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sábado, 13 de julho de 2013

Amor, consciência purificadora

A purificação do Ser passa pela conscientização do Estar.

Respeite o momento. Obre-se arte, ó artista de si mesmo, torne belo cada momento pelo instante de teu olhar - aprecia o belo, cultiva o bem e colherás o sublime.

Pense-se. Ame-se. Sinta-se. Supere-se. Entregue-se ao prazer de obrar, de idealizar o ato, de encenar a vida com toda virtuosidade que sua visceralidade pede e virtude que o coração confere, dignificando-a como desejo, arquitetada pela mente, projetada pela fala, que os sentidos corporificam e a mente-coração sente; valoriza.

No olhar que constrói realidades sustentáveis, cujos destinos futuros tem seus pilares erguidos no passado e suas vigas projetadas no presente,


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ser, esta busca que é o Amor

Quanto mais lhe busco,
mais lhe perco
por não aproveitar,
por não lhe viver.

Busco-lhe e no encontro já busco não lhe perder
e nesta busca que não cessa,
me perco por tanto buscar
ao invés de simplesmente ser.

E contemplar
que esta busca seja só uma:
buscar Ser, nada mais
do que Eu Sou.

Nada menos que a entrega total ao momento, esta instância da eternidade presente a cada instante,

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Amor, sede da sede

Amor,
momento de minha memória,
movimento de minha história,
eternidade de meu Ser.

Na sede da sede que sacia o Ser com sua simples existência,

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Amor Nu

Amor, esta instância da eternidade que torna o espaço infinito e qualifica o instante a um mo(nu)mento da beleza.

Na educação estética do Ser,

terça-feira, 9 de outubro de 2012

No Augenblick do Amor

Ah, o momento, que num instante se torna memória e noutro eternidade. 
Eis a saudade do presente que mesmo nunca ausente se desfaz a cada movimento do olhar.
No Augenblick em que meu olhar cruzou o seu, rasgou os céus e teve com o sublime,

quarta-feira, 21 de março de 2012

Amor, métrica da abertura do Ser

Abertura
ternura
acolhimento
do momento

fruição

fluindo
indo
além
pelo bem

por todo tempo
por todo espaço
através do conhecimento
por Amor

sem algo
sem alguém

por rima
fazendo poesia
criando uni
frentes e versos

Na métrica do Amor que dita abertura,

sábado, 24 de dezembro de 2011

domingo, 8 de maio de 2011

Amor à verdadeira natureza do Ser

Ela é linda de todo jeito, mesmo sem voar.

Mas reside nela uma eterna fragilidade da qual emerge uma força instantânea, porque olhamos sabendo que no segundo seguinte ela vai voar, porque vamos soprar; é o dharma - da Flor; do sopro; de nós, como agente interlocutor.

A gente dá a última olhada nela inteira e o prazer de inteireza levita e alça vôo junto ao prazer de vê-la voar. Entregamos tudo ao fluxo do prazer - prazer da vida que perpassa e nutre a natureza última de nosso Ser.

E é esse olhar de contemplação da convergência de forma, vazio e impermanência que a torna tão bela; essa doação do olhar que não é outro que o Amor - a entrega por completa, eterna experiência de viver o crepúsculo de cada momento, fazendo de cada instante a Aurora da eternidade.

No encontro com a verdadeira natureza do Ser, que só ocorre quando deixamos tudo partir ao sabor do vento e nos banhamos no fluxo da vida, alçamos vôo rumo à nossa eternidade,

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A timidez do Amor

O sol sorri tímido hoje; ilumina a lembrança de bons momentos que eu ainda não vivi.

No desabrochar do futuro, que ocorre a todo instante,

domingo, 24 de abril de 2011

Amor indaga, Amor responde

O que vale é o AGORA, já que o AQUI é cada vez mais relativo.

Mas, um momento: o que é o agora, senão uma seqüência de instantes que nos levam à eternidade presente em cada momento?

Na busca da eternidade de cada momento, ciclo tautológico do viver,

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

É tempo do Amor libertar

O futuro se aprende com o passado e se faz no presente.

E é no aqui e no agora que devemos estar, preservando nossa eternidade a cada momento, libertos: da emoção presa ao passado, da mente perdida no futuro e de um corpo dilacerado no presente.

Na meditação do Amor,

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Amor, eterno momento

Não quero reviver o passado ou viver no futuro, quero estar presente na eternidade de cada momento. 

No momento, quero estar eterno,

sábado, 17 de julho de 2010

Amor, ato criativo

Amor é a abertura de Ser, fissura que deixa irromper o artista em nós e que faz de nossa vida uma obra-prima: é a moldura, a tela, a tinta, o pincel, o objeto, o autor; mas sobretudo, é o espaço que une tudo isto com harmonia e equilíbrio que resultam na beleza ao longo do tempo a ter com a eternidade em cada momento.

Se não pintas ou escreves e não queres ao menos ousar, tudo bem, trabalhas e tens teu par - já podes aí se lapidar e polir a jóia bruta a cada despertar.

E quando o par ímpar fizer, todos ganham se de fato houver Amor entre o homem e a mulher.

O Amor gera na fecundação a beleza da divindade, o equilíbrio da natureza e a harmonia do Ser, o malgam que eterniza toda a philia.


Na beleza do orgasmo, verdadeiro ato criativo,

terça-feira, 29 de junho de 2010

O grande momento na história do Amor

Não se pergunte o que o Amor pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo Amor.

Eis a fecundação do Amor-em-si, momento de conscientização, eternidade presente.

No dar que é receber,

domingo, 16 de maio de 2010

Amor, convergência que supera o ego

O Aqui e Agora não tem espaço para o Ego, que se perde no Tempo do ontem e busca desesperadamente o amanhã.

O conhecimento converge o Ser e o cristaliza radiante na eternidade do momento.

Na convergência dos três kayas,

Amor não lembra, não esquece, apenas viver merece

“Eu, agora – que desfecho! Já nem penso mais em ti… Mas será que nunca deixo De lembrar que te esqueci?”

Por isto que Amar não é se fechar ou se abrir de maneira ordinária; é uma abertura plena que deixa fluir.

No Amor,
o fluxo da vida
sem temor
e sem medida

Até além-morte,
desde o ninho
em qualquer sorte,
segue seu caminho.

Ora indo com as ondas,
na maciez das marolas,
ora nadando contra a correnteza,
evitando das pedras a aspereza.

Age-se como deve-se agir, sem ressentimentos.

Inclusive chocando-se,
quando devido e necessário,
com uma ou outra pedra,
nada havendo nisto de maldito ou temerário.

Não me lembro,
não me esqueço,
vivo o momento,
eu mereço.

E no merecimento,
bênção sublime,
vive-se a comunhão do arrebatamento
na companhia de quem rime.

Na poesia que se conjuga entre o verbo e a ação,