A felicidade virá no exercício do melhor de cada um, da ação virtuosa desse grande coração que sustenta as nossas mentes.
Amor que confirma e expande os simples limites da razão.
Na ponte para a ETERNa felicIDADE,
A felicidade virá no exercício do melhor de cada um, da ação virtuosa desse grande coração que sustenta as nossas mentes.
Amor que confirma e expande os simples limites da razão.
Na ponte para a ETERNa felicIDADE,
Sapere aude
Elater animi est
Inanitas amoris
Tradução do sentido:
Ouse saber
A mola propulsora é
A vacuidade do Amor
Derivação do sentido:
O vazio da mente é a maior ousadia do conhecimento, pois possibilita compreender tudo; não como já conhecemos, mas como se manifesta, como fenômeno de aparecimento que é e ao qual damos um valor ao conferir-lhe sentido a partir da liberdade do encontro entre sensação e intenção.
No Amor que expande o ânimo,
(tradução do título deste primeiro haikai em latim)
Despedi-me em sonho daquela que se tornara meu pesadelo. Preenchera-me por completo, aquecera minha alma, deixara-me desperto.
Mas, mais rápido que sua aparição, fora seu inexplicável sumiço. Parece que morrera, tal sua ausência física e presença em minha mente-coração.
Sem motivo aparente, suicidara o sonho de nós dois.
Volta, sonho, ao menos para confidenciarmo-nos, compreendermo-nos, transformarmo-nos.
Na leveza que se foi,
Enquanto meu coração afirma que sim
E minha mente boicota e diz não,
Meu corpo se impede no talvez
E pede mais uma vez
E para sempre
Meu coração grita que te ama,
Minha mente aprende e sustenta
Meu corpo sussurra reflexivo,
Amar é constante aprendizado exaustivo.
Exausto e feliz, meu Ser se admira com a sublime existência de nosso encontro.
Na eternidade que insiste me acompanhar toda vez que lembro da conexão de nosso olhar,
Quando a mente sabe que não, mas o corpo clama que sim, o coração é o fiel da balança e harmoniza o confronto através de um alternado diálogo.
Na confiança que emerge da pureza da intenção,
Os deuses choram,
A chuva cai.
O coração ama,
A mente, ardente-mente.
E o Ser contempla os vôos da alma.
Na complexa simplicidade,
A mente vagueia e até se perde, mas o coração não esquece nunca, mantém vivo o ser amado a cada pulsão, na esperança de encontrá-la em algum lugar da eternidade.
Na lembrança de nós dois, eternidade encarnada,
O vazio
do silêncio
do sentido
da ausência
dá espaço
à carência
à solidão
à tristeza
tudo pára
pára tudo
que se quer descer
de onde
para onde
chegou-se
à aporia do Ser
magnífico lugar
esplêndido tempo
- do vazio emerge um novo vento
interno - o silêncio
da liberdade brada
aurora que anuncia
a construção de um novo Ser
que sem caminho
criou asas
e meditou
forjou seu novo espaço na mente
- e planejou
e seu planejar é ação
não há distinção
é tudo harmonia
em suave tensão
entre relativos que se convergem
em absoluto espaço
infinito modus do corpo-fala-mente
entre o Ser e o não-Ser
o foco no Estar e Fazer
e o regozijo no acontecer
contemplar o fluxo
escolher o destino
sentir o vento
içar as velas
viver
enquanto brilhar o longo dia
até a breve noite vir me acolher
Na sustentável leveza do Ser,