçar, verbalizar-se mesmo sem palavras, querer bem, admirar as qualidades e ter fé na força da superação das fraquezas.

Na filial humana da matriz divina, em homenagem à minha mãe,

Amor é trabalho constante

Amor é entender a diferença entre o difícil e o trabalhoso e se dedicar com o corpo-fala-mente a realizar o melhor de si, do outro e do Todo.

Na afirmação do Ser, que é Amor em constante superação,

Amor, convergência superior

Amor é o espírito de excelência que habita em nós e que converge o que há de melhor entre as partes.

No tipping point da ascese humana que é puro Amor, pequena diferença que causa grandes transformações, estágio irrefreável de nossa evolução,

Amor é reflexo

Mais do que o instinto de reagir imediatamente a algo, a ação consciente.

É fazer por (através de) você, para os outros.

É enxergar na superfície alheia a beleza de estar vivo e a profundidade da existência interdependente conectada pelas janelas da alma, espelhos da consciência.

É além-narcíso, contemplativo, ecoando o outro na canção de nós dois.



No polimento da auto-imagem,

Amor, exercício do pleno potencial no espaço do jogo

Amor é ter a certeza de que se tem o pleno potencial de si mesmo e das coisas darem tanto certo quanto errado e, neste espaço do jogo, desenvolver o que há de melhor - em si, no outro e no mundo.

Na carta na manga que é o Amor, coringa do jogo da vida,

O Cosmos é Amor em nós

Ciúme? Ódio? Medo? Rancor? Inveja? Raiva? Nuvens negras que só fazem a pessoa brilhar menos. E se apequenar mais.

Respira, expande teu potencial, venta a negatividade para fora do centro do teu Ser e faça teu coração irradiar Amor.

Eterniza-te com a humana brisa da compaixão. E regozija com o divino sentimento de equanimidade.

Sê uno com o outro, sistemas solares em harmonia, galáxia de nós dois totalizando o Universo de possibilidades sem fim.

Na mandala do Ser em Rede, ponto de Luz em torno do qual tudo orbita, Amor que é cosmos encarnado,

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Amor é interação

Amor é ação interdependente, é interAÇÃO em rede.

Na web, teia da vida, construindo o Ser em Rede,

domingo, 4 de abril de 2010

Amor, fé da alma

Amor é a fé da alma que nos garante devoção e fornece diligência para transcender os objetos de apego-aversão e ganhar confiança na entrega total através da descoberta das virtudes auto-existentes.

Na conquista da nossa essência última,

Amor, jóia realizadora de desejos

O Amor é a jóia realizadora de desejos que concede as bênçãos para realizar o que quer que se busque e que esteja em harmonia com o Todo - o Eu, o Nós e o Outro.

Na via ascendente que eleva o Ser,

Amor antidoto

O Amor é antidoto aos equivocos e desentendimentos, é a dose de abertura necessária aplicada com bondade que nos (e)leva a compr os elementos dentro de um plano superior, além das noções dualistas que freiam nossa evolução.

É a coragem de se desprender de ambas as margens, do gostar e do não-gostar, do apego e da aversão, do eu e do outro e assim, compassivamente, fluir no rio da vida que a todos transmuta, evolui e conduz a desaguar no Todo.

É a salvação da gota em pleno oceano, é a força do ciclo das águas - rio, mar, chuva -, emoção em devir orquestrada pela Luz da razão: tornar-se pleno e liberto para auxiliar à todos, quer longe ou perto.

No fluir bodisatva que habita em nós,

A plenitude é puro Amor

Não confudemos meras palavras, por mais belas que sejam, com o Amor.

Fundemo-no com nosso Ser, tornemo-nos o que de fato somos e alcancemos a plenitude de nosso Ser que é puro Amor.

Na pureza dos ensinamentos eu me prosto diante de meu guru Padmasambhava, do exemplo de livre pensador, Nietzsche, e de ti, que me lê, completude de meu Ser - que sejamos todos uno e plenos.

Amor - domínio do desejo

Amor é o domínio do desejo, o fim do sofrimento, é liberar-se em-si-mesmo.

Na diligência iluminada que tudo abarca, espelho que nos mostra quão grandiosos somos,

Amor é despertar

Amor é o despertar da apatia e a introdução ao caminho de uma vida (inter)ativa e (supra)feliz, onde cada (super)ação é felicidade-em-si e descobrimo-nos plenos e genuínos, transbordando e doando.

No Amor, princípio que erradica as doenças da alma,

Amor é sustentabilidade

Amar é, antes que agir no ou sobre o mundo, agir com o mundo.

Na soma que é Amor, equação sustentável,

Amor é disposição iluminada

É estar pleno no fluxo sensorial, é a ponte do extremismo, niilista ou eternalista, à vacuidade, movido à compaixão, a força que impulsiona a Luz do Amor, clareza de nosso Ser, regozijo sustentável de nosso Ser.

Na plenitude equanime do pensamento, fala e ação, o tornar-se Amor-em-si,

Amor é foco

Amor é o foco que supera os obstáculos invocados pela distração.

No côncavo-convexo do Amor, yin&yang de força e Luz,

Amor é ir além

É ir além de si mesmo, do outro, é ter com o Todo, é se tornar pleno para compor com o melhor dos mundos possíveis, exercendo o Ser em sua plenitude, indo além do apego e da aversão, transpondo os véus da ignorância e do sofrimento.

É transcender a si próprio e a dor para ter com sua essência na ascece da alma, aprendizado que é viver em meio à dor e ao Amor, mestres que nos ensinam cada qual a sua maneira a alegria de Ser.

É estar uno com o conhecimento e através da compaixão desenvolver a sabedoria do Ser que é puro Amor, potencializando-se como canal da mensagem única e multifacetada, que é o Amor.

É saber que navegar é preciso, não importa a tormenta ou a calmaria, pois o porto seguro é Amor, repleto de pontos de anCORAGEM.

Na motivação de nossa encarnação, que é tornamo-nos puro Amor, aprendizado de nossa alma,

Amor nutre, liberta e fortalece

O Amor nutre a força vital da liberação e fortalece nosso Ser no encontro com nossa plenitude.

Na dieta do Amor, plenitude-em-si,

Amor me-dita-ação

Me-dito para não me ditarem o que fazer.

O Amor é o melhor guia para nos dizer o que fazer, libertos da egóica luta senhor-escravo, plenos de nós mesmos e em comunhão com o todo, unos em essência.

No Amor, que me-dita a melhor das ações a realizar para compor com o melhor dos mundos possíveis, co-criadores que somos,

Amor é .exe/Ser

É através e no Amor (fati) que nos tornamos o que somos e nos reconhecemos como Ser; é a liberdade dadivosa de .exe/Ser - exercer; executar o Ser - a graça divina e realizar sua missão à sua maneira: Amar incondicionalmente e assim evoluir na ascese de nossa alma.

Não importam cenário ou atores, o que importa é o roteiro e esse é Amor, a graça divina do livre arbítrio de nos tornarmos o que somos.

No jogo de cena que desperta o coração, Amor presente no palco da vida,

segunda-feira, 29 de março de 2010

O milagre do Amor

Amor é o milagre que transforma a mente e a une ao coração, ponderando e sustentando a ação entre a razão e a emoção; é a força que potencializa a inteligência através da compaixão, forjando a sabedoria que é o colocar em ação do pleno conhecimento de si no mundo.

Na transcendência de nossa limitação,

sábado, 27 de março de 2010

Amor, o apelo da alma

O apelo de nosso alma, este clamor silencioso, esta pequena voz que nos guia, é o de compreender e superar nossas dores e medos, é o de nos libertar para alçarmos vôos mais altos, divinificando nosso Ser através da coragem de nos desprendermos de nossa face criatura e ficarmos face-a-face e ao lado do criador.

O apelo da alma é amar o conhecimento, é conhecer o Amor, é vivenciar a plenitude de nosso Ser.

Namastê, no Deus que é Amor e que habita a mim e a você, que, unidos, podemos alterar nossas realidades,

Amor, este caminho difícil

É mais fácil brigar com o outro do que consigo mesmo, é mais fácil deixar o outro inseguro do que lidar com a própria insegurança, é mais fácil culpar o outro do que assumir a própria responsabilidade.

Em um mundo de facilidades tornou-se tão difícil amar.

Amor é esse processo que transmuta e encoraja, impulsiona, guia e realiza, é a ousadia de Ser na plenitude.

No simples caminho que é o Amor, tão difícil para tantos complexus, tão universalmente acessível a todos,

É Amor o destino de Ser

Destino?

É o que fazemos com a graça divina, nosso livre arbítrio de exercer a plenitude que é viver; é Amar.

É Ser Amor.

Na convergência das linhas do Tempo e do Espaço em meio ao círculo perfeito do conhecimento, mapa astral do Amor encarnado,

sexta-feira, 26 de março de 2010

O magma do Amor

É a força lúcida que conscientemente forja a união e harmonia entre nossa parcela divina, infinita e eterna com nosso lado animal, finito, contextualizado.

No tantra mente-coração, erupção de nosso Ser,

domingo, 21 de março de 2010

Amor - eterno mutável incomensurável

Que o Amor se conduza no Amor, compaixão na compaixão, regozijo no regozijo, equanimidade na equanimidade.

Que o Estar seja e o Ser esteja e que assim se tornes Amor: união incondicional do eterno com o mutável.

No eterno devir de nosso Rio que é fluído infinito do Amor,

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Olhar do Amor

O olhar amoroso vê em tudo, em si, no outro e no Todo um sem fim de possibilidades.

Sem julgamento, sem ressentimento, compaixão e oportunidade da realização da plena felicidade.

Na lente do Amor, que não aumenta, não diminui, apenas ressalta e evolui na eternidade do Ser,

Os limites do Amor

Apesar do Amor ser eterno e infinito, necessita de limites para poder transbordar e assim fertilizar e fecundar.

Amor é canalizar para superar os limites, próprios e o da união e do Todo.

Na maré do Amor, limite que dança com o nascimento e a morte no compasso que é viver,

Amor jardineiro

Em nossas mentes brota de tudo, sementes boas, alimentadas por Amor, e sementes daninhas alimentadas pelos 5 venenos.

O Amor é a sabedoria natural de nosso Ser que sabe habilmente quais regar, quais colher, quais arrancar e tornar adubo, afinal, nada se cria, tudo se transforma.

"A imaginação é o jardim de Deus, não deixe o Diabo entrar" - Nine, o filme.

No adubo-mor que é o Amor,

A incomensurável força do Amor

A ignorância nos prende e desvia,
o verdadeiro conhecimento nos esvazia,
a humildade nos conduz,
a coragem, em nós, nos reluz.

O medo nos paralisa,
a compaixão nos mobiliza,
o Amor nos eterniza e
o regozijo nos sublima e equanimiza perante o Todo.

Na vida, que é o caminho do Amor,

Amor reflexo

Diz um ditado budista que a vida é um espelho, não uma janela.

O Amor torna a imagem espelhada mais viva, bela e clara, faz-nos refletir o melhor de nós ao nos possibilitar cultivar a paz que começa em nós e dá frutos à Todos.

Na árvore do conhecimento cuja raíz é o Amor,

Amor, a grande tolerância

Tolerância frente à intolerância - que não é outra que a ignorância em estado bruto -, a fronteira final da compaixão, a realização plena do Amor, eis a grande tolerância nietzschiana.

Na oitava superior de tudo, que é o Amor, quinto elemento que a tudo engrandece e supera,

Amor tântrico e o sagrado feminino

Em um mundo onde a revolução sexual por um lado ruiu determinados dogmas mundanos, mas por outro sacrificou algumas belezas divinas, o papel do masculino e feminino se encontram por demais distantes e banalizados e os Seres de sujeito passaram a objetos - para si, para os outros e em relação ao Todo.

O filme Nine revela - com fotografia especialmente bela - como a ascese de um homem depende muito da reconciliação com seu ego através da revalorização do sagrado feminino e da consequente recondução da sua criança interior ao seu devido lugar no processo de amadurecimento e elevação de seu Ser.

A criança interior - nosso ego - não deve ser aniquilada, mas contextualizada dentro de uma hierarquia de valores e forças edificadas a partir de ética e coerência individual. Validadas sempre pelo filtro do Amor, ou seja, em relação à hierarquia de valores e forças do outro e do Todo.

Afinal, não somos outra coisa que um Ser em um Estar-continuum e não há iluminação sem compreender nosso Todo no Espaço-Tempo universal e eterno.

O Amor tântrico começa por nós mesmos em um íntimo reconciliar-se e fortalecer-se para conquistar a subida da elevação.

Luz, câmera, Amor!

Amor liberta

O Amor é o caminho no qual sempre estamos, reconhecendo ou negando; é a realização do Ser no Estar; é a contemplarmos nossa face adversa; é unirmos a Luz às sombras sem julgamentos; é encararmos a verdade sem véus e ressentimentos; é dissiparmos todos os medos e demais obstáculos; é estarmos vestidos com as roupas e as armas da eterna e invencível imortalidade do Ser; é Ser vencedor na dualidade do embate entre nosso Ser eterno e nosso Estar fluído, mutável e impermanente, convergindo sem apego, sem medo e compaixão canalizado por Amor.

É amorosamente reconhecer nosso vaso e nosso vazio, compreendendo forma e conteúdo como um, a dualidade como unidade, libertando-se através da união consigo e com o Todo; é canalizar a Luz pela Força compassiva do Amor para iluminar nossa ascese e assim nosso encontro superior.

É realizar que somos livres somente no Amor, quando fazemos amorosamente aquilo que temos que fazer estando em união com isto, nosso dharma e destino, nosso Amor fati - superar o livre arbítrio que nos mantêm refém de escolhas e longe do princípio - todas opções nos levam à dualidade enquanto somos unos.

No A-Mor, não maior, não menor, mas princípio absoluto,

O domínio do Amor

Nos domínios do Amor reina a Força da Luz, clareza onisciente que nos conduz à ataraxia e que nos direciona ao entendimento de nossa hierarquia de valores e co-relação de forças, tudo aquilo que nos molda e compõe nosso Estar passageiro e mutável em meio ao nosso Ser eterno e imutável.

Esta clareza onipotente nos possibilita tomar conhecimento de nós mesmos inclusive através de nossos próprios venenos: corta os véus da ignorância para entendermos que temos em nós todas as curas e forças, porque se fomos capazes de gerar emoção ou situação de tamanha envergadura e avassaladora força, é porque somos feitos de força e envergadura igual ou superior.

Re-pousar no Amor é ter a tranquilidade de lidar com tudo na certeza de que fazemos parte do Todo e que tudo vem na hora e no momento certo para crescermos ainda mais.

Domando o cavalo selvagem, a força das paixões, para lhe dar direção e sermos uno,

terça-feira, 9 de março de 2010

A hora do Amor

O Amor é fazer a diferença no invisível do detalhe; é Ser no puro sentido de viver.

É o caminho para o Eu superior, a ação que independe da avaliação prévia do valer ou não a pena - tudo sempre vale quando a alma não rima e se engrandece, encontrando-se no particular que pertence ao Todo, ressaltando o universal em cada exceção.

Amor é aceitar que se é, e de fato Ser; esse é o jeito, isso é Amar.

No Amor, nascimento de nossa consciência interior, valor que agrega,

Amor puro sentido

Colhi a flor
caida no asfalto;
quando virada pro céu
é sinal de doação.

Doa aroma,
cor e forma;
doa vida,
doa Amor.

Divina, doa o aconchego
pro olhar,
pro sentir,
pro cheirar.

Amor puro sentido;
regozijo com pouco
que é mais que todo muito
que se tem por aí e nunca dentro de si.

E ali, por entre formas e vazios,
passeava uma formiga.

Distante, solitária, morreria.
Não faria falta ao numeroso formigueiro.
Não faria falta ao Todo que a tem aqui ou acolá.
Mas faria falta a ela, não voltar ao seu lar.

Passeou por todo o Rio,
deu aulas, viu mais de uma apresentação,
comeu em restaurante
e curtiu sua abdução.

Na calada da noite
na mesma esquina
de poucas horas antes
reencontrou seu caminho.

Despediamo-nos,
a grande formiga
de meu já não mais pequeno Ser,
mais uma vez aprendendo que o Amor é o que nos leva do pequeno ao grande.


No rumo da unidade, a grande e divina união, que é o Amor, sentido de nossa existência,

terça-feira, 2 de março de 2010

Homo amabilis

O supra-humano - super-homem nietzschiano - é a superação da soma do homo faber e do homo ludens; é a realização daquele que não só faz o jogo, mas joga com o que faz sem apego ou aversão, é a vivência da vida com toda entrega.

O homo amabilis é o humano na plenitude de sua existência: de um ato de Amor nascemos, no Amor devemos viver e no Amor devemos nos perpetuar por toda eternidade.

Assim falava o Amor, verbo encarnado,

A experiência do Amor

O Amor é a única experiência a ser vivida e em seguida conceituada. As demais devem ser amorosamente superadas.

Na vivência do Amor,

A implosão do Amor é pura compaixão

Implodir a raiva em compaixão, eis a força transformadora, a direção salvadora e a razão-mor do Amor, o caminho para a união e para a superação.

No rito tântrico do Amor que transmuta todos os venenos,

O sorriso é Amor

Não importa o que encontramos no espaço, devemos sempre sorrir a cada segundo - obstáculo do tempo - eis a força transformadora do Amor.

Na eternidade presente que é o Amor,

Desilusão: o aprendizado-mor do Amor

As desilusões fazem parte da história de nossas vidas, são nossos aprendizados mais íntimos.

Mas, acostumados ao nosso ego - infantil como só ele - de termos apenas aquilo que gostamos e queremos, revoltamo-nos e acusamos o culpado: é o coração, este fraco e desmiolado a quem seguimos cegos de paixão e que nos faz cair, na tentação e no abismo da solidão após nos lançarmos desenfreadamente de encontro ao Outro. Juramos nunca mais seguir o coração e nos isolamos assim de nós mesmos.

Não é que não devamos seguí-lo ou seguí-lo menos. Devemos sim torná-lo forte, independente e líder para nos conduzir sem cair nos boicotes da mente e do karma, bem como na solidão de nossa alma.

Ocorre é que sentimo-nos acuados e pressionados pelo tempo-espaço, acossados pela solidão de nós mesmos e ao invés de nos bastarmos primeiro, jogamo-nos na aventura da roleta russa do "nós-dois": depositamos no Outro arma e munição e entramos de cabeça em um jogo em que a sorte pode ou não cruzar com o destino. E o Amor está longe de ser um jogo de azar no qual se deposita as fichas às cegas.

Tranquilidade, este é o sinônimo da realidade do Amor: o que é nosso está guardado e quando se está maduro o suficiente se tem o prazer de desfrutar do verdadeiro néctar do Amor.

Até lá, vamos amadurecendo e entendendo que é necessário estarmos bem conosco, sem depositar em mais ninguém nossa felicidade. E é nestas desilusões que a vida nos traz que aprendemos a viver e assim a amar.

Aí sim, iremos ao encontro de nosso destino, sermos felizes. Por toda eternidade de cada momento.

No néctar da imortalidade que é o eterno Amor,

Amor, fiel da balança do auto-conhecimento

Em um momento de desilusão amorosa você não deve esquecer do Outro, deve se lembrar de você.

Na força transformadora do Amor que a tudo conhece e ao auto-conhecimento possibilita e conduz,

A clareza do Amor

"Ame o outro como a si mesmo", a equação que necessita do Amor próprio para existir e da humildade para transcender.

Não confunda humildade com modéstia - prefira a primeira.

Na fluidez do Amor que nos permeia e conecta,

Na sintonia do Amor

Na sintonia do Amor tempo e espaço não são barreiras, são conceitos a serem superados.

No ritmo progressivo e estimulante do Amor que nos une no compasso cotidiano da dança da vida,

Amor em meio à intolerante revolta

Às vezes, quando se quer muito algo, perde-se o equilíbrio genuíno do Amor, cai-se na tentação do desejo de Eros e tende-se ao extremismo em nome da cega paixão.

Face-a-face com minha própria intolerância e revolta busco liberação na compaixão, a única saída.

No Amor, único caminho, olhos que tudo e Todos vêem, sabedoria que tudo supera e a Todos alcança,

sábado, 20 de fevereiro de 2010

No continuum do Amor

Nossa vida não é nada a não ser uma seqüência de momentos.

Amor é fazê-los serem sempre bons e proveitosos momentos - por prazer, aprendizado ou evolução.

No Amor, única coisa que levamos eternamente conosco,

A multiplicidade única do Amor

A vida é um bem único que se desdobra e multiplica em um eterno devir; é única e em constante mudança para ser sempre igual: viva.

No Amor que inspira a viver a mudança em nós e no mundo,

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Amor-em-si, o Todo sustentável

A questão não é afirmar algo negando outra coisa e sim afirmar-o-Amor-em-si, sem "dicotomizar", dividir e diferenciar e sim triangular e convergir.

Quando se relaciona equanimemente amado-amante-ação-amorosa liberta-se e expande-se o Amor, soma maior que as partes, o Todo sustentável.

Nos elementos básicos que sustentam a pirâmide da vida,

A superação é Amor

Cada segundo é um instante de possível superação. E o Amor a força de efetivação.

No progresso do Amor, compasso da ordem e decisivo,

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Amor, eternidade sem tempo a perder

Sem tempo a perder
Para ajudar a todos os seres,

Sem tempo a perder
Para Amar

Sem tempo a perder
Para se cuidar

Sem tempo a perder
Para se estar junto

Sem tempo a perder
Para realizar as transformações necessárias

Sem tempo a perder
Para realizar seu verdadeiro norte

Sem tempo a perder
Para se realizar nas práticas tântricas e vencer a morte

Sem tempo a perder
Para vencer o medo e contar com a sorte

Sem tempo a perder
Para nos reencontrarmos

Sem tempo a perder
Para entrar no compasso do caminho do meio:
Não tenha pressa, mas não perca tempo.

Diante de ti, minha mãe, me inclino em profundo Amor e devoção,

Texto em homenagem aos 56 anos de minha mãe, sob inspiração do presente que lhe dei – “Sem tempo a perder – um guia útil para o Caminho do Bodhisattva”, de Pema Chödrön – e das sábias palavras de Saramago, inseridas com Amor de filho com intuito compassivo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Amor do além

É o Amor que compassiva e instintivamente lhe leva a doar o que tiver no bolso a um aleijado que profetiza palavras sobre o futuro próximo e lhe mostra o caminho.

É a humildade que lhe dá ouvidos.

É a fé que lhe dá coragem para crer, agir e fazer o seu destino.

No Amor, espírito que anda,

Amor canino

Momento ternura do dia.

Dois cães juntos esperando sua família comer pizza.

Uma garotinha leva água em um copo descartável; burburinho, agito de pessoas, mas nada macula a beatitude do Amor incondicional, aquele estado de entrega e comunhão e arrebatamento que palavras não expressam, mas o olhar acolhedor da troca amorosa captam:

Entre a garotinha e seus cães e com todos que comungaram do momento.

O sagrado está onde menos imaginamos e viver seus detalhes é a bênção da eternidade desperta a cada momento, que confere um brilho, um tom e um som especial a cada instante - uma áurea ao agora.

No Au-"Augenblick" do Amor, olhar dos olhos, instante inspiração,

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Amor é afirmação-em-si

Em meio à tristeza, decepção, mentiras e desilusão o Amor é quando se ressalta o estar junto, o riso, o prazer, o conjunto.

E é quando se sabe o momento preciso do se investir ou se retirar, sem nunca partir, sem nunca julgar. É apoiar dentro do limite da saúde e com foco no progresso.

Amor é afirmar-se-em-si, é afirmar o melhor lado de todos os envolvidos no processo e o processo-em-si.

No Amor que é e atua no interesse equânime entre as três esferas, amante, amado e ação amorosa,

Amor - felicidade que gera compromisso

A felicidade gera o compromisso e não o contrário. As pessoas vivem cada vez mais em função da obrigação e do interesse de um compromisso e não mais por Amor, deixando escapar assim a possibilidade da felicidade genuína.

A felicidade sustenta o compromisso; o compromisso sufoca a felicidade. O Amor? Liberta.

A liberdade de Ser-em-si e de se relacionar plenamente com o Todo, na afirmação de sua vontade, dá espaço para cômodas trocas e aceitações em nome da conveniência ou do medo, abrindo-se mão do banquete da vida por migalhas de sobrevivência condimentadas com temperos ilusórios da vantagem e do conforto.

A maioria se furta a afirmar a sua vontade por medo ou insegurança, presos a um frágil, mas opressor sentimento de necessidade de estabilidade que, projetado em uma relação, torna ambos reféns de si próprio e do outro, gerando tensão desnecessária e contrária aos desejos que irá explodir ao invés de fissurar - a afirmação da vontade pode até fissurar mais constantemente, mas é através desta fissura que a relação cresce e atinge níveis ainda maiores de realização e felicidade plena.

A busca da plenitude cansa a maioria só de pensar e o Amor perde espaço para a segurança financeira e/ou emotiva, o conforto e a ostentação do luxo.

Outros desistem após desilusões em sua busca. Lástima por não verem que faz parte do caminho e é uma vitória do Ser a retirada de cada véu da ilusão.

O Amor não é fácil. O Amor também não é difícil. O Amor é.

E quando nós aprendermos a Ser seremos plenos em nós mesmos e capazes de nos relacionar amorosamente, seremos Amor e viveremos em paz. Conosco e com o próximo.

Não estou querendo apoiar relacionamentos instáveis, tampouco conflituosos, pelo contrário. Mas mais do que o contrário, não estou querendo afirmar o contrário da negação do desamor que nos assola por medo ou insegurança. Busco afirmar um novo patamar de relacionamento, onde compromisso e segurança são ramos da semente do Amor e, por isto, exalam no caule, nos ramos e nas flores, o aroma da genuína felicidade, terroir da liberdade, do crescimento individual-coletivo e de novos horizontes.

Na profunda simplicidade do Amor, fluído caminho da alma,

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

No cultivo da semente do Amor

Não se deve depender de fatores externos para se cultivar, colher, distribuir e desfrutar do Amor.

Não importam as estações, nada mudou se você escolheu o campo fértil e certo - estufa o peito, abre espaço e no silêncio companheiro e calor aconchego de seu coração, cultive a semente que a tudo resiste e só lhe espera despertar para si para juntos crescerem.

Sim, aí sim pode-se afirmar o viver junto e compartilhar, porque tem-se o que dar e não se necessita receber, atua-se sem carência no desejo, dando asas à vontade e força ao verdadeiro poder - o Amor.

Na semente do Amor que pode acabar com a fome do mundo,

Amor - busca e sustentabilidade em si

Mudar o pensamento para mudar a fala, mudar a fala para mudar as ações, mudar as ações para mudar os resultados. Mudar os resultados em busca de sustentabilidade.

Ser esta busca, ser estes resultados para Ser sustentável e assim Ser-em-si, pleno no e através do Amor.

Na sustentabilidade que é Amor, felicidade genuína,

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Arrebatamento do Amor

O poder arrebatador do Amor transforma instantes antes em eternidades depois ao forjar o agora no aqui.

Nada mais é preciso, o impulso de Eros explode e quando de sua plenitude se transvalora em direção sublime valorizada em fecunda união.

É o Amor despertando em primavera, desabrochando em flor, ebulindo em aroma verão e suas cores, sem ter mais que a certeza do outono e do inverno e de um renovado despertar, estações da aurora de nosso Ser.

No devir do Amor, poder do arrebatamento que é a vontade de poder da eternidade finita que transcende e vai além, imamente em nossa mente-coração,

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Amor, música e cheiros

Músicas e cheiros sempre nos remetem a lugares distantes em nossas mentes-corações.

Tão longe, tão perto, inexistente, desejado, imaginado, concebido, recriado; esse é o Amor, ilimitado.

No não-conceito inapreensível que é o Amor,

Amor nos ciclos

Ciclos são zonas de conforto que as práticas tântricas ajudam a amorosamente deixar para trás em busca do crescimento.

No Amor, espiral da vida,

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Amor, asas da alma

Da alma a Fé é Amor, a oração é poema, a esperança é o mal; a fé fundamental e o Amor transcendental.

Nas asas de nosso Ser,

Tautologia do Ser é Amor

Amor é a força do empreendimento do discurso; é o verbo se fazendo carne; é o impulso que ganha sentido rumo ao objetivo. E é o impulso que dá sentido ao objetivo. E o sentido objetivo do impulso.

Na tautologia do Ser, que é puro Amor em suas três esferas,

A qualidade íntima do Amor

Amor, qualidade íntima que transcende nossa imanência e nos faz Ser com o Outro em plenitude comungada.

Na força do impulso que confere o sentido empreendedor e objetivo do discurso e curso de nossas vidas,

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A matemática do Amor

Na matemática do Amor
o um é dois,
o dois é três,
o três é uno,
a soma é maior que as partes
e o Todo é São.

No plural do Amor, uno em essência,

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Amor é quando se é no Ser

É quando se realiza o Amor Fati através da harmônica equação Eros-Ágape-Philia, quando se realiza que somos fiscais da obra divina, verdadeiros fiscais da natureza, cujo intuito é preservar Toda natureza externa através da evolução interna.

É quando se re-pousa no Ser apóso vôo da liberdade em busca de si mesmo, é quando se dá conta que já somos possuidores de tudo aquilo que buscamos, pois nos tornamos apenas aquilo que já somos, fazendo da busca um relembrar-se - o que não invalida jamais nossa jornada e busca, apenas a confirma, pois é ela que nos auxilia na expansão de nosso Ser.

O livre arbítrio mais bem empregado é aquele que confirma o Ser em sua plenitude.

Toda elocubração gera conceitos pertinentes à ação - mas não é que se deva deixar de agir e vegetar pela vida afora: deve-se levar a força harmônica da meditação contemplativa do Ser ao Todo de nossa existência, expandindo assim nosso Ser e tornando-o superior. Este religare a partir do re-pouso no Ser deve ser a força que une, ata, eleva e supera os fatos, tornando-nos resultados conscientes de nossos processos.

Amor, portanto, é a força conscientizadora em cada ato - é o verbo realizador da essência.

No Amor, realizador do Todo,

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Amor é Fati de fato

Apaixonado pela menina,
agora amante da mulher
como o mundo se resigna
para quem sabe o que quer.

Dias, semanas, meses ou anos,
o tempo tanto faz e pouco importa;
para quem tem sonho e faz planos
toda e nenhuma trilha é torta.

Os passos dados por Amor
mostram-se a si mesmos o caminho
por entre ilusão, pétalas e dor
até se reencontrar e ao novo ninho.

Ó, ilusão, adeus!
Bem-vindo ideal acalantado.
Cinderela, abandone os sonhos meus:
Amor é Amar e ser Amado.

Não é (o fim do) conto de fada,
tampouco pecado,
é Amor ao destino,
é lidar soberano.

Amo a ti
e ao que tenho
não há conflito
(não) intervenho.

Nado e fluo
com o rio da vida
se é Amor, volta, sem ferida;
construo sempre, a Amar continuo.

Mas páro por aqui de escrever
não precisamos mais ler.
Precisamos sentir;
Amar, nos ter, agir.

Você agora e eu aqui.

Na realização do Amor, Fati de fato,

Aqui, agora é a vida no Amor

E aqui, agora, dormes serena ao meu lado.
fazendo de mim, um feliz amado
que poeta não é, tampouco busca ser,
apenas transborda e registra palavras de alegria por te ter

ao lado, mesmo que por um instante,
do passado de 15 anos - ou - atrás do eterno futuro
todo tempo é presente, juro
só depende da mente.

No reencontro com nós mesmos, diferentes, mas iguais, novos amores de antigas paixões que revitalizam a vida com novas sensações,

O Amor é o Criador, a criatura e a criação

O princípio, o fim e o meio; o pai-mãe/casal, o filho e a (pro[cri])ação; o caminho, a verdade e a vida - Deus é Amor e nós o somos quando nos reunimos.

Do verbo faz-se o humano, o humano é ação, se encontra e define no agir, é o divino que se materializa no Amor - palavra realizadora que suporta a vida: do nascimento à morte e através da ressurreição.

O Criador não cria a dor, é o fraco em nós que a denuncia, pois toda criação é um parto que cria a ação transformadora da estagnação e que incomoda aqueles em nós que não suportam a força da impermanência: inerente à eternidade do Amor.

No alfa, no ômega e no soletrar - linguagem amorosa que constrói realidade e não apenas se adequa,

Do erudito ao popular, Amor é no que há

Amor nãoé rebuscar em sua busca,
é simplesmente Ser em plenitude
na arte que é viver,
não mais em busca, mas no Ser.

Não há nada fora,
não há nada dentro,
além fronteiras não há nada
a não ser o Ser no Amor.

Sujeito-Objeto-Ação,
só necessitamos da contemplação
nada mais, nada menos
é no Amor que nos temos.

Na certeza de estar vivo,

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

...Amor, o sapato vermelho é...

Não posso cobiçar,
mas a beleza não me escapa;
brilha, aguça e conforta o inocente olhar,
registra-se em cartório, em público e no mapa.

Delimitação do mundo,
desejo consumido;
casad0 no fundo
viajante iludido.

Não há parada,
só há projeções;
há amores,
companheiras intenções.

Nasce-se só,
vive-se,
eterniza-se
e pó.

No brilho metálico de seu olhar,

Amor em Beta - II

Chama piloto
sem vales, sem picos
risos, caras, bocas, bicos,
amasso, beijos, toques... seu grito.

Tesão, revival,
sonho sem aval,
cotidiano sem atrito
horizonte bonito.

No flanar delicioso que é o Amor,

Amor em Beta

Passado que espreita
se atualiza pela passagem estreita
que se abre entre a memória e o anseio
realidade que se atualiza d'um profundo devaneio.

Madura jovialidade
que se estabiliza no contato
tenra felicidade
que se renova no tato.

Nova inspiração
novas sensações
de priscas eras
renovadas emoções.

No incerto futuro que é todo Amor, certeza de se viver a plenitude do querer e o Todo poder.

sábado, 19 de dezembro de 2009

CyberAmor

Aceitar aquilo que se atualiza
para cultivar aquilo que em potência se conhece e deseja.

É assim que o Amor se realiza
e que assim seja.

No Amor integral,

Amor, o eterno retorno daquele que nunca foi, mas é e sempre será, Amor

O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou.
O filósofo se entreteu, amou e não postou.
E eu, no meio disso tudo, amadureci, colhi os frutos do Amor,
entreguei quase todas, mas fiquei com uma flor.

E de sua semente cuido e rego,
contemplo amorosamente o definhar de meu ego.

Se for só atração,
cessará logo a paixão.
Se for de verdade o gostar e o querer bem,
mais à frente nos encontraremos e a felicidade a dois, juntos, também.

Aí será o desabrochar do Amor,
que venceu do caule a ascese,
os espinhos e a dor.

No Amor que tudo vence, minha vida, minha tese

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Amor que sangra também cura

Pensei no suicídio por Amor,
não, não era por ti, minha vida,
era por tua ausência,
minha dor.

Ensurdecido pela ausência de sua voz, minha menina,
dobrei apertado a esquina:
Era meu vizinho morto que eu sentia em meu peito
e via ali, estirado, sem vida, sem jeito.

Homenagem ao meu vizinho do prédio da frente,
que não mais que de repente,
se sentiu só, sem um alento na vida, e chorou.
Abriu mão das asas do Amor e se jogou.



O Amor é uma energia que pode criar, cultivar ou destruir: depende de nós - co-criadores de nossa realidade - canalizá-la para um propósito de elevação e verdadeira libertação.

Não é o Amor que mata, nós é que morremos para o Amor.


No Amor que sangra, mas também cura, a quem se deve entregar e não escapar ou matar,

domingo, 25 de outubro de 2009

Amor e desapego - II

Na teoria o desapego é tão lindo, óbvio, fácil e prático, não é?

Mas o importante é irmos tentando. E conseguindo.

Basta começar a não se cobrar tanto, entendendo que este é o processo natural - o de Amar sem se apegar. E que igualmente natural é este despertar da amorosidade que vai nos conquistando e também aos outros.

É um arrebatamento que quando vemos já fomos tomado pela energia envolvente e suavemente forte do Amor.

Meu conselho, se é que vale e cabe, é contemplar cada situação racionalmente, perguntando-se se houve ação egóica, comumente uma reação emotiva a algo e/ou um julgamento, e se poderia ter agido com mais Amor, convergindo maior harmonia à solução de dada situação/questão.

Fundamental é começar por si, único elemento que podemos de fato "controlar" - ao menos mais do que ao exterior.

Respiremos conscientemente - se possível façamos trabalhos de visualização de cores e formas auspiciosas, bem como recitemos mantras de compaixão e remoção de obstáculos - criemos dentro de nós um espaço para dialogar harmoniosamente com cada situação para verificar pontos de vista, posturas, ações.

Acolhemos tudo sem julgar e tal qual organizamos um fichário, pautemos tudo, e tal qual um altar disponhemos em nossa mandala interior, erigindo-a primeiro a partir da necessidade exterior geral - o que dada situação/questão pede para ser corretamente sanada - depois a partir do sofrimento e obscurecimentos alheios, compreendendo também as necessidades do Outro e o fato que ele, por ignorância, sofre e causa sofrimento.

Por fim, analisemos nossa participação tendo como base uma análise da coerência entre seu corpo, fala e mente - entre aquilo que pregamos e perseguimos como ideal, aquilo que propagamos e aquilo que vivemos na ação do verbo que se torna cotidiano.

Façamos disto uma balança e encontraremos o equilíbrio em cada situação, o Amor pleno em ação.

Na busca do aprendizado com Amor e na reconquista da jóia que o Tempo-Espaço há de conceder,

A missão do Amor

Amor é se encontrar a cada partida,
é cultivar a serena força que dá suporte à vida.

No complexus de sustentabiliade que é o Amor,

sábado, 24 de outubro de 2009

Amor é o que queremos

Descobri que o Amor não vai embora,
apenas se esconde como o Sol por trás das nuvens
ou transforma, como a semente que brota,
mas nunca se ausenta, apenas o tempo certo demora.

Desesperamos quando jovens,
isolamo-nos em nossa profunda grota,
justamente quando devemos ter com nós mesmos,
pois apenas com o tempo sabemos que é a vida, o Amor que queremos.

E somente assim,
pode-se ter a si mesmo e ao mais belo encontro,
a união de dois inteiros, infinito pronto,
felicidade em dobro, em você e em mim.


No desvelar maduro do Amor,

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Amor ouve na escuridão

Ainda bem que Amor houve e há sempre de existir.

É ciclo constante e presente, eterno devir.

Se escutar bem ainda e sempre pulsa

Mais forte que qualquer repulsa.

Estufa o peito,

Brada aos ventos: venceremos! Amor é o (nosso) jeito.


Na escuta dos sentidos do Amor,

Amor Vincit Omnia et nos cedamus amori

Acabou de sair de minha casa o meu Amor.

De onde veio, para onde voltou?

Suspiro, não me entrego,

sua existência confirmo,

sua ausência nego.


Como algo tão sublime pode simplesmente desaparecer?

E ainda deixa rastro e vestígio - muito além do cheiro e do bem querer.

Planos precipitados, sentimentos antecipados, loucas sensações.

Destroços e pedaços do choque de dois corações.

Intuo... não, nada tenho como intuir, perdido que estou no meio do caos,

Que é de onde emana todo verdadeiro Amor e dá forma ao Klaus.


Desejo, confesso, que o Amor seja compassivo com este humilde servo e aprendiz,

e que não nos percamos um do outro em nossos caminhos, nem por um triz.

Ardo e oro para que hábeis artistas sejamos,

para dos cacos criarmos um lindo mosaico, onde enfim nos amamos.


No tempo que há de ser, para sempre no espaço de nós dois, com o carinho e o amor que palavras não podem traduzir, que o tempo não pode apagar e que só precisa de espaço para crescer, florir e prosperar.

Amor Vincit Omnia et nos cedamus amori - o Amor tudo vence: cedamo-nos nós também ao Amor.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A glória do Amor

Regozijar na vitória,

aprender na derrota,

agradecer sempre.

No estandarte da bem-aventurança, glória invencível do Amor que a tudo supera,

Coroação do Amor

Amor é o verso que rima a conjunção de dois astros, Rei e Rainha que, consortes, orbitam e conjugam o nós na poesia do viver a beleza do encontro a cada amanhecer.

Na astrologia do Amor, trígono de fogo e proteção,

Meteorologia do Amor

Amar é ter o arco-íris na cabeça e o sol no coração, é ter o Ser pleno e límpido iluminado por inteiro, com clareza para mais uma vez sonhar e força de realizar em paz a plenitude desta vivência encantada.

Na luz do astro-rei que é o Amor, de quem somos humildes servos,

Amor construtor

A vida quem dá e tira é Deus, quem constrói sem igual é o Amor.

Na planta baixa que se edifica arquitetando o nós,

Aprendendo a Amar

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a Amar.

Na amorosa lição da vida, que é puro Amor,

Amor é pleno viver

Amar é viver para o que der e vier.

Na convicção afirmativa do Amor,

domingo, 18 de outubro de 2009

O momento do Amor: pura arte humana

Amor é momento, eterno de se ter, de se ir além, de nos fazer.

É garimpagem de pedra bruta, lapidação do encontro, vivência da plenitude do um em dois. E no mais o regozijo de enfim estar em paz.

É o momento do brilho nos lábios e sorriso no olhar que revela a beleza do estar junto - obra-prima humana - e do descobrir-se complementar.

No momento da plenitude, onde o tempo passa e o espaço floresce, eternidade do Amor,

Amor é jóia rara

É contemplar a obra-prima que emana de nosso Ser e reafirmar o seu valor na prazerosa interação do nós: valor constituído, construído e vivido, brilho próprio de nós dois.

Na moldura do Amor, que é a beleza de seu sorriso,

Amor ourives

Se o Amor adolescente é diamante, somos nós hábeis ourives da relação, em busca de forjar a aliança para coroar tal preciosidade que é amar e ser amado.

Garimpeiros de nós mesmos, constituímos esse valor que se forja no moldar da relação.

No ressaltar da preciosidade do encontro em meio à vasta escuridão de desencontros,

Amor adolescente, Amor diamante

Chama saltitante que pula de órgão em órgão e nos reúne no coração, nos anima e nos lança em busca de mais combustível do infinito retroalimentado na troca constante do calor de nós dois: inicialmente explosão da paixão e do reconhecimento – és, tu, ó Amor, elevação de nós mesmos – progressivamente amadurecendo e estabilizando-se em ternura que mantém o fogo eterno do Amor aceso e vibrante – és tu, ó Amor, eternidade presente no toque, no olhar, no cheiro, na mordida, no beijo, no frescor de cada reencontrar, infinito despertar de incontáveis detalhes que alimentam o brilho no olhar amante.

Diamante, faz-me reviver a juventude de maneira madura, Amor - elixir da vida eterna, da bem-aventurança e do bom viver.

Bora-Bora!, mas sem pressa, pois o Amor não tem hora, faz-se espaço em seu tempo, mas também sem demora: tem sua hora certa de amadurecer, dar certo e frutos render.

No gargalhar gostoso do Amor, colheita do reencontro,

sábado, 17 de outubro de 2009

No cultivo do Amor

A chuva teima em regar a saudade do Amor que brota, mas ainda cultiva o amadurecimento. Deixa a boca molhada a espera dos frutos.

Cede, sede.

Cessa essa voracidade que à semente nem tempo dá - antes, consome-a por inteiro, auto-suficiente que é, esta força que se proclama Amor, mas que precisa conjugar o Amar.

Aprende no úmido e vazio de si mesmo o espaço e regozija com o tempo que o nós necessita, cria e habilita para se eternizar.

Sorve cada gota, absorve cada sombra no escuro da noite, contempla a dor da ausência e transforma tudo na grandeza luminosa do Amor - essa força que impulsiona a semente, essa terra que acolhe e nutre, esse adubo que faz a todos crescer e compartilhar os frutos, imaculados e suculentos pelo cuidar respeitoso de seus individuais elementos.

No som das águas, gota por gota, destilando o fino do Amor,

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Amor é oferenda

Amor é agradecer, Amor é retribuir.

Amor é contribuir ofertando aos demais o melhor de si na mais pura das intenções.

Na vibração da natureza,

Amor é transcendência

Enquanto encarnados, somos limitados. No mínimo ao nosso corpo físico, bem como aos conceitos que teimam em separar aquilo que junto seria maior e mais forte.

O Amor é o elemento que supera as limitações e expande nosso Ser rumo ao infinito do Tempo-Espaço, conferindo sentido ao Vazio da existência através do conhecimento do Todo, salvando-nos do Nada.

Na força transcendental do Amor,


Amor é devoção

Apenas a partir da devoção é que se consegue ir além da barreira da compreensão racional e consegue-se acessar o outro - em si e no exterior.

No devoto do Amor, que é a energia do coração,

Amor é a conta da vida

Amor é querer compartilhar a alegria de viver; é multiplicar o sorriso, dividir o pranto, diminuir o ruído, somar o canto - é unir duas vozes em um só verbo e conjugá-lo pela eternidade.

No eco do Amor - uma alegria para sempre,

Amor Mestre

Neste dia do mestre, parabenizo à todos aqueles despertos que já iniciaram a busca a si: são mestres-de-si-mesmo. Dos outros somos apenas facilitadores.

A energia que nos guia à maestria e nos possibilita auxiliar aos demais na troca da vida é o Amor, este generoso mestre que ora se veste de pai-mãe, ora de amigo-irmão, ora de amada-amante, ora se desnuda e revela a beleza da natureza e, no extremo do casos e centro do caos, se expõe de sofrimento-dor para que nos poupemos de sofrimento maior e de nos perdermos por demais de nossa trilha.

Através do Amor a verdade ganha outros contornos - o caminho se torna mais certeiro e belo. Não é aquilo que queremos ouvir, mas o que precisamos ouvir - um choque que nos desestabiliza momentaneamente, mas nos faz ficar mais alertas e atentos à beleza e aos avisos desse caminho que tantas vezes deixamos de percorrer.

Amor é desbravar este caminho na singela companhia de um sorriso, na certeza de que o trilhamos só, mas sempre em boa companhia.

Ao Mestre-Amor, com carinho,

Amor é harmonização

Amor é a harmonização dos sentidos, é a dança suave entre razão-emoção, sentimento-sensação, é intuição pura.

No terroir do Amor, música para nossa alma evoluir na passarela da vida,

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Amar é cultivar o vazio

O Amor é monomito que dá vazão à toda existência, estrutura-base que possibilita a vida emergir do caos.

Amor é o todo infinito de possibilidades, o vazio que preenche a tudo e a todos e não deixa estagnar no nada.

É a janela para o jardim de oportunidades.

E é o mesmo jardim com inúmeras sementes. A cada estação e ciclo se renova a possibilidade de uma nova colheita.

Qual se quer cultivar?

Em meio a tantos desejos e interesses, qual semente despertar?

O Amor cuidará de todas, mas é no cultivo do esperado e necessário que se desabrochará em toda sua plenitude, traduzindo o anseio natural da psiquê humana em ser reconhecida especial e levada a uma existência superior.

O Amor é o que nos torna especiais exatamente ao entendermos que somos parte de um Todo, um plano maior que converge, une e procria.

Ao realizarmos nossa missão superior como Eu superior e não como ego é que nos tornamos Amor, realizando nossa plenitude co-criadora.

Na colaboração da vida 2.0 que é o Amor, divina realidade manifesta em cada um de nós - Hércules e Cinderelas do conto de fadas que são nossas vidas, realidade escrita a cada segundo, folha virada a cada respiro,

Amor, o superpadrão

O Amor gera valor e dá sentido ao vazio.

O Amor ordena padrões, supera espaço-tempo, resignifica, perdoa, harmoniza e conduz à individuação - do indivíduo e das partes: casal ou coletivo.

Une a virtude ao prazer na dança da evolução, sem distinção.

Na força despersonalizada do Amor que torna todo padrão totalitário-multifacetado parte de um único íntegro, que torna tudo especial e que personaliza a essência do viver,

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Amor ao mar da vida

Por ti e ao teu lado,

inspirado,

os ventos inflam as velas.

Parto pelo oceano, meu mundo sem janelas,

não há paredes, mas uma porta.

Abri-la devo, à vida me exorta

a brisa que tenra me reanima ao timão.

Em lento adágio me reoriento:

bússola, compasso, vento.

O oceano do sofrimento

refresca a popa e a proa de meu corpo-embarcação;

se desbasta e arrebenta,

despedaça em gotas a tormenta.

Em meio aos raios do amanhecer,

de um novo dia capitão

da nau de meu coração surjo certo da destino-ação:

sempre o Amor revive e há de vencer.


No porto seguro que é o Amor, encontro de águas, liberdade das almas,

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Amor Übereros - superação de si mesmo

Uma vez superada a vontade, o que nos resta? O que permanece após a exaustão do desejo, do impulso (inicial)?

O Amor em todas as suas possibilidades além-desejo - Übereros, Ágape e Philia.

A superação de si mesmo e a revalorização de uma nova força, superior constituindo assim uma nova realidade, uma oitava superior.

Na superação do desejo,

Amor sapere est

É sabor e saber, é saborear o conhecer, vivenciar e experienciar sem julgar e sim transformar e superar - é o ato do conhecimento, o objeto e o conhecimento em si.

Aude sapere Amor vincit - Ouse saber, o Amor vence,

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O verdadeiro Amor é agora

Nos sonhos pode-se reviver o passado e moldar o futuro como se deseja.

Só precisa-se acordar e trabalhar nisto.

Assim ama-se também quando se está acordado: vivencia-se o antigo e molda-se tudo novo, ou dá-se ao novo aquilo que se quer receber ou, melhor ainda, deixa-se surpreender.

O Amor é então este caminho do ontem ao amanhã; é a vida agora, é receber de maneira aberta as infinitas possibilidades com um sorriso nos lábios e um brilho no olhar.

Na diversidade do Amor,

sábado, 12 de setembro de 2009

Amor - campo unificado do nascimento-morte

Quem morre quando chega a hora da passagem?

De uma perspectiva dualista a resposta deve ser - quando emitida pela coletividade - o Ser que morreu; mas para este Ser, quem morre é a coletividade, que é deixada para trás em sua caminhada transdimensional.

No campo unificado da realidade absoluta que é o Amor não há morte, apenas encontros e desencontros nas diversas dimensões da plenitude da existência e possibilidades da existência cíclica do Ser.

No nascimento-morte, vida que é Amor,

A força do Amor invencível

O desejo aliado ao Tempo vence qualquer obstáculo e se une ao espaço de sua meta, passando a cultivar a meta-em-si.

Eros é a vontade e o impulso, o desejo de conhecer e unir o Tempo - ágape que nos conduz - ao Espaço - philia que nos conforta - em busca da imortalidade.

Na eterna força do Amor,

Amor - harmonia pura

O Amor é uma busca verdadeira e genuína da qual não se deve se apropriar nem ser apropriado - é harmonia pura.

Na balança do Amor,

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Amor - meditação da vida generosa

A alma habita um corpo em decomposição, o corpo abriga uma alma em evolução - habilmente compor este paradoxo, isto é o religare do Amor, meditação da vida.

O corpo quer prazer, a alma cumprir o seu dever; Amar é a equilibrada e harmoniosa convergência de objetivos no alternar da vida, nascimento-morte em essência.

Amor é a prática que deixa a mente mais gentil, generosa e atenta, e o corpo mais acessível, fluído, generoso e gracioso.

É a generosidade a interface de diálogo e possibilidade de superação.

Na generosa harmonia dos opostos complementares,

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Amar é duvidar

Por meio da dúvida, buscamos; na busca encontramos as respostas. E nas respostas convergidas, a verdade; na verdade, a plenitude do Amor.

Muitas vezes precisamos ir e voltar para descobrir que já estávamos onde queriamos e que o Amor é o aqui e o lá, que o Amor é sempre o Agora - certeza absoluta disposta plenamente a se realizar.

O que importa aqui então é canalizar a dúvida não ao outro ou a si, mas à renovação do Amor para que perdure no Espaço e no Tempo - o Amor não é uma certeza cega, mas uma fé esclarecida na força da união, é o conhecimento que transcende o tempo-espaço, renovando a si, ao outro e ao Todo.

Na captura da essência interior, eterna presença que é o Amor,

O Amor não jura

O Amor não jura, pois quem jura mente e o Amor é a verdade pura, mas nunca ingênua: é o conhecimento transcendental que a tudo transforma.

Muito além das lentes cor-de-r0sa, o poder da transformação passa por ligar pontos, por formar um complexus sustentável por uma rede que transcende e redefine 2 ou mais pontos de si mesma - externamente conectando pessoas, internamente conectando células e secretamente conectando energias e átomos.

Na verdadeira rede de sustentabilidade que é o Amor,

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A sábia maré do Amor

Andando na rua, cada passo era uma gota. Cada gota, um oceano. E cada oceano um universo em dissolução.

Este é o caminho do Amor, o rio de nós mesmos que se dissolve no oceano de nós dois, evapora e precipita para a Terra novamente molhar e fecundar - esse é o destino do Amor (fati), impulso direcionado à união fecunda e cíclica.

A sabedoria do Amor reside em saber quando ir com o rio e quando subir contra a maré, pois é Tudo Amor - umas vezes impulso, outras vezes direção, sempre união.

Na maré do Amor,

Amor - estandarte da vida, baluarte do perdão

Onde energias opostas-complementares convergem na dança da vida e eclodem estrondosos aplausos na explosão vital, orgasmo sem fim, fogo eterno que nos aquece e ao qual tornamos no acampamento de nosso Ser, o abrigo de nossa alma, a forja de nosso espírito e afluxo de nossas energias: nosso coração - estandarte da vida, baluarte do perdão.

No triunfo da vontade de viver (bem) que é o Amor,

O Amor morreu. Viva o Amor!

O Amor não existe, você deve criá-lo.

No Amor existencialista,

Amor é dança

Ritmo, movimento e som - do corpo, da alma; do Eu, do Outro; um baile na ascese da vida na forjadura do nós, onde cada passo é um pulsar de beleza na espiral evolutiva, ora conduzindo, ora sendo conduzido.

Na batida do Amor,

Aonde estás, Amor?

Bradas tão alto que mal escutas o que seu coração tem a lhe dizer.

Ouça-o! Ele diz 'Pul-so' e a cada batida se ausenta para no vazio se precipitar e novamente preencher nosso Ser de vida e Amor.

Leu-me? Ausento-me, precipito-me; vivo.

Descreve-te? Não! Esvazia-te, precipita-te; viva.

A troca viva no tempo, no tempo certo que não se prende a nada, nem à obrigatoriedade, nem à rebeldia, existe quando tem que existir - e quando encontra um caminho para eclodir do caos e se encontrar com os seus.

Encontra-te no vazio de ti mesmo e te preenchas com Amor para alcançar a plenitude de seu Ser e, para através do Amor, participar da totalidade plena da união de dois inteiros e da sociedade fraterna como um Todo.

Na semente do Amor que brota em nosso corações a cada dia,

Die wahre Liebe ist jetzt

In den Träumen kann man die Vergangenheit wiedererleben und die Zukunft so gestalten, wie man es will.

Man muss nur aufwachen und daran arbeiten.

So liebt man, auch wenn man wach ist: man erlebt das alte und gestaltet alles neu, oder gibt dem Neuen das was man haben will, besser sogar, man lässt sich überraschen.

Die Liebe ist halt dieser Pfad von Gestern auf Morgen; es ist das Leben jetzt, den Möglichkeiten mit einem Lächeln im Mund und ein Blitzel im Auge offen zuzustehen.

In der vielfalt der Liebe,