sexta-feira, 30 de abril de 2010

Amor, louca reinvenção do Ser a partir da Shamata

O pulso ainda pulsa.

PULSO.

A mente ainda reage.

MENTE.

As mãos ainda manipulam.

PULAM.

E os macacos de galho em galho.

OLHA TEU RABO!

E lá vai o elefante, errante.

TROMBA.

Cai. Se levanta. A mente.

VOCÊ?

Senta. Medita.

OUTRA PESSOA.

E eu?

NÃO EXISTE.

A não ser na pureza de nossos corações.

SHAMATA.

Permaneça calmo.

AME.

Reinvente-se entre o Ser e o não-Ser, o eu e o outro;

AMOR, torna-te o que tu és

Ó BODISATVA, segue teu caminho.



Na louca sabedoria do Amor,

Onde está o Amor?

O pulso ainda pensa
a mente reage
as mãos pesam
sob ombros que rezam___

_____para tudo.
Respira fundo.

O que você poderia construir
se seu coração não deixasse sua mão mentir?

O Amor está em nossas mãos e mentes e emana de nossos corações.

No mapa impresso nas estrelas, renascimento superior através do auto-conhecimento, busca guiada pelo Amor, Luz que vem de dentro,

Amor, desabrochar da unidade

Sábio Drummond já dizia: "entre a raiz e a flor há o tempo", mas não esqueça que há também espinhos e espaços, aroma e abraços.

Dois lados formam um Todo e estes uma tríade e na tríade se funda a unidade.

Nas 3 esferas do Amor - passado-presente-futuro, corpo-fala-mente, eu-nós-outro, eros-ágape-philia - Amor fati em essência,

Amor, plenitude convergente

O Amor é a compreensão que nos revela que somos todos iguais e que apenas nos atualizamos de maneira distinta.

Na plenitude convergente que é puro Amor,

Amor, intensidade eterna na impermanência

Amor é o discernimento de se trabalhar bem com a impermanência, vivendo-a com a intensidade que tudo eterniza.

No caminho do meio, vivência da plenitude sem fronteiras de tempo-espaço, expansão através do conhecimento,

No fluxo do Amor

Amor é o fluxo eterno do rio de nossas vidas, clareza que conduz a força que desapega das margens do gostar e do não-gostar, da cobiça e da aversão, do ego e do não-ego e que nos desprende de nós mesmos para empreendermos a piracema da ascece de nossas almas rumo ao encontro de nós mesmos - com o outro, pelo outro, através do outro, rumo ao Todo.

No panta rhei que sempre muda e por isso é sempre Amor,

O câmbio do Amor

É tudo vazio a espera da valorAÇÃO; subverter o 'negativo' transformando-o em 'positivo', em suma, a soma, o resultado? Evolução.

No Amor, câmbio vigente sempre em alta,

terça-feira, 27 de abril de 2010

Amor, força e Luz

Amor, força que se forja no encontro da serenidade que aceita e coragem que transforma, Luz da sabedoria que discerne e age.

Na forte clareza da Superação, que não julga, mas conduz,

Amor discernimento

Amor não é se preparar para o futuro, independente do que seja, é se preparar e atuar em Todo presente - construindo o futuro que se deseja, aqui e agora.

É colher todos os frutos e artefatos disponíveis e gentilmente discernir, sem julgar, o que atualizar em realidade; entre a razão e a emoção, se guiar pela intuição para saber o que será solução.

Penetrar na realidade última, eis o discernimento do Amor.

No futuro, fruto do Amor presente,

A realidade do Amor

A co-criação da mensagem gera o meio.

Somos co-autores de toda criação. E se o meio é a mensagem, devemos estar duplamente atentos e responsáveis ao pensar, falar e agir.

Criemos um meio de puro Amor, mensagens vivas que somos.

Na extensão do homem, Amor que comunica, mídia que nos une e constrói a cada segundo uma nova realidade, cada vez mais sustentável, cada vez mais em rede,

Quando Amor?

O passado deve dar lugar ao hoje; o futuro esperar amadurecer como fruto - deleitar-se, eis o AQUI; contemplar, eis o AGORA.

No presente, que é puro Amor,

Amor, incentivo conquistador

Amor é a armadura que se veste - adquirida da alma e fabricada no coração, morada do Ser - para se caminhar de peito aberto e alma lavada, aceitando o que vier, pois nada macula ou machuca; quando não há expectativas, não há frustração - há apenas a abertura para que tudo dê sempre certo e seja encaminhado corretamente.

É aceitação ativa, que compreende sem julgamento e assim empreende as transformações necessárias ao momento.

No mind setting que passa pelo coração e conquista o mundo,

Amor são

O Amor é mais que impulso, direção, união – Amor é, quando dois são; unos na tríade de si mesmos: eu, outro e nós.

Na saúde do Ser que em Rede é,

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Amor, felicidade da satisfação presente

A felicidade pertence à ordem do Ser e não do ter.

Não maximize-se, satisfaça-se. Lembre-se que após todo ápice vem o declínio.

Amor é cultivar e curtir a ascese, uma alegria para sempre.

Na satisfação que é o detalhe do Amor, ordem que eleva o Ser, presente aqui e agora e sempre, caminho sem objetivo ou fim,

Amor, semente da ação sustentável

Enquanto nossos irmãos passam fome e nossa Mãe Natureza sucumbe à nossa ignorância egóica, sabemos que estamos vivendo errado, mas não abrimos mão de nada.

Há seres, humanos e animais, precisando de mais do que apenas esperança e palavras bonitas - a vida no planeta Terra precisa de interAÇÃO e mudanças significativas no 'mind and heart setting' para vivenciar a sustentabilidade.



A verdadeira mudança virá através das pessoas, não através de governos. Mudamos ou sucumbiremos à ira do destino que nós mesmos plantamos.

E você, o que anda semeando?

Na semente do Amor que brota em nossos corações, perfuma nossa alma, embeleza nosso Ser e ornamenta o destino de nosso planeta,

Amor guia eterno

Aja não de acordo com os outros, que são passageiros, mas de acordo com seu coração que é eterno.

Na ponte além fronteiras que puro Amor e que supera todas as barreiras,

quinta-feira, 22 de abril de 2010

planetAMOR



Hoje é mais um dia da Terra, como todos os 364 restantes do ano.

Tens cuidado? De ti, do Outro, do Todo?

Já parou? Pra ver, pra sentir, pra trocar com tanta beleza?

A beleza está em quem admira. E acerta ao mudar suas posturas e hábitos.

Poupe água. Consuma menos. Viva mais.

Mude sua alimentação, mude seus pensamentos, mude suas ações.

Você é a mudança que o mundo precisa. Você é tudo o que você precisa para ser feliz. E, a partir de sua felicidade, irrigar o mundo com Amor.

Feliz dia da Terra, da Água, do Ar e do FOGO.

No quinto elemento que é o divino Amor humano, cuidado sustentável que eterniza,

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Amor, inteligência coletiva

Amor é tornar o difícil fácil através da sabedoria que emerge do entendimento compassivo e resulta no amoroso aprendizado que expande a inteligência, a reta razão do Ser, que sai de seu ponto inicial e soma novos pontos de conhecimento a si, forjando-se cada vez mais independente e interdependente.

No complexus da rede que é o simples viver,

Amor é aprendizado

É dar espaço para o não entendimento, gerando assim a viabilidade para o entendimento.

O aprendizado do Amor é esta união que forja una a dualidade e lança a Luz da clareza sobre as sombras da ignorância guiada pela força da compaixão.

No aprendizado tântrico do Amor, que é pura sabedoria,

Amor engloba e supera

Amor é querer abraçar, verbalizar-se mesmo sem palavras, querer bem, admirar as qualidades e ter fé na força da superação das fraquezas.

Na filial humana da matriz divina, em homenagem à minha mãe,

Amor é trabalho constante

Amor é entender a diferença entre o difícil e o trabalhoso e se dedicar com o corpo-fala-mente a realizar o melhor de si, do outro e do Todo.

Na afirmação do Ser, que é Amor em constante superação,

Amor, convergência superior

Amor é o espírito de excelência que habita em nós e que converge o que há de melhor entre as partes.

No tipping point da ascese humana que é puro Amor, pequena diferença que causa grandes transformações, estágio irrefreável de nossa evolução,

Amor é reflexo

Mais do que o instinto de reagir imediatamente a algo, a ação consciente.

É fazer por (através de) você, para os outros.

É enxergar na superfície alheia a beleza de estar vivo e a profundidade da existência interdependente conectada pelas janelas da alma, espelhos da consciência.

É além-narcíso, contemplativo, ecoando o outro na canção de nós dois.



No polimento da auto-imagem,

Amor, exercício do pleno potencial no espaço do jogo

Amor é ter a certeza de que se tem o pleno potencial de si mesmo e das coisas darem tanto certo quanto errado e, neste espaço do jogo, desenvolver o que há de melhor - em si, no outro e no mundo.

Na carta na manga que é o Amor, coringa do jogo da vida,

O Cosmos é Amor em nós

Ciúme? Ódio? Medo? Rancor? Inveja? Raiva? Nuvens negras que só fazem a pessoa brilhar menos. E se apequenar mais.

Respira, expande teu potencial, venta a negatividade para fora do centro do teu Ser e faça teu coração irradiar Amor.

Eterniza-te com a humana brisa da compaixão. E regozija com o divino sentimento de equanimidade.

Sê uno com o outro, sistemas solares em harmonia, galáxia de nós dois totalizando o Universo de possibilidades sem fim.

Na mandala do Ser em Rede, ponto de Luz em torno do qual tudo orbita, Amor que é cosmos encarnado,

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Amor é interação

Amor é ação interdependente, é interAÇÃO em rede.

Na web, teia da vida, construindo o Ser em Rede,

domingo, 4 de abril de 2010

Amor, fé da alma

Amor é a fé da alma que nos garante devoção e fornece diligência para transcender os objetos de apego-aversão e ganhar confiança na entrega total através da descoberta das virtudes auto-existentes.

Na conquista da nossa essência última,

Amor, jóia realizadora de desejos

O Amor é a jóia realizadora de desejos que concede as bênçãos para realizar o que quer que se busque e que esteja em harmonia com o Todo - o Eu, o Nós e o Outro.

Na via ascendente que eleva o Ser,

Amor antidoto

O Amor é antidoto aos equivocos e desentendimentos, é a dose de abertura necessária aplicada com bondade que nos (e)leva a compr os elementos dentro de um plano superior, além das noções dualistas que freiam nossa evolução.

É a coragem de se desprender de ambas as margens, do gostar e do não-gostar, do apego e da aversão, do eu e do outro e assim, compassivamente, fluir no rio da vida que a todos transmuta, evolui e conduz a desaguar no Todo.

É a salvação da gota em pleno oceano, é a força do ciclo das águas - rio, mar, chuva -, emoção em devir orquestrada pela Luz da razão: tornar-se pleno e liberto para auxiliar à todos, quer longe ou perto.

No fluir bodisatva que habita em nós,

A plenitude é puro Amor

Não confudemos meras palavras, por mais belas que sejam, com o Amor.

Fundemo-no com nosso Ser, tornemo-nos o que de fato somos e alcancemos a plenitude de nosso Ser que é puro Amor.

Na pureza dos ensinamentos eu me prosto diante de meu guru Padmasambhava, do exemplo de livre pensador, Nietzsche, e de ti, que me lê, completude de meu Ser - que sejamos todos uno e plenos.

Amor - domínio do desejo

Amor é o domínio do desejo, o fim do sofrimento, é liberar-se em-si-mesmo.

Na diligência iluminada que tudo abarca, espelho que nos mostra quão grandiosos somos,

Amor é despertar

Amor é o despertar da apatia e a introdução ao caminho de uma vida (inter)ativa e (supra)feliz, onde cada (super)ação é felicidade-em-si e descobrimo-nos plenos e genuínos, transbordando e doando.

No Amor, princípio que erradica as doenças da alma,

Amor é sustentabilidade

Amar é, antes que agir no ou sobre o mundo, agir com o mundo.

Na soma que é Amor, equação sustentável,

Amor é disposição iluminada

É estar pleno no fluxo sensorial, é a ponte do extremismo, niilista ou eternalista, à vacuidade, movido à compaixão, a força que impulsiona a Luz do Amor, clareza de nosso Ser, regozijo sustentável de nosso Ser.

Na plenitude equanime do pensamento, fala e ação, o tornar-se Amor-em-si,

Amor é foco

Amor é o foco que supera os obstáculos invocados pela distração.

No côncavo-convexo do Amor, yin&yang de força e Luz,

Amor é ir além

É ir além de si mesmo, do outro, é ter com o Todo, é se tornar pleno para compor com o melhor dos mundos possíveis, exercendo o Ser em sua plenitude, indo além do apego e da aversão, transpondo os véus da ignorância e do sofrimento.

É transcender a si próprio e a dor para ter com sua essência na ascece da alma, aprendizado que é viver em meio à dor e ao Amor, mestres que nos ensinam cada qual a sua maneira a alegria de Ser.

É estar uno com o conhecimento e através da compaixão desenvolver a sabedoria do Ser que é puro Amor, potencializando-se como canal da mensagem única e multifacetada, que é o Amor.

É saber que navegar é preciso, não importa a tormenta ou a calmaria, pois o porto seguro é Amor, repleto de pontos de anCORAGEM.

Na motivação de nossa encarnação, que é tornamo-nos puro Amor, aprendizado de nossa alma,

Amor nutre, liberta e fortalece

O Amor nutre a força vital da liberação e fortalece nosso Ser no encontro com nossa plenitude.

Na dieta do Amor, plenitude-em-si,

Amor me-dita-ação

Me-dito para não me ditarem o que fazer.

O Amor é o melhor guia para nos dizer o que fazer, libertos da egóica luta senhor-escravo, plenos de nós mesmos e em comunhão com o todo, unos em essência.

No Amor, que me-dita a melhor das ações a realizar para compor com o melhor dos mundos possíveis, co-criadores que somos,

Amor é .exe/Ser

É através e no Amor (fati) que nos tornamos o que somos e nos reconhecemos como Ser; é a liberdade dadivosa de .exe/Ser - exercer; executar o Ser - a graça divina e realizar sua missão à sua maneira: Amar incondicionalmente e assim evoluir na ascese de nossa alma.

Não importam cenário ou atores, o que importa é o roteiro e esse é Amor, a graça divina do livre arbítrio de nos tornarmos o que somos.

No jogo de cena que desperta o coração, Amor presente no palco da vida,

segunda-feira, 29 de março de 2010

O milagre do Amor

Amor é o milagre que transforma a mente e a une ao coração, ponderando e sustentando a ação entre a razão e a emoção; é a força que potencializa a inteligência através da compaixão, forjando a sabedoria que é o colocar em ação do pleno conhecimento de si no mundo.

Na transcendência de nossa limitação,

sábado, 27 de março de 2010

Amor, o apelo da alma

O apelo de nosso alma, este clamor silencioso, esta pequena voz que nos guia, é o de compreender e superar nossas dores e medos, é o de nos libertar para alçarmos vôos mais altos, divinificando nosso Ser através da coragem de nos desprendermos de nossa face criatura e ficarmos face-a-face e ao lado do criador.

O apelo da alma é amar o conhecimento, é conhecer o Amor, é vivenciar a plenitude de nosso Ser.

Namastê, no Deus que é Amor e que habita a mim e a você, que, unidos, podemos alterar nossas realidades,

Amor, este caminho difícil

É mais fácil brigar com o outro do que consigo mesmo, é mais fácil deixar o outro inseguro do que lidar com a própria insegurança, é mais fácil culpar o outro do que assumir a própria responsabilidade.

Em um mundo de facilidades tornou-se tão difícil amar.

Amor é esse processo que transmuta e encoraja, impulsiona, guia e realiza, é a ousadia de Ser na plenitude.

No simples caminho que é o Amor, tão difícil para tantos complexus, tão universalmente acessível a todos,

É Amor o destino de Ser

Destino?

É o que fazemos com a graça divina, nosso livre arbítrio de exercer a plenitude que é viver; é Amar.

É Ser Amor.

Na convergência das linhas do Tempo e do Espaço em meio ao círculo perfeito do conhecimento, mapa astral do Amor encarnado,

sexta-feira, 26 de março de 2010

O magma do Amor

É a força lúcida que conscientemente forja a união e harmonia entre nossa parcela divina, infinita e eterna com nosso lado animal, finito, contextualizado.

No tantra mente-coração, erupção de nosso Ser,

domingo, 21 de março de 2010

Amor - eterno mutável incomensurável

Que o Amor se conduza no Amor, compaixão na compaixão, regozijo no regozijo, equanimidade na equanimidade.

Que o Estar seja e o Ser esteja e que assim se tornes Amor: união incondicional do eterno com o mutável.

No eterno devir de nosso Rio que é fluído infinito do Amor,

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Olhar do Amor

O olhar amoroso vê em tudo, em si, no outro e no Todo um sem fim de possibilidades.

Sem julgamento, sem ressentimento, compaixão e oportunidade da realização da plena felicidade.

Na lente do Amor, que não aumenta, não diminui, apenas ressalta e evolui na eternidade do Ser,

Os limites do Amor

Apesar do Amor ser eterno e infinito, necessita de limites para poder transbordar e assim fertilizar e fecundar.

Amor é canalizar para superar os limites, próprios e o da união e do Todo.

Na maré do Amor, limite que dança com o nascimento e a morte no compasso que é viver,

Amor jardineiro

Em nossas mentes brota de tudo, sementes boas, alimentadas por Amor, e sementes daninhas alimentadas pelos 5 venenos.

O Amor é a sabedoria natural de nosso Ser que sabe habilmente quais regar, quais colher, quais arrancar e tornar adubo, afinal, nada se cria, tudo se transforma.

"A imaginação é o jardim de Deus, não deixe o Diabo entrar" - Nine, o filme.

No adubo-mor que é o Amor,

A incomensurável força do Amor

A ignorância nos prende e desvia,
o verdadeiro conhecimento nos esvazia,
a humildade nos conduz,
a coragem, em nós, nos reluz.

O medo nos paralisa,
a compaixão nos mobiliza,
o Amor nos eterniza e
o regozijo nos sublima e equanimiza perante o Todo.

Na vida, que é o caminho do Amor,

Amor reflexo

Diz um ditado budista que a vida é um espelho, não uma janela.

O Amor torna a imagem espelhada mais viva, bela e clara, faz-nos refletir o melhor de nós ao nos possibilitar cultivar a paz que começa em nós e dá frutos à Todos.

Na árvore do conhecimento cuja raíz é o Amor,

Amor, a grande tolerância

Tolerância frente à intolerância - que não é outra que a ignorância em estado bruto -, a fronteira final da compaixão, a realização plena do Amor, eis a grande tolerância nietzschiana.

Na oitava superior de tudo, que é o Amor, quinto elemento que a tudo engrandece e supera,

Amor tântrico e o sagrado feminino

Em um mundo onde a revolução sexual por um lado ruiu determinados dogmas mundanos, mas por outro sacrificou algumas belezas divinas, o papel do masculino e feminino se encontram por demais distantes e banalizados e os Seres de sujeito passaram a objetos - para si, para os outros e em relação ao Todo.

O filme Nine revela - com fotografia especialmente bela - como a ascese de um homem depende muito da reconciliação com seu ego através da revalorização do sagrado feminino e da consequente recondução da sua criança interior ao seu devido lugar no processo de amadurecimento e elevação de seu Ser.

A criança interior - nosso ego - não deve ser aniquilada, mas contextualizada dentro de uma hierarquia de valores e forças edificadas a partir de ética e coerência individual. Validadas sempre pelo filtro do Amor, ou seja, em relação à hierarquia de valores e forças do outro e do Todo.

Afinal, não somos outra coisa que um Ser em um Estar-continuum e não há iluminação sem compreender nosso Todo no Espaço-Tempo universal e eterno.

O Amor tântrico começa por nós mesmos em um íntimo reconciliar-se e fortalecer-se para conquistar a subida da elevação.

Luz, câmera, Amor!

Amor liberta

O Amor é o caminho no qual sempre estamos, reconhecendo ou negando; é a realização do Ser no Estar; é a contemplarmos nossa face adversa; é unirmos a Luz às sombras sem julgamentos; é encararmos a verdade sem véus e ressentimentos; é dissiparmos todos os medos e demais obstáculos; é estarmos vestidos com as roupas e as armas da eterna e invencível imortalidade do Ser; é Ser vencedor na dualidade do embate entre nosso Ser eterno e nosso Estar fluído, mutável e impermanente, convergindo sem apego, sem medo e compaixão canalizado por Amor.

É amorosamente reconhecer nosso vaso e nosso vazio, compreendendo forma e conteúdo como um, a dualidade como unidade, libertando-se através da união consigo e com o Todo; é canalizar a Luz pela Força compassiva do Amor para iluminar nossa ascese e assim nosso encontro superior.

É realizar que somos livres somente no Amor, quando fazemos amorosamente aquilo que temos que fazer estando em união com isto, nosso dharma e destino, nosso Amor fati - superar o livre arbítrio que nos mantêm refém de escolhas e longe do princípio - todas opções nos levam à dualidade enquanto somos unos.

No A-Mor, não maior, não menor, mas princípio absoluto,

O domínio do Amor

Nos domínios do Amor reina a Força da Luz, clareza onisciente que nos conduz à ataraxia e que nos direciona ao entendimento de nossa hierarquia de valores e co-relação de forças, tudo aquilo que nos molda e compõe nosso Estar passageiro e mutável em meio ao nosso Ser eterno e imutável.

Esta clareza onipotente nos possibilita tomar conhecimento de nós mesmos inclusive através de nossos próprios venenos: corta os véus da ignorância para entendermos que temos em nós todas as curas e forças, porque se fomos capazes de gerar emoção ou situação de tamanha envergadura e avassaladora força, é porque somos feitos de força e envergadura igual ou superior.

Re-pousar no Amor é ter a tranquilidade de lidar com tudo na certeza de que fazemos parte do Todo e que tudo vem na hora e no momento certo para crescermos ainda mais.

Domando o cavalo selvagem, a força das paixões, para lhe dar direção e sermos uno,

terça-feira, 9 de março de 2010

A hora do Amor

O Amor é fazer a diferença no invisível do detalhe; é Ser no puro sentido de viver.

É o caminho para o Eu superior, a ação que independe da avaliação prévia do valer ou não a pena - tudo sempre vale quando a alma não rima e se engrandece, encontrando-se no particular que pertence ao Todo, ressaltando o universal em cada exceção.

Amor é aceitar que se é, e de fato Ser; esse é o jeito, isso é Amar.

No Amor, nascimento de nossa consciência interior, valor que agrega,

Amor puro sentido

Colhi a flor
caida no asfalto;
quando virada pro céu
é sinal de doação.

Doa aroma,
cor e forma;
doa vida,
doa Amor.

Divina, doa o aconchego
pro olhar,
pro sentir,
pro cheirar.

Amor puro sentido;
regozijo com pouco
que é mais que todo muito
que se tem por aí e nunca dentro de si.

E ali, por entre formas e vazios,
passeava uma formiga.

Distante, solitária, morreria.
Não faria falta ao numeroso formigueiro.
Não faria falta ao Todo que a tem aqui ou acolá.
Mas faria falta a ela, não voltar ao seu lar.

Passeou por todo o Rio,
deu aulas, viu mais de uma apresentação,
comeu em restaurante
e curtiu sua abdução.

Na calada da noite
na mesma esquina
de poucas horas antes
reencontrou seu caminho.

Despediamo-nos,
a grande formiga
de meu já não mais pequeno Ser,
mais uma vez aprendendo que o Amor é o que nos leva do pequeno ao grande.


No rumo da unidade, a grande e divina união, que é o Amor, sentido de nossa existência,

terça-feira, 2 de março de 2010

Homo amabilis

O supra-humano - super-homem nietzschiano - é a superação da soma do homo faber e do homo ludens; é a realização daquele que não só faz o jogo, mas joga com o que faz sem apego ou aversão, é a vivência da vida com toda entrega.

O homo amabilis é o humano na plenitude de sua existência: de um ato de Amor nascemos, no Amor devemos viver e no Amor devemos nos perpetuar por toda eternidade.

Assim falava o Amor, verbo encarnado,

A experiência do Amor

O Amor é a única experiência a ser vivida e em seguida conceituada. As demais devem ser amorosamente superadas.

Na vivência do Amor,

A implosão do Amor é pura compaixão

Implodir a raiva em compaixão, eis a força transformadora, a direção salvadora e a razão-mor do Amor, o caminho para a união e para a superação.

No rito tântrico do Amor que transmuta todos os venenos,

O sorriso é Amor

Não importa o que encontramos no espaço, devemos sempre sorrir a cada segundo - obstáculo do tempo - eis a força transformadora do Amor.

Na eternidade presente que é o Amor,

Desilusão: o aprendizado-mor do Amor

As desilusões fazem parte da história de nossas vidas, são nossos aprendizados mais íntimos.

Mas, acostumados ao nosso ego - infantil como só ele - de termos apenas aquilo que gostamos e queremos, revoltamo-nos e acusamos o culpado: é o coração, este fraco e desmiolado a quem seguimos cegos de paixão e que nos faz cair, na tentação e no abismo da solidão após nos lançarmos desenfreadamente de encontro ao Outro. Juramos nunca mais seguir o coração e nos isolamos assim de nós mesmos.

Não é que não devamos seguí-lo ou seguí-lo menos. Devemos sim torná-lo forte, independente e líder para nos conduzir sem cair nos boicotes da mente e do karma, bem como na solidão de nossa alma.

Ocorre é que sentimo-nos acuados e pressionados pelo tempo-espaço, acossados pela solidão de nós mesmos e ao invés de nos bastarmos primeiro, jogamo-nos na aventura da roleta russa do "nós-dois": depositamos no Outro arma e munição e entramos de cabeça em um jogo em que a sorte pode ou não cruzar com o destino. E o Amor está longe de ser um jogo de azar no qual se deposita as fichas às cegas.

Tranquilidade, este é o sinônimo da realidade do Amor: o que é nosso está guardado e quando se está maduro o suficiente se tem o prazer de desfrutar do verdadeiro néctar do Amor.

Até lá, vamos amadurecendo e entendendo que é necessário estarmos bem conosco, sem depositar em mais ninguém nossa felicidade. E é nestas desilusões que a vida nos traz que aprendemos a viver e assim a amar.

Aí sim, iremos ao encontro de nosso destino, sermos felizes. Por toda eternidade de cada momento.

No néctar da imortalidade que é o eterno Amor,

Amor, fiel da balança do auto-conhecimento

Em um momento de desilusão amorosa você não deve esquecer do Outro, deve se lembrar de você.

Na força transformadora do Amor que a tudo conhece e ao auto-conhecimento possibilita e conduz,

A clareza do Amor

"Ame o outro como a si mesmo", a equação que necessita do Amor próprio para existir e da humildade para transcender.

Não confunda humildade com modéstia - prefira a primeira.

Na fluidez do Amor que nos permeia e conecta,

Na sintonia do Amor

Na sintonia do Amor tempo e espaço não são barreiras, são conceitos a serem superados.

No ritmo progressivo e estimulante do Amor que nos une no compasso cotidiano da dança da vida,

Amor em meio à intolerante revolta

Às vezes, quando se quer muito algo, perde-se o equilíbrio genuíno do Amor, cai-se na tentação do desejo de Eros e tende-se ao extremismo em nome da cega paixão.

Face-a-face com minha própria intolerância e revolta busco liberação na compaixão, a única saída.

No Amor, único caminho, olhos que tudo e Todos vêem, sabedoria que tudo supera e a Todos alcança,

sábado, 20 de fevereiro de 2010

No continuum do Amor

Nossa vida não é nada a não ser uma seqüência de momentos.

Amor é fazê-los serem sempre bons e proveitosos momentos - por prazer, aprendizado ou evolução.

No Amor, única coisa que levamos eternamente conosco,

A multiplicidade única do Amor

A vida é um bem único que se desdobra e multiplica em um eterno devir; é única e em constante mudança para ser sempre igual: viva.

No Amor que inspira a viver a mudança em nós e no mundo,

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Amor-em-si, o Todo sustentável

A questão não é afirmar algo negando outra coisa e sim afirmar-o-Amor-em-si, sem "dicotomizar", dividir e diferenciar e sim triangular e convergir.

Quando se relaciona equanimemente amado-amante-ação-amorosa liberta-se e expande-se o Amor, soma maior que as partes, o Todo sustentável.

Nos elementos básicos que sustentam a pirâmide da vida,

A superação é Amor

Cada segundo é um instante de possível superação. E o Amor a força de efetivação.

No progresso do Amor, compasso da ordem e decisivo,

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Amor, eternidade sem tempo a perder

Sem tempo a perder
Para ajudar a todos os seres,

Sem tempo a perder
Para Amar

Sem tempo a perder
Para se cuidar

Sem tempo a perder
Para se estar junto

Sem tempo a perder
Para realizar as transformações necessárias

Sem tempo a perder
Para realizar seu verdadeiro norte

Sem tempo a perder
Para se realizar nas práticas tântricas e vencer a morte

Sem tempo a perder
Para vencer o medo e contar com a sorte

Sem tempo a perder
Para nos reencontrarmos

Sem tempo a perder
Para entrar no compasso do caminho do meio:
Não tenha pressa, mas não perca tempo.

Diante de ti, minha mãe, me inclino em profundo Amor e devoção,

Texto em homenagem aos 56 anos de minha mãe, sob inspiração do presente que lhe dei – “Sem tempo a perder – um guia útil para o Caminho do Bodhisattva”, de Pema Chödrön – e das sábias palavras de Saramago, inseridas com Amor de filho com intuito compassivo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Amor do além

É o Amor que compassiva e instintivamente lhe leva a doar o que tiver no bolso a um aleijado que profetiza palavras sobre o futuro próximo e lhe mostra o caminho.

É a humildade que lhe dá ouvidos.

É a fé que lhe dá coragem para crer, agir e fazer o seu destino.

No Amor, espírito que anda,

Amor canino

Momento ternura do dia.

Dois cães juntos esperando sua família comer pizza.

Uma garotinha leva água em um copo descartável; burburinho, agito de pessoas, mas nada macula a beatitude do Amor incondicional, aquele estado de entrega e comunhão e arrebatamento que palavras não expressam, mas o olhar acolhedor da troca amorosa captam:

Entre a garotinha e seus cães e com todos que comungaram do momento.

O sagrado está onde menos imaginamos e viver seus detalhes é a bênção da eternidade desperta a cada momento, que confere um brilho, um tom e um som especial a cada instante - uma áurea ao agora.

No Au-"Augenblick" do Amor, olhar dos olhos, instante inspiração,

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Amor é afirmação-em-si

Em meio à tristeza, decepção, mentiras e desilusão o Amor é quando se ressalta o estar junto, o riso, o prazer, o conjunto.

E é quando se sabe o momento preciso do se investir ou se retirar, sem nunca partir, sem nunca julgar. É apoiar dentro do limite da saúde e com foco no progresso.

Amor é afirmar-se-em-si, é afirmar o melhor lado de todos os envolvidos no processo e o processo-em-si.

No Amor que é e atua no interesse equânime entre as três esferas, amante, amado e ação amorosa,

Amor - felicidade que gera compromisso

A felicidade gera o compromisso e não o contrário. As pessoas vivem cada vez mais em função da obrigação e do interesse de um compromisso e não mais por Amor, deixando escapar assim a possibilidade da felicidade genuína.

A felicidade sustenta o compromisso; o compromisso sufoca a felicidade. O Amor? Liberta.

A liberdade de Ser-em-si e de se relacionar plenamente com o Todo, na afirmação de sua vontade, dá espaço para cômodas trocas e aceitações em nome da conveniência ou do medo, abrindo-se mão do banquete da vida por migalhas de sobrevivência condimentadas com temperos ilusórios da vantagem e do conforto.

A maioria se furta a afirmar a sua vontade por medo ou insegurança, presos a um frágil, mas opressor sentimento de necessidade de estabilidade que, projetado em uma relação, torna ambos reféns de si próprio e do outro, gerando tensão desnecessária e contrária aos desejos que irá explodir ao invés de fissurar - a afirmação da vontade pode até fissurar mais constantemente, mas é através desta fissura que a relação cresce e atinge níveis ainda maiores de realização e felicidade plena.

A busca da plenitude cansa a maioria só de pensar e o Amor perde espaço para a segurança financeira e/ou emotiva, o conforto e a ostentação do luxo.

Outros desistem após desilusões em sua busca. Lástima por não verem que faz parte do caminho e é uma vitória do Ser a retirada de cada véu da ilusão.

O Amor não é fácil. O Amor também não é difícil. O Amor é.

E quando nós aprendermos a Ser seremos plenos em nós mesmos e capazes de nos relacionar amorosamente, seremos Amor e viveremos em paz. Conosco e com o próximo.

Não estou querendo apoiar relacionamentos instáveis, tampouco conflituosos, pelo contrário. Mas mais do que o contrário, não estou querendo afirmar o contrário da negação do desamor que nos assola por medo ou insegurança. Busco afirmar um novo patamar de relacionamento, onde compromisso e segurança são ramos da semente do Amor e, por isto, exalam no caule, nos ramos e nas flores, o aroma da genuína felicidade, terroir da liberdade, do crescimento individual-coletivo e de novos horizontes.

Na profunda simplicidade do Amor, fluído caminho da alma,

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

No cultivo da semente do Amor

Não se deve depender de fatores externos para se cultivar, colher, distribuir e desfrutar do Amor.

Não importam as estações, nada mudou se você escolheu o campo fértil e certo - estufa o peito, abre espaço e no silêncio companheiro e calor aconchego de seu coração, cultive a semente que a tudo resiste e só lhe espera despertar para si para juntos crescerem.

Sim, aí sim pode-se afirmar o viver junto e compartilhar, porque tem-se o que dar e não se necessita receber, atua-se sem carência no desejo, dando asas à vontade e força ao verdadeiro poder - o Amor.

Na semente do Amor que pode acabar com a fome do mundo,

Amor - busca e sustentabilidade em si

Mudar o pensamento para mudar a fala, mudar a fala para mudar as ações, mudar as ações para mudar os resultados. Mudar os resultados em busca de sustentabilidade.

Ser esta busca, ser estes resultados para Ser sustentável e assim Ser-em-si, pleno no e através do Amor.

Na sustentabilidade que é Amor, felicidade genuína,

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Arrebatamento do Amor

O poder arrebatador do Amor transforma instantes antes em eternidades depois ao forjar o agora no aqui.

Nada mais é preciso, o impulso de Eros explode e quando de sua plenitude se transvalora em direção sublime valorizada em fecunda união.

É o Amor despertando em primavera, desabrochando em flor, ebulindo em aroma verão e suas cores, sem ter mais que a certeza do outono e do inverno e de um renovado despertar, estações da aurora de nosso Ser.

No devir do Amor, poder do arrebatamento que é a vontade de poder da eternidade finita que transcende e vai além, imamente em nossa mente-coração,

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Amor, música e cheiros

Músicas e cheiros sempre nos remetem a lugares distantes em nossas mentes-corações.

Tão longe, tão perto, inexistente, desejado, imaginado, concebido, recriado; esse é o Amor, ilimitado.

No não-conceito inapreensível que é o Amor,

Amor nos ciclos

Ciclos são zonas de conforto que as práticas tântricas ajudam a amorosamente deixar para trás em busca do crescimento.

No Amor, espiral da vida,

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Amor, asas da alma

Da alma a Fé é Amor, a oração é poema, a esperança é o mal; a fé fundamental e o Amor transcendental.

Nas asas de nosso Ser,

Tautologia do Ser é Amor

Amor é a força do empreendimento do discurso; é o verbo se fazendo carne; é o impulso que ganha sentido rumo ao objetivo. E é o impulso que dá sentido ao objetivo. E o sentido objetivo do impulso.

Na tautologia do Ser, que é puro Amor em suas três esferas,

A qualidade íntima do Amor

Amor, qualidade íntima que transcende nossa imanência e nos faz Ser com o Outro em plenitude comungada.

Na força do impulso que confere o sentido empreendedor e objetivo do discurso e curso de nossas vidas,

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A matemática do Amor

Na matemática do Amor
o um é dois,
o dois é três,
o três é uno,
a soma é maior que as partes
e o Todo é São.

No plural do Amor, uno em essência,

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Amor é quando se é no Ser

É quando se realiza o Amor Fati através da harmônica equação Eros-Ágape-Philia, quando se realiza que somos fiscais da obra divina, verdadeiros fiscais da natureza, cujo intuito é preservar Toda natureza externa através da evolução interna.

É quando se re-pousa no Ser apóso vôo da liberdade em busca de si mesmo, é quando se dá conta que já somos possuidores de tudo aquilo que buscamos, pois nos tornamos apenas aquilo que já somos, fazendo da busca um relembrar-se - o que não invalida jamais nossa jornada e busca, apenas a confirma, pois é ela que nos auxilia na expansão de nosso Ser.

O livre arbítrio mais bem empregado é aquele que confirma o Ser em sua plenitude.

Toda elocubração gera conceitos pertinentes à ação - mas não é que se deva deixar de agir e vegetar pela vida afora: deve-se levar a força harmônica da meditação contemplativa do Ser ao Todo de nossa existência, expandindo assim nosso Ser e tornando-o superior. Este religare a partir do re-pouso no Ser deve ser a força que une, ata, eleva e supera os fatos, tornando-nos resultados conscientes de nossos processos.

Amor, portanto, é a força conscientizadora em cada ato - é o verbo realizador da essência.

No Amor, realizador do Todo,

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Amor é Fati de fato

Apaixonado pela menina,
agora amante da mulher
como o mundo se resigna
para quem sabe o que quer.

Dias, semanas, meses ou anos,
o tempo tanto faz e pouco importa;
para quem tem sonho e faz planos
toda e nenhuma trilha é torta.

Os passos dados por Amor
mostram-se a si mesmos o caminho
por entre ilusão, pétalas e dor
até se reencontrar e ao novo ninho.

Ó, ilusão, adeus!
Bem-vindo ideal acalantado.
Cinderela, abandone os sonhos meus:
Amor é Amar e ser Amado.

Não é (o fim do) conto de fada,
tampouco pecado,
é Amor ao destino,
é lidar soberano.

Amo a ti
e ao que tenho
não há conflito
(não) intervenho.

Nado e fluo
com o rio da vida
se é Amor, volta, sem ferida;
construo sempre, a Amar continuo.

Mas páro por aqui de escrever
não precisamos mais ler.
Precisamos sentir;
Amar, nos ter, agir.

Você agora e eu aqui.

Na realização do Amor, Fati de fato,

Aqui, agora é a vida no Amor

E aqui, agora, dormes serena ao meu lado.
fazendo de mim, um feliz amado
que poeta não é, tampouco busca ser,
apenas transborda e registra palavras de alegria por te ter

ao lado, mesmo que por um instante,
do passado de 15 anos - ou - atrás do eterno futuro
todo tempo é presente, juro
só depende da mente.

No reencontro com nós mesmos, diferentes, mas iguais, novos amores de antigas paixões que revitalizam a vida com novas sensações,

O Amor é o Criador, a criatura e a criação

O princípio, o fim e o meio; o pai-mãe/casal, o filho e a (pro[cri])ação; o caminho, a verdade e a vida - Deus é Amor e nós o somos quando nos reunimos.

Do verbo faz-se o humano, o humano é ação, se encontra e define no agir, é o divino que se materializa no Amor - palavra realizadora que suporta a vida: do nascimento à morte e através da ressurreição.

O Criador não cria a dor, é o fraco em nós que a denuncia, pois toda criação é um parto que cria a ação transformadora da estagnação e que incomoda aqueles em nós que não suportam a força da impermanência: inerente à eternidade do Amor.

No alfa, no ômega e no soletrar - linguagem amorosa que constrói realidade e não apenas se adequa,

Do erudito ao popular, Amor é no que há

Amor nãoé rebuscar em sua busca,
é simplesmente Ser em plenitude
na arte que é viver,
não mais em busca, mas no Ser.

Não há nada fora,
não há nada dentro,
além fronteiras não há nada
a não ser o Ser no Amor.

Sujeito-Objeto-Ação,
só necessitamos da contemplação
nada mais, nada menos
é no Amor que nos temos.

Na certeza de estar vivo,

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

...Amor, o sapato vermelho é...

Não posso cobiçar,
mas a beleza não me escapa;
brilha, aguça e conforta o inocente olhar,
registra-se em cartório, em público e no mapa.

Delimitação do mundo,
desejo consumido;
casad0 no fundo
viajante iludido.

Não há parada,
só há projeções;
há amores,
companheiras intenções.

Nasce-se só,
vive-se,
eterniza-se
e pó.

No brilho metálico de seu olhar,

Amor em Beta - II

Chama piloto
sem vales, sem picos
risos, caras, bocas, bicos,
amasso, beijos, toques... seu grito.

Tesão, revival,
sonho sem aval,
cotidiano sem atrito
horizonte bonito.

No flanar delicioso que é o Amor,

Amor em Beta

Passado que espreita
se atualiza pela passagem estreita
que se abre entre a memória e o anseio
realidade que se atualiza d'um profundo devaneio.

Madura jovialidade
que se estabiliza no contato
tenra felicidade
que se renova no tato.

Nova inspiração
novas sensações
de priscas eras
renovadas emoções.

No incerto futuro que é todo Amor, certeza de se viver a plenitude do querer e o Todo poder.

sábado, 19 de dezembro de 2009

CyberAmor

Aceitar aquilo que se atualiza
para cultivar aquilo que em potência se conhece e deseja.

É assim que o Amor se realiza
e que assim seja.

No Amor integral,

Amor, o eterno retorno daquele que nunca foi, mas é e sempre será, Amor

O poeta não morreu, foi ao inferno e voltou.
O filósofo se entreteu, amou e não postou.
E eu, no meio disso tudo, amadureci, colhi os frutos do Amor,
entreguei quase todas, mas fiquei com uma flor.

E de sua semente cuido e rego,
contemplo amorosamente o definhar de meu ego.

Se for só atração,
cessará logo a paixão.
Se for de verdade o gostar e o querer bem,
mais à frente nos encontraremos e a felicidade a dois, juntos, também.

Aí será o desabrochar do Amor,
que venceu do caule a ascese,
os espinhos e a dor.

No Amor que tudo vence, minha vida, minha tese

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Amor que sangra também cura

Pensei no suicídio por Amor,
não, não era por ti, minha vida,
era por tua ausência,
minha dor.

Ensurdecido pela ausência de sua voz, minha menina,
dobrei apertado a esquina:
Era meu vizinho morto que eu sentia em meu peito
e via ali, estirado, sem vida, sem jeito.

Homenagem ao meu vizinho do prédio da frente,
que não mais que de repente,
se sentiu só, sem um alento na vida, e chorou.
Abriu mão das asas do Amor e se jogou.



O Amor é uma energia que pode criar, cultivar ou destruir: depende de nós - co-criadores de nossa realidade - canalizá-la para um propósito de elevação e verdadeira libertação.

Não é o Amor que mata, nós é que morremos para o Amor.


No Amor que sangra, mas também cura, a quem se deve entregar e não escapar ou matar,

domingo, 25 de outubro de 2009

Amor e desapego - II

Na teoria o desapego é tão lindo, óbvio, fácil e prático, não é?

Mas o importante é irmos tentando. E conseguindo.

Basta começar a não se cobrar tanto, entendendo que este é o processo natural - o de Amar sem se apegar. E que igualmente natural é este despertar da amorosidade que vai nos conquistando e também aos outros.

É um arrebatamento que quando vemos já fomos tomado pela energia envolvente e suavemente forte do Amor.

Meu conselho, se é que vale e cabe, é contemplar cada situação racionalmente, perguntando-se se houve ação egóica, comumente uma reação emotiva a algo e/ou um julgamento, e se poderia ter agido com mais Amor, convergindo maior harmonia à solução de dada situação/questão.

Fundamental é começar por si, único elemento que podemos de fato "controlar" - ao menos mais do que ao exterior.

Respiremos conscientemente - se possível façamos trabalhos de visualização de cores e formas auspiciosas, bem como recitemos mantras de compaixão e remoção de obstáculos - criemos dentro de nós um espaço para dialogar harmoniosamente com cada situação para verificar pontos de vista, posturas, ações.

Acolhemos tudo sem julgar e tal qual organizamos um fichário, pautemos tudo, e tal qual um altar disponhemos em nossa mandala interior, erigindo-a primeiro a partir da necessidade exterior geral - o que dada situação/questão pede para ser corretamente sanada - depois a partir do sofrimento e obscurecimentos alheios, compreendendo também as necessidades do Outro e o fato que ele, por ignorância, sofre e causa sofrimento.

Por fim, analisemos nossa participação tendo como base uma análise da coerência entre seu corpo, fala e mente - entre aquilo que pregamos e perseguimos como ideal, aquilo que propagamos e aquilo que vivemos na ação do verbo que se torna cotidiano.

Façamos disto uma balança e encontraremos o equilíbrio em cada situação, o Amor pleno em ação.

Na busca do aprendizado com Amor e na reconquista da jóia que o Tempo-Espaço há de conceder,

A missão do Amor

Amor é se encontrar a cada partida,
é cultivar a serena força que dá suporte à vida.

No complexus de sustentabiliade que é o Amor,

sábado, 24 de outubro de 2009

Amor é o que queremos

Descobri que o Amor não vai embora,
apenas se esconde como o Sol por trás das nuvens
ou transforma, como a semente que brota,
mas nunca se ausenta, apenas o tempo certo demora.

Desesperamos quando jovens,
isolamo-nos em nossa profunda grota,
justamente quando devemos ter com nós mesmos,
pois apenas com o tempo sabemos que é a vida, o Amor que queremos.

E somente assim,
pode-se ter a si mesmo e ao mais belo encontro,
a união de dois inteiros, infinito pronto,
felicidade em dobro, em você e em mim.


No desvelar maduro do Amor,

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Amor ouve na escuridão

Ainda bem que Amor houve e há sempre de existir.

É ciclo constante e presente, eterno devir.

Se escutar bem ainda e sempre pulsa

Mais forte que qualquer repulsa.

Estufa o peito,

Brada aos ventos: venceremos! Amor é o (nosso) jeito.


Na escuta dos sentidos do Amor,

Amor Vincit Omnia et nos cedamus amori

Acabou de sair de minha casa o meu Amor.

De onde veio, para onde voltou?

Suspiro, não me entrego,

sua existência confirmo,

sua ausência nego.


Como algo tão sublime pode simplesmente desaparecer?

E ainda deixa rastro e vestígio - muito além do cheiro e do bem querer.

Planos precipitados, sentimentos antecipados, loucas sensações.

Destroços e pedaços do choque de dois corações.

Intuo... não, nada tenho como intuir, perdido que estou no meio do caos,

Que é de onde emana todo verdadeiro Amor e dá forma ao Klaus.


Desejo, confesso, que o Amor seja compassivo com este humilde servo e aprendiz,

e que não nos percamos um do outro em nossos caminhos, nem por um triz.

Ardo e oro para que hábeis artistas sejamos,

para dos cacos criarmos um lindo mosaico, onde enfim nos amamos.


No tempo que há de ser, para sempre no espaço de nós dois, com o carinho e o amor que palavras não podem traduzir, que o tempo não pode apagar e que só precisa de espaço para crescer, florir e prosperar.

Amor Vincit Omnia et nos cedamus amori - o Amor tudo vence: cedamo-nos nós também ao Amor.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A glória do Amor

Regozijar na vitória,

aprender na derrota,

agradecer sempre.

No estandarte da bem-aventurança, glória invencível do Amor que a tudo supera,

Coroação do Amor

Amor é o verso que rima a conjunção de dois astros, Rei e Rainha que, consortes, orbitam e conjugam o nós na poesia do viver a beleza do encontro a cada amanhecer.

Na astrologia do Amor, trígono de fogo e proteção,

Meteorologia do Amor

Amar é ter o arco-íris na cabeça e o sol no coração, é ter o Ser pleno e límpido iluminado por inteiro, com clareza para mais uma vez sonhar e força de realizar em paz a plenitude desta vivência encantada.

Na luz do astro-rei que é o Amor, de quem somos humildes servos,

Amor construtor

A vida quem dá e tira é Deus, quem constrói sem igual é o Amor.

Na planta baixa que se edifica arquitetando o nós,

Aprendendo a Amar

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a Amar.

Na amorosa lição da vida, que é puro Amor,

Amor é pleno viver

Amar é viver para o que der e vier.

Na convicção afirmativa do Amor,

domingo, 18 de outubro de 2009

O momento do Amor: pura arte humana

Amor é momento, eterno de se ter, de se ir além, de nos fazer.

É garimpagem de pedra bruta, lapidação do encontro, vivência da plenitude do um em dois. E no mais o regozijo de enfim estar em paz.

É o momento do brilho nos lábios e sorriso no olhar que revela a beleza do estar junto - obra-prima humana - e do descobrir-se complementar.

No momento da plenitude, onde o tempo passa e o espaço floresce, eternidade do Amor,

Amor é jóia rara

É contemplar a obra-prima que emana de nosso Ser e reafirmar o seu valor na prazerosa interação do nós: valor constituído, construído e vivido, brilho próprio de nós dois.

Na moldura do Amor, que é a beleza de seu sorriso,

Amor ourives

Se o Amor adolescente é diamante, somos nós hábeis ourives da relação, em busca de forjar a aliança para coroar tal preciosidade que é amar e ser amado.

Garimpeiros de nós mesmos, constituímos esse valor que se forja no moldar da relação.

No ressaltar da preciosidade do encontro em meio à vasta escuridão de desencontros,

Amor adolescente, Amor diamante

Chama saltitante que pula de órgão em órgão e nos reúne no coração, nos anima e nos lança em busca de mais combustível do infinito retroalimentado na troca constante do calor de nós dois: inicialmente explosão da paixão e do reconhecimento – és, tu, ó Amor, elevação de nós mesmos – progressivamente amadurecendo e estabilizando-se em ternura que mantém o fogo eterno do Amor aceso e vibrante – és tu, ó Amor, eternidade presente no toque, no olhar, no cheiro, na mordida, no beijo, no frescor de cada reencontrar, infinito despertar de incontáveis detalhes que alimentam o brilho no olhar amante.

Diamante, faz-me reviver a juventude de maneira madura, Amor - elixir da vida eterna, da bem-aventurança e do bom viver.

Bora-Bora!, mas sem pressa, pois o Amor não tem hora, faz-se espaço em seu tempo, mas também sem demora: tem sua hora certa de amadurecer, dar certo e frutos render.

No gargalhar gostoso do Amor, colheita do reencontro,

sábado, 17 de outubro de 2009

No cultivo do Amor

A chuva teima em regar a saudade do Amor que brota, mas ainda cultiva o amadurecimento. Deixa a boca molhada a espera dos frutos.

Cede, sede.

Cessa essa voracidade que à semente nem tempo dá - antes, consome-a por inteiro, auto-suficiente que é, esta força que se proclama Amor, mas que precisa conjugar o Amar.

Aprende no úmido e vazio de si mesmo o espaço e regozija com o tempo que o nós necessita, cria e habilita para se eternizar.

Sorve cada gota, absorve cada sombra no escuro da noite, contempla a dor da ausência e transforma tudo na grandeza luminosa do Amor - essa força que impulsiona a semente, essa terra que acolhe e nutre, esse adubo que faz a todos crescer e compartilhar os frutos, imaculados e suculentos pelo cuidar respeitoso de seus individuais elementos.

No som das águas, gota por gota, destilando o fino do Amor,

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Amor é oferenda

Amor é agradecer, Amor é retribuir.

Amor é contribuir ofertando aos demais o melhor de si na mais pura das intenções.

Na vibração da natureza,

Amor é transcendência

Enquanto encarnados, somos limitados. No mínimo ao nosso corpo físico, bem como aos conceitos que teimam em separar aquilo que junto seria maior e mais forte.

O Amor é o elemento que supera as limitações e expande nosso Ser rumo ao infinito do Tempo-Espaço, conferindo sentido ao Vazio da existência através do conhecimento do Todo, salvando-nos do Nada.

Na força transcendental do Amor,


Amor é devoção

Apenas a partir da devoção é que se consegue ir além da barreira da compreensão racional e consegue-se acessar o outro - em si e no exterior.

No devoto do Amor, que é a energia do coração,

Amor é a conta da vida

Amor é querer compartilhar a alegria de viver; é multiplicar o sorriso, dividir o pranto, diminuir o ruído, somar o canto - é unir duas vozes em um só verbo e conjugá-lo pela eternidade.

No eco do Amor - uma alegria para sempre,

Amor Mestre

Neste dia do mestre, parabenizo à todos aqueles despertos que já iniciaram a busca a si: são mestres-de-si-mesmo. Dos outros somos apenas facilitadores.

A energia que nos guia à maestria e nos possibilita auxiliar aos demais na troca da vida é o Amor, este generoso mestre que ora se veste de pai-mãe, ora de amigo-irmão, ora de amada-amante, ora se desnuda e revela a beleza da natureza e, no extremo do casos e centro do caos, se expõe de sofrimento-dor para que nos poupemos de sofrimento maior e de nos perdermos por demais de nossa trilha.

Através do Amor a verdade ganha outros contornos - o caminho se torna mais certeiro e belo. Não é aquilo que queremos ouvir, mas o que precisamos ouvir - um choque que nos desestabiliza momentaneamente, mas nos faz ficar mais alertas e atentos à beleza e aos avisos desse caminho que tantas vezes deixamos de percorrer.

Amor é desbravar este caminho na singela companhia de um sorriso, na certeza de que o trilhamos só, mas sempre em boa companhia.

Ao Mestre-Amor, com carinho,

Amor é harmonização

Amor é a harmonização dos sentidos, é a dança suave entre razão-emoção, sentimento-sensação, é intuição pura.

No terroir do Amor, música para nossa alma evoluir na passarela da vida,

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Amar é cultivar o vazio

O Amor é monomito que dá vazão à toda existência, estrutura-base que possibilita a vida emergir do caos.

Amor é o todo infinito de possibilidades, o vazio que preenche a tudo e a todos e não deixa estagnar no nada.

É a janela para o jardim de oportunidades.

E é o mesmo jardim com inúmeras sementes. A cada estação e ciclo se renova a possibilidade de uma nova colheita.

Qual se quer cultivar?

Em meio a tantos desejos e interesses, qual semente despertar?

O Amor cuidará de todas, mas é no cultivo do esperado e necessário que se desabrochará em toda sua plenitude, traduzindo o anseio natural da psiquê humana em ser reconhecida especial e levada a uma existência superior.

O Amor é o que nos torna especiais exatamente ao entendermos que somos parte de um Todo, um plano maior que converge, une e procria.

Ao realizarmos nossa missão superior como Eu superior e não como ego é que nos tornamos Amor, realizando nossa plenitude co-criadora.

Na colaboração da vida 2.0 que é o Amor, divina realidade manifesta em cada um de nós - Hércules e Cinderelas do conto de fadas que são nossas vidas, realidade escrita a cada segundo, folha virada a cada respiro,

Amor, o superpadrão

O Amor gera valor e dá sentido ao vazio.

O Amor ordena padrões, supera espaço-tempo, resignifica, perdoa, harmoniza e conduz à individuação - do indivíduo e das partes: casal ou coletivo.

Une a virtude ao prazer na dança da evolução, sem distinção.

Na força despersonalizada do Amor que torna todo padrão totalitário-multifacetado parte de um único íntegro, que torna tudo especial e que personaliza a essência do viver,

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Amor ao mar da vida

Por ti e ao teu lado,

inspirado,

os ventos inflam as velas.

Parto pelo oceano, meu mundo sem janelas,

não há paredes, mas uma porta.

Abri-la devo, à vida me exorta

a brisa que tenra me reanima ao timão.

Em lento adágio me reoriento:

bússola, compasso, vento.

O oceano do sofrimento

refresca a popa e a proa de meu corpo-embarcação;

se desbasta e arrebenta,

despedaça em gotas a tormenta.

Em meio aos raios do amanhecer,

de um novo dia capitão

da nau de meu coração surjo certo da destino-ação:

sempre o Amor revive e há de vencer.


No porto seguro que é o Amor, encontro de águas, liberdade das almas,

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Amor Übereros - superação de si mesmo

Uma vez superada a vontade, o que nos resta? O que permanece após a exaustão do desejo, do impulso (inicial)?

O Amor em todas as suas possibilidades além-desejo - Übereros, Ágape e Philia.

A superação de si mesmo e a revalorização de uma nova força, superior constituindo assim uma nova realidade, uma oitava superior.

Na superação do desejo,

Amor sapere est

É sabor e saber, é saborear o conhecer, vivenciar e experienciar sem julgar e sim transformar e superar - é o ato do conhecimento, o objeto e o conhecimento em si.

Aude sapere Amor vincit - Ouse saber, o Amor vence,

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O verdadeiro Amor é agora

Nos sonhos pode-se reviver o passado e moldar o futuro como se deseja.

Só precisa-se acordar e trabalhar nisto.

Assim ama-se também quando se está acordado: vivencia-se o antigo e molda-se tudo novo, ou dá-se ao novo aquilo que se quer receber ou, melhor ainda, deixa-se surpreender.

O Amor é então este caminho do ontem ao amanhã; é a vida agora, é receber de maneira aberta as infinitas possibilidades com um sorriso nos lábios e um brilho no olhar.

Na diversidade do Amor,

sábado, 12 de setembro de 2009

Amor - campo unificado do nascimento-morte

Quem morre quando chega a hora da passagem?

De uma perspectiva dualista a resposta deve ser - quando emitida pela coletividade - o Ser que morreu; mas para este Ser, quem morre é a coletividade, que é deixada para trás em sua caminhada transdimensional.

No campo unificado da realidade absoluta que é o Amor não há morte, apenas encontros e desencontros nas diversas dimensões da plenitude da existência e possibilidades da existência cíclica do Ser.

No nascimento-morte, vida que é Amor,

A força do Amor invencível

O desejo aliado ao Tempo vence qualquer obstáculo e se une ao espaço de sua meta, passando a cultivar a meta-em-si.

Eros é a vontade e o impulso, o desejo de conhecer e unir o Tempo - ágape que nos conduz - ao Espaço - philia que nos conforta - em busca da imortalidade.

Na eterna força do Amor,

Amor - harmonia pura

O Amor é uma busca verdadeira e genuína da qual não se deve se apropriar nem ser apropriado - é harmonia pura.

Na balança do Amor,

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Amor - meditação da vida generosa

A alma habita um corpo em decomposição, o corpo abriga uma alma em evolução - habilmente compor este paradoxo, isto é o religare do Amor, meditação da vida.

O corpo quer prazer, a alma cumprir o seu dever; Amar é a equilibrada e harmoniosa convergência de objetivos no alternar da vida, nascimento-morte em essência.

Amor é a prática que deixa a mente mais gentil, generosa e atenta, e o corpo mais acessível, fluído, generoso e gracioso.

É a generosidade a interface de diálogo e possibilidade de superação.

Na generosa harmonia dos opostos complementares,

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Amar é duvidar

Por meio da dúvida, buscamos; na busca encontramos as respostas. E nas respostas convergidas, a verdade; na verdade, a plenitude do Amor.

Muitas vezes precisamos ir e voltar para descobrir que já estávamos onde queriamos e que o Amor é o aqui e o lá, que o Amor é sempre o Agora - certeza absoluta disposta plenamente a se realizar.

O que importa aqui então é canalizar a dúvida não ao outro ou a si, mas à renovação do Amor para que perdure no Espaço e no Tempo - o Amor não é uma certeza cega, mas uma fé esclarecida na força da união, é o conhecimento que transcende o tempo-espaço, renovando a si, ao outro e ao Todo.

Na captura da essência interior, eterna presença que é o Amor,

O Amor não jura

O Amor não jura, pois quem jura mente e o Amor é a verdade pura, mas nunca ingênua: é o conhecimento transcendental que a tudo transforma.

Muito além das lentes cor-de-r0sa, o poder da transformação passa por ligar pontos, por formar um complexus sustentável por uma rede que transcende e redefine 2 ou mais pontos de si mesma - externamente conectando pessoas, internamente conectando células e secretamente conectando energias e átomos.

Na verdadeira rede de sustentabilidade que é o Amor,

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A sábia maré do Amor

Andando na rua, cada passo era uma gota. Cada gota, um oceano. E cada oceano um universo em dissolução.

Este é o caminho do Amor, o rio de nós mesmos que se dissolve no oceano de nós dois, evapora e precipita para a Terra novamente molhar e fecundar - esse é o destino do Amor (fati), impulso direcionado à união fecunda e cíclica.

A sabedoria do Amor reside em saber quando ir com o rio e quando subir contra a maré, pois é Tudo Amor - umas vezes impulso, outras vezes direção, sempre união.

Na maré do Amor,

Amor - estandarte da vida, baluarte do perdão

Onde energias opostas-complementares convergem na dança da vida e eclodem estrondosos aplausos na explosão vital, orgasmo sem fim, fogo eterno que nos aquece e ao qual tornamos no acampamento de nosso Ser, o abrigo de nossa alma, a forja de nosso espírito e afluxo de nossas energias: nosso coração - estandarte da vida, baluarte do perdão.

No triunfo da vontade de viver (bem) que é o Amor,

O Amor morreu. Viva o Amor!

O Amor não existe, você deve criá-lo.

No Amor existencialista,

Amor é dança

Ritmo, movimento e som - do corpo, da alma; do Eu, do Outro; um baile na ascese da vida na forjadura do nós, onde cada passo é um pulsar de beleza na espiral evolutiva, ora conduzindo, ora sendo conduzido.

Na batida do Amor,

Aonde estás, Amor?

Bradas tão alto que mal escutas o que seu coração tem a lhe dizer.

Ouça-o! Ele diz 'Pul-so' e a cada batida se ausenta para no vazio se precipitar e novamente preencher nosso Ser de vida e Amor.

Leu-me? Ausento-me, precipito-me; vivo.

Descreve-te? Não! Esvazia-te, precipita-te; viva.

A troca viva no tempo, no tempo certo que não se prende a nada, nem à obrigatoriedade, nem à rebeldia, existe quando tem que existir - e quando encontra um caminho para eclodir do caos e se encontrar com os seus.

Encontra-te no vazio de ti mesmo e te preenchas com Amor para alcançar a plenitude de seu Ser e, para através do Amor, participar da totalidade plena da união de dois inteiros e da sociedade fraterna como um Todo.

Na semente do Amor que brota em nosso corações a cada dia,

Die wahre Liebe ist jetzt

In den Träumen kann man die Vergangenheit wiedererleben und die Zukunft so gestalten, wie man es will.

Man muss nur aufwachen und daran arbeiten.

So liebt man, auch wenn man wach ist: man erlebt das alte und gestaltet alles neu, oder gibt dem Neuen das was man haben will, besser sogar, man lässt sich überraschen.

Die Liebe ist halt dieser Pfad von Gestern auf Morgen; es ist das Leben jetzt, den Möglichkeiten mit einem Lächeln im Mund und ein Blitzel im Auge offen zuzustehen.

In der vielfalt der Liebe,

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Amar é dar Espaço ao Tempo no jardim da vida

Nunca se sabe quando Amor e Tempo casam pulsos e ponteiros - a hora certa é uma incógnita que está por vir, mas que deve ficar saudosa em algum lugar do passado ou esperançosa em algum lugar do futuro, nunca impaciente no presente.

Criar este espaço de cultivo - de si, do outro e do nós - é o respeito necessário para o conhecimento desabrochar e dar frutos; é a vivência plena do Amor em seu pleno potencial: é saber que para saborear algo é preciso cultivá-lo ao longo do tempo - desde a semente - tendo a coragem de também podar quando necessário e adubar sempre que preciso.

Jardineiros da vida, crianças do parque - somos co-criadores, mantenedores e maiores beneficiados desse imenso jardim do éden que é o Planeta Amor, esta vênus chamada Terra, cuja superfície é 70% água, tal qual nós o somos em nossa constituição.

No jardim de inverno, contemplando as estações do Amor,

A prova de Fogo do Amor

Fogo se combate com Fogo.

Na desilusão e frustração que queimam a alma e carbonizam os sonhos, secam e desertificam a doce e sensual imaginação, evaporando ilusões; é nesta condição que reside a prova de Fogo do Amor.

E não vamos fragmentar o Amor: não devemos falar apenas da prova de Amor próprio; falo do Amor maior, que não tem fronteiras, que parte e une e que é - simplesmente é; individual, coletivo, em rede, único multifacetado.

A prova de Fogo é exatamente superar o ego ferido pela desilusão e reforçar o Amor, que não deve depender de elementos externos, posto que princípio-em-si, para ser forte, inabalável e eterno.

É transmutar o fogo da prova em Fogo do Amor, canalizá-lo para se nutrir e aquecer, sem se queimar e perder.

Nem todo Amor pode ser consumado, portanto nem todo deve ser inflado e nutrido - mas todo Amor deve ser respeitado e plenamente vivido em sua esfera de existência - quer seja platônica ou consumada, alcançando seu pleno potencial real.

O Amor não nos consome, nós é que consumimos o Amor.

Devemos, para vencer a prova de fogo, amar o Amor, amar amar, nos regozijarmos por simplesmente poder estar em contato com este nobre sentimento vital e agradecer a quem o despertou - sem lamentar não tê-lo consumado, mas amar tê-lo despertado.

Na força transformadora, superior e superadora do Amor,

domingo, 23 de agosto de 2009

Amor combustível

O Amor inspira, entusiasma e renova a força para seguir adiante.

Inspira e assim nos impulsiona (Eros), entusiasma e assim nos eleva e direciona (Ágape) e renova a força através da união (philia), onde dois conhecimentos se forjam para moldar um terceiro inacessível para as partes e, assim, reinicia o processo de conquista de um novo caminho - uma oitava superior.

Na bomba do Amor, cujo aditivo é um singelo sorriso,

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Amor costura

Quando os corpos se enlaçam, o beijo é o nó, as línguas os fios, as almas uma só.

No dedal do Amor,

domingo, 26 de julho de 2009

Amor, meu complemento à Lispector

Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita... Clarice Lispector

E quando dita, finita. Encerra-se em si mesma aprisionada por conceitos e visões. Mentes, véus, impulsos, ilusões.

Liberta só estará, quando nem de palavra, nem de boca e ouvido, nem de si precisar.

Na hora da Estrela, cada segundo é Amor,

Amor - Luz pós-Nirvana

Minha prima, Carol, me mandou um texto por MSN - cuja fonte nos escapa - falando sobre o significado da palavra Nirvana: "apagando a vela" e "extinção da chama vital".

Inicialmente isto pode soar perturbador, afinal, uma prática que acaba com a Luz... mas, se olharmos além do óbvio e superficial e entendermos a metáfora chegaremos... ao Amor, ao menos em minha concepção. Pois vejamos.

Buda versava sobre a vela representando o ego, alimentado pelos desejos - quando os desejos cessam, cessa também a vela.

Escuridão.

E é a partir daí que, na minha concepção, surge uma nova e mais forte Luz, como o Sol, que dá vida à vacuidade, independente de identidade e de qualquer limitação.

O Amor surge como a Luz que ilumina e sustenta o caminho após a vela do ego se apagar - a ascese entre Eros e Ágape. Transformamo-nos na vida em si, sem necessidade de termos algo vital a parte. Tornamo-nos Amor no pensamento, na fala e na ação.

No Sol de cada um, que é o farol do Amor localizado no plexo solar, a ilha do coração,

sábado, 25 de julho de 2009

Amor é a força

A força que nos tira da relação dicotômica Eu-Outro, nos expande ao Nós, apresenta a vacuidade (Śūnyatā) e nos salva do Niilismo.

Que o Amor esteja contigo, hoje e sempre,

Amor é generosidade compassiva

Amor é o tornar-se completo em si mesmo e pelo meio hábil da generosidade compassiva ir ao Outro em busca da plena união de dois inteiros.

No compasso generoso do Amor,

Amor e desapego

Desapego não é indiferença, tampouco falta de amor.

O apego é do ego. Posse.

Amor de verdade é infinito, sem fronteiras, é livre e deixa ser livre.

Por Amor você deixa de lado o ciúmes e, mais do que isto, fica feliz pelo outro.
De verdade.

Se a felicidade do outro é com outra pessoa, então vá. Por que torturar aos dois ou até aos 3 apenas por uma parte de si? Egoísta isto no fundo.

Você pode parar agora e se perguntar: mas por que a outra pessoa pode exercer o seu desejo – mascarado de vontade de poder, que é o desejo do Eu superior, o desejo elevado, uma nota acima do instintivo, rumo ao divino – enquanto eu sofro e fico só?

Aqui, primeiro, uma ressalva: a dor é inevitável, o sofrimento não. Toda separação irá causar dor, mas revivê-la e ficar sofrendo é opcional e nada tem a ver com Amor. Pelo contrário, sofrimento apequena, contrai, Amor engrandece, expande.

E ficar só em uma situação onde o outro não quer simplesmente ficar conosco é melhor do que ficar mal acompanhado. Isto, dito de maneira horizontal, popular. Verticalizando a análise, poder-se-ia afirmar que as vibrações e energias já não mais se alinham harmonicamente, que o karma se exauriu.

É chegada a hora de agradecer pelos bons momentos e aprender com a situação. Sempre se aprende, este é o capricho do Amor, conhecimento puro, conquista constante, socrático na essência.

Temos também a mania de mal-dizer o outro de nosso Amor, aquele com quem o nosso ser amado está ao invés de estar conosco: pois digo que deixemos de fazer isto. Se é isso que se escolheu, deve-se respeitar o livre arbítrio alheio; talvez sejam os valores e situações que o amado curta de verdade.

Que se regozije por ter encontrado aquilo que de fato lhe satisfaz. Neste movimento, enchemo-nos os pulmões de amor oriundo deste regozijo, banhado por compaixão pelos laços terem acontecido e partido, certos de que somos todos Um na equanimidade do Amor. E que sabemos tão pouco sobre Ele, o Amor, com quem tanto aprendemos a Ser, deixando de lado o aspecto infantil e primitivo para aprender a verdadeiramente Amar como adultos e humanos, em busca do Übermensch.

Amor é a reunião do amor de um, com o amor de outro e a soma em um Todo maior que as partes.

É lógico que tudo isto é fácil de pensar, difícil de sentir e muito mais complicado de se exercer.

Mas é isto que viemos trabalhar aqui, aprender a Amar de verdade.

Na escola do Amor,

Amor angelical, missão divina

Amor é o anjo (ângelus) que amplia nosso campo de visão, a força que amplia nosso raio de ação, a energia que eleva nossa atuação.

Nas asas do Amor,

Amor - impulso do espírito à perfeição

O Amor é um impulso do espírito, preso ao corpo erótico, no sentido da perfeição agápica para gozar da liberdade dos laços da philia.

No lapidar do Amor,

Sexo é Amor

Você pode saber se está Amando alguém pelo sexo que vocês praticam.

Se houver equilíbrio entre as 3 esferas, digo, 3 etapas - pré, ato e pós - então vive-se em pleno Amor.

O desejo de Eros é o pré, o que impulsiona, motiva. O ato em si é Ágape, o divino ápice orgasmático que tudo abarca para encaminhar, o êxtase supremo. O pós é a recepção, o estado aberto, diálogo da unidade entrelaçada e cúmplice.

Amor saudável é aquele que equilibra o prazer destas três etapas, onde não se almeja apenas uma ou se dá maior peso e exerce mais outra.

No vai-vem do Amor,

A Energia do Amor: Força – Conhecimento – Luz

Quando a força da atração é canalizada para o conhecimento mais elevado passa-se a uma outra esfera e gera-se Luz através da união das forças.

Na equação do Amor,

Dica para escapar das armadilhas dos ciclos e do devir no Amor

Antes de tudo é necessário reconhecer que as armadilhas são nossas, não do Amor. É como se responsabilizássemos a fonte que nos deu água de beber pelo nosso afogamento. Somos nós os únicos responsáveis por nos posicionarmos e lidarmos com as energias a nossa maneira.

Esta consciência é o princípio do Amor, o fim em si mesmo, a eternidade como caminho; o prazer supremo a ser vivido com regozijo.

Os ciclos a seguir são originados dos círculos de poder de cada vértice da pirâmide e que se deve vivenciar até se acumular suficientemente energia para poder se percorrer o caminho até o próximo vértice - o perigo reside em ficar preso no ciclo e não fazer dele uma mola e espiral evolutiva.

Os ciclos são as zonas de conforto que as práticas tântricas ajudam a amorosamente deixar para trás em busca do conhecimento.

Ciclo de Eros – Liberdade & Desapego

Aspecto - Corpo

Cor - Branco

Mantra - Om

Ação - Instintiva

Reconhecer a sua alma – sua psique – pode ser o caminho, pois na mitologia foi quando Eros conheceu a verdadeira Psique que ele se feriu com sua flecha e se apaixonou, ‘empoderando-a’ com seu Amor. E é desta união de Eros com Psique, do Amor com a Alma, que Psique, a alma, torna-se imortal tal qual o Amor (Eros).

"A propósito de cada desejo deve-se colocar a questão: 'Que vantagem resultará se eu não o satisfizer ?'" - Epicuro

"O prazer não é um mal em si; mas certos prazeres trazem mais dor do que felicidade
" - Epicuro

A Fala nos ajuda a ir do Corpo à Mente em um caminho avermelhado e som do mantra Ah.

Ciclo de Ágape – Tempo & Meditação

Aspecto - Mens (Alma, Mente)

Cor - Azul

Mantra - Hum

Ação - Canalização & Cultivo

Reconhecer-se como imagem e semelhança, mais do que isto, reconhecer sua natureza divina e que Deus habita em nossos corações, que carregamos a centelha divina e o poder criador e mantenedor pode ser vital para não ficarmos fixados ao êxtase e conseguirmos interiorizarmos esta experiência, podendo somente assim colocá-la em prática.

"É estupidez pedir aos deuses aquilo que se pode conseguir sozinho." - Epicuro

Mas é sábio pedir-lhes conselhos e auxílio - Luz e Amor - em nossas fraquezas tão humanas. Novamente aqui é necessário o desapego - do êxtase supremo - para tornarmo-nos adultos e independentes.

O silêncio e a vacuidade nos auxiliam a unir corpo, fala e mente, o Eu e o Outro, a chegar à colheita de nosso pleno potencial. O caminho ganha tons de Amarelo-ouro e o som do mantra Sva (So).

Ciclo da Philia – Espaço & Prazer

Aspecto - União

Cor - Verde

Mantra - Ha

Ação - Resultado & Colheita

Reconhecer, tal qual apregoava Epicuro, o prazer de (con)viver – neste caso em união – e como isto nos potencializa quando em harmonia com as leis naturais.


"Não temos tanta necessidade da ajuda dos amigos quanto da certeza da sua ajuda." - Epicuro

Om Ah Hum Sva Ha - purificando corpo (om), fala (ah) e mente (hum), assim seja (sva ha).

No supremo prazer do Amor, que é o conhecimento em si

Armadilhas do Amor - II

Na pirâmide do Amor do secreto caminho evolutivo há três fluxos cíclicos que servem para nos nutrir e impulsionar rumo à próxima etapa do caminho. Eles se encontram em cada um dos vértices e até se completar todo o primeiro percurso, são extremamente perigosos.

No ciclo de Eros, a força cíclica do desejo nos nutre e impulsiona como aspecto positivo, mas pode ter um viés de vício e acomodação, afinal o prazer de facilmente saciar-se o desejo pode levar qualquer um ao comodismo.

É necessário coragem e sabedoria – guiados pela compaixão – para romper com este ciclo e utilizá-lo como mola propulsora para se atingir o segundo nível da Ágape. É por este e outros motivos que se necessita de mestres realizados para se aventurar pelos caminhos do Tantra.

No topo encontramos o ciclo de Ágape, a força cíclica da sabedoria divina que se por um lado nos nutre de conhecimento, sabedoria compassiva e mais e mais força, por outro pode-nos fazer refém do êxtase que se experimenta por estar diante do Amor mais elevado.

Mas como este ainda não está completo em nós, precisa ser exercido, não apenas conhecido, é preciso de clareza e desapego para se dar o próximo passo adiante: em direção ao Outro (primeiro em nós, depois ao nosso entorno) presente no ciclo Philia. É quando é necessário reconhecer que este conhecimento não é somente nosso e apenas dele compartilharemos quando exercendo-o na troca com o Outro.

No ciclo da Philia forja-se o amor combustível cotidiano que fará os sistema funcionar automaticamente, fluindo e fruindo harmoniosamente. A troca amorosa produz uma energia tamanha posto que a soma é maior que as partes que o excedente transborda, fertiliza e impulsiona os avanços de ambos naturalmente.

O problema é que a maioria de nós se contenta ou por medo ou por carência com o primeiro estágio e com medo de perder o pouco que tem, abre mão do tanto que lhe está a espera ao final do arco-íris que é a realização de seu pleno potencial.

Talvez por isto que no budismo se fale sobre o corpo de arco-íris como último estágio da realização por ter-se passado por todas as tempestades da vida e águas da emoção, alcançando o pote de ouro que é a mente iluminada. E o que é a mente iluminada se não a alma plena da razão do coração?

O bom é que a vida nos proporciona tais momentos e forças cíclicas de diversas formas: pelo Amor, quando conscientemente deixamos cada ciclo em espiral rumo ao próximo estágio aplicando ao Espaço de cada força o vértice do Tempo imbuídos de Amor, ou pela dor, quando nos empurra – mesmo contra nossa vontade – a nos defrontarmos com nosso caminho e destino: neste caso mais solitários, mais chuvosos e mais tristes porque com menos força.

Aja com Amor: equilibre a mandala de seu Ser através da abertura da beleza do Amor para receber a força de cada ciclo. Organize razão, intuição, sensação, sentimento (emoção) e abra espaço para o canal fluir e você ascender: deixe o Amor preencher aquilo que você conhece por ego e acha que é grande e sua única proteção – sem medo verás que podes ser muito maior e mais forte, liberto.

No Amor livre das armadilhas,

As armadilhas do Amor

Quando estamos no processo de ascese através da elevação de nosso padrão de Amor, do animalesco e instintivo impulso erótico ao divino e absoluto agápico, o próprio Amor nos coloca à prova: nos apresenta um par e contra-ponto erótico ao qual nos ligamos, que facilmente gera êxtase e que pode nos viciar em um processo que se finda em si, não se renova, tirando-nos de nosso secreto caminho evolutivo que justamente nos dá êxtase e troca ilimitada com o universo.

A chave é entender isto - o aparecimento do par erótico - como a Força Schopenhaueriana, a manipulação por parte dos genes, as tentações de Mara, e superar esta etapa de apego aos prazeres fáceis e táteis focando na evolução espiritual em busca da elevação dos padrões e vibrações.

Quando sentir que alcançou e consegue manter o padrão agápico, desapega-se também do êxtase supremo para aportar seguramente na philia, onde se lida com o Outro e consigo fraternamente e pode-se, inclusive, retomar aquele relacionamento que outrora era obstáculo - se ainda tiver e fizer sentido, será transmutado, evoluído.

Entender este processo e tornar-se soberano nele é criar meios hábeis - amorosos - para tornar obstáculos ferramentas de poder e conquista - o que se assemelha muito ao Tantra e suas práticas.

Na união das energias opostas e processo libertador do Amor,

Amor é Luz na escuridão - II

Devemos fortalecer a nossa Luz interior, que tem na mente-coração seu propulsor e na fé-do-coração seu combustível, o Amor, para no encontro com o Outro sermos capazes de nos doarmos plenamente: nossa Luz através do Amor, nosso Amor que é Luz.

A cada encontro a Luz da fé e da razão ilumina a escuridão do medo e da ignorância, uns dos outros e de nós mesmos.

É preciso ser forte para não sucumbir, na certeza de que o Amor é um combustível renovável e inesgotável - quanto mais se dá, mais se tem - e que por maior que seja o mar da escuridão, um pingo de Luz já muda toda composição.

Na forte clareza do Amor,

Amor é dedicação

É você focar todos seus esforços e fluídos para dar e doar o melhor de si para que o Outro possa realizar o melhor de si: ambos dialogam e focam no Eu Superior e materializam progressos.

E sempre dedicar a ação à liberdade de todos os seres.

No enfoque superior que é o Amor,

Amor - tríade que leva à sabedoria

Amor é a soma da compaixão, da equanimidade e do regozijo.

Sai-se de si pela compaixão para alcançar o Todo através da equanimidade que reforça o regozijo pelo Outro - estado de êxtase e contentamento da Philia, que é pelo Outro, mas não deixa de ser por nós mesmos: o impulso erótico elevado uma oitava através da compaixão.

No tripé do Amor,

Amor, filosofia e religião

Interdependência - Budismo

O Amor é a esfera secreta na relação interdependente entre os vazios das esferas interiores e exteriores, que buscam na relação forjar valor e assim se preencher - enquanto o valor em si é acessado na câmera secreta de cada Ser e é onipresente em tudo: a alma ancorada no coração e integrada ao Todo.

Mente-Dual - Estoicismo e Budismo

A mente é dual enquanto cria e age pelo ego. Quando cria em concordância com a natureza (das coisas) potencializa o divino e fecundo Amor, dando asas à seus sonhos e chão para edificar seu valor.

Fábula das abelhas - Mandeville e Capitalismo

Abstraindo-nos da diferença conceitual entre vício e virtude e pautando na certeza de que temos na essência amorosa comum, podemos dar razão à Mandeville e, sob esta ótica, também à Adam Smith: se cada um perseguisse (sem vício!) seu interesse genuíno - que permeia a todos e tem a todos como meta - isto contribuirá para a prosperidade do coletivo, tal qual acontece em uma colméia - outro superorganismo no qual nós deveriamos nos espelhar.

No pensar, falar e agir do Amor,

Amor - o troco do sorriso

Estava gripado, indo dar aula particular de alemão, quando no dia 01.07.09, após um singelo encontro na garagem, parando bicicletas, um sorriso me tirou de meu isolamento febril e me fez reconectar com minha magia interior. Bilhete deixado na cesta de sua bike, nunca respondido - e nem precisava: às vezes, o importante é apenas retribuir. E agradecer. Essa é a maior concretização do Amor.

Cara desconhecida,

Desculpe-me de antemão a audácia e intromissão.

Gostaria de lhe agradecer por seu sorriso, mesmo sem querer, ter iluminado a penumbra da garagem e de um corpo doído pela gripe - a alma, leve e imaculada, regozija encantada.

Essas coisas por muito nada tem a ver, são lampejos do destino, acontecem por um momento nos sem fim dos cotidianos. Cumprem seu papel - que no caso foi de me entusiasmar, ou seja, encher de Deus, e de me inspirar a te escrever, agradecer e compartilhar (algo que pouco se faz de verdade hoje em dia) - e só.

Caso, no entanto, desta finitude do momento tenha dó não deixe protocolos sociais e medos estomacais lhe impedirem de fazer um novo amigo com possíveis conceitos mais. Ou não, apenas amizade e gratidão.

Se acaso a timidez lhe tomar de refém e roubar a voz, mande-me um sms dizendo 'me ligue' ou 'me esquece'.

Não é operadora telefônica, mas é simples assim. Se não nos falarmos mais - como se estivessemos! -, quero agradecer-te. E desejar-te tudo de melhor: para que possas compartilhar seu sorriso com o mundo, cada vez mais.

Na inspiração respeitosa que é o Amor em seu leve e descomplicado viver,

Do ego ao self - o poder da plena realização do Amor

Muitos confundem o poder de realização do Ego com o Self: do eu inferior - pequeno, individualizado e isolado - com o Eu superior - magnânimo, individuado e unido.

Quando se reune e harmoniza em si todas as diferenças no uno que temos o potencial de espelhar, alcança-se a divinificação e o pleno potencial.

Pode-se até iniciar algo através da força cega e impulsiva do ego, mas é preciso saber se abrir para ampliar o horizonte e elevar o ganho e o valor, alcançando-se assim o pleno potencial seu e do resultado almejado.

No processo do Amor,

Amor - processo de visão e elevação

A Fé é a luz da razão - Amor a união harmônica entre fé, conhecimento e razão.

A Fé leva e eleva a razão, jogando Luz onde a razão ainda não consegue enxergar clareza, realizando o pleno potencial.

Na Fé do Amor e no Amor à Fé,

Amor coelis - céu interno

Como falar das estrelas se não se sabe falar nem de si?

Por isso é que amar o próximo passa por amar a si - se conhecendo, aceitando e evoluindo se chega ao próximo e isso só é possível através da vacuidade - o não-ego - Deus, em suma, o Amor e demais conceitos que demonstram as ações do Amor na edificação do Ser pleno - o pleno equilíbrio do individual-coletivo no Todo.

Só após conhecer seu firmamento, estrelas, órbitas e buracos-negros é que se pode compor com o Outro uma bela constelação.

No firmamento do Amor,

Amor - busca pela verdade

Abrir o coração tem seu risco: rever todos os valores. Questionar para melhorar. Retreinar a mente.

Demanda alto respeito pela disposição de que a vida pode ser totalmente diferente do que é.

Para viver uma existência de Amor, pergunte-se silenciosamente: qual o potencial de minha vida?

Temos que nos sentir honrados e honrar-nos com nossa incessante investigação e cotidiana condução da ação.

Quando se está resoluto e trabalhando focado em uma direção, poderosas forças ajudam-nos a superar todas as barreiras, impulsionando-nos para frente.

Seja gentil e respeito contigo mesmo e sua jornada ao deixar para trás seu passado e ego.

Quando se inicia a busca amorosa, começa-se com a saída de si (do palácio e sua zona de conforto), enfrenta-se a perda de tudo (mordomias e hábitos), vem o medo do desconhecido e do caos - enfrenta-se a criação uranítica, molda-se na positivdade saturnina daquilo que lhe importa (sai-se do auto-centrismo) e, canalizando saturninamente, chega-se à abundância jupteriana do encontro com o Outro que é você (também).

Chega-se ao Outro que é a sua jornada, a sua tomada de consciência e o ato de assumir controle e soberania sobre si. Por inteiro - tal qual nosso crânio e cérebro, evoluimos plenamente fora do útero e por toda vida.

Amor é a busca pela verdade. É a libertação das amarras, a construção das pontes, a integração ao Todo através do outro que somos nós mesmos espelhados pela vida.

Elementar!, na investigação do Amor,


Amor - vitória contra o conformismo

Olhar compassivo, contemplando serenamente o incômodo e o medo, atenção plena, motivação pura e o poder de remover obstáculos, transformando-os em trampolins da evolução: esse é o poder do Amor.

É a elevação da dicotomia que aprisiona na luta de pólos (classes, sonhos) para uma esfera superior que trabalha tudo no sentido da evolução e superação das fronteiras no alcance da plenitude.

Na não-aceitação proveniente do Amor,

O Amor tântrico de Eros e Psique

Na mitologia grega a alma se torna imortal quando o Amor se enamora por ela e ambos vencem, juntos, os desafios - após superar a desconfiança: pois "o Amor não sobrevive sem confiança".

A ascese se faz quando se canaliza o desejo de Eros para a alma; desejo é a vontade de possuir algo que não se tem, é o desejo por conhecer o conhecimento em si. Conhecer sua alma é conscientizar-se e apropriar-se de sua alma, de si - de maneira superior, com conhecimento e confiança.

Quando se conhece a alma, cria-se laços com ela, pois ela é nossa parcela divina. O Amor passa então a não ser apenas conquista, mas a manutenção do estado em si. Nós somos tanto a alma, quanto o Amor - essa busca - em si, somos a união que fecunda e cria.

Fortalecidos e plenos, entendemos a vitalidade da união e a procriação e o prazer conscientes. Movidos por amor, regozijo, equanimidade e compaixão, selamos a ascese através da exteriorização do processo tântrico interno, formalizando a união das energias gerando mais um ponto de Luz na teia da vida: mais um desabrochar a começar a ascese por si só.

Focar primeira no auto-conhecimento para depois buscar a união saudável não é egoísmo, é Amor. A si, ao próximo, ao Todo.

Na mitologia do Amor,

A nau do Amor

Em conversa com o grande astrólogo Zé Maria, soube deste que necessitaria trabalhar e dar maior valor à minha Vênus natal, integrando-a, pois esta se encontra isolada nos porões de meu barco - formação gráfica presente em meu mapa astral.

Logo me veio a imagem de tirá-la do porão e colocá-la à frente, na proa, como homenagem e proteção. Sem dúvida será a nau do Amor que me fará ir à lugares nunca antes navegados através de mar calmo e brisa renovadora que impulsiona sem rasgar os tecidos das velas içadas em busca do vento da prosperidade.

Enquanto escrevo, vem à minha mente a imagem da arca de Noé.

Devemos nós também construir nossa embarcação para salvarmo-nos do dilúvio de nossas emoções – próprias e coletivas – para então repovoarmos nosso campo fértil com nossa energia tântrica, posto que salvamos tanto nosso lado yin, quanto nosso lado yang.

Só após nos termos assegurado a salvo das águas profundas de nossas emoções idem é que estamos aptos a convidar @ consorte para fazermos uma viagem de lua de mel, romance, aventura e, lógico, Amor. Senão, é ‘homem ao mar!’ e razão à mercê.

Não à toa o budismo chama o mundo fenomênico, o samsara, de ‘oceano de sofrimento’ – para vencê-lo, devemos ser hábeis capitães de nós mesmos, termos uma boa nau feita de ossos, carne e tecidos impulsionados por pensamentos, sentimentos e sensações e nos guiarmos consciente e intuitivamente pelas estrelas para descobrirmos nosso novo mundo; despertos.

Nas vagas do Amor,

Só Amor - múltiplo e uno

Só, perdido, me encontro.
Solteiro, me fecundo.
Busco a unidade-base antes do Outro.
Só, assim se consegue levar amor ao mundo.

O Outro passa a ser Eu,
na realidade nós,
não há barreiras,
só, apenas uma voz.

A unidade sussurra
o que todos no fundo já sabem,
amor incondicional,
a chave do progresso, ordem natural.
[vitória do bem contra o mal]

Ouça o grito do silêncio de seu Ser,
faça cair os véus e irás ver
a divina face da unidade
resplandecente em toda multiplicidade.

No verso do Amor, rima da eternidade,

Amar a si através do Outro

Amor é um 'em-si-mesmar-se', reafirmando-se em sua plenitude pelo e através do Outro - do Outro em si, na ascese pela individuação, e do Outro-alter, exterior e de fato diferente à nós.

Amar é desejar tanto se conhecer e 'plenificar' quanto ao Outro - e que ele também alcance o mesmo estágio, almejando-se elevada união.

No espelho do Amor,

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Amor chronos est

No Amor cada segundo vira uma eternidade a ser desbravada.

Na ampulheta do Amor,

Amor pleno de si

Amor não é querer ser o melhor; é dar sempre o melhor de si em toda interação: consigo, com o Outro, com o mundo.

No alcance de seu Eu superior,

Brisa amorosa

Amor, essa brisa interna que acalma a ardência - no peito, no estômago, na alma - que infla as velas e ilumina nosso horizonte no Outro sem fim.

Navegar nessa brisa para encontrar o oceano de Amor, é preciso, com toda calma.

Sob inspiração de viagem auspiciosa para encontrar Sua Santidade, o Dalai Lama em Frankfurt, Alemanha.

Dalai Lama significa literalmente 'Oceano de Sabedoria' e esta não é outra que o Amor, que através da Compaixão torna a mente inteligente, mas ordinária, em sabedoria pura.


Na proa do Amor somos todos Reis do Mundo,

A fronteira final do Amor

Não há mais nada conquistar a não ser a paz interior.

E essa já é Amor em si, princípio, meio e fim.

Amor vincit omnia,

quarta-feira, 22 de julho de 2009