quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Há 10 anos, doce nostalgia do Amor
Pensamento voa, memórias chegam, emoção decola
É a mesma janela, onde agora tremulam bandeiras
É um outro Eu que reflete sobra a vida e inúmeras besteiras
Há 10 anos dou aula, sempre diferente, em outra faculdade,
sempre a mesma, na sempre bela cidade.
É a mesma aula, com outros alunos,
É um outro embate em novos assuntos.
(Será? Não é apenas uma outra roupagem para o mesmo comum lugar?)
Há 10 anos acordo com outras companhias,
diferentes gatas, agora meu gato,
não há mais solidão a dois, fato
é a inteireza interior, pronta para se relacionar, que mia.
Há 10 anos acordo e por isto continuo grato.
Há tanta coisa por fazer, tanta coisa por arrumar
Há tantas prioridades pro começar
Há tanta prática para me moldar mais sensato.
Haaaaaaaaaaaaaaaaaaa, da loucura emerge a sabedoria.
É sempre a mesma janela, mas sempre outro sol, sorria!
Liberte-se de sua agonia:
É preciso força e Luz para confirmar sua existência todo dia.
Há 10 anos... nesse período parei de fumar, aprendi a ouvir não,
Não mudei de sexo, mas mudei de religião,
De cético à budista, mente-corpo em comunhão,
Mas será que, de fato, mudei meu padrão?
Há 10 anos abri asas e vim pro mundo,
Será que aprendi a me relacionar,
Será que aprendi a receber e dar,
Será que aprendi a amar?
Nas asas da nostalgia inspirada pela música "Often a bird", de Wim Mertens, enquanto olho pela janela de meu quarto, o mesmo quarto, outras luzes, outros partos. Como somos grandes, como somos pequenos, como somos nada, como temos a ousadia de sermos tudo.
No auto-questionamento que é o princípio sadio do Amor,
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
rEVOLução do Amor
Nirvana ou morte, não passaremos, pelo benefício de todos os Seres.
No voto de bodisatva, revolução do Ser, ascese da alma,
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Amor, escafandro não-dual
em busca de meu tesouro mais precioso
abri os porões dos infernos;
borbulhei, efervesci, morri, renasci.
No meio do fogo eu me vi.
O di-hablo era eu.
Meu ego escravizado, sem razão,
coitado, açoitado,
a espera de redenção,
de ser desfragmentado.
Dualista, o di-hablo não fluía.
Monólogos em mim mesmo,
sem convergência, sem harmonia.
Escravo, se vingava e a todos os demais em mim subvertia.
Liberto és, escravo-senhor,
a ninguém mais sirvo senão ao Todo.
Imaculado reapareço após confrontar meu lodo.
Me purifico e permaneço uno no Amor.
Da câmera escura trago a revelação
através do negativo vejo
como somos um só com a criação -
transvalorização dos valores e do desejo.
Sou o tesouro, o mergulho, o porão, o di-hablo;
a magia e o mago,
sou criatura e criador,
sou novamente uno no Amor.
Nas águas profundas em busca do Amor maior,
Da real liberdade de expressão através do Amor
Mas apesar de pensarem assim, agem de maneira unilateral, não compreendendo que dentro desta liberdade de tudo expressar a contenção também faz parte e é, cada vez mais opção – ativa – na interação constante.
Tem-se a liberdade ou não de contribuir com o lixo cultural, colabora-se ou não com a avalanche de informações, compartilhando ou não informações irrelevantes.
Somos, afinal, o filtro derradeiro que torna a realidade em sonho ou pesadelo atualizando a partir de nossa vontade de poder nosso mundo dentro de um universo sem fim de possibilidades do campo virtual. Que criemos então o melhor dos mundos possíveis.
Estamos, afinal, destinados ao livre arbítrio. Confirma o teu, torna-te aquilo que tu és.
Na liberdade do não,
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
No Tathāgata do Amor
que foi
que veio
que é o que é
realidade em si.
O Amor é o caminho
onde o fracasso não pesa tanto
o sucesso não tem tanta glória
são apenas elementos do enredo
como o sorriso e o pranto
que tarde ou cedo
cessam, como toda história.
No recomeço sem fim, que vive a verdade,
O verdadeiro reflexo d'Amor
O Mestre está no espelho da alma. Basta refletir.
O Mestre está no espelho. Calma, basta refletir.
O Mestre está no espelho. Reflita.
Ou quebre o espelho e seja o mestre.
No Amor além-narciso, através do caminho do bodisatva ou da auto-realização do tantra, realizar a beleza do encontro com o Mestre interior,
O Amor paradoxal
Compreender, aceitar e vivenciar este paradoxo e fazer do Amor a compreensão da essência dicotômica da vida, realizando assim sua unidade e, com isto, nosso destino, eis o nosso caminho.
Transcender sujeito que ama e objeto amado para se tornar de fato Amor, inabalável, imaculável, puro e todo abrangente, independente na interdependência do Todo.
No dois que é um que são três,
terça-feira, 7 de setembro de 2010
A paciência, o Amor e a tolerância
O Amor acontece através do conhecimento quando se cultiva o tempo através da paciência e o espaço através da tolerância.
Nas quatro incomensuráveis direções do Amor e suas duas margens, o caminho para a ascese fica mais tranquilo e a transmutação pela aceitação mais exequível.
No Zenith e no Nadir que se alternam e dão forma ao Amor,
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Amor, ponto-base para o tripé da sustentabilidade

Amor é o meio, do começo ao fim.
Na base da sociedade fraterna, raíz de compaixão, fruto do regozijo, desabrochar do Amor,
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Amor, razão suprema
Seu poder emanava de sua sensibilidade.
A razão suprema sabiamente convergia a emoção da sensação e do sentimento e a razão do pensamento e da intuição através do instinto rumo ao corte e à superação.
Pulsava a força da vida com a clareza da compaixão; múltiplo e diverso, era sempre Ele mesmo sendo Outros, não se prendia nem nos Nós, era, é e sempre será Ele, Ela, o Todo, Amor.
No poder fraterno da abertura, ainda motivado pela força de viver e amizade do Ser do cão paraplégico,
O dharma da Web é o Amor
Pontos especialistas e genéricos que convergem em ação sustentável resultante em homeostase tal qual opera a rede de células a qual atribuimos o nome de corpo humano – este agregado de microorganismos, alguns especializados, outros genéricos – que se molda na interação entre si e com o meio.
A Internet é a grande religião (re-ligare, re-união) de tribos – tribos de ontem, de hoje e de sempre. Querendo ou não.
A rede, como o Amor, é o complexus que transcende tempo, espaço e converge.
Na banda larga da união equânime, pontos distintos de uma mesma rede,
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Amor de quatro patas e duas rodinhas
Seu dono - ou melhor - amigo, ambulante de rua, sem aparecer, ofertava através de seu gesto natural uma lição de vida aos mais sensíveis e que estivessem passando por ali abertos aos ensinamentos constantes da vida: a beleza do viver em conjunto, até o fim, cada etapa da vida, aceitando com dignidade cada situação, amando a vida acima de tudo e a possibilidade de fazer dela o melhor dos mundos possíveis.
Essa é a jornada do Amor...
De ônibus, contemplando o Rio
A vida fluia
Espaço passava
O tempo escorria.
Por entre os dedos
E das mentes-corações
Esperanças, medos
Almas presas a ilusões
Ostentação
Frieza
Distância
Falta de rima e harmonia
Seres perdidos
Valores corrompidos
Diante de sua quimera
Ficam todos à espera
No sinal
Um ambulante
Com seu animal
ruptura estimulante
Um papelão
Uma calça
Um cão paraplégico
Detalhe mágico
Ali, sem recurso
Fruía o Amor
Da ação discurso
Enaltecimento da vida com imenso louvor
No latido rouco
Sentia-se da vida
de tudo um pouco
abria no peito velada ferida
O corpo cambaleante
Abria a consciência
Dos de vida errante
Expondo a demência
Exemplo dos ciclos da vida
De amizade, nobreza
Força, carinho, fraqueza
Fidelidade, Amor – lambida.
Não há abandono quando há Amizade
Não há tristeza quando há carinho
Não há fraqueza quando há companheirismo
Não há fim quando há Amor.
Na fortaleza da sensibilidade, na força de cada gesto, na eternidade da fidelidade,
Amor, atuação na rede da informação
Comunicação digital é a tangibilização, por parte da tecnologia, da rede
invisível a qual pertencemos e que paradoxalmente anula e potencializa o
espaço-tempo através do conhecimento, gerando através da interação holística a
sustentabilidade.
A tecnologia tem um impacto e tanto em nossas vidas – não a toa cunhamos a evolução de nossa espécie a partir dos adventos tecnológicos, da pedra ao ouro, tudo converge em algum momento do pós-pós – tentamos apreender nosso momento atual em conceitos ao invés de vivê-lo em sua plenitude; ignorantes em saber que necessitamos de certo distanciamento para melhor entender e referenciar algo.
Cada vez mais a aldeia torna-se global e o mundo se torna uma aldeia – a geografia se encontra em um processo de encolhimento e nós no de franca expansão.
Harmonizar este paradoxo só é possível através da força e clareza do Amor – Eros/impulso, Ágape/direção e Philia/União que, reunidos, realizam o Amor fati/confirmação do destino: de si, da raça humana e do planeta Terra.
É chegada a hora.
Quantos de vocês ainda usam relógio de pulso? Eis o impacto das novas tecnologias na invenção de St.Dumont. Não apenas nesta. Em breve, holoconferências – videoconferências holográficas - reduzirão os vôos comerciais (e consequentemente o impacto ambiental destes). Tanto o relógio, quanto a aviação não serão mais uma necessidade, mas um desejo estético.
Da mesma maneira invertem-se desejos em necessidade – executivo que não tem smartphone corre o risco de perder clientes.
Mas como isto impacta nas gerações?
- Pós-30
Se adequa a tecnologia com certa aversão; processos mais lentos e menos eficazes; maior profundidade ; quando domina a tecnologia se apega e a usa como status.
- Pré-30
Nasce com a tecnologia; ‘goes with the flow’. Potencialmente mais eficazes e rápidos, nitidamente mais superficiais – pecam por não explorar seu potencial em rede; quando domina a si se desapega, usa a tecnologia para transformar seu mundo e se conectar de verdade ao Todo.
Ø Necessidade de convergirmos e colaborarmos para explorar o melhor de ambos os mundos (pré+pós)
Ø Realizar o plento potencial tecnológico superando as limitações do hábito pessoal e da cultura geracional
Ø Como está tudo a um clique, cai-se da conveniência no comodismo, o que leva a estagnação – a web tem todas as respostas, mas será que sabemos fazer a pergunta correta?
Satisfazer mil desejos ou conquistar apenas um?
A paz mundial através da inteligência coletiva é uma realidade. Um vazio preenchido pelos valores construídos através de nossas interações. Eis o princípio e o fim do Amor como meio.
E o que se faz em contra-partida?
Redes que instigam a violência e a competição: exemplos como usarmy, hezbollah, ethnic cleansing e outras calamidades instigadas pelo medo e pela ganância, enraizadas na ignorância.
Mas há uma luz no fim da banda larga: exemplos como os projetos freerice, WeAtheR, waterfootprints e tantos outros.
Falava antes então sobre o fato da tecnologia determinar nosso grau de evolução. E vimos nestes exemplos que a tecnologia é a mesma, mas o fim é diferente.
Será que isto não importa?
No TED2009, Juan Enriquez, afirmou que a humanidade se encontra em um novo estágio evolutivo – homo evolutis – devido à alta tecnologia: estamos conectados e a robótica, bem como os ciborgues são uma realidade.
Mas qual a diferença entre o humano recém-emergido dos macacos que extravazava sua agressividade através de paus e pedras e aqueles que ao longo do tempo usaram lanças, facas, armas de fogo e agora apertam botões – a evolução foi da destruição do indivíduo à massa.
Vivemos um momento de convergência e reconstrução de nossa sociedade – podemos chamá-la de sociedade 2.0 (da informação) ou até 3.0 (da consciência) se quiserem.
Mas ao que nos conectaremos?
Precisamos realizar a mensagem no meio.
Minha proposta evolutiva, que pesquiso desde 2005, é o homo amabilis – aquele que converge em si os elementos e cresce na medida que se torna maior que as partes.
Em suma: precisamos ainda evoluir emocionalmente, porquanto já o fizemos suficientemente no âmbito racional e tecnológico. Já atuamos em rede antes, apenas desaprendemos: ao buscar nossa individuação escorregamos e caimos no individualismo; ao dar o salto evolutivo para a oitava superior da rede humana, estagnamos no momento tenda.
Falamos atualmente de Tribos, depois de um boom das comunidades – em termos não apenas de conceitos, mas de e nas práticas estamos nos revisitando: tribos e comunidades são termos bem ancestrais – talvez para fazermos algo melhor de nós mesmos, de nossa raça e da história.
Talvez para acertarmos o rumo da evolução que no processo das tribos ao invés de privilegiar a individuação acabou, por medo, fortalezando o individualismo.
E engana-se quem acredita que nos tornamos mais independentes – Não existe independência sem interdependência. Da mesma maneira que não existe liberdade sem segurança. Hoje em dia estamos dependentes demais nos quesitos básicos – alimentação do corpo e da alma.
O homem livre é aquele que faz o que tem que fazer. E entende seu lugar no mundo.
Por isto é que a Ubiqüidade é relativa e está em constante expansão. Participação também. Antes o mundo conhecido era um, agora, enquanto ainda há fronteiras, estas se encontram em franca expansão.
A participação também é relativa e crescente. As mulheres votam há pouco mais de 100 anos; há menos de 150 anos ainda havia escravidão – hábito atualizado através das empregadas hoje em dia; há menos de 30 anos dizia-se haver 22% de analfabetos no Brasil; quando vemos “o povo fala na TV” nossos ouvidos enrubecem e nossa consciência se curva à ansiedade e angústia de viver em uma sociedade assim.
Isso tudo sugere um cenário negativo para o uso das mídias sociais no geral, em especifico para o cenário político, certo?
Errado – Sêneca já reclamava que os romanos davam mais atenção à cabeleira que à República e se formos generosos, entenderemos que a evolução humana é menos audaz e rápida quanto se pressupõe é alentador: informação e linguagem sempre foram símbolos e ferramentas do poder, mesmo em meio aos brutamontes.
Do clero à nobreza, da nobreza à burguesia e da burguesia ao povo o cetro do poder passou de mão em mão apenas com as devidas anuências da gestão anterior – o clero precisava da nobreza para se financiar; esta por sua vez precisou da burguesia para se financiar e como esta queria comprar seu estatus, todos se entenderam. Ao povo o mínimo de educação para poder produzir melhor, consumir direito e não atrapalhar tanto o convívio social.
Já postei sobre isto no blog do professor, da #comunadigital: como as marcas vem de um passado egóico da mídia de massa e agora tem que aprender a dialogar e a interagir, transcendendo seu ego corporativo.
Por isto que durante um breve encontro que tive com Pérre Levy, chegamos à conclusão de que uma revolução na educação através de tecnologia não é possível senão através das redes – o poder centralizado dá apenas o que lhe interessa para se perpetuar. Ensina a apertar o botão, diploma o ego, mas não ensina a pensar – a liberdade de pensamento é perigosa ao sistema centralizado.
O poder da rede tende a ser maior e irá nos levar à mudanças mesmo que involuntárias – nossos hábitos mudarão, porque a cultura muda com a economia e conceitos como Cauda Longa, Free e inteligência coletiva são pilares desta nova Era.
Uma Era onde a democracia e participação cedem vez à pluricracia e interação – não queremos uma parte, somos o Todo.
Já nos é possível convergir o melhor mundo possível dentro de um universo de possibilidades – apenas para não deixarmos de homenagear Leibniz, fonte da qual também bebe Piérre Levy.
Uma Era que ruma da informação para a Era da Consciência – erigida quando transcendermos o ego e alcançarmos nosso pleno potencial: o Ser em Rede – pois tudo que é sustentável tem padrão de Rede.
Quem sabe assim, através do Amor – próprio, com o Outro e com o Todo –, não realizamos o Übermensch nietzschiano?
Na transcendência do dualismo e fortalecimento da rede, do Ser e do Superorganismo,
Da relevância da informação no Amor
Palestrava sobre atuação em rede na ESPM-Rio – sob o tema “Eleitor 2.0” – toquei no ponto nevrálgico de nossa atual sociedade: o excesso de informação.
Investimos muito mais tempo do que deveriamos em informações irrelevantes – segundo palpite de Carlos Nepomuceno, que eu assino embaixo – até 90% do tempo seriam investidos em dados irrelevantes, restando para informação relevante apenas míseros 10% do tempo de cada pessoa.
Esta má distribuição é responsável pelo stress, correria e pontuada por escolhas equivocadas de prioridades e, portanto, de valores, resultando assim em perdas e na falta de sustentabilidade, distanciando-nos de nosso objetivo, de nós mesmos e do Todo. Em suma, afastando-nos.
Responsáveis por isto?
Externamente, o sistema educacional, que não educa as pessoas à independência de seus processos, ensinando-lhes, por exemplo, PKM (Personal Knowledge Management).
Medo do livre pensar organizado?
Internamente o ego: reféns de nós mesmos nos iludimos e enganamos, tampando o sol com a peneira e preferindo viver o faz-de-conta das sombras do fundo da caverna.
Como sentimos que não temos mais o prazer da infância perdida em meio a tudo, falta-nos a vontade de realizar.
Em um segundo momento, falta-nos a vontade de construir nosso próprio prazer – não mais reféns da espera de que o mundo irá nos dar de mamar.
É hora de se construir este mundo sustentável – onde co-existem, como faces da mesma e indivisível moeda, trabalho e prazer – pela própria vontade, não por obrigação ou dádiva.
Não há heróis, não há recompensas. Acorde.
Ficou a dúvida, colocada depois de minha palestra, sobre o que seria informação relevante: afinal, se a pessoa dedica tempo àquilo é porque aquela informação é relevante para ela. ‘True’.
Contudo, minha afirmação ousa transcender a esfera do ego.
Neste contexto, a informação relevante é toda aquela que converge como verdade do indivíduo para o coletivo e auxilia na sustentabilidade da rede. É aquela que soma, une, multiplica; é Amor em forma de dado, disponível para nossa super-ação em busca da união e consolidação do superorganismo da raça humana à disposição e em sintonia com a Mãe Terra e o Pai Cosmo.
Ou seja, a relevância muda de pessoa a pessoa.
Quais dados e estímulos a farão atuar de melhor maneira em rede?
Para uma pessoa mais global, dados mais locais; e vice-versa. Para uma pessoa mais racional, estímulos mais emocionais e para o emotivo, dados mais racionais.
Enfim, informações, dados e estímulos, que levem à sustentabilidade do próprio Ser, que repassará tal qualidade sustentável à rede – tal qual a semente que guarda em si todo o potencial de árvore e seus frutos; a realização do micro no macro e do macro no micro, afinal, somos todos um - tanto na Terra, como no céu somos compostos dos mesmos elementos.
Com isto, não quero defender o utilitarismo, mas apontar a necessidade do equilíbrio entre útil e o fútil e do tempo investido nos mais variados assuntos.
A agricultura comprova que monocultura é menos resistente à pragas biológicas.
É chegada a hora de declarar o não às pragas da preguiça, comodismo e superficialidade. Pelo bem do equilíbrio do ecossistema mental e da abordagem holística do Ser.
Também na infovia, como em nossas vidas, o melhor caminho é o caminho do meio.
Dá sentido ao fútil e revaloriza o útil.
Assim, a força invisível do Amor, com clareza reluzente, harmoniza opostos que se confirmam, reforçam e possibilitam a superação e perpetuação.
Na força que impulsiona e forma a ação do Ser,
domingo, 22 de agosto de 2010
Amor, abertura ao caos
É aguardar com abertura e disposição para a troca que realmente lhe complete - e não apenas mais ou menos em um ou outro quesito.
Ter esta paciência somente é possível quando se está bem consigo mesmo, não necessitando de nada para se sentir completo, mas disposto a somar e multiplicar com outro inteiro para forjar um nós forte e resiliente.
É na abertura ao caos que o Amor gera a ordem que e-leva ao progresso: do Eu, do Outro e do Todo.
Na abertura que não demanda nada egoicamente, mas aceita tudo dentro do melhor dos mundos possíveis,
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Amor, ponte que desperta
Morpheus é aquele que desperta Neo em e para a Matrix.
A vida é um sonho e nos molda.
Acorde para a realidade de seu verdadeiro potencial!
Cuidado com a auto-imagem limitadora que você projeta de si. Você é livre para ser o que quiser, é um pleno potencial em formação e deve ser livre para explorar seu universo infinito de possibilidades para confirmar seu melhor mundo possível.
“Escolhemos entre a lucidez e a ilusão a casa segundo”, como bem pontua meu amigo João Pedro Demore para completar: “a eternidade é uma ilusão, só temos o segundo atual para exercer a lucidez – ou o milésimo de segundo. O tempo de um segundo é uma eternidade, pura ilusão.”
O Amor é essa ponte no tempo-espaço, o conhecimento do Todo das partes e das partes do Todo, a quintessência que faz e confere sentido à nossa existência.
Construir e caminhar por essa ponte nos desperta em nossa jornada e nos confere nossa verdadeira dimensão, que apenas se faz necessária ser confirmada por nossas ações.
No dharma, o verdadeiro florescimento de nosso Ser,
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Amor me torna Ser
Me dizes palavrões; torno-os em compreensão e elogios.
Me és indiferente; torno-te a mostrar valor.
Me és injusto; torno-te a reforçar o senso de justiça.
Me tentas incomodar; torno a criar espaços.
Me tentas; torno ao caminho confirmar.
Me jogas merda; torno-a adubo.
Me jogas tomate; torno-o molho.
Me jogas limão; torno-o limonada.
Me jogas; torno a cair para levantar.
Me levantas; torno a bater asas e voar.
Me buscas; torno-te a encontrar.
Me prendes; torno a nos libertar.
Me libertas; torno a nos aproximar.
Me balanças; torno a me aprumar.
Me enlouqueces; torno a emergir mais sábio.
Me trazes chumbo; torno-o em ouro.
Me perguntas quem sou; torno-te a responder, Amor.
No quinto elemento que nos torna Ser em essência na verdade do caminho da vida,
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Amor desconstrução
Buscar entender o desembarque para se preparar para este momento, onde nos despimos até mesmo dos conceitos mais úteis à nossa travessia neste caminho do bodisatva em meio ao grande samsara. O momento onde deixamos de ser o que nos identifica nesta senda e nos tornamos Amor.
Quiçá ousar reflexões sobre as convergências que lá se revelarão com outros caminhos, mas que não devem impedir de atuarmos focadamente no presente: conjecturar sem contudo enfraquecer a visão e a prática do Amor.
O nosso mundo é o nosso ideal, o nosso ideal é o nosso mundo com suas margens e seus caminhos; a convergência do Todo. É a desconstrução do que precisa dar espaço ao novo, a uma nova era de paz, harmonia e união.
Amor retira a tinta cultural, destrói os muros dos pensamentos que geram segregação, dilapida os preconceitos, abala e transforma os conceitos.
É o servo caído que se levanta e novamente serve ao senhor que em sua infinita bondade, força e sabedoria é uno com Tudo e faz o servo se fortalecer por si, onde o trabalho flui além-dualismo através da integração.
É a morte servindo à vida para o eterno nascimento, o anjo caído se levantando para tornar a servir à Deus, a sombra servindo à Luz; o Ser humano subjugando seu ódio e suas paixões e entregando suas energias ao Amor.
Não escolhemos como aprender, aprendemos; às vezes por Amor, muitas pela dor, sempre o Tempo nos concedendo o espaço do conhecimento e nos conduzindo à ascese mesmo em meio à tempestade.
Eis a obra em seu ciclo infindável: cai para se reerguer, finda para renascer.
Uns pontos a mais. Reticências. Umas vírgulas a menos. Tudo para se encaminhar mais leve e fluída rumo ao seu destino.
Será sempre inacabada, ora se construíndo, ora em desconstrução, de si, do mundo, de toda ilusão.
Na verdade, existirá enquanto respirar. E persistirá na lembrança de todos aqueles que vivem em vida o Amor.
No fragmento inacabado, sempre em construção para se inteirar, evoluir e integrar,
Homo Amabilis – o Ser em Rede
Resumo
No TED 2009, Juan Enriquez - Chairman e CEO da Biotechonomy - palestrou sobre o futuro da humanidade e cunhou sua visão sobre nosso (próximo) estado evolutivo: devido ao avanço da tecnologia, estariamos atingindo o estágio de homo evolutis.
O que me intriga nesta visão é que tecnologia é ferramenta e está cada vez mais se tornando commodity. E de qual evolução se trata o tal homo evolutis, se a única diferença para o Homo Habilis era que ao invés de uma arma de destruição em massa antes matava-se com paus e pedras, passando por armas brancas, de fogo... nossas ferramentas evoluiram. Mas e nós? Será que nosso mind set evoluiu?
Desde 2005, mais precisamente em 2008, comecei a apontar o que na minha visão é o novo Ser Humano, o Übermensch nietzschiano – em uma leitura bastante particular de Zaratustra: é o Homo Amabilis, nosso vir-a-ser, a verdadeira evolução de nossa espécie; mais do que um novo estágio, é a proposta de um salto quântico que potencializará o uso das atuais e das futuras tecnologias, bem como otimizará relacionamentos, processos e resultados, posto que principiando de uma abordagem sustentável.
Nossa evolução está além-tecnologia, reside no conceito e na experiência do Ser em Rede – a tecnologia é apenas um meio para isto, nunca um fim.
Como colaborar e o que transformar?
Como pano de fundo, vamos abordar desde aspectos da biologia, da política, da ecologia a, lógico, a história da evolução – da comunicação e da humanidade.
Vamos dialogar com pensadores como McLuhan, Nietzsche, Maslow, Gramsci, Lenin, David Lynch, J.Lovelock, Pierre Levy, Leibniz, a escola de filosofia budista Madhyamika, Bakunin, entre tantos outros que ajudaram a forjar o pensamento humano.
Tudo isto para lhes apresentar minha tese de que é o Amor que nos levará da presente Era da Informação, começada em 1991, à Era da Consciência – nossa próxima fronteira final.
E antes que o tempo acabe ou me internem, quero lhes provar que um novo mundo é possível – basta colaborarmos para transformar.
Torna-te o que tu és, ó Ser em Rede.
Homo Amabilis – o Ser em Rede
Premissa: entendermos o sentido real das palavras em questão – colaboração e transformação. Co-labor-ação é a ação resultante do trabalho conjunto e trans-forma-ação é a ação que altera e perpassa a forma. Neste sentido, pautados pela tônica em questão, nada mais é, tudo passa a Ser.
Em um mundo de facilidades tornou-se tão difícil amar.
Twitter, orkut, facebook, internet banking, delivery, 0800 e outras conveniências mais são facilidades tecnologicas e processuais que deveriam nos levar a um incremento da produtividade e eficácia e a uma melhora na qualidade de vida, deixando-nos tempo para investir naquilo que nos torna únicos e insubstituíveis – relacionarmo-nos e na interação construir o valor de nosso legado.
A minha tese é simples: O Amor é o elemento que nos falta para avançarmos no caminho da evolução humana, integrando-nos ao superorganismo Gaia, enzimas catalisadoras que somos – câncer que nos tornamos por negarmos nosso destino.
É no Amor que mais colaboramos – os casais, irmãos e amigos que os digam – e onde mais nos transformamos e ao entorno: da simples matemática do 2 virar 3 ou mais, até reflexões sobre um mundo melhor, passando pela reforma do quarto de bebê. No Amor, expande-se de sua existência autocentrada para ter com o outro – verbal e não-verbalmente.
A tecnologia e suas redes – que em seu uso se transformaram em sociais – vieram servir-nos como ferramental – anulam e potencializam, na dicotomia inerente ao paradoxo da web – segmentada e de massa, simultaneamente; em tempo real e perpetuadora – o tempo e espaço, aproximando pessoas geograficamente distantes ou com agendas descompassadas, mas tb tornando o parabéns um ritual de scrapbook e tapete vermelho online. Se usamos as redes para auto-promoção ou para o efetivo diálogo não é uma questão da rede e sim do ser humano – este sim, superficial ou denso, autocentrado ou cosmopolita.
Estamos acompanhando in loco a uma transformação da teoria: o topo da pirâmide de Maslow está sendo redefinida. O que até aqui era auto-realização consumada no cartão de crédito, agora é satisfação contemplada pela livre expressão. A auto-realização passiva de uma sombra de nós mesmos dá lugar a realização do Ser artista em todo seu esplendor: há espaço para a realização de nossos anseios criativos e devaneios existenciais, outrora oprimidos pelo sistema – agora é tudo open source.
E esta fase de transição ainda perdurará – Gramsci diria que vivemos uma época na qual o velho demora a morrer e o novo demora a nascer.
Amar é aceitar, no sentido de compreender, para empreender mudança consciente.
E devemos aceitar o fato de que a dialética virtual é o primeiro espaço democrático efetivamente amplo do qual temos noção na história – uma reedição em escala global da Ágora grega. Após séculos de retenção do poder da informação as pessoas finalmente passam de passivas consumidoras a agentes participantes do processo – e este amadurecimento requer tempo; o processo paciência: há pouco mais de 2 séculos a imensa maioria era analfabeta. E isto somente se alterou porque a burguesia necessitava de mão-de-obra um pouco mais qualificada e de consumidores minimamente escolados; mas não havia (não há) o interesse de fomentar o livre pensar – o único espaço onde isto é possível é a rede, onde não há coerção e sim auto-organização.
E é através da capilaridade da rede que as catástrofes naturais nos mostraram como podemos nos unir e irrigar nosso corpo social de solidariedade , compaixão e super-ação – a ação superior potencializada pela convergência do coletivo a um ponto em comum.
E se o meio é a extensão do homem, sendo sua mensagem, nada mais justo do que construirmos meios hábeis de convergir o coração de nosso pensamento, o equilíbrio de nossa fala e a razão de nossas ações – afinal, formamos a rede, mas ela também nos forma.
Através destes pontos, creio no desenvolver positivo da curva de nossa evolução, impulsionados pela tecnologia que ajuda a expor mentiras e fraudes e a disseminar a verdade: somos um planeta, uma raça e, graças, diferentes culturas – seria monótono demais termos apenas uma monocultura. E nada sábio, pois sabemos da agricultura que monoculturas são menos resistentes à pragas.
Rumamos então da Era da Informação para a Era da Consciência, onde cada célula da rede entende seu valor criado a partir da interação – afinal, só se é, sendo; e isto comumente em relação a algo. Acho que não preciso, tampouco tenho tempo, para adentrar na questão já amplamente debatida no Bezerro de Ouro.
E a Era da Consciência é atingida a partir de dois estágios – paradoxalmente concomitantes e sequenciados.
Explico: quando entendermos a transvalorização dos valores proposto por Nietzsche e o aplicarmos ao nosso Ser, compreendendo nossa insignificância individual, passaremos a nos reafirmar nas ações no e para o coletivo – tal qual abelhas trabalham para o bem da colméia. E tantos outros exemplos mais que encontramos na sábia natureza que nos ensinou tudo até a poucos séculos atrás, mas que arrogantemente agora desprezamos.
Nosso valor se encontra exatamente quando nos esvaziamos, posto que cheios somos incapazes de trocar e, assim, gerar valor.
Aliás, vale o elogio ao filme Avatar, que tão bem e corajosamente retrata isto – lá inclusive se encontra o conceito de rede, de tribos e de superorganismo.
braços carregam muito mais ajuda e compaixão que a mais forte das solitárias e poderosas mãos do planeta. A era da canetada está com as páginas contadas; todo poder ao social.
Se analisarmos bem, a representação pictórica de uma rede social – bolas e traços – pode ser igualmente utilizada para representar desde moléculas, células neurais, redes de TI, organogramas, mapas e até a constelações, onde um aspecto interessante é a observação de que a Terra com sua Lua é a representação macro da estética do átomo com seu elétron, bem como planeta e cometa representam cosmicamente o discurso fecundo do óvulo e do espermatozóide.
E esta abordagem toda é para evidenciar o Amor como a compreensão de um plano maior – onde o dentro é fora e o Todo é uno e múltiplo –, uma elevação do pensamento, da fala e das ações. A convergência a um ponto da criação do que ouso dizer seja o Übermensch nietzschiano – o homem que transcende em rede.
E este Ser em Rede a concretização de nossa divinificação: onipresente, onipotente, onisciente. Não cada célula, mas todo nosso corpo social.
Se pensarmos que há milhões de anos eramos organismos unicelulares que foram se juntando para formar organismos pluricelulares simbióticos e assim, no caminho da evolução, forjamos isto ao qual chamamos de corpo humano constituído de bilhões de células em constante interação e renovação – o que para uma é a morte é para o todo um novo ciclo de vida.
Entender esta dinâmica cíclica entre o princípio agregador, Eros, o direcionador, Ágape, e o fim harmonizador, Philia, é entender o conceito grego de Amor que se consolida no Amor fati – o Amor ao destino, não como passivos espectadores, mas agentes responsáveis por tornarmo-nos aquilo que somos em essência: Seres em Rede que criamos, organizamos e compartilhamos tal qual os preceitos do PKM - Personal Knowledge Management.
E é em Rede que alcançamos nossos melhores resultados. Sustentabilidade é Ser em Rede.
Na sustentabilidade do Amor, ponto de convergência, superação e elevação,
Do Ser e da Rede
Erige-se uma rede sustentável a medida que seus pontos são fortes, independentes e equânimes, colaborando em um ambiente livre, sem coerções, obrigações ou imposições externas de algum sistema ou grupo ou ainda internas, do ego.
As externas são conquistadas pelo poder revolucionário da rede, que por sua vez tem seu poder na força (multiplicadora) dos pontos, equânimes pelo trabalho individual de conquista do ego, tornando-o colaborador subjugado aos valores maiores atrelados ao coletivo e ancorados nos indivíduos.
Então fica evidente que a rede sustentável principia no Ser forte e independente, realizando a essência da convergência – a co-existência harmoniosa entre independência e interdependência, individual e coletivo.
Distorções ocorrem quando o coletivo da rede é proporcionalmente mais forte que um ponto da rede, levando à desarmonia que diminui o individual e subtrai a individuação gerando oportunidade para a sustentação de uma autocracia; e a resistência a partir do fortalecimento do ego e do individualismo, ao invés do respeito à individuação.
Quando o coletivo é fraco e há pontos fortes, pode haver o surgimento de ditaduras e, mais uma vez, a diminuição do individual.
A restrição da liberdade em ambos os casos é uma realidade.
Eis o paradoxo: quanto mais nos entregarmos à rede, ao coletivo, mais livre seremos como indivíduos e respeitar-se-à nossa individuação. Para isto, precisamos abrir mão de nosso individualismo.
Eis a única realidade: a revolução só se faz em rede. E só se começa por si. E por Amor.
Na rede que pulsa em nós,
A correnteza libertadora do Amor
Na superação dos obstáculos externos, internos e secretos,
Amor escrito nas estrelas
Trabalha-te à Luz das estrelas e farás teu Sol brilhar.
No auto-conhecimento sublime,
A lógica do Amor
Agir por Amor ao seu ideal,
Nuvens de Amor
Amor em tempos de chuva brota a cada esquina, alegra todo canto.
No canteiro que obra e faz chover gotas de felicidade,
É tempo do Amor libertar
E é no aqui e no agora que devemos estar, preservando nossa eternidade a cada momento, libertos: da emoção presa ao passado, da mente perdida no futuro e de um corpo dilacerado no presente.
Na meditação do Amor,
As três ações do Amor
No não-dualismo que converge e se supera,
As mudanças no Amor
Sempre diferente para Ser sempre o mesmo.
Fluo com o rio da vida, ora pedra, ora margem, ora peixe; ora água, ora onda, ora calmaria.
No panta rhei do Amor,
Amor à sombra
A sombra é a projeção da realização de nossa Luz ao encontrar um obstáculo.
Neste sentido é nossa amiga, companheira de jornada quen nos indica o que há de ser removido para alcançarmos nossa plenitude, sendo de fundamental e vital serventia na ascese de nosso Ser rumo à iluminação.
A jornada do herói passa pela integração de nossas limitações que, no óbvio, são nossas limitações, falhas e fraquezas, mas no sublime se transformam em nossa redenção, fortaleza e canalização para a plenitude e perfeição.
Este poder do lado negro não deve ser subestimado, muito menos recalcado, mas amorosamente conduzido à integridade de nosso Ser sob a égide de nossa Luz: a desconstrução deve servir a um plano de construção superior e maior que o dualismo reinante e que, ao medir forças ou negá-las, apenas fortalecemos os obstáculos que são absorvidos e incorporados por nossa sombra que ganha vulto e uma pseudo-independência.
Independência porque passa a agir e estar, aparentemente, no controle; pseudo, porque a Luz de nossa consciência, por mais ínfima e retraída que esteja sempre há de facilmente iluminar a escuridão de nossa ignorância e, alimentada, re-acolhê-la por inteiro.
Pois é como diz Marianne Williamson no livro "Efeito Sombra": "Para a sombra, a Luz é um inimigo. Mas para a Luz a sombra não é nada, simplesmente não existe".
Por vezes, a maioria delas, projetamos nos outros sombra e neste exterior nossos obstáculos, atitude que nos prende cada vez mais ao Karma e ao mundo ilusório, afundando-nos no oceano do sofrimento, incapazes de encontrar nossa salvação em nós mesmos, muito menos de auxiliar os outros, reféns, todos, de uma derrota que se repete geração por geração.
Tanto pessoas, como marcas, governos e instituições, quanto a própria rede - a web e a vida em si - devem cuidar de suas so(m)bras: padrões repetidos, insucessos, perdas, resíduos indesejados, falhas, frustrações.
Nunca negando, sempre aceitando, aprendendo, revendo, reciclando e, principalmente, integrando: cometendo novos erros para ter novos aprendizados e assim novos acertos ampliando nossos horizontes e expandindo nossas fronteiras.
Harmonizar pontos fortes e fracos e integrá-los de maneira superior para identificar nos momentos da vida oportunidades ante às ameaças inerentes.
Sob os auspícios da cruz cardinal que se forma hoje, no dia 06.08.2010, no céu e há de se manifestar através de nós aqui na Terra.
Essa cruz cardinal é formada por Saturno em Libra, Jupiter em Áries, Plutão em Capricórnio e a Lua em Câncer; traduzindo por alto: teremos o surgimento, por bem ou por mal, de um novo começo grandioso ao rompermos com estruturas falidas a partir do reconhecimento, transmutação e descarte daquilo que não nos serve mais, externado, positiva ou negativamente, por nossas emoções.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Amor intra-uterino é a Pátria que pariu
E o que o Amor tem com isto?
Ausente, substituído pela ganância e pelo medo, travestidos de indiferença, faces da mesma moeda cunhada por um sistema de Poros (abundância) e Penia (escassez).
Aceitar isto com o intuito de mudar a realidade é tornar-se Amor, filho mítico e justo que necessita ter vida própria - desatrelada a de seus pais, Poros e Penia - e que traz ordem ao sistema caótico que perpassa todas as células: do indivíduo ao governo, passando pela família (muitas vezes ausentes), pelas empresas (por muito inescrupulosas), pelos noticiários (por demais escabrosos) e por indigentes, de cotidianos sempre dolorosos.
O que esperar de quem está exposto à violência desde o útero? O pai alcóolatra estupra a irmã, bate na mãe que tem sorte se souber de verdade quem é o pai de seus filhos, de tantos desamores que passaram pelas brechas de prazer de sua também sofrida vida.
Engana-se quem pensa ser esta uma defesa do moralismo.
Pretende ser mais que isto; pretende ser uma defesa do Amor por todas as células (biológicas e) sociais, entendendo-o como respeito, zelo e compaixão à semelhante diferença do indivíduo como um todo, desde o núcleo familiar até ao governo, passando por empresas e instituições: falta-nos Amor, pura e simplesmente; o responsabilizar-se pela vida, com alegria e leveza.
É agir pensando no bem comum, valor extraordinário perdido no caos de nossos desejos irrefreados.
Na família e nos relacionamentos, o pensamento-ação da compreensão e do perdão, entendendo que também erramos e que todos queremos acertar - mesmo aparentando o contário -, e que com paciência e atenção tudo se resolve e encaminha.
Na empresa, ofertar soluções éticas, justas e sustentáveis, partindo das necessidades dos clientes e do mercado, levando em consideração o impacto na sociedade e no meio-ambiente, entendendo o lucro como um resultado natural, não como um objetivo obsessivamente perseguido em meio ao qual se esquece das demais variáveis e subjuga-se valores inalienáveis.
No governo, legislar com soberania, acima dos próprios interesses e dos grupos próximos e fortes, buscando uma justiça social que eleve o padrão através da educação, da saúde e da segurança, possibilitando a todos viver o Brasil e não apenas sobreviver no e ao Brasil.
Temos, como indivíduos, famílias, corporações e governos um potencial sem fim para a felicidade, abundante em um país com recursos naturais imensos.
Aceitação é a palavra-de-ordem.
Aceitar nossa realidade relativa atual e aceitar este horizonte de grandeza em um futuro que nunca chega, pois também não aceitamos nossa realidade absoluta: a de que somos uma nação abençoada por Deus, bonitos e ricos por natureza - comportamo-nos como condenados, transformando o paraíso em prisão.
Apenas o Amor pode nos libertar e nos dar uma nova vida, parir uma nova pátria.
Amado Brasil, Amor é a nova ordem que nos conduz ao eterno progresso; e começa por cada um de nós: dentro de nós, em nós mesmos; dentro de nossa família e círculo de amizade, naqueles momentos de estresse e insatisfação, superando os obstáculos para se reunir em confraternização; dentro de nosso trabalho, dedicando-nos com zelo e atenção plena; dentro do governo, justamente diligente e soberano.
Não importa aonde ou com qual dimensão, o Amor começa em cada um de nós em qualquer ocasião.
É no útero de cada grávida que um novo Brasil é gestado. É em cada ato sexual que um novo Brasil é projetado. Brasil, não foda, ame.
No relacionamento ético do dar-e-receber com zelo e respeito, Amor é a ordem que conduz ao progresso,
Amor semper apertus est
É estar aberto à possibilidade de que vai dar certo e que só depende de nossa vontade e representação interdependente que de fato dê.
É permanecer e resistir aberto, consciente do que lhe cerca e do que está em si, da equanimidade original que habita todo canto e habilita todo centro; e exatamente por isto conscientemente es-colher o que se planta – em si e na interação com o Todo -, ciente de que é tudo bom no absoluto, mas que há de se ter zelo no trato relativo à interação das partes ainda por se fundir.
É entender que tudo acontece e depende de nossa canalização – ou seja, não apenas interpretar, mas conduzir ao bem: na realidade da natureza tudo é vacuidade, somos nós que construímos – já a partir do olhar – o mundo em que vivemos: o valor que es-colhemos começa pela atenção que depositamos.
Poupa-te dos infortúnios, doa-te por inteiro: livre, destemido, terás coragem de Ser por completo, Amor fati, tornando-te teu destino, sem obstáculos, apenas trampolins.
Ao invés de mal-dizer um acontecimento que de alguma maneira lhe incomode, receba-o aberto – inspira – acolhe-o e transmuta-o para seu oposto: transformando latão em ouro.
Na alquimia da vida,
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Do Amor à rede: o fecundo poder da limitação na criação
Tal qual a beleza - Afrodite - nasce da castração de Urano (o Céu) por Saturno (Chronos, o Tempo), também nossas criações nascem sob a égide da castração do que é possível realizar: quando não relacionado à recursos, sempre ao prazo de finalização.
O que mais escapa dessa equação é o relacionamento que - eterno enquanto dura - pode transcender até a morte o nascimento, perpassando vidas através de seus portões.
Nas relações o maior limitador não chega a ser o Tempo - a percepção deste é que nos angustia -, mas sim o ego humano e suas idiossincrasias; todavia para se atuar em parceria (duas pessoas) e se estabelecer uma rede (três ou mais pessoas) é preciso incluir não apenas o potencial dos envolvidos, mas principalmente suas limitações e as de seu entorno: antes de frustrar, as limitações servirão de canalizadoras para se conduzir a relação e os projetos rumo ao êxito.
No canal do Amor, margeado equanimemente por compaixão e regozijo,
Amor além das páginas
O livro grita e quando me aproximo, ouço seu sussurro e leio por linhas tortas como endireitar as coisas.
No índice de nosso Ser,
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Amor, destino constante
Não sei se fazes parte de meu destino no futuro, mas fazes parte de meu destino no presente; Amor, destino constante, ciclo resignificante.
No passado que se atualiza e resignifica a cada interação feita a partir da abertura do coração,
Amor, eterno momento
Não quero reviver o passado ou viver no futuro, quero estar presente na eternidade de cada momento.
No momento, quero estar eterno,
A solidão necessária do Amor
Como diria Nietzsche, "a solidão nada tem a ver com a presença ou ausência de pessoas".
A solidão é apenas a reserva amorosa do espaço para verdadeiras companhias.
Este vazio (kénosis) é condição fundamental para ascese. E para a troca na união produtiva e evolutiva.
Na essência da solidão, encontro consigo mesmo,
Os sentidos do Amor
O Amor é a busca pela sinergia, não o reforço das diferenças. É empreendido por dois Seres fortes e inteiros.
O sentido do Amor é harmonizar os distintos; aparentemente opostos, mas complementares em essência, canalizando-os em hierarquia rumo à evolução disposta na mandala do Ser.
A partir deste princípio, do Amor, a reta razão do pensamento nos serve não para buscar evidências (óbvias e visíveis) de distinção, individualismo e isolamento, mas organizar e manter a coerência dos processos intuitivos que devem impulsionar e conduzir nossas vidas que deságuam em sensações e sedimentam sentimentos no infindável ciclo cognitivo que é viver (em comunhão).
Na meditação que discerne os ciclos e espiraliza a ascese,
Amor, segredo da juventude e do bem
A beleza externa,
ó tentação,
ofusca e enebria,
ilude o coração.
Tateia cego
em meio às projeções;
excita-se com as formas e perde-se em meio ao ego.
Enreda-se, enrosca-se nos véus das ilusões.
Preso, não chega à beleza interior
agoniza diante da impermanência exterior.
Iludido, liberta-se para em nova bela armadilha cair,
ignora os padrões que tende a repetir.
A beleza é o belo
e também a simpatia
acima de tudo valores que geram harmonia.
Do exterior ao interior, o Amor é elo.
A beleza é assim na Terra como no Céu,
eis um segredo que dissipa o véu:
resistir às chamas das paixões
liberta-nos a viver o Amor livre das ilusões.
Canalizar o impulso,
ordenar a direção,
garante o destino
do Amor à paz e união.
No secreto da beleza, segredo da juventude e do bem,
Amor erudito e visceral
A pele é o primeiro contato,
no segundo, o ato.
Mundo que se cria,
orgasmo seguido de agonia.
Vazio.
O que me completa?
Não é esta do Amor a meta?
Saciar o cio?
Do Amor animal
ao Amor elevação
é tudo igual
como níveis à superação.
Em contatos imediatos de terceiro grau,
transcende-se a carne, pseudo-mal.
Reencontra-se o Vazio que nos completa;
Edificar nosso Ser, eis a meta.
No quarto, a busca por valores;
assim evitam-se as dores
de (mais) uma separação,
pois a pele é superficial para sustentar a união.
É na estrutura do osso e de nosso DNA
que há abertura para crescer e prosperar:
Amor através da pele, pela carne até a alma
ofegante e com calma
a eternidade a contemplar.
Eis o Amor fati, és o que há.
No não-dualismo que a tudo fecunda,
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Haiku do Amor
Amor criador
é os olhos do mundo
Amor fecundo
Amor semente
disseminação do bem
sem olhar a quem
Alma floresce
exala o aroma
Do Ser ascese
Amor é lindo
contemplação do Uno
escada do Ser
No 5-7-5, esquema do Amor que permeia sílabas e células no ritmo eterno e belo da verdade de nós,
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Amor 23
A vara e o cajado já não causam dor, já não ameaçam, antes consolam e conduzem a um banquete de confraternização com nosso inimigo oculto em nós mesmos e, à Luz de velas, vamos iluminando gradativamente nossa sombra, transbordando os limites de nosso ego, expandindo nosso Ser.
Reunidos-em-nós caminhamos em paz, semeando bondade e compaixão, a cada passo florescendo uma flor-de-lótus, a cada instante e em todo lugar, chamando o mundo de lar.
Na pulsão da vida, Cristo que habita nosso Ser, diamante que ilumina a todos, Budas em essência,a quem nada faltará se tudo e a todos se entregarem,
sábado, 17 de julho de 2010
Amor, ato criativo
Amor é a abertura de Ser, fissura que deixa irromper o artista em nós e que faz de nossa vida uma obra-prima: é a moldura, a tela, a tinta, o pincel, o objeto, o autor; mas sobretudo, é o espaço que une tudo isto com harmonia e equilíbrio que resultam na beleza ao longo do tempo a ter com a eternidade em cada momento.
Se não pintas ou escreves e não queres ao menos ousar, tudo bem, trabalhas e tens teu par - já podes aí se lapidar e polir a jóia bruta a cada despertar.
E quando o par ímpar fizer, todos ganham se de fato houver Amor entre o homem e a mulher.
O Amor gera na fecundação a beleza da divindade, o equilíbrio da natureza e a harmonia do Ser, o malgam que eterniza toda a philia.
Na beleza do orgasmo, verdadeiro ato criativo,
O livre arbítrio do Amor
Eros é nossa liberdade, impulso múltiplo e infinito que temos a liberdade de canalizar e direcionar conforme nossa vontade, poder e interesse/curiosidade.
É na intenção e motivação então que reside a verdadeira liberdade e não no exercer do impulso, ao qual somos, na prática, atados e do qual somos, em suma, reféns.
O paradoxo reside em desapegar-se desse amor-próprio ao impulso e a uma ilusão de si, pequeno reflexo do Todo de nosso Ser, para se encontrar com seu alter realizando a ascese e a expansão do Ser.
É no cultivo do Ágape - condução do impulso - à esferas mais elevadas que realizamos a philia - união - com nosso alter, outro em si e em nós, conduzindo o impulso primordial para se retro-alimentar em um processo fecundo, expandindo, potencializando e engrandecendo o amor-próprio ao Ser.
No ciclo do Amor fati - antídoto à Força Schopenhaueriana - livre arbítrio que confirma o Ser,
Da liberdade ao Amor
Amor é cada um na sua com muitas coisas em comum.
Na liberdade que respeita, não prende, mas voa junto,
sexta-feira, 16 de julho de 2010
3 Amores no topo
consumindo liberdade
em igual fraternidade.
Ousando levantar o olhar, que achado!
Seu frescor de juventude
exalava forte
contrastava com a terrena atitude
que lembra em vida a morte.
Já não ousamos subir mais.
Jah! Nos contentamos com o reflexo da Luz.
Jaz o impulso da ascese no corpo e outros bens materiais.
Já não sabemos o que nos conduz.
A chama me chama
o fogo arde
o mistério conclama
pra subir nunca é tarde.
A intuição procede prudente
o sentimento lateja
a sensação deseja
e a razão caminha contente.
Era sabido o destino
deste alado menino.
Perdido se encontrou, nas palavras um meio;
sua escada conjugou, subiu sem receio.
As três meninas, já sabemos quem são:
Eros, Ágape, Philia; libertação.
Do mundo das idéias, tentação da elevação,
mas, ao menos por hora, não era amor fati ter com elas não.
Na inspiração que subiu ao telhado e nas asas das palavras alçou vôo para conquistar vales e picos e nas planícies eternas do Ser planar,
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Amor animal
O que você não me pede miando que não faço latindo?
No X da questão que estima a ação do Ser na relação,
Filosofia é Amor
Filosofia é viver de acordo com a sabedoria da mente-coração; o resto é masturbação mental e erudição precoce.
Na harmonia e coerência de corpo-fala-mente,
Amor lúcido
Amar é estar preparado para viver a eternidade e o instante; é se relacionar com o aqui e o agora com atenção plena e de maneira presente, independente da ruptura que ocorrerá cedo ou tarde.
Amor é estar preparado para viver vitórias e derrotas e ser sempre vitorioso através do aprendizado de cada interação.
Na lucidez da chama do coração,
Da alegria à felicidade, o desapego do Amor
Na ânsia e pressa em controlarmos tudo e termos a posse da felicidade afastamo-nos de nossa alegria interior, verdadeira fonte, Amor na essência.
Na alegre semente que distribui os frutos da felicidade,
domingo, 11 de julho de 2010
A (nova) ordem do Amor
Inverter-se a ordem dos fatores para alterar o produto: sexo não depois do casamento, mas philia depois da ágape: determinar o regime de valores da união para se entregar ao prazer e fazer da carne uma escada para o Ser; e da união de dois inteiros a celebração da plenitude individual e coletiva.
Na coragem de se assumir humano, no controle de Si,
A concepção do Amor
Amor é o tempo que nos concede o espaço para nos tornarmos eternos – através de nossas ações convergentes do corpo-fala-mente.
Na geração espontânea da bodhichitta, mente iluminada da abertura do Ser,
A Luz do Amor que somos
Como seres que espelham o cosmos que somos, devemos brilhar.
No Amor que reluz da mente-coração de cada um de nós,
Aceitação é evolução, no Amor intuição
Amar é aceitar o Aqui e Agora, intuindo a evolução e melhora próxima e agindo de maneira precisa e necessária para sempre elevar o Aqui e Agora à eternidade.
Vejamos no exemplo do professor e do aluno.
O aluno deve reconhecer no professor o melhor professor que ele pode ter naquele momento e estar aberto à intuição para saber quando é necessário partir para aprender (e ensinar) com outro; evitando assim também o desgaste de algo ultrapassado e que já rendeu o esperado, afinal, vida é renovação.
O professor então – sempre doando o máximo de si e no máximo que o aluno suporta a cada etapa e momento – terá a oportunidade de Ser o melhor professor para outro aluno que encontrará a excelência em seu nível (que encaixa no do professor) – não há absolutos, apenas excelências referenciais.
No mestre de todos nós,
Amor, flor do Ser
O corpo é a terra fértil, o vaso no qual cultivamos nossa flor que desabrocha em nossos corações.
A alma é o aroma agradável que nos concede esse cheiro de eternidade.
Amar é selecionar a semente a ser cultivada, é a rega, o adubo, a poda, a erradicação das ervas daninhas e parasitas e o regozijo com a forma, o aroma, a textura e a Luz, beleza da flor de nosso Ser, que desabrocha em e por Amor.
No adubo de nossos corações,
A natureza do Amor civilizado
Amor é entender que civilização e natureza não são antagônicos, mas pesos equânimes do equilíbrio sustentável de nossa evolução como Ser em Rede.
No ecossistema do Ser,
Amor budista
Amor é jogar-se no abismo da tristeza, mergulhar no oceano do sofrimento e descobrir que era tudo ilusão; é encontrar-se no vazio, com coragem de construir o melhor dos mundos possíveis em um universo sem fim de possibilidades a partir do agora; antes do primeiro passo, depois da chegada.
No tudo – e que é contrário ao nada – que emerge do vazio a partir de nossa interação, contemplação da mente-coração,
Amor, instante sublime da sabedoria
O Amor enxerga a ordem do caos e assim beleza em tudo, não tem a ânsia de construir um belo deformado (a qualquer custo), à imagem e semelhança da origem e, portanto, sempre ansiosa desta – tanto de obtê-la em futuro próximo, quanto de recuperá-la em um passado distante.
É na eternidade do momento, no aqui e agora sem forma, sem conceito, apenas vivência que somos - seres eternos em nós mesmos, criadores de nossa prisão nas memórias do passado e esperanças do futuro, libertadores do presente apenas através do Amor, janela de possibilidades em um sem fim de escolhas -, que a beleza se ordena em um ciclo constante e alternante de (des)ordenação e (des)construção. A beleza se ordena para no instante seguinte se modificar e tomar a forma de outra beleza.
Nunca conseguiremos apreender este momento e quanto mais o tentamos, menos o vivemos.
Quando nos abrirmos para esta experiência, convergiremos a beleza do passado, do futuro e de todos os presentes, contemplando a beleza do caos, agora ordenado por um entendimento e compreensão supraracionais, o conhecimento sublime e transcendental do Amor que tudo abarca, tudo une e tudo organiza.
Desapegar para interagir, isto é Amor.
Na abertura do espaço-tempo, conhecimento do Eterno,
A geografia do Amor
O Amor é uma Ilha em um oceano de sofrimento e mesmice e constrói pontes para o infinito, supera os obstáculos (do sofrimento e da mesmice) em nós mesmos e fecunda um continente de Seres – em nós e no Todo.
Na capital do Amor, cujo centro se encontra em todos os corações e cuja periferia não se encontra em lugar algum,
Amor, no céu também há inferno
Nesse interim, o Céu (Urano) nos auxilia a nos libertarmos dos excessos e nos reinventarmos de maneira inusitada e menos dolorida, e Netuno nos mostra o mundo de possibilidades às quais devemos contemplar, mas às quais nunca devemos nos apegar, pois se transformam facilmente em ilusão, na qual podemos nos afogar.
Sempre no firmamento, Júpiter (Zeus) nos concede a bênção e a fortuna de que tudo pode dar certo, dependendo de nossa intenção pura, sendo nosso protetor e benfeitor, mostrando-nos o caminho da ascese: altiora semper petens - almejar sempre o topo, o melhor de nós mesmos e do mundo, em um universo sem fim de possibilidades.
Saturno, nos mostra o Tempo, Júpiter o espaço, são a fronteira final, o limiar ao qual necessitamos chegar para nos superar; cabe a nós exercer com excelência e progressiva melhora nossa força guerreira (Marte) para vencermos nosso ego, e através de nossa inteligência (Mercúrio) organizar nossas órbitas pelo princípio da harmonia e beleza (Vênus) para tornarmo-nos conhecimento vivo de nosso Ser, Amor - força que liga e perpassa todo o cosmos e se cristaliza aqui na Terra.
Se não tivermos nos liberado e ficado apenas com o necessário para nossa jornada, Plutão, senhor do Hades, queimará o excesso e nos retirará todo o supérfluo - mesmo aquele que não impediria nosso progresso -, para que o aprendizado aconteça, pois a alma não falhará em seu desígnio e conta com a ajuda destas entidades para realizar seu caminho para se tornar o que é, Amor.Na verdade do Mito do Amor, princípio que ordena e em torno do qual tudo orbita e se origina,
Fragmentos de pensamento unidos por Amor
A esperança é a distração que te tira de ti e te leva a por em algo exterior sua força.
A fé, o Amor da alma, é o mergulho interno no qual se colhe suas forças e se comunga com o que há de melhor no cosmos.
Na canalização amorosa que dá forma a um novo Ser,
Amor inabalável
Na condução sobre o fio da navalha,
Amor entre iguais, a diferença faz
Do Amor fati, Amor primordial e destino do Todo, mônada que a tudo abarca, perpassa e une, emanam suas mais diversas manifestações, cujo destino é confirmar-se-a-si-mesmo enquanto Amor, princípio que forja a dualidade no Uno, evidenciando sua pluralidade no ciclo do Ser.
Quando está tudo igual, o Amor é o diferente. Quando está tudo diferente, o Amor é o igual.
Amor é a Luz que traz harmonia e equilíbrio para a Força.
Na forte Luz que está sempre conosco,
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Amor, ciclo-em-si
Amor é entender que é no vale que colhemos a força para subir aos picos mais altos.
Por isso, es-colha com alegre sabedoria e não-identificação, apenas regozijo e satisfação, contemplação da certeza de que tudo é passageiro, que após à escuridão das dúvidas vem a clareza das certezas que, por sua vez, não tardarão em nos cegar.
E, em meio à nova escuridão, emergirá um novo Ser, sempre, a cada amanhecer.
Amor é a luz de vela que ressalta a unidade dos contrastes e aceita a beleza dos opostos complementares, verdadeiras manifestações do Uno.
Na alegria de Ser, ciclo-em-si, contemplação da paisagem da qual somos co-autores interdependentes,
Amor, ensinamento-mor
Amor é a via prazerosa do aprendizado e a compreensão de que quando não se aprende por bem - por Amor - se aprenderá pela dor.
O ensinamento sempre acontecerá, cedo ou tarde, no instante da eternidade, Amor que se faz presente.
No aprendizado do conhecimento sublime,
Abertura do presente, oportunidade do Amor
Não deixar antigos padrões macularem possibilidades futuras, eis a abertura do presente, a oportunidade do Amor.
No plástico bolha que protege, mas não sufoca,
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Voto é Amor
Voto é compromisso consigo mesmo.
O Amor é um voto tripartido: consigo, com o outro, com o Todo.
É eleição do que se eterniza a cada instante.
Na urna que pulsa em todos nós,
Na interação consciente do Amor
Só se é independente de fato, quando se reconhece a interdependência em cada ato.
Na inter-ação,
Amor da alma espelho
A alma é o espelho que pode fazer a natureza refletir o Uno e isto só é possível se o fizer com e por Amor, sem distinguir o Uno da Matéria e a matéria em e dentre-si, reconhecendo, como Ser independente, Logos em formação, a unidade através da interdependência.
No caminho do meio que é a Alma e o Amor, unos em essência, distintos por conceituação,
Os desvios do Amor
Há tantos caminhos para o Amor, tantas maneiras de amar e caminhar; todas são dignas, todas convergem, todas levam ao Amor.
Mas como diria Goethe: “es irrt der Mensch solang er strebt” – o homem é errante em sua busca, ou ainda, o homem se equivoca em sua busca; as mulheres também.
Ainda mais quando há armadilhas no caminho. E as há, pois somente aqueles que perseveram com a clareza e a força digna do Amor incondicional e universal, compaixão que aquece e eleva a alma, evitam as distrações e enganos das inúmeras bifurcações – a cada encruzilhada a tentação do desejo, a cada esquina um flerte, um gracejo; a cada milha, o ego enche o papo com as migalhas de elogios e macula seu caminho com escatológica crítica.
E agora? Qual das direções tomar, quais tentações negar, qual impulso canalizar, quais erradicar?
Contempla. Observa-te e a teu caminho com carinho e atenção, não te levas pela emoção do desejo empolgação, tampouco por tua romântica criação – ego, teu nome é ilusão; não és salvador, não és mártir, não és carrasco, não necessitas de redenção. És da alma infante: puer faz com o senex de teu Ser as pazes.
Pratica o Amor fati e traz tudo para dentro do caminho; o caminho do Amor, é verdade, é vida.
É a forjadura de nossa ascese.
Se está em seu caminho, é parte de teu destino: não julga, não rejeita, não apega – discerne: lida com tudo de maneira soberana e independente, na consciência da interdependência que é co-autora de nosso caminho.
Intui seu lugar na eternidade e faz-a ser no aqui e agora , presente em beta, realidade em constante construção.
No “Keep going” do caminho do bodisatva, homenagem ao meu Lama Chagdud Tulku Rinpoche, farol de sabedoria e compaixão em noites escuras de incertezas e indecisão,
domingo, 4 de julho de 2010
Sobre o Amor
Amor é interdependência externa e independência interna, a sabedoria da mente-coração que discerne e age.
Descendemos do Uno, espaço básico, caos que tudo abarca e do qual tudo origina.
No princípio não há diferenciação, é após a concepção que o conjunto de forças externas (karma) e internas (vontade) dá forma ao secreto (potencial que somos e devemos nos tornar) e particular, no início da interação da vida que é pulso de força, potência em ato; inter-ação, onde não deve haver re-ação, mas apenas trocas equânimes de ações afirmativas do Ser em busca do Uno, unidade em nós.
Nosso Ser, segundo estágio de diferenciação do princípio, não tem fim, é eterno re-começo em busca da plenitude, do voltar-se ao Todo, do achar-se-a-si.
É o olhar ativo que es-colhe o caminho do religare, da re-união através do corpo, fala e mente convergidos no coração; é a confirmação da ascece (Eros), da beleza (Ágape) e do bem (Philia).
Caímos para nos levantar, a começar a contemplar a origem, pois vida é movimento de reunião à nós mesmos e ao Todo; o mal é estagnação e isolamento egoísta, tem origem na passividade e se confirma na es-colha errônea, impensada, não-sentida, não-intuída, que não converge ao Todo, mas prioriza uma das partes e gera distinção entre o Eu e o Outro.
Cada ato nosso deve conter nossa origem pré-distinção e deve convergir à harmonia e à união.
Devemos conduzir-nos e almejar sempre o topo – altiora semper petens – comungar com o Todo, com-unidade, lado-a-lado, equânimes, deixando a alma ser o farol, o corpo o barco, a chegada o êxtase e o mapa (astral) o destino; ágape, eros, philia e fati, respectivamente.
Só no Amor, princípio, meio e fim,
Amor escrito, Amor vivido
Na compreensão da interdependência e ação independente consciente,
sexta-feira, 2 de julho de 2010
O cultivo do Amor Ágape
Já o Amor Ágape é algo que se recebe enquanto bênção e inspiração a partir da meditação, oração e contemplação ou se pode construir a partir da filosofia, erigindo uma hierarquia e sistema de valores: do menos embebido do divino (ponto isolado, solitário, ego) ao mais radiante Todo (ponto diferenciado, unidade, conjunto, valor que converge).
É a partir deste elemento [Erôs] conquistado a partir da fé, da visão e do trabalho que se canaliza o impulso Eros para alcançar um resultado Philia superior.
A cada ação ocorre um ciclo de Eros-Ágape-Philia que nos aproxima ou afasta da missão da Alma se confirmar no Amor - Amor fati.
A cada ação deve haver contemplação para refinar o sistema Ágape. E redefinir a direção da próxima ação, reforçada pelo cruzamento da técnicas de inspiração divina, contemplação e filosofia, convergindo a uma sustentável visão única e convergida.
Na redefinição das coordenadas,
quinta-feira, 1 de julho de 2010
No Amor, mal não há
Amor é compreender que já na concepção se distingüe o que ganhará forma daquilo que permanecerá apenas como possibilidade dentro do potencial criativo e latente.
Amor é esse não julgamento e retorno ao espaço-mãe que é pai de todos os fenômenos a partir de nossa interação.
Na concepção que principia e finda no Uno e é única apenas quando faz a diferença,
terça-feira, 29 de junho de 2010
Amor, natureza cósmica do Ser
Síntese do Todo, filho do Amor de Pai Cosmos e Mãe Natureza, devemos prestar sinceras homenagens, tornando nossas vidas um louvor à Terra que amorosamente nos sustenta.
No alto astral e Amor sem igual a partir da natureza cósmica do Ser,
Amor ensinamento
Cabe a cada um buscar aprender como pode, na certeza de que se um fato for evitado por um lado, o mesmo aprendizado atrelado ao fato evitado acontecerá de outra e qualquer maneira.
Na compaixão que vivifica todo conhecimento,
Amor victor
aceitar as derrotas,
jamais deixar de viver:
fazer da alegria interna a felicidade externa,
eis a vitória do Amor.
No caminhar inabalável por críticas ou elogios,
Amor conforme o caminho conforme o Amor
Amor é o caminho, o caminho é o Amor. E nós, um infinito de maneiras de percorrê-lo.
Na afirmação da vontade que independe de objetos exteriores, de ganhos ou perdas, Amor que é evolução-em-si, trilha do destino,
Amor, hoje, ontem e sempre
Amor é o guia que direciona o Aqui e o Agora para o todo sempre.
Amor é a união do instante com a eternidade.
Na expansão da consciência,
Amor é transferência
No trabalho em dupla do corpo e da alma, companheirismo amoroso,
A fonte do Amor
É da vacuidade que emana o Todo: a relação com o Amor é bidirecional e multidimensional.
Na Alma, farol do coração, ponto de Luz na pineal,
Amor é prática do refinamento
No extraordinário do Amor,
Amor contra o pecado original
O pecado original é nos alimentarmos dela antes desta ascender e se tornar sabedoria transcendental, alimento sustentável.
Saber se cultivar é transcender e ter a certeza de uma colheita abundante, onde nenhum fruto é proibido.
No tantra do jardineiro, cultivo do Ser, fruto do Amor,
Amor é PKM
Na linguagem do Amor: eros (impulso criativo), ágape (impulso organizacional e que direciona), philia (impulso que une).
Ser responsável por seu conhecimento, estar sempre em busca e na troca, consciente de sua responsabilidade na aplicAÇÃO é SER AMOR, perfeição do Ser.
No Logos do coração, nous da eternidade,
Meditação no Amor
quais sementes regar, eu é que escolho.
Estrela de cinco pontas irradiando a Luz do Amor;
ondas azuis, brancas e vermelhas impactando ao seu redor.
Flor-de-Lótus desabrocha em seu coração,
exala o perfume da alma,
transpira paz e calma,
todo seu corpo, mente-coração, uma só vibração:
Om Mani Peme Hum Hri
No mantra da compaixão, amor incondicional,
Amor, a eternidade nos olhares
Olhares que somam, amam.
Olhares que amam, eternizam.
No côncavo-convexo cujo foco não é outro que não a união,
O grande momento na história do Amor
Eis a fecundação do Amor-em-si, momento de conscientização, eternidade presente.
No dar que é receber,
Ecos eternos do Amor vivido
Na plenitude do Uno em nós,
A Quintessência é Amor
A seqüência presente em tudo e em todos, a seqüência do Amor, é o número Fibonacci (1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89...), cuja beleza inspira a beleza e a eficácia na troca.
Repousar no Ser é deixar o Amor nos moldar, pois naturalmente nos tornamos mais eficientes com a Energia do Amor.
Na economia sustentável do Ser,
Altos e baixos do Amor
No aprendizado dos picos e vales, regozijo com a diversidade da paisagem que é viver, aquarela que pinto com as cores e texturas do Amor,
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Da brevidade e da urgência do Amor
Muito se sabe que Amor alimenta Amor e que este ciclo é autossustentável e eterno enquanto dura esta retroalimentação, ou seja, depende de empenho, foco e comunhão: o justo equilíbrio entre as partes (o Eu, o Outro e o Todo) e suas partes (corpo, fala e mente de cada terço envolvido).
O Tempo de duração depende do espaço concedido e é harmonizado pelo conhecimento adquirido e aplicado com sabedoria.
Da urgência
Muitas vezes capturados pela Força Schopenhaueriana, tendemos a nos aprisionar na ilusão, reféns da esperança e do medo, tornando a realização de um lampejo erótico uma obsessão em constante devir, aprisionando-nos no terço erótico do Amor, sem dar espaço para o Amor Ágape e o Amor Philia completarem a força do Amor fati.
Aqui se apresenta a importância da canalização do impulso de Eros, vital para nossa existência, mas fatal para nossa evolução consciente - tão fundamental quanto se ter um cavalo selvagem dentro de si é saber domá-lo. E não ser domado.
Amor pleno é quando tornamo-nos unos com o nosso cavalo selvagem interior, sem distinção, sem julgamento, sem submissão; apenas a missão da evolução sendo realizada a cada ato.
Na eternidade que urge, canalizando a brevidade da urgência,
Amor, breve urgência?
que se espreita soberana e sincera
entre a esperança e o medo?
Fecunda o mundo com ilusões; calma, ainda é cedo.
Urgência? O que é essa tal urgência?
Da alma clemência
ou do corpo desejo?
Descobrir isto, almejo.
Beijos
entre vinhos e queijos,
um chopp ou dois,
sorvete que não quero deixar p'ra depois.
No encanto repentino e conscientemente descompromissado,
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Amor, excelente vaso de safira
É a realização em si de atos magníficos em benefícios dos outros sem esperar nada em troca.
Adaptado da saddhana do Buda da Medicina praticada no Chagdud Gonpa Ped Gyal Ling, Rio de Janeiro.
Na verdadeira cura que beneficia todos, luz de safira que irradia de nossa mente-coração,
Amor, intrépido herói
Aterroriza a negatividade, confia na fé, duvida da dúvida e aniquila a mediocridade indo além de si e do mínimo e substituível, exercendo-se amorosamente ao máximo e louvável.
Persevera no bem, age quando e como preciso, contempla a glória de servir ao bom combate - aquele em que não há atacante ou atacado, apenas a sorte de se amar, forjado uno com o ser amado.
Amor é risco calculado; arco, flecha, maça, regozijo.
Na jornada do herói, bodisatva em nós,
Por Amor às palavras
É inspirado neste mestre que aprendi a vivenciar melhor a vida e suas manifestações, concebendo assim o espaço para o Amor. Chamo de "compasso Saramago" sua máxima que dita, no mínimo, meu lidar com o tempo: "não tenhas pressa, não percas tempo".
Saramago
não era amargo
era um doce realista
corajoso
intrépido
não perdia a verdade de vista
Amigo do tempo
e das palavras
conquistou seu espaço na eternidade
letra por letra sem muita pontuação
Era homem de verbo e osso
duro de roer
filé literário
manjar dos deuses em biblioteca itinerário
Do alpha além-ômega
fiel, nunca recluso ao alfabeto
no universo além-livro
livre mais liberto.
No Amor refinado em meio à cegueira,
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Amor além limitação
É mais fácil confrontar o outro e seus limites que confrontar a si mesmo.
Abrir-se para a troca é abrir-se para o Todo. Abrir-se é Ser Amor, livre da ignorância e da mediocridade.
Na chave-mestre que abre a alegria interior e a transforma em felicidade plena,
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Amor conseqüência do Ser conseqüência do Amor
A busca é o Ser em si, o restante é desdobramento de si mesmo, uma consequência de Ser.
Quando se busca no exterior, ilude-se facilmente com o mundo sensível; quando se busca internamente, um universo se abre, expande-se e possibilita-se a integração com o Uno, processo de individuação necessário à maturidade de nosso Ser e espécie e o alcance individual-coletivo do Homo amabilis.
Podem lhe fechar as portas e retirar do mundo, mas seu universo interior só depende de ti.
No princípio sem fim, que sustenta o tempo-espaço,
A grande generosidade do Amor
Se, contudo, reconhecimento e retribuição são essenciais, questiono.
Essencial mesmo apenas o Amor.
Reconhecimento e retribuição são imagens de Amor, não o Amor em si e ficar na expectativa deles pode nos tirar do foco de nossa vivência, de nosso centro, do Amor; podemo-nos viciar em receber reconhecimento e retribuição, quando o verdadeiro Amor é e nada necessita em troca. E, por esta qualidade livre, é capaz de com tudo trocar.
Há quem aponte reconhecimento e retribuição entre os alimentos do Amor.
E o Amor de verdade, precisa de alimento? Não está acima disto?
Até o Sol consome algo para doar sua energia – mesmo que seja a si próprio.
Todavia, o Amor só precisa ser contemplado para crescer e frutificar.
E a contemplação é mais forte que a ação; pois o forte tem potência contemplativa para ver o Amor em tudo e com tudo é capaz de trocar, discernindo, nunca julgando; enquanto quem não vivencia a potência do Amor em si busca criar seus prazeres a seu modo e, como demiurgo, distorce a realidade à forma de sua obra interior inacabada.
Esculpe-te o que tu és, obra-prima divina, Amor em estado bruto; lapida-te com grandiosa generosidade.
No atelier de nossos corações,
terça-feira, 15 de junho de 2010
Amor hidrante
Ruas vazias, cheias de gente.
Gente vazia, cheia de medo.
Não é mais cedo,
É frio.
Pessoas dormem, nem um pio.
Mais de um sonho dorme, despedaçado.
Um sorriso, um achado,
Pura ilusão.
Ninguém sorri quando dorme obrigado no chão.
De nada, adianta,
Não fica pra trás, a gente escolhe aquilo que planta.
O que nos nutre, o que nos alimenta?
O que pensamos, falamos, agimos, aquilo que se sustenta.
E no meio de tanto cobertor
Ao relento, me pergunto, cadê o Amor?
Na cidade que tem de tudo, menos humanidade,
Um hidrante que irriga o deserto da selva de pedra
É um oásis da alma
Amorosidade desperta.
No Fogo divino que habita em nós e dá sede de justiça,
domingo, 13 de junho de 2010
Amor, eternidade sustentável
Na filosofia do agora e sempre, aqui no coração,
Amor, razão de Ser da Alma
que não merece ser vivido,
que não merece ser amado?
Será dela uma asa castrada?
É a alma, intocada,
convergindo necessidades e desejos,
elevando padrões.
Discernimento prático que corta ilusões.
Não se pode ser refém
de si, de seus desejos,
esperanças e medos,
de mais ninguém.
Tem coisa que não se pode.
Tem coisa que não se deve.
Em todo caso, com o desejo
o sangue ferve.
Evitar o conflito,
deixar fluir.
Canalizar
para seguir e superar.
Gozo? Gozado, não gozo.
Liberto-me do jugo.
Integro-me,
não me julgo.
Ajo.
Hoje.
Não culpo o ontem,
não condeno o amanhã.
Entrega
plena, cega,
sem julgamento.
Essa é a hora, esse, o momento.
Fazer o que tem que ser feito,
isso é Amor.
Intuição da alma,
esse é o jeito.
Na do-ação ativa que sustenta e não compromete,
TI do Amor
Na Arquitetura da Informação que gerencia a troca do conhecimento,
A questão do Amor
Na ponte da plenitude do Ser,
sexta-feira, 4 de junho de 2010
É natural do Amor
Na recíproca natural e verdadeira,
O astral do Amor conscientiza
No nodo norte, missão de nosso Ser,
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Amor ímã
N|S --> <-- N|S
N|S <-- --> S|N
A atração magnética é a armadilha da FS (Força Schopenhaueriana); atraimo-nos pela facilidade da completude do suposto oposto, identificando como similar por traços do desejo mais instintivo e sem direção consciente, apenas procriativa – é o estímulo genético buscando perpetuação e equilíbrio. É a frágil união do Eu e do Outro que não passa pelo Nós.
Todavia, evoluimos, refinamos e hoje em dia vivemos mais que nossos ancestrais – com hábitos menos coletivos no que tange a educação da cria; há um sentimento de posse reinante que nosso refinamento apenas inflou – ao invés de combater.
O fato de vivermos mais nos leva ao conflito da atração ‘FS’ não sustentar a união posto que não sustendado no padrão da rede: mínimo de três pontos.
Às vezes os filhos fazem este papel, criando uma carga pesada demais para todos, pois isto é papel para a metafísica e seus valores, não pare entes.
Não nos equiparemos à força invisível e união tripartida do Amor. Somos um terço em busca da completude que reside paradoxalmente em cada um de nós.
Por isto, a importância de se conectar ao outro através de valores coletivos – quanto mais elevados, mais estável a união será.
Contudo, se houver somente o direcionamento dos valores, tende-se à união compassiva, na qual pode faltar um pouco de saciamento do impulso instintivo.
Amor maduro é o tênue equilíbrio que mescla e harmoniza estas duas potências.
Na homeostase do Amor,
A regularidade do Amor irregular
O Ser se regulariza na ação do verbo e encontra seu complemento nominal no objeto direto de sua necessidade ou indireto de seu desejo.
No vocativo do Ser,
Amor criAção
a poesia.
Não era eu que a desejava
era ela que me queria.
Me instigava
o vazio das linhas.
Intrigava
o espaço sem limites.
Castigava
o tempo com fim.
Questionava
O prazo com validade.
Da entrega, da obra, do obreiro.
Viver é Amor,
O espaço, o tempo,
Conhecimento por inteiro.
Mil braços desejo ter
para a todos
de diversos modos
beneficiar e socorrer.
Onze cabeças para pensar,
meios hábeis para convergir e rimar.
E se acaso a inspiração me falte,
eu me lembre de praticar.
Poesia,
Cura.
Sabedoria,
loucura.
Primeiro criar um universo de palavras
em meio ao caos de idéias.
Depois colocar o universo em movimento,
Verbos em órbita e alinhamento.
Antes de unir o preto ao branco,
um pré-roteiro,
um princípio de ordem,
fio de Ariadne, pista no nevoeiro.
Parto.
De um lado, nasceu.
Do outro, não sei para onde fui.
O poema se aconteceu.
Não fui eu,
apenas me abri,
Ele [o Amor] flui.
Eu transcrevi.
Nessa interação prazerosa,
Amor é.
transcende o conceito, o poema, o poeta e a prosa.
Se faz ato de fé.
Na fé da criação,
terça-feira, 1 de junho de 2010
Amor contra o medo da corda bamba
Paralizados pelo medo, não ousamos defrontar o que há abaixo; reféns da esperança fitamos o alto.
Atrás, um passado símio, instintivo e animalesco, nos prende ao vício do devir.
À frente, um futuro grandioso e igualmente desafiador nos cobra passos largos rumo à evolução e um desapego que liberta séculos de história, genética e hábitos.
Aqui. Agora. No momento presente, nada mais somos que um ponto frágil na passagem do tempo em busca de um espaço que escapa a cada passo.
Nas asas do Amor ganhamos a dimensão que nos compacta e converge em nós o que há de mais alto e mais baixo – evidenciando, na prática, prós e contras de nosso passado e futuro no espaço que compassivamente abrimos no presente: liberdade de quem ama, qualidade de quem ousa se lançar rumo ao seu destino. Torna-te o que tu és, ó Amor fati – Homo Amabilis.
Livre para Ser, só no Amor.
Na intuição que transborda e transforma,
Amor, Ser +
No Ser +/=
A diferença do Amor
Inspirado no mestre Zé Maria.
No igualmente diferente,
A realidade do Amor
Na troca de pensamentos, fluídos e intenção, interAÇÃO pura,
Amor-ponte
No pilar que sustenta,
A vigília do Amor
Não o vigia da torre, mas o do quarto escuro de nosso Ser.
É contemplar sua face em meio à sombra e gentilmente o convidá-lo à clareza do diálogo elucidado pela abertura e vontade de entendimento.
No vigiar, nunca no punir,
Amor matéria-prima
Somos também feitos da mesma matéria: como nos moldaremos?
O que construiremos de nós mesmos nesta grande cidade que é a humanidade?
Sejamos o meio, sejamos a mensagem, sejamos o Amor do mundo para fazermos o mundo do Amor, sejamos a revolução de que tanto falamos, queremos e esperamos, sejamos a evolução de nós mesmos.
Na planta baixa que tende a ascender,
Amor, palavras sem jogo
Ponte
Fonte
Forte
Norte
Corte
Morte
Sorte
De quem através da ponte do Amor se conectou à fonte de seu Ser, tornando-o forte em busca de seu norte e além-corte, além-morte, regozija com a sorte de ter acessado, conectado e vivido o Amor, do princípio ao sem fim, o único meio, a única maneira.
No jogo sem palavras,