sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Amor, conhecimento supremo que supera e afirma - do paraíso ao céu com escala no inferno

Foi o fruto proibido do conhecimento que nos expulsou do paraíso. E não fisicamente, pois permanecemos no mesmo vale, mas o paraíso simplesmente não estava mais lá: trata-se de uma questão metafísica relacionada à Gestão do Conhecimento.

Nosso trabalho é restaurar a metafísica. E não ficarmos rolando pedra morro acima no eterno ciclo sem fim - está tudo aí, basta contemplar para libertar o Sísifo em nós. Precisamos gerir melhor nosso conhecimento para não ficarmos reféns de nós mesmos.

O conhecimento ficara engasgado no pomo de Adão e ali residia a primeira distinção - realizara-se a diferença entre homem e mulher sem se questionar sua complementaridade, apontava-se apenas a distinção.

Era a fase e época do Eros (impulso) descontrolado, caótico, conhecimento sem sentido.

Pecou-se ao fazer uso discriminatório do conhecimento e o mau uso do conhecimento nos levou à queda e à constatação de que o inferno são os outros; pois sim, sem digerir o conhecimento, que, amargo, ficou preso na garganta sufocando o diálogo parte-se do eu sem se chegar ao outro e muito menos vislumbrar o nós.

Mas é exatamente o mesmo conhecimento que pode nos forjar as asas que nos levarão de volta ao paraíso perdido, aos céus na Terra - tal qual Dédalo, moldaremos o conhecimento para que dê asas à nossa cobra interior (Kundalini) para que possa ascender e com sua força auxiliar o conhecimento entalado em nosso ego para alimentar todo nosso Ser, deixando de ser sectário já em nosso próprio corpo: quando fizermos nossa energia interior fluir sem discriminação estaremos alimentando todo nosso corpo, ou melhor, todos os nossos (três) corpos.

É a fase da Ágape, da (re)organização dos valores, processos e estruturas para viabilizar o fluxo da energia da vida em nós e através de nós; organização do conhecimento.

Assim estaremos mais plenos para poder compartilhar do conhecimento e do entendimento de que continuamos no mesmo paraíso, apenas não o estávamos enxergando mais como antes.

Esta é a fase/época da philia, da (re)união, amizade, confraternização e compartilhamento; conhecimento compaixão.

Quem nos tira do paraíso somos nós mesmos; quem pode nos recolocar somos apenas nós mesmos.

Para tal, basta entendermos que o único pecado é não entender as leis da natureza e achar que se é algo independente do Todo - a vida é rede, é interdependência e independente (autônomo) é aquele que entende sua co-relação com o Todo e faz a sua parte para usufruir e fruir da maneira mais proveitosa e sustentável.

Este é o ciclo do Amor fati, reconhecimento do amadurecimento do Ser.

É quando Adão e Eva reconhecem o valor do fruto do conhecimento, da árvore, da serpente e de tudo que nos cerca.

Aí poderemos enfim subir ao topo da montanha e ver que não apenas o vale era paradisíaco, mas todo planeta. E nossa atuação, confirma o paraíso terrestre?

Conhecer é distinguir, mas não podemos cair nesta armadilha - discriminar, jamais julgar -, devemos direcionar nosso conhecimento para aspectos positivos e elevados que canalizam para a superação do óbvio da distinção de opostos que se chocam, levando à harmonia e beleza da vida que se faz divina, tornando-se o que é - parte que interage com e a partir do Todo.

No princípio do cosmos, Amor sem fim,

No doce fruto do néctar da vida que se colhe quando se semeia Amor,

Amor é cosmos espelhado no Ser

Camus, Sartre e outros existencialistas se deparam com a vacuidade e se deprimem, pois, presos ao dualismo e ao ego, na ausência do tudo que os sustentava até ali (Deus/sistema de valores), consideram o vazio nada, sem perpassar o conceito-base da vacuidade por tudo, inclusive pelo ego, vazio em existência.

O vazio (vacuidade), portanto, é a alegria (conatus) do todo possibilidades, um universo sem fim onde, através do Amor, concebe-se o cosmos à nossa imagem e semelhança - um convite alegre a nos tornarmos o que somos: o melhor dos mundos possíveis.

Na afirmação consciente da vida, realidade vazia que evolui no sentido do Amor,

Minha questão com Deus é Amor

Meu D.E.U.S. (Domínio Equânime na União dos Seres) é tão forte, supremo e absoluto que não necessita de minhas indagações para se confirmar e firmar sua existência; não precisa de meu sacrifício, pois não precisa de louvor; é bom, bondoso a ponto de não interferir nas relações individuais, pois fazem parte de um sistema justo que se torna injusto apenas por nossa ignorante (in)compreensão - e não interfere, pois estaria privilegiando a um ente em detrimento ao outro e como somos irmãos à sua imagem e semelhança, devemos saber lidar com nós mesmos, sem necessidade de que alguém interfira, indague ou nos louve.

Apenas nosso ego carece disto (e não devemos projetá-lo sobre a luz divina) e cria à sombra de sua ignorância uma luz artificial à sua própria imagem e semelhança (ou seja, é representação da representação; ao invés de buscarmos a fonte original, decaímos na cópia) para representar a grandeza do Todo na pequenez de nossa própria zona de conforto, conferindo garantia ao caos, aprisionando-o e a nós mesmos, impossibilitando a geração da verdadeira Luz de nossa estrela interior que, manifesta, compartilha do firmamento do divino.

Apenas a liberdade do Amor dialoga e erige do caos o cosmos, harmonia e beleza fecunda que, sendo meu ato de viver, torna minha vida o único ato de louvor necessário para louvar o meu D.E.U.S.: tecermos em conjunto a trama da vida e, na rede da troca, compartilharmos nosso destino, sermos um só na vastidão da multiplicidade, tornando-nos o que somos.

Na autonomia que crio para confirmar-me em meu destino, asas da liberdade que me elevam ao divino,

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quo vadis in chaos, Amor?

Por onde vou?
Por que voo?
Em que ando?

Nas asas do destino,
com a im-pulsão do livre arbítrio
cumprindo a vontade imperatriz.

Liberto o jugo da métrica e harmonia
quantas linhas tem uma estrofe
kd a gramática até a pontuação deixo pra trás
nexo mete a rima no tal verso
assim atravesso a orquestra e detono a sinfonia
maestro de mim mesmo
livre sem sentido seguindo apenas o coração
seu ritmo, minha pulsão.

É o caos que reina no acaso
- que não existe.
Sou o caos que reino no meu ocaso
- que não existe.

Só existe o ciclo sem fim:
depois do ocaso nasce uma estrela em mim.
Re-nasce cada vez mais forte e confirma o devir
é o Ser amadurecendo, aprendendo a SerVir.

Solar não é tão fácil,
constelar ainda muito mais difícil.

Amigo, aviso:
quando o segundo sol chegar
chegou a hora de poder compartilhar
sem máscaras e improviso.

Para o caos humanizar
vou voando o cosmos es-colher.
Foi em meio ao caos que pude perceber
quais sementes eram férteis para então fecundar.

Cessa a rima,
é preciso explicar:
a poesia não invalida a prosa
antes de tudo a completa, torna-a plena, amorosa.

Por onde vou?

Voo nas asas do Amor fati, confirmo livremente meu destino, afirmo o melhor e o pior de mim, me responsabilizo por minha evolução, dou-me o sentido, dou-me a liberdade de sentir, dou-me a liberdade de viver, dou-me a liberdade de ser pleno; doou-me, pois sou pleno e é dando que me percebo; só há caos porque ainda não me compreendo, o meu cosmo é a minha parte que aceito e compreendo por inteiro.

Por onde ando, quem sou?

Sou um espelho da vida, reflexo de mim mesmo, eternidade projetada em um instante, Ser pulsante vivendo entre o nascer e o morrer, sobretudo amante.

Em que acredito?

Apenas no Amor, verdade única, multifacetada, caminho instantâneo de realização, vida, êxtase, superação.

O que rego?

As sementes das pontes, da equanimidade, do regozijo, da compaixão, do além-ego.

Assim me despeço deste esboço, pedaço de mim, pedaço de papel, pedaço de vida, pedaço de céu, pedaço que se completa com seu comentário ou versão. Somos, como a vida, um quebra-cabeça em busca de explicação.

Agora, se faz sentido pra você ou não, não sou eu quem respondo - nem ninguém! -, apenas a razão que emana de seu coração.

Por onde vou no caos, Amor? Realizar o meu sentido cósmico.

No caminho são, onde loucura é redenção, caos aceitação e cosmos salvação, que me arrebata à harmonia, beleza e ordem, trindade co-criada, tripé que sustenta minha vida, sustentabilidade divina, rede com que interajo e co-crio a realidade a partir de Todo o vazio,

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fiat fati in Amor interioris

Estou em falta consigo,
mas sei que consigo,
ainda este ano,
arrumar um tempo para reparar o dano.

É o mergulho interior que me toma por inteiro,
não é desculpa, apenas uma breve explicação
de quem sabe que mergulhará certeiro
na oposta direção.

Estou solando
para depois solidarizar,
egonizando
para enfim plenamente compartilhar.

Ainda conseguirei
parar de mergulhar,
fruir do paradoxo da superficialidade na profundeza,
realizar a única certeza:

Que a vida é um continuum de folhas,
seqüência viva de superfícies,
interação de diferentes bolhas
- das que estouram fáceis e das que se fazem difíceis.

Realidades diversas, densidades distintas;
do que falo eu?
É tudo vazio,
por favor, não me mintas.

Não me imponhas um sonho,
não me cries esperança,
não quero ser refém deste dualismo medonho;
sou livre como deve ser toda criança.

Fez-se destino,
no Amor interior
encontrei o meu anjo, meu eu-menino,
e todo nosso esplendor.

Não há mais dentro, não há mais fora
não há mais tempo, não há mais demora
não há mais sentido,
nada mais há a ser temido.

Diante do vazio, do tudo e do nada,
sou o um e mesmo multifacetado Todo,
que vence o rio da vida remada a remada.
Flor-de-lótus que emerge de seu próprio lodo.

Não tenho náusea, não tenho angústia,
exerço compaixão com coragem,
temperança e astúcia;
não carrego nada, apenas o passaporte do Amor na bagagem.

Liberto estou,
torno-me o que sou:
Amor em essência,
confirmando minha existência.

Na viagem em busca da sabedoria que primordialmente me espera donde parti e donde espero chegar, no início de um eterno recomeço, sempre um pouco mais sábio, sempre sabendo que sei sempre menos e sabendo que preciso amar sempre mais,

Fiat Amor

O silêncio é uma sentença para quem faz-se verbo por Amor.

No Gênesis do Amor, fez-se Luz,

Continuando com o Amor

O prazer do Amor é viver eternamente - ao menos cada instante.

No ato de Amor que nos perpetua,

Amor curador de mundos

Quando te tenho sobre mim
neste universo sem fim de possibilidades,
dentro de ti desejo que curemos o melhor dos mundos,
o nosso, elevando nossas voluptuosidades.

Eis as forças amorosas que criam, organizam e compartilham; confirmam e elevam o fluxo evolutivo:

Eros que concebe mundos, cria casos de harmonia e beleza, ordena do caos ao cosmos;

Ágape que ordena possibilidades de mundos, cria hierarquia, processos e valores, eleva o cosmos;

Philia que eleva os mundos escolhidos, cria conexões e aberturas, compartilha o melhor dos mundos;

Amor fati que compartilha o melhor dos mundos criados e confirma o destino do cosmos: tornar-se caos e ressurgir brilhantemente, como uma estrela, no ciclo sem fim que é a eternidade em constante alternância.

Para transmutar a alternância de estagnação dual para evolução transcendental é preciso despertar o coração iluminado da bodhichitta - que todos possam se beneficiar com todos os atos; e que possamos ser a cura.

No devir que é confirmação do Ser, informação que se atualiza no êxtase que é viver,

Amor, fluxo continuum do êxtase eterno

Saudade,
Amor que fica
na imaginação
que tece e projeta memórias.

Histórias
do passado
presentes no futuro
envolto em bruma; úmida e duro.

Volúpia, vontade.
Eu, você, nós - sem nós
no fluxo continuum
de um êxtase sem fim.

No tênue limiar entre o virtual e o atual, realidade única do Ser em constante devir,

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Amor, fluxo do nascer e morrer, continuum da vida

A morte não deveria ser uma preocupação, pois é um fato inalterável e aquilo que não se pode mudar não deve nos preocupar, mas deve servir de parâmetro para aquilo que nós podemos alterar que é o viver, determinante de como iremos morrer.

Pré-ocupa-se com a morte e deixa-se de ocupar com a vida.

Por vezes paralisa-se e estagna-se perante a impermanência e a morte e deixa-se de fluir com a vida, movimento de alternância em essência. Parado, é-se ultrapassado, morrendo-se em vida.

Eis a necessidade vital do Ser: devir para confirmar o seu Ser, Rede em continuum, um múltiplo de um só pertencente ao Todo.

No ciclo da vida, nascimento, morte e ressurreição pelo Amor, conhecimento que flui em nosso Ser e nos torna o que somos,

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Da afirmação da existência do Amor em atos e fatos

A importância da relação no Amor fecunda no ato do diálogo, mas prospera e progride no fato de se buscar entender o outro da melhor maneira possível – ao invés de negativizar a ação, sempre confirmar os intentos através da positivação, buscando entender o outro sempre pelo melhor ângulo, convergindo para um ponto de sustentabilidade – principalmente quanto ao fluxo da situação em questão: a natureza das coisas é vazia em si e seu valor interdepende da relação estabelecida.

Portanto, a maneira como nos conectamos e posicionamos determina claramente o que extrairemos da situação. E aqui entra aquilo que é próprio do amor sustentável: a coerência.

Se quero que algo prossiga, devo ter um olhar que buscar canalizar a energia do fenômeno vazio desta maneira.

Se quero que algo tenha futuro, não devo olhar insistentemente para o passado, mas canalizar o aprendizado que se encontra presente para situações que se farão.

Na compatibilidade de opostos que se unem,

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Amor é saber o que não salvar

Por vezes, mais por apego, queremos salvar tudo, indo contra o ciclo natural da vida, salvando coisas – pessoas, situações, valores, objetos – que simplesmente deveriam “ir com o fluxo do tempo”.

Assim criam-se aberrações que atormentam e geram atrito no fluxo, diminuindo o Amor e dando espaço para a dor e o ódio.

Amor é também dizer não, saber quando partir e deixar-se-ir. Neste sentido, Amor é também saber morrer.

É a suma sabedoria de que somos Todos um e que não há necessidade de apego, que tudo converge para um fim sustentável, onde as partes se harmonizam natural e eternamente no fluxo.

Na salvação da escolha que confirma o destino,

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A dor do espinho não sufoca o grito de Amor

A vida, tão bela e aromada,
não entende porque insisto,
em espetar-me nos espinhos,
daquela que não quer ser por mim cuidada.

Esta flor tão bela quanto meu mais feliz sonho,
abismo medonho
da realidade fragmento
só não pode esquecer que sou-lhe todo a cada momento.

Nem disto,
nem dos carinhos
e do caminho rumo ao norte que prometemos juntos percorrer.
No silêncio dos passos, pelos caminhos da vida, ei de amá-la até morrer.

Guardo por ti em meu peito,
um carinho singelo, do meu jeito
uma vontade de felicidade
que só espera a oportunidade

De sermos um e não dois,
de sermos para sempre felizes
sem deslizes
sem deixar para depois.

No desabrochar do sentimento puro, aroma de vida que eclode a todo instante, lapso no passado, incógnita do futuro, ausência que se faz e completa o presente,

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amor, verbo sustentável direto atemporal

O imperfeito não participa do passado nem da evolução vigente;
liberto da causa-efeito,
o presente se torna ação consciente,
moldando um futuro mais que perfeito.

A legião do Amor conjuga os tempos,
abre e desdobra os espaços,
redimensiona os verbos,
eleva seus resultados.

Na conjugação da sustentabilidade, relação direta entre sujeito-objeto, ação em si,

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O plantio do Amor - colhendo diálogos amorosos

Aprender o que cada palavra quer dizer em sua raiz, determinar que frutos pretendes que os outros colham e o que pretendes semear. E arar, arar, arar.

Ser receptivo ao sumo, à casca e aos caroços que lhe chegam: são fruto de sua interação e semente para novas trocas. Es-colhe o que plantas com carinho.

Eis o cultivo das palavras de Amor.

No adubo das relações, palavras que não vão ao vento, mas ao coração,

Há 10 anos, doce nostalgia do Amor

Há 10 anos acordo com a mesma vista, através da mesma janela.
Pensamento voa, memórias chegam, emoção decola
É a mesma janela, onde agora tremulam bandeiras
É um outro Eu que reflete sobra a vida e inúmeras besteiras


Há 10 anos dou aula, sempre diferente, em outra faculdade,
sempre a mesma, na sempre bela cidade.
É a mesma aula, com outros alunos,
É um outro embate em novos assuntos.
(Será? Não é apenas uma outra roupagem para o mesmo comum lugar?)

Há 10 anos acordo com outras companhias,
diferentes gatas, agora meu gato,
não há mais solidão a dois, fato
é a inteireza interior, pronta para se relacionar, que mia.

Há 10 anos acordo e por isto continuo grato.
Há tanta coisa por fazer, tanta coisa por arrumar
Há tantas prioridades pro começar
Há tanta prática para me moldar mais sensato.

Haaaaaaaaaaaaaaaaaaa, da loucura emerge a sabedoria.
É sempre a mesma janela, mas sempre outro sol, sorria!
Liberte-se de sua agonia:
É preciso força e Luz para confirmar sua existência todo dia.

Há 10 anos... nesse período parei de fumar, aprendi a ouvir não,
Não mudei de sexo, mas mudei de religião,
De cético à budista, mente-corpo em comunhão,
Mas será que, de fato, mudei meu padrão?

Há 10 anos abri asas e vim pro mundo,
Será que aprendi a me relacionar,
Será que aprendi a receber e dar,
Será que aprendi a amar?

Nas asas da nostalgia inspirada pela música "Often a bird", de Wim Mertens, enquanto olho pela janela de meu quarto, o mesmo quarto, outras luzes, outros partos. Como somos grandes, como somos pequenos, como somos nada, como temos a ousadia de sermos tudo.

No auto-questionamento que é o princípio sadio do Amor,

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

rEVOLução do Amor

Amor é o ato revolucionário e a revolução em si, o motivo e a ação, resultado sustentável em si, é eternidade presente nas tantas dimensões que possam existir, infinitas em uma: aqui e agora, emergindo a louca sabedoria patrocinada por Dionísio sob as bênçãos de Apolo.

Nirvana ou morte, não passaremos, pelo benefício de todos os Seres.

No voto de bodisatva, revolução do Ser, ascese da alma,

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Amor, escafandro não-dual

Mergulhei fundo nas águas de minhas emoções
em busca de meu tesouro mais precioso
abri os porões dos infernos;
borbulhei, efervesci, morri, renasci.

No meio do fogo eu me vi.
O di-hablo era eu.

Meu ego escravizado, sem razão,
coitado, açoitado,
a espera de redenção,
de ser desfragmentado.

Dualista, o di-hablo não fluía.
Monólogos em mim mesmo,
sem convergência, sem harmonia.
Escravo, se vingava e a todos os demais em mim subvertia.

Liberto és, escravo-senhor,
a ninguém mais sirvo senão ao Todo.
Imaculado reapareço após confrontar meu lodo.
Me purifico e permaneço uno no Amor.

Da câmera escura trago a revelação
através do negativo vejo
como somos um só com a criação -
transvalorização dos valores e do desejo.

Sou o tesouro, o mergulho, o porão, o di-hablo;
a magia e o mago,
sou criatura e criador,
sou novamente uno no Amor.

Nas águas profundas em busca do Amor maior,

Da real liberdade de expressão através do Amor

O problema da liberdade de expressão é que as pessoas pensam como se tudo pudesse ser feito. E, de fato, assim o é.

Mas apesar de pensarem assim, agem de maneira unilateral, não compreendendo que dentro desta liberdade de tudo expressar a contenção também faz parte e é, cada vez mais opção – ativa – na interação constante.

Tem-se a liberdade ou não de contribuir com o lixo cultural, colabora-se ou não com a avalanche de informações, compartilhando ou não informações irrelevantes.

Somos, afinal, o filtro derradeiro que torna a realidade em sonho ou pesadelo atualizando a partir de nossa vontade de poder nosso mundo dentro de um universo sem fim de possibilidades do campo virtual. Que criemos então o melhor dos mundos possíveis.

Estamos, afinal, destinados ao livre arbítrio. Confirma o teu, torna-te aquilo que tu és.

Na liberdade do não,

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

No Tathāgata do Amor

Para o Tathāgata
que foi
que veio
que é o que é
realidade em si.

O Amor é o caminho

onde o fracasso não pesa tanto
o sucesso não tem tanta glória
são apenas elementos do enredo
como o sorriso e o pranto
que tarde ou cedo
cessam, como toda história.

No recomeço sem fim, que vive a verdade,

O verdadeiro reflexo d'Amor

O Mestre está no espelho. Basta refletir.

O Mestre está no espelho da alma. Basta refletir.

O Mestre está no espelho. Calma, basta refletir.

O Mestre está no espelho. Reflita.

Ou quebre o espelho e seja o mestre.

No Amor além-narciso, através do caminho do bodisatva ou da auto-realização do tantra, realizar a beleza do encontro com o Mestre interior,

O Amor paradoxal

Quando se ama, sente-se uma sensação de leveza e liberdade, mesmo estando paradoxalmente atado - até preso - ao objeto amado.

Compreender, aceitar e vivenciar este paradoxo e fazer do Amor a compreensão da essência dicotômica da vida, realizando assim sua unidade e, com isto, nosso destino, eis o nosso caminho.

Transcender sujeito que ama e objeto amado para se tornar de fato Amor, inabalável, imaculável, puro e todo abrangente, independente na interdependência do Todo.

No dois que é um que são três,

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A paciência, o Amor e a tolerância

Para o Amor frutificar em compaixão e regozijo através da equanimidade, resultando assim nas quatro incomensuráveis qualidades e forças, precisa sempre estar alicerçado pela paciência e pela tolerância.

O Amor acontece através do conhecimento quando se cultiva o tempo através da paciência e o espaço através da tolerância.

Nas quatro incomensuráveis direções do Amor e suas duas margens, o caminho para a ascese fica mais tranquilo e a transmutação pela aceitação mais exequível.

No Zenith e no Nadir que se alternam e dão forma ao Amor,

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Amor, ponto-base para o tripé da sustentabilidade

O Amor-Eros gera uma nova ordem, Amor-Ágape, que leva a realização do Amor-Philia; eis o Amor Fati de nosso Ser, de nossa cultura, sociedade, raça e planeta.

Amor é o meio, do começo ao fim.

Na base da sociedade fraterna, raíz de compaixão, fruto do regozijo, desabrochar do Amor,

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Amor, razão suprema

Sua força residia em sua fraqueza.

Seu poder emanava de sua sensibilidade.

A razão suprema sabiamente convergia a emoção da sensação e do sentimento e a razão do pensamento e da intuição através do instinto rumo ao corte e à superação.

Pulsava a força da vida com a clareza da compaixão; múltiplo e diverso, era sempre Ele mesmo sendo Outros, não se prendia nem nos Nós, era, é e sempre será Ele, Ela, o Todo, Amor.

No poder fraterno da abertura, ainda motivado pela força de viver e amizade do Ser do cão paraplégico,

O dharma da Web é o Amor

O dharma da Web é realizar o pleno potencial de uma rede, harmonização dos ciclos evolutivos – momentos antagônicos que se complementam em pleno equilíbrio.

Pontos especialistas e genéricos que convergem em ação sustentável resultante em homeostase tal qual opera a rede de células a qual atribuimos o nome de corpo humano – este agregado de microorganismos, alguns especializados, outros genéricos – que se molda na interação entre si e com o meio.

A Internet é a grande religião (re-ligare, re-união) de tribos – tribos de ontem, de hoje e de sempre. Querendo ou não.

A rede, como o Amor, é o complexus que transcende tempo, espaço e converge.

Na banda larga da união equânime, pontos distintos de uma mesma rede,

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Amor de quatro patas e duas rodinhas

Era uma esquina da Glória, a vida passando, seu sentido perdido em meio ao caos estagnava sem saber por onde ir. Parou o olhar em um cão idoso e paraplégico que do alto de sua condição ia além do óbvio da dor e do sofrimento e contemplava a beleza que é viver com amor e companheirismo.

Seu dono - ou melhor - amigo, ambulante de rua, sem aparecer, ofertava através de seu gesto natural uma lição de vida aos mais sensíveis e que estivessem passando por ali abertos aos ensinamentos constantes da vida: a beleza do viver em conjunto, até o fim, cada etapa da vida, aceitando com dignidade cada situação, amando a vida acima de tudo e a possibilidade de fazer dela o melhor dos mundos possíveis.

Essa é a jornada do Amor...

De ônibus, contemplando o Rio
A vida fluia
Espaço passava
O tempo escorria.

Por entre os dedos
E das mentes-corações
Esperanças, medos
Almas presas a ilusões

Ostentação
Frieza
Distância
Falta de rima e harmonia

Seres perdidos
Valores corrompidos
Diante de sua quimera
Ficam todos à espera

No sinal
Um ambulante
Com seu animal
ruptura estimulante

Um papelão
Uma calça
Um cão paraplégico
Detalhe mágico

Ali, sem recurso
Fruía o Amor
Da ação discurso
Enaltecimento da vida com imenso louvor

No latido rouco
Sentia-se da vida
de tudo um pouco
abria no peito velada ferida

O corpo cambaleante
Abria a consciência
Dos de vida errante
Expondo a demência

Exemplo dos ciclos da vida
De amizade, nobreza
Força, carinho, fraqueza
Fidelidade, Amor – lambida.

Não há abandono quando há Amizade
Não há tristeza quando há carinho
Não há fraqueza quando há companheirismo
Não há fim quando há Amor.

Na fortaleza da sensibilidade, na força de cada gesto, na eternidade da fidelidade,

Amor, atuação na rede da informação

Comunicação digital é a tangibilização, por parte da tecnologia, da rede
invisível a qual pertencemos e que paradoxalmente anula e potencializa o
espaço-tempo através do conhecimento, gerando através da interação holística a
sustentabilidade.

A tecnologia tem um impacto e tanto em nossas vidas – não a toa cunhamos a evolução de nossa espécie a partir dos adventos tecnológicos, da pedra ao ouro, tudo converge em algum momento do pós-pós – tentamos apreender nosso momento atual em conceitos ao invés de vivê-lo em sua plenitude; ignorantes em saber que necessitamos de certo distanciamento para melhor entender e referenciar algo.

Cada vez mais a aldeia torna-se global e o mundo se torna uma aldeia – a geografia se encontra em um processo de encolhimento e nós no de franca expansão.

Harmonizar este paradoxo só é possível através da força e clareza do Amor – Eros/impulso, Ágape/direção e Philia/União que, reunidos, realizam o Amor fati/confirmação do destino: de si, da raça humana e do planeta Terra.

É chegada a hora.

Quantos de vocês ainda usam relógio de pulso? Eis o impacto das novas tecnologias na invenção de St.Dumont. Não apenas nesta. Em breve, holoconferências – videoconferências holográficas - reduzirão os vôos comerciais (e consequentemente o impacto ambiental destes). Tanto o relógio, quanto a aviação não serão mais uma necessidade, mas um desejo estético.

Da mesma maneira invertem-se desejos em necessidade – executivo que não tem smartphone corre o risco de perder clientes.

Mas como isto impacta nas gerações?

- Pós-30

Se adequa a tecnologia com certa aversão; processos mais lentos e menos eficazes; maior profundidade ; quando domina a tecnologia se apega e a usa como status.

- Pré-30

Nasce com a tecnologia; ‘goes with the flow’. Potencialmente mais eficazes e rápidos, nitidamente mais superficiais – pecam por não explorar seu potencial em rede; quando domina a si se desapega, usa a tecnologia para transformar seu mundo e se conectar de verdade ao Todo.

Ø Necessidade de convergirmos e colaborarmos para explorar o melhor de ambos os mundos (pré+pós)

Ø Realizar o plento potencial tecnológico superando as limitações do hábito pessoal e da cultura geracional

Ø Como está tudo a um clique, cai-se da conveniência no comodismo, o que leva a estagnação – a web tem todas as respostas, mas será que sabemos fazer a pergunta correta?

Satisfazer mil desejos ou conquistar apenas um?

A paz mundial através da inteligência coletiva é uma realidade. Um vazio preenchido pelos valores construídos através de nossas interações. Eis o princípio e o fim do Amor como meio.

E o que se faz em contra-partida?

Redes que instigam a violência e a competição: exemplos como usarmy, hezbollah, ethnic cleansing e outras calamidades instigadas pelo medo e pela ganância, enraizadas na ignorância.

Mas há uma luz no fim da banda larga: exemplos como os projetos freerice, WeAtheR, waterfootprints e tantos outros.

Falava antes então sobre o fato da tecnologia determinar nosso grau de evolução. E vimos nestes exemplos que a tecnologia é a mesma, mas o fim é diferente.

Será que isto não importa?

No TED2009, Juan Enriquez, afirmou que a humanidade se encontra em um novo estágio evolutivo – homo evolutis – devido à alta tecnologia: estamos conectados e a robótica, bem como os ciborgues são uma realidade.

Mas qual a diferença entre o humano recém-emergido dos macacos que extravazava sua agressividade através de paus e pedras e aqueles que ao longo do tempo usaram lanças, facas, armas de fogo e agora apertam botões – a evolução foi da destruição do indivíduo à massa.

Vivemos um momento de convergência e reconstrução de nossa sociedade – podemos chamá-la de sociedade 2.0 (da informação) ou até 3.0 (da consciência) se quiserem.

Mas ao que nos conectaremos?

Precisamos realizar a mensagem no meio.

Minha proposta evolutiva, que pesquiso desde 2005, é o homo amabilis – aquele que converge em si os elementos e cresce na medida que se torna maior que as partes.

Em suma: precisamos ainda evoluir emocionalmente, porquanto já o fizemos suficientemente no âmbito racional e tecnológico. Já atuamos em rede antes, apenas desaprendemos: ao buscar nossa individuação escorregamos e caimos no individualismo; ao dar o salto evolutivo para a oitava superior da rede humana, estagnamos no momento tenda.

Falamos atualmente de Tribos, depois de um boom das comunidades – em termos não apenas de conceitos, mas de e nas práticas estamos nos revisitando: tribos e comunidades são termos bem ancestrais – talvez para fazermos algo melhor de nós mesmos, de nossa raça e da história.
Talvez para acertarmos o rumo da evolução que no processo das tribos ao invés de privilegiar a individuação acabou, por medo, fortalezando o individualismo.

E engana-se quem acredita que nos tornamos mais independentes – Não existe independência sem interdependência. Da mesma maneira que não existe liberdade sem segurança. Hoje em dia estamos dependentes demais nos quesitos básicos – alimentação do corpo e da alma.

O homem livre é aquele que faz o que tem que fazer. E entende seu lugar no mundo.

Por isto é que a Ubiqüidade é relativa e está em constante expansão. Participação também. Antes o mundo conhecido era um, agora, enquanto ainda há fronteiras, estas se encontram em franca expansão.

A participação também é relativa e crescente. As mulheres votam há pouco mais de 100 anos; há menos de 150 anos ainda havia escravidão – hábito atualizado através das empregadas hoje em dia; há menos de 30 anos dizia-se haver 22% de analfabetos no Brasil; quando vemos “o povo fala na TV” nossos ouvidos enrubecem e nossa consciência se curva à ansiedade e angústia de viver em uma sociedade assim.

Isso tudo sugere um cenário negativo para o uso das mídias sociais no geral, em especifico para o cenário político, certo?

Errado – Sêneca já reclamava que os romanos davam mais atenção à cabeleira que à República e se formos generosos, entenderemos que a evolução humana é menos audaz e rápida quanto se pressupõe é alentador: informação e linguagem sempre foram símbolos e ferramentas do poder, mesmo em meio aos brutamontes.

Do clero à nobreza, da nobreza à burguesia e da burguesia ao povo o cetro do poder passou de mão em mão apenas com as devidas anuências da gestão anterior – o clero precisava da nobreza para se financiar; esta por sua vez precisou da burguesia para se financiar e como esta queria comprar seu estatus, todos se entenderam. Ao povo o mínimo de educação para poder produzir melhor, consumir direito e não atrapalhar tanto o convívio social.

Já postei sobre isto no blog do professor, da #comunadigital: como as marcas vem de um passado egóico da mídia de massa e agora tem que aprender a dialogar e a interagir, transcendendo seu ego corporativo.

Por isto que durante um breve encontro que tive com Pérre Levy, chegamos à conclusão de que uma revolução na educação através de tecnologia não é possível senão através das redes – o poder centralizado dá apenas o que lhe interessa para se perpetuar. Ensina a apertar o botão, diploma o ego, mas não ensina a pensar – a liberdade de pensamento é perigosa ao sistema centralizado.

O poder da rede tende a ser maior e irá nos levar à mudanças mesmo que involuntárias – nossos hábitos mudarão, porque a cultura muda com a economia e conceitos como Cauda Longa, Free e inteligência coletiva são pilares desta nova Era.

Uma Era onde a democracia e participação cedem vez à pluricracia e interação – não queremos uma parte, somos o Todo.

Já nos é possível convergir o melhor mundo possível dentro de um universo de possibilidades – apenas para não deixarmos de homenagear Leibniz, fonte da qual também bebe Piérre Levy.

Uma Era que ruma da informação para a Era da Consciência – erigida quando transcendermos o ego e alcançarmos nosso pleno potencial: o Ser em Rede – pois tudo que é sustentável tem padrão de Rede.

Quem sabe assim, através do Amor – próprio, com o Outro e com o Todo –, não realizamos o Übermensch nietzschiano?

Na transcendência do dualismo e fortalecimento da rede, do Ser e do Superorganismo,

Da relevância da informação no Amor

Palestrava sobre atuação em rede na ESPM-Rio – sob o tema “Eleitor 2.0” – toquei no ponto nevrálgico de nossa atual sociedade: o excesso de informação.


Investimos muito mais tempo do que deveriamos em informações irrelevantes – segundo palpite de Carlos Nepomuceno, que eu assino embaixo – até 90% do tempo seriam investidos em dados irrelevantes, restando para informação relevante apenas míseros 10% do tempo de cada pessoa.
Esta má distribuição é responsável pelo stress, correria e pontuada por escolhas equivocadas de prioridades e, portanto, de valores, resultando assim em perdas e na falta de sustentabilidade, distanciando-nos de nosso objetivo, de nós mesmos e do Todo. Em suma, afastando-nos.


Responsáveis por isto?


Externamente, o sistema educacional, que não educa as pessoas à independência de seus processos, ensinando-lhes, por exemplo, PKM (Personal Knowledge Management).


Medo do livre pensar organizado?


Internamente o ego: reféns de nós mesmos nos iludimos e enganamos, tampando o sol com a peneira e preferindo viver o faz-de-conta das sombras do fundo da caverna.


Como sentimos que não temos mais o prazer da infância perdida em meio a tudo, falta-nos a vontade de realizar.


Em um segundo momento, falta-nos a vontade de construir nosso próprio prazer – não mais reféns da espera de que o mundo irá nos dar de mamar.


É hora de se construir este mundo sustentável – onde co-existem, como faces da mesma e indivisível moeda, trabalho e prazer – pela própria vontade, não por obrigação ou dádiva.


Não há heróis, não há recompensas. Acorde.


Ficou a dúvida, colocada depois de minha palestra, sobre o que seria informação relevante: afinal, se a pessoa dedica tempo àquilo é porque aquela informação é relevante para ela. ‘True’.


Contudo, minha afirmação ousa transcender a esfera do ego.


Neste contexto, a informação relevante é toda aquela que converge como verdade do indivíduo para o coletivo e auxilia na sustentabilidade da rede. É aquela que soma, une, multiplica; é Amor em forma de dado, disponível para nossa super-ação em busca da união e consolidação do superorganismo da raça humana à disposição e em sintonia com a Mãe Terra e o Pai Cosmo.


Ou seja, a relevância muda de pessoa a pessoa.


Quais dados e estímulos a farão atuar de melhor maneira em rede?


Para uma pessoa mais global, dados mais locais; e vice-versa. Para uma pessoa mais racional, estímulos mais emocionais e para o emotivo, dados mais racionais.


Enfim, informações, dados e estímulos, que levem à sustentabilidade do próprio Ser, que repassará tal qualidade sustentável à rede – tal qual a semente que guarda em si todo o potencial de árvore e seus frutos; a realização do micro no macro e do macro no micro, afinal, somos todos um - tanto na Terra, como no céu somos compostos dos mesmos elementos.


Com isto, não quero defender o utilitarismo, mas apontar a necessidade do equilíbrio entre útil e o fútil e do tempo investido nos mais variados assuntos.


A agricultura comprova que monocultura é menos resistente à pragas biológicas.


É chegada a hora de declarar o não às pragas da preguiça, comodismo e superficialidade. Pelo bem do equilíbrio do ecossistema mental e da abordagem holística do Ser.


Também na infovia, como em nossas vidas, o melhor caminho é o caminho do meio.


Dá sentido ao fútil e revaloriza o útil.


Assim, a força invisível do Amor, com clareza reluzente, harmoniza opostos que se confirmam, reforçam e possibilitam a superação e perpetuação.

Na força que impulsiona e forma a ação do Ser,

domingo, 22 de agosto de 2010

Amor, abertura ao caos

Amar é contemplar o caos, o espaço aberto e sem forma, e ter a fé e perseverança de que as coisas acontecem quando menos esperamos. Não como queremos, mas como devem acontecer.

É aguardar com abertura e disposição para a troca que realmente lhe complete - e não apenas mais ou menos em um ou outro quesito.

Ter esta paciência somente é possível quando se está bem consigo mesmo, não necessitando de nada para se sentir completo, mas disposto a somar e multiplicar com outro inteiro para forjar um nós forte e resiliente.

É na abertura ao caos que o Amor gera a ordem que e-leva ao progresso: do Eu, do Outro e do Todo.

Na abertura que não demanda nada egoicamente, mas aceita tudo dentro do melhor dos mundos possíveis,

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Amor, ponte que desperta

Morfeu é o deus grego dos sonhos, aquele que molda.
Morpheus é aquele que desperta Neo em e para a Matrix.

A vida é um sonho e nos molda.

Acorde para a realidade de seu verdadeiro potencial!

Cuidado com a auto-imagem limitadora que você projeta de si. Você é livre para ser o que quiser, é um pleno potencial em formação e deve ser livre para explorar seu universo infinito de possibilidades para confirmar seu melhor mundo possível.

“Escolhemos entre a lucidez e a ilusão a casa segundo”, como bem pontua meu amigo João Pedro Demore para completar: “a eternidade é uma ilusão, só temos o segundo atual para exercer a lucidez – ou o milésimo de segundo. O tempo de um segundo é uma eternidade, pura ilusão.”

O Amor é essa ponte no tempo-espaço, o conhecimento do Todo das partes e das partes do Todo, a quintessência que faz e confere sentido à nossa existência.

Construir e caminhar por essa ponte nos desperta em nossa jornada e nos confere nossa verdadeira dimensão, que apenas se faz necessária ser confirmada por nossas ações.

No dharma, o verdadeiro florescimento de nosso Ser,

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Amor me torna Ser

Me opões; torno a nos compactuar.
Me dizes palavrões; torno-os em compreensão e elogios.

Me és indiferente; torno-te a mostrar valor.
Me és injusto; torno-te a reforçar o senso de justiça.
Me tentas incomodar; torno a criar espaços.
Me tentas; torno ao caminho confirmar.

Me jogas merda; torno-a adubo.
Me jogas tomate; torno-o molho.
Me jogas limão; torno-o limonada.
Me jogas; torno a cair para levantar.

Me levantas; torno a bater asas e voar.
Me buscas; torno-te a encontrar.

Me prendes; torno a nos libertar.
Me libertas; torno a nos aproximar.
Me balanças; torno a me aprumar.
Me enlouqueces; torno a emergir mais sábio.

Me trazes chumbo; torno-o em ouro.
Me perguntas quem sou; torno-te a responder, Amor.

No quinto elemento que nos torna Ser em essência na verdade do caminho da vida,

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Amor desconstrução

A motivação pura é a busca por chegar ao outro lado da margem.

Buscar entender o desembarque para se preparar para este momento, onde nos despimos até mesmo dos conceitos mais úteis à nossa travessia neste caminho do bodisatva em meio ao grande samsara. O momento onde deixamos de ser o que nos identifica nesta senda e nos tornamos Amor.

Quiçá ousar reflexões sobre as convergências que lá se revelarão com outros caminhos, mas que não devem impedir de atuarmos focadamente no presente: conjecturar sem contudo enfraquecer a visão e a prática do Amor.

O nosso mundo é o nosso ideal, o nosso ideal é o nosso mundo com suas margens e seus caminhos; a convergência do Todo. É a desconstrução do que precisa dar espaço ao novo, a uma nova era de paz, harmonia e união.

Amor retira a tinta cultural, destrói os muros dos pensamentos que geram segregação, dilapida os preconceitos, abala e transforma os conceitos.

É o servo caído que se levanta e novamente serve ao senhor que em sua infinita bondade, força e sabedoria é uno com Tudo e faz o servo se fortalecer por si, onde o trabalho flui além-dualismo através da integração.

É a morte servindo à vida para o eterno nascimento, o anjo caído se levantando para tornar a servir à Deus, a sombra servindo à Luz; o Ser humano subjugando seu ódio e suas paixões e entregando suas energias ao Amor.

Não escolhemos como aprender, aprendemos; às vezes por Amor, muitas pela dor, sempre o Tempo nos concedendo o espaço do conhecimento e nos conduzindo à ascese mesmo em meio à tempestade.

Eis a obra em seu ciclo infindável: cai para se reerguer, finda para renascer.

Uns pontos a mais. Reticências. Umas vírgulas a menos. Tudo para se encaminhar mais leve e fluída rumo ao seu destino.

Será sempre inacabada, ora se construíndo, ora em desconstrução, de si, do mundo, de toda ilusão.

Na verdade, existirá enquanto respirar. E persistirá na lembrança de todos aqueles que vivem em vida o Amor.

No fragmento inacabado, sempre em construção para se inteirar, evoluir e integrar,

por um Amor maior,

Homo Amabilis – o Ser em Rede

Resumo


No TED 2009, Juan Enriquez - Chairman e CEO da Biotechonomy - palestrou sobre o futuro da humanidade e cunhou sua visão sobre nosso (próximo) estado evolutivo: devido ao avanço da tecnologia, estariamos atingindo o estágio de homo evolutis.

O que me intriga nesta visão é que tecnologia é ferramenta e está cada vez mais se tornando commodity. E de qual evolução se trata o tal homo evolutis, se a única diferença para o Homo Habilis era que ao invés de uma arma de destruição em massa antes matava-se com paus e pedras, passando por armas brancas, de fogo... nossas ferramentas evoluiram. Mas e nós? Será que nosso mind set evoluiu?

Desde 2005, mais precisamente em 2008, comecei a apontar o que na minha visão é o novo Ser Humano, o Übermensch nietzschiano – em uma leitura bastante particular de Zaratustra: é o Homo Amabilis, nosso vir-a-ser, a verdadeira evolução de nossa espécie; mais do que um novo estágio, é a proposta de um salto quântico que potencializará o uso das atuais e das futuras tecnologias, bem como otimizará relacionamentos, processos e resultados, posto que principiando de uma abordagem sustentável.

Nossa evolução está além-tecnologia, reside no conceito e na experiência do Ser em Rede – a tecnologia é apenas um meio para isto, nunca um fim.

Quero vos convidar para juntos entendermos qual o real sentido das palavras colaboração e transformação e como o Amor se relaciona a ambas no contexto das redes sociais.

Como colaborar e o que transformar?

Como pano de fundo, vamos abordar desde aspectos da biologia, da política, da ecologia a, lógico, a história da evolução – da comunicação e da humanidade.

Vamos dialogar com pensadores como McLuhan, Nietzsche, Maslow, Gramsci, Lenin, David Lynch, J.Lovelock, Pierre Levy, Leibniz, a escola de filosofia budista Madhyamika, Bakunin, entre tantos outros que ajudaram a forjar o pensamento humano.

Tudo isto para lhes apresentar minha tese de que é o Amor que nos levará da presente Era da Informação, começada em 1991, à Era da Consciência – nossa próxima fronteira final.

E antes que o tempo acabe ou me internem, quero lhes provar que um novo mundo é possível – basta colaborarmos para transformar.

Torna-te o que tu és, ó Ser em Rede.

Homo Amabilis – o Ser em Rede

Premissa: entendermos o sentido real das palavras em questão – colaboração e transformação. Co-labor-ação é a ação resultante do trabalho conjunto e trans-forma-ação é a ação que altera e perpassa a forma. Neste sentido, pautados pela tônica em questão, nada mais é, tudo passa a Ser.

Em um mundo de facilidades tornou-se tão difícil amar.

Twitter, orkut, facebook, internet banking, delivery, 0800 e outras conveniências mais são facilidades tecnologicas e processuais que deveriam nos levar a um incremento da produtividade e eficácia e a uma melhora na qualidade de vida, deixando-nos tempo para investir naquilo que nos torna únicos e insubstituíveis – relacionarmo-nos e na interação construir o valor de nosso legado.

A minha tese é simples: O Amor é o elemento que nos falta para avançarmos no caminho da evolução humana, integrando-nos ao superorganismo Gaia, enzimas catalisadoras que somos – câncer que nos tornamos por negarmos nosso destino.

É no Amor que mais colaboramos – os casais, irmãos e amigos que os digam – e onde mais nos transformamos e ao entorno: da simples matemática do 2 virar 3 ou mais, até reflexões sobre um mundo melhor, passando pela reforma do quarto de bebê. No Amor, expande-se de sua existência autocentrada para ter com o outro – verbal e não-verbalmente.

A tecnologia e suas redes – que em seu uso se transformaram em sociais – vieram servir-nos como ferramental – anulam e potencializam, na dicotomia inerente ao paradoxo da web – segmentada e de massa, simultaneamente; em tempo real e perpetuadora – o tempo e espaço, aproximando pessoas geograficamente distantes ou com agendas descompassadas, mas tb tornando o parabéns um ritual de scrapbook e tapete vermelho online. Se usamos as redes para auto-promoção ou para o efetivo diálogo não é uma questão da rede e sim do ser humano – este sim, superficial ou denso, autocentrado ou cosmopolita.

Estamos acompanhando in loco a uma transformação da teoria: o topo da pirâmide de Maslow está sendo redefinida. O que até aqui era auto-realização consumada no cartão de crédito, agora é satisfação contemplada pela livre expressão. A auto-realização passiva de uma sombra de nós mesmos dá lugar a realização do Ser artista em todo seu esplendor: há espaço para a realização de nossos anseios criativos e devaneios existenciais, outrora oprimidos pelo sistema – agora é tudo open source.

E esta fase de transição ainda perdurará – Gramsci diria que vivemos uma época na qual o velho demora a morrer e o novo demora a nascer.

Amar é aceitar, no sentido de compreender, para empreender mudança consciente.

E devemos aceitar o fato de que a dialética virtual é o primeiro espaço democrático efetivamente amplo do qual temos noção na história – uma reedição em escala global da Ágora grega. Após séculos de retenção do poder da informação as pessoas finalmente passam de passivas consumidoras a agentes participantes do processo – e este amadurecimento requer tempo; o processo paciência: há pouco mais de 2 séculos a imensa maioria era analfabeta. E isto somente se alterou porque a burguesia necessitava de mão-de-obra um pouco mais qualificada e de consumidores minimamente escolados; mas não havia (não há) o interesse de fomentar o livre pensar – o único espaço onde isto é possível é a rede, onde não há coerção e sim auto-organização.

E é através da capilaridade da rede que as catástrofes naturais nos mostraram como podemos nos unir e irrigar nosso corpo social de solidariedade , compaixão e super-ação – a ação superior potencializada pela convergência do coletivo a um ponto em comum.

E se o meio é a extensão do homem, sendo sua mensagem, nada mais justo do que construirmos meios hábeis de convergir o coração de nosso pensamento, o equilíbrio de nossa fala e a razão de nossas ações – afinal, formamos a rede, mas ela também nos forma.

Através destes pontos, creio no desenvolver positivo da curva de nossa evolução, impulsionados pela tecnologia que ajuda a expor mentiras e fraudes e a disseminar a verdade: somos um planeta, uma raça e, graças, diferentes culturas – seria monótono demais termos apenas uma monocultura. E nada sábio, pois sabemos da agricultura que monoculturas são menos resistentes à pragas.

Rumamos então da Era da Informação para a Era da Consciência, onde cada célula da rede entende seu valor criado a partir da interação – afinal, só se é, sendo; e isto comumente em relação a algo. Acho que não preciso, tampouco tenho tempo, para adentrar na questão já amplamente debatida no Bezerro de Ouro.

E a Era da Consciência é atingida a partir de dois estágios – paradoxalmente concomitantes e sequenciados.

Explico: quando entendermos a transvalorização dos valores proposto por Nietzsche e o aplicarmos ao nosso Ser, compreendendo nossa insignificância individual, passaremos a nos reafirmar nas ações no e para o coletivo – tal qual abelhas trabalham para o bem da colméia. E tantos outros exemplos mais que encontramos na sábia natureza que nos ensinou tudo até a poucos séculos atrás, mas que arrogantemente agora desprezamos.

Nosso valor se encontra exatamente quando nos esvaziamos, posto que cheios somos incapazes de trocar e, assim, gerar valor.

Aliás, vale o elogio ao filme Avatar, que tão bem e corajosamente retrata isto – lá inclusive se encontra o conceito de rede, de tribos e de superorganismo.

David Lynch já explicara como funciona o cérebro que transcende: é quando todas as áreas atuam em conjunto para determinado esforço e não apenas aquelas áreas tidas como especializadas atuam sozinhas. Duas células aparentemente trabalham melhor do que uma, tal qual duas cabeças pensam melhor do que uma e, como vimos nos resgates mundo afora, mil

braços carregam muito mais ajuda e compaixão que a mais forte das solitárias e poderosas mãos do planeta. A era da canetada está com as páginas contadas; todo poder ao social.

Se analisarmos bem, a representação pictórica de uma rede social – bolas e traços – pode ser igualmente utilizada para representar desde moléculas, células neurais, redes de TI, organogramas, mapas e até a constelações, onde um aspecto interessante é a observação de que a Terra com sua Lua é a representação macro da estética do átomo com seu elétron, bem como planeta e cometa representam cosmicamente o discurso fecundo do óvulo e do espermatozóide.

E esta abordagem toda é para evidenciar o Amor como a compreensão de um plano maior – onde o dentro é fora e o Todo é uno e múltiplo –, uma elevação do pensamento, da fala e das ações. A convergência a um ponto da criação do que ouso dizer seja o Übermensch nietzschiano – o homem que transcende em rede.

E este Ser em Rede a concretização de nossa divinificação: onipresente, onipotente, onisciente. Não cada célula, mas todo nosso corpo social.

Se pensarmos que há milhões de anos eramos organismos unicelulares que foram se juntando para formar organismos pluricelulares simbióticos e assim, no caminho da evolução, forjamos isto ao qual chamamos de corpo humano constituído de bilhões de células em constante interação e renovação – o que para uma é a morte é para o todo um novo ciclo de vida.

Entender esta dinâmica cíclica entre o princípio agregador, Eros, o direcionador, Ágape, e o fim harmonizador, Philia, é entender o conceito grego de Amor que se consolida no Amor fati – o Amor ao destino, não como passivos espectadores, mas agentes responsáveis por tornarmo-nos aquilo que somos em essência: Seres em Rede que criamos, organizamos e compartilhamos tal qual os preceitos do PKM - Personal Knowledge Management.

E é em Rede que alcançamos nossos melhores resultados. Sustentabilidade é Ser em Rede.

Na sustentabilidade do Amor, ponto de convergência, superação e elevação,

Do Ser e da Rede

Erige-se uma rede sustentável a medida que seus pontos são fortes, independentes e equânimes, colaborando em um ambiente livre, sem coerções, obrigações ou imposições externas de algum sistema ou grupo ou ainda internas, do ego.

As externas são conquistadas pelo poder revolucionário da rede, que por sua vez tem seu poder na força (multiplicadora) dos pontos, equânimes pelo trabalho individual de conquista do ego, tornando-o colaborador subjugado aos valores maiores atrelados ao coletivo e ancorados nos indivíduos.

Então fica evidente que a rede sustentável principia no Ser forte e independente, realizando a essência da convergência – a co-existência harmoniosa entre independência e interdependência, individual e coletivo.

Distorções ocorrem quando o coletivo da rede é proporcionalmente mais forte que um ponto da rede, levando à desarmonia que diminui o individual e subtrai a individuação gerando oportunidade para a sustentação de uma autocracia; e a resistência a partir do fortalecimento do ego e do individualismo, ao invés do respeito à individuação.

Quando o coletivo é fraco e há pontos fortes, pode haver o surgimento de ditaduras e, mais uma vez, a diminuição do individual.

A restrição da liberdade em ambos os casos é uma realidade.

Eis o paradoxo: quanto mais nos entregarmos à rede, ao coletivo, mais livre seremos como indivíduos e respeitar-se-à nossa individuação. Para isto, precisamos abrir mão de nosso individualismo.

Eis a única realidade: a revolução só se faz em rede. E só se começa por si. E por Amor.

Na rede que pulsa em nós,

A correnteza libertadora do Amor

Amor é a correnteza que nos faz flutuar no oceano do sofrimento, a bóia que nos salva do oceano das emoções, a lâmina que corta as ilusões do ego e nos ensina a realidade do se relacionar-se consigo próprio de maneira franca, sincera e direta e assim com o Outro a partir do reconhecimento, aceitação e integração do Outro em nós.

Na superação dos obstáculos externos, internos e secretos,

Amor escrito nas estrelas

O Mapa astral é o mapa da mina para o seu maior tesouro: você.

Trabalha-te à Luz das estrelas e farás teu Sol brilhar.

No auto-conhecimento sublime,

A lógica do Amor

A maioria espera condições ideais para realizar algo, quando é necessário realizar algo para se criar condições ideais.

Agir por Amor ao seu ideal,

Nuvens de Amor

Choveu, sorriu, floriu.

Amor em tempos de chuva brota a cada esquina, alegra todo canto.

No canteiro que obra e faz chover gotas de felicidade,

É tempo do Amor libertar

O futuro se aprende com o passado e se faz no presente.

E é no aqui e no agora que devemos estar, preservando nossa eternidade a cada momento, libertos: da emoção presa ao passado, da mente perdida no futuro e de um corpo dilacerado no presente.

Na meditação do Amor,

As três ações do Amor

Exercer a diferença, preservar a semelhança, Ser na essência.

No não-dualismo que converge e se supera,

As mudanças no Amor

A única constância que tenho em minha vida é a da mudança.

Sempre diferente para Ser sempre o mesmo.

Fluo com o rio da vida, ora pedra, ora margem, ora peixe; ora água, ora onda, ora calmaria.

No panta rhei do Amor,

Amor à sombra

Don't underestimate the power of your shadow: don't reject it, accept it; don't fear it, use it to overcome thyself.

A sombra é a projeção da realização de nossa Luz ao encontrar um obstáculo.

Neste sentido é nossa amiga, companheira de jornada quen nos indica o que há de ser removido para alcançarmos nossa plenitude, sendo de fundamental e vital serventia na ascese de nosso Ser rumo à iluminação.

A jornada do herói passa pela integração de nossas limitações que, no óbvio, são nossas limitações, falhas e fraquezas, mas no sublime se transformam em nossa redenção, fortaleza e canalização para a plenitude e perfeição.

Este poder do lado negro não deve ser subestimado, muito menos recalcado, mas amorosamente conduzido à integridade de nosso Ser sob a égide de nossa Luz: a desconstrução deve servir a um plano de construção superior e maior que o dualismo reinante e que, ao medir forças ou negá-las, apenas fortalecemos os obstáculos que são absorvidos e incorporados por nossa sombra que ganha vulto e uma pseudo-independência.

Independência porque passa a agir e estar, aparentemente, no controle; pseudo, porque a Luz de nossa consciência, por mais ínfima e retraída que esteja sempre há de facilmente iluminar a escuridão de nossa ignorância e, alimentada, re-acolhê-la por inteiro.

Pois é como diz Marianne Williamson no livro "Efeito Sombra": "Para a sombra, a Luz é um inimigo. Mas para a Luz a sombra não é nada, simplesmente não existe".

Por vezes, a maioria delas, projetamos nos outros sombra e neste exterior nossos obstáculos, atitude que nos prende cada vez mais ao Karma e ao mundo ilusório, afundando-nos no oceano do sofrimento, incapazes de encontrar nossa salvação em nós mesmos, muito menos de auxiliar os outros, reféns, todos, de uma derrota que se repete geração por geração.

Tanto pessoas, como marcas, governos e instituições, quanto a própria rede - a web e a vida em si - devem cuidar de suas so(m)bras: padrões repetidos, insucessos, perdas, resíduos indesejados, falhas, frustrações.

Nunca negando, sempre aceitando, aprendendo, revendo, reciclando e, principalmente, integrando: cometendo novos erros para ter novos aprendizados e assim novos acertos ampliando nossos horizontes e expandindo nossas fronteiras.

Harmonizar pontos fortes e fracos e integrá-los de maneira superior para identificar nos momentos da vida oportunidades ante às ameaças inerentes.

Sob os auspícios da cruz cardinal que se forma hoje, no dia 06.08.2010, no céu e há de se manifestar através de nós aqui na Terra.

Essa cruz cardinal é formada por Saturno em Libra, Jupiter em Áries, Plutão em Capricórnio e a Lua em Câncer; traduzindo por alto: teremos o surgimento, por bem ou por mal, de um novo começo grandioso ao rompermos com estruturas falidas a partir do reconhecimento, transmutação e descarte daquilo que não nos serve mais, externado, positiva ou negativamente, por nossas emoções.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Amor intra-uterino é a Pátria que pariu

O Brasil e o Mundo estão de ponta-cabeça; não é de hoje que tudo caminha assim, pra baixo, mas o crescente consumismo e a superpopulação levaram as relações e suas discrepâncias a verdadeiros abismos e situações inconsistentes: enquanto uns chafurdam na grana, outros o fazem na lama; ambos, cada qual por seu motivo, sem nem chance de cultivar sua Flor-de-Lótus.

E o que o Amor tem com isto?

Ausente, substituído pela ganância e pelo medo, travestidos de indiferença, faces da mesma moeda cunhada por um sistema de Poros (abundância) e Penia (escassez).

Aceitar isto com o intuito de mudar a realidade é tornar-se Amor, filho mítico e justo que necessita ter vida própria - desatrelada a de seus pais, Poros e Penia - e que traz ordem ao sistema caótico que perpassa todas as células: do indivíduo ao governo, passando pela família (muitas vezes ausentes), pelas empresas (por muito inescrupulosas), pelos noticiários (por demais escabrosos) e por indigentes, de cotidianos sempre dolorosos.

O que esperar de quem está exposto à violência desde o útero? O pai alcóolatra estupra a irmã, bate na mãe que tem sorte se souber de verdade quem é o pai de seus filhos, de tantos desamores que passaram pelas brechas de prazer de sua também sofrida vida.

Engana-se quem pensa ser esta uma defesa do moralismo.

Pretende ser mais que isto; pretende ser uma defesa do Amor por todas as células (biológicas e) sociais, entendendo-o como respeito, zelo e compaixão à semelhante diferença do indivíduo como um todo, desde o núcleo familiar até ao governo, passando por empresas e instituições: falta-nos Amor, pura e simplesmente; o responsabilizar-se pela vida, com alegria e leveza.

É agir pensando no bem comum, valor extraordinário perdido no caos de nossos desejos irrefreados.

Na família e nos relacionamentos, o pensamento-ação da compreensão e do perdão, entendendo que também erramos e que todos queremos acertar - mesmo aparentando o contário -, e que com paciência e atenção tudo se resolve e encaminha.

Na empresa, ofertar soluções éticas, justas e sustentáveis, partindo das necessidades dos clientes e do mercado, levando em consideração o impacto na sociedade e no meio-ambiente, entendendo o lucro como um resultado natural, não como um objetivo obsessivamente perseguido em meio ao qual se esquece das demais variáveis e subjuga-se valores inalienáveis.

No governo, legislar com soberania, acima dos próprios interesses e dos grupos próximos e fortes, buscando uma justiça social que eleve o padrão através da educação, da saúde e da segurança, possibilitando a todos viver o Brasil e não apenas sobreviver no e ao Brasil.

Temos, como indivíduos, famílias, corporações e governos um potencial sem fim para a felicidade, abundante em um país com recursos naturais imensos.

Aceitação é a palavra-de-ordem.

Aceitar nossa realidade relativa atual e aceitar este horizonte de grandeza em um futuro que nunca chega, pois também não aceitamos nossa realidade absoluta: a de que somos uma nação abençoada por Deus, bonitos e ricos por natureza - comportamo-nos como condenados, transformando o paraíso em prisão.

Apenas o Amor pode nos libertar e nos dar uma nova vida, parir uma nova pátria.

Amado Brasil, Amor é a nova ordem que nos conduz ao eterno progresso; e começa por cada um de nós: dentro de nós, em nós mesmos; dentro de nossa família e círculo de amizade, naqueles momentos de estresse e insatisfação, superando os obstáculos para se reunir em confraternização; dentro de nosso trabalho, dedicando-nos com zelo e atenção plena; dentro do governo, justamente diligente e soberano.

Não importa aonde ou com qual dimensão, o Amor começa em cada um de nós em qualquer ocasião.

É no útero de cada grávida que um novo Brasil é gestado. É em cada ato sexual que um novo Brasil é projetado. Brasil, não foda, ame.

No relacionamento ético do dar-e-receber com zelo e respeito, Amor é a ordem que conduz ao progresso,

Amor semper apertus est

Amor é estar sempre aberto; de braços abertos, sorrisco escancarado, mente liberta, livre de amarras emotivas, livre de pensamentos que julgam e nos prendem ao passado que se torna memória a cada segundo.


É estar aberto à possibilidade de que vai dar certo e que só depende de nossa vontade e representação interdependente que de fato dê.


É permanecer e resistir aberto, consciente do que lhe cerca e do que está em si, da equanimidade original que habita todo canto e habilita todo centro; e exatamente por isto conscientemente es-colher o que se planta – em si e na interação com o Todo -, ciente de que é tudo bom no absoluto, mas que há de se ter zelo no trato relativo à interação das partes ainda por se fundir.


É entender que tudo acontece e depende de nossa canalização – ou seja, não apenas interpretar, mas conduzir ao bem: na realidade da natureza tudo é vacuidade, somos nós que construímos – já a partir do olhar – o mundo em que vivemos: o valor que es-colhemos começa pela atenção que depositamos.


Poupa-te dos infortúnios, doa-te por inteiro: livre, destemido, terás coragem de Ser por completo, Amor fati, tornando-te teu destino, sem obstáculos, apenas trampolins.


Ao invés de mal-dizer um acontecimento que de alguma maneira lhe incomode, receba-o aberto – inspira – acolhe-o e transmuta-o para seu oposto: transformando latão em ouro.


Expira – emana ondas azuis, brancas e vermelhas, tais como se fosses uma pedra formando ondas no lago; promovendo assim uma transformação na estagnação da energia evitando que tudo se retraia e feche – como a cara, os braços, o coração e a razão; os portões do Ser.


Na alquimia da vida,

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Do Amor à rede: o fecundo poder da limitação na criação

Tal qual a beleza - Afrodite - nasce da castração de Urano (o Céu) por Saturno (Chronos, o Tempo), também nossas criações nascem sob a égide da castração do que é possível realizar: quando não relacionado à recursos, sempre ao prazo de finalização.

O que mais escapa dessa equação é o relacionamento que - eterno enquanto dura - pode transcender até a morte o nascimento, perpassando vidas através de seus portões.

Nas relações o maior limitador não chega a ser o Tempo - a percepção deste é que nos angustia -, mas sim o ego humano e suas idiossincrasias; todavia para se atuar em parceria (duas pessoas) e se estabelecer uma rede (três ou mais pessoas) é preciso incluir não apenas o potencial dos envolvidos, mas principalmente suas limitações e as de seu entorno: antes de frustrar, as limitações servirão de canalizadoras para se conduzir a relação e os projetos rumo ao êxito.

No canal do Amor, margeado equanimemente por compaixão e regozijo,

Amor além das páginas

O livro grita e quando me aproximo, ouço seu sussurro e leio por linhas tortas como endireitar as coisas.

No índice de nosso Ser,

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Amor, destino constante

Não sei se fazes parte de meu destino no futuro, mas fazes parte de meu destino no presente; Amor, destino constante, ciclo resignificante.

No passado que se atualiza e resignifica a cada interação feita a partir da abertura do coração,

Amor, eterno momento

Não quero reviver o passado ou viver no futuro, quero estar presente na eternidade de cada momento. 

No momento, quero estar eterno,

A solidão necessária do Amor

Como diria Nietzsche, "a solidão nada tem a ver com a presença ou ausência de pessoas".

A solidão é apenas a reserva amorosa do espaço para verdadeiras companhias.

Este vazio (kénosis) é condição fundamental para ascese. E para a troca na união produtiva e evolutiva.

Na essência da solidão, encontro consigo mesmo,

Os sentidos do Amor

O Amor é a busca pela sinergia, não o reforço das diferenças. É empreendido por dois Seres fortes e inteiros.

O sentido do Amor é harmonizar os distintos; aparentemente opostos, mas complementares em essência, canalizando-os em hierarquia rumo à evolução disposta na mandala do Ser.

A partir deste princípio, do Amor, a reta razão do pensamento nos serve não para buscar evidências (óbvias e visíveis) de distinção, individualismo e isolamento, mas organizar e manter a coerência dos processos intuitivos que devem impulsionar e conduzir nossas vidas que deságuam em sensações e sedimentam sentimentos no infindável ciclo cognitivo que é viver (em comunhão).

Na meditação que discerne os ciclos e espiraliza a ascese,

Amor, segredo da juventude e do bem

A beleza externa,
ó tentação,
ofusca e enebria,
ilude o coração.

Tateia cego
em meio às projeções;
excita-se com as formas e perde-se em meio ao ego.
Enreda-se, enrosca-se nos véus das ilusões.

Preso, não chega à beleza interior
agoniza diante da impermanência exterior.
Iludido, liberta-se para em nova bela armadilha cair,
ignora os padrões que tende a repetir.

A beleza é o belo
e também a simpatia
acima de tudo valores que geram harmonia.
Do exterior ao interior, o Amor é elo.

A beleza é assim na Terra como no Céu,
eis um segredo que dissipa o véu:
resistir às chamas das paixões
liberta-nos a viver o Amor livre das ilusões.

Canalizar o impulso,
ordenar a direção,
garante o destino
do Amor à paz e união.

No secreto da beleza, segredo da juventude e do bem,

Amor erudito e visceral

A pele é o primeiro contato,
no segundo, o ato.
Mundo que se cria,
orgasmo seguido de agonia.

Vazio.
O que me completa?
Não é esta do Amor a meta?
Saciar o cio?

Do Amor animal
ao Amor elevação
é tudo igual
como níveis à superação.

Em contatos imediatos de terceiro grau,
transcende-se a carne, pseudo-mal.
Reencontra-se o Vazio que nos completa;
Edificar nosso Ser, eis a meta.

No quarto, a busca por valores;
assim evitam-se as dores
de (mais) uma separação,
pois a pele é superficial para sustentar a união.

É na estrutura do osso e de nosso DNA
que há abertura para crescer e prosperar:
Amor através da pele, pela carne até a alma
ofegante e com calma
a eternidade a contemplar.
Eis o Amor fati, és o que há.

No não-dualismo que a tudo fecunda,

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Haiku do Amor

Amor criador

é os olhos do mundo

Amor fecundo


Amor semente

disseminação do bem

sem olhar a quem


Alma floresce

exala o aroma

Do Ser ascese


Amor é lindo

contemplação do Uno

escada do Ser


No 5-7-5, esquema do Amor que permeia sílabas e células no ritmo eterno e belo da verdade de nós,

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Amor 23

Amor é andar pelos vales da existência, encontrar a sua sombra e vivenciar a morte do ego em vida e, mesmo diante disto tudo, refrigerar-se com o regozijo da ascese da alma, guiada pelas veredas da justiça do Amor, que nada deixa faltar, que nada deixa sobrar, é justa e repousa em verdes pastos, irrigada por águas tranquilas.

A vara e o cajado já não causam dor, já não ameaçam, antes consolam e conduzem a um banquete de confraternização com nosso inimigo oculto em nós mesmos e, à Luz de velas, vamos iluminando gradativamente nossa sombra, transbordando os limites de nosso ego, expandindo nosso Ser.

Reunidos-em-nós caminhamos em paz, semeando bondade e compaixão, a cada passo florescendo uma flor-de-lótus, a cada instante e em todo lugar, chamando o mundo de lar.

Na pulsão da vida, Cristo que habita nosso Ser, diamante que ilumina a todos, Budas em essência,a quem nada faltará se tudo e a todos se entregarem,

sábado, 17 de julho de 2010

Amor, ato criativo

Amor é a abertura de Ser, fissura que deixa irromper o artista em nós e que faz de nossa vida uma obra-prima: é a moldura, a tela, a tinta, o pincel, o objeto, o autor; mas sobretudo, é o espaço que une tudo isto com harmonia e equilíbrio que resultam na beleza ao longo do tempo a ter com a eternidade em cada momento.

Se não pintas ou escreves e não queres ao menos ousar, tudo bem, trabalhas e tens teu par - já podes aí se lapidar e polir a jóia bruta a cada despertar.

E quando o par ímpar fizer, todos ganham se de fato houver Amor entre o homem e a mulher.

O Amor gera na fecundação a beleza da divindade, o equilíbrio da natureza e a harmonia do Ser, o malgam que eterniza toda a philia.


Na beleza do orgasmo, verdadeiro ato criativo,

O livre arbítrio do Amor

Eros é nossa liberdade, impulso múltiplo e infinito que temos a liberdade de canalizar e direcionar conforme nossa vontade, poder e interesse/curiosidade.

É na intenção e motivação então que reside a verdadeira liberdade e não no exercer do impulso, ao qual somos, na prática, atados e do qual somos, em suma, reféns.

O paradoxo reside em desapegar-se desse amor-próprio ao impulso e a uma ilusão de si, pequeno reflexo do Todo de nosso Ser, para se encontrar com seu alter realizando a ascese e a expansão do Ser.

É no cultivo do Ágape - condução do impulso - à esferas mais elevadas que realizamos a philia - união - com nosso alter, outro em si e em nós, conduzindo o impulso primordial para se retro-alimentar em um processo fecundo, expandindo, potencializando e engrandecendo o amor-próprio ao Ser.


No ciclo do Amor fati - antídoto à Força Schopenhaueriana - livre arbítrio que confirma o Ser,

Da liberdade ao Amor

Amor é cada um na sua com muitas coisas em comum.


Na liberdade que respeita, não prende, mas voa junto,

sexta-feira, 16 de julho de 2010

3 Amores no topo

Três meninas no telhado

consumindo liberdade

em igual fraternidade.

Ousando levantar o olhar, que achado!


Seu frescor de juventude

exalava forte

contrastava com a terrena atitude

que lembra em vida a morte.


Já não ousamos subir mais.

Jah! Nos contentamos com o reflexo da Luz.

Jaz o impulso da ascese no corpo e outros bens materiais.

Já não sabemos o que nos conduz.


A chama me chama

o fogo arde

o mistério conclama

pra subir nunca é tarde.


A intuição procede prudente

o sentimento lateja

a sensação deseja

e a razão caminha contente.


Era sabido o destino

deste alado menino.

Perdido se encontrou, nas palavras um meio;

sua escada conjugou, subiu sem receio.


As três meninas, já sabemos quem são:

Eros, Ágape, Philia; libertação.

Do mundo das idéias, tentação da elevação,

mas, ao menos por hora, não era amor fati ter com elas não.


Na inspiração que subiu ao telhado e nas asas das palavras alçou vôo para conquistar vales e picos e nas planícies eternas do Ser planar,

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Amor animal

O que você não me pede miando que não faço latindo?

No X da questão que estima a ação do Ser na relação,

Filosofia é Amor

Filosofia é viver de acordo com a sabedoria da mente-coração; o resto é masturbação mental e erudição precoce.

Na harmonia e coerência de corpo-fala-mente,

Amor lúcido

Amar é estar preparado para viver a eternidade e o instante; é se relacionar com o aqui e o agora com atenção plena e de maneira presente, independente da ruptura que ocorrerá cedo ou tarde.

Amor é estar preparado para viver vitórias e derrotas e ser sempre vitorioso através do aprendizado de cada interação.

Na lucidez da chama do coração,

Da alegria à felicidade, o desapego do Amor

Na ânsia e pressa em controlarmos tudo e termos a posse da felicidade afastamo-nos de nossa alegria interior, verdadeira fonte, Amor na essência.

Na alegre semente que distribui os frutos da felicidade,

domingo, 11 de julho de 2010

A (nova) ordem do Amor

Inverter-se a ordem dos fatores para alterar o produto: sexo não depois do casamento, mas philia depois da ágape: determinar o regime de valores da união para se entregar ao prazer e fazer da carne uma escada para o Ser; e da união de dois inteiros a celebração da plenitude individual e coletiva.

Na coragem de se assumir humano, no controle de Si,

A concepção do Amor

Amor é o tempo que nos concede o espaço para nos tornarmos eternos – através de nossas ações convergentes do corpo-fala-mente.

Na geração espontânea da bodhichitta, mente iluminada da abertura do Ser,

A Luz do Amor que somos

Como seres que espelham o cosmos que somos, devemos brilhar.

No Amor que reluz da mente-coração de cada um de nós,

Aceitação é evolução, no Amor intuição

Amar é aceitar o Aqui e Agora, intuindo a evolução e melhora próxima e agindo de maneira precisa e necessária para sempre elevar o Aqui e Agora à eternidade.

Vejamos no exemplo do professor e do aluno.

O aluno deve reconhecer no professor o melhor professor que ele pode ter naquele momento e estar aberto à intuição para saber quando é necessário partir para aprender (e ensinar) com outro; evitando assim também o desgaste de algo ultrapassado e que já rendeu o esperado, afinal, vida é renovação.

O professor então – sempre doando o máximo de si e no máximo que o aluno suporta a cada etapa e momento – terá a oportunidade de Ser o melhor professor para outro aluno que encontrará a excelência em seu nível (que encaixa no do professor) – não há absolutos, apenas excelências referenciais.

No mestre de todos nós,

Amor, flor do Ser

O corpo é a terra fértil, o vaso no qual cultivamos nossa flor que desabrocha em nossos corações.

A alma é o aroma agradável que nos concede esse cheiro de eternidade.

Amar é selecionar a semente a ser cultivada, é a rega, o adubo, a poda, a erradicação das ervas daninhas e parasitas e o regozijo com a forma, o aroma, a textura e a Luz, beleza da flor de nosso Ser, que desabrocha em e por Amor.

No adubo de nossos corações,

A natureza do Amor civilizado

Amor é entender que civilização e natureza não são antagônicos, mas pesos equânimes do equilíbrio sustentável de nossa evolução como Ser em Rede.

No ecossistema do Ser,

Amor budista

Amor é jogar-se no abismo da tristeza, mergulhar no oceano do sofrimento e descobrir que era tudo ilusão; é encontrar-se no vazio, com coragem de construir o melhor dos mundos possíveis em um universo sem fim de possibilidades a partir do agora; antes do primeiro passo, depois da chegada.

No tudo – e que é contrário ao nada – que emerge do vazio a partir de nossa interação, contemplação da mente-coração,

Amor, instante sublime da sabedoria

O Amor enxerga a ordem do caos e assim beleza em tudo, não tem a ânsia de construir um belo deformado (a qualquer custo), à imagem e semelhança da origem e, portanto, sempre ansiosa desta – tanto de obtê-la em futuro próximo, quanto de recuperá-la em um passado distante.

É na eternidade do momento, no aqui e agora sem forma, sem conceito, apenas vivência que somos - seres eternos em nós mesmos, criadores de nossa prisão nas memórias do passado e esperanças do futuro, libertadores do presente apenas através do Amor, janela de possibilidades em um sem fim de escolhas -, que a beleza se ordena em um ciclo constante e alternante de (des)ordenação e (des)construção. A beleza se ordena para no instante seguinte se modificar e tomar a forma de outra beleza.

Nunca conseguiremos apreender este momento e quanto mais o tentamos, menos o vivemos.

Quando nos abrirmos para esta experiência, convergiremos a beleza do passado, do futuro e de todos os presentes, contemplando a beleza do caos, agora ordenado por um entendimento e compreensão supraracionais, o conhecimento sublime e transcendental do Amor que tudo abarca, tudo une e tudo organiza.

Desapegar para interagir, isto é Amor.

Na abertura do espaço-tempo, conhecimento do Eterno,

A geografia do Amor

O Amor é uma Ilha em um oceano de sofrimento e mesmice e constrói pontes para o infinito, supera os obstáculos (do sofrimento e da mesmice) em nós mesmos e fecunda um continente de Seres – em nós e no Todo.

Na capital do Amor, cujo centro se encontra em todos os corações e cuja periferia não se encontra em lugar algum,

Amor, no céu também há inferno

Todos nós descemos ao menos uma vez em vida ao Hades (inferno grego), conduzidos por Cronos (Saturno) em seu retorno; é ele que nos faz perceber os ciclos da vida: de 7 em 7 anos trocamos por completo nossas células; também determina as estações, controlando o tempo e assim o aprendizado em nosso caminho, dispondo-nos provas ao final de cada período. Das profundezas emana para - de 28 em 28 anos - retornar para checarmos como anda a nossa Luz interior e nossa retidão dentro da missão de nossa alma; é o nosso ciclo de nascimento e morte em vida. 

Nesse interim, o Céu (Urano) nos auxilia a nos libertarmos dos excessos e nos reinventarmos de maneira inusitada e menos dolorida, e Netuno nos mostra o mundo de possibilidades às quais devemos contemplar, mas às quais nunca devemos nos apegar, pois se transformam facilmente em ilusão, na qual podemos nos afogar. 

Sempre no firmamento, Júpiter (Zeus) nos concede a bênção e a fortuna de que tudo pode dar certo, dependendo de nossa intenção pura, sendo nosso protetor e benfeitor, mostrando-nos o caminho da ascese: altiora semper petens - almejar sempre o topo, o melhor de nós mesmos e do mundo, em um universo sem fim de possibilidades. 

Saturno, nos mostra o Tempo, Júpiter o espaço, são a fronteira final, o limiar ao qual necessitamos chegar para nos superar; cabe a nós exercer com excelência e progressiva melhora nossa força guerreira (Marte) para vencermos nosso ego, e através de nossa inteligência (Mercúrio) organizar nossas órbitas pelo princípio da harmonia e beleza (Vênus) para tornarmo-nos conhecimento vivo de nosso Ser, Amor - força que liga e perpassa todo o cosmos e se cristaliza aqui na Terra.

Se não tivermos nos liberado e ficado apenas com o necessário para nossa jornada, Plutão, senhor do Hades, queimará o excesso e nos retirará todo o supérfluo - mesmo aquele que não impediria nosso progresso -, para que o aprendizado aconteça, pois a alma não falhará em seu desígnio e conta com a ajuda destas entidades para realizar seu caminho para se tornar o que é, Amor.

Na verdade do Mito do Amor, princípio que ordena e em torno do qual tudo orbita e se origina,

Fragmentos de pensamento unidos por Amor

A rebeldia e a ambição são divinas, a falta de controle e canalização é que são o diabo.

A esperança é a distração que te tira de ti e te leva a por em algo exterior sua força. 

A fé, o Amor da alma, é o mergulho interno no qual se colhe suas forças e se comunga com o que há de melhor no cosmos.


Na canalização amorosa que dá forma a um novo Ser,

Amor inabalável

Entre críticas e elogios, a tempestade e a calmaria, picos e vales, o impulso e a pacificação, desejo e união; Amor, força diamantina impulsionadora, zeladora e revitalizadora.

Na condução sobre o fio da navalha,

Amor entre iguais, a diferença faz

Quão diferente um corte de cabelo, uma roupa, uma tatuagem ou alguma outra característica física e até mental nos faz? Não somos todos feitos da mesma essência cósmica? Não somos todos, humanos e animais, emanações e pulsões do fluxo da vida?

Do Amor fati, Amor primordial e destino do Todo, mônada que a tudo abarca, perpassa e une, emanam suas mais diversas manifestações, cujo destino é confirmar-se-a-si-mesmo enquanto Amor, princípio que forja a dualidade no Uno, evidenciando sua pluralidade no ciclo do Ser.

Quando está tudo igual, o Amor é o diferente. Quando está tudo diferente, o Amor é o igual.

Amor é a Luz que traz harmonia e equilíbrio para a Força.

Na forte Luz que está sempre conosco,

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Amor, ciclo-em-si

Amor é entender que é no vale que colhemos a força para subir aos picos mais altos.

Por isso, es-colha com alegre sabedoria e não-identificação, apenas regozijo e satisfação, contemplação da certeza de que tudo é passageiro, que após à escuridão das dúvidas vem a clareza das certezas que, por sua vez, não tardarão em nos cegar.

E, em meio à nova escuridão, emergirá um novo Ser, sempre, a cada amanhecer. 

Amor é a luz de vela que ressalta a unidade dos contrastes e aceita a beleza dos opostos complementares, verdadeiras manifestações do Uno.

Na alegria de Ser, ciclo-em-si, contemplação da paisagem da qual somos co-autores interdependentes,

Amor, ensinamento-mor

Amor é a via prazerosa do aprendizado e a compreensão de que quando não se aprende por bem - por Amor - se aprenderá pela dor. 

O ensinamento sempre acontecerá, cedo ou tarde, no instante da eternidade, Amor que se faz presente.

No aprendizado do conhecimento sublime,

Abertura do presente, oportunidade do Amor

Não deixar antigos padrões macularem possibilidades futuras, eis a abertura do presente, a oportunidade do Amor.

No plástico bolha que protege, mas não sufoca,

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Voto é Amor

Voto é compromisso consigo mesmo.

O Amor é um voto tripartido: consigo, com o outro, com o Todo.

É eleição do que se eterniza a cada instante.

Na urna que pulsa em todos nós,

Na interação consciente do Amor

Só se é independente de fato, quando se reconhece a interdependência em cada ato.

Na inter-ação,

Amor da alma espelho

A alma é o espelho que pode fazer a natureza refletir o Uno e isto só é possível se o fizer com e por Amor, sem distinguir o Uno da Matéria e a matéria em e dentre-si, reconhecendo, como Ser independente, Logos em formação,  a unidade através da interdependência.

No caminho do meio que é a Alma e o Amor, unos em essência, distintos por conceituação,

Os desvios do Amor

Há tantos caminhos para o Amor, tantas maneiras de amar e caminhar; todas são dignas, todas convergem, todas levam ao Amor.

Mas como diria Goethe: “es irrt der Mensch solang er strebt” – o homem é errante em sua busca, ou ainda, o homem se equivoca em sua busca; as mulheres também.

Ainda mais quando há armadilhas no caminho. E as há, pois somente aqueles que perseveram com a clareza e a força digna do Amor incondicional e universal, compaixão que aquece e eleva a alma, evitam as distrações e enganos das inúmeras bifurcações – a cada encruzilhada a tentação do desejo, a cada esquina um flerte, um gracejo; a cada milha, o ego enche o papo com as migalhas de elogios e macula seu caminho com escatológica crítica.

E agora? Qual das direções tomar, quais tentações negar, qual impulso canalizar, quais erradicar?

Contempla. Observa-te e a teu caminho com carinho e atenção, não te levas pela emoção do desejo empolgação, tampouco por tua romântica criação – ego, teu nome é ilusão; não és salvador, não és mártir, não és carrasco, não necessitas de redenção. És da alma infante: puer faz com o senex de teu Ser as pazes.

Pratica o Amor fati e traz tudo para dentro do caminho; o caminho do Amor, é verdade, é vida.

É a forjadura de nossa ascese.

Se está em seu caminho, é parte de teu destino: não julga, não rejeita, não apega – discerne: lida com tudo de maneira soberana e independente, na consciência da interdependência que é co-autora de nosso caminho.

Intui seu lugar na eternidade e faz-a ser no aqui e agora , presente em beta, realidade em constante construção.

No “Keep going” do caminho do bodisatva, homenagem ao meu Lama Chagdud Tulku Rinpoche, farol de sabedoria e compaixão em noites escuras de incertezas e indecisão,

domingo, 4 de julho de 2010

Sobre o Amor

Amor independente é conscientemente interdependente; o Amor interdependente é conscientemente independente.

Amor é interdependência externa e independência interna, a sabedoria da mente-coração que discerne e age.

Descendemos do Uno, espaço básico, caos que tudo abarca e do qual tudo origina.

No princípio não há diferenciação, é após a concepção que o conjunto de forças externas (karma) e internas (vontade) dá forma ao secreto (potencial que somos e devemos nos tornar) e particular, no início da interação da vida que é pulso de força, potência em ato; inter-ação, onde não deve haver re-ação, mas apenas trocas equânimes de ações afirmativas do Ser em busca do Uno, unidade em nós.

Nosso Ser, segundo estágio de diferenciação do princípio, não tem fim, é eterno re-começo em busca da plenitude, do voltar-se ao Todo, do achar-se-a-si.

É o olhar ativo que es-colhe o caminho do religare, da re-união através do corpo, fala e mente convergidos no coração; é a confirmação da ascece (Eros), da beleza (Ágape) e do bem (Philia).

Caímos para nos levantar, a começar a contemplar a origem, pois vida é movimento de reunião à nós mesmos e ao Todo; o mal é estagnação e isolamento egoísta, tem origem na passividade e se confirma na es-colha errônea, impensada, não-sentida, não-intuída, que não converge ao Todo, mas prioriza uma das partes e gera distinção entre o Eu e o Outro.

Cada ato nosso deve conter nossa origem pré-distinção e deve convergir à harmonia e à união.

Devemos conduzir-nos e almejar sempre o topo – altiora semper petens – comungar com o Todo, com-unidade, lado-a-lado, equânimes, deixando a alma ser o farol, o corpo o barco, a chegada o êxtase e o mapa (astral) o destino; ágape, eros, philia e fati, respectivamente.

Só no Amor, princípio, meio e fim,

Amor escrito, Amor vivido

Escrever é a declaração de Amor e independência do Ser – quanto mais original e seminal, mais fecunda é sua liberdade e tanto mais pleno se é,

Na compreensão da interdependência e ação independente consciente,

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O cultivo do Amor Ágape

Enquanto o Amor Eros nos é dado - quer por natureza interna, quer por estímulo externo de nosso pulsão interna -, o Amor Philia é o resultado da ação amorosa bem empreendida, a união do buscador e do outrora buscado.

Já o Amor Ágape é algo que se recebe enquanto bênção e inspiração a partir da meditação, oração e contemplação ou se pode construir a partir da filosofia, erigindo uma hierarquia e sistema de valores: do menos embebido do divino (ponto isolado, solitário, ego) ao mais radiante Todo (ponto diferenciado, unidade, conjunto, valor que converge).

É a partir deste elemento [Erôs] conquistado a partir da fé, da visão e do trabalho que se canaliza o impulso Eros para alcançar um resultado Philia superior.

A cada ação ocorre um ciclo de Eros-Ágape-Philia que nos aproxima ou afasta da missão da Alma se confirmar no Amor - Amor fati.

A cada ação deve haver contemplação para refinar o sistema Ágape. E redefinir a direção da próxima ação, reforçada pelo cruzamento da técnicas de inspiração divina, contemplação e filosofia, convergindo a uma sustentável visão única e convergida.

Na redefinição das coordenadas,

quinta-feira, 1 de julho de 2010

No Amor, mal não há

Amor é a compreensão de que não há mal na divisão, enquanto esta se propuser à reunião na aceitação dos padrões mais elevados da sustentabilidade do Todo: Uno sentido, sustentado e acessível pela tríade.

Amor é compreender que já na concepção se distingüe o que ganhará forma daquilo que permanecerá apenas como possibilidade dentro do potencial criativo e latente.

Amor é esse não julgamento e retorno ao espaço-mãe que é pai de todos os fenômenos a partir de nossa interação.

Na concepção que principia e finda no Uno e é única apenas quando faz a diferença,

terça-feira, 29 de junho de 2010

Amor, natureza cósmica do Ser

Que a vida é feita de alternância, sabemos desde Heráclito, que os opostos se atraem e complementam desde Lao Tsé - e é belo ver como na astrologia tudo se erige sobre eixos na órbita do Ser: o eu, o Outro, o Nós e o Todo.

Síntese do Todo, filho do Amor de Pai Cosmos e Mãe Natureza, devemos prestar sinceras homenagens, tornando nossas vidas um louvor à Terra que amorosamente nos sustenta.

No alto astral e Amor sem igual a partir da natureza cósmica do Ser,

Amor ensinamento

Pela dor ou pelo Amor, todo ensinamento virá, todo aprendizado da alma acontecerá.

Cabe a cada um buscar aprender como pode, na certeza de que se um fato for evitado por um lado, o mesmo aprendizado atrelado ao fato evitado acontecerá de outra e qualquer maneira.

Na compaixão que vivifica todo conhecimento,

Amor victor

Se felicitar pelas vitórias,
aceitar as derrotas,
jamais deixar de viver:
fazer da alegria interna a felicidade externa,
eis a vitória do Amor.

No caminhar inabalável por críticas ou elogios,

Amor conforme o caminho conforme o Amor

Amar é desapegar-se do objetivo e dos resultados; é, antes e sempre, um conformar-se (tornar-se a forma através da interação) com o caminho na certeza de que este é tão multifacetado e variado como o sem fim de possibilidades de nós mesmos.

Amor é o caminho, o caminho é o Amor. E nós, um infinito de maneiras de percorrê-lo.

Na afirmação da vontade que independe de objetos exteriores, de ganhos ou perdas, Amor que é evolução-em-si, trilha do destino,

Amor, hoje, ontem e sempre

Amor é a força que converge o Eu e o Outro ao Nós e o realiza no Aqui e Agora.

Amor é o guia que direciona o Aqui e o Agora para o todo sempre.

Amor é a união do instante com a eternidade.

Na expansão da consciência,

Amor é transferência

Transferir a consciência do corpo para a consciência da alma, elevando nosso Ser e convergindo para realizar o melhor dos mundos em um universo sem fim de possibilidades.

No trabalho em dupla do corpo e da alma, companheirismo amoroso,

A fonte do Amor

Amor é o Uno múltiplo; o Vazio que possibilita tudo.

É da vacuidade que emana o Todo: a relação com o Amor é bidirecional e multidimensional.

Na Alma, farol do coração, ponto de Luz na pineal,

Amor é prática do refinamento

Refinar é aplicar o conhecimento na prática, lapidar os caminhos internos e realizar a integração dos pontos externos, convergindo a um ponto comum corpo, fala, mente e sentidos entre si e com o Outro e o Todo.

No extraordinário do Amor,

Amor contra o pecado original

Na releitura amorosa do jardim do Éden, Adão e Eva são Yin&Yang, jardineiros tântricos que cuidam deste paraíso interior no qual a serpente Kundalini - força vital da sabedoria primordial - ascende.

O pecado original é nos alimentarmos dela antes desta ascender e se tornar sabedoria transcendental, alimento sustentável.

Saber se cultivar é transcender e ter a certeza de uma colheita abundante, onde nenhum fruto é proibido.

No tantra do jardineiro, cultivo do Ser, fruto do Amor,

Amor é PKM

PKM é Personal Knowledge Management ou, traduzindo, Gerenciamento Pessoal do Conhecimento, e se sustenta pelo tripé criar, organizar, compartilhar.

Na linguagem do Amor: eros (impulso criativo), ágape (impulso organizacional e que direciona), philia (impulso que une).

Ser responsável por seu conhecimento, estar sempre em busca e na troca, consciente de sua responsabilidade na aplicAÇÃO é SER AMOR, perfeição do Ser.

No Logos do coração, nous da eternidade,

Meditação no Amor

Pentagrama no terceiro olho,
quais sementes regar, eu é que escolho.

Estrela de cinco pontas irradiando a Luz do Amor;
ondas azuis, brancas e vermelhas impactando ao seu redor.

Flor-de-Lótus desabrocha em seu coração,
exala o perfume da alma,
transpira paz e calma,
todo seu corpo, mente-coração, uma só vibração:

Om Mani Peme Hum Hri

No mantra da compaixão, amor incondicional,

Amor, a eternidade nos olhares

Olhares distintos que convergem, somam.

Olhares que somam, amam.

Olhares que amam, eternizam.

No côncavo-convexo cujo foco não é outro que não a união,

O grande momento na história do Amor

Não se pergunte o que o Amor pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo Amor.

Eis a fecundação do Amor-em-si, momento de conscientização, eternidade presente.

No dar que é receber,

Ecos eternos do Amor vivido

Em algum momento do espaço e do tempo eu te amei eternamente.

Na plenitude do Uno em nós,

A Quintessência é Amor

Amor, o quinto elemento, a quinta direção, eixo que sustenta os demais elementos e orienta a correta direção, como bússola das bússolas, elemento dos elementos - presente em tudo e em todos, princípio ordenador que converge.

A seqüência presente em tudo e em todos, a seqüência do Amor, é o número Fibonacci (1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89...), cuja beleza inspira a beleza e a eficácia na troca.

Repousar no Ser é deixar o Amor nos moldar, pois naturalmente nos tornamos mais eficientes com a Energia do Amor.

Na economia sustentável do Ser,

Altos e baixos do Amor

Com Amor, o fracasso é um degrau para o sucesso.

No aprendizado dos picos e vales, regozijo com a diversidade da paisagem que é viver, aquarela que pinto com as cores e texturas do Amor,